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Senado: Dino ganha o apoio de Erik Silva (PDT), prefeito de Balsas, aliado de Weverton

 

Flávio Dino ouve a declaração de apoio do prefeito Erik Silva à sua pré-candidatura

Foi grande, intensa e muito positiva a repercussão do gesto político do prefeito de Balsas, Erik Silva (PDT), de fazer uma declaração pública de apoio à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, contrariando o presidente e candidato a governador do seu partido, senador Weverton Rocha, que vem atuando para levar o PDT a apoiar a pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Na sua declaração, dada na segunda-feira (6), durante visita que fez ao ex-governador, o prefeito de Balsas não deixou dúvidas, até pelo entusiasmo com que pronunciou as palavras: “Olá amigos e amigas de Balsas. Estou aqui em São Luís e aproveitei para visitar o ex-governador Flávio Dino, amigo, parceiro de Balsas. Vim aqui, debati, troquei ideias com o nosso ex-governador, que ajudou muito a cidade de Balsas. E dizer que estamos juntos no projeto Flávio Dino Senador. Ele hoje é pré-candidato ao Senado. Nós temos um posicionamento político sério. Então eu estou aqui reforçando o que toda a cidade de Balsas já sabe, que o meu pré-candidato ao Senado é o ex-governador Flávio Dino”.

A manifestação do prefeito Erik Silva em apoio a Flávio Dino ganha estatura de ato político importante pelas várias nuanças que o envolvem. A primeira por ser o prefeito um membro destacado do PDT e ser Balsas (cerca de 50 mil eleitores) um dos municípios mais importantes do Maranhão na atualidade, pelo seu peso econômico como polo destacado do agronegócio na região do Matopiba. Além disso, Balsas é uma espécie de “berço” político do senador Roberto Rocha, cujo pai, o ex-governador Luiz Rocha, e o irmão, Luiz Rocha Filho, foram seus prefeitos, ambos atuando em campo político oposto ao do prefeito. Erik Silva apoia, claro, a pré-candidatura do senador Weverton Rocha, do seu partido, ao Palácio dos Leões, mas não o segue na disputa senatorial, sem que isso os coloque em rota de colisão – até porque o senador Weverton Rocha só teria a perder.

Na sua declaração, Erik Silva, um político de posicionamento sério, fez questão de justificar o apoio à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino mostrando que ele foi “amigo e parceiro de Balsas”, que “ajudou muito a cidade de Balsas”. Ao agradecer a manifestação de apoio, Flávio Dino enfatizou que seu Governo investiu o que pôde em Balsas e relacionou algumas obras importantes – hospital regional, centro de hemodiálise, estradas, parque, Iema, entre outras -sempre assinalando que foram ações discutidas e apoiadas pelo prefeito. Ou seja, os dois dirigentes atuaram numa parceria saudável, que produziu ganhos reais para Balsas.

O posicionamento do prefeito Erik Silva vai na contramão do PDT. Dias antes de colocar seus aliados mais próximos na base de apoiadores do senador Roberto Rocha, o senador Weverton Rocha declarou, numa entrevista em Caxias, que seu grupo havia decidido “não votar no Flávio Dino”. E logo depois os chefes do seu grupo se alinhavam ao senador Roberto Rocha. Nos bastidores circularam informações de que pelo menos uma quinzena dos 40 prefeitos do PDT ou eleitos com o apoio do senador pedetista, haviam declarado apoio ao projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino. O posicionamento enfático e entusiasmado do prefeito de Balsas, ainda que se leve em conta as peculiaridades políticas de Balsas, tem impacto forte no cenário da corrida ao Senado, reforçando o amplo   favoritismo do ex-governador apontado por todas as pesquisas.

Com a sua atitude, o prefeito Erik Silva, eleito com boa vantagem em 2016 e reeleito em 2020 com mais 84% dos votos, e que mudou a feição urbana e política de Balsas, ganha estatura e horizonte no cenário político estadual. E não será surpresa se, com o prestígio que detém, ele venha a ser nome forte para o Senado em 2026, quando serão abertas duas vagas, a do atual senador Weverton Rocha e a da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Velten cumpre agenda intensa na Assembleia e no Senado

Paulo Velten e Glalbert Cutrim ladeados à esquerda por Wellington do Curso, Roberto Costa, Socorro Waquim, Vinícius Louro, Zé Inácio, e à direita por César Pires, Mical Damasceno, Cleide Coutinho, Rafael, Ariston Ribeiro, Jota Pinto e Neto Evangelista

O governador interino Paulo Velten cumpriu ontem agenda intensa. Começou despachando no Palácio dos Leões, de onde seguiu para a Assembleia Legislativa, onde se reuniu com o presidente interino, deputado Glaubert Cutrim (PDT), deslocando-se em seguida para Brasília, onde participou da reunião de governadores com a cúpula do Senado da República para discutir a sensível e complexa questão do preço dos combustíveis, cuja solução proposta pelo Palácio do Planalto implicará em pesada perda de receita para os estados.

Na visita ao Poder Legislativo, declarações dos chefes dos dois poderes reforçaram a relação de harmonia e respeito entre o Legislativo e o Executivo. O presidente em exercício Glalbert Cutrim entregou ao governador interino, que é também presidente do Tribunal der Justiça, dois projetos de lei, propostos pelo Poder Judiciário, aprovados na sessão plenária desta terça-feira, em regime de urgência, e que seguem para sanção governamental.

“Nesse momento, o desembargador Paulo Velten tem a oportunidade de assumir o Governo do Estado e nós seguimos mantendo a relação de harmonia e dando celeridade naquilo que é importante para o povo do Maranhão. São poderes independentes, mas parceiros, e assim seguiremos caminhando”, declarou o deputado Glalbert Cutrim. O governador em exercício Paulo Velten, disse que estar à frente do Executivo é uma oportunidade para conhecer mais de perto e profundamente os desafios do Maranhão, além de aprimorar a visão sobre o funcionamento do Estado. E declarou: “Fico feliz em ver que temos poderes tão entrosados e funcionando bem, cada qual dentro da sua capacidade operativa e, sobretudo, com respeito e deferência. Externo o meu respeito a cada um dos deputados da Assembleia”.

O encontro dos chefes interinos do Executivos e do Legislativo foi presenciado pelos deputados César Pires (PSD), Cleide Coutinho (PSB), Zé Inácio (PT), Wellington do Curso (PSC), Socorro Waquim (PP), Jota Pinto (Podemos), Roberto Costa (MDB), Vinicius Louro (PL), Neto Evangelista (União Brasil), Ariston Ribeiro (PSB), Mical Damasceno (PSD) e Rafael (PSB).

 

Paulo Victor surpreende com uma trajetória de muitos ganhos

Roseana Sarney elogiou Paulo Victor pela realização do São João pós-pandemia

O vereador Paulo Victor (PCdoB) continua surpreendendo. Depois de chegar à Câmara Municipal de São Luís na esteira de uma eleição que poucos acreditavam, de surpreender o meio político como articulador eficiente, que desmontou a estratégia do senador Weverton Rocha e se elegeu o presidente do Legislativo de São Luís por aclamação, e de se licenciar do mandato para assumir a Secretaria de Estado da Cultura, ele está vencendo o desafio de comandar a realização do primeiro São João pós-pandemia. Mesmo com um percalço aqui, uma dificuldade ali, um tropeço acolá, nada grave, no entanto, o agora secretário da Cultura tem tudo para voltar para a Câmara Municipal como um vitorioso, que conseguiu arrancar elogios da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), expert em matéria de festança popular.

São Luís, 08 de Junho de 2022.

