
Rocha, André Fufuca, Eliziane Gama, Roberto
Rocha e Hilton Gonçalo se volta agora para
Roseana Sarney, Iracema Vale e Felipe Camarão
A corrida às duas cadeiras do Maranhão no Senado nas eleições de outubro ganhou novo desenho desde a meia noite do último sábado (4), quando o governador Carlos Brandão (sem partido) confirmou a sua decisão de permanecer no cargo até o final do mandato. Agora, os candidatos assumidos – os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (Novo) e o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Agir) – voltam suas atenções para a deputada federal Roseana Sarney (MDB), para o vice-governador Felipe Camarão (PT) e, principalmente, para a presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (MDB), que se encontram ainda em processo de definição.
A permanência do governador Carlos Brandão no cargo funcionou como um forte sopro de oxigênio entre os candidatos a senador, que torciam por essa decisão, já que o chefe do Poder Executivo, embalado pelos bons resultados do seu Governo, despontava como imbatível para uma das vagas, segundo todas as pesquisas que mediram o poder de fogo dos que estão envolvidos na disputa senatorial. Sem ele, os ares mudaram radicalmente, ainda que outros nomes com muito peso político e eleitoral estão sendo lembrados com insistência para essa corrida.
A deputada federal Roseana Sarney, que nas pesquisas disputa uma das vagas, aparecendo sempre em segundo lugar, posição que disputa com Roberto Rocha, e as vezes com André Fufuca ne Eliziane Gama, não tem um projeto definido para se candidatar ao Senado. A boa situação nas pesquisas nesse momento não é garantia de eleição. Se decidir entrar na disputa, ela conta com o aval do MDB e do presidente do partido e pré-candidato a governador Orleans Brandão, do incentivo de amigos e de uma banda da família, que sonha voltar ao poder no Planalto Central. Nesse conjunto de fatores, pesa a sua saúde delicada, que produz naturalmente a recomendação de que ela busque a renovação do bandado de deputada federal, por ser um projeto menos desgastante.
No âmbito do MDB cresce a cada dia o nome Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa. Hoje nome forte política e eleitoralmente no âmbito do estado, sendo aliada de primeira hora do governador Carlos Brandão e apoiadora proa de Orleans Brandão, Iracema Vale já teria batido martelo sobre não tentar renovar o mandato de deputada estadual e, segundo sussurros que correm nos bastidores, não teria simpatia pela Câmara Federal. Logo, a conclusão óbvia é a de que ela estaria propensa a se lançar candidata ao Senado. Nas rodas de conversa sobre política, seu nome é muito lembrado também para a vaga de candidata a vice numa eventual chapa “puro sangue” do MDB liderada por Orleans Brandão. Mas o fato é que, tudo indica que se o MDB decidir lançar um candidato ao Senado que não seja Roseana Sarney, o seu nome é o mais cotado.
A possibilidade mais remota, mas não descartável neste momento, é a de uma candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Senado. Ele encontra-se em processo definição com o PT sobre qual será o seu caminho nessas eleições, podendo vir a ser candidato a governador, como quer o comando nacional do partido, segundo informação que correu ontem. Mas na mesa de decisões do PT está a candidatura do vice-governador ao Senado, no que resultaria numa dobradinha com a senadora Eliziane Gama, que passou a ter o comando do PT desde que, com o apoio do presidente Lula, ela retornou ao PT. Felipe Camarão poderá, finalmente, vir a ser candidato a deputado federal.
A construção do cenário definitivo da corrida ao senado começará nos próximos dias com a decisão do PT sobre o futuro do vice-governador Felipe Camarão.
Em Tempo: incluído nas pesquisas desde que o presidente do seu partido, Antônio Rueda, numa visita a São Luís o lançou pré-candidato ao Senado, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) sempre apareceu sem chance de entrar para valer nessa briga. E tudo indica que o seu rumo será mesmo o de buscar a reeleição.
