Todos os posts de Ribarmar Correa

Roberto Rocha ignora que o PTB tem candidato a presidente e apoia Bolsonaro sem declarar

 

Roberto Rocha ignora Padre Kelmon e apoia Jair Bolsonaro

No Brasil, como em qualquer país movido pela democracia representativa, na qual o chefe do Poder Executivo e os integrantes das casas legislativas, como o Senado, por exemplo, são escolhidos pelo voto direto, secreto e universal, em pleitos nos quais os candidatos representam partidos políticos, a regra e a lógica mandam que membros de um mesmo partido se apoiem. Um exemplo: um candidato a senador pelo PL deve estar automaticamente associado ao candidato do PL a presidente. Quando isso não acontece, algo de muito errado está corroendo as entranhas desse partido.

No Maranhão, todos os sintomas sugerem que o PTB está sendo fortemente afetado por essa distorção política. Candidato do PTB à reeleição, o senador Roberto Rocha ignora solenemente o fato de que o partido que ele preside no Maranhão tem um candidato a presidente da República, Padre Kelmon. Ele substituiu o presidente nacional Roberto Jefferson, que teve o registro da sua candidatura negado por ser ele condenado por corrupção e estar com seus direitos políticos suspensos. Como o chefe maior do partido, o novo candidato do PTB a presidente é um sacerdote ultraconservador, de extrema direita, que faz seguidas declarações de guerra às esquerdas, como também defende mudanças no estado democrático de direito.

Diferentemente do ex-governador Flávio Dino (PSB), que apoia a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), estando abertamente empenhado na sua campanha no estado e fora dele, e de Antônia Cariongo, candidata ao Senado pelo PSOL, que está alinhada ao candidato presidencial petista, o senador Roberto Rocha faz uma campanha aparentemente distanciado da disputa presidencial. Ele tem dado seguidas e inequívocas demonstrações de que se movimenta pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo ignorado, primeiro, a candidatura do chefe petebista Roberto Jefferson, sobre quem não deu uma única declaração, e agora parece desconhecer a de Padre Kelmon, pelo menos até agora.

É verdade que na sua campanha até aqui ele não disse uma única palavra a favor da candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, mas não há como esconder o fato de que o senador apoia a candidatura do presidente à reeleição.

É verdade que Roberto Jefferson, que preside nacionalmente o PTB, virou um pária político, não só pelo fato de estar em prisão domiciliar (controlado por tornozeleira), na condição de condenado por corrupção. Por sua vez, Padre Kelmon, um baiano de Acajutiba, 45 anos, é um dos fundadores do Movimento Cristão Conservador e hoje líder do Movimento Cristão Conservador Latino Americano (Meccla), tratando-se, portanto, de uma figura controvertida e vista como muita reserva no meio político. Não por ser um expoente da direita conservadora, o que é absolutamente normal numa democracia, mas por representar a extrema-direita conservadora e intolerante, defensor de ideias anticonstitucionais, sendo partidário de quebra da ordem institucional e de fazer restrições ao estado democrático de direito.

O senador Roberto Rocha, portanto, vive o paradoxo de pertencer e ser candidato à reeleição por um partido que tem um candidato a presidente da República, mas cuja existência ele tem ignorado ostensivamente, à medida em que não o inclui como mote do seu projeto eleitoral e não o coloca como parte da sua campanha visual. Ao mesmo tempo, o senador tem ligações políticas explícitas com o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, tendo, porém, o cuidado de não o envolver muito na sua campanha, provavelmente por causa do baixo conceito que o chefe da Nação entre os maranhenses.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro esteve em Imperatriz, de onde iniciou uma incursão eleitoral no interior do Tocantins. O senador Roberto Rocha não foi visto entre os que receberam o presidente no aeroporto Renato Cortez Moreira. Um sintoma de que o senador vai continuar tocando sua campanha indiferente a Padre Kelmon, candidato do seu partido a presidente, e com o cuidado para não assumir publicamente a candidatura do presidente Jair Bolsonaro, situação já resolvida nos bastidores. Por mais estranha que ela seja.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nata do bolsonarismo não foi a Imperatriz encontrar o presidente

Jair Bolsonaro: nenhum aliado de proa no Maranhão foi recebê-lo em Imperatriz

Líderes bolsonaristas maranhenses ignoraram a passagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) por Imperatriz, onde permaneceu por cerca de 40 minutos, antes de seguir viagem, de motocicleta, para duas cidades do interior do Tocantins. O senador Roberto Rocha – que, vale registrar, não tem obrigação política de se fazer presente -, e o presidente do PL, partido do presidente, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, não compareceram. Também não foram identificados nas imagens o candidato do PSC ao Governo Lahesio Bonfim, que tem prometido votar “no meu presidente”, o deputado federal Aluísio Mendes, que é vice-líder do Governo na Câmara Federal, e o deputado federal Pastor Gildenemyr (PL). Não apareceram nas imagens a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que tem sido ativa articuladora do bolsonarismo no Maranhão, e a deputada estadual Mical Damasceno (PSC), bolsonarista de proa. Ou seja, a nata do bolsonarismo no Maranhão preferiu não dizer um “Oi” para o presidente Jair Bolsonaro em Imperatriz.

 

Pesquisas devem agitar corrida aos Leões nas próximas horas

O fim de semana será agitado pela divulgação de pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões e ao Senado. Até quinta-feira, quatro institutos registraram levantamentos na Justiça Eleitoral: Econométrica, Exata, MOB e Paraná Pesquisas. A julgar pelos contatos feitos ontem pela Coluna, a cúpula da campanha do governador Carlos Brandão pareceu tranquila, esperando um resultado melhor do que os das últimas pesquisas. Já no âmbito da candidatura do senador Weverton Rocha o clima era de forte e tensa expectativa. Não houve como sentir o ambiente nas demais cúpulas de campanhas.

São Luís, 10 de Setembro de 2022.

Pinheiro é palco de uma das mais duras disputas eleitorais dessa corrida às urnas

 

Ana Paula apoia Lula da Silva, Carlos Brandão, integra a chapa de Flávio Dino, não dificulta a vida de André Fufuca e trabalha duro por Othelino Neto; Luciano Genésio flerta com Jair Bolsonaro, apoia Weverton Rocha e Roberto Rocha, e investe forte em Lucyana Genésio e em Thaíza Hortegal; Victor Mendes tem seu espaço e Leonardo Sá faz dobradinha com Fábio Macedo

Aos 166 anos, eternizada como Princesa da Baixada Ocidental e conhecida no Maranhão e além-fronteiras como a terra-berço do ex-presidente José Sarney, e abrigando 85 mil habitantes, entre eles 46 mil eleitores, Pinheiro teve sua posição política atuante, mas discreta, alterada para ganhar a condição de epicentro de ferrenhas disputas nessa corrida eleitoral. Ali, forças políticas locais e externas travam embates intensos em torno dos candidatos a governador, a senador, a deputado federal e a deputado estadual. No centro das disputas estão, de um lado, o prefeito Luciano Genésio (PP), que apoia a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, e, de outro, a vice-prefeita Ana Paula Lobato (PSB), candidata a 1º suplente de senador na chapa do ex-governador Flávio Dino (PSB) e que apoia o governador Carlos Brandão.

O que chama a atenção no agitado cenário político de Pinheiro é que ali se defrontam forças políticas tradicionais da cidade, transformando os seus 46 mil votos em capital político de valor diferenciado, à medida que ali as decisões terão eco no Palácio dos Leões, na Assembleias Legislativa, no Senado e na Câmara Federal.

As forças políticas pinheirenses estão divididas em relação à disputa para o Governo do Estado. Por uma série de razões, o prefeito Luciano Genésio decidiu apoiar a candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, que foi inicialmente apoiada pela vice-prefeita Ana Paula Lobato, que pertencia ao PDT. O rompimento do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), com Weverton Rocha para apoiar Carlos Brandão resultou também no rompimento da sua esposa, a vice-prefeita Ana Paula Lobato, com o prefeito Luciano Genésio, criando uma forte polarização no município entre os candidatos pedetista e socialista ao Palácio dos Leões.

Essa disputa levou as forças políticas de Pinheiro a uma clara polarização na corrida ao Senado. Ali, por conta da sua aliança com o senador Weverton Rocha, o prefeito Luciano Genésio declarou apoio ao senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição. No contraponto, a vice-prefeita Ana Paula Lobato não só deixou o PDT e se filiou ao PSB, como também foi alçada ao posto de candidata a 1º suplente na chapa do ex-governador Flávio Dino, candidato ao Senado, uma das vagas mais disputadas na corrida senatorial, devido ao favoritismo do ex-governador, segundo têm mostrado as pesquisas de intenção de voto.