 

Factóide sobre saúde não funciona, Brandão e Dino consolidam aliança e Velten governa com equipe tarimbada  

 

Carlos brandão e Flávio Dino atuam articulados e consolidam aliança partidária, apesar da especulação sobre saúde 

“Retornarei na próxima semana sem dar peso algum a comentários maldosos. Apenas respeitando e valorizando – ainda mais – minha família, meus amigos e todos aqueles que, assim como eu, querem um estado cheio de autoestima e acreditando que podemos construir juntos”. Foi como o governador licenciado Carlos Brandão (PSB) reagiu a uma marola de especulações sobre o seu estado de saúde. O zumzum sem lastro foi visto por alguns observadores como um factóide maldoso destinado a colocar as redes sociais e o meio político em estado de ebulição, e enxergado por outros como uma jogada rasteira de adversários políticos interessados em minar o seu lastro na corrida às urnas. Com a reação de ontem, o governador Carlos Brandão avisou que está voltando à forma, e que ao retornar vai entrar de cabeça no jogo político e eleitoral, mas sem descuidar da gestão. No campo político, a aliança PSB/PT/PCdoB/PP/Cidadania/PSDB, cuidadosamente articulada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), que sem alarde vem cuidando de mantê-la unida.

Quando assumiu o comando do Governo como titular, em abril, o governador Carlos Brandão recebeu também o comando das forças políticas alinhadas à base governista, uma tarefa que fora do governador Flávio Dino até o dia da sua renúncia, no início daquele mês. Naquele momento, Carlos Brandão passou a cuidar das articulações para fortalecer a sua pré-candidatura à reeleição, conversando com prefeitos, parlamentares e com líderes importantes das áreas empresarial e sindical e dos mais diversos segmentos da sociedade civil. Antes da viagem para se submeter à cirurgia, vinha tratando dessa área, enquanto o ex-governador Flávio Dino vinha trabalhando para consolidar a aliança, principalmente na amarração da base da aliança, que é a união PSB/PT/PCdoB/PP.

O afastamento temporário de Carlos Brandão não alterou a rotina do Governo. Isso porque o governador interino Paulo Velten, que preside o Poder Judiciário e tem noção clara de como funciona a máquina do Poder Executivo, encontrou os postos-chaves da administração estadual em mãos firmes, como o experiente e bem articulado tucano Sebastião Madeira, quatro vezes deputado federal e duas vezes prefeito de Imperatriz, no comando da Casa Civil, o ex-governador e ex-ministro José Reinaldo Tavares à frente da Secretaria de Governo, e o ex-prefeito de São José de Ribamar e várias vezes secretário de Estado Luís Fernando Silva na pasta do Planejamento. Nesse período, o governador licenciado acompanhou o andamento do Governo por telefone e pela internet, sem interferir no comando do governador Paulo Velten.

No campo político, tudo o que aconteceu até ontem no âmbito da corrida ao Palácio dos Leões estava previamente desenhado nos radares de Carlos Brandão e Flávio Dino. Nenhum dos dois foi apanhado de surpresa, por exemplo, com a guinada do senador Weverton Rocha (PDT) para a direita bolsonarista. Já esperavam que o pré-candidato pedetista teria o deputado Josimar de Maranhãozinho como aliado, levando junto o PL, mas não todos os prefeitos do seu partido, uma vez que parte deles esteve com ele, Carlos Brandão, tendo alguns lhe declarado apoio. Na sua frente de ação, o ex-governador Flávio Dino trabalhou certo, alinhavando todos os pontos da aliança do PSB com o PT, consolidando a indicação de Felipe Camarão como candidato a vice na chapa liderada por Carlos Brandão, na qual é pré-candidato ao Senado. O resultado da articulação foi conhecido domingo, no Encontro Tático Eleitoral do PT, quando Felipe Camarão foi confirmado por aclamação para a vaga de vice.

A tentativa de criar um clima de instabilidade com especulação maldosa sobre o estado de saúde do governador Carlos Brandão não funcionou. O governador se recupera normalmente e está preparando seu retorno, sua aliança para as eleições está consolidada, graças à atuação do ex-governador Flávio Dino, e o Governo segue sem problemas sob o comando do governador interino Paulo Velten, auxiliado por uma equipe tarimbada e leal.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Decisão sobre vice no Maranhão tem aval da cúpula nacional do PT

Lula da Silva 

O comando nacional do PT deve aprovar integralmente o relatório contendo o resultado do Encontro Tático Eleitoral realizado no final da semana passada e cujo item principal é a confirmação de Felipe Camarão como vice na chapa do governador Carlos Brandão. O relatório será enviado pelo presidente regional do PT, Francimar Melo, com o aval da cúpula do partido no Maranhão. Informalmente, a direção nacional petista foi informada da decisão já no final da tarde de domingo, tão logo Felipe Camarão foi aclamado pelos participantes da reunião partidária. O ex-presidente Lula da Silva também foi informado e concordou a escolha e com a maneira como ela se deu. O relatório formal será avaliado pela direção nacional para o “OK” final, como é a praxe no PT.

 

Edivaldo Jr. cogita escolher uma mulher para a vaga de vice na sua chapa

Edivaldo Jr. 

A escolha do advogado e ex-secretário de Educação Felipe Camarão (PT) para vice na chapa do governador Carlos Brandão (PSB), e a do deputado estadual Hélio Soares (PL) para companheiro de chapa do senador Weverton Rocha (PDT) estaria estimulando o ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD ao Governo do Estado Edivaldo Holanda Jr. a avaliar a escolha de uma mulher para compor sua chapa como vice. Com isso ele, ele daria um toque diferenciado, indo de encontro às diversas campanhas por maior participação feminina na política. A ex-primeira-dama de São Luís, Camila Holanda, seria uma das entusiastas da estratégia.

São Luís, 07 de Junho de 2022.

PT atropela dissidência e confirma aliança com PSB e Felipe Camarão como vice na chapa de Brandão

 

Felipe Camarão confirmado vice de Carlos Brandão após desistência de Zé Inácio

Com a confirmação da aliança com o PSB em torno da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo o petista Felipe Camarão como pré-candidato a vice-governador, e o ex-governador Flávio Dino pré-candidato ao Senado, o braço maranhense do PT deu ontem o passo decisivo para consolidar a chapa governista às eleições de outubro. O anúncio da decisão foi o ponto alto do Encontro Estadual de Tática Eleitoral (ETE) realizado no final de semana pelo partido para definir as posições que serão levadas à convenção de agosto, quando as candidaturas e alianças serão formalizadas. Com a decisão de confirmar, por aclamação a indicação do advogado Felipe Camarão para companheiro de chapa de Carlos Brandão, o PT ocupa um espaço amplo na aliança e cria uma perspectiva de poder considerável para disputas futuras ao Governo do Estado. Basta para isso lembrar que o governador Carlos Brandão é candidato a um só mandato, o que, caso seja reeleito, dará ao seu vice o horizonte de tornar-se seu sucessor, abrindo a possibilidade concreta para a chegada do PT ao poder estadual em 2026. Um cenário que a dissidência que apoia o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, não consegue enxergar.

O ETE petista foi antecedido por muito barulho dentro do partido, feito por uma ala eleitoralmente inexpressiva que, alinhada ao projeto de candidatura do senador pedetista Weverton Rocha, contrariando a orientação do comando nacional do partido e ignorando a tendência da maioria petista no estado, vem pregando rompimento com o PSB, contra o governador Carlos Brandão, e estimulando ao lançamento do sociólogo Paulo Romão como pré-candidato ao Senado contra o ex-governador Flávio Dino, ou apoiar a candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, o que parece mais provável diante da posição majoritária do partido de manter e consolidar a aliança com o PSB, a exemplo do que acontece no âmbito nacional, com a chapa unindo o petista Lula da Silva e o neossocialista Geraldo Alckmin.

