PSL do Maranhão não tem perspectivas e patina com Chico Carvalho, Maura Jorge, Alan Garcez e Pará Figueiredo

 

Chico Carvalho, Maura Jorge, Alan Garcez e Pará Figueiredo formam um PSL sem rumo nem perspectiva

Anunciado o resultado da eleição presidencial, com a vitória do candidato Jair Bolsonaro, no final de Outubro do ano passado, todos os sinais indicaram que a agremiação dele, Partido Social Liberal (PSL), que também saiu das urnas numericamente vitorioso, seria transformado numa força política maiúscula, com poder de fogo para dar as cartas na definição dos destinos políticos do País. Passados cinco meses e meio da eleição e três meses e meio do novo Governo, o PSL é um partido sem lastro, confuso, sem consistência e sem líderes fortes e, ainda por cima, alvejado por graves denúncia de corrupção com desvio de recursos milionários do Fundo Eleitoral. No Maranhão, o PSL é um partido sem cara e sem rumo, comum presidente sem força, projetos de lideranças que não emplacaram e um único deputado estadual que até aqui não disse a que veio nem demonstra qualquer traço de interesse pelo futuro do partido. Ou seja, PSL maranhense é quase um partido fantasma.

No comando do PSL desde quando o partido não alimentava qualquer perspectiva de um diz chegar ao poder, o vereador Chico Carvalho, apoiado pelo vereador Isaías Pereirinha, passou anos e anos fazendo malabarismo para mantê-lo de pé, viu, de repente, sua posição ameaçada perla ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge. Como um furacão, a ex-prefeita saiu às ruas com o ousado projeto de disputar o Governo do estado, acreditando que uma aliança com o então candidato presidencial Jair Bolsonaro lhe daria gás suficiente, se não para eleger-se governadora, pelo menos para assumir uma posição de liderança com poder de fogo para tornar-se o braço maranhense do Governo Bolsonaro.

Derrotada nas urnas, tendo recebidos surpreendentes 4% dos votos para governador, Maura Jorge, motivada pela aproximação com Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, embarcou para Brasília e lá montou acampamento durante a transição, em busca de um posto no qual representasse o Governo no Maranhão. Participou de reuniões, recepções, posses, jantares, mas voltou para casa fragilizada, sem ter recebido o apoio da cúpula nacional do partido para se tornar sua líder no Maranhão. No momento, caminha para deixar o PSL na esteira de um projeto de refundação da UDN, arquitetado pela família Bolsonaro.

Na mesma linha de Maura Jorge, mas com um projeto muito menos ambicioso, o médico Alan Garcez, que projetou para si um espaço de aliado e defensor de Jair Bolsonaro. Alan Garcez conseguiu espaço na transição federal e acabou por ganhar um posto intermediário na grade do Ministério da Saúde, e nele mergulhar, pelo menos por enquanto. Antes de submergir, ensaiou uma aliança com o presidente Chico Carvalho, mas de lá para cá não se manifestou sobre o partido, nem para incentivar à sombra algumas notícias vagas dando conta de que ele poderia vir a ser candidato a prefeito de são Luís.

Mas o caso mais emblemático que alimenta a condição de quase fantasma do PSL no Maranhão é o deputado estadual Pará Figueiredo. Nem durante, nem depois da eleição e nem após   iniciadas as atividades na Assembleia Legislativa o parlamentar se posicionou clara e efetivamente como um deputado do PSL, não tendo feito qualquer referência em relação ao partido e o Governo do partido no plano nacional. Pará Figueiredo poderia tranquilamente se tornar referência do PSL e até mês o assumir o comando do partido no estado, por ser jovem e poder apresentar-se como a face nova do partido. Sua atitude, porém, é a de quem não tem aptidão para comandar, parecendo satisfeito apenas com o mandato, que exerce sem maiores gestos e sem dar um pio sobre o partido e o futuro que aspira dentro ou fora dele.

