Roseana confirma candidatura ao Senado, mas não fala de aliança, não cita concorrência nem comenta disputa aos Leões

Roseana Sarney confirma candidatura sem citar
aliados, partido ou base de apoio

“Serei candidata ao Senado pelo Maranhão”. Com essa declaração, feita em tom firme, não deixando qualquer dúvida, a deputada federal Roseana Sarney consumou ontem o movimento por meio do qual, numa reviravolta surpreendente, incluiu o MDB na disputa por vaga no Senado. Na sua fala, de cerca de dois minutos e meio, ela se limitou a informar que venceu o câncer e está com força para entrar na disputa, assinalou a sua relação com os maranhenses registrada pelas pesquisas, disse que essa aliança lhe deu clareza para se candidatar e se propôs a ser “a voz forte que o Maranhão precisa em Brasília”. Por outro lado, a parlamentar não disse uma só palavra sobre a sua condição partidária, e pareceu não haver tomado conhecimento dos tremores que agitaram o MDB desde segunda-feira. Ela não fez qualquer menção sobre algum entendimento com o governador Carlos Brandão (MDB) nem se referiu à chapa majoritária encabeçada por Orleans Brandão, pré-candidato a governador e que preside o MDB maranhense.

– Quem me conhece sabe que o meu relacionamento com as pessoas sempre foi de absoluta transparência – disse Roseana Sarney, para em seguida lembrar que “nos últimos meses, eu enfrentei um dos maiores desafios da minha vida. Uma batalha dura contra um câncer”. E depois de agradecer o apoio que recebeu dos maranhenses, a parlamentar foi direto ao ponto: “Ao longo desse período, algo me surpreendeu e me comoveu. Mesmo afastada, os maranhenses não me esqueceram, como confirmam todas as pesquisas divulgadas até agora. Isso me deu clareza sobre o que fazer. Por isso, eu decidi: serei candidata ao Senado pelo Maranhão”.

Roseana Sarney justificou sua decisão de disputar uma cadeira no Senado: “Eu volto porque acredito que o Maranhão precisa de uma voz forte em Brasília. Uma voz que dialoga, uma voz que une, que defende o estado acima de qualquer disputa política”. E foi além: “Eu volto renovada, eu volto com disposição redobrada.  E, claro, com um olhar novo. Não é vaidade. É a certeza de que ainda posso servir”.

Pelo tom do seu comunicado, a ex-governadora passou a impressão de que não existe qualquer pendência política ou partidária relacionada à sua pré-candidatura. Ela resumiu sua mensagem ao seu universo pessoal: relação com eleitores, doença, experiência, maturidade e superação. Não fez qualquer referência ao fato de que participará de uma aliança e de que terá um antigo inimigo político, o senador Weverton Rocha (PDT), como aliado também brigando por vaga na Câmara Alta. Ela também não fez referência sobre suplência, que de acordo com os rumores que correm no meio político incluirá um parente seu.

O teor do discurso e o tom que usou causaram a impressão de que sua pré-candidatura é um projeto isolado, sem conexão com uma aliança partidária. A realidade é bem diferente. Roseana Sarney é pré-candidata ao Senado pelo MDB, que tem como referência principal a pré-candidatura de Orleans Brandão ao Palácio dos Leões. Apoiado diretamente pelo governador Carlos Brandão para sua sucessão, é também presidente o partido. E se houver alguma rusga, essa terá de ser resolvida até amanhã, uma vez que no sábado (25), o MDB realizará a convenção para oficializar os seus candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

Visto de fora, o MDB parece pacificado em relação à guinada ocorrida com a decisão da ex-governadora de voltar atrás e entrar nas corrida ao Senado. A pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), poderia ter sido o estopim de uma crise na base governista, mas o bom senso prevaleceu e o parlamentar decidiu abrir mão da indicação e buscar a sua reeleição de deputado federal. Chama a atenção, porém, que o governador Carlos Brandão, que é o grande comandante da aliança governista, não se manifestou sobre o assunto, postura seguida por Orleans Brandão, que também manteve silêncio. O resultado da convenção dirá se está tudo certo.

PONTO & CONTRAPONTO

Corrida ao Senado continua produzindo fatos e agitando os bastidores

Duarte Jr., Roberto Rocha e Hilton Gonçalo
“causando” na corrida ao Senado

Além da confirmação da pré-candidatura de Roseana Sarney, a corrida às duas vagas de senador pelo Maranhão produziu ontem três movimentos, indicando que a corrida ao Senado será um embate político e eleitoral espetacular. Os fatos de envolveram os pré-candidatos a senador deputado federal Duarte Jr. (Avante), o ex-senador Roberto Rocha, e o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza).

O primeiro movimento foi protagonizado pelo deputado federal Duarte Jr., que usando uma borduna que lhe foi dada pelo comando nacional do Avante, demoliu a armação, barata e óbvia, por meio da qual adversários e “colegas” de partido tentaram inviabilizar a sua pré-candidatura ao Senado. O comando nacional do Avante avaliou que, além de perder um deputado federal, estaria abrindo mão de um quadro que reúne condições de brigar sério por uma cadeira de senador, e que os responsáveis pela armação nada acrescentariam ao partido. Com a decisão do comando nacional do Avante, e embalado pelo que têm dito as pesquisas acerca da viabilidade da sua candidatura, Duarte Jr. anunciou ontem que segue firme no projeto senatorial. Em vídeo divulgado ontem, Duarte Jr. admitiu que enfrentou dificuldades, mas que a sua candidatura está confirmada e vai “ganhar a eleição”. Na pesquisa mais recente, feita pelo Inop, Duarte Jr. aparece em quarto lugar, tecnicamente empatado com Weverton Rocha (PDT).

O outro movimento protagonizado pelo ex-senador Roberto Rocha, que alguns canais de informações chegaram a apontar como fora do páreo, devido a encrencas nas entranhas do partido Novo, ao qual estava filiado, onde fico sem norte depois da guinada por meio da qual Lahesio Bonfim desistiu de brigar pelo Palácio dos Leões e anunciou sua pré-candidatura ao Senado, aliando-se a Eduardo Braide (PSD). Ontem, Roberto Rocha surpreendeu meio mundo ao se apresentar membro do PRTB e anunciar sua pré-candidatura a senador, ainda que admitindo a passibilidade de disputar outro cargo. O fato é que, num rasgo de esperteza política, Roberto Rocha contou que está filiado ao PRTB desde abril, fez um jogo curioso com o Novo, que agora só conta com a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado. No levantamento do Inop, Roberto Rocha aparece em quinto lugar.

O terceiro movimento foi a convenção, realizada ontem, por meio da qual o Mobiliza consagrou a pré-candidatura do ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo ao Senado. A convenção foi realizada dias depois que, em convenção realizada no Rio de Janeiro, o comando nacional do partido chancelou o projeto de candidatura de Hilton Gonçalo, líder de um grupo que controla várias prefeituras, entre elas a de Santa Rita e a de Bacabeira, tem um deputado estadual, e tem corrido o estado em busca de apoio à sua pré-candidatura a senador. Na convenção de ontem, chamou a atenção a presença do empresário Marcus Brandão, pai de Orleans Brandão (MDB), e que divide hoje o controle do MDB com a deputada federal Roseana Sarney.

André Luís (Missão) é o primeiro candidato a governador oficializado em convenção

André Luís: candidato do Missão

O Maranhão já tem um candidato a governador. Trata-se de André Luís, que disputará o Palácio dos Leões pelo partido Missão, que está na corrida à presidência da República com o pré-candidato Renan Santos. Empresário de 41 anos, André Luís teve sua candidatura confirmada ontem em convenção online. O seu vice é o professor Cadu Aguiar.

O braço maranhense do Missão decidiu não lançar candidatos às vagas no Senado nem para deputado federal. Além do candidato a governador, o partido lançou uma chapa com oito candidatos à Assembleia Legislativa. André Luís disputará pela primeira um cargo majoritário, sendo, portando, estreante na disputa pelo poder.

Já na condição de candidato a governador, André Luís declarou estar “feliz” com a sua candidatura ao Governo do Estado, “marcando um novo jeito de se fazer política no nosso estado”. Ele informou que o Missão vai apresentar uma proposta de desenvolvimento para o Maranhão.

– Nós queremos ver o Maranhão rico, desenvolvido por meio de um projeto pensado para enriquecer o nosso Estado. Nós queremos verticalizar a atividade econômica no nosso Estado, interiorizar a atividade econômica, colocar regras claras para que os prefeitos possam perseguir o crescimento do nosso Estado – declarou o candidato do Missão.

André Luís representa uma corrente política de centro-direita nascida nas entranhas do Movimento Brasil Livrem que movimentou São Paulo nos últimos tempos e que reúne políticos de direita moderada, que não têm vínculo nem querem aproximação com a direita radical, que tem o bolsonarismo como referência.

O Missão ganhou carta branca no TSE no ano passado.

São Luís, 23 de Julho de 2026.

Inop: Orleans tem vantagem numérica em empate técnico com Braide na corrida ao Governo

Orleans Brandão tem vantagem em empate
técnico com Eduardo Braide na pesquisa Inop

A corrida pelo Governo do Estado ganhou um grau de polarização irreversível. Essa situação parece consolidada com a pesquisa Inop, contratada pelo Jornal Pequeno, divulgada ontem, mostrando uma situação de empate técnico, mas com Orleans Brandão (MDB) numericamente à frente de Eduardo Braide (PSD). O ex-secretário de Assuntos Municipalistas aparece com 45,06% das intenções de voto, contra 43,52% do ex-prefeito de São Luís. Na sequência aparecem o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 3,41%, André Luís (Missão), com 0,34%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,27% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,08%. O levantamento informa que 2,61% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes, enquanto 4,71% não souberam ou não quiseram responder.

