Todos os posts de Ribarmar Correa

Dois candidatos de Bolsonaro no Maranhão já são conhecidos; o mistério é o terceiro  

 

Jair Bolsonaro revela que tem três candidatos no Maranhão. No jogo das evidências entram Weverton Rocha e Lahesio Bonfim, faltando a identificação do terceiro

“Temos três nomes ao Governo do Maranhão e vamos batalhar por eles nestas eleições”. Com essa declaração, feita durante uma live nas suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, sem dar nome aos seus preferidos, jogou uma bomba de elevado teor explosivo no epicentro da disputa travada pelos nove postulantes ao Palácio dos Leões. Como que maliciosamente determinado a criar uma celeuma na corrida sucessória estadual, provavelmente por pressentir que poderá sair das urnas maranhenses impiedosamente surrado, o presidente completou: “Que deem votos de confiança a candidatos que têm afinidade conosco”. No meio político e fora dele, dois nomes foram apontados sem maiores discussões: o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, aspirante do PSC. O terceiro nome virou mote de especulação.

Dos nove candidatos a governador, quatro podem, de cara, serem excluídos da lista de prováveis candidatos do presidente. O primeiro é governador Carlos Brandão (PSB), por conta da sua relação com o ex-governador Flávio Dino (PSB) e por pertencer ao partido do ex-governador Geraldo Alckmin, companheiro de chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT). No caso de Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB), eles causam urticária política no chefe da Nação por pertencerem à esquerda dura, radical, que não faz concessão à extrema-direita que tenta reelegê-lo. Ainda que não seja impossível, é improvável que Simplício Araújo seja o terceiro nome, já que seu partido, o Solidariedade, fechou apoio a Lula da Silva. A mesma situação envolve o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), embora o presidente do seu partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., seja bolsonarista assumido. Resta Joás Moraes, candidato do Democracia Cristã, que chegou de surpresa na lista de candidatos a governador.

A identificação do senador Weverton Rocha como um dos candidatos do presidente Jair Bolsonaro está plenamente justificada: ele tem como candidato a vice o deputado estadual Hélio Soares, presidente formal do PL do Maranhão, e o apoio do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, manda-chuva de fato do partido do presidente no estado. Mais do que isso, tem como aliado de proa o senador Roberto Rocha (PTB), chefe maior do bolsonarismo no território estadual e candidato à reeleição. Além do mais, o candidato do PDT não abraçou o projeto de Ciro Gomes, candidato presidencial do seu partido, e disse que, se for eleito e Jair Bolsonaro reeleito, não terá qualquer problema em bater às portas do Palácio do Planalto para pedir apoio ao seu eventual governo. Recentemente, em entrevista à TV Mirante, o senador pedetista declarou que a escolha do deputado Hélio Soares para ser seu companheiro de chapa teve o aval do presidente Jair Bolsonaro.

O segundo nome é Lahesio Bonfim, candidato do PSC, partido da base governista em Brasília e controlado no estado pelo deputado federal Aluísio Mendes, bolsonarista linha de frente e que exerce a função de vice-líder do Governo na Câmara Federal. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes é fã assumido de Jair Bolsonaro, chama-o de “meu presidente”, e declarou que lhe dará seu voto. Não esconde essa relação, mas, de olho na elevada rejeição do presidente no Maranhão, prefere mantê-lo como seu aliado distante do que um apoiador. Em que pesem as restrições que faz do presidente em relação à sua campanha ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim é, sim, o segundo homem de Jair Bolsonaro entre os candidatos a governador do Maranhão.

Não há como afirmar que ele seja o terceiro candidato do presidente Jair Bolsonaro, mas evidências e sinais apontam para o candidato do DC, Joás Moraes, que tem como candidato a senador do pastor Ivo Nogueira. Nas entrevistas que concedeu e nos debates dos quais participou, o candidato do DC exibiu um bom conhecimento técnico a respeito de como funciona a máquina pública, apresentou propostas com substância nas diferentes áreas, fez críticas ao Governo Flávio Dino, mas fez de conta que o Governo Jair Bolsonaro não existe, e se existe, nada tem a ver com o Maranhão. Pode não ter qualquer relação com o presidente, mas pode ter caído nas suas graças.

A identificação completa do trio pode acontecer antes do pleito do próximo dia 2.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Chama a atenção o número de policiais militares candidatos a deputado estadual e federal

Grande número de candidatos de todas as patentes saíram das fileiras da PMMA

Nenhuma das eleições parlamentares realizadas no Maranhão neste século teve número tão elevado de policiais militares como candidatos a deputado estadual e a deputado federal quanto a de agora. São coronéis, capitães, tenentes, cabos e soldados tentando cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. O curioso é que, com raras exceções, são candidatos por partidos de direita e pregando ideias conservadoras, passando a impressão de que a Polícia Militar seja uma instituição motivada por sentimentos não simpáticos à democracia. Um dos candidatos, que se declara bolsonarista, chega a usar a expressão “vamos acabar com o comunismo”, como se tivesse seguindo uma orientação ideológica expressa, não levando em conta que a democracia é a saudável – às vezes dura, é verdade – convivência de contrários. O fato é que, fazendo parte de um movimento articulado ou não, os policiais militares parecem decididos a exibir força política com o seu “batalhão” de candidatos. O problema é que, ao contrário de movimentos anteriores, como o que elegeu Cabo Campos deputado estadual em 2014 – que se revelou um desastre como parlamentar e político -, a profusão de candidaturas militares pulveriza sua base, que são os votos dos membros da corporação, seus familiares, amigos e até simpatizantes, tornando praticamente impossível a eleição de representantes. Se tantas candidaturas são fruto de um movimento articulado, destinado a apenas mostrar a politização da PM, faz sentido, ainda que contrarie a natureza da instituição. Mas se a intenção for mostrar força eleitoral e ocupar espaço parlamentar, é fácil prever que o movimento caminha para um fracasso retumbante. Vale aqui um registro: nada contra a participação de policiais militares na disputa eleitoral.

Numa outra esfera policiais, é oportuno anotar que a Polícia Civil está fora dessa onda, com raríssimos candidatos. Ativa no plano corporativo, a Polícia Civil está mais preocupada como seu papel institucional.

 

Debates: TV Guará foi atingida pelo esgotamento da fórmula nessa corrida eleitoral

Uma das peças que anunciavam o debate da TV Guará, que foi cancelado ontem

Não surpreendeu a suspensão, ontem, do debate entre os candidatos a governador que seria realizado na TV Guará. O projeto naufragou pela decisão de três candidatos de não participarem: Carlos Brandão (PSB), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD). Os três alegaram incompatibilidade com as suas agendas de campanha, mas na verdade, não tiveram nenhum interesse no programa. A atitude dos três pode ser explicada, primeiro, pela quantidade de eventos dessa natureza realizados em São Luís, além da enorme quantidade de entrevistas. Só o Sistema Mirante realizou dois debates e cinco séries de entrevistas, incluindo emissoras de rádio, o portal imirante.com e a TV Mirante. E nesses eventos, os candidatos que compareceram disseram exatamente a mesma coisa, sem que nada de novo tenha vindo à tona nas manifestações subsequentes. O governador Carlos Brandão percebeu que, além de enfadonhos, os debates nada acrescentariam à sua luta por votos. Edivaldo Holanda Jr. pulou fora pela mesma razão, e com a agravante de que perdeu pontos preciosos, que tenta reconquistar no corpo-a-corpo. Lahesio Bonfim certamente foi movido pela mesma onda. Sem os três, um debate perde totalmente o sentido.

Claro que isso causa prejuízo na credibilidade da empresa, que apostou alto na empreitada, mas que pode ter sido fruto de um planejamento equivocado, de vez que evidências nessa seara já vinham acontecendo o suficiente para que o botão da cautela fosse acionado pelos executivos da TV Guará.

São Luís, 23 de Setembro de 2022.

Ataques a pesquisa e a candidatos fortes agitam o início da reta final da corrida aos Leões

 

Carlos Brandão manteve a calma, Weverton Rocha bateu leve, Edivaldo Jr. jogou pesado e Lahesio Bonfim segura a língua na etapa final  da campanha eleitoral

Como estava escrito nas estrelas, a pesquisa Ipec/TV Mirante divulgada na terça-feira mostrando a ampliação da liderança do governador Carlos Brandão (PSB), a indiscutível inércia do senador Weverton Rocha (PDT), a estancada do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC) e a derrocada do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), desencadeou uma forte agitação entre os candidatos ao Governo do Estado. Houve comemoração discreta, mas empolgada, por parte de Carlos Brandão. Weverton Rocha falou mal da pesquisa, que foi chamada de falsa por integrantes do seu staf de campanha. Edivaldo Holanda Jr. reagiu com uma nota agressiva em que chama o governador de “incompetente” e acusa o ex-governador Flávio Dino de querer ser “o dono do Maranhão”. Lahesio Bonfim, por incrível que pareça, foi o mais comedido. Essa agitação, que pode ganhar mais tempero e fermento, poderá ser o tom dominante até o final da campanha.

