Aliança Lula/Brandão/Dino está definida e caminha para a consolidação, apesar das pressões adversárias

 

Lula da Silva confirma aliança com Carlos brandão e Flávio Dino, em São Paulo

O Maranhão está fora da lista de estados onde o PT está enfrentando dificuldades para montar alianças em torno da pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva à Presidência da República. Isso significa dizer que, mesmo pressionados pelas fortes investidas do PDT, comandadas pelo senador Weverton Rocha, pré-candidato do partido ao Governo do Estado, o PSB, comandado pelo ex-governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado, tendo o governador Carlos Brandão candidato à reeleição, e o PT, que indicou Felipe Camarão como pré-candidato a vice, acertaram todos os detalhes e pendências, estão se articulando e já falam praticamente a mesma linguagem, e começam, de fato, a preparar o roteiro de campanha incluindo a chapa Lula da Silva/Geraldo Alckmin. Os fatos mais recentes mostram que, apesar de todos os esforços que fez para atrair o apoio de Lula da Silva, o senador Weverton Rocha perdeu essa disputa. O ex-presidente vai com Carlos Brandão, empurrando o pré-candidato do PDT a buscar aliados na base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão, como foi o caso do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e seu grupo.

Até pouco tempo atrás, os grandes jornais, assim como os portais de notícia mais influentes, davam o Maranhão como item certo entre os estados com problemas para montar essa equação, mas esse cenário mudou. Na segunda-feira, por exemplo, o jornal O Globo publicou uma reportagem sobre o assunto, mostrando os entraves para alianças em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e na qual faz apenas o seguinte registro sobre o Maranhão: “A tendência é que Lula também atue para que o PT do Maranhão apoie a reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), que assumiu o cargo após a renúncia de Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado”. Ou seja, as nuvens cinzentas sobre a aliança, espalhadas por uma fatia dissidente do PT maranhense, foram definitivamente dissipadas.

As evidências de que PSB e PT caminhavam nessa direção foram surgindo com os fatos. Um deles, a minúscula e zoadenta fatia do PT, comandada pelo ex-vereador de São Luís Honorato Fernandes e fortemente influenciada pelo senador Weverton Rocha, tentou mais uma vez, mas sem sucesso, melar a aliança PSB/PT espalhando que o Encontro Tático do PT, programado para o final deste mês, para o partido definir suas estratégias e metas de campanha, seria adiado por conta de diferenças internas em relação à indicação de Felipe Camarão como vice de Carlos Brandão. A informação era falsa e, ao contrário do que foi dito, o encontro foi confirmado para o dia 29, tendo como item central da pauta a confirmação da aliança com PSB e PCdoB. No evento, os líderes petistas definirão táticas de campanha, com foco central nas candidaturas de Lula da Silva, de Carlos Brandão e de Flávio Dino.

Também não passou de mise-en-scène o encontro do sociólogo Paulo Romão (PT) com o deputado estadual Adriano Sarney (PV), numa tentativa de usar a federação PT/PCdoB/PV para dar sentido ao seu projeto de candidatura ao Senado pelo PT. Integrante da política e eleitoralmente fraca dissidência petista, Paulo Romão vem teimando em se manter como pré-candidato do PT ao Senado, quando o partido já fechou questão no apoio a Flávio Dino. Na visão da cúpula, nada disso muda a decisão do partido de marchar para as urnas com Carlos Brandão e Felipe Camarão para o Governo, e Flávio Dino para o Senado. Os dissidentes petistas levarão a questão para o Encontro Tático do partido, mas é quase certo que seu pleito será arquivado.

Uma das mais nítidas evidências de que a aliança com o PT é fato consumado foi o início, ontem, da campanha partidária do PSB, na qual o ex-governador Flávio Dino e o governador Carlos Brandão participam do mesmo clipe, mostrando uma integração pouco vista nas relações eleitorais no Maranhão. A propaganda partidária do PSB chega depois que Edivaldo Holanda Jr., usando o espaço do seu partido, o PSD, usou o discurso do “bom moço”, que não briga e só trabalha. Também o clipe do PSC, no qual Lahesio Bonfim se apresenta como um gênio, assim como Simplício Araújo, dono de solução para todos os problemas do estado. E, finalmente, Weverton Rocha, que tenta dizer que o Maranhão não está bem e que ele tem a solução para todos os problemas.

A campanha iniciada na segunda-feira (23) pelo PSB poderá funcionar como poderoso contrapeso ao que já foi levado ao ar nessa fase. E também ao acordo que tornou possível a aliança entre o pré-candidato pedetista Weverton Rocha e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

PONTO & CONTRAPONTO

Pré-candidatura presidencial de Simone Tebet cria situação embaraçosa para José e Roseana Sarney

Pré-candidatura de Simone Tebet cria situação incômoda para José Sarney e Roseana Sarney

A possibilidade, agora concreta, de a senadora mato-grossense Simone Tebet (MDB) vir a se consolidar como pré-candidata presidencial da chamada “terceira via”, que ganhou um grande reforço com a desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), colocou a ex-governadora Roseana Sarney e o ex-presidente José Sarney em estado de alerta. Integrantes graduados da cúpula nacional do MDB, os dois emidebistas já demonstraram várias vezes sua inclinação pelo projeto de candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), de quem foram aliados durante os oito anos em que ele esteve no Palácio do Planalto. Se a construção da “terceira via” vingar, a ex-governadora e o ex-presidente ficarão numa situação no mínimo delicada, já que será criada um ambiente difícil. Até onde se sabe, Lula da Silva conta com o apoio dos dois ex-aliados, que se afastaram do PT durante o movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, que ambos apoiaram abertamente e que resultou na ascensão do vice-presidente Michel Temer (MDB). Os próximos passos do movimento pela construção de uma candidatura presidencial de centro, para quebrar a polarização Lula da Silva/Jair Bolsonaro, serão decisivos para definir o futuro de José e Roseana Sarney.

 

Aliança Weverton/Josimar aumenta o desafio de Edivaldo Jr.

Edivaldo Jr. desafio

A anunciada aliança Weverton Rocha/Josimar de Maranhãozinho tirou de vez o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) da zona de conforto em que se encontrava, atuando com o objetivo de alcançar e ultrapassar o pré-candidato pedetista, para se tornar o principal adversário governador Carlos Brandão. Na avaliação de um aliado do pré-candidato do PSD, a aliança PDT/PL reforça o pré-candidato pedetista, dando-lhe condições eleitorais para ultrapassar a barreira do 1º turno e disputar o turno decisivo com o governador Carlos Brandão. Isso significa que o ex-prefeito de São Luís tem pela frente o hercúleo desafio de tirar do jogo o senador Weverton Rocha ou o governador Carlos Brandão.

São Luís, 25 de Maio de 2022.

Maranhãozinho fecha com Weverton e vai indicar o vice, que pode ser a deputada Detinha

 

Weverton Rocha acerta com Josimar de Maranhãozinho a aliança para a disputa pelo Governo do Estado

Josimar de Maranhãozinho (PL) bateu o seu martelo e decidiu firmar aliança com o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, na disputa para o Governo do Estado. A decisão foi tomada no fim de semana e anunciada ontem, durante uma live ao longo da qual o parlamentar revelou o acordo e as condições em que ele se dará. O item principal do acerto é que Josimar de Maranhãozinho indicará o candidato a vice na chapa de Weverton Rocha. E pelo que correu ontem à noite nos bastidores, na forma ainda de especulação, o pré-candidato a vice será a deputada estadual Detinha, esposa de Josimar de Maranhãozinho, que em princípio disputaria uma cadeira na Câmara Federal. Ao comentar o item-chave da negociação com o senador Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho disse que a vaga de vice lhe foi oferecida, quando se sabe que esse era seu trunfo.