O cenário encontrado pelo Inop mostra que a polarização nesse momento mostra uma disputa ferrenha à medida que Orleans Brandão e Eduardo Braide estão separados por uma apenas 1,54 ponto percentual, portanto dentro da margem de erro, que é de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso significa dizer que por esse levantamento, Orleans Brandão pode ter de 42,04% a 48,08% das intenções de voto, enquanto Eduardo Braide pode variar de 40,50% a 46,54%. Tecnicamente, os dois pré-candidatos não pode festejar com o chamado “já ganhou”.

O Inop investigou outros nichos relacionados com o momento eleitoral, como a pesquisa espontânea – aquela em que o entrevistador pergunta apenas em quem o eleitor votaria se a eleição fosse agora, sem indicar-lhe nomes. Nesse viés, Orleans Brandão foi apontado por 32,18% dos entrevistados, enquanto Eduardo Braide foi escolhido por 30,01%. Esses números são tecnicamente próximos dos da pesquisa estimulada, uma vez que a os dois estão separados por uma diferença de 1,57 ponto percentual, ou seja, uma situação de empate técnico.

Nesse cenário, o petista Felipe Camarão aparece com 1,80% das intenções de voto, seguido de Carlos Brandão (0,27%), André Luís (0,15%), Saulo Arcangeli (0,11%), Flávio Dino e Roberto Rocha (0,08%) e Josimar Maranhãozinho e Lahesio Bonfim, ambos com 0,04% cada.

Além dos levantamentos estimulado e espontâneo, a situação de empate técnico foi encontrada até no item em que o entrevistado é perguntado a respeito de quem ele acha que vai ganhar a eleição, independentemente da sua posição. Nada menos que 44,79% responderam que o próximo governador será Orleans Brandão, enquanto que 42,34%. Essas posições estão separadas por apenas 2,45 pontos percentuais, portanto dentro da margem de erro. disseram acreditar que o eleito será Eduardo Braide. Felipe Camarão foi citado por 0,92%, Saulo Arcangeli por 0,54%, Enilton Rodrigues por 0,15% e André Luís por 0,04%.

A pesquisa em tela reflete a situação do momento, no qual os pré-candidatos a governador se aproximam das convenções partidárias em maio a uma tensa e intensa movimentação principalmente de prefeitos, como os de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), e Lucilene Belezinha (PL), de Chapadinha, dois grandes municípios, que se posicionaram em apoio a Eduardo Braide. Além disso, Eduardo Braide trabalha com o portfólio da sua gestão de cinco anos e meio em São Luís, que ele promete estender ao estado inteiro. No contrapeso, o Maranhão está sendo sacudido por uma intensa onda de inaugurações, muitas delas em São Luís e Imperatriz, liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB), que beneficia diretamente a pré-candidatura de Orleans Brandão.

Orleans Brandão e Eduardo Braide travam sua guerra pelo voto com batalhas diárias em dois campos. São Luís, onde o ex-prefeito tem larga preferência, mas se encontra sob fogo cerrado do ex-secretário de Assuntos Municipalistas pera reverter o cenário. E o interior, onde Eduardo Braide faz uma campanha intensa para reverter vantagem que favorece a Orleans Brandão.

A pesquisa Inop mostra o que encontrou no cenário geral. Novos levantamentos, que estão no forno, indicarão a tendência de cada momento.

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.610 eleitores no período de 8 a 16 de julho, tem margem de erro de 3.02 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-01555/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera isolada para uma vaga, e Lahesio, Weverton e Duarte Jr. brigam forte pela outra vaga

Roseana Sarney lidera com ampla vantagem;
Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e
Duarte Jr. brigam pela outra vaga

Na mais espetacular e imprevisível disputa para as duas cadeiras no Senado nos últimos tempos, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) lidera o cenário com 24,67% das intenções de voto, uma larga vantagem sobre o segundo colocado, o pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim, que aparece em segundo lugar, com 12,30%, seguido por do senador Weverton Rocha (PDT) com 10,84%, o deputado federal Duarte Jr. (Avante) com 8,12%.

Na sequência, aparecem o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 5,98%, o ex-senador Roberto Rocha (Novo) com 5,17%, e a senadora Eliziane Gama (PT) com 5,13%, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,87%, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 1,46%, o ex-deputado federal Simplício Araújo com 0,65%, a militante social Antônia Cariongo (PSOL) com 0,15%, o ex-deputado estadual César Pires (PSD), com 0,11% e o advogado, jornalista e professor universitário Franklin Douglas (PSTU) com 0,08%.

A pesquisa chega defasada em relação ao deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que por conta da confirmação da pré-candidatura de Roseana Sarney, abriu mão da pré-candidatura na noite de segunda-feira (20). No contraponto, a deputada federal Roseana Sarney, que havia desistido de encarar as urnas, reviu sua posição e decidiu se candidatar a uma das Cadeiras no Senado.

Pelos números do Inop, no embate entre os pré-candidatos, se a eleição fosse agora, Roseana Sarney seria eleita para uma vaga. A segunda cadeira seria disputada por Lahesio Bonfim e Weverton Rocha, que aparecem tecnicamente empatados pela margem de erro (3.02 pontos percentuais). Só que, também levando em conta a margem de erro, Duarte Jr. ameaça Weverton Rocha, já que os dois estão separados por apenas 2,75 pontos percentuais.

Ou seja, por esse levantamento, Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Duarte Jr. estão travando briga feia pela outra vaga.  

Brandão é aprovado por 61% e desaprovado por apenas 2,68%

Carlos Brandão mostra obra no interior,
base da aprovação do seu Governo

O governador Carlos Brandão (MDB) está bem na foto como gestor. O seu Governo alcançou expressivos 61% de aprovação, contra 2,68% de desaprovação e de 36,32% que não souberam ou não quiseram opinar.

Trata-se de um cenário absolutamente incomum, especialmente em relação ao percentual de desaprovação. Isso porque não há registro, em tempos recentes, de um cenário de pesquisa em que somente 2,68% dos entrevistados, ou seja, pouco mais de 60, de um conjunto de 2.610 não souberem ou não quiseram responder. E os 36,32% da cota de indecisos refletem uma situação de dúvida de mais de 900 eleitores entrevistados.

Não poderia ser diferente. O mandatário maranhense realiza um governo ativo e produtivo, com um elenco de obras acima da média dos governos mais recentes, graças a ajustes ficais inteligentes e uma parceria sólida e produtiva com o Governo do presidente Lula da Silva (PT).

Se tivesse deixado o Governo e se candidatado ao Senado, certamente teria cadeira garantida.

São Luís, 21 de Julho de 2026.

Roseana volta atrás e confirma pré-candidatura; Pedro Lucas sai do páreo, evita crise e buscará reeleição

Roseana Sarney volta atrás e anuncia candidatura;
Pedro Lucas abre mão e vai buscar a reeleição

A política é muito imprevisível, e no Maranhão, essa imprevisibilidade ganha proporções fora do normal. O melhor e mais acabado exemplo foi a reviravolta ocorrida ontem à noite: lançado na semana passada como um dos pré-candidatos ao Senado da aliança encabeçada por Orleans Brandão (MDB), pré-candidato ao Governo do estado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) decidiu deixar a disputa para o Senado, evitando uma crise, e retomar o seu projeto de reeleição para a Câmara Federal. O motivo da mudança: a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que havia decidido não concorrer a qualquer mandato, voltou atrás e resolveu recolocar sua pré-candidatura ao Senado, mudando radicalmente o cenário dessa corrida.

A decisão de Pedro Lucas Fernandes foi tomada ontem à noite, no Palácio dos Leões, numa conversa franca entre com o governador Carlos Brandão e o presidente do União Brasil, António Rueda. A pré-candidatura de Roseana Sarney foi colocada, e diante desse fato, e após uma consulta ao seu pai, o experiente Pedro Fernandes (União), ex-deputado federal e atual prefeito de Arame, que o aconselhou a sair da disputa senatorial, e assim evitar uma crise grave na aliança governista. O próprio Pedro Fernandes divulgou um vídeo em que confirma a decisão e informando que Pedro Lucas Fernandes será candidato à reeleição e seu irmão, Paulo Casé (União), disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Embalada pelo poder de fogo que ela detém no comando nacional do MDB, a volta de Roseana Sarney à corrida ao Senado começou a ser desenhada no domingo e ganhou força ontem ao longo do dia. Ela mandou informar ao governador Carlos Brandão a sua mudança de posição, colocando o governador numa situação complicada, uma vez que, mediante acordo firmado com a família Sarney, ele lançara Pedro Lucas Fernandes, participando, com entusiasmo, da festa de lançamento da pré-candidatura em grande ato, na noite de sexta-feira, numa casa de festas no Olho D`Água. Um dos presentes ao lançamento, relatou que nos bastidores do evento correu a informação de que Pedro Lucas Fernandes teria um membro da família Sarney na chapa como pré-candidato a 1º suplente, e que o irmão do parlamentar, Paulo Casé, seria pré-candidato a deputado federal, numa aliança pela qual as suas bases passariam para uma sobrinha de Roseana Sarney, pré-candidata à Assembleia Legislativa.

Toda essa articulação foi por água abaixo com a decisão de Roseana Sarney de “ir para o sacrifício”. Sua iniciativa colocou o governador Carlos Brandão na delicada situação de ter de alterar drasticamente um roteiro que estava escrito e colocado em execução. Com a saída de Pedro Lucas Fernandes, a chapa encabeçada por Orleans Brandão sofre um embaraço momentâneo, e mais do que isso, perde um pré-candidato jovem, politicamente muito ativo e muito articulado. Pedro Lucas Fernandes volta à sua condição de deputado federal com reeleição quase certa, e com condições de, em dobradinha, obter a eleição do irmão para a Assembleia Legislativa.

