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Bem na primeira pesquisa, Roseana se anima a voltar à cena política, mas sem definir candidatura

Os 30% de intenções de voto que recebeu na pesquisa Exata, a primeira sobre a corrida ao Palácio dos Leões e que a fizeram aparecer como líder destacada entre os demais candidatáveis, a começar pelo senador Weverton Rocha (PDT), que apareceu com 20%, e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), preferido por 6% dos entrevistados, deram o impulso que faltava para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) se animar de vez com o projeto de cancelamento da sua aposentadoria política. Dias antes da pesquisa, a líder do que restou do Grupo Sarney anunciara a intenção de assumir o comando do seu partido no Maranhão, e depois da divulgação das intenções de voto reveladas pela pesquisa Exata, ela deixou transparecer a empolgação ensaiando uma cobrança ao governador Flávio Dino (PCdoB) em favor de empresários. Isso depois de haver aparentemente descartado disputar a única vaga para o Senado nesse pleito e concordado com o projeto de se candidatar à Câmara Federal, para usar o seu prestígio eleitoral ajudando o MDB a eleger uma minibancada de deputados federais.
Roseana Sarney é, sem a menor sombra de dúvida, o político maranhense que mais conhece as nuanças de uma pesquisa. Desde que entrou na política para disputar votos, nas eleições de 1990, a herdeira de José Sarney se tornou uma “escrava” dos levantamentos, dependendo deles para definir todos os seus movimentos. Foi fundo nas entrelinhas dos levantamentos, aperfeiçoando sua condição de exímia leitora de percentuais, primeiro com o marqueteiro baiano Duda Mendonça, e depois com sociólogo pernambucano Antônio Lavareda, de quem se tornou discípula fiel e aplicada durante anos. Nem a imprevista e amarga derrota nas urnas para Jackson Lago (PDT) em 2006 desfez seu encanto com os números. Entrou na disputa de 2010 estimulada pelas pesquisas.
Em 2018, Roseana Sarney se candidatou meio a contragosto, sabendo que não teria chance de derrotar Flávio Dino. Sua participação naquele pleito teria sido uma espécie de exigência da cúpula sarneysista para turbinar as candidaturas do deputado federal Sarney Filho (PV) e a do senador Edson Lobão às vagas no Senado. Deu no que deu.
Com a sua larga e sólida experiência na superfície e nas entranhas da política maranhense, Roseana Sarney tem noção clara de que pouca coisa mudou de 2018 para cá. Sabe que disputando com o vice-governador Carlos Brandão – que deverá concorrer como governador, o que o torna um candidato politicamente poderoso -, com o senador Weverton Rocha – que no ano que vem estará no auge do seu mandato senatorial, portanto politicamente muito forte – e ainda com o senador Roberto Rocha – que irá para o “tudo ou nada” empunhando a bandeira bolsonarista – enfrentará uma barra pesada, já que só contará mesmo com o seu cacife político e prestígio pessoal. Esse cenário pode até induzi-la a entrar no jogo, mas sem o peso de outros tempos.
Conhecedora de todas as artes e de todas as manhas desse jogo, Roseana Sarney sabe que os 30% de agora dificilmente serão mantidos à medida que as candidaturas ganharem forma, conteúdo e musculatura. E se o embate rascunhado agora entre Weverton Rocha e Carlos Brandão for confirmado, ganhará certamente a dimensão de uma guerra altamente explosiva, a julgar pela determinação de ambos. Isso poderá beneficiá-la ou funcionar como um sinal vermelho à sua candidatura. Qualquer avaliação honesta e isenta certamente concluirá que a liderança de agora dificilmente se manterá, como indica a sua elevada rejeição, segundo a mesma pesquisa.
Mesmo com as indicações pouco favoráveis do cenário, convém aos candidatáveis a não subestimarem a ex-governadora. A recomendação se baseia em um só dado: Weverton Rocha e Carlos Brandão foram incluídos na pesquisa como aspirantes assumidos, enquanto Roseana Sarney foi colocada como uma possibilidade remota. Isso lhe dá uma vantagem nada desprezível.
Em Tempo: A pesquisa Exata ouviu 1.403 pessoas, no período de 11 a 14 de março. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade é de 95%.
PONTO & CONTRAPONTO
Republicanos pode perder Fábio Gentil ao se aliar ao PDT

A migração do vice-governador Carlos Brandão para o PSDB e a simultânea incorporação do Republicanos ao projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT) colocaram o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, numa situação delicada. Hoje, sem dúvida, uma das maiores lideranças do partido, dado o seu prestígio político e o seu peso eleitoral. Fábio Gentil não ficou numa posição confortável com a guinada dada pela agremiação comandada pelo deputado federal Cléber Verde.
A explicação é simples: ao se aliar ao PDT, o Republicanos automaticamente se alia ao que restou do Grupo Coutinho em Caxias, cuja líder, a deputada Cleide Coutinho, permanece filiada à agremiação pedetista. Cléber Verde dificilmente convencerá Fábio Gentil a permanecer num partido que se alia aos seus principais adversários na cidade que comanda. Seria politicamente desastroso. E o prefeito da Princesa do Sertão, com a tradição e o peso político que têm, não parece dispostos a entregar nem os anéis nem os dedos.
Se o prefeito Fábio Gentil deixar o partido, o Republicanos perderá muito da sua musculatura. Isso porque, além do prefeito de Caxias, o partido de Cléber Verde perderá o deputado Duarte Jr., que tem hoje densidade eleitoral em São Luís, e o Comandante Schnneyder, que não aceita a aliança do partido com o PSB em Timon.
DESTAQUE
Assembleia Legislativa lança campanha forte alertando população contra a pandemia

De longe a instituição maranhense mais engajada na luta com o novo coronavírus, a Assembleia Legislativa lançou nova campanha com o objetivo de alertar a população para a necessidade de manter todos os cuidados e medidas preventivas contra a propagação da pandemia no Maranhão. Por orientação do presidente Othelino Neto (PCdoB), preocupado diante do recrudescimento da virose, a Diretoria de Comunicação elaborou uma campanha mostrando depoimento de pessoas impactadas pela perda de familiares para a Covid-19.
A nova campanha, que como as anteriores tem também objetivo de estimular as pessoas a se engajarem na luta fazendo a parte que lhe cabe se prevenindo – usando máscaras, lavando as mãos, evitando aglomerações, entre outros cuidados – é lançada no momento em que o Brasil amarga 300 mil mortes, desde o início da pandemia, há um ano, das quais, mais de cinco mil no Maranhão.
O presidente Othelino Neto (PC do B) aprovou a campanha providenciada pela Diretoria de Comunicação manifestou-se em suas redes sociais, nesta quinta-feira (25) comentando seu conteúdo. No seu comentário, o chefe do Poder Legislativo destacou a importância da campanha como um alerta à população neste momento. “Vamos continuar usando máscara, fazendo a higiene das mãos, mantendo o distanciamento social e, se puder, fique em casa”, recomendou o presidente.
São Luís, 26 de Março de 2021.
Grupo de Weverton se reúne em Brasília e se posiciona contra erros de Bolsonaro e em defesa da vacina