A opção por uma aliança com Weverton Rocha foi, na verdade, uma reviravolta, orientada por vozes de Brasília, para estancar a tendência do parlamentar no sentido de apoiar o governador Carlos Brandão (PSB). A aliança com o PL leva o senador Weverton Rocha definitivamente para a seara bolsonarista, tendo, entre outras consequências, a restrição a que ele adote um discurso duro contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha. Mais do que isso, pela primeira vez na história tira o PDT do bloco democrático de centro-esquerda, para situá-lo na órbita da extrema-direita, já Josimar de Maranhãozinho será o seu principal que parceiro.

Josimar de Maranhãozinho, que controla três deputados federais, quatro deputados estaduais, cerca de 40 prefeitos e várias dezenas de vereadores, jogou todas as cartas que podia jogar para chegar a esse acordo. Primeiro encenou a personagem de pré-candidato a governador, que era balela, uma vez que, por conta das suspeitas que lhe pesam sobre os ombros, ele talvez não pudesse ser candidato. Depois, colocou as cartas tendo a vaga de vice como contrapartida ao seu apoio – tentou emplacar o seu vice na chapa de Carlos Brandão, mas não obteve sucesso. Usou o mesmo argumento com Weverton Rocha, que fez as contas do desgaste e resolveu pagar para ver – com o detalhe que ele, se derrotado, continua senador, enquanto os seus aliados vão para casa.

Ao anunciar o acordo, Josimar de Maranhãozinho contou que reuniu seus aliados e fez uma eleição, com chapa e tudo, para que eles fizessem a escolha. Curiosamente, a maioria votou sem escolher, mas dando autorização para que o chefe escolhesse, ele próprio, sozinho, o candidato do seu grupo. E ele, então, “pensou”, “pensou”, e escolheu o senador Weverton Rocha, com quem já vinha conversando há tempos. Numa outra versão, a escolha se deu porque o chefe do PL foi “aconselhado” por vozes de Brasília a se afastar do grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), sob pena de ser retaliado no processo de cassação que corre na Câmara Federal. Certas de que ele dificilmente entraria nessa disputa, teriam recomendado o chefe do PDT no Maranhão.

Não há dúvida de que a aliança com Josimar de Maranhãozinho turbina fortemente a pré-candidatura de Weverton Rocha, já que o chefe do PL controla um grupo expressivo. Mas, por outro lado, poderá ser o seu Calcanhar de Aquiles. Do ponto de vista eleitoral, o chefe do PL pode dar ao pré-candidato do PDT um cacife expressivo. Mas do ponto de vista político, Weverton Rocha poderá sofrer consequências por se aliar ao chefe do grupo cujo líder pode ser um tremendo ficha-suja, que dará suporte à campanha do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão.  Ao contrário do que aconteceria se ele declarasse apoio a Carlos Brandão, na aliança com Weverton Rocha ele entra com o (a) vice, o que lhe dá poder de fogo para dar cartas na campanha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eduardo Nicolau vence eleição e deve comandar o Ministério Público em novo mandato

Eduardo Nicolau obteve vitória

O procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, deu ontem o primeiro e decisivo passo para renovar o mandato por mais dois anos. Ele foi o mais votado no processo eleitoral do Ministério Público do Estado do Maranhão, e será o cabeça da lista formada por dois nomes, para que o governador Carlos Brandão (PSB) faça a escolha e a nomeação, devendo manter a tradição de nomear o mais votado.

Num pleito tranquilo, com a participação 324 eleitores – 293 promotores e 31 procuradores de Justiça -, Eduardo Nicolau recebeu 264 votos, enquanto seu concorrente, o promotor José Augusto Cutrim Gomes, recebeu 115. Ao contrário de tempos não muito distantes, quando o órgão ministerial viveu um longo período tensionado por uma “guerra” de grupos, o processo transcorreu sem problemas nem tensões, mostrando que o MP/MA é hoje uma instituição sólida e madura.

A reeleição do procurador geral Eduardo Nicolau não surpreendeu. Ela foi fruto de um grande pacto informal, que ganhou forma à medida que seu primeiro mandato foi mostrando uma gestão firme, que colocou o Ministério Público acima da fogueira das vaidades e o fez funcionar como um eficiente fiscal da lei. Ao mesmo tempo, o atual procurador geral de Justiça trabalhou para manter a unidade do Ministério Público, o que lhe valeu credibilidade e autoridade para se candidatar a novo mandato. Sua votação foi a renovação da carta de crédito dada por seus pares.

 

Candidatura de Lahesio tem dois objetivos

Lahesio Bonfim

Corre nos bastidores que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), tem dois objetivos nessa corrida ao Palácio dos Leões. O primeiro é ser governador do Maranhão, claro, estando ele acreditando, de verdade, que será eleito. O outro objetivo a ser alcançado é: não sendo eleito governador, fazer lastro político e eleitoral para disputar a Prefeitura de Imperatriz em 2024.

São Luís, 24 de Maio de 2022.

Flávio Dino diz que só o povo e as consciências deles podem dizer se Weverton Rocha e Roberto Rocha são traidores

 

Flávio Dino já sabia que, após eleitos com o seu apoio, Roberto Rocha (2018) e Weverton Rocha (2022) não o apoiariam na disputa para a vaga de senador

O ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, confirmou o que muitos observadores atentos já suspeitavam: ele sabia que, assim como o senador Roberto Rocha (PTB), que se elegeu em 2014 com seu apoio, o senador Weverton Rocha (PDT), também beneficiário da sua força política para se eleger em 2018, não o apoiaria nessa caminhada.  “Realmente, não acreditava que nesse momento fossem me apoiar, pela trajetória e conduta que vinham adotando e pelas suas atuais posições políticas”, revelou. Indagado sobre se vê traição na postura dos dois senadores – que se odiavam, mas resolveram se juntar contra o seu maior apoiador -, Flávio Dino respondeu: “Não considero que nesse momento eu me sinta traído. E, se são traidores ou não, as suas próprias consciências e a população é quem devem julgar”. E completou, como que jogando uma pá de cal sobre o assunto: “Sinto muito, claro, o caminho que adotaram, mas faremos a campanha e, com a graça de Deus, venceremos”.

Feitas ao meio-dia de sábado (21), em entrevista na estreia do programa Sem Ponto, da Rádio 92.3 FM, comandado pelos jornalistas Daniela Bandeira e Thiago Soares, e com a participação dos influenciadores digitais Garoto Mídia e Poliana Dominici, as declarações do ex-governador Flávio Dino repercutiram no meio político e colocaram ordem no tabuleiro da corrida eleitoral. Elas soaram como fechamento da questão em relação ao senador Weverton Rocha, que disputa o Governo do Estado contra o governador Carlos Brandão (PSB), e ao senador Roberto Rocha, que tentará a reeleição tendo o ex-governador seu adversário na corrida à única vaga em disputa. Mais do que isso, embora não tenha sido explícito, Flávio Dino deixou no ar a impressão de que não vê possibilidade de reatamento, à medida que o rompimento foi iniciativa dos dois.

A posição de Flávio Dino em relação a Roberto Rocha é o resultado de um roteiro bem armado e protagonizado às claras, passo a passo, pelo senador petebista. Depois de eleito em 2014, derrotando o então deputado federal Gastão Vieira (MDB), com o apoio firme e intenso de Flávio Dino (PCdoB), então candidato a governador, sem o qual dificilmente teria saído vencedor, o senador colocou em marcha sua estratégia para se afastar do benfeitor. Começou criticando a “atuação ideológica” do núcleo central do Governo, sem conseguir esconder que se tratava de um jogo de pressão para obter do governador o compromisso de apoiar sua candidatura ao Governo em 2018, o que na prática significaria Flávio Dino abrir mão da sua candidatura à reeleição. O que se seguiu foi uma sucessão de provocações, bate-boca com governistas e, por fim, a desastrada candidatura do senador ao Governo em 2018, quando saiu das urnas com pouco mais de 2% dos votos. E depois disso, Roberto Rocha entrou para as fileiras do bolsonarismo cujas cores defende na disputa direta com Flávio Dino nesse pleito.