A deputada Roseana Sarney entra numa disputa pesada, com desfecho imprevisível. Ela tem aparecido bem em pesquisas de intenção de voto feitas até aqui. Mas os seus concorrentes mais fortes – André Fufuca (PP), Duarte Jr. (Avante), Eliziane Gama (PT), Lahesio Bonfim (Novo), e o próprio Weverton Rocha (PDT) – vão jogar pesado numa campanha dura, ácida e sem concessões. Isso porque ela nada tem a perder, a não ser o amargor de uma eventual derrota. Os concorrentes, ao contrário, eles estão brigando pelo seu futuro, pela sua sobrevivência, certos de que, até mesmo numa visão geracional, esse é o momento deles. O próprio Orleans Brandão parece ter mais afinidade com esse time do que com a ex-governadora e ex-senadora.

E o dado mais curioso dessa reviravolta da corrida ao Senado é que a deputada federal Roseana Sarney vaia a guerra pelo voto fazendo dobradinha na mesma chapa com o senador Weverton Rocha (PDT), adversário de longa data.

PONTO & CONTRAPONTO

Pedro Fernandes dá aula de experiência política ao comunicar a saída de Pedro Lucas da corrida ao Senado

Pedro Fernandes: experiência

A confirmação da saída do deputado federal Pedro Lucas Fernandes da corrida ao Senado foi divulgada logo em seguida pelo seu pai e conselheiro político, o ex-deputado federal (nove mandatos) Pedro Fernandes (União). Na sua fala, Pedro Fernandes deu uma aula de consciência política, tratando o fato com senso de equilíbrio, prudência e um saudável pragmatismo. Não demonstrou qualquer traço de insatisfação, reconhecendo que Roseana Sarney tem o direito de ser candidata, a começar pelo fato de que tem força dentro do MDB para impor o seu projeto político. E ensinou que tudo que não se deve pedir e um político é o seu suicídio político. Segue a íntegra da mensagem divulgada por Pedro Fernandes:

“Olá. Foi com muita coragem que o deputado federal Pedro Lucas aceitou o desafio de ser candidato ao Senado dentro de um acordo da direção nacional do União Brasil com o governador Carlos Brandão. Diante da candidatura da Roseana, que é um direito dela, e ela tem força política para se impor dentro do partido com essa candidatura, as coisas mudam. O Governo passa a ter três candidatos. Mas veja: você pode pedir tudo para um político, menos o suicídio político. Por isso é prudente que o deputado Pedro Lucas recue da sua candidatura ao Senado e retome a sua candidatura a deputado federal. E mantém o União Brasil no apoio ao Orleans Brandão, porque é o melhor nome para o Governo do Estado, e por ser aliado. Retoma então o deputado Pedro Lucas a deputado federal e o Paulo Casé a deputado estadual. São novos, têm idade e têm um futuro promissor. Nada mais correto do que seguir em frente. E vamos caminhar”.

Poupou o governador Carlos Brandão e o pré-candidato Orleans Brandão de um grande incômodo.

Iracema amplia horizonte eleitoral na corrida a uma cadeira na Câmara Federal

Iracema Vale: visão
eleitoral mais larga

À medida que as convenções vão se aproximando e as candidaturas à Câmara Federal vão se definindo, os políticos e observadores começam a fazer contas, alinhavando previsões a respeito de que pode entrar na lista dos 18 que representaram o Maranhão em Brasília a partir do próximo ano. Nessa avaliação aparecem os deputados Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Fabiana Vilar (PL), Hildo Rocha (MDB), entre outros, a deputada-presidente da Assembleia, Iracema Vale (MDB), que está ampliando seu horizonte eleitoral e desponta como nome forte para trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem.

Com muita força na região polarizada por Urbano Santos, com grande prestigio na região de Barreirinhas, ela vem confirmando o espaço que conseguiu em São José de Ribamar, ampliando com sua entrara na política de Paço do Lumiar. Na semana que passou, Iracema Vale consolidou sua posição no eleitorado de Bacabal, onde recebeu o forte apoio do prefeito Roberto Costa (MDB).

Nas contas feitas por aliados, Iracema Vale vem realizando uma campanha com força para sair das urnas como um dos candidatos mais votados para a Câmara Federal. O fato é que nas rodas de conversas ninguém dúvida que ela terá de encarar a ponte-aérea São Luís/Brasília/São Luís nos quatro anos do próximo mandato.

São Luís, 21 de Julho de 2026.

A corrida ao Senado sofre uma baixa, gera uma dúvida e é agitada por suposta trama contra Duarte Jr.

Roseana Sarney está fora, Roberto Costa
é dúvida e Duarte Jr. denuncia trama

Não bastasse toda a movimentação registrada até aqui, a corrida pelas duas cadeiras no Senado continua produzindo notícias. Na última quinzena, três bombas: a decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de não concorrer a uma das cadeiras, o aviso dramático feito pelo ex-senador Roberto Rocha (Novo) de que também estaria em dúvida sobre se será ou não candidato, e finalmente a denúncia de suposta maquinação para detonar o projeto de candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante). O que chama a atenção nesses três fatos é que os seus protagonistas estão na linha de frente entre os pré-candidatos com mais poder de fogo para disputar as eleições com potencial para saírem das urnas com passaporte para morar oito anos em Brasília.

Roseana Sarney deixa a seara eleitoral para cuidar da saúde. Ela abre mão do apoio milhares e milhares de eleitores, que agora terão de procurar um novo para dedicar os votos. Roseana vinha liderando a corrida com um bom cacife, mas também aparecia como campeã de rejeição. Avaliou corretamente que melhor seria não concorrer, tendo também perdido o interesse em tentar a reeleição de depurada federal. Parte da decisão da ex-governadora foi motivada pelo seu estado de saúde, e parte por diferenças dentro do seu partido, o MDB, com grupos querendo-a candidata, e outros preferindo que ela se aposentasse. Com a sua saída da corrida ao Senado, milhares de eleitores terão de procurar outro(s) candidatos, que já estão na briga por eles. E como os Sarney não dão ponto sem nó Roseana Sarney, construíram uma situação por meio da qual tentarão manter membros da família na seara política.  

A situação mais curiosa é a do ex-senador Roberto Rocha (Novo). Ele dedicou boa parte dos últimos três anos tentando conseguindo um partido sobre o qual tivesse controle absoluto. Não conseguiu. Sem outra opção desembarcou no Novo, uma agremiação de extrema-direita com um verniz de modernidade, que havia lançado Lahesio Bonfim ao Governo do Estado. Bem posicionado nas pesquisas, obteve do partido chancela para se candidatar ao Senado, tentando, ao mesmo tempo, se impor como referência. O tempo virou quando Lahesio Bonfim decidiu abandonar o projeto de chegar aos Leões e se repaginar como pré-candidato a senador. Roberto Rocha entrou em parafuso, e sua primeira reação foi tentar brecar o movimento de Lahesio Bonfim, mas perdeu o timing pensou desistir do Senado e tentar o Governo do Estado. Não deu certo, porque o comando do Novo parece ter avalizado a guinada de Lahesio Bonfim para a órbita do pré-candidato do PSD aos Leões, Eduardo Braide. O movimento mais recente de Roberto Rocha foi produzir uma grande nuvem de dúvida sobre ser ou não ser pré-candidato, prometendo revelar os responsáveis pela sua desventura.

O caso do deputado Duarte Jr. chama a atenção pelo fato de que forças estariam pressionando o seu partido, o Avante, para lhe negar legenda, deixando-o fora da briga por uma das cadeiras da Câmara Alta. Duarte Jr. acerta na mosca quando denuncia a sua situação como produto de uma trama de adversários, motivada pela sua condição de líder nas pesquisas. Isso porque, em condições normais, não faria nenhum sentido um partido como o Avante abrir mão de um deputado federal com a sua estatura, e que ainda por cima tem nítida probabilidade de ser senador. A trama para prejudica-lo nada tem a ver com diferenças internas no Avante. Ela é fruto da posição que Duarte Jr. ganhou como pré-candidato a senador, ameaçando pré-candidaturas. Como nada tem sido fácil para ele no campo político, o parlamentar dificilmente perderá a condição de pré-candidato do Avante e vai chegar às urnas uma boa carga de favoritismo.

O fato é que Roseana Sarney perdeu alguns anéis, Roberto Rocha perdeu todos os anéis, e Duarte Jr. pode ter salvado os seus.

PONTO & CONTRAPONTO

Sob a liderança de Roberto Costa, Bacabal reúne milhares em apoio a Orleans Brandão

Roberto Costa e Orleans Brandão entre Weverton Rocha, Davi
Brandão, Iracema Vale, Fernanda Heluy e Florêncio Neto

Bacabal virou o epicentro do movimento Por Todo o Maranhão, liderado pelo pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão. Ali, sob a liderança do prefeito Roberto Costa (MDB), dirigentes municipais de toda a Região do Médio Mearim se reuniram num ato político que concentrou milhares de pessoas. Na avaliação de um observador presente, foi um dos momentos mais expressivos da pré-campanha de Orleans Brandão na sua maratona pelo interior do estado.

O ato político de Bacabal foi um evento diferenciado. Por vários motivos. Primeiro porque a cidade é comandada por uma liderança forte, o prefeito Roberto Costa, que além de ter uma visão larga e moderna de gestão, é um político por excelência, porque tem a noção saudável de que a boa política é o caminho para resolver os problemas da sociedade. Nessa visão se encaixam os deputados estaduais Davi brandão (MDB) e Florêncio Neto (MDB), aliados de proa do prefeito Roberto Costa e partidários militante da pré-candidatura de Orleans Brandão Esse time foi reforçado com o anúncio de que o grupo liderado pelo prefeito Roberto Costa apoiará a pré-candidatura da deputada-presidente da Alema, Iracema Vale (MDB), à Câmara Federal.