Um grupo de parlamentares, prefeitos e presidentes de partidos no Maranhão se reuniu ontem em Brasília para marcar sua posição a favor de uma política que acelere, urgentemente, o processo de vacinação no País e, por via de desdobramento, no estado. Articulado pelo senador Weverton Rocha (PDT, do qual é presidente), e realizado em seu gabinete, o ato reuniu a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), os deputados federais Cléber Verde (presidente do Republicanos), Juscelino Filho (presidente do DEM), Gil Cutrim (Republicanos) e Pedro Lucas Fernandes (ainda no PTB), os deputados estaduais Glaubert Cutrim (PDT e 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa) e Márcio Honaiser (PDT), atual Secretário de Desenvolvimento Social, o presidente da Famem Erlânio Xavier (PDT), o ex-prefeito de Timon e atual presidente do PSB no Maranhão Luciano Leitoa, e o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT). Todos manifestaram posição crítica em relação ao desastre que tem sido a posição do Governo Federal, a começar pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), diante da tragédia que vem sendo causada pelo novo coronavírus no Brasil. E encerraram a reunião exibindo cartazes com a palavra-de-ordem “Vacina para todos Já!”
Politicamente, os participantes da reunião integram o ensaio de frente partidária formada em torno do projeto de poder do senador Weverton Rocha. Tudo bem. Mas, por mais que o grupo seja movido por esse viés, não há como não avaliar como politicamente correta e saudável uma iniciativa de debater essa crise na perspectiva maranhense. Afinal, quase todos os presentes estão no exercício de mandatos, portanto credenciados para se posicionar face ao que está acontecendo no País e no estado. Só para ter uma medida da legitimidade política do grupo, os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama são respaldados por mais de três milhões de votos, o presidente Othelino Neto exprime informalmente o pensamento de parte dos deputados estaduais, enquanto o presidente da Famem fala, em tese, em nome dos prefeitos maranhenses.
Articulada em algumas iniciativas, a bancada federal do Maranhão está dividida nessa questão, o que é natural na realidade da política. Mas, numa situação como essa, em que o Brasil já contabiliza 300 mil mortos, entre eles mais de cinco mil maranhenses, seria razoável que os integrantes da bancada se desarmassem partidária e ideologicamente e formassem uma frente em defesa de alguns pontos essenciais, como mais vacinas, aporte financeiro para os estados bancarem as enormes despesas hospitalares, campanha por uso de máscaras e distanciamento social possível – incluindo lockdown, se necessário. Algo parecido com a reunião realizada ontem no gabinete do senador Weverton Rocha, da qual participaram a senadora Eliziane Gama e apenas quatro deputados federais.
No campo intermediário da bancada atuam o senador Roberto Rocha (sem partido), aliado incondicional do presidente Jair Bolsonaro, e os deputados federais Pastor Gildenemyr (PL), Aluísio Mendes (líder do PSC), Edilázio Júnior (PSD), Hildo Rocha (MDB) e Josivaldo JP (Podemos), seguindo alinhados ao Palácio do Planalto, apesar das evidências de que, por negligência e incompetência, o Governo Federal tem sido um fracasso retumbante no enfrentamento da pandemia. Mesmo assim, esses parlamentares se mantêm posicionados na esfera governista, na contramão da maioria dos maranhenses, que segundo pesquisa, reprova a gestão do presidente da República.
Outros nove deputados federais, que representam a metade da bancada maranhense – André Fufuca (PP, do qual é presidente estadual), João Marcelo (MDB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas), Gastão Vieira (PROS), Elizabeth Gonçalo (Avante), Bira do Pindaré (PSB), Zé Carlos (PT) -, atuam isolados, seguindo orientações partidárias ou defendendo conceitos próprios, mas sem um foco regional. Uns mais e outros menos, esses parlamentares passam a impressão de que estão distantes da guerra titânica travada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) contra a pandemia no Maranhão.
Nesse inacreditável cenário de divisão da bancada, o senador Weverton Rocha, com o apoio da senadora Eliziane Gama, vem dando seguidas demonstrações de que se encontra, de fato, na linha de frente da guerra contra os desmandos do Governo central e pela busca de soluções para o enfrentamento mais eficiente da pandemia.
PONTO & CONTRAPONTO
Conass reelegeu Carlos Lula por ele vem mostrando que é um gestor de excelência

O Secretário de Estado da Saúde do Maranhão, Carlos Lula, foi reeleito, por unanimidade, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), à frente do qual permanecerá até 2022. A decisão dos 27 integrantes do Conass se deu no dia em que o Brasil amargou a marca de 300 mil mortos pelo novo coronavírus, que assumiu o novo ministro da Saúde, com a desafiadora missão de definir as linhas de uma política nacional de saúde, com foco na guerra à pandemia.
A reeleição de Carlos Lula foi o reconhecimento dos seus colegas secretários de Saúde pelo trabalho de articulação que ele tem desenvolvido à frente do Conselho e pelos resultados alcançados por sua gestão no combate à pandemia no Maranhão. Ele tem sido incansável e eficiente nas duas frentes, apesar das enormes dificuldades que se materializam quase que diariamente à sua frente. Tranquilo e sem afetação, consolidou sua posição à frente quando muitos apostaram que o novo coronavírus levaria o governador Flávio Dino a mudar o comando da área de Saúde.
Advogado, consultor e professor de Direito, Carlos Lula chegou à área de Saúde com a missão de sanear e colocar nos eixos as empresas que prestavam serviços para a área, marcadas por fortes denúncias de desvio e ineficiência. Seu trabalho foi tão produtivo que o governador Flávio Dino lhe entregou a pasta, com carta branca para revolucionar o Sistema Estadual de Saúde dando forma e movimento aos esqueletos hospitalares deixados pelo Governo anterior. Em pouco tempo, o advogado especialista em processo civil se revelou um excelente gestor.
A pandemia lhe trouxe um enorme desafio, que, passado um ano e muitas situações excepcionais, vem sendo vencido com firmeza e consistência, o que coloca o Maranhão como um dos estados com maior eficiência no combate à pandemia. O resultado do seu trabalho consolida definitivamente o argumento de que não precisa ser médico para ser um bom secretário de Saúde. Precisa apenas ser um bom gestor. E isso o secretário de Saúde do Maranhão vem mostrando que tem de sobra.
Pressão política faz Bolsonaro adiar filiação partidária

Colocado contra a parede pelo desastre que tem sido sua política de combate à pandemia, o presidente Jair Bolsonaro teria jogado para abril a sua definição partidária, que pretendera resolver em março. Nos corredores do Palácio do Planalto todos já trabalham com a certeza de que o presidente só deixará de ser um pária partidário em abril ou maio, dependendo das circunstâncias. A indefinição partidária do presidente está deixando o senador Roberto Rocha em situação delicada, à medida que, agora fora do PSDB, precisa de um pouso partidário, preferindo filiar-se na agremiação que receber a filiação de Jair Bolsonaro.
São Luís, 25 de Março de 2021.
Decisão do Supremo mostra que críticas de Dino sobre ações de Moro contra Lula eram corretas