O roteiro que levou o senador Weverton Rocha a romper com Flávio Dino é parecido. Como seu colega Roberto Rocha, não satisfeito com o mandato senatorial, que conseguiu em 2018 em grande medida devido ao apoio do então governador Flávio Dino, Weverton Rocha decidiu ser candidato a governador. Pressionou o governador a apoiá-lo, quando até as pedras de cantaria da Praia Grande já sabiam que, por razões óbvias, o candidato do grupo seria o vice-governador Carlos Brandão, que viabilizou politicamente o seu projeto de.  reeleição. Houve várias tentativas de fazê-lo sair do páreo, apoiar Carlos Brandão e criar as condições para disputar o Governo em 2026, mas ele não quis conversa e resolveu partir para o confronto político e eleitoral, já tendo declarado que seu ele e seu grupo apoiar não votarão em Flávio Dino. A julgar pelo que aconteceu em São Luís em 2020, a estratégia de Weverton Rocha guarda o risco de levá-lo a outro tombo monumental. Daí a posição do ex-governador de fechar questão e encerrar a conversa com o senador pedetista e seguir em frente.

Por mais que os dois senadores tentem justificar o rompimento deles com Flávio Dino, o fato é que a única justificativa é a sede de poder de cada um deles falou mais alto. Não foi sem razão que na sua entrevista à 92.3 FM, o ex-governador disse o que pensa a respeito e encerrou o assunto, de maneira polida, sem uma palavra agressiva dirigida aos dois ex-aliados.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ex-governador rebate o que chama de fake news sobre pobreza no Maranhão

Weverton Rocha e Roberto Rocha teriam divulgado fake news 

Nos seus discursos de pré-candidatos ao Governo do Estado e à reeleição, os senadores Weverton Rocha e Roberto Rocha têm usado o argumento de que a pobreza no Maranhão aumentou “nos últimos anos”, ou seja, no Governo Flávio Dino. Na entrevista à 92.3 FM, externou sem rodeios o que pensa a respeito: “Inventaram que eu tinha dito que ia acabar com a pobreza no Maranhão. Acabou em algum lugar do Brasil? A pobreza no Brasil aumentou e os bolsonaristas é quem têm que responder por isso no país inteiro. Na posse, eu falava do Plano Mais IDH e disse que lutaríamos para que na próxima mensuração deste índice, não houvesse município maranhense na lista dos 30 piores com menor Índice de Desenvolvimento Humano”.

E classificou de mentirosa a informação, divulgada pelos senadores Weverton Rocha e Roberto Rocha de que a pobreza no Maranhão aumentou no seu Governo, que será desmentido com os números que serão levantados no próximo censo do IBGE: “Aí sim, podemos comparar. Inventaram uma fake news que dos 10 piores IDHs do Brasil, oito são de cidades do Maranhão. É mentira. Uma estimativa com base no último censo aponta dois municípios do Maranhão nessa lista. Tenho muita tranquilidade em debater números, pois os nossos são verdadeiros, diferente destes que são inventados pela caravana da insensatez”.

Acrescentou que, caso chegue ao Senado irá “ajudar para a captação de recursos reais e não dinheiro mental, a fim de auxiliar na execução das políticas sociais” e enumerou projetos como a rede IEMA, construção de creches em tempo integral, Restaurante Popular, Escola Digna e outros. “Se essa for a vontade do povo, espero poder ser seu representante no Senado Federal”, concluiu.

Um grupo e duas maiorias sobre quem apoiar para o Governo

No final da semana passada, o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) se reuniu com prefeitos aliados dele para consultá-los sobre quem deve apoiar para o Governo do Estado. Fontes da base governista divulgaram que a maioria dos prefeitos se manifestou a favor de apoiar o projeto de reeleição do governador Carlos Brandão, enquanto aliados do senador Weverton Rocha fizeram o mesmo, só que garantindo que a maioria de prefeitos defendeu uma aliança com o pré-candidato do PDT.

São Luís, 23 de Maio de 2022.

Consumada às vésperas das eleições, a federalização da MA-006 dificilmente sairá do papel ainda neste ano

 

Edilázio Jr., Roberto Rocha Cléber Verde, Josivaldo JP, Juscelino Filho e Pastor Cavalcante festejam federalização da MA-006 garantida em lei por Flávio Dino, Othelino Neto e Assembleia Legislativa, que votou em massa pela aprovação

Oito meses depois de autorizada pela lei estadual Nº 385/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e a pouco mais de quatro meses das eleições, a federalização de 241,7 quilômetros da MA-006, entre Balsas e Alto Parnaíba, foi formalizada ontem por meio de portaria do ministro da Infraestrutura Marcelo Sampaio. Com a federalização, o Governo da República poderá realizar as obras de pavimentação e de restauração da rodovia, que liga o Sul do Maranhão ao resto do mundo e integra a região do chamado Matopiba, uma das maiores do País em produção de grãos pela vertente do agronegócio, que tem Balsas como um dos seus polos mais importantes da região. O ato foi bem recebido no geral, mas causou má impressão a conotação político-eleitoreira dada pelo senador Roberto Rocha (PTB) e alguns deputados federais e estaduais bolsonaristas.

Se levada a sério pelo Governo Federal – o que não está acontecendo com outras rodovias federais que cortam o Maranhão, como a BR-135 e parte da BR-316 -, a federalização pode ser um ganho real para a infraestrutura rodoviária do Maranhão, incluindo o abandonado e caótico acesso à cidade de Imperatriz. Como tem acontecido nas mais diversas regiões do País, a começar pelo Mato Grosso, as rodovias federais que ligam as áreas de produção de grãos aos portos de escoamento, como é o caso da ligação Balsas-Itaqui no Maranhão, encontram-se em sua maioria quase intrafegáveis, aguardando ação por parte do DNIT, que quase nunca são efetivadas. Daí ser lícito prenunciar que, por uma série de fatores, nenhum metro de asfalto será colocado na agora federalizada MA-006 pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), principalmente se o projeto for entregue ao Exército, como próprio senador Roberto Rocha previu.

Realizado em um auditório do Ministério da Infraestrutura, em Brasília, o ato de edição da portaria pelo ministro Marcelo Sampaio foi animado pela ala bolsonarista da bancada maranhense no Congresso Nacional. Como já estava previsto, o senador Roberto Rocha (PTB), que não participou dos debates e dos esforços para viabilizar a concessão feita pelo Governo do Maranhão com o aval da Assembleia Legislativa, fez as vezes de “dono da bola”, com a coadjuvância dos deputados federais Cléber Verde (Republicanos), Edilázio Jr. (PSD), Juscelino Filho (União Brasil), Josivaldo JP (PSD) e do deputado estadual Pastor Cavalcante (PSC). Nenhum deles se dignou a lembrar dos verdadeiros “pais da criança”: a maioria da Assembleia Legislativa reunida no dia 31 agosto do ano passado, sob a orientação do presidente Othelino Neto (PCdoB), e logo em seguida o governador Flávio Dino, que sancionou a lei aprovada, consolidando o processo de transferência da rodovia para a esfera federal.

Não há o que discutir quanto à importância da federalização da MA-006. Mas não deixa de ser estranho que a portaria do ministro da Infraestrutura seja editada dois meses antes da campanha eleitoral propriamente dita, e no mesmo dia em que aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciaram a vinda dele ao Maranhão em junho, a convite do deputado estadual Pastor Cavalcante, para participar de encontro de pastores da Assembleia de Deus, exatamente em Balsas. Não precisa ser especialista para perceber com clareza que se trata de uma jogada eleitoreira bem armada, mas não o suficiente para esconder seu objetivo imediato: a turbinar a combalida imagem do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados nas eleições no Maranhão.