De acordo com fontes com trânsito fácil no Palácio dos Leões, o governador Carlos Brandão comemorou o resultado da pesquisa, segundo a qual ele caminha para vencer a disputa já no primeiro turno, mas se for para um segundo turno, a previsão é que ele vença qualquer um dos candidatos com chance de ser o seu adversário na última rodada. O governador decidiu não tomar conhecimento das provocações de Weverton Rocha, preferindo prosseguir com sua agenda de campanha no interior. A mesma posição foi adotada em relação aos ataques do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., que na opinião de um dos chefes da campanha, está apenas “querendo chamar a atenção”. Carlos Brandão foi sensato, uma vez que as pancadas que recebeu tiveram exatamente o objetivo de atraí-lo para o confronto aberto.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. apostou todas as suas fichas na nota curta e grossa com que tentou desqualificar a pesquisa Ipec/TV Mirante e atacou duramente o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino. Está mais que claro que foi uma atitude calculada com o objetivo de ser puxado para o epicentro da disputa, de onde fora tirado pelo fraco desempenho nas pesquisas. A começar pelo fato de que o confronto aberto não é da natureza dele, cuja postura é sempre avessa â pancadarias verbal. O teor ácido da nota tem muito a ver com o discurso oposicionista do presidente do PSD, deputado federal Edilázio Jr., e com o pai do ex-prefeito, deputado estadual Edivaldo Holanda (PSC), conhecido pelo pavio curto. A nota perdeu muito do seu teor ofensivo ao ser ignorada por Carlos Brandão e Flávio Dino.

Lahesio Bonfim ensaiou crítica à pesquisa Ipec/TV Mirante, mas logo se deu conta de que perderia tempo e poderia sofrer desgastes com a iniciativa. Para ele, os números do levantamento lhe são favoráveis, à pedida que o apontam como tecnicamente empatado com Weverton Rocha, situação que pode levá-lo a um segundo turno, caso Carlos Brandão não liquide a fatura já na primeira rodada. Não é sem razão que apoiadores do candidato do PDT estão disparando munição farta contra o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Cercado que está de “conselheiros” tarimbados, como o vereador Gutemberg Araújo (PSC), seu vice, Lahesio Bonfim tem colocado freio na língua, que já foi bem mais solta.

Os 10 dias que faltam para a corrida às urnas prometem tornar mais quentes e ácidas as falas dos candidatos que apostaram alto na eleição, mas a viram fugir aos seus radares. Sabem, no entanto, que a essas alturas do campeonato, caneladas e cotoveladas prejudicam mais a quem as desfere do que aos atingidos. E a julgar pelos números do Ipec, o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, os mais atacados até aqui, avançam firmes para vencer a corrida para o Governo do Estado e para o Senado da República.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Simplício Araújo radicalizou

 

Simplício Araújo: radicalização sem muito sentido no final da corrida

Poucas vezes uma disputa para o Governo do Maranhão teve a participação de um integrante tão controverso como Simplício Araújo (Solidariedade). Atual primeiro suplente de deputado federal e um dos integrantes mais ativos do Governo Flávio Dino como secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, que preside o Solidariedade no Maranhão, surpreendeu meio mundo quando anunciou sua candidatura ao Governo do Maranhão. Com a atitude, abriu uma fissura importante na aliança articulada pelo ex-governador e candidato ao Senado em torno da candidatura do seu vice Carlos Brandão aos Leões. Todas as tentativas de fazê-lo optar por uma candidatura à Câmara Federal foram infrutíferas. Ele bateu pé e manteve o projeto de disputar o Governo sabendo que não poderia contar com Flávio Dino. Inicialmente fez uma campanha com os pés no chão, com propostas a serem levadas em conta, mas em seguida, ao perceber que não chegaria a lugar algum, decidiu alterar sua campanha, até então propositiva, e apelar para a agressão e atacar o governador Carlos Brandão, a quem comparou a “um poste”. E foi além incluindo Flávio Dino na alça da sua mira. Errou feio.

 

Disputa renhida na corrida à Câmara Federal

Duarte Jr., Roseana Sarney e Josimar de Maranhãozinho: carros-chefes 

Uma disputa está se desenhando na corrida à Câmara Federal, de longe a mais ferrenha dessas eleições. Nos bastidores partidários, corre que três agremiações podem sair das urnas com quatro deputados federais eleitos: PSB, MDB e PL. Com a força de ser o partido do governador Carlos Brandão e do ex-governador Flávio Dino, o PSB tem o deputado estadual Duarte Jr. como um dos puxadores de voto. Já o MDB aposta suas fichas na força eleitoral da ex-governadora Roseana Sarney, seu principal nome na disputa federal. E o PL tem sua principal base nas candidaturas do casal Josimar de Maranhãozinho/Detinha, que resolveram morar juntos em Brasília.

São Luís, 22 de Setembro de 2022.

Ipec confirma liderança de Brandão, que pode ser reeleito em turno único

 

Carlos Brandão lidera, com Weverton Rocha e Lahesio empatados em segundo e Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Joàs Moraes, Hertz Dias e Frankle Costa sem chance na disputa

A pesquisa Ipec/TV Mirante, divulgada ontem, pode ter desenhado o desfecho da corrida ao Palácio dos Leões. Primeiro pela posição do governador Carlos Brandão (PSB), que, segundo o levantamento, tem 41% das intenções de voto. Segundo, pela incapacidade do candidato do PDT, senador Weverton Rocha, de romper a inércia que o retém no patamar de 20%, seguido de perto pelo candidato do PSC, o ex-prefeito Lahesio Bonfim, que também aparece amarrado na faixa de 16%. E terceiro, a pesquisa reforça a impressão de que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), com 7% das intenções de voto, está fora da disputa, assim como, Simplício Araújo (SD), Enilton Rodrigues (PSOL), Joás Moraes (DC) e Frankle Costa (PCB), todos com 1% cada – Hertz Dias (PSTU. Branco e Nulo somaram 5% não terão muita influência, mas um posicionamento dos 8% de indecisos pode consolidar o cenário.

A pouco mais de uma semana das eleições, a pesquisa Ipec/TV Mirante causou o impacto de como uma bomba de muitos megatons no campo de batalha das candidaturas, e deve ter chamado a atenção do eleitorado. Um grande estrondo alcançou o senador Weverton Rocha, que viu seu projeto de ser governador ficar mais distante. Em campanha aberta para o Governo do Estado desde que chegou em Brasília como senador da República, fazendo questão de se mostrar como favorito e imbatível, situação que curtiu durante os vários meses em que liderou as pesquisas. A inércia que o atacou desde que a corrida começou para valer. E confirmou a suspeita de alguns observadores experimentados, que viram sua candidatura como uma aposta de risco elevado, a começar pela maneira quase arrogante como conduziu a campanha no primeiro momento. A estratégia do “abafa” com uma pré-campanha com estrutura de pop star não o levou onde pretendia.

A posição do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, em situação de empate técnico com Weverton Rocha, pode ser considerado o seu grande momento nessa corrida. Isso porque sua trajetória recente não indicava que ele atropelasse o ex-secretário Simplício Araújo, desbancasse o ex-prefeito de São Luís e se tornasse uma ameaça real à permanência do senador Weverton Rocha na condição de principal adversário do governador Carlos Brandão. Se nada acontecer nos dias que restam de campanha, Lahesio Bonfim já terá tido um ganho político invejável. Se conseguir ultrapassar Weverton Rocha, será a consagração.

O estrago maior causado pelos números do Ipec ganhou forma na reação do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Tão logo a TV Mirante divulgou os números no seu telejornal noturno, o ex-prefeito de São Luís, inconformado com os 7% que lhe foram atribuídos, divulgou nota acusando a emissora de haver divulgado uma inverdade, classificou a pesquisa de “fake news”. E foi muito além ao chamar o governador Carlos Brandão de “incompetente” e insinuar que o ex-governador Flávio Dino quer “ser o dono do Maranhão”. Com a reação, Edivaldo Holanda Jr. arquivou o político “certinho”, educado, que não gosta de brigas, conforme pregou em sua campanha até aqui, e colocou em campo a sua versão de atacante agressivo, que esqueceu que o então governador Flávio Dino fora fundamental e decisivo nas duas eleições para a Prefeitura de São Luís – 2012 e 2016, sem o que ele dificilmente seria eleito. Comete assim um pecado ético censurável.