“Hoje o Supremo encerrou um triste capítulo da História do Direito no Brasil. Um juiz parcial, que persegue ilegalmente um acusado, é incompatível com o Estado de Direito. Seus atos são nulos e imorais. Só lamento que tais atos geraram lesões irreparáveis para Lula e para o Brasil”. Foi como reagiu ontem o governador Flávio Dino (PCdoB) ao tomar conhecimento da decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal de julgar o ex-ministro Sérgio Moro parcial como juiz federal no rumoroso caso do tríplex do Guarujá, em que condenou o ex-presidente Lula da Silva (PT) por corrupção. Com a decisão, que atendeu a habeas corpus impetrado pela defasa do ex-presidente, todas as provas do processo estão anuladas, de acordo com o entendimento da Corte. Se a Justiça Federal de Brasília, onde o processo se encontra agora, decidir retomá-lo, terá que começar a investigação da estaca zero.
A reação do governador Flávio Dino avalizando a decisão é o desfecho de um posicionamento firmado por ele desde o início da investigação da denúncia de delatores da Lava Jato, que acusaram o ex-presidente Lula da Silva de receber o apartamento de Guarujá como suborno da Odebrecht em troca de participação da empreiteira em obras contratadas pela Petrobras. Na época, Flávio Dino saiu em defesa de Lula da Silva tecendo severas críticas aos procedimentos do juiz federal Sérgio Moro, sugerindo inclusive a nulidade das provas, sob o argumento de que elas foram baseadas unicamente em delações premiadas, algumas delas visivelmente inconsistentes, também criticadas por outros observadores. As críticas do governador ecoaram nacionalmente, foram corroboradas por várias vozes da seara judiciária e do meio jurídico, sem que Sérgio Moro e procuradores integrantes da força-tarefa esboçassem qualquer reação.
As críticas de Flávio Dino aos procedimentos e decisões de Sérgio Moro em relação ao ex-presidente Lula da Silva foram contundentes, mas cuidadosamente pontuais. Isso porque, já nas primeiras manifestações, o governador foi enfático em deixar claro que seu foco não era a Operação Lava-Jato, com a qual ele concorda, mas contra as várias ilegalidades, para ele flagrantes e irrefutáveis, que eivaram processos como o do triplex de Guarujá e o do Sítio de Atibaia. Nas suas críticas – umas feitas em tom de alerta, outras com viés de denúncia aberta -, Flávio Dino acusou diretamente o juiz Sérgio Moro de manipular as regras e armar conluio com procuradores com o objetivo de forjar a condenação do ex-presidente, atingindo inclusive os seus familiares, o que viria ser confirmado na troca de telefonemas revelados pela Operação Spoofing.
À medida que os processos contra Lula da Silva avançaram, Flávio Dino apontou neles a motivação política do juiz titular da Lava-Jato com o objetivo de minar a credibilidade do ex-presidente Lula da Silva e do PT, como foi o caso da decisão de tornar pública a conversa telefônica entre Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff (PT), um ato escandaloso que indignou muitas vozes defensoras do Estado Democrático de Direito. Flávio Dino foi cáustico e contundente sobre o assunto quando Sérgio Moro renunciou à magistratura para se tornar ministro da Justiça do Governo de Jair Bolsonaro, confirmando a suspeita de que atuara mesmo com objetivo político.
O governador Flávio Dino criticou a atuação do juiz federal Sérgio Moro com a autoridade de quem foi juiz federal sem mancha na trajetória, que incluiu mandato de presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), tendo renunciado à magistratura para entrar na política em 2006 pela porta da frente: disputando com sucesso o mandato de deputado federal, para em seguida eleger-se e reeleger-se governador do Maranhão. Flávio Dino ingressou na magistratura federal como primeiro colocado no mesmo concurso em que Sérgio Moro obteve classificação sem brilho. Os dois se conhecem, o que talvez explique o fato de Sérgio Moro não responder às críticas de Flávio Dino como juiz titular da Operação Lava-Jato nem como ministro da Justiça. E provavelmente manterá silêncio quanto à manifestação do governador sobre a decisão da 2ª Turma do Supremo confirmando sua parcialidade em relação a Lula da Silva no caso do tríplex de Guarujá.
A julgar pela decisão dos ministros da Corte maior, Flávio Dino esteve certo desde quando fez a primeira crítica a Sérgio Moro.
PONTO & CONTRAPONTO
Pesquisa Exata mostra diferença abissal entre Flávio Dino e Jair Bolsonaro

A pesquisa Exata, contratada pela TV Difusora e divulgada ontem, mostra com precisão a diferença que o maranhense enxerga entre um governante que tem feito a sua parte e um que chegou ao poder pela enganação e se revelou o maior engodo da história do Brasil até aqui.
De acordo com o levantamento, o governador Flávio Dino é aprovado por 63% da população contra 33% que não aprovam e 4% que não souberam responder. Para um governante no meio do segundo mandato e enfrentando uma situação inusitada e extremamente complicada, que exige decisões incômodas para a grande maioria, alcançar esse percentual de aprovação é uma prova de credibilidade rara na seara da política e da governança.
Na contramão dessa realidade, a pesquisa revela que entre os maranhenses 69% não aprovam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), provavelmente o maior percentual de desaprovação a um governante já registrado no estado. O presidente é aprovado por 27% dos maranhenses, enquanto 4% responderam que não sabem o que pensar do presidente da República.
Como se vê, a diferença entre o governador e o presidente é abissal. Numa leitura simples, o cenário revela que o primeiro, mesmo cometendo eventualmente um ou outro equívoco, está fazendo uma gestão limpa e eficiente como um todo, e dedicando esforços extraordinários no combate ao novo coronavírus. Já o segundo, além de “comandar” uma gestão sem pé nem cabeça, tem sido um verdadeiro desastre em relação à pandemia, contribuindo decisivamente para o avanço do novo coronavírus, mas tentando engabelar os brasileiros com discursos desonestos, como o de ontem, na TV, em horário nobre.
Braide mostra controle financeiro ao antecipar salário de servidores

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), anuncia a antecipação, para Sexta-Feira (26), do pagamento dos salários dos servidores. “Notícia boa a gente compartilha logo”, declarou o prefeito, aproveitando para agradecer “a dedicação de vocês”.
A boa notícia é reveladora de dois fatores. O primeiro: Edivaldo Holanda Júnior (PDT) deixou as finanças da prefeitura de São Luís, se não ajustadas – deixou dívidas de mais de R$ 500 milhões -, pelo menos administráveis. O segundo: Eduardo Braide entregou a gestão financeira e fiscal a dois craques em finanças públicas, Jesus Azzolini (Fazenda) e Simão Cirineu (Planejamento).
Os dois fatores, somados à determinação do prefeito de não gastar o que não pode, já estão produzindo os primeiros bons resultados da sua gestão.
São Luís, 24 de Março de 2021.
Dino resiste a pressões para escolher entre Weverton e Brandão na corrida sucessória

Por mais fortes e intensas que sejam as pressões para que defina agora o nome que ele e seu partido apoiarão na disputa pelo Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) não se movimentará nessa direção antes de Outubro, quando faltará exatamente um ano para as eleições. A prioridade maior do governante maranhense é o combate ao novo coronavírus e a manutenção dos serviços do Estado – educação, segurança pública, infraestrutura, assistência social, etc. Isso não significa dizer que o governador manterá nesse período uma atitude de indiferença absoluta em relação à corrida sucessória, pois afinal, os postulantes, em especial o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), estão se movimentando como se já estivessem no ano eleitoral. A seu modo e dentro de sua própria agenda, Flávio Dino seguirá monitorando os movimentos dos aspirantes à sua sucessão, para que possa montar a equação que resultará na escolha de um nome de consenso dentro da aliança partidária que comanda.
Também em busca de definição quanto ao próprio futuro político, uma vez que, querendo ou não, encontra-se no epicentro dos preparativos para a disputa presidencial, da qual poderá participar como cabeça-de-chapa ou como vice, podendo também disputar cadeira no Senado, o que é mais provável, o governador Flávio Dino vai ajustar o processo de escolha. Isso passa, primeiro, por uma ampla consulta a prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, chefes partidários e até mesmo a líderes de segmentos da sociedade civil, como empresários e sindicalistas, por exemplo. Depois disso, virão as pesquisas e as conversas mais diretas e mais decisivas dentro da aliança.
O governador Flávio Dino sabe que a disputa dentro da aliança governista está ganhando corpo a cada dia, e que, mesmo havendo outros nomes disponíveis, dificilmente o martelo será batido fora da esfera do senador e do vice-governador. Igualmente, está claro que o objetivo de chegar a um nome de consenso, como prega o secretário de Articulação Política, Rubens Júnior, é, pelo menos até aqui, uma quimera. Isso porque, a julgar pela determinação que estão mostrando agora, é rigorosamente improvável que Weverton Rocha abra mão do seu projeto de poder para apoiar a candidatura de Carlos Brandão, ou vice-versa. A política costuma surpreender, produzindo situações a princípio inadmissíveis, mas nesse caso, a tendência clara é que a disputa pelo Palácio dos Leões se dê dentro da aliança governista, por mais inusitado que isso possa ser.
Essa dificuldade explica o fato de o governador Flávio Dino haver montado um roteiro com intervalos de tempo tão longos, para construir uma solução consensual. Para ele, é mais importante usar todos os recursos de negociação para manter a base unida em torno de uma candidatura, do que a ver dividida em duas correntes que se digladiarão num processo quase autofágico. Mas, a julgar pelo estado de ânimo que vêm exibindo no esforço para consolidar suas candidaturas, Weverton Rocha e Carlos Brandão caminham para o embate direto. Nesse caso, a balança perderá o equilíbrio se, candidato ao Senado, o governador tiver que escolher um candidato, a menos que o PCdoB lance a candidatura de Flávio Dino por uma terceira via, numa chapa sem candidato ao Palácio dos Leões. Desse modo, ele só se posicionaria no segundo turno.
É visível que o cenário é confuso, e que qualquer definição resultará de um amplo e complexo processo de negociação. Isso porque o vice-governador Carlos Brandão arma sua candidatura como a única chance que terá de disputar o Governo como governador. O senador Weverton Rocha também vê em 22 sua grande chance, uma vez que, no meio do mandato senatorial, disputará sem o risco de ficar sem nada no caso de ser mandado para casa se não vencer a eleição.
Como se vê, o cenário é complexo e exigirá, de fato, muita conversa. E isso o governador Flávio Dino sabe fazer.
PONTO & CONTRAPONTO
PERDA
Freitas Diniz partiu deixando um legado de coragem e coerência como defensor da democracia