O fato é que, pelo menos, a federalização foi consumada, o que abre caminho para que algo sejas feito pelo bem de todos, ainda que seja fácil perceber e constatar a natureza política e eleitoral do esforço.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Tudo indica que não há consenso no PSD no apoio a Roberto Rocha

Edivaldo Holanda Jr. 

Há fortes sinais de que o PSD não está unido no apoio à pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição. O presidente estadual do partido, deputado federal Edilázio Jr., participou do ato de lançamento e declarou seu apoio ao senador do PTB, mas não foi claro se estava de acordo com o resto do partido. Nesse contexto, o candidato do PSD a governador, Edivaldo Holanda Jr., que é apoiado pelo nacional do partido, não fez até aqui uma só declaração apoiando o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha. Ao contrário, quando aceitou o convite do presidente Gilberto Kassab para ser candidato a governador, obteve o acordo pelo qual o partido não lançasse candidato ao Senado, de modo que ele pudesse votar no ex-governador Flávio Dino (PSB). A iniciativa do presidente Edilázio Jr. de declarar apoio a Roberto Rocha não arrastou Edivaldo Jr., que parece determinado a manter a posição inicial de disputar o Governo sem candidato a senador.

 

Roseana corre o risco de sair da zona de conforto com comentários soltos

Roseana Sarney

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) bem que poderia conter seus impulsos e evitar provocações desnecessárias ao ex-governador Flávio Dino (PSB), a quem já declarou que não apoia. Vez por outra ela sai da zona de conforto em que se encontra para fazer provocações. Aqui e ali, ensaia uma crítica à política de saúde do Governo Dino, que em sete anos fez na área o que ela nem de longe fez em mais de 12 anos de governo. Faz também, aqui e ali, comentários soltos tentando criticar a política educacional do governo passado, quando aquele governo de longe, e com sobra, todos os seus feitos na área educacional. Nesta semana, se manifestou com um estranho comentário em relação à onda de assaltos a ônibus: “Quando você perde o foco e atira para todos os lados, a probabilidade de dar errado é muito grande”. Será que ela sentiu isso em janeiro de 2013, quando São Luís viveu noites de terror com incêndio criminosos a ônibus, causando até morte de criança e algumas tragédias familiares? Como já diziam os mais antigos: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

São Luís, 21 de Maio de 2022.

Licença de Weverton tem muito mais ingredientes do que Bringel definiu como gesto de quem “honra seus pares”

 

Weverton Rocha abre vaga no Senado para Roberth Bringel

O senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato ao Governo do Estado, vai se licenciar do mandato por quatro meses, exatamente no período em que se dará a companha eleitoral e a realização das eleições. Ele anunciou sua saída no dia 6 de julho, para retornar no dia 6 de novembro, depois de um eventual segundo turno da eleição para governador. Na condição de senador licenciado, o pedetista vai intensificar os acordos visando fortalecer sua pré-candidatura e avançar na sua pré-campanha em todo o estado. Sua cadeira será ocupada pelo primeiro suplente, o médico Roberth Bringel, ex-prefeito de Santa Inês (2005/2013), que será senador pelo União Brasil. Licenciado, Weverton Rocha vai escolher seu candidato a vice e, tudo indica, confirmar o apoio do PDT ao projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PDT). Além disso, presidente que é do PDT, Weverton Rocha deverá se dedicar à organização da convenção na qual o partido oficializará a chapa majoritária por ele encabeçada, e as chapas proporcionais (deputado federal e estadual). Depois da convenção, se confirmada sua candidatura a governador, o senador licenciado comandará a campanha, que se iniciará no dia 16 de agosto e terminará no dia 30 de setembro, para ir às urnas no dia 2 de outubro e, dependendo do resultado, voltar às urnas três semanas depois.

As 16 semanas da sua licença serão marcadas por uma situação curiosa e politicamente pouco comum: o suplente Roberth Bringel será um senador do União Brasil, um partido do Centrão cuja bancada nesse período engordará, passando de oito para nove senadores, aumentando assim o poder de fogo da legenda. Por outro lado, a bancada do PDT, que já é pequena, com apenas quatro senadores, com a saída temporária de Weverton Rocha encolherá 25%, ficando com apenas três senadores, o que reduzirá muito a sua já limitada influência na Casa. Se for um político que honra partido, o senador temporário Roberth Bringel estará eticamente obrigado a declarar apoio ao pré-candidato do seu partido a presidente da República, o deputado federal Luciano Bivar (UB). Nesse caso, Ciro Gomes, pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, ficará com um pedetista a menos no plenário do Senado.

Ao transferir o mandato senatorial para Roberth Bringel durante a campanha eleitoral, reduzindo a força do seu partido na Câmara Alta para aumentar a já gigantesca musculatura de um partido de direita, que não apoia a pré-candidatura presidencial do pedetista Ciro Gomes nem a do próprio ex-presidente Lula da Silva (PT), que diz apoiar, o senador Weverton Rocha reforça a impressão de muitos de que essa aliança PDT/União Brasil vai muito além do que é visível no Maranhão. No estado ela parece ser apenas uma relação com viés familiar com o deputado federal Juscelino Filho, que é sobrinho de Roberth Bringel, mas que comanda apenas uma banda do novo partido – a outra é comandada pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, filho de Pedro Fernandes, prefeito de Arame e, por coincidência, primeiro suplente da senadora Eliziane Gama (Cidadania).

Essa aliança começou em 2018, com a escolha de Roberth Bringel para suplente de senador. Na época, a esposa dele, a também médica e ex-deputada estadual Vianey Bringel, então do MDB, era prefeita de Santa Inês. A relação ganhou força surpreendente nas eleições municipais de 2020, principalmente na disputa para a Prefeitura de São Luís, onde Weverton Rocha, já evidenciando o seu projeto de poder, afastou-se do governador Flávio Dino (PCdoB), descartou o então prefeito Edivaldo Holanda Jr., que era do PDT, e lançou um desafeto dele, o deputado estadual Neto Evangelista, filiado ao DEM, candidato a prefeito da Capital. O resultado foi a maior desastre da história eleitoral do PDT em São Luís. O partido que foi esmagado nas urnas, perdeu o controle da maior Prefeitura do Maranhão, encolheu na Câmara Municipal e acabou obrigado a apoiar de graça a eleição do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que será um dos seus mais fortes adversários em eleições futuras.

Assim, a licença do senador Weverton Rocha, que o futuro senador temporário Roberth Bringel classificou como um gesto de grandeza de “um aliado fiel que honra seus pares”, tem um fundo político bem mais abrangente e complexo, que ultrapassa as fronteiras do Maranhão e alcança os bastidores de Brasília. No que diz respeito exclusivamente à campanha, proporcionará ao pré-candidato do PDT o tempo que ele precisa para se manter firme na guerra pelo voto.

Em tempo: o médico Roberth Bringel nasceu político no antigo PMDB. Ele se elegeu prefeito de Santa Inês em 2004 e se reelegeu em 2008 com o apoio do Grupo Sarney.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com Ângela Salazar no comando, Justiça Eleitoral está em boas mãos

A presidente do TRE-MA Ângela Salazar e o vice e corregedor José Luís Oliveira

A desembargadora Angela Salazar assumiu ontem a presidência do Tribuna Regional Eleitoral (TRE-MA), e nessa condição comandará as eleições deste ano no Maranhão. Segunda mulher negra a presidir a Corte Eleitoral maranhense – a primeira foi a desembargadora Anildes Cruz -, a desembargadora Ângela Salazar chega ao posto embalada pela sua trajetória na magistratura e por uma série de símbolos que representa. Sua caminhada nas entrâncias judiciárias é exemplar: bacharela em Direito pela UFMA, foi delegada de Polícia, promotora de Justiça e, finalmente, juíza de Direito, função que cumpriu com correção e eficiência nas diversas comarcas por onde passou. Chegou ao colégio de desembargadores por merecimento e tem feito pleno jus à ascensão. Ao falar já como presidente da Justiça Eleitoral, ele mandou um recado claro aos que tentam desacreditar o sistema eleitoral com informação falsa: “Temos vivenciado um período desafiador, com disseminações do falseamento da verdade e das fakes news com impacto na vida econômica, social e política dos cidadãos, cidadãs e das instituições. A Justiça Eleitoral sendo atacada de forma constante sobre a confiabilidade da urna eletrônica, e o Estado Democrático de Direito sob perigo. Descabe, portanto, apoiar esses desvios de condutas”. No plano simbólico, sua importância ganha amplitude pelo fato de ser mulher, negra e de origem humilde, condições que no Brasil conservador que ainda teima em existir, tornam improvável protagonizar uma carreira bem-sucedida, principalmente numa instituição formal e conservadora como o Poder Judiciário. A nova presidente do TRE-MA é a prova – e faz questão de sê-lo – de que a educação, o esforço e a consciência cidadã são as armas mais eficientes na luta contra o atraso e o preconceito.