No que diz respeito à corrida à Câmara Federal, os 46 mil votos de Pinheiro estão sendo disputados intensamente por Lucyana Genésio (PDT), irmã do prefeito Luciano Genésio, contra o também pinheirense da gema Victor Mendes (MDB), que já foi deputado federal e tenta voltar para Brasília com o apoio forte do pai, o ex-prefeito Filuca Mendes (MDB). Nesse jogo, o deputado estadual Leonardo Sá (PP), filho da terra, apoia a candidatura do deputado estadual Fábio Macedo (Podemos) à Câmara Federal, colocando muita lenha na fogueira eleitoral de Pinheiro. Além disso, o deputado federal André Fufuca (PP) disputa uma fatia dos votos de Pinheiro, mesmo não contando efetivamente com o apoio do prefeito Luciano Genésio, que é do seu partido.

O tabuleiro político da Princesa da Baixada abriga ainda uma dura disputa para a Assembleia Legislativa. Ali, além do deputado estadual Leonardo Sá, que corre em faixa própria como uma espécie de “terceira via”, o prefeito Luciano Genésio apoia a candidatura da sua ex-mulher, a deputada estadual Thaíza Hortegal (PP), à reeleição. E no contraponto, a vice-prefeita e candidata a 1º suplente no Senado Ana Paula Lobato trabalha duro para dar o maior número de votos possível ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que busca a reeleição. Coordenador político da candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado, Othelino Neto tem trabalhado duro para que o grupo comandado pelo governador Carlos Brandão seja vitorioso nas urnas de Pinheiro.

E a julgar pela movimentação, a disputa eleitoral na cidade-berço de José Sarney será intensa até nos últimos dias da campanha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão tem a campanha mais consistente no Rádio e na TV

Carlos Brandão: firmeza nas abordagens na propaganda no rádio e na TV

A propaganda para governador no horário eleitoral gratuito vem sendo inteiramente dominada pelo governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, por maior que tenham sido os esforços dos demais candidatos até aqui. O governador vem cumprindo à risca o roteiro traçado e escrito por seus marqueteiros: discursa traduzindo a mensagem, sorri dentro da medida, fica sério quando é preciso, e descontrai quando a recomendação é para relaxar. Sua propaganda é, de longe, a mais convincente, uma vez que ele vem mostrando o que foi feito durante os dois mandatos do governador Flávio Dino (PSB), o que lhe tem dado a garantia de que seu discurso tem densidade, lastreando corretamente o mote da continuidade, mas agora com os seus toques nos programas. Mesmo tendo feito mudanças significativas na sua campanha, o governador Carlos Brandão tem mantido os pés no chão e não vai além do que é necessário para mostrar sua capacidade de trabalho e passar ao eleitorado a certeza de que é confiável.

 

Apoiadores de Bolsonaro esperam vitória de Lula no Maranhão

Bolsonaristas acham que Lula da Silva vence Jair Bolsonaro no MA

Bolsonaristas que participaram da manifestação do dia 7 de Setembro em São Luís não foram para casa felizes da vida. A Coluna ouviu dois militantes ranhetas da “causa” do presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto e as avaliações coincidiram: ambos se convenceram de que o “mito” não tem a menor chance de vencer o ex-presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão. Manifestaram a crença de que ele pode vir a tornar a disputa mais difícil no plano nacional, provocando um segundo turno imprevisível. Mas no que diz respeito à disputa no Maranhão, não apostam um tostão furado no candidato deles, manifestando certeza de que o ex-presidente  vai levar, e com boa vantagem.

São Luís, 09 de Setembro de 2022.

Bolsonaro reúne multidões em Brasília, Rio e São Paulo, mas continua sem vez no Maranhão

 

Jair Bolsonaro não consegue maioria no Maranhão, apesar dos esforços dos seus apoiadores no estado, que ontem realizaram ato do 7 de Setembro sem muita força

Não há dúvida de que o presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo atropelando as regras e a ética, deu uma demonstração de força com as mobilizações que fomentou em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A exibição de músculos políticos, porém, não significou uma engorda repentina na sua base eleitoral, ainda que alguns possam ter tido essa impressão. Além do mais, as manifestações de ontem representaram a última carta que o presidente tinha no seu colete à prova de balas. Isso significa dizer que, esgotados itens do “pacote de bondades” que ele negociou com a sua base no Congresso Nacional, mais a redução do preço dos combustíveis – essa conta vai chegar, leitor, pode se preparar -, o chamado Auxílio Brasil até dezembro e outros penduricalhos destinados a seduzir a grande massa de eleitores vão ficar sob pressão da campanha eleitoral nas próximas três semanas.

Esse alerta vale para os bolsonaristas maranhenses, que se esforçaram ontem para dar uma demonstração de força em São Luís, mas nem de longe conseguiram impressionar. É que pelo menos até aqui, a esmagadora maioria do eleitorado está “fechada” com o ex-presidente Lula da Silva (PT). Isso ficou demonstrado na noite da última sexta-feira, quando uma multidão se concentrou na Praça Maria Aragão para declarar seu apoio ao líder petista, manifestando também apoio à candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição e a do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado.

A campanha no Rádio e na TV tem confirmado com clareza solar o que a Coluna previra ainda antes das convenções partidárias: além de ter um nível elevado de rejeição pela maioria dos maranhenses, o presidente Jair Bolsonaro não conta com uma base de apoio sólida, liderada por políticos que o transformem em carro-chefe dos seus projetos eleitorais, como fazem petistas, socialistas, comunistas e aliados em relação a Lula da Silva. Os chefes do bolsonarismo no Maranhão atuam de maneira furta-cor, envergonhada, como quem não aposta um tostão furado no presidente-candidato. Não querem “queimar seus filmes” com o eleitorado de base, cuja maioria é anti-bolsonarista desde a eleição presidencial de 2018, quando ele foi impiedosamente surrado nas urnas pelo desconhecido petista Fernando Haddad.

Bolsonaristas de proa como o senador Roberto Rocha (PTB), que está em busca da reeleição, faz uma corrida às urnas à base do “eu sozinho”, sem incluir o presidente-candidato no seu projeto de campanha. É o caso do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL, partido do presidente no Maranhão, que parece não ter qualquer relação com o candidato presidencial, que não está presente no seu material de campanha nem do da sua mulher, a deputada estadual Detinha (PL), que concorre também à Câmara Federal. Conhecedor profundo dos humores do eleitorado maranhense, principalmente da imensa fatia nos médios e pequenos municípios, Josimar de Maranhãozinho tem fortes razões para se esquivar da campanha bolsonarista.

Na mesma linha seguem os deputados federais Aloísio Mendes (PSC), Juscelino Filho (União Brasil), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas), Cléber Verde (Republicanos), Gil Cutrim (Republicanos), que não apoiam o ex-presidente Lula da Silva, mas não entram de cabeça na campanha do “capitão” no Maranhão. Há exceções, claro, entre os deputados federais, como é o caso de Pastor Gildenemyr (PL) e Josivaldo JP (PSC), mas esses também usam doses de cautela nessa tarefa.

Nos grandes centros, a começar por São Luís, a campanha do presidente Jair Bolsonaro é feita por grupos de direita formados principalmente por profissionais liberais, uns com postura mais republicana, com discurso liberal, mas respeitando as regras do estado democrático e suas instituições, e outros, formados pela turma do agronegócio e diferentes segmentos, com discurso da quebra das regras institucionais, como a pregação de golpe. Foram basicamente representantes desses segmentos que saíram para as ruas ontem em São Luís. E certamente se deram conta, mais uma vez, de que, o Maranhão não é praia bolsonarista. Pelo menos até aqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reabertura do Edifício BEM injeta ânimo na revitalização do Centro Histórico

Edifício João Castelo, antigo BEM, é reaberto abrigando a Semfaz de São Luís. Eduardo Braide fez a entrega do novo espaço aos servidores 

Em meio às comemorações do seu 410º aniversário, São Luís deu, na terça-feira (6), mais um passo importante nos esforços para a completa da revitalização do seu Centro Histórico: a inauguração, pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido), das novas instalações da Secretaria Municipal de Fazenda, localizadas no Edifício João Castelo, o antigo Edifício BEM, que ocupa meia quadra importante no coração pulsante da Capital do Maranhão. Mais do que uma obra vital para dinamizar a máquina administrativa da Prefeitura Municipal, a inauguração marca também a reabertura de um dos edifícios mais emblemáticos de São Luís, fechado havia mais de uma década. O fato gera também um item de grande importância para o processo de revitalização da região central da cidade, reanimando parte destacada da área que liga o Centro Comercial à Praça Pedro II, à Beira-Mar, e à Praça Grande.