O mundo político perdeu ontem para o novo coronavírus um dos seus representantes mais ativos e coerentes: Domingos Freitas Diniz. Ele partiu aos 88 anos, depois de uma trajetória política que começou na base vitorinista na década de 1950 do século passado, atuando no Governo Matos Carvalho, e que, com o golpe militar de 1964 e a implantação da ditadura crua com a edição do AI-5 em 1968, se tornou um dos fundadores do MDB, ganhando dimensão como uma das vozes mais contundentes contra a opressão do regime militar e um dos mais duros adversários de José Sarney no Maranhão.
Natural de Araioses e engenheiro civil por formação, Freitas Diniz fundou e dirigiu a Companhia Energética do Maranhão no Governo Matos Carvalho, assumindo, em seguida, a Secretaria de Viação e Obras Públicas e diretor do Departamento de Estradas e Rodagem no Governo Newton Bello. Foi um dos fundadores do MDB no Maranhão. Elegeu-se deputado federal em 1966, ficou na suplência em 1974, elegeu-se novamente em 1978, mas não conseguiu novo mandato em 1982. Rompeu com o MDB e se filiou ao PT, com o qual também rompeu em 1985, não mais disputando eleições.
Com ou sem mandato, Freitas Diniz se notabilizou em três searas.
A primeira foi sua participação na fundação do MDB no Maranhão, integrando o grupo formado por Cid Carvalho, Lister Caldas, Adail Carneiro, Bayma Serra, José Dominici, Bernardo Almeida, Mauro Bezerra e Isaac Dias – ex-deputado estadual e ex-prefeito de São Bento, agora o único vivo.
A segunda foi a sua militância contra a ditadura militar, escapando por pouco de cassação, o que lhe deu grande prestígio como oposicionista dentro e fora do MDB.
E a terceira seara foi a dura e implacável oposição que fez a José Sarney no Maranhão e durante os seus cinco anos de presidência da República. Sua ação política inspirou muitos quadros oposicionista, com destaque para Haroldo Saboia, que como ele rompeu com o MDB.
Em Tempo: Um exemplo da sua coerência: em 1977, um grupo de estudantes da UFMA, articulado pelo então estudante de Jornalismo e militante político Coelho Neto, estava reunido no restaurante universitário, que funcionava no prédio do Instituto de Letras e Artes, na Praça Gonçalves Dias. De repente, alguns agentes da polícia política, chegaram ao local em três fuscas brancos, e de armas em punho, renderam os estudantes e os levaram para o DOPS, que ficava Rua 28 de Julho. Um dos estudantes conseguiu escapar e foi pedir apoio a Freitas Diniz, no Centro. Quando os estudantes – entre eles o autor desta Coluna, então aluno do Curso de Comunicação – eram interrogados pelo delegado Florismar Campelo, que queria saber o motivo da reunião –, Freitas Diniz, acompanhado do então deputado estadual José Brandão (MDB), chegou ao DOPS, teve uma conversa dura com o delegado e exigiu que os estudantes fossem liberados, já que nada havia contra eles. Sem argumento para continuar com interrogatório, o delegado liberou o grupo. Freitas Diniz foi um exemplo de coragem e coerência política.
Em nota, Assembleia Legislativa homenageia Freitas Diniz
Tão logo tomou conhecimento da morte do ex-deputado federal Freitas Diniz, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), divulgou a seguinte nota:
A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão lamenta o falecimento do ex-deputado federal maranhense Domingos Freitas Diniz, 88 anos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (22), em São Luís.
Engenheiro Civil por formação, Freitas Diniz cumpriu três mandatos de deputado federal pelo Maranhão, de 1967 a 1975 e de 1979 a 1983, sempre pelo MDB. Também foi filiado ao PT, partido do qual foi tesoureiro nacional. Durante sua trajetória profissional, ocupou relevantes cargos públicos.
Neste momento de pesar, a Assembleia Legislativa presta condolências e solidariedade aos familiares e amigos, consternados com a dor da perda.
São Luís, 23 de Março de 2021.
Republicanos reage ao ingresso de Brandão no PSDB, anuncia apoio a Weverton e movimenta o jogo sucessório

A política não é uma ciência exata, evolui por força das circunstâncias, movida pela inteligência e pela habilidade dos seus atores; ao mesmo tempo, alguns movimentos da política são frutos da lógica, o que os torna previsíveis. Estava escrito nas entrelinhas da lógica que a súbita e surpreendente migração do vice-governador Carlos Brandão do Republicanos para o PSDB causaria fortes reações no tabuleiro em que se movem as peças da corrida ao Palácio dos Leões. E elas aconteceram Quinta-Feira (18), com a saída do Republicanos da base de apoio do projeto do vice para se incorporar ao suporte partidário que embala o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), levando de quebra o deputado federal Gil Cutrim, que deixou o PDT, mas permaneceu no campo de ação do líder pedetista. A migração do Republicanos para o projeto de Weverton Rocha não é uma hipótese. Foi consumada por declaração do presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), e confirmada pelo presidente regional, deputado federal Cléber Verde, no ato da filiação de Gil Cutrim, em Brasília, na presença do candidato a candidato pedetista.
No jogo de “perde-ganha”, todas as evidências indicam que Weverton Rocha saiu fortalecido com a incorporação do Republicanos à base partidária do seu projeto de poder. Para começar, acrescentou, em tese, os 25 prefeitos, 24 vices e pelo menos 211 vereadores eleitos pelo partido no ano passado, um cacife sonhado por qualquer pré-candidato a governador e que estava nas mãos do vice-governador Carlos Brandão. Se a política fosse uma ciência exata, nas contas feitas neste momento, o senador Weverton Rocha teria turbinado fortemente o seu projeto de candidatura ao juntar os 25 prefeitos republicanos aos 42 eleitos pelo PDT, o que – de novo em tese – lhe asseguraria o apoio de quase 30% dos prefeitos maranhenses. Pelas mesmas contas, a impressão causada pelo episódio é a de que o vice-governador perdeu força política e partidária.
Mas os movimentos da política costumam surpreender. Político experiente na seara municipalista, que conheceu a fundo quando chefiou a Casa Civil do Governo intensamente político de José Reinaldo Tavares (2002/2006), e aprimorou essa relação nos últimos seis anos despachando no Palácio Henrique de la Rocque, Carlos Brandão sabe como essas peças se movem. Para começar, é óbvio que ele correrá atrás do prejuízo garimpando prefeitos do Republicanos para o PSDB. Disse publicamente a vários interlocutores de que vai fortalecer o PSDB. Um político próximo a ele calcula que pelo menos seis lhe são fiéis e estariam se preparando para se converter ao tucanato. No momento em desvantagem, o vice-governador poderá reverter esse jogo quando assumir o comando do Estado e passar a despachar no gabinete principal do Palácio dos Leões.
A migração do vice-governador para o PSDB e a rebordosa do Republicanos migrando para a esfera de Weverton Rocha desenharam o quadro da corrida sucessória neste momento. Mas esse é somente o primeiro movimento partidário, uma vez que outras definições estão a caminho, sendo a mais importante delas o rumo que o PCdoB vai tomar, que significará a escolha do governador Flávio Dino. O governador pretende resolver essa equação até dezembro, preferindo que o desfecho seja um entendimento entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, de modo a produzir uma candidatura de consenso, que pode ser a de um dos dois, ou o lançamento de um terceiro nome, como a senadora Eliziane Gama (Cidadania), por exemplo. Ou não.
O quadro de agora indica também que muitos cordões ainda estão soltos, como a definição do governador Flávio Dino, que provavelmente terá de optar entre Weverton Rocha e Carlos Brandão. Entrará na guerra nacional? Disputará o mandato de Senador? Permanecerá no Governo até o fim? Ninguém duvida de que a definição do mandatário maranhense terá peso decisivo para a montagem do cenário definitivo. Ao mesmo tempo, mesmo sem certeza absoluta, é fácil prever que o caminho mais provável do governador Flávio Dino será a candidatura ao Senado. Nesse caso, Carlos Brandão assumirá o Governo em abril, o que mudará drasticamente o cenário que estiver desenhado naquele momento.
PONTO & CONTRAPONTO
Ainda sem solução três migrações partidárias importantes no cenário político maranhense