A presidente Ângela Salazar terá como vice, que acumula a função de corregedor-eleitoral, o desembargador José Luís Oliveira, um magistrado sério, estudioso e crítico duro das deficiências da Justiça e conhecido pela correção ética.

A Justiça Eleitoral do Maranhão está, portanto, em boas mãos, tanto na seara técnica quanto no ponto de vista ético.

 

Carlos Lula avança como nome forte para a Assembleia Legislativa

Carlos Lula

Surfando no prestígio – justo, vale anotar – que conseguiu como um dos mais destacados auxiliares dos Governos Flávio Dino, principalmente pelo eficiente desempenho na luta contra o novo coronavírus, o advogado Carlos Lula, ex-secretário de Estado da Saúde e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde (Conas), avança como um dos mais fortes marinheiros de primeira viagem na corrida para a Assembleia Legislativo. Filiado ao PSB, ele vem quebrando progressivamente a imagem fechada de advogado militante que continua sendo, para se transformar num pré-candidato expansivo e perdendo o medo de chegar onde pretende. Além da monumental rede de Saúde que implantou no Maranhão, ele entra na luta pelo voto como o secretário de Saúde cujo estado foi, proporcionalmente, o que menos perdeu vidas para a covid-19. Não é pouca coisa não, nem aqui nem na China.

São Luís, 20 de Maio de 2022.

Edivaldo Jr. tenta um desafio gigantesco: se livrar de Lahesio e alcançar Weverton com discurso “antibriga”  

 

Edivaldo Jr. quer se desgarrar de Lahesio Bonfim e alcançar Weverton Rocha na corrida aos Leões

Confirmado na terceira posição na corrida ao Palácio dos Leões, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. vai centrar sua pré-campanha de pré-candidato do PSD no objetivo de se desgarrar do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, pré-candidato do PSC, e jogar pesado para alcançar o segundo colocado, que segundo a pesquisa Escutec mais recente, é o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, recém ultrapassado pelo governador Carlos Brandão, pré-candidato do PSB à reeleição. Para tanto, vai intensificar o discurso com qual pretende ser identificado como a “terceira via”, certo de que essa posição poderá lhe empurrar para um eventual combate em segundo turno com o governador Carlos Brandão ou até mesmo com o senador pedetista. Edivaldo Jr. já está dando os primeiros passos nessa estratégia com o discurso dos filmetes de propaganda do PSD, nos quais se apresenta como bom moço e crítico da política do confronto.

Sem ser exatamente original, o mote é inteligente e a estratégia tem tudo para ser eficiente. Primeiro porque num país em que, sem um projeto de Governo e conquistas visíveis, o presidente da República se alimenta do confronto, comprando brigas com Deus do mundo, à esquerda e à direita, parece um bom negócio adotar uma estratégia nessa linha, como paladino do trabalho e da moderação. E segundo, porque o cidadão e o político Edivaldo Holanda Jr. se encaixam sem maiores dificuldades nesse perfil. Sua trajetória de dois mandatos de vereador de São Luís, meio mandato de deputado federal e dois mandatos de prefeito das Capital justifica, sem muito esforço, esse movimento. E encontra alvos nítidos em Lahesio Bonfim, pré-candidato do PSC, e em Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, dois políticos pré-dispostos a entrar nessa seara perigosa, se for o caso, para chegar onde pretendem.

Com 12% de intenções de voto, segundo a última pesquisa Escutec, tecnicamente empatado com Lahesio Bonfim, que apareceu com 11% no mesmo levantamento, e oito pontos percentuais atrás de Weverton Rocha, que tem se mantido na faixa dos 20%, Edivaldo Jr. parece ter clara noção de que o seu objetivo é, na verdade, um desafio gigantesco nas duas pontas do projeto. Ele sabe que os dois oponentes que pretende deixar para trás não são presas fáceis, muito ao contrário.

O ex-prefeito de São Luís está plenamente ciente de que Lahesio Bonfim se mostra cada dia mais confiante de que o fato de ser “a novidade” no contexto da disputa lhe dá um gás extra para desempatar o jogo a seu favor e seguir em frente, para, ele próprio, tentar chegar no segundo colocado. Essa confiança aumentou com a saída do senador Roberto Rocha (PTB) do páreo para disputar a reeleição, e mais ainda com a desistência já admitida do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que por indução do Palácio do Planalto, poderá apoiá-lo. E certamente já avaliou que tirar o colega ex-prefeito do seu calcanhar poderá exigir uma ação de confronto direto, que vai exatamente na contramão da política pacifista que ele está pregando. Uma forma de ação política que Lahesio Bonfim parece gostar.

Se desgarrar-se de Lahesio Bonfim é tarefa difícil, dá para imaginar o tamanho da encrenca que será engordar na preferência do eleitorado o suficiente para alcançar e ultrapassar o senador Weverton Rocha e se posicionar como o adversário do governador Carlos Brandão num eventual segundo turno. A julgar pela pré-campanha intensa e quase obstinada do pré-candidato do PDT, o discurso “civilizado e antibriga” do candidato do PSD não será suficiente para alcançar o objetivo traçado. Weverton Rocha tem se mostrado um adversário forte e determinado, tendo a seu favor uma megaestrutura de campanha. Alcançá-lo e deixá-lo para trás não é exatamente impossível, mas qualquer observador sabe que não será nada fácil.

Em resumo: o projeto do pré-candidato Edivaldo Jr. de tornar a “terceira via” é um desafio gigantesco, que, se vier a ser alcançado, reafirmará em definitivo a imprevisibilidade da política.

Em tempo: A pesquisa Estutec foi feita entre 26 e 30 de abril, ouviu 2 mil eleitores em 73 municípios, tem margem de erro de 2,19% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TRE sob o protocolo MA 02565/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

União Brasil deve continuar rachado no Maranhão

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes: União Brasil vai continuar rachado no MA

Não surpreenderam as declarações do deputado estadual Neto Evangelista comentando, em tom de desânimo, a indefinição do União Brasil – resultado da fusão DEM/PSL – em relação à disputa para o Governo do Estado e Senado. E se ele não foi direto e esclarecedor nas explicações, a situação é simples, e foi objeto de um comentário da Coluna na semana que passou: o União Brasil no maranhão está rachado ao meio, com seus dois líderes, os deputados federais Juscelino Filho (ex-DEM) e Pedro Lucas |Fernandes (ex-PSL), posicionados em campos opostos, o primeiro ao lado do senador Weverton Rocha (PDT), apoiando também a pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, e o segundo alinhado ao governador Carlos Brandão (PSB), tendo o ex-governador Flávio Dino (PSB) como candidato do Senado. E como parece haver um acordo pelo qual o comando nacional do partido não se envolverá nos seus braços regionais, os dois parlamentares se juntarão para apoiar o candidato que o partido vier a escolher para a Presidência da República, ficando liberados para se posicionar no estado de acordo com as suas conveniências. E como estão em campos opostos sem serem inimigos, Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes tendem a manter a situação como está no primeiro turno, para decidir o que fazer em caso de segundo turno.