No seu discurso, o prefeito Roberto Costa deixou claro que a explicação para o seu apoio a Orleans Brandão vai muito além de uma relação partidária. Tem a ver também com a postura do então secretário de Assuntos Municipalistas em relação a Bacabal: “Se vocês confiam no nosso trabalho, eu posso dizer que tenho em Orleans um parceiro presente, que sempre esteve ao lado de Bacabal. Sempre que precisei buscar soluções para o nosso povo, encontrei apoio. É essa parceria que queremos fortalecer para continuar levando benefícios à nossa população.”

Na contrapartida, Orleans Brandão reafirmou sua parceria com Roberto Costa: “Por onde eu tenho andado, eu tenho visto que o povo do Maranhão abraçou esse projeto. Muito obrigado a cada um de vocês que acreditam e caminham conosco.”

A fala do pré-candidato do MDB foi dirigida aos prefeitos Didi Mota (Lago dos Rodrigues), Professora Cici (Conceição do Lago Açu), Aurélio da Farmácia (Pio XII), Doutor Júnior (Peritoró), Emanuel Filho (São Luís Gonzaga) e Vaval Gomes (Olho d’Água das Cunhãs), além de ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região.

Prisão de Cutrim traz de volta o Caso Tech Office; Governo deve se manifestar

Raimundo Cutrim

Delegado federal aposentado, que esteve no auge da carreira ainda no tempo da ditadura, e que ganhou prestígio como secretário de Segurança Pública em dois dos quatro Governos de Roseana Sarney, e com a vivência de dois mandatos de deputado estadual, Raimundo Cutrim, que hoje exerce o cargo secretário estadual de Assuntos Legislativos, está em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

O motivo da prisão: Raimundo é acusado de ter agido para atrapalhar as investigações do Caso Tech Office – o assassinado a tiros do empresário João Bosco Oliveira, por Gibson Cutrim Jr., em frente ao edifício, na presença do vereador Beto Castro (Avante) e do advogado Daniel Brandão, que acompanhavam a vítima. O atirador confessou o crime, deu uma primeira versão à Polícia estadual, mas depois, transferido para Brasília por decisão do Superior Tribunal de Justiça, refez o seu depoimento. Na nova versão, o secretário Raimundo Cutrim é apontado como mentor de uma estratégia para alterar o roteiro do crime.

Mesmo se tratando de um caso motivado por interesses envolvendo o assassino e a vítima, o assassinato de João Bosco Oliveira ganhou forte repercussão, à medida que muitos viram nos seus desdobramentos traços da sua relação com a guerra política em curso no Maranhão.

A prisão de Raimundo Cutrim cria embaraços para o Governo do Estado, uma vez que ele é um secretário de Estado no pleno exercício das suas funções. O Palácio dos Leões deve se manifestar a qualquer momento sobre o assunto.  

São Luís, 19 de Julho de 2026.

Apoio de Rildo a Braide define cenário de uma disputa intensa pelos votos de Imperatriz

Rildo Amaral declara apoio a Eduardo Braide;
Orleans Brandão: “Faz parte da democracia”

Com a sua estatura de segunda maior e mais importante cidade do Maranhão, com grande peso político e eleitoral, Imperatriz será campo de uma das mais duras guerra pelo Palácio dos Leões nas eleições de outubro. Ali se confrontarão o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD a governador, apoiado pelo prefeito Rildo Amaral (PP), e Orleans Brandão, pré-candidato do MDB, apoiado governador Carlos Brandão (MDB). Essa previsão ganhou forma ontem, com a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral a Eduardo Braide, posição que já esperada, mas que, mesmo assim, causou grande repercussão na Princesa do Tocantins e em todo o estado.

O embate será renhido, uma vez que, conforme o cenário concluído ontem, além do apoio de Rildo Amaral, Eduardo Braide conta com o prestígio da sua pré-candidata a vice, Elaine Cordeiro, enquanto Orleans Brandão, além de ter o apoio decisivo do governador Carlos Brandão, é apoiado em Imperatriz pela vice-prefeita Carol Duailibe (MDB), pelo ex-prefeito Sebastião Madeira (MDB), e pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Antônio Pereira (MDB).

No seu comunicado, antes de apresentar Eduardo Braide como o seu pré-candidato ao Palácio dos Leões, o prefeito Rildo Amaral revelou ser a decisão uma das mais difíceis que já tomara desde que assumiu a Prefeitura. Ele afirmou que sua posição levou em conta apenas os interesses de Imperatriz no presente e no futuro. Ele afirmou que encontrou Imperatriz “só o bagaço”, com problemas em todas as áreas, e que buscou parcerias com deputados, senadores, ministros e presidente da República. E destacou a parceria com o governador Carlos Brandão, a quem fez agradecimentos “sinceros” pelos investimentos que seu Governo fez em Imperatriz. E disparou: “O Governo brandão está terminando, e Imperatriz precisa pensar no seu futuro”.

Após a declaração, Rildo Amaral apresentou Eduardo Braide como o seu pré-candidato ao Governo do Estado, cobrando inicialmente uma declaração de compromisso do pré-candidato do PSD com a cidade. Eduardo Braide, por sua vez, foi direto: “Rildo, eu sei o que é isso. Vivi isso por cinco anos como prefeito da Capital, mas sei também que o trabalho sério muda e transforma uma cidade. E eu estou hoje aqui para assumir um compromisso com você e com o povo da nossa Imperatriz, que da mesma forma que cuidei e trabalhei para nossa Capital, nós vamos fazer com Imperatriz. Com a região Tocantina todo o Maranhão”.

Com o posicionamento do prefeito Rildo Amaral vai Eduardo Braide para governador, tendo como vice a empresária Elaine Cordeiro, que deverão apoiar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para presidente da República. E no que diz respeito ao Senado, o prefeito de Imperatriz apoiará o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane gama (PT), que buscará a reeleição – ambos apoiam o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva.  

Ao tomar conhecimento da posição do prefeito de Imperatriz, o pré-candidato emedebista a governador Orleans Brandão reagiu com equilíbrio, evitando confronto: “Faz parte da democracia. A gente não escolhe apoio. A gente tem o apoio pelo trabalho. E de uma coisa eu tenho consciência: eu trabalhei muito por Imperatriz. Eu vi a declaração do prefeito em que ele falava que (o governador Carlos) Brandão trabalhou muito por Imperatriz, mas ele sabe, no coração dele, no íntimo, ele sabe que ele falava muito comigo, praticamente todos os dias. Todos os dias me ligava para falar sobre Imperatriz. Mas eu tenho muito orgulho do que eu fiz, do que pude levar para a cidade. Levamos muitas obras, muitas ações que melhoraram a vida dos imperatrizenses. E isso não vai mudar de jeito nenhum”.

Polo de uma grande região e na condição de segundo mais colégio eleitoral do Maranhão, com mais de 200 mio eleitores, Imperatriz, assim como São Luís, pode ter influência decisiva na corrida aos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Sem usar tom de confronto, Madeira rebate Rildo e afirma que Governo Brandão “não está terminando”

Sebastião Madeira: rebate

Poucas vezes uma decisão política desse quilate foi consumada de maneira politicamente civilizada, sem troca de acusações, farpas e agressões verbais. O prefeito Rildo Amaral anunciou seu apoio a Eduardo Braide numa live rápida e tranquila, sem fazer qualquer crítica ao pré-candidato do MDB e ao mentor, o governador Carlos Brandão. Eduardo Braide recebeu apoio também com um discurso leve, sem criar qualquer situação de confronto. Até o fechamento da Coluna, não havia manifestação do governador Carlos Brandão.

A primeira e contundente reação saiu do ex-prefeito de Imperatriz e ex-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, um político de prestígio na Princesa do Tocantins. Momentos depois da declaração do prefeito, Sebastião Madeira divulgou um vídeo em que, sem fazer crítica ao prefeito Rildo Amaral, ele primeiro falou do seu amor e do seu compromisso com Imperatriz, e em seguida assinalou que, como chefe da Casa Civil, ajudou o governador “a ter um olhar diferente para Imperatriz”. E segundo ele, o governador Brandão “tem nesses anos do seu Governo mostrado o seu amor, o seu compromisso com a nossa cidade”.

E completou afirmando que o governador Carlos Brandão “ajudou a reconstruir a cidade no ano de 2025 e nessa metade de 2026. Portanto, eu declaro aqui o meio apoio incondicional ao governador Brandão, ao seu pré-candidato Orleans Brandão, porque acredito na vitória e porque acredito que Imperatriz continuará sendo olhada por um governador que ama a cidade, que tem compromisso, que instalou um palácio em Imperatriz, que instalou uma residência em Imperatriz, que ajudou a construir a cidade”.

E rebateu a afirmação do o prefeito Rildo Amaral lembrando que o Governo Brandão está terminando: “O Governo Brandão não termina em dezembro. O Governo Brandão continua com Orleans Brandão, com fé em Deus e com a vontade do povo do Maranhão”.

Além de aliado incondicional do governador Carlos Brandão e de Orleans Brandão, Sebastião Madeira é pré-candidato a deputado estadual.

Duarte Jr. denuncia ataques à sua pré-candidatura ao Senado dentro do próprio partido, o Avante

Duarte Jr. denuncia perseguição

Líder na corrida às vagas do Senado, segundo as pesquisas mais recentes, posição vem se firmando depois da decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de não entrar nessa disputa, o deputado federal Duarte Jr. (Avante) vem sofrendo uma série de pressões para desistir, sendo a maior forte tendo como fonte o seu próprio partido. Ele avisou que baterá às portas da Justiça contra o que considera um crime.

O parlamentar vem sendo alvejado por um processo de esvaziamento do Avante, incentivado por forças de fora do partido, mas com interesse direto na disputa pelas duas cadeiras no Senado. A tática é manter o Avante sem comando no Maranhão, de modo que o partido seja esvaziado e Duarte Jr. não consiga legenda para disputar a senatória, sendo obrigado a se candidatar à reeleição de deputado federal.