PONTO & CONTRAPONTO
Vice: Braide repetirá escolha de Esmênia: ele próprio, sem interferência de aliados
O candidato do PSD ao Governo do Estado, Eduardo Braide, anunciou para hoje a definição do seu candidato a vice. E já se sabe que será uma mulher e sairá da Região Tocantina, mais especificamente de Imperatriz. Especulações sugerem nomes como a suplente de deputada federal Mariana Carvalho, a pecuarista Érica Lira e a pastora Maria de Jesus. E até o fechamento da Coluna, por volta das 23 horas, ele nada havia acrescentado às duas informações iniciais.
Ao iniciar a sua pré-campanha por Imperatriz e decidir escolher seu vice como representante da Região Tocantina, Eduardo Braide está repetindo a fórmula que usou quando surpreendeu em 2020 quando escolheu a professora e policial militar Esmênia Miranda para vice como candidato a prefeito de São Luís, sem pedir sugestão a ninguém. O fez no início da pré-campanha e de surpresa, evitando que um ou outro aliado tentasse emplacar alguém de fora do seu raio de conhecimento.
No caso da escolha da sua candidata a vice-governadora tocantina, a ser conhecida hoje, o caminho está sendo o mesmo, porque o ex-prefeito de São Luís tem juízo político o suficiente para não escolher um companheiro que lhe venha criar problemas. Esmênia Miranda foi a vice perfeita, cumpriu à risca o seu papel de vice, se preparou para governar e recebeu o prêmio sonhado: dois anos e nove meses de mandato.
E a julgar pela maneira exigente e cuidadosa como faz escolhas e pela firmeza com que toma essas decisões, é difícil o imaginar Eduardo Braide aceitando pressão de aliado com o qual não tem relação mais próxima.
Definição de “nominatas” de partidos para deputado estadual sugere confrontos regionais

criando sobra para Antônio Pereira e Sebastião
Madeira; embaixo: Juscelino Rezende e Stênio
Rezende estão por trás do confronto entre
Andreia Rezende e Luanna Rezende
A definição do quadro de filiações partidárias abriu caminho para as montagem de chapas pelas mais diversas legendas para as eleições proporcionais. E nas chamadas “nominatas”, que são o desenho prévio das chapas de aspirantes à Assembleia Legislativa, estão os indícios de embates duros entre alguns candidatos à Assembleia Legislativa.
Um deles será o confronto direto entre a deputada estadual Andreia Rezende (MDB), que busca a reeleição, e a sua “sobrinha”, a ex-prefeita de Vitorino Freire Luanna Bringel Rezende (PT). O embate das duas reflete, na verdade, o conflito entre o ex-deputado estadual Stênio Rezende, que está inelegível há anos, e o sobrinho dele, deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (PSDB), que disputam o legado político da família na região. Andreia Rezende apoia Orleans Brandão e Luanna Bringel Rezende apoiará a indicação do PT.
Uma guerra surda está sendo travada na cúpula da Prefeitura de Imperatriz desde que o prefeito Rildo Amaral (PP) desfez acordos sobre apoio a pré-candidatos à Assembleia Legislativa para concentrar a sua força política e eleitoral na candidatura do irmão, Flamarion Amaral, que se filiou ao PT. Ao se eleger prefeito, Rildo Amaral lançou seu irmão pré-candidato à Câmara Federal, sinalizando apoiar a reeleição do deputado estadual Antônio Pereira e candidatura do ex-prefeito Sebastião Madeira para o parlamento estadual. Meses depois, provavelmente avaliando que Flamarion Amaral não se elegeria deputado federal, o lançou candidato a deputado estadual, rompendo, sem estardalhaço, a tendência de apoio aos dois aliados. Chefe da Casa Civil, experiente Sebastião Madeira seguiu seu caminho trabalhando o eleitorado de Imperatriz e buscando reforço em outras plagas. Antônio Pereira fez o mesmo, com a diferença de que a rasteira do prefeito Rildo Amaral colocou a vice-prefeita Carol Pereira, esposa de Antônio Pereira, em situação desconfortável. O clima já esteve azedo, mas agora segue o seu rumo.
Como esses, há vários outros confrontos diretos sendo desenhados.
São Luís, 06 de Abril de 2026.