 

Bancada mantém silêncio sobre ataques à urna eletrônica

Tem chamado a atenção a indiferença da esmagadora maioria da bancada federal do Maranhão em relação aos ataques, cada vez mais ostensivos, do presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua turma ao mundialmente elogiado e cada vez mais seguro sistema de votação brasileiro por urna eletrônica. Salvo os oposicionistas senadora Eliziane Gama (Cidadania) e os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Jr. (PSB), que se manifestam sempre que o presidente Jair Bolsonaro investe contra o sistema eleitoral, os demais representantes permanecem em silêncio, como se nada estivesse acontecendo. Vale registrar que o silêncio é mantido também pela fatia bolsonarista da representação maranhense no Congresso Nacional.

São Luís, 19 de Maio de 2022.

Maranhãozinho sai do páreo, não declara apoio a Weverton e diz que grupo vai escolher o candidato

Josimar de Maranhãozinho durante live com Detinha e aliados bolsonaristas, quando anunciou a decisão

A declaração do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) de que será o seu grupo, e não ele isoladamente, quem escolherá o pré-candidato ao Governo do Estado, funcionou como uma forte pisada no freio em relação ao senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, cujos aliados, visivelmente entusiasmados, já davam o apoio como favas contadas. Com a manifestação, feita em live na noite de segunda-feira, o parlamentar admitiu pela primeira vez que está fora da corrida aos Leões, mas, ao contrário era esperado no meio político, ele não só não bateu martelo sobre o nome a ser apoiado, como também resolveu consultar o seu grupo, assegurando que o pré-candidato que terá o seu apoio será o que os aliados escolherem. Se, de fato, Josimar de Maranhãozinho abrir mão do seu poder de decisão e permitir os integrantes do seu grupo discutam as pré-candidaturas e se posicionem em relação a uma delas, pode acontecer de tudo, podendo a escolha recair sobre qualquer um dos pré-candidatos, incluindo, claro, o senador Weverton Rocha e o governador Carlos Brandão (PSB).

O que o deputado federal Josimar de Maranhãozinho chama de seu grupo é a soma de ele e mais três deputados federais, cinco deputados estaduais, 40 prefeitos que seu partido elegeu – entre eles Júlio Matos (PL), de São José de Ribamar, e Rigo Teles (PL), de Barra do Corda, por exemplo -, além de um expressivo número de vereadores. Trata-se de um grupo com peso político e eleitoral, que, se atuar unido e bem articulado, pode ter papel importante no desempenho do candidato que vier a apoiar. Tanto que no meio político é corrente a certeza de que todos os pré-candidatos querem o apoio do grupo por ele comandado, independentemente da sua condição de investigado por corrupção e outras bandalheiras, e de mais importante aliado de proa do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão.

Para escolher um dos pré-candidatos, Josimar de Maranhãozinho e seu grupo terão de resolver uma série de questões que, se não bem resolvidas, poderão melar qualquer acordo. A primeira delas é o fato de o PL por ele comandado ser o partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro buscará a reeleição, o que obriga a ele e seu grupo se alinharem automaticamente à campanha do presidente da República no Maranhão. Se esse fato vier a pesar mesmo, dificilmente o grupo chefiado pelo presidente do PL apoiará, por exemplo, o governador Carlos Brandão, que está alinhado à campanha do ex-presidente Lula (PT), nem o senador Weverton Rocha, que se encontra ainda em cima do muro em relação ao pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes (PDT), e ao líder petista. Nesse tabuleiro de pré-candidatos, restam-lhe Edivaldo Holanda Jr., cujo partido, o PSD, ainda não se definiu na corrida presidencial; e Lahesio Bonfim (PSC), que poderia ser o chamado “caminho natural”, mas por quem Josimar de Maranhãozinho não nutre “um real” de simpatia.

Nos bastidores, todos sabem que Josimar de Maranhãozinho tem simpatia pela pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Os dois dialogam sem problemas, já conversaram diversas vezes, inclusive em meio à informação segundo a qual entre 10 e 15 dos 40 prefeitos em tese controlados pelo chefe do PL já teriam lhe comunicado que apoiarão o projeto de reeleição do chefe do Poder Executivo, que espera o apoio desse grupo. Uma eventual aliança com o senador Weverton Rocha se dará mais no campo da conveniência, uma vez que os dois não nutrem simpatia política um pelo outro, mas entre eles poderá ser firmado um acordo que inclua, por exemplo, a vaga de vice. Weverton Rocha tem incentivado seus aliados a propalarem a possível aliança, mas ele próprio tem sido cauteloso sobre o assunto. O mesmo se dá com Josimar de Maranhãozinho.

O fato é que, ao admitir que está fora do páreo e jogar para o grupo a escolha do pré-candidato, Josimar de Maranhãozinho passou uma borracha no que estava rascunhado e abriu caminho para um desenho imprevisível, que pode ligar sua turma ao PDT, ao PSB, ao PSD ou até mesmo ao PSC.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino diz que Moro “assassina o Direito”

Flávio Dino faz novas e duras críticas a decisões e declarações de Sérgio Moro sobre Lula daSilva

O ex-governador Flávio Dino (PSB), ex-juiz federal, volta e meia dá lições de Direito ao ex-juiz federal Sérgio Moro. A mais recente, em tom de “puxão de orelha”, foi “ministrada” ontem. O roteiro mais uma vez envolveu o ex-presidente e pré-candidato a presidente Lula da Silva (PT).

Irritado com questionamentos acerca do seu domicílio eleitoral, um dos itens do imbróglio em que se transformou seu início de carreira política, Sérgio Moro resolveu reagir atirando contra o ex-presidente Lula da Silva. Ele escreveu: “Ressalvo que as condenações de LL não foram anuladas por erros da primeira instância, mas, sim, por erros da última instância. A corrupção na Petrobras foi profunda e LL não foi inocentado no mérito por ninguém”. E acrescentou como que reclamando que “a candidatura de um condenado em 3 instâncias seja tratada com naturalidade”.

Flávio Dino não deixou por menos, e disparou na direção do ex-chefe da Lava Jato e ex-“menino de ouro” do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL): “É constrangedor ver um colega ex-juiz federal dedicar-se a assassinar o Direito em tweets. Falar em “inocentar no mérito?” Que maluquice é essa? E agora dizer que existem “condenações em 3 instâncias” contra Lula? E a declaração de nulidade?”

Flávio Dino fala com autoridade sobre e os tropeços jurídicos de Sérgio Moro. Eles ingressaram na magistratura federal pelo mesmo concurso, com o detalhe de que Flávio Dino foi aprovado em 1º lugar e Sérgio Moro em 16º.

Flávio Dino foi um juiz correto, sem nenhuma mancha na sua carreira. Além disso, conquistou o respeito da sua categoria, tendo se elegido presidente da Associação dos Juízes Federais, uma das entidades mais atuantes e respeitadas da magistratura brasileira. Deixou a magistratura pela porta da frente para entrar na política, elegeu-se em deputado federal em 2006, tendo sido apontado como um dos melhores quadros da Câmara Federal entre 2007 e 2010, destacado como legislador, principalmente como relator de vários projetos importantes, entre eles o da Lei da Ficha Limpa. Concorreu sem sucesso à Prefeitura de São Luís em 2008 e ao Governo do Estado em 2010, mas foi consagrado ao ser eleito governador no primeiro turno em 2014, e reeleito em 2018, também em turno único. Fez um governo marcado pela correção e pela eficiência e é favorito na disputa ao Senado.

Depois de anos sem expressão na magistratura, Sérgio Moro criou o grande filão da Lava Jato, no qual se projetou como paladino da luta contra a corrupção. Só que nessa função atropelou a lei, desrespeitou direitos, abusou do seu poder e jogou tudo por terra ao deixar a magistratura para se tornar ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, em quem o pretendeu dar um golpe para se tornar nome forte para a presidência da República. Jair Bolsonaro percebeu o jogo e criou as condições para que ele pedisse demissão. Tentou viabilizar sua candidatura a presidente, mas nenhum partido quis lhe dar a vaga. Caminha para um já visível ocaso político.