Outrora ponto de intensa movimentação, inclusive pela ligação com a antiga sede da Assembleias Legislativa, o agora Edifício João Castelo ganha nova vida, devendo voltar a ser um centro administrativo prestador de serviços à coletividade. A própria Secretaria de Fazenda é exemplo importante, à medida que no térreo funcionarão atendimento ao público, para a prestação de todos os serviços que dizem respeito à relação do contribuinte com o fisco municipal, como o pagamento de impostos e a emissão de certidões e alvarás.

Criticado por muitos que o viam como um corpo estranho e indesejável encravado no coração de uma cidade de arquitetura colonial portuguesa, como é o caso dos edifícios Caiçara (Rua Grande), Monumental (Rua do Sol) e João Goulart (Praça Pedro II), o agora hoje Edifício João Castelo se transformou, ao longo do tempo, numa espécie de “mimo” de São Luís. A começar pelo fato de que abrigou, por mais de três décadas, a sede do Banco do Estado do Maranhão (BEM), extinto na década de 1990 do século passado. Nas décadas de 1970/80/90, a calçada do BEM em frente à agência central, foi ponto de encontro de empresários, políticos. No aspecto arquitetônico propriamente dito, suas linhas modernas para a época ganharam força personalidade definitiva com o gigantesco painel em azulejo criado pelo artista plástico Antônio Almeida.  O imóvel está hoje incorporado à vida da cidade.

A reforma concluída agora foi iniciada na gestão do prefeito João Castelo (2008/2012), ganhou algum alento, na gestão de Edivaldo Holanda Jr. (2013/2020), mas logo emperrou. Agora, o prefeito Eduardo Braide conclui o projeto dando dois presentes ao contribuinte: um local decente para o sistema fazendário municipal, e com ele um avanço na revitalização do coração da cidade.

Um presente e tanto para uma cidade com 149.650 dias de história e muitos desafios pela frente, sendo um deles justificar sua existência como Patrimônio Cultural da Humanidade.

 

Candidatos a governador aguardam pesquisas com forte expectativa

Candidatos sob expectativa 

É forte a expectativa nomeio político em relação às pesquisas sobre sucessão estadual que estão no forno. Dois comitês estão especialmente atentos, o do governador Carlos Brandão, que espera seu nome na cabeça, e o do senador Weverton Rocha, que espera pelo alto nível, de intenções de voto para manter sua posição de segundo colocado no ranking geral da disputa. Em segundo plano “duelam” os candidatos Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim, que brigam pela terceira colocação e pela condição de ser a “ameaça” ao senador. É provável que uma dessas pesquisas seja divulgada nesta quinta-feira.

São Luís, 08 de Setembro de 2022.

Pesquisas vão balizar a etapa decisiva da corrida ao Governo do Maranhão

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. e Lahesio Bonfim terão suas posições vistas em pesquisas

Duas pesquisas para medir as intenções do eleitorado na disputa pelo Governo do Maranhão estão registradas na Justiça Eleitoral. Uma do instituto Paraná Pesquisas, contratada pela TV Ribamar e que será divulgada nesta quinta-feira (8), e outra da Econométrica, contratada pelo jornal O Imparcial, que virá a público no sábado (10). Feitos a três semanas das eleições, esses dois levantamentos certamente desenharão o cenário da corrida às urnas neste momento e podem servir de referência para as tendências do eleitorado em relação aos candidatos que estão de fato na briga pelo voto. Não há como prever resultado de pesquisa, mas, com base nos levantamentos mais recentes, é lícito supor que a grande disputa desse instante está sendo travada entre Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e Lahesio Bonfim (PSC) pela segunda posição, que é o passaporte para um eventual segundo turno, pois é grande a probabilidade de o governador Carlos Brandão (PSB) aparecer na liderança.

Todos os indícios evidenciados até agora indicam que a eleição será decidida em dois turnos, sendo o mais provável que ele se dê entre Carlos Brandão e Weverton Rocha. A última pesquisa do Econométrica mostrou Carlos Brandão com uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre Weverton Rocha, que por sua vez apareceu fortemente pressionado por Edivaldo Holanda Jr. e Lahesio Bonfim, passando a impressão de que há uma grande carga de imprevisibilidade em relação à segunda posição. Os candidatos do PDT, do PSD e do PSC incrementaram suas campanhas, sendo que a guinada mais radical foi dada por Weverton Rocha, cujo projeto de poder perderá sentido se ele não chegar à segunda volta. Edivaldo Holanda Jr. e Lahesio Bonfim, por sua vez, não concorrem com essa carga de pressão.

O governador Carlos Brandão vem fazendo uma campanha referencial, saindo de dois pontos percentuais para, num crescendo lento, mas firme, alcançar a liderança da corrida, sendo visto por muitos como um candidato com chance de liquidar a fatura já no primeiro turno, possibilidade fortemente repelida por seus adversários. As pesquisas mais recentes fortalecem essa expectativa, embora o indicativo mais forte seja o de que haverá um segundo turno na corrida aos Leões. E as duas pesquisas previstas para esta semana deverão desenhar o retrato do momento, que pode ser a tendência para o desfecho do dia 2 de outubro, prevendo também uma decisão de dois turnos.

O governador Carlos Brandão vem fazendo uma campanha eficiente, com base nas realizações do Governo Flávio Dino, de quem foi vice e que é seu candidato ao Senado, e na força da aliança política partidária que tem o ex-presidente Lula da Silva (PT), que lidera a corrida para a presidência da República contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, Carlos Brandão conta com o prestígio e a força política do ex-governador Flávio Dino, de longe o maior nome da política maranhense na atualidade, com amplas chances de sair das urnas eleito senador. Por sua vez, Weverton Rocha deu uma guinada radical na sua campanha, descendo do salto alto e flertando com a humildade, deixando, portanto, a arrogância para trás. O seu programa no horário eleitoral gratuito de segunda-feira (5) deixou isso muito claro.

Edivaldo Holanda Jr. parece ter acordado de vez para a realidade, tomando uma injeção de ânimo e levando um novo clima para a sua campanha, como evidenciou o mais recente programa para o horário gratuito na TV. Essa mudança de postura é um recado aos concorrentes: o ex-prefeito de São Luís está vivo na disputa e com disposição para brigar até os últimos instantes da campanha para alcançar vaga num eventual segundo turno. É o mesmo propósito de Lahesio Bonfim, que aposta alto na sua ida para a rodada final da corrida ao voto.

Vale, portanto, aguardar o resultado das pesquisas que estão no forno.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

TV Assembleia homenageia São Luís com documentário sobre Ana Jansen

Saudável e benvinda a iniciativa da TV Assembleia de comemorar os 410 anos de São Luís exibindo um documentário sobre a mais legendária das suas figuras históricas, Ana Jansen, a matriarca que por décadas dominou a cena da cidade com forte influência política, grande poder econômico, ideias avançadas para a época e notabilizada pela crueldade com que tratava seus escravos. “Me chame Donona Jansen” irá ao ar amanhã (8), às 20h, simultaneamente na emissora e no seu canal no Youtube.

O documentário foi produzido na própria TV Assembleia a partir de um projeto elaborado pelo diretor de Comunicação do Poder Legislativo, Edwin Jinkings. Jornalista experiente, o diretor de Comunicação imaginou um documento no qual Ana Jansen é mostrada por diversos ângulos, ora como a matriarca cruel e implacável com escravos e inimigos, ora como uma mulher com posições consideradas vanguardistas para a época (século 18). O resultado da pesquisa cuidadosa permite enxergar no seu perfil traços que vão muito além da mulher poderosa e influente que dominou a vida social e política da Capital por longo tempo. Tanto que ela é hoje simbolizada por uma carruagem fantasma que circula à noite nas ruas de São Luís.

– A TV Assembleia comemora o aniversário da nossa secular São Luís levando ao ar atrações especiais, pensadas para celebrar a cidade, sua cultura e sua gente. O documentário ‘Me chame Donana Jansen’ é um desses presentes e faz um recorte da história a partir de momentos protagonizados por Ana Jansen, personagem que está eternizada pelos ludovicenses como lenda – assinala Edwin Jinkings, destacando também o programa ‘Cultura em Pauta’, com convidados especiais e apresentação de Emanuel Jesus, que vai ao ar neste dia 8, às 21h.

Fruto de cuidadosa pesquisa, “Me chame Donana Jansen” visita endereços e logradouros ligados à história da matriarca, relembra causos que marcaram sua trajetória, reunindo ainda entrevistas com descendentes e pesquisadores especialistas na personagem. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa).