Ontem, ao confirmar a situação de risco partidário que está vivendo no Avante, Duarte Jr. disse que está sendo efetivamente alvo de uma trama de perseguição política. Ele classificou de “absurdo” e de “crime sem precedente” o ataque à sua posição política.

– Mais uma vez, me perseguem e tentam me deixar fora da disputa eleitoral. Vou judicializar e também vou fazer algumas reuniões em Brasília. Tenho fé – avisou, alertando os seus perseguidores de que é bom de briga.

São Luís, 18 de Julho de 2026.

Em discurso no ato de lançamento de Pedro Lucas ao Senado, Brandão afirma que foi ameaçado de prisão

Carlos Brandão junto com Orleans Brandão
e Edivaldo Jr. no ato de lançamento
de Pedro Lucas Fernandes ao Senado

“Não quiseram que eu fosse senador. Porque eles diziam o seguinte: se sair do Governo vai ser preso. Ameaça para todo lado. Tem que fazer o que a gente quer. Eu fiquei esperando ser preso”.

A declaração, feita em tom de desabafo, e que causou impacto no meio político, partiu do governador Carlos Brandão (MDB), ontem à noite, em São Luís, num duro discurso que fez no ato de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas (União) ao Senado, um projeto para o qual foi decisivo. No ato político, realizado numa casa de festas no Olho D`Água, o governador reafirmou total apoio ao parlamentar, deixando claro que sua preferência por seu nome vem de longe. Só agora confirmado pré-candidato ao Senado, após meses de expectativa, Pedro Lucas Fernandes entra na corrida fazendo dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, também aliado de Orleans Brandão  

Na linha do governador Carlos Brandão, Orleans Brandão (MDB), pré-candidato a governador pela aliança governista, reafirmou seu apoio total ao projeto senatorial de Pedro Lucas Fernandes, que conta com o aval da cúpula nacional do União Brasil.

A grande festa, que levou à casa de festas diversos prefeitos de diversas regiões e vários vereadores de São Luís e do interior, foi marcada pelas fortes declarações do governador Carlos Brandão, segundo as quais ele teria sofrido ameaças de prisão, caso deixasse o Governo para ser candidato a senador. Sem citar nomes, referindo-se apenas a “eles”, o governador disse que diante de tais ameaças decidiu permanecer no Governo, abrindo mão de ser candidato a senador.

– Eu fiquei esperando ser preso. Sabem por quê? Porque eu tenho consciência de que só fiz o bem para esse Maranhão. E não é ameaça que vai me tirar do Governo. Preferi ficar na cadeira até o fim. Poderia ser senador, mas se eu fosse senador, eu estaria pensando só no Brandão. Eu pensei no grupo, na continuidade, com Orleans – declarou o governador Carlos Brandão em tom de desabafo.

Sob o impacto das declarações do governador Carlos Brandão, que foi aplaudido pelos presentes, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes confirmou a sua pré-candidatura a senador, e justificou a decisão argumentando que sempre esteve ao lado do governador Carlos Brandão, tendo acompanhado de perto os investimentos feitos pelo Governo de orientação municipalista. E destacou os investimentos do Governo estadual em São Luís, que na sua opinião melhoraram a vida em São Luís e no Maranhão como um todo.

– A partir de agora, eu vou propagar as obras que esse Governo fez em todo o Maranhão, e que nós vamos continuar com Orleans Brandão – declarou, enfático, Pedro Lucas Fernandes, afirmando que vai trabalhar incansavelmente para que ele e seu grupo vençam as eleições. Na sua avaliação, Carlos Brandão faz “o maior governo municipalista da história do Maranhão”. Para ele, no campo político o mandatário “fez boa escolha”, e que, se depender do seu trabalho de campanha, o emedebista será eleito, “e fará um grande Governo”.

O ato também confirmou a pré-candidatura de Paulo Casé (União), ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social e irmão de Pedro Lucas, para a Câmara Federal. Essa confirmação reforça a especulação de que um acordo garantiu um acordo dos Fernandes com os Sarney, de modo que as bases eleitorais articuladas por Paulo Casé serão repassadas a um membro da família candidato à Assembleia Legislativa.

O ato reuniu mais de duas mil pessoas, entre elas prefeitos, deputados estaduais e vereadores – alguns de São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Especulações apontam crise entre Pedro Lucas e André Fufuca, mas a lógica sugere um acordo

Duarte Jr., Pedro Lucas Fernandes
e André Fufuca: guerra partidária?

O lançamento da pré-candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) ao Senado engrossou duas especulações que agitaram o meio político ontem. A primeira dando conta de que o comando nacional do Avante poderá retirar a legenda do controle do deputado federal Duarte Jr.. E a outra dando conta de uma guerra entre os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP) dentro da Federação União Progressista (União/PP).

Em relação ao deputado federal Duarte Jr., a especulação espalhou que um complô, armado por dois pré-candidatos ao Senado, estaria em curso para prejudica-lo junto ao comando nacional do Avante, partido que preside provisoriamente no Maranhão. A especulação não faz muito sentido porque dificilmente um partido como o Avante abriria mão de um filiado que é deputado federal com poder de fogo para chegar ao Senado.

A suposta situação de conflito entre candidatos a senador estaria se dando entre o deputado federal Pedro Lucas Fernandes e o deputado federal e André Fufuca. Especuladores espalharam que um dos dois será prejudicado com um improvável posicionamento preferencial da Federação União Progressista no Maranhão.

É verdade que o presidente do União e da Federação, António Rueda, foi o responsável pela indicação de Pedro Lucas Fernandes. Mas é verdade também que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), deu aval integral ao projeto de candidatura de André Fufuca.

A lógica política sugere que o mais provável será um grande acordo que salve as duas candidaturas, de modo que o embate seja resolvido nas urnas.       

Pesquisa Inop, feita há um mês, e só ontem divulgada, apontou tendência de dois turnos

Mais uma batalha na guerra das pesquisas sobre a corrida ao Governo do Maranhão foi marcada ontem por um fato inusitado: a divulgação de uma pesquisa do instituto Inop, contratada pelo Jornal Pequeno e realizada há um mês, com os seguintes números: Eduardo Braide (PSD) aparece com 46,43% contra 43,51% de Orleans Brandão, seguidos do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 4,72%, André Luís (Missão) com 0,84% e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,15% – o Inop não informou a posição do pré-candidato do PSTU, Saulo Arcangeli.

Os números do Inop remeteram a disputa para um segundo turno, no qual Eduardo Braide seria eleito governador com 48,39% contra 45,43% de Orleans Brandão.

A pesquisa Inop tem um problema insanável, que a torna inócua: ela foi realizada entre os dias 12 e 20 de junho, há um mês, portanto. Estava retida na Justiça Eleitoral e sua divulgação só foi autorizada ontem. Ou seja, sua divulgação tardia tira completamente o sentido da sua existência como referência para a corrida em curso pelo comando político e administrativo do Maranhão.

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.604 eleitores entre os dias 12 e 20 de junho, tem margem de erro de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00550/2026.

São Luís, 17 de Julho de 2026.

Expectativa quanto a posição de Rildo Amaral na sucessão estadual incendeia os bastidores políticos de Imperatriz

Foto 1: Carlos Brandão (com a primeira-dama Larissa
Brandão) inaugura a versão tocantina do Palácio dos
Leões; foto 2: Rildo Amaral participa da inauguração
ao lado de Carlos Brandão; foto 3: Eduardo Braide,
André Fufuca e Lahesio Bonfim no aniversário

Ao mesmo tempo segundo maior município e segundo maior e colégio eleitoral do Maranhão, Imperatriz, que hoje festeja 174 anos, é, desde ontem, o epicentro da movimentação política do estado. Ali se encontram, em situações diferentes, o governador Carlos Brandão (MDB), inaugurando e anunciando obras, numa grande aposta em favor do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, Orleans Brandão, e, no contrapeso, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, que participa das comemorações da sua vice, Elaine Cordeiro (PSD), que é de casa, e dos seus dois pré-candidatos a senador, o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo). Entre essas duas forças políticas encontra-se o prefeito Rildo Amaral (PP), que tem uma forte relação institucional com o Palácio dos Leões e seria apoiador natural de Orleans Brandão, mas que pode anunciar a qualquer momento o seu apoio a Eduardo Braide.

A Princesa do Tocantins, que tem um exército de 200 mil eleitores, o que representa poder para desequilibrar ou definir uma eleição estadual, é o campo onde essas forças estão movimentando. Com o argumento de quem fez inúmeros investimentos na cidade, o governador Carlos Brandão atua fortemente para ampliar ao máximo o cacife eleitoral de Orleans Brandão no município. Por seu turno, Eduardo Braide trabalha para, com o apoio da sua pré-candidata a vice e dos seus dois pré-candidatos ao Senado, reforçar o seu poder de fogo na Princesa do Tocantins. Tanto Carlos Brandão quanto Eduardo Braide trabalham para atrair o apoio do prefeito Rildo Amaral, que segundo diferentes observadores da política tocantina, está inclinado a apoiar o ex-prefeito de São Luís, e emplacando a primeira-dama Perla Amaral (PP) como pré-candidata a suplente de André Fufuca, seu aliado de proa.

Aparentemente indiferentes à onda de especulações, até ontem à noite o governador Carlos Brandão e o prefeito Rildo Amaral não se manifestaram sobre posicionamentos em relação à disputa para o Governo do Estado. Rildo Amaral participou da inauguração, pelo governador Carlos Brandão, da versão tocantina do Palácio dos Leões – um complexo administrativo que concentrará os órgãos do Estado sediado em Imperatriz. Tanto o governador Carlos Brandão quanto o prefeito Rildo Amaral discursaram e concederam entrevistas, mas não trataram da corrida ao Governo do Estado.