O cenário desenhado pela pesquisa Ipec/TV Mirante não deixa dúvida de que o governador Carlos Brandão pode trabalhar com a possibilidade concreta de vencer o pleito em turno único, ou, em sendo o mais votado no dia 2 de outubro, consolidar a reeleição no segundo turno, seja contra Weverton Rocha (41% a 33%), seja contra Lahesio Bonfim (56% contra 29%).

Mas, como dizem os mais experientes nessa seara, em eleição só se solta os fogos quando com o anúncio oficial do resultado.

Em Tempo: A pesquisa Ipec ouviu 800 eleitores no período de 17 a 19, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, grau de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA04923/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino dispara (59%) e deve ser eleito senador

Flávio Dino lidera sobre Roberto Rocha, Ivo Nogueira, Antônia Cariongo e Saulo Arcangeli

Mesmo considerando a grande margem de imprevisibilidade das disputas eleitorais, é quase certa a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, segundo os números trazidos à tomba pela pesquisa Ipec/Tv Mirante, divulgada ontem. Flávio Dino tem 59% das intenções de voto contra 21% do senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição. Ivo Nogueira (DC) tem 4%, Saulo Arcangeli (PSTU) tem 2% e Antônia Cariongo (PSOL) tem 2%. A pesquisa registrou 8% de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e 15% de indecisos. Aos seus aliados mais próximos, o ex-governador Flávio Dino diz que não existe “j[a ganhou” er ordenou

 

Edivaldo Jr. teve a maior rejeição entre os quatro mais bem votados na pesquisa

Edivaldo Jr.

Dos quatro candidatos a governador que estão de fato na disputa, Edivaldo Holanda Jr. aparece como o que tem maior rejeição por parte do eleitorado, enquanto o governador Carlos Brandão foi o único que teve o percentual de rejeição reduzido. O quadro é o seguinte: Carlos Brandão tinha 18% de rejeição em agosto e agora tem 15%segundo a pesquisa Ipec/TV Mirante. O senador Weverton Rocha tinha 16% em agosto e agora é rejeitado por 18%. Lahesio Bonfim teve sua rejeição aumentada de 8% em agosto para 15% agora – mesmo assim é o que tem o menor percentual. E Edivaldo Holanda Jr. (PSD), que tinha 17% em agosto, agora tem 20%, de acordo com o levantamento feito pelo Ipec.

Em Tempo: Talvez a rejeição elevada tenha contribuído para a reação indignada e fora dos padrões do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. aos números da pesquisa e atacando o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino.

São Luís, 21 de Setembro de 2022.

Candidatos usam bons resultados do Governo Dino como plataformas de campanha

 

Obras de Flávio Dino são referência para Carlos Brandão, o que é natural, e para Weverton Rocha, o que surpreende

A disputa para o Palácio dos Leões está dando forma a uma situação absolutamente inusitada: os candidatos mais situados na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes, estão montando seus discursos nos bons resultados do Governo comandado por Flávio Dino, agora candidato ao Senado. O governador Carlos Brandão (PSB), que participou das duas gestões passadas como vice-governador, agora administra o legado como titular do Governo e candidatos à reeleição, tem nas realizações do seu antecessor o amplo e sólido lastro da sua campanha. Só que agora ele está tendo de dividir o portfólio de obras do Governo dinista com o senador Weverton Rocha (PDT), que de uma hora para a outra decidiu transformar os principais eixos daquela gestão como plataformas do seu plano de ação. O ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr. também tem usado obras do Governo Flávio Dino para turbinar seu discurso de campanha, o mesmo fazendo o candidato do SD, Simplício Araújo.

O governador Carlos Brandão tem autoridade para usar as conquistas do Governo Flávio Dino porque fez parte dele. Tem, portanto, todo o direito de assumir compromissos como levar para todos os municípios o programa Restaurante Popular, que já são mais de 150 espalhados em 140 municípios. Pode também garantir que, se eleito for, concluirá os Hospitais de Urgência de Imperatriz, já em fase adiantada, e o de São Luís, que já tem uma etapa funcionando, e as policlínicas. Além disso, pode garantir a ampliação das escolhas de tempo integral – já são uma centena – para todos os municípios, assim como a ampliação da rede de Iemas (escolas técnicas). Carlos Brandão faz uma campanha tranquila, à medida que não precisa usar criações mirabolantes no seu discurso de campanha.

O senador Weverton, ao contrário, iniciou sua campanha com um discurso enfático, mas vazio de propostas, valendo-se do tema “qualificação profissional” e usando à exaustão o Hospital do Amor em Imperatriz – que na verdade é parte de uma rede de centros de diagnóstico de câncer com base em Barretos (SP), e na construção de um apêndice do Hospital Aldenora Bello em Pinheiro. Só que, percebendo a fragilidade do seu discurso, resolveu inovar e se valer das obras do Governo Flávio Dino, prometendo ampliar a rede de restaurantes populares, concluir os hospitais cujas obras encontram-se em andamento, incrementar o programa Escola Digna, com a ampliação da rede de escolas de tempo integral, que já chegou a 100 unidades. E não bastasse isso, o candidato do PDT joga charme para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) afirmando que, se eleito for, reeditará o programa Primeiro Emprego. Na reta final da campanha, o candidato do PDT parece ter deixado as suas próprias ideias em segundo plano.

Pelo menos nas eleições recentes, não há registro de outro candidato a governador que tenha tentado turbinar sua campanha usando bons resultados conquistados por um Governo adversário.

Numa escala bem menor, mas efetiva, o candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., destaca obras do Governo Flávio Dino que pretende “melhorar” e “ampliar”, como hospitais, a exemplo do Hospital da Ilha, cuja construção permanece em ritmo intenso. Vale destacar que o ex-prefeito de São Luís tem apresentado propostas originais no horário gratuito no Rádio e na TV. E também Simplício Araújo, que tenta mostrar originalidade no seu plano de ação. Só que parte das suas propostas tem por base resultados do hoje comandado pelo governador Carlos Brandão, candidato à reeleição, e que tem na chapa o ex-governador Flávio Dino como candidato favorito ao Senado.

Vale registrar que os candidatos sem chance na disputa – Joás Moraes (DC), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) – têm se esforçado para apresentar propostas originais.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto lidera “Time da Vitória” em campanha intensa

Othelino Neto e Ana Paula em três momentos da maratona: caminhada em Pinheiro, caminhada-gigante  em Santa Inês, com o prefeito Felipe dos Pneus e o deputado federal André Fufuca; e em ato com o prefeito Zezildo  em Santa Helena

A campanha eleitoral no Maranhão chega à reta final ganhando intensidade nos dois planos, com os candidatos majoritários e proporcionais cumprindo agendas em ritmo de corrida em direção às urnas. Em meio a essa movimentação, um grupo vem chamando a atenção: o Time da Vitória, liderado pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), candidato à reeleição, e formado por Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro e candidata à primeira suplência de senador na chapa do ex-governador Flávio Dino (PSB), Flávia Alves (PCdoB), candidata a deputada federal, e o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição. Ora atuando completo, ora dividido, o chamado “Time da Vitória” vem dando sucessivas demonstrações de força política e eleitoral, arrastando multidões nos municípios que tem visitado.

Nos últimos 10 dias, o “Time da Vitória” cumpriu uma intensa agenda em seis municípios em diferentes regiões do estado.

A maratona começou em Paulino Neves, na região dos Lençóis, no dia 9. Ali, junto com Ana Paula, Othelino Neto mobilizou uma multidão, tendo recebido a reafirmação de apoio do prefeito Raimundo Lídio (Republicanos). No dia 13, o grupo fez um grande movimento em Carolina, na região Sul do estado, onde teve confirmado o apoio do ex-prefeito João Alberto Silva, uma das mais importantes lideranças do município. Na sequência, o “Time da Vitória” para São Francisco do Maranhão, também na região Sul, no outro extremo do estado, onde, com o apoio do prefeito Adalberto Santos (PCdoB), realizou uma caminhada que atraiu milhares de pessoas.

A escala seguinte do time liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa foi Santa Inês, um dos mais importantes municípios do Maranhão, localizado na região central. Apoiado pelo prefeito Felipe dos Pneus (Republicanos), Othelino Neto comandou uma caminhada-gigante nas ruas centrais da cidade, com a participação do deputado federal André Fufuca (PP), que atua fortemente em Santa Inês e na região. O passo seguinte foi dado em Santa Helena, no coração da Baixada, onde o “Time da Vitória” participou de um grande ato de campanha com o apoio do prefeito Zezildo Almeida (PTB). A maratona da semana terminou no domingo (17) em Pinheiro, onde o grupo, ali liderado pela vice-prefeita Ana Paula Lobato, comandou uma caminhada com milhares de pessoas.

