Felipe Camarão vai definir agora o seu futuro, podendo ser candidato a governador, senador ou deputado federal

Felipe Camarão recepcionado no Tirirical
por aliados, entre eles Márcio Jerry

Confirmadas as pré-candidaturas de Orleans Brandão (MDB), de Eduardo Braide (PSD) e de Lahesio Bonfim (Novo) e a permanência do governador Carlos Brandão (sem partido) no cargo, todas as atenções se voltam agora para o vice-governador Felipe Camarão (PT), que não renunciou e retornou hoje de Brasília para definir o seu futuro no tabuleiro da guerra pelo Palácio dos Leões. Ainda em Brasília, no sábado, ele gravou um vídeo no qual não reafirmou o seu projeto de candidatura a governador, mas deixou claro que sua entrada, ou não, nessa disputa depende agora do PT e do presidente Lula da Silva (PT). No seu desembarque no Tirirical, o vice-governador foi recebido por um grupo animado de petistas e aliados, aos quais reafirmou que está à disposição do partido e do presidente, enquanto o principal articulador da sua ação política, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), sem falar em candidatura, declarou que vai percorrer as ruas do estado com Camarão, “por Lula e pelo Maranhão”.

A participação de Felipe Camarão na corrida eleitoral está para ser definida agora, com o posicionamento do partido e o aval do presidente Lula da Silva. Ele poderá ser lançado pré-candidato a governador, a senador ou a deputado federal. É óbvio que, se depender dele próprio, será candidato a governador. Mas pelo que foi sussurrado nos últimos dois dias, ele poderá ser candidato a senador, tendo também, como última opção, entrar numa briga difícil e desgastante por uma cadeira na Câmara Federal. Se entrar na guerra pelos Leões e não vencer, sairá inteiro do processo, com lastro para novos projetos político. Se disputar uma cadeira no Senado e não for eleito, sofrerá algum desgaste, mas sairá com força para seguir em frente. Mas se tropeçar numa corrida por cadeira na Câmara federal, sairá do processo eleitoral bem menor do que entrou.

A candidatura a governador, a ser definida a essas alturas, tem um grau elevado de complexidade política, terá dois objetivos equivalentes em importância. Um é a eleição do próprio vice-governador em si, e o outro e a montagem de um palanque para o presidente no Maranhão. Para o PT, o palanque para o presidente é a prioridade das prioridades, tanto que é essa a explicação para muitos petistas insistirem numa aliança com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura de Orleans Brandão. E esse tem sido o discurso do governador, reforçado pelo candidato emedebista. E não há dúvida de que o palanque da aliança governista, com 11 partidos, dois candidatos a senador aliados do Palácio do Planalto, é muito atraente, mas dificilmente Lula da Silva deixará Felipe Camarão pelo caminho.

Ocorre que indo para esse palanque, o presidente será fatalmente acusado de dar as costas aos seus aliados, e isso é tudo quer Lula da Silva não quer. Daí alguns sinais de que o PT poderá lançar Felipe Camarão. O mais recente foi a decisão do presidente de emplacar a senadora Eliziane Gama no PT, abrindo caminho para uma candidatura própria do partido ao Governo. Há, por outro lado, o “fator” Eduardo Braide, por quem os aliados do presidente Lula identificados como dinistas estão se mobilizando, inclusive com a clara anuência do vice-governador Felipe Camarão. Essa situação afasta cada vez mais o presidente Lula da Silva e o PT do governador Carlos Brandão e da candidatura de Orleans Brandão.

Em resumo: se Felipe Camarão vier a ser lançado candidato ao Palácio dos Leões será um ato de ruptura definitiva do PT e do presidente com o governador Carlos Brandão. Se a opção for por candidatura ao Senado, ela nascerá para um duro confronto com aliados do presidente – os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), ambos candidatos à reeleição, e o ex-ministro André Fufuca (PP) – e vem ainda com a pergunta: em qual palanque o Felipe Camarão candidato a senador se posicionará? Quanto a opção por uma cadeira na Câmara Federal, ela parece descartada.

O futuro de Felipe Camarão será definido com muito jogo de cintura e uma complexa engenharia política.