A presença de Eduardo Braide, André Fufuca e Lahesio Bonfim em Imperatriz, ontem, serviu para agitar ainda mais os bastidores da política local, com repercussão. Os três circularam na cidade, fizeram o corpo-a-corpo com eleitores, e como não poderia deixar de ser, incendiaram os bastidores políticos da Princesa do Tocantins. Essa movimentação ensejou uma série de especulações, sendo a principal delas a de que administrativamente o prefeito Rildo Amaral continua parceiro do governador Carlos Brandão, mas que no campo político o prefeito de Imperatriz estaria a um passo de declarar apoio a Eduardo Braide. Essa previsão vem ganhando força à medida que o prefeito Rildo Amaral tem evitado declarar enfaticamente apoio a Orleans Brandão, deixando claro que são situações diferentes, contrariando o QG da pré-campanha do emedebista.

Na avaliação de um observador que conhece bem o cenário político de Imperatriz, se o prefeito Rildo Amaral declarar apoio a Eduardo Braide, o pré-candidato do PSD ganhará um impulso enorme. Isso porque essa injeção de força se somará ao prestígio que o ex-prefeito de São Luís galgou em Imperatriz, com a escolha da vice, e ao cacife eleitoral de Lahesio Bonfim – que foi o mais votado ali em 2022 -, entre outros fatores de menor peso. Nesse caso, Orleans Brandão contará apenas com o seu maior trunfo: os grandes e inegáveis investimentos feitos pelo Governo do Estado em Imperatriz.

O mundo político de Imperatriz encontra-se em regime de contagem regressiva aguardando a martelada do prefeito Rildo Amaral.

PONTO & CONTRAPONTO

Francimar Melo será coordenador da campanha de Lula no Maranhão; ação não inclui Felipe Camarão

Francimar Melo coordenará a campanha
de Lula da Silva no Maranhão, sem a
participação de Felipe Camarão

A decisão do comando nacional do PT de escalar o ex-presidente estadual do partido, Francimar Melo, como coordenador-chefe da campanha do presidente Lula da Silva (PT) no Maranhão é um fato natural, mas guarda uma enorme contradição.

O aspecto natural é o fato der que Francimar Melo é um petista de grande estatura e experiência, tanto que já presidiu o braço maranhense do PT e integra uma das correntes mais fortes do partido no estado, a Construindo um Novo Brasil (CBN), à qual pertence o presidente Lula da Silva.

Como coordenador, ele tem pela frente uma agenda intensa e desafiadora, que inclui, entre outras atribuições, articular o diálogo com os grupos envolvidos na disputa para o Governo do Maranhão e o Senado, de modo que esses movimentos tenham a reeleição do presidente Lula da Silva como objetivo central.

A contradição óbvia é que vice-governador Felipe Camarão, até aqui pré-candidato do PT ao Governo do Estado, está fora dessa coordenação. Mais do que isso, a pauta de ações de Francimar Melo como coordenador da campanha do presidente à reeleição não inclui a corrida ao vice-governador ao Palácio dos Leões.   

Difícil de entender.

Único maranhense pré-candidato a presidente, Hertz Dias ainda não pontuou em pesquisas

Hertz Dias e Saulo Arcangeli:
sem pontuar em pesquisas

Mais uma pesquisa nacional, desta vez a da Quaest, divulgada ontem no plano nacional, trouxe uma notícia nada estimulando para o braço maranhense do PSTU: a exemplo das demais pesquisas, Hertz Dias, pré-candidato do partido a presidente da República, não pontuou.

Traduzindo, para que não reste dúvida: nenhum dos mais de mil eleitores ouvidos em 80 cidades brasileiras manifestou a intenção de votar no pré-candidato do PSTU.

Professor da rede estadual de ensino e ativista cultural, com forte atuação no movimento hip hop, Hertz Dias não é um neófito em desafios eleitorais, uma vez que já participou de duas experiências eleitorais, uma para governador e outra para prefeito de São Luís.

O mesmo está acontecendo com o servidor público e professor Saulo Arcangeli, pré-candidato a governador do Maranhão pelo PSTU. Também veterano de outras eleições, ele repete o colega no plano nacional. Sua maior pontuação em pesquisas até agora foi de 1%.

Militantes da chamada extrema-esquerda, Hertz Dias e Saulo Arcangeli fazem parte de uma hoje reduzida legião de sonhadores que ainda pregam que a propriedade é um roubo e acreditam piamente numa revolução que resultará na ditadura do proletariado.  

São Luís, 16 de Julho de 2026.

Belezinha, de Chapadinha, declara apoio a Braide e liga sinal de alerta sobre migração de prefeitos

Eduardo Braide entre Aluízio Santos e Ducilene
Belezinha e apoiadores em Chapadinha

Ganha corpo – ainda em pequena escala, é verdade – um movimento previsto desde que os pré-candidatos ao Palácio dos Leões começaram a se firmar: a migração de prefeitos inicialmente tidos como integrantes fiéis da aliança liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB) em torno da pré-candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), à sua sucessão. Ontem, a prefeita de Chapadinha, Ducilene Belezinha (PL), e o seu marido, o deputado estadual Aluízio Santos (PL), reuniram o grupo que comandam naquele município e anunciaram o seu apoio à pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado. O evento foi um sinal de alerta aos governistas sobre o risco de migração de prefeitos, num processo de ajuste na corrida aos Leões.

No caso da prefeita Ducilene Belezinha, a declaração de apoio a Eduardo Braide ganha expressão por se tratar de uma situação diferenciada, uma vez que Chapadinha é um município com quase 100 mil habitantes e tem peso de polo regional. E também pelo fato de que, mesmo declarando apoio a Eduardo Braide, a prefeita e o seu marido, o deputado estadual Aluízio Santos, não se posicionaram como opositores do governador Carlos Brandão, com quem mantêm relações institucionais. O deputado Aluízio Santos integra a base de apoio ao Governo do Estado na Assembleia Legislativa, tendo votado sempre de acordo com a orientação governista. E não há registro de desavenças entre a prefeita e o governador, que chegou a aponta-la como “a melhor prefeita do Maranhão”.

Com a declaração de apoio da prefeita Ducilene Belezinha, Eduardo Braide reforça sua posição na região do Baixo Parnaíba, e a sua estratégia de propagar o seu discurso na seara municipal, onde está mergulhado há semanas em busca da consolidação da sua pré-candidatura. No caso de Chapadinha, há quem diga que se trata da confirmação de que o PL começa a se posicionar a favor de Eduardo Braide, mas também há quem diga que se trata de uma posição isolada da prefeita e do deputado Aluízio Santos. Independentemente de qual seja a motivação, o fato concreto é que as lideranças que comandam Chapadinha, que incialmente apoiariam o ex-secretário Orleans Brandão, decidiram virar o jogo e declarar apoio a Eduardo Braide.

Na declaração de apoio ao pré-candidato do PSD, a prefeita Ducilene Belezinha e o deputado Aluízio Santos afirmaram que a posição deles “representa a união em torno de um projeto voltado para o desenvolvimento do Maranhão”. Nada acrescentaram que pudesse ser interpretado como uma contestação ao projeto sucessório definido no Palácio dos Leões.  O posicionamento da prefeita de Chapadinha reforça a posição do pré-candidato do PSD na região, onde Orleans Brandão é forte, principalmente na microrregião polarizada por Urbano Santos, base principal da deputada-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), aliada linha de frente do pré-candidato do MDB e um dos esteios do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão.

Nos últimos dias, correram informações de ganhos e perdas dos dois lados. E nesse ambiente, as atenções se voltam agora para Imperatriz, onde rumores não desmentidos dão conta de que o prefeito Rildo Amaral (PP), que já declarou apoio ao deputado federal André Fufuca (PP) e a senadora Eliziane Gama (PT) para o Senado, estaria inclinado a rever o seu apoio a Orleans Brandão e migrar para Eduardo Braide. Coincidência ou não, a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe, que não está mais alinhada ao prefeito Rildo Amaral, postou nas redes sociais uma enfática declaração de apoio a Orleans Brandão, reforçando a posição do seu marido, o deputado Antônio Pereira (MDB), vice-presidente da Alema, aliado de proa ao governador Carlos Brandão e apoiador incondicional do pré-candidato do MDB.

Tudo leva a crer que o evento de Chapadinha não foi o primeiro nem será o último, e que migração de prefeitos para ambos os lados deverá ocorrer ao longo das próximas semanas.

PONTO & CONTRAPONTO

MDB: convenção do dia 25 formalizará poderosa chapa para Governo, Senado, deputado federal e estadual

Orleans Brandão vai comandar chapa que
terá Weverton Rocha e Pedro Lucas
como candidatos ao Senado

Faltam exatos cinco dias para o início do período para a realização das convenções partidárias que, em tese, discutirão e referendarão as pré-candidaturas a governador, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. O MDB já bateu martelo e realizará a sua convenção no dia 25, um sábado.

A reunião partidária emedebista oficializará a candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão – que, vale registrar, preside o partido no Maranhão – ao Governo do Estado, tendo o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), como candidato a vice-governador.

Em relação ao Senado, o MDB decidiu não lançar candidatos, preferindo costurar aliança com o PDT, que terá o senador Weverton Rocha como candidato à reeleição, e com o União Brasil – leia-se, a Federação Brasil Progressista (União/PP) -, que indicou o deputado federal Pedro Lucas Fernandes para a outra vaga no Senado.

A chapa do MDB para a Câmara Federal terá dois destaques: a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que decidiu trabalhar em Brasília a partir de janeiro do ano que vem, e do suplente de deputado federal Hildo Rocha, que ocupa a vaga aberta com a licença da deputada federal Roseana Sarney (MDB), que por problemas de saúde decidiu não concorrer à reeleição nem ao Senado, mesmo aparecendo como líder nas pesquisas. Outros nomes de peso serão referendados na convenção.

