São Luís aniversaria no embalo da inteligência política mostrada na aliança de Edivaldo Jr. com Flávio Dino

 

São Luis velha e nova cuidada pela pela parceria de Edivaldo Jr. com Flávio Dino
São Luis cuidada pela boa política  praticada pelo prefeito Edivaldo Jr. e pelo governador Flávio Dino

São Luís completa hoje 405 anos vivendo uma situação bem diferente da realidade que viveu na maior parte desses 147.825 dias de existência. Agora uma cidade com status de metrópole, que abriga 1,1 milhão de habitantes e exibe duas feições, uma antiga, formada por densos registros de História, e outra moderna, embalada pela modernidade que não para, a Capital do Maranhão vivencia e usufrui a experiência de ter aliados ocupando os gabinetes principais do Palácio de la Ravardière e do Palácio dos Leões. Diferentemente do que aconteceu na primeira metade do seu primeiro mandato, quando enfrentou a distância e a indisposição do Governo dirigido por Roseana Sarney (PMDB), o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) viu o jogo ser radicalmente virado com a chegada do Governo comandado por Flávio Dino (PCdoB). Afinados, os dois governos costuraram e vêm alimentando uma parceria efetiva e produtiva, que apesar da escassez de recursos por conta da crise que assola o País, apresenta resultados, ora creditados ao Palácio de la Ravardière, ora ao Palácio dos Leões. Evidente que as necessidades estruturais da cidade são imensas, mas não há como negar que São Luís está sendo cuidada na medida do possível.

A São Luís de hoje, que parece uma cidade formada por várias e diferentes cidades todas com problemas os m ais diversos, mas seguindo em frente com as intervenções possíveis para tornar a vida melhor. E não é exagero afirmar que a gestão do prefeito Edivaldo Jr. tem avançado de maneira consistente, melhorando o que era ruim e desatando nós que mantinham setores essenciais entravados e resistentes à modernidade. De maneira modesta, mas efetiva, tem havido uma clara preocupação em destacar a essência cultural da cidade, explorando, numa rica associação, o excepcional acervo arquitetônico, a música, a poesia, a literatura e outros campos culturais que dão forma à rica História e sentido à sua condição de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

Graças à parceria Município/Estado, proporcionada pela aliança política do prefeito Edivaldo Jr. com o governador Flávio Dino, a Educação avança com um amplo programa de reforma de escolas, já tendo assegurado dignidade a milhares de crianças e caminhando para atender às que ainda se encontram no sufoco de uma escola indigna. Na Saúde os serviços têm melhorado, há novas estruturas funcionando nessa área, e os Socorrões, que são a base e a parte mais visível do sistema, continuam alimentando a falsa ideia de que, por conta das suas carências, funcionam mal, quando na verdade salvam centenas de vidas todos os dias.

O fato é que de janeiro de janeiro de 2015 para cá houve uma ampla e progressiva mudança na dinâmica operacional da Prefeitura de São Luís. Um bom exemplo ocorreu foi o desmonte recente do velho cartel que controlava o transporte de massa, abatido por uma licitação com base numa legislação atualizada e com regras duras, o que tornou o sistema  mais eficiente do que aquele que a atual gestão recebeu, tendo até unidades sanfonadas com ar condicionado. com ar condicionado. São vários os desafios ainda a serem vencidos nessa área: “carrinhos”, táxis piratas, Uber, vans e mototáxis. Ao mesmo tempo, a mobilidade da população, que movimenta mais de 700 mil ludovicenses por dia ganha mais rapidez e segurança com o recapeamento asfáltico dos grandes eixos rodoviários da cidade. A isso se acrescentem intervenções inteligentes e baratas no trânsito, como a feita na Forquilha, por exemplo.

Nada disso seria possível se o Palácio de la Ravardière permanecesse sem comunicação com o palácio dos Leões, sendo difícil imaginar como estaria a cidade à essas alturas em meio à violência da crise econômica que tem solapado as finanças pública, sufocando especialmente os municípios, onde os serviços são mais demandados. A máquina municipal certamente não estaria paralisada, mas com certeza seu desempenho seria bem mais modesto. A dinâmica vivida por São Luís nesse momento é uma demonstração indiscutível de que a política de aliança e de cooperação é o caminho certo para se transformar problemas em solução.