PONTO & CONTRAPONTO

Agora longe do Governo e da Prefeitura, Orleans e Braide iniciam hoje pré-campanhas aos Leões

Orleans Brandão e Eduardo Braide iniciam hoje
pré-campanhas; Lahesio Bonfim saiu na frente

Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide entram, nesta segunda-feira, uma fase importante da pré-campanha, com movimentos que os levarão agora às convenções de agosto, quando será daqui a quatro meses, quando serão confirmados por seus partidos como candidatos ao Governo do Estado. E o dado importante é agora que os dois são apenas políticos aspirantes ao cargo de governador, o primeiro na condição de ex-secretário de Assuntos Municipalistas e o segundo como ex-prefeito de São Luís.

Pela fase que começa neste 06 de abril, eles não mais poderão participar de eventos governamentais, como inaugurações, lançamentos, atos que possam vir a ser caracterizados como uso da máquina pública para favorece-los, o que, se ocorrer, poderá ensejar ações denuncistas na Justiça Eleitorais.

A partir de agora, assim como já vem fazendo Lahesio Bonfim, Orleans Brandão e Eduardo Braide terão de colocar o pé na estrada, visitar municípios e apresentar os seus projetos. Serão movimentos exclusivamente políticos, sem qualquer relação com o Governo do Estado e com a Prefeitura de São Luís.

É claro que essa regra não se aplica ao discurso de cada um. E por isso é que, nos seus contatos nos municípios, Orleans Brandão com certeza falará promovendo o Governo Carlos Brandão, e naturalmente dizendo que participou na formulação e na execução de obras e programas, defendendo aí o viés que ele define como municipalista.

Por sua vez, Eduardo Braide dirá aos eleitores que encontrar o que realizou em cinco anos na Prefeitura de São Luís, a maior e mais importante do Maranhão, destacando a aprovação do seu Governo. Eduardo Braide informou, na sexta-feira, que iniciará sua pré-campanha estadual nesta segunda-feira em Imperatriz, onde conversará com lideranças políticas e representantes da sociedade civil organizada – vale destacar que o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), apoia a Orleans Brandão.

Lahesio Bonfim, por seu turno, informou que prosseguirá com sua pré-campanha, que já está em andamento desde dezembro do ano passado, quando teve sua pré-candidatura lançada pelo Novo em São Luís.

Iracema comemora Selo Diamante para a Alema e vai começar a definir como irá para as eleições

Iracema Vale: gestão aprovada
e futuro a ser definido

A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), retoma a intensa atividade política após a Semana Santa embalada por dois motivos. O primeiro são os ecos do Selo Diamante que o Poder Legislativo recebeu do Tribunal de Contas do Estado (TCE), divulgado no início da semana passada, mas que continua ecoando. E o segundo são os movimentos que fará para definir qual o mandato que ela disputará em outubro, se o de senadora, o de deputada federal, o de vice-governadora ou um novo de deputada estadual.

O Selo Diamante foi concedido por mérito. O TCE enxergou no trabalho da presidente da Assembleia Legislativa informações que apontaram para uma gestão correta, que alcançou 96,59% de eficiência na soma dos seus atendimentos. Atos administrativos, inovações, correção fiscal, orçamento respeitado nos seus limites, entre outros dados levaram a Corte de Contas a conceder o Selo Diamante à Assembleia Legislativa.

Responsável maior pela administração do parlamento estadual, a presidente Iracema Vale divide os méritos da conquista com os demais integrantes da Mesa Diretora.

No campo político, a deputada Iracema Vale ainda não decidiu a que se candidatará para as eleições de outubro. Já é corrente no Palácio Manoel Beckman que ela não pretende renovar o mandato de deputada estadual. No tabuleiro na macro política do Maranhão, ela é vista com o um quadro de muito peso político e eleitoral, sendo considerada para ser candidata ao Senado ou a vice-governadora na chapa de Orleans Brandão, não manifestando simpatia pela ideia de ser deputada federal.

Ela própria não emitiu nenhum sinal sobre o seu próximo passo político, limitando-se a dizer que seguirá o caminho que o grupo e o partido indicarem e, como católica praticante, entregando o seu futuro a Deus.

São Luís, 05 de Abril de 2026.

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