 

Irmãos Cutrim fazem força para renovar mandatos

Glaubert Cutrim e Gil Cutrim buscam a reeleição

Gil Cutrim (Republicanos) tenta renovar o mandato de deputado federal; Glaubert Cutrim (PDT) se movimenta para reeleger-se deputado estadual. Mesmo em partidos diferentes, os irmãos Cutrim têm conseguido fazer uma campanha como aliados, conciliando, quando possível, interesses nas mesmas bases eleitorais. No meio político, é voz corrente que os dois têm chance de reeleição, à medida que prepararam suas bases durante os mandatos em curso. Gil Cutrim mostrou que sabe o que quer quando contrariou seu partido, o PDT, para votar diversas matérias importantes no Congresso alinhado às forças do Governo, situação quer o levou a mudar de marido, mas sem abrir mão da condição de aliado do presidente Jair Bolsonaro.  Na mesma linha, o deputado Glaubert Cutrim, hoje vice-presidente da Assembleia Legislativa, foi um dos primeiros a se associar à candidatura do senador Weverton Rocha para o Governo do Estado e hoje é um dos principais articuladores da campanha.

Muita gente aposta que os dois sairão eleitos das urnas.

São Luís, 07 de Setembro de 2022.

Sob forte pressão, Weverton dá guinada na campanha mudando postura e discurso

 

Weverton Rocha muda campanha com discurso mais ameno

Sob forte pressão na corrida ao Palácio dos Leões, o senador Weverton Rocha, candidato do PDT ao Palácio dos Leões, deu uma guinada radical no seu discurso e na sua postura de campanha. A virada ganhou forma ontem, no horário gratuito no Rádio e na TV, onde o pedetista surpreendeu ao reconhecer que seu partido tem Ciro Gomes como candidato a presidente, ao mesmo tempo em que jogou confetes no ex-presidente Lula da Silva (PT), de quem se disse amigo e parceiro político. E assumiu, finalmente, os laços da sua candidatura com o presidente Jair Bolsonaro (PL), lembrando que seu vice é do partido do mandatário. Mais do que isso, Weverton Rocha ampliou a margem de reconhecimento aos bons feitos do Governo comandado por Flávio Dino (PSB), principalmente na Educação e na Saúde. Fez tudo isso com um script bem montado, uma fala leve, ilustrada com um sorriso, exibindo um ar de humildade que nada tem a ver com o Weverton Rocha arrogante, dono da razão, trilhando a perigosa fronteira entre simpatia e antipatia. Uma rota de alto risco político.

O Weverton Rocha do programa eleitoral de ontem pareceu ser fruto de auto avaliação dura, impiedosa, que o levou a rever seu discurso. Ao mesmo tempo, a mudança acontece nos ecos da passagem de Lula da Silva por São Luís, onde foi ovacionado por uma multidão, ao lado de Carlos Brandão (PSB), Flávio Dino e Felipe Camarão (PT). As imagens do comício realizado na Praça Maria Aragão causaram forte impacto na corrida eleitoral, levando os candidatos ao governo a parar e reavaliar o roteiro e o conteúdo das suas campanhas. Ontem, por exemplo, Edivaldo Holanda Jr. apresentou uma proposta de criação de polos industriais regionais, dando um enfoque bem mais ousados à sua campanha. Lahesio Bonfim fez uma promessa ousada: acabar com as filas nas unidades de Saúde.

Forjado nas lutas políticas, Weverton Rocha tem vivência suficiente para perceber quando saiu da pista e entrou na faixa de risco. Sabe que até aqui não pode contar com Lula da Silva, que já não conta com Ciro Gomes, e reconhece, sem fazer declarações, que sua candidatura tem um leve sopro do Palácio do Planalto. Ontem, ele encontrou o jeito de dizer ao eleitorado que aposta nos três, sem apoiar nenhum diretamente, ou seja, se ele levar a melhor nas urnas, vai se dar bem com quem for o próximo presidente. Uma estratégia estranha, fora dos padrões políticos, de difícil compreensão por parte do eleitor, mas que tem lá uma lógica na qual ele acredita.

Não deve ter sido fácil para ele abrir mão da postura e do discurso iniciais. Mas sua condição de estacionado no patamar variável de 20% a 25% dos votos em quase duas dezenas de pesquisas, e a ameaçadora aproximação de Lahesio Bonfim e Edivaldo Holanda Jr., reforçada pelo distanciamento de Carlos Brandão na liderança, certamente o levaram a compreender que precisava sacudir sua campanha, e com ela a disputa como um todo. E a razão, para ele, está clara, porque uma coisa é disputar uma eleição direta com o governador Carlos Brandão, podendo ganhar ou não é outra coisa é ser tirado do pleito por um candidato que em tese não tem o seu tamanho político.

Com a mudança no tom e no conteúdo da sua campanha, Weverton Rocha pode sair da inércia ou não. De qualquer maneira, deixará o registro de que teve humildade para reconhecer que vinha errando feio, e coragem para dar uma guinada radical, que também tem seus riscos à essa altura do campeonato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão e Dino querem manter intensidade da campanha

Carlos Brandão e Flávio Dino: manter campanha intensa

A escala de campanha que o ex-presidente Lula da Silva fez em São Luís, sexta-feira (2) e sábado (3) injetou mais ânimo na campanha do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição e do ex-governador Flávio Dino ao Senado. O próprio líder petista, que é acostumado a falar para multidões, ficou impressionado com o comício realizado na Praça Maria Aragão, na noite de sexta-feira. A multidão e a euforia da militância impressionaram também a socióloga Janja, mulher do ex-presidente, que no final pegou o microfone e falou para a multidão: “Foi lindo!”

Os dois líderes da chapa, também entusiasmados, tiveram, porém, o cuidado de evitar o “já ganhou”. Com sensibilidade e faro políticos apurados, Flávio Dino acredita na vitória da aliança, mas não admite que em nome dessa possibilidade a campanha seja desacelerada. Ao contrário, ele quer um volume de campanha cada vez maior. O governador Carlos Brandão tem a mesma preocupação.

A campanha da coligação “O Maranhão não pode parar” vai continuar cada vez mais intensa.

 

Beto Castro faz ataque duro a Roberto Rocha

Beto Castro atacou duramente Roberto Rocha na Câmara

dor Roberto Rocha (PTB) cometeu um erro político primário ao tentar atingir o ex-governador Flávio Dino (PSB) divulgando no seu espaço no horário eleitoral na TV um vídeo apócrifo, e pelo qual não responde, sobre o assassinato do empresário João Bosco, que teria sido consequência de uma divisão de um pagamento entre o assassino, Gilson Cutrim, e o vereador Beto Castro.

Além de sair do eixo com um factóide, o senador, que busca a reeleição, ficou exposto a duras críticas e ainda sujeito ao que aconteceu ontem no plenário da Câmara Municipal de São Luís. Ali, na tribuna, o vereador Beto Castro o atacou fortemente, encerrando seu discurso o chamando, com repetição, de “senadorzinho canalha”.

Chamou a atenção o fato de que nenhum vereador presente saiu em defesa do senador Roberto Rocha.

São Luís, 06 de Setembro de 2022.

Campanha ao Governo até agora não mostrou o papel da maioria dos candidatos a vice

 

Felipe Camarão, Hélio Soares, Gutemberg Araújo, Andrea Heringer, Pedra Celestina e Marly Tavares: vices com diferentes graus de importância e peso nas suas chapas

Os candidatos a vice-governador dessa corrida eleitoral no Maranhão estão atuando com diferentes níveis de intensidade, e a movimentação de cada um tem a ver com o seu peso político e eleitoral na chapa ou com o espaço que o candidato a governador está disposto a lhe conceder. Enquanto o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, coloca o seu vice, Felipe Camarão (PT), em nível destacado, entusiasmando a militância do PT, que enxerga nele o futuro do partido no Maranhão, o senador Weverton Rocha (PDT) vem dando ao seu vice, o deputado estadual Hélio Soares (PL), um papel mais discreto, sem maior destaque. O candidato do PSC a governador, Lahesio Bonfim, deu um tiro certeiro quando escolheu o vereador Gutemberg Araújo (PSC) para vice, mas tem causado a impressão de que o relegou a plano secundário, ao tempo em que Edivaldo Holanda Jr. (PSD) escolheu a professora Andrea Heringer (PSD) com o objetivo exclusivo de seduzir o eleitorado de Imperatriz. Os demais – Marly Tavares (Solidariedade), Pedra Celestina (PSOL), Jairo Mesquita (PSTU), Ricardo Medeiros (Democracia Cristã) e Zé JK (PCB) têm exercido efetivamente papel secundário no trabalho eleitoral dos cabeças de chapa.