Com a boa ação política, o prefeito Edivaldo Jr. e o governador Flávio Dino dão à Capital do Maranhão bons motivos da festejar aniversário.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Alckmin convida Rocha para voltar ao PSDB, mas o senador sabe que a situação no ninho é complicada

Roberto Rocha e Geraldo Alckmin: convite feito no Palácio dos Bandeirantes
Roberto Rocha e Geraldo Alckmin: convite feito no Palácio dos Bandeirantes

O braço do PSDB no Maranhão está em ebulição desde quarta-feira, quando chegou à imprensa a informação de que, durante uma audiência no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, convidou o senador Roberto Rocha a deixar o PSB e voltar ao ninho dos tucanos. Alckmin foi tão incisivo no convite que se dispôs a voar para São Luís para prestigiar o ato de filiação do senado. O convite está agitando o PSDB em vários aspectos. Positivamente, se aceito, o partido reforçará sua bancada no Senado, impondo consequente desgaste à bancada do PSB. No plano maranhense, os tucanos ganhariam mais força parlamentar com o retorno.

Uma análise mais cuidadosa, porém, leva à conclusão de que, mesmo resultando de um convite feito por Geraldo Alckmin, um dos mais importantes chefes tucanos e pré-candidato assumido a presidente da República, o possível retorno do senador Roberto Rocha do PSDB é uma equação política muito complicada, por que envolve fatores que pesam no sentido contrário. O ponto chave é que, segundo corre nos bastidores, Rocha quer se reconverter ao tucanismo, mas na condição de voltar a comandar o partido no estado. Nesse caso, a direção nacional, terá de combinar com o atual presidente, o vice-governador Carlos Brandão, que segura o posto de comando com unhas e dentes, e com o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que trava uma guerra sem trégua com Carlos Brandão pelo controle do partido. Essa disputa passa pelo apoio do grupo do ex-governador João Castelo, hoje comandado por Dona Gardênia Castelo, e pelo prefeito de São José de Ribamar, Luiz Fernando Silva, considerado hoje o mais importante e politicamente mais forte nome do PSDB no Maranhão. O empecilho maior é a oposição que Roberto Rocha faz ao governador Flávio Dino, chocando-se com o vice-governador Carlos Brandão, que se movimenta para manter o PSDB na base de apoio do Governo do PCdoB.

Na avaliação de tucano de proa, a volta do senador Roberto Rocha ao PSDB é, de um modo geral, bem aceita, mas dificilmente será viabilizada por causa das profundas diferenças que conturbam hoje o ambiente interno do ninho dos tucanos no Maranhão.

 

André Fufuca frustrou previsões sombrias e mostrou que é bem mais do que um jovem político provinciano

André Fufuca: exercício da presidência sem cometer erros
André Fufuca: exerceu a presidência  da Câmara sem cometer erros

Não foi surpresa para a Coluna o bom desempenho do deputado André Fufuca (PP) na presidência da Câmara Federal nos sete dias em que substituiu o presidente efetivo, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumiu interinamente a presidência da República durante a viagem do presidente Michel Temer (PMDB) à China. Ao contrário do que diziam os prognósticos mais sombrios, a começar pelos dos “idôneos” comentaristas da Rede Globo – aí incluídos as “vestais” da Globo News -, exalando preconceito em relação à idade, ao nome e ao estado do parlamentar, André Fufuca deu um baile de bom senso, de equilíbrio e habilidade, conduzindo sem tropeços duas sessões, uma delas resultando na votação na aprovação de  dois itens dos mais complicados da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 282/16, que trata da Reforma Política: a regra que acaba com as coligações proporcionais e a que institui a cláusula de desempenho para os partidos poderem ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e obter tempo de propaganda no rádio e na TV. Foi elogiado por seus pares.

Desde que chegou à Câmara dos Deputados e se posicionou no núcleo de ferro que cercava o então o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sem, no entanto, transformar-se num dos seus peões, a Coluna percebeu que o parlamentar levara para Brasília muito mais do que um mandato e um voto. Este espaço lhe fez observações críticas e algumas restrições, mas essas foram perdendo sentido à medida que o parlamentar foi ganhando espaço e se situando contexto da Casa. A edição da Coluna do dia 5 de Fevereiro deste ano observou que o deputado André Fufuca – eleito 2º vice-presidente da Câmara Baixa – e o senador João Alberto (PMDB) – eleito 2º vice-presidente da Câmara Alta – representavam duas gerações de políticos maranhenses em postos chave do Congresso Nacional. Na edição do dia 16 de Junho, destacou que o deputado André Fufuca estava revelando habilidade para se situar no centro do poder em Brasília. E na edição do dia 29 de Agosto, avaliou que ao assumir a residência da Câmara em meio ao furacão em torno da Reforma Política, o jovem deputado estaria diante do maior desafio da sua vida política. André Fufuca não se dobrou aos comentários preconceituosos, manteve a cabeça erguida, enfrentou os desafios que o aguardavam e saiu por cima, apresentando resultado de político experiente. Seu desempenha lhe deu autoridade e força política para continuar pavimentando sua trajetória, que parece ser longa e com as condições para ser bem sucedida.

São Luís, 07 de Setembro de 2017.

 

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