Para a Assembleia Legislativa, o MDB lançará o que nos bastidores é visto como uma poderosa locomotiva partidária, com mais 40 candidatos e com a expectativa de sair das urnas com pelo menos 15 deputados estaduais. Essa bancada pode trazer a reeleição de veteranos, como o atual vice-presidente da Alema Antônio Pereira, pode eleger a rica experiência de um Sebastião Madeira, como pode também sair enriquecida com promissores marinheiros de primeira viagem.

Vale aguardar o perfil definitivo das candidaturas do MDB.

Duarte Jr. vem fazendo a diferença na corrida ao Senado

Duarte Jr.: diferencial
na corrida ao Senado

A pesquisa IPPI agitou os bastidores da corrida às duas vagas de senador, para as quais estão se movimentando nada menos que 10 pré-candidatos: Duarte Jr. (Avante), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Pedro Lucas Fernandes (União), Roberto Rocha (Novo), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Franklin Douglas (PSOL) e Antônia Cariongo (PSOL).

Os números do IPPI mostraram que no cenário atual Duarte Jr. e Weverton Rocha são tecnicamente os candidatos, mas enfrentam empate técnico com André Fufuca, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e Roberto Rocha. Os demais estão na briga, mas aparentemente sem chance de chegar à cabeça.

No meio político, as apostas que eram dirigidas à deputada federal Roseana Sarney migraram para Duarte Jr., que vem liderando a corrida com um desempenho de pré-candidato em evolução, escalando uma visível curva ascendente, e numa situação incomum: apoia o emedebista Orleans Brandão, mas não está formalmente ligado à sua pré-candidatura, correndo, portanto, em faixa própria.

Os demais pré-candidatos terão de suar forte para tira-lo do páreo.

São Luís, 15 de Julho de 2026.

Pesquisa IPPI aponta liderança de Braide (42%), com Orleans (26%) em segundo e Camarão (5,9%) em terceiro

Eduardo Braide, lidera com larga vantagem em
relação a Orleans Brandão e Felipe Camarão

Uma nova pesquisa, essa realizada pelo instituto piauiense IPPI, numa parceria com o podcast Café Quente, comandado pelo ex-deputado estadual Rogério Cafeteira, agitou ontem o meio político, em especial os bastidores das corridas ao Governo do Estado. De acordo com os números, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD, tem 42,1% das intenções de voto, contra 26% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, pré-candidato do MDB. Os demais pré-candidatos a governador foram encontrados nas seguintes posições: o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,9%, André Luís (Missão) com 1,8%, Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum deles somaram 6.6%, e não souberam ou não quiseram responder totalizaram 17,1%.

Transformado em votos válidos – quando se exclui brancos, nulos e indecisos -, o resultado é o seguinte: Eduardo Braide tem 55% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 34,1, Felipe Camarão com 7,8% e André Luís com 2,4% das intenções de voto, o que resolveria a eleição em um só turno. Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli mantêm o mesmo percentual de 0,3% cada.

De acordo com o relatório apresentado em live, ontem, no Café Quente, a pesquisa IPPI entrevistou 1.500 eleitores em 80 municípios entre os dias 8 e 12 de julho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MA-09885/2026.

Terceira realizada neste ano para medir a corrida ao Palácio dos Leões, a pesquisa IPPI/Café Quente chega na esteira de outro levantamento com o de outro instituto, o Real Times Big Data – eles não devem ser comparados -, com números próximos. E como não poderia deixar de ser, aliados de Eduardo Braide festejaram o resultado mostrado pelo IPPI, que para eles expressa a realidade do momento, enquanto partidários de Orleans Brandão contestam os números não traduzem corretamente o cenário em que se desenvolve a luta pelo voto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. Não houve reação por parte dos apoiadores de Felipe Camarão, que aparece na terceira colocação, bem distante dos responsáveis pela polarização.

Na live em que apresentou os números, o ex-deputado Rogério Cafeteira afirmou a integridade da pesquisa, afirmando que os números encontrados pelo IPPI traduzem o cenário atual da corrida ao Palácio dos Leões. Um diretor do IPP participou da live do Café Quente e garantiu que os números refletem a realidade no conjunto dos 80 municípios onde os questionários foram aplicados.

O dado a ser observado é que os questionários foram aplicados depois que Eduardo Braide anunciou Lahesio Bonfim (Novo), como um dos seus pré-candidatos ao Senado, ao mesmo tempo em que Orleans Brandão lançou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PRD), como o seu companheiro de chapa. E aconteceu no momento em que Orleans Brandão anunciou o seu outro pré-candidato ao Senado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União). Esse fato só será refletido num próximo levantamento, ainda sem previsão. Até lá, Eduardo Braide tem motivos para turbinar a sua pré-campanha pelos municípios, enquanto Orleans Brandão deve intensificar suas incursões em São Luís e também no interior, onde tem o apoio da maioria dos prefeitos.

A pesquisa IPPI/Café Quente serve de estímulo para que os três pré-candidatos a governador façam os seus ajustes para a campanha eleitoral propriamente dita, que começa no dia 16 de agosto, exatamente daqui a um mês, depois da realização das convenções partidárias que os tornarão candidatos. Outros levantamentos estão a caminho, trazendo informações que confirmem, ou não, o cenário encontrado pelo IPPI e divulgados ontem.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: pesquisa IPPI chega defasada, porque não mediu a saída de Roseana e o ingresso de Pedro Lucas

Senado: se ainda fosse pré-candidata, Roseana Sarney lideraria,
seguida de Lahesio Bonfim, Duarte Jr., Weverton Rocha,
André Fufuca, Eliziane Gama, Roberto Rocha,
Pedro Lucas Fernandes e Hilton Gonçalo

A pesquisa IPPI encontrou um cenário indicador de que a corrida ao Senado da República tende a confirmar a previsão de que será uma das mais acirradas da recente história eleitoral do maranhão. A começar pelo fato de que Roseana Sarney, que não é mais candidata a nada, aparece com 15,3% das preferências para o primeiro voto para senador e com 8,5% para o segundo voto.

Em relação ao primeiro voto, Roseana Sarney com 15,1%, Lahesio Bonfim (Novo) aparece em segundo lugar com 10,2 das intenções de voto, seguido de Duarte Jr. (Avante) com 9,9%, Weverton Rocha (PDT) com 9,3%, André Fufuca (PP) com 9%, Eliziane Gama (PT) e Roberto Rocha (Novo) com 6,1% cada, Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,9%, e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,3%.

A pesquisa pediu ainda ao eleitor entrevistado um segundo voto, já são duas cadeiras em disputa. E o resultado foi o seguinte: sem Roseana Sarney, que teria 8,5%, o cenário encontrado foi o seguinte: Roberto Rocha (6,5%), André Fufuca (6,4%), Weverton Rocha (6,2%), Duarte Júnior (5,9%), Eliziane Gama (5,3%), Lahesio Bonfim (4,4%) e Pedro Lucas Fernandes (2,9%). O levantamento mostra ainda que 32,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga.

O IPPI somou os percentuais de cada um em relação ao primeiro e o segundo voto, e o resultado foi o seguinte: Roseana Sarney lidera com 23,9%, seguida de Duarte Jr. (15,7%), Weverton Rocha (15,5%), André Fufuca (15,4%), Lahesio Bonfim (14,6%), Roberto Rocha (12,6%) e Eliziane Gama (11,5%), configurando uma disputa bastante equilibrada e de desfecho absolutamente imprevisível.

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para quem migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Em que pese o fato de que foi realizada no período de 8 a 12 deste mês, concluída há três dias, portanto, a pesquisa IPPI para medir a corrida ao Senado da República chega ao conhecimento público defasada. Isso porque ela não refletiu o cenário com a pré-candidatura definida do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), que com a desistência da deputada federal Roseana Sarney (MDB).

Nesse contexto, uma pergunta se impõe: para onde migrarão as intenções de voto de Roseana Sarney?

Troca de farpas no PT compromete a pré-candidatura de Camarão e nomes para a eleição proporcional

Felipe Camarão e Zé Inácio: troca de farpas
fragiliza o partido e seus pré-candidatos

A decisão do comando nacional do PT e o aval explícito do presidente Lula da Silva em apoio à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado não foram suficientes para colocar o braço do partido no Maranhão numa situação de unidade. Os sintomas de que a agremiação petista continua dividida em relação à disputa pelo Governo do Estado, agora com troca de farpas envolvendo o pré-candidato a governador em embate verbal com figuras destacada do partido.

Um dos líderes da corrente que defende aliança com o MDB em torno de Orleans Brandão para o Governo do Estado, o ex-deputado estadual Zé Inácio, pré-candidato a deputado estadual, entrou em rota de colisão com Felipe Camarão, ao propor que o PT saia da corrida aos Leões e lance apenas candidatos ao Senado. Com a sugestão, Zé Inácio deixa claro que, por ele, Felipe Camarão não seria pré-candidato a governador, mas ao Senado, fazendo uma dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT). Isso deixaria todo o PT livre para votar em Orleans Brandão para o Governo.

Há muito submetido a forte tensão, o PT maranhense rachou e continua rachado em relação a ser ou não ser alinhado ao Palácio dos Leões. As decisões tomadas em Brasília atropelaram também outro quadro importante, o deputado federal Rubens Jr. (PT). E o motivo foi controverso. Rubens Jr. participou, em Santa Quitéria, onde é votado, em apoio a Eduardo Braide (PSD), agora apontado como “bolsonarista” pelo próprio Felipe Camarão, aumentando expressivamente o ambiente de tensão que vem desde o rompimento da corrente ligada ao ministro (STF) Flávio Dino.