Felipe Camarão é o tipo de vice que soma. Jovem (42 anos), de boa formação e boa aparência, bem relacionado e representante do PT na chapa, o ex-secretário estadual de Educação tem peso elevado no projeto de reeleição do governador Carlos Brandão, a começar pelo fato de que representa o PT e tem o aval integral do ex-presidente Lula e do ex-governador Flávio Dino (PSB). Tem atuado no meio educacional, trabalhando para ampliar o apoio dos professores, junto aos quais é respeitado, abrindo também caminhos no universo dos profissionais liberais, empresários e estudantes. Além do mais, Felipe Camarão é o único candidato a vice cujo cabeça da chapa, se eleitor for, não poderá disputar a reeleição em 2026, o que lhe abre caminho para ser o candidato a governador.

Uma das surpresas produzidas pelo candidato Weverton Rocha, o deputado estadual Hélio Soares (PL), 70 anos, foi escalado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) como o seu braço na chapa liderada pelo pedetista. Político experiente, dono de uma trajetória eleitoral de altos e baixos, o vice de Weverton Rocha tem papel limitado na campanha, que é comandada diretamente pelo senador e pelo presidente da Famem, Erlânio Xavier, que é o homem da sua extrema confiança. Há quem diga que, em caso de vitória da chapa, Hélio Soares será a voz de Josimar de Maranhãozinho no governo.

Responsável pela aterrissagem de Lahesio Bonfim em São Luís, onde o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes era visto com reservas, o vereador Gutemberg Araújo, com a experiência de cinco mandatos, abriu as portas da Capital para o candidato do PSC, que veio após as convenções, Gutemberg Araújo “mergulhou”, deixando de ser visto com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Há quem diga que o próprio Lahesio Bonfim já não é o mesmo com o seu vice.

Andrea Heringer (PSD) não foi escolhida à toa vice de Edivaldo Holanda Jr. Ela significa a possibilidade de um candidato do PSD ganhar espaço eleitoral em Imperatriz. E isso é explicado pelo fato de que Andrea Heringer é professora, bem-conceituada na cidade e pertence a uma tradicional família de empresários. Por sua vez, Marly Tavares (SD) a companheira de chapa do candidato do SD tem a experiência de ser vereadora e presidente da Câmara de Pedreiras, cidade-base do candidato Simplício Araújo, o que enseja a especulação segundo a qual, se não for eleito governador, ele poderá vir tentar a Prefeitura de Pedreiras.

Mesmo sendo mantida distante da campanha do candidato do PSOL, Enilton Rodrigues, a líder camponesa Pedra Celestina, 49 anos, tem papel importante como porta-vos de comunidades de todo o estado no apoio ao projeto do partido. É o caso de Jairo Mesquita (PSTU), 49 anos, militante sindical, que dobradinha com Hertz Dias, candidato do partido a governador. Na mesma linha, Ricardo Medeiros (DC), 55 anos, professor, é frequentemente citado por Joás Moraes, candidato a governador. Nesse contexto, o menos conhecido entre os candidatos a vice-governador é o fotógrafo imperatrizense Zé JK (PCB), que tem como cabeça da chapa Frankle Costa.

É possível que nos próximos dias os candidatos a governador apresentem oficialmente os seus companheiros de chapa nos seus espaços de campanha no rádio e na TV.

Em Tempo: a Coluna não conseguiu imagens de Jairo Mesquita  (PSTU), Ricardo Medeiros (IDC) e Zé JK (PCB).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton intensifica campanha na Ilha para sair da estagnação

Weverton Rocha e Roberto Rocha em Raposa: investindo na Ilha para romper inércia

O senador Weverton Rocha (PDT) decidiu intensificar sua campanha na Ilha de Upaon Açu, percorrendo, além de São Luís, os municípios de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Ontem, o candidato do PDT, acompanhado do senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, ele fez incursão em Raposa.

Nos bastidores voltaram a circular rumores segundo os quais o candidato do PDT estaria dando demonstrações de insatisfação com o cenário da disputa para o Palácio dos Leões. Ele não admite encontrar-se na posição apontada nas pesquisas, menos ainda sendo ameaçado de ser ultrapassado, ora por Lahesio Bonfim (PSC), ora por Edivaldo Jr. (PSD).

O senador pedetista aposta que aparecerá em posição melhor nas próximas pesquisas, esperando com isso ser o adversário do governador Carlos Brandão num eventual segundo turno.

 

Prefeito de Imperatriz tem cacife político e eleitoral fraco

Assis Ramos

Em vez de uma oportunidade para demonstrar força política e eleitoral, a corrida eleitoral tem sido, na verdade, uma sucessão de maus momentos para o prefeito de Imperatriz, Ramos (União Brasil). O que mais o tem incomodado são os números das muitas pesquisas feitas na Princesa do Tocantins. É que em praticamente todos os levantamentos ele aparece muito mal avaliado, situação que tem contribuído fortemente para que seu cacife político e eleitoral seja esnobado pelos candidatos mais fortes ao Governo e ao Senado.

São Luís, 05 de Setembro de 2022.

Lula reafirma apoio a Dino e Brandão em ato que levou milhares à Maria Aragão

 

Lula da Silva entre Flávio Dino, Carlos Brandão e Felipe Camarão; embaixo, o líder petista fala para a multidão concentrada na Praça Maria Aragão

O comício de campanha do ex-presidente Lula da Silva (PT), ontem, em São Luís, foi, mais uma vez, uma demonstração da sua força política no Maranhão. O ato, que reuniu milhares de pessoas na Praça Maria Aragão, foi também uma mostra da força política da chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, tendo como vice Felipe Camarão (PT), e o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado. Flávio Dino e Carlos Brandão saudaram o líder petista com o entusiasmo dos que apostam alto na vitória do ex-presidente para o Palácio do Planalto, e no sucesso da chapa estadual nas urnas. Na mesma linha, Lula da Silva se manifestou confiante de que está a caminho de mais uma vitória nas urnas com apoio massivo dos maranhenses, mostrando também certo de que Carlos Brandão será reeleito e Flávio Dino irá para o Senado. Os discursos dos três líderes foram afinados, como era de se esperar.

O ato foi aberto pelo ex-governador Flávio Dino, que fez um balanço do seu governo, defendeu a candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo Felipe Camarão como vice, e enfatizou a importância do projeto de colocar Lula da Silva de volta ao comando do País. “Quem quer liberdade é Lula. Quem quer igualdade é Lula. Quem quer fraternidade é Lula. Queremos dizer claramente que esse estado nunca se enganou com miliciano e que aqui é a terra que nunca teve medo de ser feliz. O caminho de Lula, o nosso caminho no Maranhão tem nome e número: é Brandão 40”, ressaltou. “Com o presidente Lula, o Brasil vai voltar a ser respeitado no mundo inteiro”, destacou ainda o ex-governador, cujo discurso foi ratificado pelo governador Carlos Brandão e seu companheiro de chapa Felipe Camarão.

Aberto com uma interpretação forte do Hino Nacional, o ato de campanha do candidato petista na Praça Maria Aragão superou todas as expectativas em comparecimento – alguns calcularam 30 mil pessoas. E diante da multidão, o ex-presidente reverenciou o Maranhão pelas votações que o eleitorado maranhense lhe deu em 2002 e 2006, à eleição da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014, e ao petista Fernando Haddad em 2018. “Eu reverencio o Maranhão e os maranhenses pela qualidade, pela força e pela vontade”, declarou, acrescentando que, se eleito for, o Maranhão terá sua atenção.

Um dos mais entusiasmados do palanque, o governador Carlos Brandão destacou no seu discurso: “Tenho a obrigação de fazer um governo ainda melhor que o de Flávio Dino, com Camarão ao meu lado. Tenho certeza de que faremos um grande governo com Lula na Presidência e Flávio Dino no Senado. Não tenho dúvidas de que esse é o momento decisivo das nossas vidas”. Carlos Brandão aplaudiu intensamente o ex-presidente, no que foi seguido pelo seu companheiro de chapa, Felipe Camarão que, ao contrário do que alguns adversários diziam, assumiu de vez a condição de petista.

Na sua fala, o líder e candidato petista fez um elogio forte ao ex-governador Flávio Dino: “Você não só governou o Maranhão. Você cuidou do povo e das crianças do Maranhão, cuidou da saúde e da educação. Isso é mais do que governar”. E na mesma linha destacou a participação do governador Carlos Brandão e do seu candidato a vice Felipe Camarão nesse processo. Afirmando que só tem é que agradecer aos seus aliados e aos maranhenses, Lula terminou seu discurso pedindo aos maranhenses mais um voto de confiança e que reelegem Carlos Brandão e mandem Flávio Dino para o Senado.