Mesmo já escrita nas estrelas, a posição do PT, como não poderia deixar de ser, não se deu de pronto. Isso porque, mesmo sabendo que não tinha a menor chance de desbancar Felipe Camarão e ser alçado companheiro de chapa de Carlos Brandão, o deputado Zé Inácio, que é vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, manteve o clima de disputa e levou para o ETE sua condição de candidato a pré-candidato a vice-governador. Seu argumento alimentou o factoide de ser um petista “de raiz”, o que não significa absolutamente nada na guerra pelo voto, se isso contasse, Geraldo Alckmin não seria o indicado do PSB para vice de Lula da Silva. Zé Inácio manteve o script, mas no momento em que lhe foi dada a palavra ele uniu a lógica ao bom senso e anunciou a retirada da sua pretensão de ser candidato a vice e anunciou seu apoio a Felipe Camarão. Nos bastidores, correu que Zé Inácio retirou seu projeto de ser candidato a vice-governador depois de intensas articulações nas entranhas do partido.

Sem a presença de representantes da minúscula, mas zoadenta, ala dissidente, e diante da desistência do deputado Zé Inácio, o presidente estadual do PT, Francimar Melo, colocou a indicação e Felipe Camarão em votação, e o resultado foi acachapante: aprovação pela unanimidade dos presentes ao ETE. O presidente consumou a escolha: “É com muita alegria que anuncio a posição unificada do nome Felipe Camarão como pré-candidato a vice-governador pelo PT. Em clima de aliança com o PSB para reelegermos Carlos Brandão governador, Flávio Dino senador e Lula presidente”

Aclamado sem qualquer voz questionando sua indicação, Felipe Camarão calçou as sandálias da humildade e declarou: “Recebo com entusiasmo e muita humildade o resultado do Encontro Estadual de Tática Eleitoral, que confirmou meu nome como pré-candidato a vice-governador, na chapa do governador Carlos Brandão. O PT é grande porque constrói sua história com sua base, de forma democrática e com decisões coletivas. Como afirmei desde que cheguei ao partido, não me filiei para ser uma estrela, mas para somar forças e me juntar a tantos companheiros e companheiras a manter o brilho da grandiosa estrela do PT”.

O fato é que a decisão do PT colocou definitivamente a chapa Brandão/Camarão/Dino nos trilhos, para acelerar e ganhar cada vez mais consistência política e força eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aliança PSB/PT com Camarão de vice empurra Weverton para o bolsonarismo

Weverton Rocha fecha com grupos bolsonaristas

Depois de uma semana em que contabilizou ganhos políticos com sua guinada na direção do bolsonarismo no Maranhão, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT aos Leões, assiste o PT lhe escapar para fortalecer o governador Carlos Brandão (PSB), seu principal oponente. O chefe e pré-candidato pedetista percebeu cedo que não teria o PT no seu leque de alianças, e por conta disso, cuidou de fazer as pazes como inimigos de outrora, como o senador Roberto Rocha, pré-candidato do PTB à reeleição, e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que está na linha de frente da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. No sábado, por exemplo, pré-candidato do PDT fez uma caminhada na área Itaqui/Bacanga de mãos dadas (literalmente) com o deputado federal Júnior Lourenço (PL), bolsonarista e uma das figuras mais controvertidas da bancada maranhense no Congresso Nacional. A confirmação da aliança PT/PSB em torno das candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição tendo Felipe Camarão como vice, e de Flávio Dino ao Senado, funcionou como uma ducha forte na sua direção.

 

Líderes maranhenses do União Brasil não declaram apoio à pré-candidatura de Bivar ao Planalto

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes não declararam apoio a Luciano Bivar

Os deputados federais Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes, que representam o União Brasil no Maranhão e disputam o posto de presidente regional, não fizerem qualquer movimento concordando ou discordando da pré-candidatura do deputado federal pernambucano Luciano Bivar à presidência da República. Por um lado, oriundo do DEM, que presidiu no Maranhão, Juscelino Filho não apoia o projeto presidencial do parlamentar, seguindo a inclinação do presidente do partido, o baiano ACM Neto, que tende a apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro, está Pedro Lucas Fernandes, que simpatiza com a pré-candidatura de Luciano Bivar, mesmo sabendo que ele dificilmente se sustentará, e num eventual segundo turno, seu caminho será o apoio à candidatura do ex-presidente Lula, independentemente de quem vier a ser o seu oponente.

São Luís, 06 de Junho de 2022.

PT: encontro vai definir campanha de Lula e deve confirmar a chapa Brandão/Camarão/Dino   

 

PT deve definir campanha de Lula da Silva e ratificar chapa com Carlos Brandão, Felipe Camarão e Flávio Dino

Sem a presença do grupo dissidente que apoia a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo e a do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, e que pretende substituir o advogado Felipe Camarão (PT) na vaga de pré-candidato a vice na chapa do governador Carlos Brandão (PSB) e de lançar candidato a senador para disputar a vaga com o ex-governador Flávio Dino (PSB), o braço maranhense do PT realiza hoje o seu Encontro Tático Eleitoral (ETE). O evento, que é parte da preparação do partido para as eleições, deveria ter sido realizado no fim de semana que passou, mas foi adiado para hoje e amanhã, exatamente por conta do acirramento de diferenças internas sobre a chapa majoritária. A pauta do Encontro Tático Eleitoral deve se ater a discussões para definir a estratégia de campanha do partido, montar chapas para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, e ratificar a chapa majoritária. Mesmo decidindo não participar do ETE, os dissidentes conseguiram adiar o encontro e alterar parte da pauta.

O enredo dessa situação já está quase desbotando. Tudo começou quando, numa articulação ampla entre PSB e PT, o então secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, se filiou ao PT e se lançou pré-candidato do partido a governador. O projeto não evoluiu e ele mudou decidiu disputar uma vaga na Câmara Federal. Em vez disso, com o apoio do ex-governador |Flávio Dino, Felipe Camarão foi alçado ao posto pré-candidato a vice-governador na chapa liderada pelo governador Carlos Brandão. A escolha de Felipe Camarão foi aprovada pelas cúpulas estadual e nacional do partido, garantindo assim a participação do PT na chapa de Carlos Brandão. O encontro de hoje e amanhã, que deveria ter sido realizado na semana que passou, foi adiado para que os líderes petistas avaliassem a situação.

O grupo dissidente criou a situação de crise dentro do partido reivindicando uma pauta já vencida. Para começo de conversa, o grupo queria o PT maranhense alinhado à candidatura do senador Weverton Rocha. Como não é possível, já que a banda esmagadoramente maior do PT estadual segue unida alinhada à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, a exemplo da chapa presidencial Lula da Silva (PT)/Geraldo Alckmin (PSB), o grupo resolveu reivindicar a vaga de vice, já ocupada pelo petista Felipe Camarão. O argumento: o grupo dissidente acha que o vice de Carlos Brandão deve ser um “petista de raiz”, sugerindo alguns nomes, entre eles o do deputado estadual Zé Inácio, que resolveu abraçar a “causa”. Vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, Zé Inácio vai se anunciar aspirante à vaga de vice durante Encontro Tático Eleitoral.

O outro ponto de reivindicação do grupo – que tem o ex-vereador de São Luís Honorato Fernandes e o ex-suplente de deputado federal Márcio Jardim como líderes -, é relacionado com a disputa para o Senado. Nas articulações para a aliança com o PSB, ficou acertado que o candidato do grupo partidário ao Senado seria o ex-governador Flávio Dino. O grupo petista ligado ao senador Weverton Rocha decidiu apoiar o pleito do sociólogo petista Paulo Romão de ser lançado candidato a senador. Há duas semanas, quando o senador Weverton Rocha e seu grupo decidiram apoiar a pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição, esse grupo do PT fez festa apoiando a decisão, atitude que repetiu na semana passada, quando Josimar der Maranhãozinho anunciou o apoio do PL ao pré-candidato do PDT.