Com a definição do deputado federal Gil Cutrim, que não ganhou um partido para chamar de seu, mas ficou bem agasalhado no Republicanos com o aval do senador Weverton Rocha, que intermediou seu ingresso na agremiação comandada pelo deputado federal Cléber Verde, restam três situações partidárias a serem resolvidas, a do senador Roberto Rocha, que está de saída do PSDB, a do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que deixou o PTB, e a do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos).
O senador Roberto Rocha permanece no PSDB, mas sem qualquer elã com o partido, alinhado que está totalmente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O parlamentar vive tensa expectativa em relação à definição do presidente, que previu resolver sua situação partidária até o final deste mês, mas faltando pouco mais de uma semana para o fim do prazo, não soltou qualquer pista sobre o seu rumo partidário. A interlocutores, o senador afirmou que seu projeto é ingressar no mesmo partido ao qual o presidente vier a se filiar, ou, se isso não possível, numa legenda identificada com o bolsonarismo. Roberto Rocha estuda a possibilidade de ser candidato a governador.
Isolado no PTB, cujo presidente, Roberto Jefferson, lhe tirou o comando do partido no Maranhão e o entregou à deputada estadual Mical Damasceno, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes avalia, juntamente com seu pai, o prefeito de Arame Pedro Fernandes, várias propostas, devendo resolver sua pendência nas próximas semanas, certo de que é desgastante ficar sem partido na Câmara Federal. Para ele, o ideal é assumir controle deu uma legenda no Maranhão.
Por conta da distância e das diferenças que o separam da corrente liderada pelo senador Weverton Rocha, é difícil que o deputado estadual Duarte Júnior permaneça no Republicanos, pelo qual disputou a Prefeitura de São Luís. Nenhum problema com o presidente Cléber Verde, mas todos os problemas como senador Weverton Rocha. A tendência do parlamentar é migrar para o PSDB, fortalecendo a posição do vice-governador Carlos Brandão, que foi o seu principal padrinho e avalista na agremiação.
Vale aguardar os próximos movimentos.
Apoiadores tentam atribuir a Bolsonaro liberação de recursos para UTI por ordem do Supremo

Apoiadores e simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Maranhão tentam criar um factoide ao divulgar que ele liberou R$ 13,3 milhões para o custeio de 279 leitos de UTI no Maranhão, como se fosse um gesto deliberado de quem está preocupado com o combate à pandemia do novo coronavírus no Maranhão.
Os recursos foram liberados por determinação da Justiça atendendo a ação movida pelo governador Flávio Dino. Na ação, o governador do Maranhão denunciou que o ministro da Saúde, general Pazuello, havia suspendido em dezembro do ano passado o custeio desses leitos, obrigando o Governo do Maranhão a bancá-los com seus próprios recursos. O braço jurídico do Ministério da Saúde e a Advocacia Geral da União tentaram ainda minar a cobrança-denúncia, mas a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal acatou-a integralmente e determinou que o custeio fosse retomado, com a liberação imediata de recursos para o Governo do Estado. A decisão da ministra deixou o presidente e seu ministro irritados.
Ao tentarem manipular informações de informações apoiadores e simpatizantes repetem o presidente, que recentemente incluiu FPE, SUS, Fundeb, entre outras transferências constitucionais, portanto obrigatórias para estados e municípios, como sendo recursos liberados pelo seu Governo para os entes federativos. O jogo bolsonarista de manipular números causou reações indignadas de governadores e prefeitos, e gerou uma ação para obrigar o presidente Jair Bolsonaro a explicar sua atitude.
São Luís, 21 de Março de 2021.
MDB faz ajustes, dá mais tempo à atual direção e abre caminho para Roseana Sarney assumir presidência

O MDB maranhense está pacificado. Depois de mais de dois anos de conversas, articulações e marchas e contramarchas, a ala jovem e as lideranças tradicionais do partido finalmente acertaram seus ponteiros e construíram um entendimento que, tudo indica, resultará na unidade do partido, que andou frouxa e quase foi para o espaço nesse período. Ontem, o comando partidário se reuniu e tomou uma série de decisões para ajustar as relações internas e preparar a agremiação para as eleições do ano que vem. Primeiro, prorrogou o mandato do atual Diretório e da atual Executiva, sob a presidência do ex-senador João Alberto, até abril do ano que vem. Mas com uma condição: se o coronavírus permitir, o partido realizará convenção já em junho, para eleger seu novo comando, no qual a ex-governadora Roseana Sarney será eleita presidente, tendo o deputado estadual Roberto Costa, que lidera a ala jovem, como 1º vice-presidente, cargo que já ocupa. Essa agenda foi decidida por consenso.
Com esse acordo, os líderes do MDB matam três coelhos com uma só cajadada. Primeiro, fazem uma transição no comando partidário, dando a Roseana Sarney a oportunidade de presidir o partido em substituição a João Alberto, que o preside desde que o Grupo Sarney assumiu o controle da legenda no estado, no início dos anos 90 do século passado. Segundo, a ala jovem do partido mantém o espaço que já conquistou ao confirmar Roberto Costa como 1º vice-presidente. E terceiro: ao entregar o comando a Roseana Sarney, na provável convenção de junho, o partido a trará de volta ao epicentro do cenário político, apostando que ela poderá liderar a agremiação com eficiência na corrida eleitoral do ano que vem.
A reunião de ontem foi possível depois de uma série de conversas prévias travada pelo atual vice-presidente Roberto Costa, hoje o principal articulador do braço maranhense do MDB, com Roseana Sarney – com quem tem estreitado as relações e definido metas -, com o ex-senador João Alberto e com o deputado federal Hildo Rocha, que vinha se movimentando com inclinação para rompimento, chegando a anunciara disposição para disputar o comando partidário, chegando mesmo a se colocar como candidato a governador pelo partido. Essas conversas quebraram eventuais arestas e contribuíram para a afinação do discurso emedebista. E nesse ambiente, a ala jovem se consolidou como o braço mais avançado do cenário onde o que restou do Grupo Sarney tenta se reorganizar como um grupo político com potencial de crescimento.
As conversas produziram o entendimento segundo o qual o partido não chegará a lugar algum com as suas forças desarticuladas num cabo de guerra com diversas pontas. Se deram conta de que, mesmo sem o peso de antes, a ex-governadora Roseana Sarney é uma liderança forte, que pode ainda dar uma grande contribuição ao fortalecimento do partido. Tanto que o projeto de ela se candidatar a uma cadeira na Câmara Federal para funcionar como “puxadora de votos” está de pé, mas pode ser mudado se o partido resolver lançá-la ao Senado ou ao Palácio dos Leões. O passo inicial para o retorno da ex-governadora ao centro da ciranda política é demonstrar liderança assumindo a presidência do MDB, apoiada pelas lideranças tradicionais e tendo o suporte expressivo e aguerrido da ala jovem do partido.
Nesse contexto, o deputado Roberto Costa segue em frente como articulador, também movido pela condição de mais forte sucessor de Roseana Sarney no comando do partidário. Eles estiveram em campos opostos nos desentendimentos internos, mas logo compreenderam que os dois são importantes para o MDB, melhor ainda atuando em sintonia. Isso porque a ex-governadora representa prestígio político e eleitoral, enquanto o deputado e atual 1º vice encarna a visão aberta da nova geração do partido, além de ser o seu interlocutor mais destacado, e com a vantagem a mais: tem trânsito em todas as correntes partidárias do estado.
Tudo indica que o MDB do Maranhão está finalmente pacificado, com as suas correntes atuando em sintonia, o que poderá ser um poderoso diferencial na corrida eleitoral que se aproxima.
PONTO & CONTRAPONTO
Dino critica falas de Bolsonaro e aponta caos e indefinições no Ministério da Saúde