Em todas as etapas da maratona, o deputado Othelino Neto pediu votos para sua reeleição e foi enfático no pedido de apoio eleitoral ao governador Carlos Brandão, que lidera a corrida ao Palácio dos Leões, e ao projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino, assinalando a participação de Ana Paula Lobato na chapa como candidata à primeira suplência de senador. E a se confirmar o cenário desenhado até aqui pelas pesquisas, o presidente da Assembleia Legislativa sairá das urnas confirmado como uma as mais importantes lideranças políticas do Maranhão na atualidade.

 

Candidatos a governador se reúnem com líderes empresariais

Carlos Brandão lidera e Weverton Rocha e Lahesio Bonfim conversaram com empresários

Se depender dos discursos dos candidatos a governador, o Maranhão será transformado numa potência econômica nos próximos quatro anos. Essa perspectiva dominou ontem um encontro do governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, candidato do PSC, com líderes empresariais do Maranhão interessados no projeto de governo de cada um para o setor econômico. Os três bateram na mesma tecla da geração de emprego e renda, prometeram criar condições para atrair investimentos, principalmente indústria, e disseram, cada um ao seu modo, que o Governo Estado será o carro-chefe desse processo.

Weverton Rocha prometeu criar programas de incentivo econômico e de qualificação profissional, garantindo que colocará em marcha uma política de atração de investimentos. Lahesio Bonfim defendeu uma relação mais estreita do Governo com as prefeituras, avaliando que essa parceria é fundamental para o desenvolvimento da economia do estado. Carlos Brandão disse estar preparado para atrair investimentos para o Maranhão, afirmando que sabe como fazer isso, e também manter o ritmo de investimentos do Governo, que na sua avaliação é fundamental para consolidar qualquer gestão.

De um modo geral, os empresários apontaram as propostas do governador Carlos Brandão como as mais viáveis e mais factíveis.

Os empresários representaram  as seguintes entidades patronais: Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Associação Comercial do Maranhão (ACM), Associação Maranhense de Supermercados (AMASP), Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (ASCEM), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Centro das Indústrias do Maranhão (Cimar), Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio), Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e Associação dos Jovens Empreendedores (AJE).

O mesmo grupo se reunirá hoje com os candidatos ao Senado.

São Luís, 20 de Setembro de 2022.

Corrida aos Leões entra na reta final com três candidatos na disputa e seis sem chance  

 

Carlos Brandão lidera, com Weverton Rocha e Lahesio empatados em segundo; Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Joás Moraes, Hertz Dias e Frankle Costa fazem campanha sem chance na disputa

A semana começa faltando uma dúzia de dias para as eleições gerais. No Brasil, as pesquisas de intenção de voto indicam forte tendência para que o ex-presidente Lula da Silva (PT) volte a trabalhar no Palácio do Planalto a partir de janeiro, em um só ou em dois turnos, embora não se descarte uma reviravolta na corrida presidencial no tempo que resta de campanha. No Maranhão, as pesquisas apontam vantagem consistente do governador Carlos Brandão (PSB) em busca da reeleição, mas a posição do senador Weverton Rocha (PDT) e a do ex-prefeito Lahesio Bonfim (PSC), que, somados, empatam tecnicamente com o favorito, ainda deixa no ar um clima de incertezas quanto ao desfecho da eleição, se ocorrerá já no primeiro ou num segundo turno. Partidários do governador Carlos Brandão prognosticam um só turno, enquanto apoiadores de Weverton Rocha dizem acreditar que ele disputará um segundo turno com Carlos Brandão, coincidindo com o que alardeiam seguidores de Lahesio Bonfim.

Até a noite de sábado, todas as informações indicavam que a campanha do governador Carlos Brandão está ganhando volume a cada dia e chega na entrada da reta final dando a impressão de que está se transformando numa “onda”, com grandes carreatas, passeatas e concentrações em municípios das mais diferentes regiões do estado, onde, juntamente com o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, ele tem sido ovacionado por milhares e milhares de apoiadores e simpatizantes. Ao mesmo tempo, o seu companheiro de chapa, Felipe Camarão, percorre os municípios e comunidades da Ilha de Upaon Açu, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), juntamente com sua mulher, a vice-prefeita de Pinheiro Ana Paula Lobato (PCdoB), candidata a suplente de senador na chapa de Flávio Dino, participa de grandes manifestações em diversos municípios.

Segundo na preferência do eleitorado, como rezam as pesquisas, o senador Weverton Rocha faz sua campanha com um olho na frente e outro no retrovisor. Ele não consegue avançar para brigar com o governador Carlos Brandão pela liderança, e corre o risco de ser alcançado e ultrapassado pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Dá a impressão de que faz uma campanha tensa, com ele próprio atuando como animador de torcida, lembrando o agitador-mor que foi da célebre, mas hoje tímida, militância do PDT em São Luís. As próximas pesquisas serão decisivas para o futuro da candidatura do senador, pois elas dirão qual a real situação dele às vésperas das eleições.

Lahesio Bonfim continua sendo a grande surpresa dessa corrida aos Leões.  Mas em dias mais recentes pareceu dando a impressão de que chegou no seu limite e que não vai reunir cacife para ultrapassar o candidato do PDT para ser o adversário do governador Carlos Brandão num eventual segundo turno. Nas suas entrevistas mais recentes, tentou vender a notícia falsa de que já estaria no segundo turno. Seu gesto causou forte reação no QG de Weverton Rocha, que pediu, e conseguiu, na Justiça que ele fosse proíba de usar tal mentira na propaganda de campanha. Mas Lahesio Bonfim e os chefes da sua campanha acreditam que até o final desta semana ele conseguirá virar o jogo e se credenciar para ser o adversário do governador Carlos Brandão no segundo turno. É um projeto e tanto, com o diferencial de que o senador Weverton Rocha vai jogar pesado contra as investidas do candidato do PSC.

Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Simplício Araújo (SD), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCdoB) participam saudavelmente da disputa, mas a essas alturas sem que nenhum deles reúna condições políticas para protagonizar uma reação que reverta a tendência do momento. Seria uma guinada sem precedentes na história eleitoral do Maranhão.

Em Tempo: Os institutos IPEC (TV Mirante), Econométrica (O Imparcial) e exata (TV Difusora) têm neste momento batalhões de entrevistadores espalhados em todo o Maranhão em busca das intenções do eleitorado em relação aos candidatos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Dino avança disparado na corrida ao Senado

Flávio Dino lidera com larga vantagem sobre Roberto Rocha por vaga no Senado

Ao mesmo tempo em que a disputa para o Palácio dos Leões evolui liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB), mas marcada por uma guerra entre Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (PSC), a disputa da vaga no Senado chega à reta final com uma larga vantagem do ex-governador Flávio Dino (PSB) sobre senador Roberto Rocha (PTB). Essa diferença pode ser percebida com nitidez no volume e na qualidade das campanhas.

Flávio Dino faz uma campanha em que o combustível são as inquestionáveis conquistas do seu Governos. Tem um discurso político forte, mas sem qualquer interesse em dar espaço para adversário, ciente que está de que o principal deles, o senador Roberto Rocha (PTB), parece disposto a baixar o nível da campanha para tentar uma reação improvável. Flávio Dino administra sua vantagem aumentando o seu volume de campanha na Capital e no interior, distanciando-se da guerra verbal.

O senador Roberto Rocha, por sua vez, sem argumentos consistentes para criticar o Governo Flávio Dino, tenta seduzir o eleitor com uma pauta de candidato a cargo executivo. Promete construir uma ponte ligando São Luís à Baixada, e transformar a área da Jansen, em São Luís, num parque parisiense, inclusive com uma réplica da Torre Eiffel, e a implantação da Zona de Processamento e Exportação do Maranhão, cujo projeto encontra-se há anos engatado nas Comissões Técnicas do Senado. Ele garante que são projetos viáveis e que serão concretizados.

 

Weverton tem o apoio de três dos quatro prefeitos da Ilha

Eduardo Braide, Júlio Matos e Eudes Barros apoiam Weverton Rocha; Paula da Pindoba está fechada com Carlos Brandão

O senador Weverton Rocha leva a melhor em matéria de apoio de prefeitos na Ilha de Upaon Açu, que abriga quase 1 milhão de eleitores. Ele é apoiado por três dos quatro prefeitos.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido), apoia o candidato do PDT, senador Weverton Rocha, que o apoiou em 2020. Júlio Matos (PL), de São José de Ribamar, apoia, sem muito entusiasmo, o senador pedetista, mas o faz atendendo a pedido do deputado Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL, que foi decisivo na eleição. Em Paço do Lumiar, a prefeita Paula da Pindoba (PCdoB) faz campanha animada para o governador Carlos Brandão (PSB), que a apoiou em 2020. E o de Raposa, Eudes Barros (PL), também comprometido com Josimar de Maranhãozinho, apoia o senador Weverton Rocha.