Em resumo: o grupo não vai ao Encontro Tático Eleitoral, mas continua defendendo a troca de vice do governador Caros Brandão e um boicote à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado, seja com o lançamento de um candidato do PT, no caso o sociólogo Paulo Romão, seja levando a adesão do partido à pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição. Mas tudo leva a crer que a grande maioria do PT ratificará o apoio à chapa Carlos Brandão/ Felipe Camarão/Flávio Dino, confirmando a aliança com o PSB, enquanto o grupo dissidente permanece alinhado a pré-candidaturas do senador Weverton Rocha ao Governo e do senador Roberto Rocha à reeleição, juntando-se ao que há de mais radical em matéria de bolsonarismo no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Volta de Ivaldo Rodrigues reforça a pré-candidatura de Weverton em São Luís

Ivaldo Rodrigues retornou ao  PDT 

O senador Weverton Rocha reforçou sua pré-candidatura a governador ao receber de volta aos quadros do PDT o ex-vereador Ivaldo Rodrigues, um dos mais importantes quadros do partido em São Luís. Um dos remanescentes da Juventude do PDT criada por Jackson Lago, e que deu origem à influente militância do partido na Capital, Ivaldo Rodrigues foi uma das “vítimas” do desastre amargado pelo partido nas eleições municipais de 2020, não conseguindo a reeleição. Discordando da maneira como as decisões vinham sendo tomadas dentro do PDT, ele se afastou de Weverton Rocha e se manteve no grupo alinhado ao grupo liderado pelo então governador Flávio Dino. A ausência de Ivaldo Rodrigues e outros líderes do PDT atraiu pesadas críticas ao comando do partido. A volta do ex-vereador às fileiras do PDT é uma reviravolta que reforça a pré-candidatura do pedetista em São Luís.

 

Brandão leva a melhor na disputa pelo apoio de prefeitos

Sebastião Madeira: lista aumentando

Enquanto o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) se apresentam como controladores de uma centena de prefeitos, o governador Carlos Brandão vai desfazendo essa base e aumentando o seu cacife na seara dos líderes municipais. Na mesa do chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, ele próprio ex-prefeito de Imperatriz, a lista de prefeitos apoiadores do governador Carlos Brandão ganha nomes a cada dia. Os números são guardados a sete chaves, mas nos bastidores corre que já seriam mais de 130 apoiadores assumidos, estando outros 30 apalavrados.

São Luís, 04 de Junho de 2022.

A 120 dias das eleições, corrida ao Palácio dos Leões desacelera e entra em “banho maria”

 

Carlos Brandão e Weverton Rocha estão na frente, seguidos de Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim, e de Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias, que não conseguem sair do ponto de partida

Faltando exatos 120 dias para as eleições, o quadro da disputa pelo Governo do Maranhão encontra-se num momento de “banho maria”. São sete pré-candidatos, estando o governador Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) brigando pela dianteira; o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr. (PSD) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio (PSC) travando uma guerra de vida ou morte no campo intermediário pela terceira colocação, e o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) estacionados no ponto de partida, aparentemente sem condições de absorver gás para arrancar em busca de uma posição menos incômoda. O foco principal, claro, está na disputa pela cabeça, que de acordo com a última pesquisa, realizada no início de maio, há cerca de um mês, portanto, a vantagem estava com o governador Carlos Brandão, tendo ele interrompido a liderança do senador Weverton Rocha. E num segundo plano, as atenções estão voltadas para o embate entre Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim, tendo o primeiro aparecido na última pesquisa com uma vantagem mínima sobre o segundo, dentro da margem de erro, ou seja, uma situação absolutamente indefinida.

No início de maio, o governador Carlos Brandão conseguiu definir sua chapa, confirmando o advogado Felipe Camarão (PT) como vice, enquanto o ex-governador Flávio Dino (PSB) confirmou sua pré-candidatura a senador, inclusive preenchendo a vaga de primeiro suplente com a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato (PCdoB). A definição antecipada foi apontada como um ganho político importante para o governador, que então mais à vontade para buscar suporte político e eleitoral ao seu projeto de reeleição. A chapa Brandão/Dino ganhou o peso político que esperava com a confirmação da aliança PSB/PT, com o aval do ex-presidente Lula da Silva, líder folgado na corrida presidencial, com vantagem excepcional no Maranhão, onde sua campanha será coordenada pelo ex-governador Flávio Dino. Por conta de uma cirurgia no rim, Caros Brandão, suspendeu temporariamente sua pré-campanha.

No contrapeso, o senador Weverton Rocha não se abalou com a perda de suporte político dentro da aliança governista e, sem perder tempo, consolidou o rompimento com o grupo que o fez senador em 2018, e foi buscar munição política e suporte eleitoral na seara adversária. Seu primeiro passo foi romper declaradamente com o ex-governador Flávio Dino, e no mesmo impulso tornar mais agressiva sua disputa comum o governador Carlos Brandão. Numa guinada surpreendente, Weverton Rocha bandeou-se para o campo bolsonarista, primeiro engrossando, junto com seus apoiadores mais próximos, as fileiras da pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, de quem foi inimigo declarado. Em seguida firmando uma aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), entregando-lhe a vaga de pré-candidato a vice, para a qual o chefe maior do bolsonarismo no Maranhão indicou o seu fiel escudeiro, o deputado estadual Hélio Soares (PL). Com a ausência temporária de Carlos Brandão, Weverton Rocha aproveitou para intensificar sua campanha, inclusive em São Luís.

O embate entre Edivaldo Jr., lastreado por dois mandatos bem-sucedidos na Prefeitura de São Luís, e Lahesio Bonfim, que tem como lastro um mandato e meio igualmente bem-sucedido de prefeito de São Pedro dos Crentes, pela terceira colocação no ranking das preferências na verdade tem como objetivo principal alcançar e tomar o lugar do atual segundo colocado, o senador Weverton Rocha. Assim como o governador e o senador, os ex-prefeitos trabalham com a ideia de dois turnos, acreditando, cada um ao seu modo, e com base nos números de agora, ter condições enfrentar o governador Carlos Brandão, no round final da corrida ao Palácio dos Leões. Embora ainda seja cedo para cravar uma visão definitiva, não é exagero registrar que os três pré-candidatos restantes não deram até agora sinais de que ainda podem largar.

O período junino servirá a todos os pré-candidatos como um período especial para pedir votos, mas o jogo para valer só será jogado mesmo quando o governador Carlos Brandão retomar sua pré-campanha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino mantém fogo cerrado contra o ´orçamento secreto`

Flávio Dino: crítico implacável do  “orçamento secreto” criado no Congresso Nacional

O ex-governador Flávio Dino (PSB) avança para se tornar um inimigo implacável do chamado “orçamento secreto”, por meio do qual deputados federais e senadores usam bilhões de reais de recursos orçamentários em emendas que não precisam ser identificadas. Para ele, “o orçamento é secreto, mas o roubo é público”. Trata-se, na sua avaliação, de “uma estranha e nova equação implantada no Brasil”.

Flávio Dino tem usado as redes sociais e eventuais entrevistas para manter uma crítica severa ao polêmico instrumento parlamentar de manipulação de recursos públicos, convencido de que muito dinheiro está sendo desviado por essa brecha sem regra clara.

Em um dos posts mais recentes sobre o assunto, o ex-governador bateu forte: “Todos os dias são revelados escândalos do tal ´orçamento secreto`, que é inconstitucional, ilegal e imoral”. E avisou, a quem interessar possa: “Se chegar ao Senado, lutarei pelo fim dessa invenção e jamais usarei dinheiro de ´orçamento secreto`.