Com o comício de ontem, o candidato petista fechou sua campanha presencial no Maranhão, enterrando de vez qualquer dúvida relacionada à aliança PT/PSB no Maranhão, e apostando que os candidatos majoritários aliados, em especial Flávio Dino e Carlos Brandão e Felipe Camarão, intensificarão sua campanha em todo o estado. Nas suas falas e conversas informais, Lula da Silva não escondeu a expectativa de repetir no dia 2 de outubro, no Maranhão, as suas performances de 2002 e 2006, quando obteve maioria esmagadora nas corridas presidenciais nas quais enfrentou os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente. E com a roda do destino lhe dando como vice exatamente o ex-governador de São Paulo.

A julgar pelo entusiasmo da militância, dos partidários e dos simpatizantes que lotaram a Praça Maria Aragão – um templo criado pelo lendário Jackson Lago para eternizar a médica comunista -, o ex-presidente Lula da Silva terá apoio eleitoral massivo dos maranhenses para voltar ao comando da República.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

No ato de Lula, Janja fez declaração de amor a São Luís

Janja, mulher de Lula da Silva, fala no ato fazendo uma declaração de amor a São Luís 

Além de Flávio Dino, Carlos Brandão, Felipe Camarão e ele próprio, o ato de campanha de Lula da Silva em São Luís reuniu diversos oradores, entre eles o senador amapaense Randolfe Rodrigues (Rede), a líder indígena maranhense Sônia Guajajara, e a mulher de Lula da Silva, Janja, “candidata” primeira-dama do País.

Randolfe Rodrigues declarou que aposta na eleição do líder petista, e fez elogios abertos ao ex-governador Flávio Dino, em quem enxerga um dos mais importantes líderes regionais do País. Sônia Guajajara destacou o trabalho do grupo atualmente no poder no Maranhão e atacou duramente o presidente Jair Bolsonaro (PL). Por último, Janja fez uma declaração de amor ao Maranhão e em especial à cidade de São Luís, pela qual se disse apaixonada.

 

Rocha surpreende com ataque sem base e sem autoria a Dino

Flávio Dino duramente atacado no espaço de Roberto Rocha

Surpreendeu a virulência com que o senador Roberto Rocha (PTB) atacou o ex-governador Flávio Dino no seu programa noturno na TV. Sem assinar embaixo, como manda a “boa política” por ele defendida, Roberto Rocha ocupou seu espaço com um vídeo em que tenta relacionar o ex-governador com o assassinato do empresário ligado ao vereador Beto Castro. O discurso que sustenta as imagens é um rosário de especulações misturadas com afirmações absolutamente frágeis. O pior é que o vídeo foi veiculado no espaço destinado ao senador Roberto Rocha, sem, no entanto, ter sua origem identificada, uma assinatura ou alguém se responsabilizando. Isso quer dizer que o vídeo seria apócrifo. Mas como foi divulgado no espaço destinado ao senador petebista, que preside o seu partido no estado, no horário gratuito da TV, a responsabilidade passa a ser inteiramente dele. Alguns preveem uma guerra judicial, na qual o senador petebista entra em total desvantagem.

São Luís, 03 de Setembro de 2022.

Sem nada de especial, debate do imirante.com foi superficial, mas mostrou Brandão firme no posto de favorito

 

Esquerda para a direita: Simplício Araújo, Joás Moraes, Carlos Brandão (o jornalista  Clóvis Cabalau), Enilton Rodrigues, Lahesio Bonfim e Weverton Rocha posicionados para o debate realizado pelo portal de notícias imirante.com, do Grupo Mirante

Não houve vencedores nem vencidos no debate de ontem entre os candidatos a governador realizado pelo portal imirante.com. Durante duas horas, o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), o empresário Simplício Araújo (Solidariedade), o engenheiro florestal Enilton Rodrigues (PSOL) e o professor Joás Moraes (Democracia Cristã) – Edivaldo Holanda Jr. (PSD) não compareceu – quase que trocaram figurinhas, numa situação só alterada por alguns ruídos entre Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Simplício Araújo, e entre estes e Carlos Brandão, que manteve postura de chefe de Estado.  Predominou a visão superficial dos candidatos sobre o Maranhão, mais uma vez apontado como um estado rico, mas cheio de problemas, principalmente nas áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança Pública, temas de ponta tratados quase que com amadorismo por quase todos os candidatos, exceto o governador Carlos Brandão, que quando teve espaço, disse o que tinha de ser dito sobre o Governo que comanda. E no geral, nada mais foi dito que abrisse janelas na percepção do eleitor.

No geral, os candidatos falaram de turismo sem citar os Lençóis, a Chapada das Mesas, o centro histórico de São Luís e Alcântara. Quando falaram de educação, até que tentaram, mas acabaram demonstrando que estão longe de alcançar o atual Governo. No tema saúde, a abordagem foi primária, também longe de chegar perto do que foi feito pelo Governo. Falou-se muito em futuro e evolução, modernidade, mas nenhum deles sequer pronunciou uma única palavra sobre o Centro de Lançamento de Alcântara e o potencial que ele representa nesse campo. Quando o assunto foi segurança pública, a abordagem foi tão simplória que ficou na promessa de um deles de implantar um plano de cargos e carreira na Polícia Militar, o que na verdade já existe. Enfim, no debate dos candidatos a governador não se falou da situação dos municípios, de temas gravíssimos, como o tratamento de resíduos sólidos (lixo), e não se ouviu qualquer preocupação sobre o futuro de Imperatriz, São José de Ribamar e Caxias, por exemplo.

O governador Carlos Brandão deu seguidas mostras de que tem o domínio do Governo e sabe exatamente o que está acontecendo nas mais diversas áreas, com respostas prontas e eficientes, como se estivesse numa sabatina. Weverton Rocha, Simplício Araújo e Lahesio Bonfim tentaram provocá-lo, mas ele mostrou maturidade, não entrou na onda das provocações, devolveu algumas pancadas pontuais, e saiu como entrou. Carlos Brandão frustrou a expectativa dos adversários que o queriam emparedado, e participou do debate sem levantar a voz nem fazer drama, bem ao seu estilo um pouco reservado, mas que sabe o que diz. E preferiu dizer o que já fez, só prometendo o que pode realizar.

O senador Weverton Rocha repetiu o discurso que faz: menino pobre, filho de uma professora e um técnico agrícola… E destacou os seus feitos como senador, como o Hospital do Amor, em Imperatriz, e um novo Aldenora Bello em Pinheiro. Fez um longo relato do que mandou para municípios em recursos e emendas. Foi provocado por Lahesio Bonfim, mas deu o troco quando pôde, conseguindo mostrar que o candidato do PSC não conhece o Maranhão. O candidato pedetista saiu-se bem, mas sem a estatura que muitos esperam dele, mesmo sendo um senador.

Lahesio Bonfim se revelou no debate: fala muito e pouco diz de concreto além dos resultados que diz ter obtido como prefeito de São Pedro dos Crentes (4 mil habitantes). Foi um dos que mais teve oportunidade para falar, mas desperdiçou seu tempo com frases de efeito sem apresentar um projeto factível. E quando foi indagado sobre o que é, de fato, o Maranhão, fez malabarismo verbal e nada respondeu de concreto. Precisa rever seu discurso para não virar folclore.

Simplício Araújo foi o mais propositivo, apresentando algumas propostas na área de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda, tentando também passar a imagem de gestor eficiente ao afirmar, por exemplo, que foi à China buscar respiradores no auge da pandemia, quando na verdade, aquela foi uma operação coletiva, na qual ele, o secretário Carlos Lula (Saúde), o próprio governador Flávio Dino e outros colaboradores tiveram papéis decisivos. Sua postura perdeu consistência quando tentou atacar o Governo Carlos Brandão como continuidade do Governo Flávio Dino.

Enilton Rodrigues não decepcionou como candidato do PSOL, defendendo temas caros ao partido, como a causa quilombola, a defesa das minorias, o ataque ao capitalismo selvagem, mostrando também bom nível de conhecimento sobre a realidade social e econômica do Maranhão. Joás Moraes repetiu o discurso de professor universitário com bom conhecimento técnico, mas sem qualquer tintura política.