 

Macedo faz Podemos sair da “gaveta” e se tornar o partido viável

Ao centro, Fábio Macedo apresenta parte dos filiados, como Cleomar Tema e Jota Pinto à esquerda

Até três meses atrás na condição de partido com potencial para ser o grande suporte do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, no seu projeto de chegar ao Governo do Estado em oposição ao grupo atualmente no poder estadual, o Podemos deu uma guinada e apoiará a pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) ao Governo do Estado e a do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Agora comandado pelo deputado estadual Fábio Macedo, o partido foi turbinado com uma série de filiações de peso, entre elas a do ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, a do suplente de deputado federal Dr. Elizabeth, o suplente de deputado estadual Jota Pinto, o vereador Marcial Lima, ex-líder do Governo na Câmara Municipal, entre outros líderes.

Antes visto como um político sem muito futuro, devido principalmente a problemas de natureza pessoal, o deputado Fábio Macedo vem surpreendendo com o um operador político ativo, tendo conseguido transformar o Podemos num partido competitivo: “Quando recebemos o partido, já tínhamos uma representação na Câmara, mas éramos completamente desconhecidos no estado. Eu sempre digo que pegamos um partido na gaveta e, em apenas cinco dias, com todo esforço, montamos uma chapa com 42 pré-candidatos a deputado estadual e 19 pré-candidatos a deputado federal”.

Seu entusiasmo faz todo sentido.

São Luís, 18 de Maio de 2022.

Weverton opera para reforçar sua pré-candidatura com guinada radical na direção do bolsonarismo

 

Weverton Rocha durante uma das edições do “Maranhão mais feliz”, ao lado da sua esposa, Sâmia Bernardes

Na iminência de confirmar o apoio já alinhavado do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), chefe maior do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, depois de perder vários aliados importantes, o senador Weverton Rocha (PDT) vem mantendo o mesmo ritmo inicial da sua ostensiva e intensa pré-campanha ao Governo do Estado, realizando os eventos por ele batizados de “Maranhão mais feliz”, na verdade atos políticos com formato de comício, que fecha sempre com um discurso de campanha em que afirma ter solução para todos os problemas do estado.  Além disso, o senador vem alimentando uma frenética ponte-aérea São Luís-Brasília-São Luís, para exercer o mandato, e às vezes com desvio de rota, como ontem, quando ele desembarcou em São Paulo integrando a comitiva que acompanhou o presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), aos estúdios da TV Cultura, onde concedeu entrevista ao conceituado programa Roda Viva. “Estamos aqui em São Paulo acompanhando o presidente Rodrigo Pacheco na entrevista que ele concederá daqui a pouco à TV Cultura”, postou o senador maranhense em rede social, atuando mais com um assessor do que como líder da bancada do PDT no Senado. Toda essa movimentação visa um único objetivo: fortalecer sua pré-candidatura ao Governo do Estado, começando por voltar à liderança nas pesquisas, hoje perdida para o governador Carlos Brandão (PSB), e evitar o risco de ser seriamente ameaçado pelo ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões.

O senador Weverton Rocha não admite sequer a possibilidade de rever seu projeto de candidatura. Ele e seus aliados mais próximos exibem a convicção de que sua determinação e sua estratégia o levarão ao Palácio dos Leões. E, curiosamente, esse sentimento dominante entre os seus apoiadores mais próximos foi nitidamente reforçado depois que veio à tona a informação de que, depois de perder o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e da sua colega de bancada Eliziane Gama (Cidadania), ele receberá o apoio formal de Josimar de Maranhãozinho. Por esse acordo, alinhavado com a ajuda de aliados em Brasília, a base da sua pré-candidatura será turbinada com quatro deputados federais, cinco deputados estaduais e entre 25 e 30 prefeitos, já que entre 10 e 15 dos 40 que seu partido elegeu se posicionaram como governador Carlos Brandão.

Outro item da sua estratégia, decidido ainda em fevereiro, mas só declarado no final de abril, foi o rompimento com o ex-governador Flávio Dino (PSD). “Uma coisa nosso grupo já decidiu: não votaremos no Flávio Dino”, declarou ele em Caxias, para dias depois mandar deputados estaduais integrantes do seu núcleo de comando declararem apoio à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. A decisão surpreendeu pelas irônicas coincidências que ela reúne: o senador Weverton Rocha, eleito em 2018 com o apoio decisivo do então governador Flávio Dino, resolveu virar as costas ao agora ex-governador pré-candidato ao Senado, para aliar-se ao senador Roberto Rocha (PTB), pré-candidato à reeleição, ele também eleito com a ajuda providencial do então governador Flávio Dino em 2014. Nada parecido aconteceu na política maranhense nas últimas décadas.

Ao firmar aliança com Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha, Weverton Rocha deu uma guinada radical à direita, ligando-se, ainda que informalmente, ao braço do bolsonarismo no Maranhão. “Desafio quem prove que eu tenha votado contra trabalhadores”, brada nos seus discursos contestando rumores de acordos subterrâneos com o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). E reforça sua “independência” alimentando ligação forte com a zoadenta, mas pouco influente, dissidência do PT, concentrada numa corrente petista com base em São Luís, que avaliza seu discurso já não tão enfático de apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Planalto.

O fato é que, com todos os altos e baixos e erros e acertos, o senador Weverton Rocha mantém de pé o seu projeto de candidatura, indicando que fará de tudo para que seu foguete sem marcha à ré não dê meia volta e retorne à base. Prova disso foram as edições do “Maranhão mais feliz” em São Luís Gonzaga e Pastos Bons, na semana passada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A AgroBalsas: Brandão autoriza pavimentação da MA-006 e faz regularização fundiária

Carlos Brandão, secretários e líderes empresariais do agronegócio em ato preparatório da feira; e um dos espaço da feira, uma das 20 maiores do País.

O governador Carlos Brandão (PSB) participou ontem da festa de abertura da 18ª AgroBalsas, o maior evento do agronegócio da chamada região Matopiba e cujo foco é o desenvolvimento, a inovação, a troca de informações nacionais e internacionais e a tecnologia avançada na produção agrícola mecanizada em carga escala, como acontece na região polarizada por Balsas, no Sul do Maranhão. Na sua participação, o governador anunciou obra de pavimentação rodoviária e ações de regularização fundiária na região.

O governador Carlos Brandão estará na 18ª edição da AgroBalsas, um dos maiores eventos de agronegócio no Maranhão, que começa nesta segunda-feira (16), a partir das 19h, na Fazenda Sol Nascente. Neste ano, a AgroBalsas tem foco no desenvolvimento, inovação, transferência de informações nacionais e internacionais e tecnologia avançada. Na ocasião da agenda, Carlos Brandão autorizou a pavimentação da MA-006, no trecho que liga Tasso Fragoso a Alto Parnaíba, e assinou termo de regularização fundiária, que será o maior na história da região. E na sua fala, o governador reafirmou o seu compromisso de investir para que o Maranhão avance como um grande celeiro de produção agrícola do Brasil e do mundo.

Organizada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) com o apoio do Governo do Maranhão, a AgroBalsas é uma das 20 maiores exposições agropecuárias do País e deve gerar negócios na ordem de R$ 3 bilhões com a participação de produtores rurais, pecuaristas, empresas e organizações públicas e civis, tendo como forte o agronegócio. A exposição segue até o dia 20.

É isso aí.