A julgar pelo que têm dito as pesquisas sobre a corrida à única vaga em disputa na Câmara Alta nessas eleições, o chamado ´orçamento secreto` vai ganhar um inimigo implacável, que conhece as regras do jogo e sabe o que fazer para varrê-lo da vida pública nacional.

 

MDB maranhense pode deixar Lula se Simone Tebet decolar

Se decolar, Simone Tebet poderá contar com José Sarney e Roseana Sarney

É de expectativa o clima no braço maranhense do MDB em relação à disputa para a presidência da República. O que restou do chamado Grupo Sarney, incluindo o ex-presidente José Sarney, que é presidente de honra do partido no plano nacional, e a ex-governadora Roseana Sarney, que preside o partido no estado, está dividido. O grupo maior, controlado pelos dois líderes, mantém, agora mais discretamente, o projeto de apoiar a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), enquanto outra banda, bem menor, da qual participa, por exemplo, o deputado federal Hildo Rocha, avaliza a ainda instável aliança MDB/PSDB/Cidadania em torno da senadora emedebista Simone Tebet. Tudo pode mudar se a aliança partidária for confirmada e a senadora mato-grossense consolidar seu projeto de candidatura e decolar nas intenções de voto, criando, por exemplo, poder de fogo para desbancar Ciro Gomes (PDT) do terceiro lugar. Nesse caso, José Sarney e Roseana Sarney poderão respaldaras aposta do MDB.

São Luís, 03 de Junho de 2022.

Velten assume garantindo estabilidade institucional e interinidade sem sobressaltos nem rupturas

 

Governador interino, Paulo Velten entrega título de propriedade a moradora da Vila Palmeira, acompanhado do chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira (d)

“Estou aqui para dar sequência às ações do Governo, assegurar a estabilidade institucional, o perfeito funcionamento da máquina administrativa, sem sobressaltos, sem rupturas. Esse é o nosso propósito”. Feita pelo desembargador Paulo Velten, presidente do Tribunal de Justiça, ao assumir ontem, interinamente, o Governo do Estado, para cobrir a licença de 10 dias pedida pelo governador Carlos Brandão (PSB), que convalesce de uma cirurgia, a declaração chamou a atenção por ser, ao mesmo tempo, um compromisso institucional e um posicionamento político. Foi um complemento ao que dissera, minutos antes, o secretário-chefe da Casa Civil, o experiente militante político Sebastião Madeira, para quem a posso do chefe do Poder Judiciário no comando interino do Poder Executivo: “Estamos aqui em um ato de absoluta normalidade democrática. O presidente do Tribunal de Justiça aqui, com todo o direito e todas as honras, assume o Governo do Estado”. O compromisso institucional assumido pelo governador interino e a normalidade democrática observada pelo chefe da Casa Civil deram a medida da maturidade institucional e da estabilidade política que o Maranhão está vivendo, mesmo no contexto de um clima de crise gerado pelos arroubos antidemocrático do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A primeira frase do já governador interino Paulo Velten começou com o compromisso de “dar sequência” às ações do governo, e continuou garantindo a “estabilidade institucional”, tendo os dois focos o objetivo de garantir o “perfeito funcionamento da máquina administrativa”, e mais do que isso, “sem sobressaltos, sem rupturas”. Falaram, ao mesmo tempo, o magistrado culto e consciente que comanda a máquina judiciária estadual e o político que todo homem público da sua estatura tem guardado, que que só ganha evidência em situações como a de agora. O seu discurso foi dirigido a uma plateia formada por magistrados – entre eles o desembargador Ricardo Duailibe, que assumiu interinamente a presidência do TJ -, e secretários de Estado e servidores do topo da hierarquia funcional do Poder Executivo, além, claro, de seus familiares.

A julgar pelos seus movimentos e declarações, Paulo Velten pareceu ter-se sentido tão ou mais à vontade na condição de governador do Estado do que sob o peso da toga reluzente de desembargador. E deixou claro que não avançará um milímetro além da condição de interino – mesmo tendo plenos poderes -, mas que também não será um substituto eventual deslumbrado com os encantos e os mimos do mais poderoso cargo público do Maranhão. Tanto que não titubeou no seu o primeiro compromisso externo, Vila Palmeira, ontem comandou a entrega de 250 títulos de regularização fundiária e a distribuição de uma tonelada de pescados a famílias carentes.

– É uma sequência importante que o Governo do Estado tem dado para a regularização fundiária no Maranhão inteiro. Essa política acalma a cidade, traz uma importante função social de acolhimento, de organização da urbanização, sem falar que o cidadão passa a contar com um importante ativo financeiro – disse no seu discurso. Ele mostrou que se inteirou cuidadosamente do assunto e turbinou a abordagem com a sua visão de magistrado com formação política, principalmente quando assinalou que “essa política acalma a cidade”. Como magistrado, Paulo Velten tem noção muito clara e abrangente dos problemas que afetam comunidades periféricas, sendo as distorções fundiárias um dos mais graves.

O fato é que no primeiro dos dez dias da sua interinidade no comando no Governo do Estado, o desembargador Paulo Velten deu clara demonstração de que o Poder Executivo está em mãos conscientes e confiáveis. Isso significa dizer que o governador Carlos Brandão pode cuidar da sua saúde em paz, recarregando suas baterias o suficiente para enfrentar adversários sedentos de poder. Os sinais indicam os quatro meses que faltam para a corrida às urnas serão marcados por embates duros e decisivos.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão divulga mensagem dizendo que está bem e que participará do São João

Carlos Brandão convalesce de cirurgia em São Paulo

Em meio a uma marola de interrogações criada por adversários, para colocar em dúvida as informações sobre o seu estado de saúde, o governador licenciado Carlos Brandão (PSB) divulgou ontem uma mensagem na qual ele coloca as coisas nos seus devidos lugares. Do Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde encontra-se internado, ele disse o seguinte:

“Olá meus amigos e minhas amigas do Maranhão. Como vocês estão acompanhando pelas redes sociais, eu tive de vir a São Paulo fazer uma pequena cirurgia, uma cirurgia preventiva. A cirurgia foi um sucesso. Estou aqui sendo acompanhado por médicos que já me acompanham há muitos anos. Estou cumprindo agora o protocolo, o pós-operatório, que é um pouquinho chato e demorado. Mesmo assim, estou acompanhando tudo, pela internet e pelo telefone. Ontem mesmo fiz uma reunião com todos os secretários, e pudemos colocar muita coisa em dia. Portanto, estou acompanhando tudo de perto, fazendo o que mais gosto: gestão e política. Quero dizer para vocês que estou com muita saudade, em especial ao povo maranhense, que eu adoro, um povo que me dá energia quando eu o abraço, quando o olho nos olhos. Em breve estarei com vocês. E podem ter certeza: participando do maior São João do Brasil, que está sendo um sucesso. Gente, um grande abraço e obrigado pelas orações, obrigado por todo o apoio e pelas mensagens de solidariedade”.

A aparência pouco alterada e a firmeza das suas declarações, inclusive avisando que retornará ao Maranhão a tempo de participar do “maior São João do Brasil” e, claro, da pré-campanha pelo voto, mostraram que os criadores da marola exageraram na dose e perderam tempo.