De qualquer maneira, funcionou como um ensaio geral para embates futuros, agora com os demais candidatos sabendo que não será nada fácil desbancar o governador Carlos Brandão da condição de favorito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com apoio popular e suporte político, Lula faz escala hoje no Maranhão

Lula da Silva traz reforço à aliança com  Carlos Brandão e Flávio Dino

A passagem do ex-presidente Lula da Silva (PT) hoje pelo Maranhão em campanha deve injetar mais ânimo na já entusiasmada base política e partidária que ele detém no estado. Líder disparado nas intenções de voto, com mais do dobro em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o líder petista encontrará em solo maranhense um ambiente de acolhimento. Começa com o fato de ter como aliado o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição pela aliança liderada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, com quem, no caso de eleição de ambos, Lula da Silva espera contar como um suporte destacado na Câmara Alta ou na equipe ministerial, segundo corre na cúpula nacional do PT e do PSB. O ex-presidente da República não tem o PDT na sua base de apoio, mas sabe que boa parte dos pedetistas, incluindo muitos do Maranhão, que não acredita no projeto eleitoral de Ciro Gomes. Além disso, politicamente o ex-presidente conta com o apoio de parte do MDB, nela incluída a ex-governadora Roseana Sarney e o ex-presidente José Sarney, que respeitam a candidata emedebista Simone Tebet, mas estão alinhados ao líder petista, com quem mantém relações desde a primeira eleição dele, em 2002. O fato é que Lula da Silva tem o apoio da esmagadora maioria do eleitorado maranhense, sendo esse apoio consolidado por uma forte base política. Daí a expectativa de que sua passagem hoje por São Luís seja bem-sucedida.

 

MDB se ajusta e Roseana lidera corrida para um bom resultado nas urnas

Roseana Sarney durante caminhada em Timon

Até pouco tempo mergulhado em indefinições, o braço maranhense do MDB ganhou novo ânimo com a entrada, para valer, da sua presidente, a ex-governadora Roseana Sarney na corrida eleitoral. O partido hoje tem um norte, apoiando formalmente a chapa da coligação “Para fazer muito mais”, que tem o governador Carlos Brandão (PSB) candidato à reeleição e o ex-governador Flávio Dino (PSB) candidato do Senado, e joga toda sua força no projeto de eleger o maior número possível de deputados federais – numa chapa liderada pela ex-governadora – e deputados estaduais – que tem o comando do deputado Roberto Costa, vice-presidente, como líder. Depois de um período de tensão interna, o MDB ajustou algumas divergências. A maior parte do partido, a começar por Roseana Sarney, apoia a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, enquanto uma ala, liderada pelo deputado federal Hildo Rocha, apoia a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB), situação já pacificada. No outro caso, o partido apoia formalmente a chapa liderada pelo governador Carlos Brandão, mas há divergências em relação ao ex-governador Flávio Dino, a quem Roseana e seu grupo mais próximo não declarou apoio, ao contrário de uma ala bem maior, liderada pelo deputado Roberto Costa, que está inteiramente alinhada ao ex-governador. O fato é que, com essas pendências resolvidas, Roseana Sarney entrou de cabeça na caça ao voto – ontem, por exemplo, fez caminhada em Timon -, com o propósito de se eleger, mas com o desafio de obter uma votação capaz de garantir a eleição de pelo menos quatro deputados federais: ela própria, os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha, que concorrem à reeleição, e o empresário Lobão Filho, também visto como dono de cacife para obter boa votação. Se realizar esse projeto, o MDB do Maranhão ganhará fôlego na Câmara Federal e reforçará seu cacife no comando nacional do partido. A mesma perspectiva está embalando os candidatos a deputado estadual.

São Luís, 02 de Setembro de 2022.

Candidatos de Oposição enfrentam dificuldades para formular propostas diante dos feitos do Governo

 

Discurso de Carlos Brandão inibe formulação de proposta por Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim

A campanha para o Palácio dos Leões transcorre num contexto de muitas dificuldades para os candidatos de oposição. Eles não estão conseguindo formular um discurso crítico sobre o Governo Flávio Dino (PSB), agora continuado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Os candidatos Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), que são os mais bem situados nas pesquisas, têm trepidado nas palavras e nas formulações, mas até agora nenhum conseguiu elaborar um discurso com propostas para as áreas de educação, saúde, segurança pública, segurança alimentar, que pudessem ser entendidas pelo eleitor como algo crível e que pudessem, pelo menos, aparecer como ações inovadoras dentro de ambientes já inovados. Daí a segurança com que o governador Carlos Brandão faz uma campanha serena, baseada principalmente em mostrar o que foi feito nos últimos anos nas áreas essenciais.

Quando o assunto é Educação, os candidatos adversários não conseguem apresentar algo que supere o programa Escola Digna, que levou escolas confortáveis e com ensino de padrão elevado em relação ao que havia ali, que pelo menos se aproxime das quase 100 escolas de tempo integral – que incluem três refeições diárias – espalhadas pelo estado, e que chegue pelo menos perto do que são os Iemas, que oferecem formação técnica, isso sem contar o fato de que o professor do Estado do Maranhão, além de qualificação, é o que tem a melhor remuneração básica em todo o País. Nenhum dos candidatos, mesmo se esforçando para pronunciar frases de efeito, conseguiu criticar o Governo passado e sua continuação fazendo uma crítica séria ao que foi feito na educação. Aqui e ali está acontecendo o contrário: numa das suas falas, Weverton Rocha se rendeu ao programa Escola Digna, por exemplo.

Quando falam em Saúde, os adversários do governador Carlos Brandão empacam e não conseguem formular um embrião de plano quando se defrontam com a realidade implantada no Maranhão nos últimos sete anos e meio. São 26 hospitais, dos quais seis são macrorregionais, 18 policlínicas, cerca de 400 leitos de hemodiálise – havia cerca de 40 em todo o estado em 2015 -, e serviços essenciais como o Hospital de Traumatologia e a revolucionária Casa de Ninar, instalada na antiga mansão de veraneio e festas do Governo do Estado, e o gigantesco e moderno Hospital de Urgência da Ilha de São Luís. Isso sem contar os vários hospitais de campanha instalados nas diversas regiões durante a pandemia do novo coronavírus, que tornaram o Maranhão o estado a perder proporcionalmente menos vidas para o Covid-19. Até agora, o único a falar de saúde com alguma propriedade foi Weverton Rocha, que mostra como esforço seu a implantação do Hospital do Amor – especializado em diagnósticos de câncer – em Imperatriz e outro em Pinheiro por meio de emendas parlamentares.

No campo da Segurança Pública, os discursos dos candidatos também não chegam perto do que o Governo apresenta como conquista: reestruturação das polícias (civil e militar) e aumento do efetivo (a meta de dobrar o número de policiais militares não foi cumprida, mas houve mais de 30% de aumento do número de PMs, por meio de concursos muito concorridos – justificando plenamente o discurso positivo governista). Além disso, o Sistema Penitenciário de Pedrinhas saiu da condição de inferno, onde presos eram decapitados na guerra de facções, e virou uma instituição bem avaliada, passando à condição de normalidade, cumprindo o seu mister.

Nesse contexto, os adversários do governador Carlos Brandão na corrida às urnas não têm como criticar, por exemplo, a política de segurança alimentar que tem como eixo uma rede de 160 restaurantes populares onde a refeição, de bom padrão, custa R$ 1,00. Além disso, faltam argumentos para contestar a política de investimentos na infraestrutura dos municípios, com pavimentação de rua, construção e reforma de praças, criação de parques, restauração de áreas residenciais, pontes, áreas de laser e outros equipamentos urbanos hoje encontrados em todos os municípios do Maranhão.

Tudo o que foi dito e proposto pelos candidatos aos Leões que fazem contraponto ao governador Carlos Brandão não é, nem de longe, suficiente para arranhar a solidez do discurso governista, feito pelo atual chefe do Executivo, candidato à reeleição, e pelo ex-governador Flávio Dino, que pede votos para ser senador. E a tendência é complicar ainda mais, à medida que na sua campanha o governador Carlos Brandão mostrar feitos em todas as áreas, o que deixará ainda mais vazio e inconsistente o discurso dos adversários.

O debate de hoje, no Sistema Mirante, vai dar uma mostra desse confronto discursivo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Apoio de Júnior Lourenço a Dino esvazia a base de Rocha

Júnior Lourenço declara apoio a Flávio Dino, articulado por Othelino Neto (na foto ao lado de Ana Paula Lobato, candidata a suplente de Flávio Dino). Embaixo, Marreca Filho declara apoio a Flávio Dino e Carlos Brandão

Se havia alguma dúvida de que a aliança que dá sustentação à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição, articulada pelo senador Weverton Rocha (PDT), candidato ao Governo do Estado, está ameaçada de desmanche, e foi para o espaço ontem, com a declaração de apoio do deputado federal Júnior Lourenço (PL) à candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado. Figura de proa do núcleo político comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço foi prefeito de Miranda do Norte e pleiteia a renovação do seu mandato de deputado federal, para o qual se elegeu em 2018 com 117 mil votos, tendo sido o quarto mais votado. A declaração de apoio ao ex-governador Flávio Dino é mais um golpe na frouxa base de sustentação do senador Roberto Rocha (PTB), e que, mesmo que o parlamentar não tenha se manifestado em relação ao governador Carlos Brandão (PSB), o gesto abre mais uma fissura no suporte político da candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo. A articulação que levou Júnior Lourenço a declarar apoio a Flávio Dino foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), coordenador político da campanha do ex-governador ao Senado.