São Luís, 18 de setembro de 2022.

Ciceroneada por Roberto Costa e indiferente ao apoio a Lula, Simone Tebet foi apoiada pelo MDB na escala em São Luís

 

Acompanhada por Roberto Costa, Simone Tebet faz campanha na Praia Grande

A candidata do MDB a presidente da República, senadora Simone Tebet (MS) passou cerca de 20 horas em São Luís em campanha – chegou na tarde de quinta-feira e partiu no final da manhã de sexta-feira. Nesse período, foi acolhida pelo braço maranhense do seu partido, fez caminhadas na Rua Grande e na Praia Grande e se reuniu com mulheres evangélicas. Ciceroneada pelo vice-presidente do MDB estadual, deputado Roberto Costa, a candidata emedebista cumpriu uma agenda inteligente e adequada, que incluiu também um jantar com a presidente do MDB no Maranhão, a ex-governadora Roseana Sarney, que apoia a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Indiferente a essa incongruência partidária, a candidata emedebista aproveitou ao máximo a escala de campanha no Maranhão, fazendo o que de fato lhe interessava: foi às ruas ao encontro da massa eleitoral.

Por onde passou, incluindo o restaurante do hotel no café da manhã, a senadora Simone Tebet conseguiu o que outros candidatos, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), provavelmente não conseguiriam: manifestações unânimes de respeito e de carinho pela sua candidatura. Em caminhada na Rua Grande, na quinta-feira, com a participação da senadora Eliziane Gamas (Cidadania), a candidata emedebista foi aplaudida em todo o itinerário, posou para fotos, respondeu a perguntas feitas à queima-roupa, exibindo sempre um sorriso fácil. O mesmo aconteceu, ontem, na Praia Grande, onde caminhou seguida por militantes do partido e por simpatizantes da sua candidatura. Embarcou no final da manhã para Brasília exibindo satisfação com as horas que viveu no Maranhão. “Foi impressionante o carinho e a atenção das pessoas para com ela”, disse o deputado Roberto Costa, que em seu nome e no da presidente do partido, acompanhou a visitante, dando-lhe total apoio político e logístico.

A avaliação geral é a de que, se não está conseguindo suporte eleitoral para viabilizar sua candidatura na corrida às urnas, a candidata do MDB está se tornando uma referência política importante no País. Sua condição de mulher, seu preparo técnico, sua fidelidade ao partido e sua atuação parlamentar, com destaque para a sua participação na CPI da Covid, tornaram Simone Tebet conhecida e respeitada em todo o País, conhecimento que foi ampliado com a participação dela no debate da TV Band, no final de agosto. O fato de não receber declarações de voto numa escala de corrida presidencial se deve principalmente à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição, e o ex-presidente Lula da Silva, que vem sendo construída desde antes das duas candidaturas serem definidas. “Ela está muito consciente disso”, observou o deputado Roberto Costa.

Simone Tebet desembarcou no Maranhão perfeitamente ciente do apoio dos líderes do MDB à candidatura do líder petista, por se tratar de uma relação que vem de 2002, quando Roseana Sarney foi tirada da corrida ao Palácio do Planalto por uma suposta armação feita pelo comando do PSDB, para viabilizar a candidatura do tucano José Serra, que acabou derrotado por Lula com o apoio de Roseana Sarney. Quando buscava apoio no MDB para ser candidata, ela conversou com Roseana Sarney e com o ex-presidente José Sarney e deles ouviu que nada tinham contra seu projeto, mas que infelizmente, por razões muito fortes, apoiariam a candidatura do ex-presidente Lula da Silva. Ao ser informada da vinda da candidata emedebista a São Luís, Roseana Sarney escalou o vice-presidente do MDB, deputado estadual Roberto Costa, para recebe-la e ciceroneá-la em seu nome e no dele próprio, o que aconteceu. As duas só se encontraram e conversaram no jantar de quinta-feira. O deputado Roberto Costa a recebeu, acompanhou-a nos três eventos, cumprindo uma tarefa partidária e pessoal, alterando sua agenda de candidato à reeleição.

– Para mim foi uma honra receber e acompanhar a senadora Simone Tebet, que está orgulhando o nosso partido – disse o deputado, após embarca-la no Aeroporto do Tirirical, no final da manhã.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão exibe segurança e desenvoltura na entrevista à TV Mirante

Carlos Brandão: firmeza e desenvoltura na entrevista a telejornal da TV Mirante

“Sei fazer, ajudei fazer e vou fazer muito mais”. A frase, que poderia naturalmente ser aproveitada um slogan secundário de campanha, foi pronunciada pelo governador Carlos Brandão (PSB), na fala de encerramento da entrevista que concedeu ontem ao telejornal de meio-dia da TV Mirante. E completou com um enfático “Pode contar!”. E concluiu as tais “considerações finais” pedindo “o seu voto”, lembrando que o momento “é decisivo para o futuro do Maranhão e do Brasil, recomendando ao eleitor que “Ouça todos os candidatos, faça uma avaliação e veja quem está mais preparado, é ficha limpa e tem todas as condições de fazer uma boa gestão”. Ele lamentou o tempo exíguo da entrevista, afirmando que tinha muito mais a dizer. Afinal, foi estocado com temas azedos, como ferryboat e desemprego, por exemplo, respondendo com segurança e de maneira afirmativa, não tendo sido apanhado no contrapé. E seguiu para o Palácio dos Leões como quem havia acabado de cumprir bem mais uma tarefa de campanha.

Na entrevista de ontem, o governador Carlos Brandão mostrou uma desenvoltura mais apurada, conseguindo quebrar a pressão do tom colocado em algumas perguntas pelo entrevistador. Manteve inalterado o seu estado de ânimo e respondeu serena e francamente, com respostas convincentes. Sua postura reforçou o argumento segundo o qual nenhum dos candidatos está, como ele, preparado para comandar o Estado nesses tempos economicamente complicados e politicamente sombrios.

No campo administrativo, tem usado o argumento de quem conhece em profundidade a máquina estatal, baseado na experiência de quem foi quatro vezes secretário de Estado, incluindo a chefia da Casa Civil, que é o centro nervoso da relação do governador com o secretariado, com os demais poderes e com a sociedade civil organizada. A isso se somam sete anos e três meses como um vice-governador atuante, leal e que nada teve de decorativo, muito ao contrário. No campo político, Carlos Brandão fala como o candidato que encabeça a mais ampla e poderosa coligação nessa corrida eleitoral, encarnando com equilíbrio a condição de sucessor do ex-governador Flávio Dino, líder de um dos mais importantes movimentos políticos do Maranhão contemporâneo.

Sem qualquer demérito aos demais concorrentes, sua liderança na corrida, mostrada pelas pesquisas, faz todo sentido.

 

Apoio de Braide ao irmão é eticamente lícito e politicamente correto

A cartas do prefeito Eduardo Braide em favor da candidatura do irmão, Fernando Braide

Algumas vozes criticaram a carta do prefeito Eduardo Braide (sem partido) declarando apoio à candidatura do irmão, o advogado Fernando Braide (PSC), à Assembleia Legislativa. Uma dessas vozes até cometeu erro primário ao identificar o gesto político do mandatário de São Luís como “nepotismo”. Bobagem. Nada impede, seja no campo político, seja no campo ético, o prefeito Eduardo Braide de apoiar, publica e abertamente, a candidatura do irmão. Eles saíram de uma família de políticos, tendo o pai deles, Antônio Carlos Braide, ingressado na vida pública como secretário de Trabalho no Governo Luiz Rocha, na primeira metade dos anos 80 do século passado, tendo em seguida sido deputado estadual constituinte, presidente da Assembleia Legislativa e até governador do Estado por alguns dias. Foi essa trajetória que levou Eduardo Braide a deixar de lado a advocacia para ingressar na vida pública como presidente da Caema no Governo José Reinaldo, e secretário do orçamento participativo na gestão de João Castelo na Prefeitura de São Luís, para em seguida exercer dois mandatos consecutivos de deputado estadual, disputar – sem sucesso, mas bem votado – a Prefeitura de São Luís em 2016 e eleger-se deputado federal com mais de 180 mil votos, 140 mil dos quais somente em São Luís, para finalmente se tornar prefeito da Capital em 2020 numa eleição em que seu favoritismo não chegou a ser de fato ameaçado. Agora, sem partido, o prefeito Eduardo Braide se movimenta pela eleição do irmão Fernando Braide para deputado estadual. E o faz abertamente, de maneira transparente, sem o registro de qualquer gesto que possa ser alvo de suspeita. Também advogado, Fernando Braide está longe de ser apontado como um candidato privilegiado. O parentesco com o prefeito de São Luís é, sem dúvida, um cacife e tanto, e seria tolice não o usar politicamente, e não há nada de errado nisso. E se eleito for, Fernando Braide se credenciará para atuar como interlocutor qualificado da Prefeitura de São Luís na Assembleia Legislativa e até mesmo junto ao Palácio dos Leões.

