Edivaldo Jr dá golpe de mestre e se muda para o PDT, para ter espaço de campanha.

 

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Edivaldo Jr.  poderá reanimar a forte  militância do PDT em São Luís

O prefeito Edivaldo Jr. e mais oito prefeitos de diversas regiões do estado se filiarão ao PDT em grande ato agendado para sexta-feira, conforme revelação feita pelo blog do jornalista Diego Emir. O fato ganha relevância à medida que o prefeito de São Luís dá uma guinada partidária radical em direção à esquerda moderada, para consolidar seu lastro político, já que o PTC, onde está ainda abrigado, não tem qualquer futuro. E consagra uma agressiva política de fortalecimento do partido, posta em prática pelo deputado federal Weverton Rocha, presidente da legenda em São Luís, que vai aos poucos se consolidando como líder absoluto da agremiação no Maranhão. Quanto ao peso dos novos filiados, o prefeito de São Luís já o suficiente para mostrar que o braço maranhense da agremiação brizolista se movimenta para voltar a ser um partido forte depois de anos de emagrecimento político.

Depois das filiações de sexta-feira, o PDT voltará a ser um dos partidos mais importantes do estado. Para chegar a essa conclusão, basta observar que, se o PCdoB ganhou força por ter o governador do Estado e o PSDB, o vice-governador e o prefeito de Imperatriz, o PDT terá nos seus quadros nada menos que os prefeitos de São Luís e de São José de Ribamar e, de quebra, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho. Além disso, é sabido que pelo menos quatro vereadores se filiarão ao partido acompanhando o prefeito Edivaldo Jr., o que o elevará à condição de partido mais forte na Capital.

Com a filiação ao PDT, o prefeito Edivaldo Jr. operou uma guinada politica surpreendente e arrojada. Para ele, deixar o PTC, legenda sem eira nem beira e praticamente sem tempo de rádio e de televisão para a campanha eleitoral, foi um passo decisivo apara evitar problemas  à sua candidatura à reeleição. No PDT, a situação é bem diferente, pois o partido lhe assegurará essa vantagem na área de comunicação de massa. Ao mesmo tempo, a presença do prefeito de São Luís poderá tirar da letargia pelo menos parte da outrora famosa e às vezes até agressiva militância do PDT. Nos tempos áureos sob o comando de Jackson Lago – que o fundara em Lisboa, juntamente com Leonel Brizola e Neiva Moreira, depois de perder o controle do PTB – o PDT era uma máquina política respeitável, sobretudo por sua militância, que o transformou numa das máquinas políticas mais eficientes do Maranhão.

Se conseguir realizar um trabalho político consistente e de médio e longo prazo – o que parece ser o seu objetivo -, o prefeito Edivaldo Jr. poderá levar de volta ao PDT militantes históricos, como a médica Clay Lago e vários outros remanescentes importantes do brizolismo maranhense. Se conseguir esse feito, o prefeito Edivaldo Jr. não apenas terá turbinado o PDT, mas terá a seu dispor uma máquina partidária e ponto final. É improvável que esse reforço venha a se tornar uma realidade, porque as mágoas o PDT ainda é um partido dividido e sua guerra interna será muito difícil de ser superada.

Resumindo a situação, o prefeito Edivaldo Jr. está dando um golpe de mestre ao  assinar ficha de filiação no PDT, onde unirá esforços políticos com o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, para viabilizar política e partidariamente o seu projeto de conquistar mais um mandato à frente do Palácio de la Ravardière.

 

PONTOS & CONTRAPONTOS

Pedindo anistia

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa vai analisar Projeto de Lei proposto pelo deputado Fernando Furtado (PCdoB), a pedido da diretoria Fernando Furtado (PCdoB), que anistia os dias descontados dos grevistas do Judiciário, na paralisação do ano passado. Ontem, a diretoria do Sindjus, representada pelo presidente Aníbal Lins, foi depois que a CCJ analisou vários pareceres sobre a constitucionalidade e legalidade de projetos em tramitação. O presidente da entidade explicou que em outros Estados já foram apresentados projetos nessa natureza e que cerca de três mil servidores tiveram 11 dias descontados dos salários por conta da greve. O presidente da CCJ, Marco Aurélio (PCdoB), prometeu levar o projeto de anistia para ser analisado sob o aspecto jurídico, por conta do risco de haver inconstitucionalidade devido à proposta está partindo de um deputado e não do Judiciário. Presente na reunião, o autor do projeto, Fernando Furtado, pediu que a comissão análise o caso e Marco Aurélio (PCdoB) anunciou que vai indicar relator na próxima semana. Não será garantida a sua aprovação.

São Luís, 25 de Agosto de 2015.

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