Vale registrar que Júnior Lourenço é o segundo integrante do grupo do deputado Josimar de Maranhãozinho que abandona Roberto Rocha e declara apoio ao ex-governador Flávio Dino. O primeiro foi Marreca Filho (Patriota), que em meados de julho deixou o grupo, abandonando as candidaturas de Roberto Rocha para o Senado e Weverton Rocha para o Governo e declarou apoio a Flávio Dino e ao governador Carlos Brandão.

 

Brandão quer fortalecer parceria econômica com a China

Ao contrário dos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), que motivados por ele enxergam na China um inimigo perigoso, o governador Carlos Brandão vê no gigante asiático, que hoje movimenta a segunda maior economia do planeta, um parceiro potencial de grande importância para o Maranhão. Isso ficou claro ontem na TV Cidade, ao ser entrevistado no “Balanço Geral”, ao falar sobre economia: “Fui uma espécie de embaixador do Maranhão, visitando os portos da China e firmando parcerias importantes para o Porto do Itaqui, que hoje gera 16 mil empregos diretos e indiretos. Conseguimos ainda incluir o Maranhão na Nova Rota da Seda, e, hoje, temos um novo porto sendo construído com investimentos da China”.

Resta aguardar o que vem por aí.

São Luís, 01 de Setembro de 2022.

 

Com exceção de Lula, Vera Lúcia e Manzano, presidenciáveis estão fora da campanha no Maranhão

 

Lula da Silva é usado como trunfo em campanhas, enquanto Jair Bolsonaro é escondido por aliados

Os primeiros programas da campanha para o Governo do Maranhão no rádio e na TV confirmaram o que a Coluna vinha prevendo, com base nos movimentos da pré-campanha: a distância que a maioria dos candidatos ao Governo do Estado está mantendo da corrida para o Palácio do Planalto. A rigor, apenas três dos nove aspirantes aos Leões abraçaram seus candidatos presidenciais: o governador Carlos Brandão (PSB), que tem aliança firmada com o PT e colocou o ex-presidente Lula da Silva como um dos motores da sua campanha à reeleição;  Hertz Dias (PSTU), que tem a professora Vera Lúcia como candidata a presidente; e Frankle Costa (PCB), que tem declarado apoio à candidata presidencial do partido, Sofia Manzano. Os demais – Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC), Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Simplício Araújo (SD) e Enilton Rodrigues (PSOL), que não têm ou fazem de conta que não têm candidato ao Palácio do Planalto.

Carlos Brandão e Lula da Silva firmaram e consolidaram uma aliança partidária como uma extensão bem-sucedida da aliança que os seus partidos (PSB e PT) firmaram no plano nacional. Na sua propaganda, o governador tem dado espaço generoso ao ex-presidente, enquanto este tem devolvido as manifestações de apoio com igual generosidade. Essa sintonia faz com que Carlos Brandão e Lula da Silva sejam sempre tema de um mesmo discurso, situação que deve de firmar ainda mais ao longo da campanha. Junto com eles, o companheiro de chapa Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, reforçam as posições de uns e outros, dando consistência à aliança política e eleitoral em curso.

O senador Weverton Rocha, candidato do PDT, é um dos que não abraçaram candidatura presidencial, mesmo que o seu partido tenha lançado o ex-governador Ciro Gomes (PDT). Com o argumento segundo o qual melhor será que, se eleito for, possa dialogar com quem estiver no Palácio do Planalto. Na verdade, Weverton Rocha está trabalhando, à sua maneira, para ampliar a sombra do presidente Jair Bolsonaro no cenário político do Maranhão, a começar pelo fato de que as forças partidárias que o apoiam são todas da base do presidente da República no Congresso Nacional. Ele vem usando o factóide político segundo o qual é mais prático e produtivo não apoiar nenhum candidato e, se eleito for construir uma ponte na relação com o futuro presidente, seja ele Lula da Silva, Jair Bolsonaro ou Ciro Gomes. Não está funcionando, e esse fator pode ser um dos drenos que desidratam sua candidatura.

Terceiro na ordem dos mais votados nas pesquisas até aqui, Edivaldo Holanda Jr. começou sua campanha e permanece sem relação com candidatos presidenciais, mesmo sabendo que esse dado é importante. Situado no centro-direita, o PSD, seu partido, ainda não resolveu essa pendência no plano nacional, o que deixa o candidato a governador do Maranhão bem à vontade para tocar sua campanha sem qualquer relação com o cenário da disputa pela presidência da República. Na contramão, Lahesio Bonfim (PSD) já declarou voto ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “meu presidente”, mas se recusa terminantemente a incluir o presidente na sua propaganda eleitoral, não dando abertura às ponderações do chefe do seu partido, o deputado federal Aloísio Mendes, bolsonarista de carteirinha. E, pelo menos até aqui, não há qualquer sinal que indique a presença do presidente, candidato à reeleição, na campanha do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

Entre os candidatos aparentemente sem chance na disputa, surpreendente Hertz Dias, candidato do nanico PSTU, dá exemplo e está no embate também tentando vender pela segunda vez a candidatura de Vera Lúcia ao Palácio do Planalto. É o caso também de Frankle Costa, candidato do PCB, que faz campanha associada à da sua candidata presidencial, a economista Sofia Manzano. Num outro time estão Simplício Araújo, que segue a orientação do comando nacional do Solidariedade apoiando a candidatura do ex-presidente Lula da Silva; Enilton Rodrigues, cujo partido, o PSOL, não lançou candidato presidencial e decidiu apoiar a candidatura do líder petista.

Esse cenário deve permanecer até o final da campanha, podendo sofrer alguma alteração se o presidente Jair Bolsonaro vier a melhorar o seu desempenho na disputa com Lula da Silva. Nesse caso, é possível que bolsonaristas se animem a inclui-lo nas suas campanhas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidatos ao Senado mantêm diferentes posturas na corrida presidencial

Flávio Dino e Roberto Rocha: um exibe, o outro esconde 

Os candidatos ao Senado seguem as mesmas receitas dos seus candidatos a governador no que diz respeito aos presidenciáveis.

O ex-governador Flávio Dino (PSB) faz campanha formal e abertamente para o ex-presidente Lula da Silva, que por sua vez participa da campanha também fazendo declaração de apoio ao aliado maranhense. Essa declaração mútua de apoio está bem expressada na campanha de Flávio Dino ao Senado no rádio e na TV. Na sua fala, Lula da Silva exalta o aliado, afirmando que ele foi “um dos melhores governadores do Brasil” e declarando que, se ambos forem eleitos, Flávio Dino o ajudará muito como senador.

O senador Roberto Rocha (PTB) tem postura inversa. O partido dele tem candidato a presidente, Roberto Jefferson, que comanda nacionalmente o PTB, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é aliado de primeira linha. Até hoje, Roberto Rocha não disse uma palavra sequer a respeito do seu chefe partidário e presidenciável Roberto Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira e tudo, por corrupção, e por chefiar suposta organização criminosa. E também não abraçou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro, embora seja sabido que nos bastidores sua ordem é incentivar o voto ao presidente. É improvável que ele venha a assumir esse compromisso publicamente.

A candidata do PSOL ao Senado, Antônia Cariongo, dá bom exemplo político e vem cumprindo a orientação do seu partido e fazendo campanha pela eleição do ex-presidente Lula da Silva.

 

Eliziane aposta alto na eleição do marido e do irmão

Eliziane Gama: apoio a Inácio Melo e a Eliel Gamas pode ter preço político

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) se engajou de vez na campanha eleitoral. Trabalha pela reeleição do governador Carlos Brandão e pela eleição do ex-governador Flávio Dino ao Senado. No tabuleiro proporcional, ele movimenta pedras a favor de duas candidaturas. A primeira é a do maridão, Inácio Melo, que é candidato a deputado estadual pelo PSDB, partido cujo controle assumiu no Maranhão. E a candidatura do irmão, Eliel Gama, à Câmara Federal.

Para alguns observadores, são apostas de risco. Se vingarem, o mérito será dos eleitos. Se não vingarem, o custo político do fracasso será debitado na conta da senadora.

São Luís, 31 de Agosto de 2022.