 

Edivaldo Jr. muda estratégia e parte para o corpo-a-corpo numa pré-campanha mais agressiva

Edivaldo Jr. com Camila Holanda, faz corpo-a-corpo em feira de Itapecuru Mirim

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) parou fez as contas e decidiu sair a campo com uma pré-campanha mais agressiva e intensa na corrida ao Governo do Estado. Tem dois objetivos imediatos. O primeiro é desgarrar-se do pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, com quem divide a terceira colocação, segundo as pesquisas mais recentes, e ganhar força para alcançar e ultrapassar o senador Weverton Rocha (PDT), que está brigando na cabeça com o governador Carlos Brandão (PSB). Ele abandonou a estratégia inicial de visitar municípios reunindo-se com líderes em locais fechados e adotou o corpo-a-corpo, distribuindo panfletos e conversando diretamente com os eleitores nas ruas. E com um dado novo: a companhia da mulher, Camila Holanda, jovem, ativa e conhecida como o seu mais entusiasmado cabo eleitoral. Adotou a nova estratégia sábado passado em Bacabal, e deu continuidade esta semana, em Itapecuru Mirim, levando o propósito de percorrer o Maranhão nos próximos dois meses.

São Luís, 02 de Junho de 2022.

Velten substitui interinamente Brandão em processo que mostra maturidade das instituições maranhenses   

 

Paulo Velten assume o Governo na licença de Carlos Brandão

Diferentemente do que acontece no plano federal, onde a relação entre os Poderes está sendo marcada pela tensão, esta causada pela postura antidemocrática do presidente da República, no Maranhão os Poderes do Estado alimentam há tempos uma convivência dentro dos princípios estabelecidos pela Constituição Maranhão. Exemplo maior disso é a normalidade com que se dá a substituição temporária do governador Carlos Brandão (PSB), que por causa de uma cirurgia no rim, foi obrigado a licenciar-se por 10 dias, período em que o comando do Poder Executivo será exercido pelo recém empossado presidente do Poder Judiciário, desembargador Paulo Velten. Pela ordem da cadeia sucessória, o substituto imediato do governador, que não tem vice, é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), mas por conta das exigências da legislação eleitoral, ele preferiu se ausentar do estado, para não ser obrigado a assumir e perder o direito de candidatar-se à reeleição para a Assembleia Legislativa. O desembargador Paulo Velten inicia hoje o dia passando a presidência do Tribunal de Justiça ao seu 1º vice, desembargador, para assumir o Poder Executivo com plenos poderes, conforme estabelece a Carta Magna do estado.

A substituição temporária de governador é uma prova de que o Maranhão alcançou a maturidade institucional desde que os chefes do Poder Executivo estadual voltaram a ser escolhidos pelo voto direto, na década de 1980 do século passado, mais efetivamente a partir de 1987, com o governador Epitácio Cafeteira, que teve como vice João Alberto. João Alberto assumiu várias vezes, sendo o período mais longo uma viagem de duas semanas que Epitácio Cafeteira fez à Coréia do Sul, chefiando uma missão comercial àquele País na condição de embaixador plenipotenciário., nomeado pelo então presidente José Sarney. Com a saída de Epitácio Cafeteira, em 1990, para disputar o Senado, João Alberto se tornou governador efetivo. Durante seu governo de 11 meses, ele foi substituído temporariamente pelo então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Carlos Braide – pai do atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide – e pelo então presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Emésio Araújo.

Os governadores que se seguiram foram substituídos eventualmente pelos seus vices, embora tenha havido casos de rompimento político entre eles. José Ribamar Fiquene substituiu várias vezes o governador Edison Lobão, assumindo em definitivo quando titular saiu para disputar o Senado em 1994. A governadora Roseana Sarney teve uma boa relação com o vice, João Alberto, no primeiro mandato (1995/1998), tendo ele assumido várias vezes. Mas a convivência com José Reinaldo Tavares, vice do segundo mandato (1999/2002), foi tumultuada, chegando tempos depois ao rompimento, logo após o escândalo da Lunus, quando ela saiu para disputar o Senado, depois de amargar o fracasso do seu projeto de disputar a presidência da República. José Reinaldo (2002/2006) teve uma relação muito tumultuada com seu vice, o jovem Jurandir Filho, que chegou a ser impedido à força de entrar no seu gabinete no Palácio Henrique de la Rocque.

Não houve tensão entre o governador Jackson Lago (2007/2009), e seu vice, Luís Carlos Porto, que assumiu três vezes durante os dois anos de duração do Governo. O mesmo se deu com Roseana Sarney e João Alberto (2009/2010), período em que João Aberto assumiu várias vezes, sendo que em três ocasiões se afastou para dar vez ao deputado Marcelo Tavares, então presidente do Poder Legislativa, e ao deputado estadual Marcos Caldas, que assumiu na mesma condição. No seu último mandato, Roseana Sarney abriu a vaga várias vezes para seu vice, Washington Oliveira, que comandou o Governo e renunciou em 2014 para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado, tendo ela permanecido no cargo até dezembro daquele ano, quando passou o cargo ao então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, que fechou o mandato.

O governador Flávio Dino teve relacionamento de excelência com seu vice, Carlos Brandão, a quem passou o comando do Estado em várias ocasiões ao longo de sete anos e três meses, quando renunciou para se candidatar ao Senado, enquanto seu sucessor, agora na condição de titular, tenta a reeleição. Ao longo dos dois mandatos, por circunstâncias diversas, a pedido de Flávio Dino, Carlos Brandão se afastou para dar vez ao então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho, e aos presidentes do Tribunal de Justiça, desembargadores José Joaquim Figueiredo dos Anjos e Lourival Serejo.

A chegada, hoje, do desembargador-presidente Paulo Velten ao comando do Poder Executivo, autorizado pela Assembleia Legislativa para substituir interinamente o governador Carlos Brandão, ainda que numa circunstância decorrente de um problema de saúde, é a continuidade de um processo de amadurecimento das instituições democráticas no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Tão logo assuma, Paulo Velten cumprirá intensa agenda na Ilha

Paulo Velten deixará temporariamente o Palácio da Justiça, onde trabalha,  para despachar no Palácio dos Leões

Ao assumir oficialmente o Governo do Estado, o desembargador Paulo Velten cumprirá uma intensa agenda de compromissos dentro e fora do Palácio dos Leões, mas todos na Ilha de Upaon Açu. Seu primeiro movimento será reunir o staf palaciano, que é comandado pelo chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, para dar e receber orientações sobre o funcionamento do governo. Após essa reunião de trabalho, às 10h, o governador interino Paulo Velten se deslocará para o bairro Vila Palmeira, onde entregará títulos de regularização fundiária. Após o almoço, às 14h, o chefe do Executivo irá à Raposa, onde presidirá o ato de inauguração do Colégio Militar Tiradentes XII, após o que visitará obras do Governo em andamento no município. Por volta das 17h30, já de volta a São Luís, participará da cerimônia de posse do novo defensor público geral do Estado, Gabriel Soares.

 

Glaubert Cutrim fica no comando da Assembleia até o retorno de Othelino Neto

Glaubert Cutrim comandará a Assembleia Legislativa na ausência de Othelino Neto

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), ausentou-se do Maranhão, para não ser obrigado assumir o Governo do Estado. A explicação é simples: de acordo com a legislação eleitoral, se ele assumir nesse período, só poderá se candidatar a governador, perdendo o direito de tentar renovar seu mandato parlamentar, que é o seu objetivo maior. Na sua ausência, o comando da Assembleia Legislativa ficou o 1º vice-presidente, deputado Glaubert Cutrim (PDT), que comandou a sessão em que o parlamento estadual aprovou o pedido de licença de 10 dias formulado pelo governador Carlos Brandão. Ele se encontra em São Paulo para concluir o tratamento decorrente de uma cirurgia para a retirada de um cisto no rim. Othelino Neto permanecerá ausente do estado até o fim da licença, quando o desembargador Paulo Velten retornará ao comando do Poder Judiciário.

São Luís, 01 de Junho de 2022.