São Luís, 17 de Setembro de 2022.

 

Pesquisa Data Ilha/Band confirma Brandão com chance real de reeleição

 

Pesquisa: Carlos Brandão mantém vantagem larga sobre Weverton Rocha e Lahesio Bonfim na corrida aos Leões

Em cenário de disputa intensa e pesquisas conflitantes, via de regra um terceiro levantamento sempre vem para colocar a casa em ordem e confirmar tendências. É o caso da pesquisa DataIlha/Band, divulgada ontem, em meio ao impacto dos números conflitantes dos institutos Econométrica e Exata. De acordo com o levantamento, nesse momento, o governador Carlos Brandão (PSB) está consolidado na dianteira com 35,9% das intenções de voto contra 19,9% de Weverton Rocha (PDT) e 16,5% de Lahesio Bonfim (PSC), confirmando serem eles os três candidatos que estão de fato na corrida ao Palácio dos Leões. Atrás deles estão Edivaldo Jr. (PSD) com 7,2%, Joás Moraes (DC) com 0,8%, Simplício Araújo (SD) com 0,7%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,2% e Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) com 0,1% cada. 7,7% disseram que não votarão em nenhum deles e 11,3% não souberam ou não quiseram responder.

Subtraídos os votos brancos, nulos e indecisos, chegando-se aos votos válidos, Carlos Brandão tem 44,2% das preferências, Weverton Rocha tem 24,5%, tecnicamente empatado com Lahesio Bonfim, que tem 20,3%, e Edivaldo Holanda Jr. com 7,2% enquanto os demais somados têm 1,3% das intenções de voto.

A pesquisa DataIlha/Band indica com clareza que o senador Weverton Rocha se encontra numa encruzilhada. Ele é de fato o segundo colocado, vê o governador Carlos Brandão se distanciar cada vez mais na liderança, e encara a sombra do seu principal adversário, Lahesio Bonfim, que está “mordendo os seus calcanhares”, ameaçando sua posição. Tanto que ontem o candidato do PSC partiu para o ataque, tentando desestabilizar o senador pedetista e assim chegar ao segundo turno para disputa-lo com o governador Carlos Brandão. Os números são também implacáveis com os demais candidatos, informando que nenhum deles tem condições de aspirar o gabinete principal do Palácio dos Leões, mesmo ainda restando duas semanas de campanha.

A liderança do governador Carlos Brandão nessa disputa começa a ficar nítida, com a indicação de que se trata de um processo difícil de estancar e reverter. Mais do que isso, alguns observadores já começam a fazer projeções de que o desfecho pode acontecer em um só turno. Um dos aspectos que sugerem essa situação é o volume de campanha de cada candidato. Tanto nas incursões pelos municípios quanto no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV, o governador Carlos Brandão vem ampliando sua presença. E o faz com uma campanha densa, sem furos, sem equívocos e sem alterar uma vírgula do seu discurso, que se baseia nos robustos resultados do Governo Flávio Dino, que ele ajudou a realizar e que está hoje sob o seu comando. Comedido, mas firme, Carlos Brandão tem feito o dever de casa com dedicação e aplicação surpreendentes, obtendo com isso resposta positiva do eleitorado.

Ciente de que sua candidatura não criou a “onda”, como ele e seus apoiadores esperavam, o senador Weverton Rocha tem feito uma série de movimentos com o objetivo de reverter esse quadro, tendo, inclusive, mudado o seu discurso, adotando uma versão mais amena, como quem está querendo ficar numa boa com todos, provavelmente de olho na possibilidade de disputar o segundo turno. O seu problema é o candidato do PSC Lahesio Bonfim, que vem aparecendo como a novidade dessa corrida às urnas e que agora resolveu partir para o ataque ao candidato do PDT, com a nítida pretensão de ser o oponente do governador Carlos Brandão na rodada final – se houver.

Em Tempo: O Instituto Data Ilha entrevistou 2.031 eleitores entre os dias 10 e 13 agosto em todo o estado, tendo a pesquisa 2,17% de margem de erro, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e registro na Justiça Eleitoral sob o número MA-05654/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Data Ilha mostra Dino consolidado na corrida ao Senado

Pesquisa confirma Flávio Dino com larga vantagem sobre Roberto Rocha, Ivo Nogueira, Antônia Cariongo e Saulo Arcangeli

A pesquisa Data Ilha/Band confirmou o amplo favoritismo do ex-governador Flávio Dino (PSB) na disputa para o Senado, com nada menos que 64,9% das intenções de voto. Seu adversário mais próximo é o ex-senador Roberto Rocha (PTB), que aparece em segundo com 27,6%, seguido de Ivo Nogueira (DC) com 4,9%, Saulo Arcangeli (PSTU) com1,5%, e Antônia Cariongo (PSOL) com1,1%.

É a vigésima segunda pesquisa em que o ex-governador aparece como líder disparado na corrida à única vaga para o Senado, que nestas eleições renova um terço das suas 81 cadeiras. Flávio Dino despontou como líder na preferência do eleitorado ainda no ano passado, quando sua candidatura à Câmara Alta ainda era apenas uma possibilidade, uma vez que ele se  movimentava como candidato a candidato a presidente da República. Sempre deixou claro que seu projeto presidencial estava condicionado à candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), o que veio a acontecer.

A exemplo do que acontece com seu aliado, o senador Weverton Rocha, candidato do PDT ao Governo , o senador Roberto Rocha permanece estacionado patamar dos 20%, aparentemente sem chance de mudar esse cenário em duas semanas, o mesmo acontecendo com os demais candidatos.

 

Edivaldo Jr. avisa que vai continuar na corrida aos Leões

Edivaldo Jr.

Todos os sintomas indicam que a corrida ao Palácio dos leões neste pleito chegou ao fim para o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD). Ele entrou na disputa com a perspectiva de se tornar o adversário do governador Carlos Brandão (PSB), mas logo se deu conta de que suas chances eram bem menores do que havia calculado quando decidiu encarar a disputa. Isso não significa dizer que ele venha a desistir, uma vez que ontem mesmo, do leito de um hospital, por causa de uma crise renal, ele avisou em claro e bom tom que não desistirá, o que significa dizer que manterá sua candidatura até o final. Seu próximo passo será se preparar para disputar a Prefeitura de São Luís em 2024. Vale anotar, porém, que, levando em conta a imprevisibilidade e a enorme capacidade de surpreender da política, sua permanência no jogo faz todo sentido.

São Luís, 15 de Setembro de 2022.

 

Weverton usa bandeira de Roseana e revela que sua chapa teve aval de Bolsonaro  

 

Weverton Rocha fala das suas propostas durante entrevista à TV Mirante, ontem

O senador Weverton Rocha, candidato ao PDT ao Governo do Estado, deu duas declarações de impacto durante a entrevista que concedeu à TV Mirante. A primeira foi: “Eu quero ser governador do Maranhão para voltar o Primeiro Emprego para nossa juventude”. A outra declaração, de caráter eminentemente político. Quando lhe foi perguntado sobre a aparente contradição de ser ele opositor do Governo Federal no Senado e se aliar no estado com a nata dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), tendo inclusive escolhido um bolsonarista de proa, o deputado estadual Hélio Soares (PL), o senador revelou que o presidente Jair Bolsonaro “autorizou” a indicação do parlamentar para ser seu vice. No mais, durante 15 minutos, excetuando o tempo que ele foi confrontado com questões de natureza ética que sombreiam sua trajetória de homem público, o candidato pedetista repetiu o discurso de campanha. Invocou sua condição de “filho de professora evangélica e de técnico agrícola”, repicou a construção do Hospital do Amor em Imperatriz e a versão do Aldenora Bello em Pinheiro, a distribuição de ambulâncias e a repetição da mesma série de promessas.

Com a ressalva de que nunca votou no Grupo Sarney, o candidato do PDT decidiu mesmo transformar numa bandeira o Primeiro Emprego, programa criado por Roseana Sarney (MDB) no seu primeiro Governo (1995/1998) ainda no século passado. O programa não constava do seu plano de Governo e foi sacado do colete quando o candidato do PDT se deu conta de que estacionara na faixa entre 20% das intenções de voto e precisava ajustar seu discurso de modo que alcançasse a grande massa eleitoral urbana. O uso da bandeira roseanista foi visto por muitos como uma jogada que poderia angariar simpatia da massa eleitoral, e também seduzir a ex-governadora e seu grupo, que estão alinhados à candidatura do governador Carlos Brandão (PSB). Mais do que isso, vem usando a promessa de reeditar o programa como prioridade zero do seu governo, caso venha a ser eleito.