O PSL do Maranhão é um partido sem cara, sem forma, sem líder, sem projetos, portanto sem perspectivas. E poderá tornar-se menos importante ainda se o rumor de que o presidente Jair Bolsonaro pretende deixá-lo vier a se confirmar. A tendência é que, salvo a possibilidade de vir a eleger um ou outro prefeito, um vereador aqui e outro ali, no ano que vem, a tendência que parece evidente é a de que poderá voltar ao que era antes do “Fator” Bolsonaro”, sem maiores perspectivas e comandado pelo vereador Chico Carvalho, que é PHD nesse jogo da sobrevivência.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

DEM vai para convenção sexta-feira disposto a se fortalecer para as eleições municipais

Juscelino Filho quer trazer a cúpula do DEM, Rodrigo Maia e ACM Neto para a convenção em São Luís

O DEM caminha para realizar sua convenção estadual na próxima sexta-feira (26). Determinado a se tornar uma das grandes forças partidárias do Maranhão com as eleições municipais. Tanto que o presidente do partido, deputado Juscelino Filho está empenhando para que o presidente nacional, o prefeito de Salvador ACM Neto,  o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, desembarquem em São Luís para o evento. Além da confirmação de Juscelino Filho como presidente, um dos pontos altos da reunião partidária será a apresentação das suas estrelas atuais, a começar pelo prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, que migrou do MDB para o DEM recentemente, numa   grande tacada dada por um partido em tempos recentes no Maranhão. A agremiação já conta com os secretários Luis Fernando Silva (Projetos Especiais) e Rogério Cafeteira (Esportes e Lazer), além dos deputados estaduais Neto Evangelistas (pré-candidato do partido à Prefeitura de São Luís, Antônio Pereira, Daniella Temer, Paulo Neto e Andreia Resende. O DEM que vai para a convenção é bem diferente do partido que entrou na corrida eleitoral do ano passado renovado, mas sem maiores perspectivas. Um bom trabalho de articulação, motivado pelo pragmatismo inteligente, o vem transformando numa potência política, em condições de sair das urnas do ano que vem fortalecido e com capilaridade no plano municipal. E o projeto da cúpula do DEM é ambiciosa: lançar candidatos a prefeito na grande maioria dos municípios e fazer um grande número de vereadores das eleições do ano que vem. Assim, o DEM se prepara para chegar em 2022 com força máxima e com direito de sentar de negociações com cacife para falar grosso.

Em Tempo: A Convenção Estadual 2019 do DEM será realizada sexta-feira (26). O evento será aberto às 9h no Auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae.

 

Corrida sucessória em Bacabal tenciona a convivência de Roberto Costa com Carlinhos Florêncio no parlamento

Roberto Costa e Carlinhos Florêncio: relação tensa antecipa o clima de disputa política  em Bacabal

O entrevero entre os deputados Roberto Costa (MDB) e Carlinhos Florêncio (PCdoB), com troca de palavras duras, ontem, no plenário da Assembleia Legislativa, nada mais é do que um reflexo nítido do quadro de agitação política em Bacabal. Agora fora do poder e sem o suporte do ex-prefeito Zé Vieira, Carlinhos Florêncio tenta assumir a liderança da oposição no município, onde Roberto Costa lidera a nova geração da corrente formada elo ex-governador João Alberto (MDB) e atua intensamente como o grande fiador e apoiador da gestão do prefeito Edvan Brandão (PSC). Todas as informações levantadas em Bacabal apontam Roberto Costa como o nome mais forte do grupo para disputar a Prefeitura. Já o deputado Carlinhos Florêncio é visto como virtual candidato, mas não assumiu ainda a posição de pretendente decidido. O fato é que Roberto Costa se mantém presente na vida de Bacabal, participando de todos os eventos da cidade e viabilizando, juntamente com o deputado federal João Marcelo (MDB), todo o suporte possível ao prefeito Edvan Brandão, consolidando assim a sua condição de pré-candidato a prefeito. Esse é o motivo causador das tensões que vêm marcando a já difícil convivência dos dois na Assembleia Legislativa. Um cenário em que Roberto Costa está melhor posicionado.

São Luís, 23 de Abril de 2019.

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