 

Josimar de Maranhãozinho indica Hélio Soares, seu homem de confiança, para vice de Weverton

 

Hélio Soares será vice de Weverton Rocha indicado por Josimar de Maranhãozinho, chefe do bolsonarismo no MA

O senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, já tem companheiro de chapa. Trata-se do deputado estadual Hélio Soares (PL), indicado ontem pelo homem-forte do partido no Maranhão, deputado Josimar de Maranhãozinho, dentro do acordo firmado há duas semanas com o pré-candidato pedetista. O anúncio foi feito ontem à noite por Josimar de Maranhãozinho, na presença do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), presidente da Famem e homem de confiança e braço direito do senador Weverton Rocha. Com a indicação de Hélio Soares, que formalmente é o presidente do PL no Maranhão, o pré-candidato do PDT ao Governo do Estado amarra em definitivo sua relação com as duas pontas do bolsonarismo no estado, a comandada por Josimar de Maranhãozinho, que controla a base partidária do presidente Jair Bolsonaro no estado, e a que tem à frente o senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição já contando com o apoio declarado do senador pedetista e seu grupo, conforme declaração dele próprio.

A escolha do deputado estadual Hélio Soares para ser o pré-candidato a vice na chapa do senador Weverton Rocha não se deu pelo seu poder de fogo político e eleitoral, mas pelo fato de o parlamentar ser homem da extrema confiança de Josimar de Maranhãozinho na seara política, atuando como operador dos seus movimentos nas articulações pré-eleitorais. A relação entre o líder e o liderado nesse caso é tão forte que Hélio Soares aceitou participar de uma aventura, que pode ser bem-sucedida, mas também tem grande probabilidade de resultar num tremendo fiasco. Tanto que a possibilidade inicial de indicar a deputada Detinha foi descartada exatamente pelo fato de a empreitada eleitoral do senador Weverton Rocha carregar uma enorme taxa de risco. Ou seja, Hélio Soares entra nessa corrida consciente de que pode vir a ser vice-governador, mas que também pode terminar sem mandato.

Atualmente no exercício do quinto mandato intercalado de deputado estadual, Hélio Soares nasceu político nas facilidades proporcionadas pela Cemar em outros tempos. Mais recentemente, já sem aquela poderosa fonte de poder, ele andou vivendo a gangorra da política. Em 2010, em meio à volta de Roseana Sarney (PMDB) ao poder, conquistou seu terceiro mandato com 41.673 votos. Em 2014, num revés desconcertante, saiu das urnas com minguados 15.520 votos. Com faro apurado, encontrou em Josimar de Maranhãozinho o seu novo caminho, o que lhe assegurou voltar à Assembleia Legislativa quatro anos depois com 38.555 votos. Nesse mandato, tem atuado com braço direito de do chefe do PL no plano político e partidário, e como uma espécie de conselheiro da deputada Detinha (PL) e um tipo de coordenador da bancada do PL, formada, além deles, pelos deputados Vinícius Louro e Pará Figueiredo.

Tarimbado como um sobrevivente no jogo parlamentar e experimentado nas entranhas da política miúda, o deputado Hélio Soares não foi escolhido para vice de Weverton Rocha exatamente pelos seus atributos políticos e eleitorais. Ele foi indicado para cumprir uma missão: ser o preposto do deputado federal Josimar de Maranhãozinho num eventual governo comandado pelo senador Weverton Rocha. Se fosse uma opção política e eleitoral no sentido mais amplo, a escolha teria recaído sobre outro nome, no caso a deputada Detinha, que iniciou sua carreira parlamentar como campeã de votos para a Assembleia Legislativa – mais de 88 mil. Sua experiência o faz saber que está entrando num jogo de desfecho ainda imprevisível, mas com alguns rumos já desenhados.

Ao tomar conhecimento da escolha, o senador Weverton Rocha saudou o companheiro de chapa, ratificando a escolha do chefe do PL, ciente de que guinada do centro-esquerda para a direita conservadora o vinculará fortemente ao projeto de poder do presidente Jair Bolsonaro (PL), com desdobramentos imprevisíveis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton “morde a isca” e responde a estocada de Lahesio sobre sua idoneidade

Lahesio Bonfim fez Weverton Rocha “morder a isca”

“Em cada canto que chego em nosso Maranhão conheço as pessoas pelo nome, porque convivo com cada região. Não sou um forasteiro”. Foi essa a reação do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT a governador, ao ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, igualmente pré-candidato do PSC ao Governo do Estado, que em entrevista ao Jornal Pequeno, publicada na edição de domingo (29), dissera que o pré-candidato pedetista, que apontou como seu “principal adversário”, “é um político que não tem pudor com dinheiro público, e por isso o Flávio Dino não o escolheu”. Ainda que tímida, dada mais para minimizar do que para confrontar, a resposta do senador Weverton Rocha chegou ao meio político como uma prova de que ele “mordeu a isca” jogada espertamente pelo ex-prefeito Lahesio Bonfim com o objetivo de atraí-lo para o embate direto e, por essa via, deixar de escanteio o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD). Ele também tem interesse de partir para o combate frontal com o senador Weverton Rocha ou com o governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição e que, segundo as últimas pesquisas, ultrapassou o pré-candidato pedetista e está na liderança da corrida às urnas.

O quadro é o seguinte: Carlos Brandão e Weverton Rocha brigam na frente, e se mantiverem esses desempenhos, irão disputar um 2º turno. Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim travam luta idêntica cerca de dez pontos percentuais atrás, e não terão outro caminho que não desgarrarem-se um do outro, de modo que o vencedor dessa peleja intermediária avance, alcance e atropele o segundo colocado. Poderá ganhar assim a condição de disputar o 2º turno com quem chegar na liderança, que no momento é o governador Carlos Brandão, o que faz do senador Weverton Rocha o alvo preferencial de Edivaldo Jr. e de Lahesio Bonfim.

Ciente de que não há outro caminho, Edivaldo Holanda Jr. iniciou um ataque ameno, utilizando as inserções do seu partido para dizer que ele não quer briga, porque enquanto os outros brigam, ele trabalha. Todos perceberam a tática, que não alcançou nenhum dos seus objetivos. Mais ousado e, ao que parece, mais determinado a chegar onde pretende, Lahesio Bonfim aproveitou a entrevista ao Jornal Pequeno – feita pelo competente e experiente jornalista Manoel dos Santos Neto -, e disparou o pesado petardo colocando em xeque a idoneidade de Weverton Rocha como homem público, acrescentando que esse teria sido o motivo pelo qual o senador não foi ungido candidato da aliança governista à sucessão estadual articulada pelo ex-governador Flávio Dino. Habituado a “ignorar solenemente” ataques à sua atuação política, o pré-candidato pedetista a governador deu sinais de que sentiu a pancada. Do contrário, não teria ensaiado uma defesa em forma de contra-ataque. Curiosamente, ele sinalizou de ter-se incomodado com a declaração do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, mas optou por uma reação amena.

O problema é que Lahesio Bonfim, que se tornou conhecido por declarações polêmicas, algumas agressivas, percebeu que acertou na mosca na estocada no pré-candidato pedetista, e já disse a um interlocutor que vai jogar pesado para ser um dos que disputarão o 2º turno, seja seu adversário o governador Carlos Brandão, seja o senador Weverton Rocha. Se ele avançar e tornar os ataques mais contundentes, o senador Weverton Rocha não terá outro caminho que não o da reação, mesmo sabendo dos riscos que é trocar disparos verbais com um franco-atirador. O mesmo deve acontecer com Edivaldo Jr., que logo se dará conta de que colocar uma pele de cordeiro por sobre os ombros e pregar o bom-mocismo em meio a um embate que vale uma vaga no turno decisivo da disputa é uma estratégia de altíssimo risco. A começar pelo fato de que também pode entrar na alça da mira verbal do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, que, como ele, confia na proteção de Jesus Cristo.