(Ontem, no horário eleitoral na TV, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que disputa uma cadeira na Câmara Federal, anunciou que vai brigar em Brasília para reeditar o Primeiro Emprego, como que reagindo ao uso da bandeira pelo candidato pedetista).

No campo político, além da curiosa posição de não se alinhar a nenhum candidato a presidente da República, disse que, se eleito governador, calçará as sandálias da humildade e pedirá ao presidente, seja ele quem for, ajuda para o Maranhão. Na esteira dessa explicação, o senador Weverton Rocha reforçou a suspeita de que tem um acordo de gaveta com o presidente Jair Bolsonaro. E essa evidência foi reforçada quando, ao falar sobre a escolha do deputado bolsonarista Hélio Soares para seu companheiro de chapa, revelou que a escolha do parlamentar do PL, que integra o núcleo duro de o deputado Josimar de Maranhãozinho, foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro. Com isso, Weverton Rocha pode estar confirmando o que ele sempre tangenciou: uma negociação política direta com o chefe da Nação na montagem da sua chapa.

Na entrevista, marcada por alguns momentos de tensão por causa de informações desencontradas sobre pesquisas de agora e de 2018, durante sua campanha para o Senado, o candidato do PDT conseguiu reforçar impressão de que está disposto a tudo para sair do atoleiro que o retém em segundo lugar na corrida às urnas, e realizar o seu objetivo de alcançar o Governo do Maranhão. Isso explica o rompimento com o ex-governador Flávio Dino (PSB) e seu grupo, a distância que mantém de Ciro Gomes, candidato do PDT a presidente, e negociar o apoio do PL à sua candidatura, com a indicação do vice avalizada pelo presidente da República.

Um jogo duro e raro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Simone Tebet vai encontrar MDB dividido entre ela e Lula

Simone Tebet vai encontrar um MDB dividido entre ela e Lula no Maranhão

A vinda da senadora Simone Tebet, candidata do MDB a presidente, a São Luís nesta quinta-feira, não deve causar constrangimentos no comando estadual do partido, que no Maranhão é presidido pela ex-governadora Roseana Sarney. O xis da questão é que o braço maranhense do MDB está dividido, com a grande maioria dos líderes, incluindo Roseana Sarney e o ex-presidente José Sarney, apoiando a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) a presidente, enquanto uma fatia menor, comandada pelo deputado federal Hildo Rocha, está alinhada à candidatura da senadora sulmatogrossense. Mas há quem diga que a candidata presidencial do MDB será bem recebida e prestigiada pelo partido.

 

Brandão e Dino fazem campanha no interior e Camarão na Ilha

Carlos Brandão e Flávio Dino atuam no interior e Felipe Camarão na Ilha

A coligação encabeçada pelo governador Carlos Brandão (PSB) definiu uma estratégia de campanha para alcançar o maior número possível de comunidades durante o período que resta de busca ao voto antes da corrida às urnas. O governador e o ex-governador Flávio Dino (PSB) cumprem intensa programação no interior, enquanto o candidato a vice-governador, Felipe Camarão (PT), mantém agenda de compromissos de campanha em São Luís e nos demais municípios da Ilha. De acordo com uma fonte ligada ao comando da coligação, a estratégia tem funcionado com o aumento significativo do volume de campanha.

São Luís, 14 de Setembro de 2022.

Exata mostra Brandão na liderança e Weverton em segundo com larga vantagem sobre Lahesio

 

Carlos Brandão lidera, seguido de Weverton Rocha , Lahesio Bonfim, Edivaldo Jr., Joás Moraes Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Hertz Dias e Frankle Costa 

Um dia depois de a pesquisa do instituto Econométrica, em parceria com o jornal O Imparcial, mostrar um cenário em que a eleição para governador do Maranhão pode ser decidida em turno único, o instituto Exata divulgou, ontem, no mesmo diário, levantamento segundo o qual se a eleição fosse agora, o governador Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) seriam mandados para uma decisão em 2º turno. Carlos Brandão aparece na liderança com 34% das intenções de voto, seguido por Weverton Rocha com 30%, Lahesio Bonfim (PSC) com 16%, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 8%, Simplício Araújo (SD) com 1%, e Joás Moraes (DC) com 1% – Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) não pontuaram. Um contingente de 3% de eleitores disse que votarão em branco ou nulo, enquanto outros 7% não souberam ou não quiseram responder. Transformados em votos válidos – quando se exclui branco, nulo, não sabe e não respondeu, que somaram 10% -, o governador Carlos Brandão tem 38% das intenções de voto, contra 33% de Weverton Rocha, 18% de Lahesio Bonfim, 9% de Edivaldo Holanda Jr., 1% de Joás Moraes e 1% de Simplício Araújo.

Bem diferentes dos encontrados pelo Econométrica – a observação não tem caráter comparativo -, os números do Exata também confirmam a liderança do governador Carlos Brandão, com folga de quatro pontos percentuais sobre Weverton Rocha, mas como o instituto não divulgou a margem de erro, não há como saber o tamanho real dessa diferença. Ao mesmo tempo, quando de avalia os números válidos, Carlos Brandão ganha uma vantagem de cinco pontos percentuais.

Tanto quanto a pesquisa Econométrica, a pesquisa Exata mostra Carlos Brandão numa linha de crescimento bem mais consistente do que a de Weverton Rocha. Ele saiu de 30% na pesquisa anterior para 34%, enquanto o pedetista oscilou apenas de 29% para 30%, o que representa muito pouco. Chama muito a atenção a diferença de Weverton Rocha para Lahesio Bonfim, o equivalente a 14 pontos percentuais, cenário difícil de assimilar se observados os resultados de outros levantamentos. Mas o fato é que, mesmo estacionado segundo a pesquisa Exata, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes permanece como uma ameaça, caso o senador pedetista não saia da casa dos 20/30 pontos percentuais.

Os números da pesquisa Exata tiram o senador Weverton Rocha do raio de pressão de Lahesio Bonfim, mas o deixa para trás em relação ao governador Carlos Brandão. O problema é que, como informaram todos os levantamentos do Exata sobre essa disputa, Carlos Brandão começou com menos de cinco pontos percentuais e chegou agora a 34%, enquanto o senador Weverton Rocha começou no patamar dos 20 pontos percentuais e lá permanece, segundo todos os levantamentos feitos até aqui, como quem de fato bateu no seu próprio teto. Os números do Exata são claros quanto a isso. E é com base nessa avaliação que é possível especular que, se Weverton Rocha não der a guinada que falta, o governador Carlos Brandão pode, sim, turbinar sua campanha com a perspectiva de liquidar a fatura em turno único.

Fora da briga pelo troféu eleitoral, à medida que a campanha avança, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. vê suas chances desaparecerem. A pesquisa Exata confirmou seu desabamento, apontando-o com 8% – a Econométrica o encontrou com 6% – das intenções de voto, o que o exclui completamente da disputa pelo Palácio dos Leões, criando um desfecho surpreendente para um político jovem e que concluiu recentemente uma bem-sucedida temporada de dois mandatos à frente da Prefeitura de São Luís. As duas pesquisas mais recentes o tiraram definitivamente do patamar de dois dígitos, aparentemente sem condições de reagir e retomar sua posição no pelotão da frente, com mais de 10% de intenções de voto.

Aguarda-se a pesquisa IPEC/TV Mirante, que deve sair em poucos dias.

Em Tempo: A pesquisa Exata ouviu 1.436 eleitores em 46 municípios entre os dias 06 e 10 de setembro de 2022 e está registrada no TSE sob o número 0511/2022. O instituto não informou a margem de erro nem o nível de confiança da pesquisa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Exata confirma favoritismo de Dino na corrida ao Senado

Flávio Dino impõe diferença larga sobre Roberto Rocha, mostra Exata

É quase como um mantra: se a eleição para o Senado fosse agora, o ex-governador Flávio Dino (PSB) seria eleito com bem mais da metade dos votos. De acordo com o instituto Exata, o ex-governador tem 55% das intenções de votos contra 23% do senador Roberto Rocha (PTB), 5% de Ivo Nogueira (DC), de 2% de Antônia Cariongo (PSOL) e de 1% de Saulo Arcangeli (PSTU). A pesquisa apurou também que 6% dos entrevistados disseram que votarão em branco ou anularão o voto, e outros 6% não souberam ou não quiseram responder.