Esse clima de quase autofagia dentro do PT mina a pré-candidatura de Felipe Camarão, compromete a relação do partido com o governador Carlos Brandão e contribui seriamente para diminuir o cacife do partido nas eleições proporcionais.

São Luís, 14 de Julho de 2026.

Orleans anuncia Pedro Lucas para o Senado e fecha chapa com Weverton e Edivaldo Jr.

Orleans Brandão anuncia Pedro
Lucas Fernandes para o Senado

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) é o mais novo pré-candidato ao Senado para as eleições de outubro. Ele fará dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT) na chapa a ser encabeçada pelo ex-secretário estadual de Assuntos Municipais Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado. Pedro Lucas Fernandes foi anunciado, em clima de empolgação, ontem pelo próprio Orleans Brandão em vídeo divulgado nas redes sociais, confirmando as especulações nessa direção. A sua escolha confirma o projeto inicial do governador Carlos Brandão (MDB) e concretiza a indicação feita no ano passado pelo presidente nacional do União Brasil e da Federação União Progressista (União/PP), António Rueda, em visita ao Maranhão em meados do ano passado.

A confirmação da pré-candidatura de Pedro Lucas Fernandes veio depois que a deputada federal Roseana Sarney (MDB), mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto – foi a segunda colocada no levantamento da Real Time Big Data –   decidiu não entrar na corrida ao Senado nem buscar a reeleição. A explicação: ela preferindo cumprir integralmente o seu tratamento contra um câncer de acordo com orientação dos seus médicos. Tanto que deve seguir hoje mesmo de volta a São Paulo, onde deverá permanecer mais dois meses. E com a sua saída, o MDB maranhense não terá candidato ao Senado, como queria a cúpula nacional do partido.

Agora na corrida ao Senado, o deputado federal interrompe uma sólida e produtiva trajetória na Câmara Federal, seguindo os passos do pai, Pedro Fernandes (União), atual prefeito de Arame, que exerceu ali oito mandatos ininterruptos e de onde saiu com o recorde de não haver faltado a uma sessão em mais de 32 anos. Situado na oposição ao Governo do presidente Lula da Silva (PT), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes exerce no momento o posto de líder do União Brasil na Câmara Federal. Se for eleito senador, certamente integrará a cúpula nacional do União Brasil e deverá falar pelo partido na Câmara Alta, provavelmente como seu líder.

Com a guinada em direção ao Senado, Pedro Lucas Fernandes deverá passar as suas bases para o irmão, o arquiteto Paulo Casé, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social, inicialmente pré-candidato a deputado estadual, mas que agora vai tentar manter o espaço da família Fernandes na Câmara Federal. E de acordo com as especulações, que tendem a ser confirmadas, Paulo Casé repassará as bases que vinha articulando à empresária Maria Fernanda (MDB), neta do ex-presidente José Sarney (MDB), que tentará manter o nome da família no cenário político estadual, iniciando carreira na Assembleia Legislativa. Outro nome da família Sarney deverá ser indicado suplente de senador na chapa de Pedro Lucas Fernandes.

A definição de Pedro Lucas Fernandes como pré-candidato a senador na aliança encabeçada por Orleans Brandão é o desfecho de uma longa, complexa, e muitas vezes tensa articulação feita diretamente pelo governador Carlos Brandão. Ele tinha de um lado Pedro Lucas como o nome da sua preferência e queria o apoio da Federação União Progressista, e do outro a deputada federal Roseana Sarney, a maioria dos seus familiares – rumores davam conta de que o marido, Jorge Murad, era contra – e a cúpula nacional do MDB, que a queria no Senado. Foram meses de conversas, algumas tensas, que iam por água abaixo levadas pelas pesquisas a ela favoráveis. O estado de saída da ex-governadora falou mais alto e ela decidiu sair de cena, decidida a não concorrer nem à reeleição. Sem forçar a barra, o governador Carlos Brandão emplaca Pelo Lucas Fernandes sem gerar uma crise.

Com o anúncio de ontem, Orleans Brandão fecha a chapa que encabeçará na corrida ao Governo do Estado: tem o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como vice, e o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes como pré-candidatos ao Senado.

PONTO & CONTRAPONTO

Mesmo com vozes radicais da esquerda e da direita, a corrida ao Senado será marcada pelo equilíbrio ideológico

André Fufuca, Lahesio Bonfim, Pedro Lucas Fernandes, Weverton
Rocha, Duarte Jr., Eliziane Gama, Franklin Douglas,
Antônia Cariongo, Hilton Gonçalo e Roberto Rocha representam
uma colcha de retalhos ideológica na corrida ao Senado

Com a entrada do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) na chapa de Orleans Brandão (MDB), o plantel da corrida às duas cadeiras no Senado ganha sua feição (quase) definitiva. A provocação pesada feita sexta-feira pela senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição, ao identificar como “bolsonarista” a chapa liderada pelo pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), que tem o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) e o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidatos ao Senado, desencadeou uma nova fase nesse disputa, agora com identificação ideológica.

Até recentemente vistas como confrontos situação/oposição, as eleições mais recentes no Maranhão, a exemplo de todo o país, foram marcadas pela polarização direita/esquerda, que se configurou mais nitidamente na disputa de 2014 entre Roberto Rocha, então no PSB, e Gastão Vieira MDB, venceu o então deputado federal Gastão Vieira (MDB), de centro, e na disputa de 2018, em que os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), ambos da esquerda moderada, bateram nas urnas o senador Edson Lobão (MDB), de direita, e o deputado federal Sarney Filho (PV), de centro. Agora, o espectro ideológico é bem mais amplo, indo da direita radical (Novo) à esquerda dura (PSOL), mas com o predomínio das posições de centro.

Nesse contexto, os pré-candidatos ao Senado na chapa liderada por Eduardo Braide, ele próprio um democrata de centro e avesso a rótulos ideológicos, pertencem ao centro e na direita radical. O deputado André Fufuca é um político de centro-direita, de uma linha aberta aos espaços ideológicos numa democracia, tanto que foi ministro do Esporte no Governo Lula da Silva (PT), sendo partidário assumido da reeleição do atual presidente. O contrapeso está em Lahesio Bonfim, cujo discurso é de direita radical, ora de viés bolsonarista, mas com forte traços de independência. É uma chapa senatorial ideologicamente equilibrada nesse plano.

Político de centro de linha democrática e defensor do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, Orleans Brandão (MDB) vai comandar uma chapa senatorial também marcada pelo equilíbrio ideológico. De um lado está o senador Weverton Rocha (PDT), de centro-esquerda com viés trabalhista, alinhado ao Governo do petista Lula da Silva, cuja reeleição defende enfaticamente. No outro lado o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), de centro-direita, que transita com facilidade na esquerda e na direita, não lhe cabendo o rótulo de bolsonarista, podendo ele fazer uma campanha sem posicionamento enfático em relação à corrida presidencial.

A rigor, o pré-candidato petista ao Governo, Felipe Camarão, da chamada esquerda democrática, só terá formalmente um candidato ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PT), da esquerda moderada, parte disso por conta da sua condição de evangélica, e defensora intransigente da reeleição do presidente Lula da Silva. Politicamente alinhado a Orleans Brandão, mas neutro na corrida ao Planalto, Duarte Jr, corre em faixa própria com um discurso de cventro-esquerda.  

O PSOL, um partido da chamada esquerda dura, que não chega a pregar a ditadura do proletariado, mas defende a base do marxismo, e que tem como pré-candidato a governador Enilton Rodrigues, vai disputar as cadeiras no Senado com “chapa pura”: Franklin Douglas e Antônia Cariongo, ambos militantes do partido. Ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo é um político de centro, sem lampejos à direita nem à esquerda, e sem posição definida em relação à corrida presidencial. E, finalmente o ex-senador Roberto Rocha, que vivenciou o liberalismo tucano, experimentou a esquerda moderada no PSB, criou laços fortes com o bolsonarismo e acabou no Novo, o mais estridente nicho da direita radical.

Como está demonstrado, a corrida ao Senado no maranhão se dá na esteira de uma ampla colcha de retalhos ideológicos.

Othelino Neto aprova PL que organiza fila do SUS e concede Medalha João do Vale a Seu Léo

Seu Léo recebe a comenda ao lado
de Márcio Jerry e Othelino Neto

O deputado estadual Othelino Neto (PSB), fechou a semana sob os ecos de dois gols de placa por ele marcados na sessão de quarta-feira (8).

O primeiro foi na sessão ordinária, durante a qual conseguiu a aprovação de um projeto que obriga a publicação das listas de espera para consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O PL institui o Estado disponibilize e mantenha atualizadas, na internet, as listas de espera dos pacientes, permitindo que cada cidadão acompanhe sua posição na fila e tenha acesso a informações como a data da solicitação, a especialidade ou procedimento aguardado e a estimativa de prazo para atendimento.

O segundo gol foi marcado pelo parlamentar em sessão solene, na qual Othelino Neto entregou a Medalha do Mérito Legislativo João do Vale ao comerciante e incentivador da cultura maranhense Leonildo Peixoto Martins, o “Seu Léo”, dono do Bar do Léo, um dos ícones desse segmento em São Luís.

A concessão da honraria se deu em reconhecimento, pelo parlamentar e pela Assembleia Legislativa, da trajetória de mais de quatro décadas de “Seu Léo” dedicadas à valorização, preservação e difusão da cultura maranhense, especialmente em relação à música. Ao longo dos anos, ele transformou aquele o bar, que ocupa parte do Mercado do Vinhais, na “Academia Musical Bar do Léo”, um dos principais pontos de preservação da memória musical do estado e do País, reunindo importante acervo de discos, CDs, fitas e registros históricos. É ponto de encontro de cantores, compositores e instrumentistas maranhenses.

Homenagem justa e oportuna.

São Luís, 12 de Julho de 2026.