O fato é que o tempo das gentilezas e dos cuidados éticos na corrida ao Palácio dos Leões parece estar chegando ao fim, para ceder lugar ao tempo da crueza.

 

Faltam vices para três pré-candidatos a governador

Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim e Simplício Araújo ainda sem vice

Com a definição do deputado estadual Hélio Soares (PL) como vice na chapa do senador Weverton Rocha (PDT), as atenções se voltam para os pré-candidatos a governador Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC) e Simplício Araújo (Solidariedade), que ainda não escolheram seus companheiros de chapa. Edivaldo Holanda está em busca de uma aliança que possa ampliar o horizonte do PSD, podendo também formar uma chapa “puro sangue”, com um vice do próprio partido. Lahesio Bonfim pode ter um vice indicado pelo presidente do seu partido, deputado federal Aluízio Mendes, ou pode formar chapa com uma indicação do PTB, feita pelo senador Roberto Rocha. Finalmente, Simplício Araújo ainda não emitiu sinais de que esteja articulando a definição de um companheiro de chapa, até mesmo pelo fato de que oito entre dez observadores apostam alto que seu objetivo real e concreto é uma cadeira na Câmara Federal.

São Luís, 31 de Maio de 2022.

 

Eleitorado de São Luís (15% do estadual) será intensamente disputado por Brandão, Weverton e Edivaldo Jr.  

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Edivaldo Jr. vão jogar pesado pelos mais de 700 mil votos de São Luís

Os movimentos mais recentes da pré-campanha para o Governo do Estado indicam que os pouco mais de 700 mil eleitores de São Luís, que representam cerca de 15% do eleitorado maranhense, serão “caçados” intensamente pelos candidatos ao Palácio dos Leões, tornando elevada a dificuldade de se fazer qualquer previsão a respeito de quem levará a melhor na disputa. Dos sete pré-candidatos, o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., por razões diversas, têm cacife para investir em campanhas fortes, com a perspectiva de saírem bem votados no principal município do Maranhão. Além disso, a corrida pelo voto na Cidade de la Ravardière será fortemente influenciada por vozes importantes, como a do prefeito Eduardo Braide (sem partido) e a do ex-governador Flávio Dino (PSB). Nesse contexto, a votação de cada candidato poderá ser decisiva para o desfecho da eleição em todo o estado.

O governador Carlos Brandão tem a seu favor, em primeiro lugar, o fato de ter nascido em São Luís – e não em Colinas, como muita gente pensa -, onde estudou e se formou em veterinária, e onde iniciou e deu segmentos à sua vida pública, duas vezes como deputado federal e como secretário de Estado de Meio Ambiente e chefe da Casa Civil no Governo José Reinaldo.  Ao longo dos sete anos e três meses como vice-governador, participou ativamente do Governo Flávio Dino. Agora governador titular e concorrendo à reeleição, tem orientado sua equipe a não deixar pendência na cidade. Aliados seus apostam alto num bom desempenho do governador na sua cidade-natal, citando o apoio das militâncias do PSB, do PT e do PCdoB.

O senador Weverton Rocha não é natural de São Luís – ele nasceu em Imperatriz -, mas sua presença na vida política da cidade é marcante em alguns aspectos. Foi na capital que iniciou sua vida política como militante do Movimento Estudantil, e depois como um dos quadros do PDT e como um dos ungidos pelo líder pedetista Jackson Lago, tendo atuado fortemente nos bastidores das suas gestões. Ao mesmo tempo em que se credenciou como uma nova liderança na Capital, tem também no seu currículo, até hoje, a nebulosa reforma do Ginásio Costa Rodrigues. Tem investido forte na cooptação de vereadores. Ninguém porém tem dúvida de que, embalado pela ativa militância do PDT, poderá ele alcançar forte e decisivo naco do eleitorado da Capital.

Por sua vez, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que comandou a cidade por oito anos, tem a vantagem de ser ludivicense de nascença. Além dos dois mandatos de prefeito, o pré-candidato do PSD tem no currículo dois mandatos de vereador de São Luís, onde ele tem concentrado boa parte dos seus esforços. Edivaldo Jr. administra também a vantagem de contar com forte apoio na comunidade evangélica, principalmente a da Assembleia de Deus. Sua gestão como prefeito produziu um resultado positivo, com itens como a reforma do Centro, com destaque o circuito integrando Praça Deodoro/Rua Grande/ Praça João Lisboa, entre outras obras de vulto. Ele e o comando do PSD acreditam que São Luís lhe dará suporte.

Em meio do que pode ser uma disputa intensa entre esses pré-candidatos – e sem descartar que outros aspirantes aos Leões tenham bom desempenho na Capital -, vozes importantes podem influenciar no resultado. É o caso do prefeito Eduardo Braide, que vinha trilhando em zona neutra, mas se posicionou na corrida ao Senado, anunciando seu apoio ao projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PTB), e também informando que em breve revelará seu pré-candidato a governador. E o ex-governador Flávio Dino, que tem suas raízes políticas fincadas na cidade, e que além de pedir votos para ele próprio, encontra-se em ação pedindo votos para o governador Carlos Brandão.

Em Tempo: Como a Justiça Eleitoral ainda não divulgou o eleitorado credenciado para o pleito de outubro, o número de eleitores de São Luís usado nesse comentário é uma estimativa baseada no eleitorado oficial para as eleições municipais de 2020: 4.758.629 no estado e 699.954 na capital.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lahesio Bonfim sai na frente e chama Weverton Rocha para o confronto

Lahesio Bonfim chama Weverton Rocha para o confronto

“Meu principal adversário é um político que não tem pudor com dinheiro público, e por isso Flávio Dino não o escolheu”. O petardo disparado pelo pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, em entrevista ao jornalista Manoel dos Santos Neto, do Jornal Pequeno, atingiu o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT. E revelou que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, que aparece em 4º nas pesquisas de intenção de votos, decidiu sair na frente para confrontar o pré-candidato pedetista, numa estratégia de viabilizar sua participação num eventual 2º, que ele próprio acredita será com o governador Carlos Brandão (PSB). A lógica sugeria que essa iniciativa seria de Edivaldo Holanda Jr., também com o objetivo de se desgarrar do pré-candidato do PSC, com o objetivo de alcançar Weverton Rocha. Mas, ao contrário, quem saiu na frente foi Lahesio Bonfim, que decidiu partir para a guerra contra Weverton Rocha atropelando o ex-prefeito de São Luís. A postura ousada do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes contrasta com a de “bom moço” que não gosta de briga adotada pelo ex-prefeito de São Luís. Se vai alcançar ou não esse objetivo o tempo vai dizer, mas o fato a ser anotado é que ele ousou o suficiente para colocar-se na dianteira no mapa do confronto anunciado.

 

Roseana e José Sarney terão de dizer se apoiam Simone Tebet ou Lula da Silva

Simone Tebet vai querer definição de José Sarney e Roseana Sarney

A confirmação da senadora mato-grossense Simone Tebet como candidata da aliança MDB/PSDB/Cidadania à Presidência da República teve forte repercussão na definição de posições partidárias. A primeira situação criada envolve exatamente o MDB, cujas lideranças no Maranhão são a ex-governadora e o ex-presidente da República, José Sarney, emedebistas de proa no estado e no plano nacional. Não é segredo a predileção da ex-governadora e do ex-presidente da República pela pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Com a definição do partido por Simone Tebet, os dois líderes maranhenses terão de decidir se continuarão apoiando Lula da Silva ou se arquivam o projeto petista e embarcam na locomotiva da pré-candidatura da senadora por Mato Grosso.

São Luís, 30 de maio de 2022.