O governador Flávio Dino (PCdoB) voltou, ontem, em entrevista à CNN, a se posicionar com firmeza em relação às declarações disparatadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da completa desarticulação do Ministério da Saúde em relação ao caos que ameaça se instalar no País por falta de um comando articulado no combate ao novo coronavírus.
O governante maranhense criticou duramente a declaração do presidente da República segundo a qual, ao decretarem medidas de distanciamento, como o lockdown ou toque de recolher noturno, por exemplo, governadores e prefeitos estariam tolhendo a liberdade das pessoas.
– O presidente voltou a dizer que os governadores estão ameaçando a liberdade. O que mais ameaça à liberdade é a morte. E, portanto, é uma falácia opor saúde e economia, é uma atitude irresponsável – declarou.
E ao referir à troca de ministro da Saúde num momento tão grave da pandemia, situação que prejudica gravemente o trabalho desenvolvimento pelos estados e pelas prefeituras, Flávio Dino disparou:
– Quem é o ministro da saúde? Não temos nem com quem dialogar. O país está, em meio ao caos, sem ministro da saúde. Tem dois e não tem nenhum.
E diante da insistência do presidente da República em questionar os números da pandemia no Brasil, o governador do Maranhão reagiu com indignação:
– Essa afirmação disparatada, insana, do presidente da República, equivaleria a dizer que os médicos estão assinando atestados de óbitos falsos. E isso é muito grave.
Roteiro de Dino agitou movimentos de Weverton e Brandão

Assunto principal da Coluna do dia 12/03, o roteiro do processo escolha de candidatos majoritários dentro da aliança governista, revelado no dia 11 pelo governador Flávio Dino, em entrevista à TV Mirante, serviu de ponto de partida para os aspirantes ao Palácio dos Leões, especialmente o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Os dois se fixaram na previsão de que a escolha poderá se dar no final deste ano, e começaram a definir estratégias para viabilizar seus nomes. Weverton Rocha está turbinando suas forças no rádio, na TV e na blogosfera, enquanto Carlos Brandão, que não conta com estrutura de mídia, intensifica seus encontros com parlamentares, prefeitos, chefes partidários e líderes regionais e comunitários. Isso significa dizer que a medição de forças será intensificada de agora por diante até dezembro.
São Luís, 19 de Março de 2021.
Othelino Neto prega consenso na escolha de candidato e mostra que a conversa é o melhor caminho

As preocupações com o avanço do coronavírus não impediram que a política encontrasse espaço para se movimentar, ganhando gás depois que o governador Flávio Dino (PCdoB), provocado em entrevista à TV Mirante, na semana passada, revelasse o roteiro que traçou para definir candidaturas majoritárias – governador, vice-governador e senador – no âmbito da aliança que comanda. Nesta semana, a sucessão voltou ao cenário pela voz do deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, propondo, também em entrevista à TV Mirante, que os partidos da aliança governista se articulem no sentido de construir a unidade em torno de um candidato à sucessão do governador Flávio Dino. E reforçou a proposta sugerindo que a escolha tome por base pesquisas e uma série de critérios. As declarações do presidente da Assembleia Legislativa ecoaram fortemente no meio político, à medida em que reforçam as posições manifestadas até aqui pelo governador diante do confronto desenhado dentro do seu campo entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), já em franca e acirrada evolução.
Na avaliação do chefe do Poder Legislativo, o melhor caminho para a permanência da aliança liderada pelo governador Flávio Dino no comando do Estado é a mobilização em torno de uma candidatura de consenso. Para ele, uma disputa dentro da aliança pode criar dificuldades, fissuras graves nesse projeto de poder, podendo passar a impressão de que há um racha na base partidária. Esse cenário naturalmente estimulará a Oposição no sentido de se articular, podendo criar dificuldades para o projeto da Situação. Na sua perspectiva, se mantiver a unidade, a aliança construída pelo governador Flávio Dino não terá dificuldades para eleger o seu sucessor. E entre os critérios que defende estão a realização de pesquisas para medir o poder de fogo dos postulantes no eleitorado, abertura do diálogo entre as diversas correntes, o desarmamento dos ânimos e a mediação do processo pelo o governador Flávio Dino.
O presidente da Assembleia Legislativa fala com a propriedade de quem tem uma visão privilegiada do cenário político estadual, uma vez que o mapa das tendências nas regiões é constantemente atualizado pelos deputados estaduais. Além disso, a presidência da Casa o torna naturalmente interlocutor frequente dos líderes de diferentes correntes partidárias e de lideranças regionais. E nesse contexto, Othelino Neto se movimenta alinhado ao projeto sucessório do senador Weverton Rocha, cuja candidatura ganha corpo a cada dia, tornando-se aparentemente irreversível. Tem atuado com firmeza e independência, e sem colocar em risco a sua posição no PCdoB nem criar conflitos dentro da aliança. E com os cuidados de quem se prepara para ser também vice-governador a partir de abril de 2022, quando o vice Carlos Brandão assumir o Governo com a saída do governador Flávio Dino para encarar as urnas, provavelmente visando o Senado.
Quando entra em campo com o discurso da unidade, ainda que respondendo a provocação jornalística, o presidente da Assembleia Legislativa indica que chegou a hora de as lideranças colocarem as cartas na mesa, avaliar o cenário e as possibilidades e buscar o melhor caminho para colocar o Palácio dos Leões em disputa com o senador Roberto Rocha (sem partido), que deverá representar o bolsonarismo na disputa, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que avalia, sem muito entusiasmo, a possibilidade de se candidatar ao Governo, ou ainda, numa possibilidade muito remota, o prefeito Eduardo Braide (Podemos). A aliança lançará Weverton Rocha? Ou Carlos Brandão? Um abrirá em favor do outro? Ou os dois abrirão em favor de uma solução consensual com a senadora Eliziane Gama (Cidadania), do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr.? O tempo responderá.
Além de revelar o seu pensamento sobre os caminhos mais seguros à condução da corrida sucessória dentro da aliança governista, as manifestações do deputado Othelino Neto arejam o ambiente político com a mensagem de que não existe pacote fechado e que a escolha se dará pela velha e boa via da conversa.
PONTO & CONTRAPONTO
José Reinaldo discorda do uso de pesquisa para definir candidato ao Governo