Em corrida eleitoral, faltando ainda três semanas para as eleições, é sempre precipitado prognosticar resultados, devido, principalmente, à margem de imprevisibilidade da política. E a Coluna respeita essa “regra”, porém levando em conta outra regra, a das exceções. É o caso dessa corrida ao Senado. Pedra cantada em todas as pesquisas divulgadas até aqui, o favoritismo do ex-governador Flávio Dino é consistente, não deixando espaço para o crescimento do senador Roberto Rocha. O mais curioso é que o senador do PTB se mantém no mesmo patamar do seu aliado, o senador Weverton Rocha.

 

Credenciado por sua atuação na Câmara Federal, João Marcelo pleiteia a reeleição

~João Marcelo Souza: bom desempenho no primeiro mandato o credenciou para pleitear a reeleição de deputado federal

O deputado federal João Marcelo Souza  (MDB) entrou de cabeça na campanha pela reeleição, instalando comitê em São Luís, inaugurado no final da semana que passou com a presença de Felipe Camarão (PT), candidato a vice-governador na chapa do governador Carlos Brandão (PSB), e com o forte e experimentado incentivo do pai, o ex-governador e ex-senador João Alberto.

O parlamentar emedebista pleiteia a reeleição com a autoridade de quem exerceu o primeiro mandato com eficiência legislativa e correção política. O bom desempenho é o resultado dedicação integral ao exercício do mandato, da sua visão social e política ampliada de psicólogo e do DNA político apurado herdado do pai, um político que saiu do batente com a mesma dignidade e o mesmo entusiasmo idealista com que entrou.

O deputado federal João Marcelo participou de praticamente todas as sessões da Câmara Federal e do Congresso Nacional dos últimos três anos e oito meses, foi autor de projetos de lei, foi relator de outras matérias, participou efetivamente de comissões técnicas para as quais foi designado pelo partido, atuou como vice-líder da bancada do MDB, e foi voz ativa em todos os grandes debates travados no parlamento nacional. E sempre que pôde, incursionou por suas bases, a começar por Bacabal, para as quais levou benefícios das suas emendas parlamentares, sempre atuando de maneira transparente.

Ganhou, portanto, legitimidade para pleitear a renovação do mandato.

São Luís, 13 de Setembro de 2022.

 

Econométrica mostra Weverton e Lahesio empatados e Brandão próximo de vencer no 1º turno

 

Carlos Brandão lidera, com Weverton Rocha e Lahesio empatados em segundo e Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Joàs Moraes, Hertz Dias e Frankle  Costa sem chance na disputa pelo Palácio dos Leões

Números da pesquisa Econométrica/O Imparcial divulgados ontem confirmam mais do que o favoritismo do governador Carlos Brandão (PSB) na corrida ao Palácio dos Leões, com 44,6% das intenções de voto, construindo, com segurança, a possibilidade de um desfecho em turno único. O levantamento também indica, com clareza, a impossibilidade de o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), com apenas 3, 5%, continuar alimentando seu projeto de  tornar-se governador neste pleito, assim como os que se encontram atrás dele: Simplício Araújo (SD), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU), Joás Moraes (DC) e Frankle Costa (PCB), que, somados os seus percentuais, não alcançam 1% das intenções de voto. Ou seja, a disputa está limitada ao governador Carlos Brandão, ao senador Weverton Rocha (PDT), que tem 22,4% das intenções de voto e ao ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), que aparece com 20,1%, os dois encontram-se numa rigorosa situação de empate técnico, já que a diferença que os separa está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,5%. Além disso, somam 8,4% de intenções de voto a fatia dos eleitores identificados como indecisos.

A possibilidade de um desfecho já no primeiro turno ganha nitidez quando considerados apenas os votos válidos – excluídos brancos, nulos e indecisos: Carlos Brandão teria 48,8%, Weverton Rocha 24,5%, Lahesio Bonfim 22%, Edivaldo Holanda Júnior 3,8%, já que Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Joás Moraes, Hertz Dias e Frankle Costa não chegam a 1% dos votos.

Independentemente da possibilidade de os números não serem exatos – isso não existe em pesquisa de intenção de voto -, o fato indiscutível é que o governador Carlos Brandão caminha firme para a reeleição, seja em turno único – o que já se pode avaliar como provável, seja num eventual segundo turno. Isso porque o senador Weverton Rocha e o ex-prefeito Lahesio Bonfim dão todas as indicações de que estacionaram, uma vez que a oscilação que os favoreceu está dentro da margem de erro. E se a oscilação de fato representa ganhos reais de intenções de voto, esses ganhos saíram da base de apoio do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que foi quem mais perdeu em relação à pesquisa anterior.

Os números da Econométrica chegam com o poder de estremecer de vez a base de sustentação da candidatura do senador Weverton Rocha, à medida que mais uma pesquisa – já foram mais de uma dezena -, essa com a importância de desenhar o cenário de reta final, o manteve estacionado no patamar entre 20% e 25%, com forte indicação de que dificilmente avançará. Sua posição se torna crítica, à medida que o ex-prefeito Lahesio Bonfim chegou de vez ao vácuo da sua candidatura, alcançando um indiscutível e perigosíssimo empate técnico, o que torna rigorosamente imprevisível a sua capacidade de reagir e reverter o quadro. A mudança recente na sua campanha, usando um discurso mais ameno e conciliador, parece não ter funcionado, o que torna crítica a sua posição.

Ao mesmo tempo em mostra a força da chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão e turbinada pela força política e pelo prestigio do ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, e também com o reforço do PT com a candidatura de Felipe Camarão a vice-governador, o cenário trazido à tona pela pesquisa Econométrica é nítido. Ele reflete a larga e profunda diferença que separa o governador Carlos Brandão do senador Weverton Rocha e do ex-prefeito Lahesio Bonfim. Enquanto o governador mostra os resultados do Governo Flávio Dino, do qual participou, e comprometendo-se a ampliar esses resultados, seus concorrentes mais próximos fazem suas campanhas com discursos pouco convincentes.

Não foi sem razão que 51% dos eleitores entrevistados, incluindo muitos que pretendem votar em outros candidatos, disseram acreditar que Carlos Brandão será eleito. Somente 18% apostam que vai dar Weverton Rocha e 11% esperam pela vitória de Lahesio Bonfim. Isso significa dizer que está dando a lógica.

Em Tempo:  A pesquisa ouviu 1.490 pessoas em 55 municípios, incluindo a capital São Luís, no período de 5 a 9 de setembro de 2022, com uma margem de erro de 2,5% para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-06547/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém dianteira dobrando cacife sobre Rocha

Flávio Dino lidera com larga vantagem com Roberto em segundo, seguido de Ivo Nogueira, Antônia Cariongo e Saulo Arcangeli

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Senado confirma a tendência inicial de vitória do ex-governador Flávio Dino (PSB), que nesse momento tem nada menos que 55% das intenções de voto, contra 27% do senador Roberto Rocha (PTB), 2,8% do pastor evangélico Ivo Nogueira (DC), 0,9% de Antônia Cariongo (PSOL) e 0,3% de Saulo Arcangeli (PSTU). 5,4% disseram que não votarão em nenhum deles e 9% manifestaram indecisão, não sabendo ou não querendo responder.

O favoritismo do ex-governador Flávio Dino está dentro da lógica que move o campo das disputas políticas. O ex-governador é líder indiscutível de um movimento político vitorioso iniciado em 2014 e realizou dois períodos de um governo diferenciado, limpo e eficiente, voltado para o social em todos os campos, sendo apontado como um dos quadros mais destacados da sua geração no Maranhão e no País. Nenhum dos concorrentes, a começar pelo senador Roberto Rocha, que se elegeu em 2014 com o apoio do ex-governador, tem chance na disputa.

Chama a atenção que o senador Roberto Rocha vem aparecendo no mesmo patamar (entre 20% e 28%) do seu apoiador, senador Weverton Rocha (PDT), candidato ao Governo, o que parece não ser exatamente uma coincidência.

Entre os demais candidatos, Ivo Nogueira surpreende com 2,8%, Antônia Cariongo se mantém na mesma, e Saulo Arcangeli, que já foi candidato a senador, governador e prefeito de São Luís, vem perdendo o pouco de prestígio político que tinha quando tomou a inacreditável decisão de migrar do PSOL para o PSTU.

 

Edivaldo Jr. não pensa desistir e se mantém firme na disputa

Edivaldo e sua vice Andrea Heringer mantêm firma sua campanha ao Governo

A pesquisa Econométrica gerou onda de especulação dando conta de que o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. estaria inclinado a repensar sua candidatura. A Coluna checou o rumor e descobriu que tudo não passou de artimanha adversária. Indiferente aos números da nova pesquisa, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. permanece firme na disputa e conta com o apoio do PSD.

São Luís, 12 de Setembro de 2022.