 

Roberto Costa mantém tradição com a Festa das Mães em Bacabal

Roberto Costa com participantes da Festa das Mães em Bacabal

Já inscrita no calendário de eventos da cidade, devido a importância que ganhou ao longo dos últimos 10 anos, a Festa das Mães realizada pelo deputado Roberto Costa (MDB) em Bacabal vai muito além do roteiro tradicional. Tem brindes, sorteios e distribuição de mimos. Mas o que chama a atenção é o gigantismo do evento, que reúne uma multidão em verdadeiro clima de festa. Foi assim no último sábado (14), no Centro Cultural da “Princesa do Mearim”, onde uma expressiva fatia feminina dos seus 106 mil habitantes se concentrou atendendo ao convite do parlamentar. A edição desse ano teve uma programação tão rica quanto intensa. A distribuição de brindes e os sorteios de eletrodomésticos – televisores, fogões, geladeiras, liquidificadores e poupança no valor de R$ 1 mil, com transmissão direta pelas TVs locais foram embalados por orações e em seguida por artistas, como o cantor Guilherme Kalebe, de 10 anos, que fez uma homenagem especial às mães, e a cantora Taty Mel e o Dj Bigu completaram a festa animando os milhares de bacabalenses presentes ao evento. Em meio às manifestações de gratidão, o deputado Roberto Costa, que tem uma forte relação pessoal e política com Bacabal, quase não segurou a emoção: “Foi uma festa muito bonita, dois anos sem a gente ter esse abraço carinhoso das mães de Bacabal. Mas, graças a Deus, a gente conseguiu realizá-la mais um ano e reunimos uma multidão. Foi muito bom. Valeu a pena”.

São Luís, 17 de Maio de 2022.

Com chapa pronta e base política sólida, Brandão e Dino se distanciam dos concorrentes

 

Flávio Dino. Carlos brandão e Felipe Camarão têm chapa pronta e levam vantagem sobre Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

A 18 semanas das eleições que definirão o futuro imediato do Maranhão, no contexto do destino que os brasileiros, incluindo os maranhenses, darão ao Brasil, a corrida para o Governo do Estado vai desenhando um cenário cuja versão final poderá ser a confirmação, ou não, do que é visível hoje. De um lado, a aliança partidária montada em torno da chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão (PSB|), pré-candidato à reeleição, tendo o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, e de outro, uma série de pré-candidatos a governador – senador Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), Josimar de Maranhãozinho (PL), Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) – que ainda não trabalham com a montagem de suas chapas. Com números espantosamente diferentes, as duas pesquisas mais recentes (Escutec e Exata – a primeira deu expressiva vantagem a Carlos Brandão, e a segunda mostrou um rigoroso empate técnico entre os dois) indicam que aos poucos o governador vai avançando, enquanto o senador pedetista se mantém estacionado há meses no patamar dos 20 pontos percentuais. Há sinais de que a tendência de polarização entre Carlos Brandão e Weverton Rocha pode perder consistência e tornar a situação indefinida no segundo time.

Até agora, Carlos Brandão e Flávio Dino vêm dando seguidas demonstrações de unidade e de capacidade de definir os rumos das suas pré-candidaturas. Já definiram o seu arco de alianças, já escolheram o pré-candidato a vice-governador – Felipe Camarão (PT) -, e já preencheram a vaga de candidato a primeiro suplente de senador – Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro (PCdoB). Atualmente, Carlos Brandão e Flávio Dino acompanham a movimentação dos seus partidos e aliados para montarem as chapas de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Além disso, já alinhavam o roteiro de campanha das chapas majoritária e proporcionais e já trabalham na organização da pré-campanha e campanha do seu aliado na corrida à Presidência da República, o ex-presidente Lula da Silva (PT). É o que se pode chamar de correta montagem de um bem construído e poderoso movimento eleitoral.

No campo oposto, com exceção do PSOL, que tem chapa majoritária definida, com Enilton Rodrigues para o Governo e Antônia Cariongo para o Senado, o que existe até agora são alguns nomes firmemente posicionados como pré-candidatos a governador, fazendo pré-campanha solitariamente. O pedetista Weverton Rocha iniciou a pré-campanha vinha exibindo boa performance, mas estancou, conforme registrado pelas pesquisas, ainda não sinalizou sobre quem será seu pré-candidato a vice, que deve sair das fileiras do PDT, formando uma improvável “chapa puro sangue”, ou de aliados como Republicanos ou PTB, já que o PDT decidiu confirmar o rompimento com Flávio Dino apoiando formalmente a pré-candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição. Além disso, Weverton Rocha ainda corre atrás do apoio do ex-presidente Lula da Silva, ignorando o pré-candidato do seu partido na corrida presidencial, o ex-ministro Ciro Gomes, gerando um quadro no mínimo curioso.

A situação é mais indefinida no âmbito das demais pré-candidaturas. Edivaldo Holanda Jr. está focado em romper as fronteiras, ganhar espaço e criar as condições para chegar a um eventual segundo turno, o que não lhe deixou margem para pensar em vice. Ele ainda não se manifestou em relação ao Senado, mesmo tendo o presidente do seu partido, deputado federal Edilázio Jr., manifestado a intenção de apoiar o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha. É a mesma situação do pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, tudo indicando que a palavra final sobre escolha do vice será do presidente do partido e principal fiador do projeto de candidatura a governador, deputado federal Aluízio Mendes.

Em situação mais indefinida ainda estão Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo. O primeiro vê seu projeto de candidatura ao Governo do Estado afundar a cada dia sob o peso de uma gigantesca rejeição, reforçada pelas investigações da Polícia Federal que o apontam como chefe de um grande esquema de corrupção com recursos de emendas parlamentares. O segundo pela absoluta inércia da sua pré-candidatura, mesmo sendo ele um postulante quase obstinado.

O cenário definitivo estará desenhado daqui a dois meses a 10 semanas, quando chegar o período das convenções partidárias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino galvaniza movimentos populares por Lula, Brandão e ele próprio

Flávio Dino mobiliza movimentos sociais e sindicais para formar o “Time do Lula”

No ato em que reuniu o que batizou de “Time do Lula”, na noite de sexta-feira (13), apoiadores da sua candidatura, na maioria militantes de movimentos populares, sociais e sindical, o ex-governador Flávio Dino fez um discurso forte, no qual estimulou a mobilização desses segmentos em apoio às pré-candidaturas do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Planalto, do governador Carlos Brandão aos Leões e à dele própria ao Senado. Ele disse:

“Esse é um ato de lutadores e lutadoras do Maranhão. É essa mobilização aqui que decide e ganha eleição. Nós precisamos entender que o Brasil está sofrendo muito porque as pessoas estão perdendo o que conquistaram. Perderam o mais importante que é o direito de sonhar. É preciso está na rua, no bairro, no sol quente, na chuva. É preciso estar em cada igreja dizendo que quem é cristão de verdade não pode votar no Anticristo, não pode votar em quem não tem nenhum compromisso verdadeiro. Nós vamos junto e vamos vencer no Maranhão”.

Foi ovacionado.

 

Braide pode ficar sem partido até depois das eleições

Eduardo Braide: sem preocupação partidária, mais foco na gestão

Não será surpresa se o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, permanecer sem partido até depois das eleições de outubro. Para quem é obrigado a encarar e dar jeito nos problemas cabeludos que aterrissam na sua mesa de trabalho no Palácio de la Ravardière, entrar numa briga eleitoral da qual não participa diretamente, a avaliação é o de que é mais prudente evitar envolvimento. Na avaliação de uma fonte próxima do prefeito, até mesmo o quadro de pré-candidatos a governador não o estimula a entrar nessa ciranda. O governador Carlos Brandão é. apoiador do seu principal adversário, o deputado estadual Duarte Jr. (PSB); o ex-prefeito Edivaldo Jr. já é tido como seu oponente em 2024; e o senador Weverton Rocha pode vir a ser seu oponente no pleito estadual de 2026. Ou seja, tudo conspira para que o prefeito de São Luís não se envolva muito com a corrida ao voto deste ano. Nesse cenário, vinculação partidária poderá obrigá-lo a tomar posição, o que parece não ser do seu interesse, pelo menos até o início de outubro.

São Luís, 16 de Maio de 2022.