O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB) não fecha com a tese segundo a qual pesquisas prévias sejam base indispensável para se construir o consenso de um grupo em torno de uma candidatura ao Governo do Estado. E defende sua posição lembrando a sua eleição em 2002, que contrariou frontalmente as pesquisas de então.
Vice-governador que se tornou governador quando a titular Roseana Sarney saíra para disputar o Senado, José Reinaldo se lançou candidato à reeleição contrariando todas as expectativas. Naquele momento, as pesquisas Ibope e Econométrica, que rivalizavam em prestígio, previam um futuro sombrio para a candidatura do governador. Às vésperas das convenções partidárias, Jackson Lago (PDT), que havia renunciado à prefeitura de São Luís, tinha nada menos que 60% das intenções de voto, o segundo adversário, Ricardo Murad (PSB), tinha 20%, e o governador José Reinaldo, apenas 3%.
Foi uma campanha dura, pesada, com muita pancadaria e com a Oposição animada pela certeza de que havia chegado sua hora de assumir o poder no Maranhão. O clima, porém, foi aos poucos mudando, com José Reinaldo crescendo dia a dia, chegando empatado com Jackson Lago, depois que os dois atropelaram Ricardo Murad. A vitória do governador no primeiro turno foi confirmada depois que a Justiça Eleitoral confirmou a impugnação da candidatura de Ricardo Murad, que não podia ser candidato.
Mesmo considerando as diferentes circunstâncias, a experiência que viveu autoriza o ex-governador a contestar o critério da pesquisa como básico para definir candidatura.
Prestígio de Edivaldo Holanda Jr. é turbinado pela transparência da sua gestão

Agora sem o peso de responder pelos problemas urbanos que afetam mais de 1 milhão de pessoas, e curtindo ao máximo o terceiro mês de folga, tempo que está aproveitando para definir os seus próximos passos na sensível seara da política, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) colhe mais um fruto dos seus oitos anos à frente da Prefeitura de São Luís. No início da semana, ele foi informado que na sua gestão, a Prefeitura de São Luís obteve nota 9,65 no item transparência, ocupando o 1º lugar entre os municípios maranhenses, o 5º lugar entre as Capitais do Nordeste e a 10º lugar no ranking das 26 Capitais e o Distrito Federal. A nota média das Capitais foi 8,73, enquanto a média dos municípios acima de 50 mil habitantes foi de 6,85.
A posição da Prefeitura de São Luís foi levantada pela Escala Brasil Transparente (EBT) – Avaliação 360°, braço da Controladoria Geral da União (CGU), com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) e na Lei Complementar 131, também conhecida como Lei da Transparência. A Escala Brasil Transparente é uma ferramenta por meio da qual o órgão nacional de controle externo brasileiro monitora o cumprimento da Lei de Acesso à Informação pelos entes federativos brasileiros.
Tais informações formam um item reluzente no currículo do ex-prefeito de São Luís. Ele poderá usá-las como argumentos convincentes nos discursos que fará na próxima campanha eleitoral, independentemente do mandato – governador, vice-governador ou deputado federal – que vier a disputar.
São Luís, 18 de Março de 2021.
Pesquisa deve mostrar o peso básico e o potencial de nove aspirantes ao Palácio dos Leões

O instituto Escutec foi contratado pelo Sistema Mirante para fazer a primeira sondagem a fim de identificar as inclinações do eleitorado em relação à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). De acordo com o sempre bem informado blog do jornalista Marcos D`Eça, estariam relacionados como opções o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Roberto Rocha (que está deixando o PSDB ainda sem destino definido), a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o prefeito de São Luís Eduardo Braide (Podemos), o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PDT), o deputado federal e atual secretário de Estado das Cidades Márcio Jerry (PCdoB), e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL). Uma lista coerente, à medida que são esses os nomes que correm intensamente nos bastidores da política estadual e já começam a ganhar corpo fora deles. Outros nomes, se incluídos, não fariam sentido, pelo menos até aqui.
Weverton Rocha e Carlos Brandão lideram a lista corretamente, à medida que estão à frente de movimentos claros com o objetivo de consolidar os seus projetos de poder. São, até aqui, os nomes mais fortes, cada um com forte base de apoio e suporte político para seguir em frente. Weverton Rocha não tem amarras partidárias, estará no meio do seu mandato senatorial, e se concorrer e for eleito, terá a possibilidade de permanecer no poder até no final da década de 20 – a candidatura só depende dele. Carlos Brandão deve concorrer como governador, o que lhe dá um cacife diferenciado, uma vez que tem nas conversas e nas alianças a chave para a montagem de um grande lastro de apoio em todo o estado.
Atrás do pedetista e do tucano, o senador e o quase ex-tucano Roberto Rocha tem dado seguidas pistas de que está mergulhado no dilema shakespeariano do “ser ou não ser” candidato a governador, sem saber se entra mesmo na luta pelo Palácio dos Leões ou tenta renovar o mandato senatorial disputando diretamente com o governador Flávio Dino. Em situação parecida, mas em outras condições, a ex-governadora Roseana Sarney não tem demonstrado interesse pela guerra sucessória, mesmo sabendo que pode começar a caminhada com, pelo menos, 20% de intenções de voto. A senadora Eliziane Gama entra nesse grupo como uma possibilidade ainda remota, mas factível.
Mesmo dispondo de um partido forte no estado e de votações excepcionais, o deputado Josimar de Maranhãozinho caminhava confiante em direção ao Palácio dos Leões até ser alvejado por uma investigação da Polícia Federal que o aponta como membro de uma quadrilha que desvia dinheiro público. Por seu turno, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. pode até aspirar ser candidato a governador, mas tem duas decisões a tomar: disputar a vaga de candidato com Weverton Rocha dentro do PDT ou convencer o senador a lhe ceder a vaga de candidato, ou ainda mudar de partido até setembro. Já o prefeito Eduardo Braide, que está no início do mandato, dificilmente deixará o cargo para entrar numa aventura muito difícil, correndo o risco de deixar o Palácio de la Ravardière e não alcançar o Palácio dos Leões.
Mesmo mantendo a condição de ás do círculo de ferro liderado pelo governador Flávio Dino e fiel às decisões partidárias, o deputado federal Márcio Jerry dificilmente trocará a possibilidade de renovar o seu mandato parlamentar por um projeto eleitoral cuja viabilidade é remota. E, finalmente, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, um bolsonarista militante, que se considera um bamba, mas sem cacife político e eleitoral em âmbito estadual.
Se for esse o grupo de aspirantes que o eleitorado maranhense vai dispor para escolher o novo governador em Outubro do ano que vem, todas as evidências são as de que o Maranhão terá uma eleição de dois turnos, sendo que o segundo será um confronto de largas proporções entre o senador pedetista Weverton Rocha e o então governador Carlos Brandão.
PONTO & CONTRAPONTO
Atuação de Bolsonaro na pandemia é rejeitada por 54%, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha publicada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo informa que 54% dos brasileiros rejeitam a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia do coronavírus, e 43% o apontam como o principal responsável pela situação que o Brasil está passando por causa do avanço do vírus. No contrapeso, a pesquisa revela que o 38% dos brasileiros acham que a melhor atuação na crise sanitária é a dos governadores, enquanto 28% apontam os prefeitos como os que melhor atuam, e minguados 16% entende que o presidente é o que melhor vem atuando contra a pandemia.
A pesquisa Datafolha é reveladora dos sentimentos da população. Mesmo com sua postura negacionistas, sua campanha contra uso de máscaras e a favor de tratamentos rejeitados por cientistas, o presidente se manteve em posição melhor por algum tempo. Agora, com o recrudescimento da pandemia, ficou mais claro que suas posições e iniciativas estão na contramão da realidade e que todos os seus gestos contribuíram para dificultar o combate ao coronavírus. A pesquisa é reveladora do aumento do número de brasileiros que caíram na real e se deram conta de que presidente da República é uma ameaça à Nação. Tanto que vem aumentando consideravelmente acusações de genocídio feitas contra ele, dentro e fora do Brasil, inclusive na ONU.
O governador Flávio Dino estava certo quando, ainda no início da crise, se posicionou como um crítico duro e constante das decisões, posicionamentos e declarações do presidente sobre o assunto. A pesquisa Datafolha confirma esse processo.
Assembleia aprova projeto de importância fundamental para prevenir crises sanitárias

A Assembleia Legislativa aprovou ontem o Projeto de Lei 372/2020, que disciplina o funcionamento e a gestão dos mercados públicos em todo o território maranhense. Elaboradas pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), as regras nele contidas vão disciplinar as atividades nos mercados públicos, onde se pratica a venda direta de alimentos ao consumidor, com base em planejamento, estrutura e fiscalização, definindo também a responsabilidade dos feirantes em relação a lojas, boxes e bancas. Na mensagem, o governador Flávio Dino (PCdoB) define a proposição como “um instrumento fundamental para o desenvolvimento de políticas urbanas eficazes ao planejamento do território, voltadas a evitar a precarização dos espaços”.
Aparentemente uma proposta normativa sem maior importância, o PL 372/2020 ganha dimensão extraordinária quando se faz uma relação do seu conteúdo com mercados e feiras de São Luís, notadamente a Feira do João Paulo e o Mercado Central, por exemplo. Centros de comercialização de alimentos de origem vegetal e animal, esses espaços públicos representam, rigorosamente, o oposto integral do que se pode definir na prática o que seja um mercado público. Os dois exemplos são espaços onde a ideia de higiene passa ao largo, tendo a sujeira e o desleixo fiscal como cultura.
Essa preocupação cresce em importância nesse momento, quando o Maranhão está enfrentando a avassaladora crise sanitária causada pelo novo coronavírus, que já matou milhões em todo o planeta. Vale reforçar a importância do PL 372/2020 lembrando que o vírus foi encontrado pela primeira vez num mercado público da cidade de Wuhan, uma das maiores cidades da China, onde provavelmente os cuidados sanitários foram relaxados.
São Luís, 17 de Março de 2021.
Retorno ao PSDB deu a Brandão mais força política e partidária para disputar a sucessão de Dino

Desde a última Quinta-Feira (11), a cúpula nacional do PSDB incluiu o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) na sua lista de prioridades. Os principais líderes do partido, a começar pelo presidente nacional, deputado federal Bruno Araújo (SP), e o governador gaúcho Eduardo Leite, se manifestaram com entusiasmo sobre a volta de Carlos Brandão ao ninho dos tucanos. Eles saudaram com efusão o que foi, de fato, uma reviravolta surpreendente em face do erro monumental que foi tirá-lo do comando e entregar o partido ao senador Roberto Rocha, que, sem projeto para fortalecê-lo, mergulhou o braço maranhense do PSDB ao pior momento da sua existência. Com esse posicionamento, que tem claro sentido de aposta alta, as lideranças tucanas injetam fortes doses de ânimo no projeto de poder do vice-governador, acreditando que por seu intermédio o partido finalmente chegará ao Governo do Maranhão.
Carlos Brandão fez uma jogada de mestre com o retorno inesperado ao PSDB, surpreendendo o meio político e muitos observadores, e deixando boquiabertos os seus adversários. Estava bem situado no Republicanos, que ajudou a fortalecer nas eleições municipais, quando ocupou expressivo espaço em São Luís com a candidatura do deputado estadual Duarte Jr. à Prefeitura e mantendo o controle em Caxias, com a retumbante vitória eleitoral do prefeito Fábio Gentil. Mas a possibilidade de reassumir o controle do PSDB, com carta branca para tirar a legenda da situação humilhante com que saiu das eleições municipais e torná-la forte, pode produzir dividendos políticos e eleitorais importantes para o seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões.
Quando decidiram descartar a presença do senador Roberto Rocha no partido, os chefes do tucanato nacional já tinham a avaliação de que a troca de Carlos Brandão por Roberto Rocha foi um erro monumental de perspectiva. Afinal, Carlos Brandão era o vice-governador e conduziu o partido a um resultado excepcional nas eleições de 2016, quando o PSDB alcançara nada menos que 29 prefeituras; já nas eleições de 2020, sob o comando de Roberto Rocha, o partido saiu das urnas com apenas quatro prefeitos eleitos. Agora, tudo indica que tão logo Carlos Brandão assuma o comando efetivo do partido, não tardará para que o PSDB volte a ganhar musculatura com a atração de um número expressivo de prefeitos eleitos por outras agremiações partidárias.
O vice-governador é um político tarimbado, que faz política direta e joga bem no tabuleiro das articulações, onde prevalece a conversa ao pé do ouvido, e por meio da qual são costurados, sem muito alarde, acordos e alianças. Tudo muito discreto, sem trombetas, que só são sopradas com o fato consumado. Sua volta por cima ao PSDB é um exemplo indiscutível do seu modus operandi. Trabalhou na surdina, fez as articulações com os chefes tucanos – muitos deles seus colegas de Câmara Federal -, conseguindo o butim partidário, que foi procurado também pelo deputado ex-pedetista Gil Cutrim e por emissários da senadora Eliziane Gama (Cidadania). Conta-se que até o senador Roberto Rocha teria elogiado a entrega do PSDB, que lhe foi tirado, ao vice-governador.
No comando do PSDB maranhense, o vice-governador Carlos Brandão reforça com uma sigla importante a aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino, que passa a contar com 17 partidos. Sabe, por outro lado, que se não chegar a um acordo com o senador Weverton Rocha (PDT), seu principal oponente na corrida ao Palácio dos Leões, a aliança dinista sofrerá um grande racha partidário. Daí a importância de estar à frente de uma agremiação de peso, que tenha estrutura e capilaridade e que lhe assegure o suporte necessário para realizar uma campanha com eficiência e densidade.
Ninguém duvida de que o surpreendente retorno ao PSDB deu forte turbinada no projeto de poder do vice-governador Carlos Brandão, acendendo forte luz de alerta nos QGs dos demais postulantes.
PONTO & CONTRAPONTO
Roberto Rocha permanece no PSDB até que Bolsonaro faça sua escolha partidária

O senador Roberto Rocha ainda não se desfiliou do PSDB, mantendo, até aqui, o cargo de presidente regional do partido, mesmo sabendo que já não é mais considerado um integrante do ninho tucano maranhense. O comando nacional do partido decidiu não transformar a saída do senador num fato político relevante, preferindo dar a ela o mínimo de importância.
Roberto Rocha, por sua vez, parece também preferir partir do ninho sem muito alarde, deixando para trombetear esse movimento quando ele se completar com seu ingresso em novo partido. Tanto que acertou a desfiliação sem nem mesmo comunicar sua decisão aos demais integrantes da direção tucana no Maranhão.
O senador está mesmo determinado a ingresso no partido que vier a receber afiliação do presidente Jair Bolsonaro, que anunciou para este mês a normalização da sua vida partidária. Isso porque está determinado a participar das eleições do ano que vem como representante do bolsonarismo no Maranhão.
Othelino Neto alerta deputados para golpes no WhatsApp

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), com firmeza, ao que ele definiu como uma tentativa de bandidos virtuais de obter números de WhatsApp de parlamentares para dar golpes. Em “Nota de Alerta”, divulgada ontem, o presidente do Legislativo se dirige aos seus colegas para informar que ele próprio foi alcançado por um número com DDD 61, que é de Brasília, e conta que houve uma tentativa de golpe, que ele repeliu. Daí decidiu que os deputados teriam de ser alertados. A “Nota de Alerta” foi bem acolhida. Leia-a, na íntegra:
Nota de Alerta
Alerto aos colegas parlamentares, amigos e familiares que, nesta segunda-feira (15), um número com DDD 61 entrou em contato com pessoas próximas, passando-se por alguém da minha assessoria, possivelmente, com o intuito de clonar contas de WhatsApp.
Na conversa, o golpista convida a pessoa a participar de uma live com um número restrito de amigos e seguidores. Em seguida, pede o número do código que, supostamente, chegará ao e-mail para confirmação da presença.
Reitero que ninguém da minha equipe de assessores possui celular com DDD 61 e que também não liga solicitando dados pessoais ou número de códigos de quem quer que seja.
Portanto, fica o alerta para qualquer tentativa deste tipo.
Deputado Othelino Neto
Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão
São Luís, 16 de Março de 2021.