Todos os posts de Ribarmar Correa

Rubens Jr., Neto Evangelista e Duarte Jr. travam guerra de tudo ou nada por vaga no 2º turno

 

De olho em Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior travam uma disputa dura por vaga no segundo turno da corrida em São Luís

Às vésperas da eleição para a Prefeitura de São Luís, os quatro candidatos com mais cacife para se dar bem nas urnas deram guinadas radicais nas suas campanhas, indicando que cada um aposta na possibilidade de ser o escolhido pela maioria do eleitorado. Pressionados pelos números de várias pesquisas, todas indicando a impossibilidade de definição no primeiro turno e avisando que o desfecho se dará no segundo turno, Eduardo Braide (Podemos) vem se desdobrando para manter a liderança e não cometer erros, enquanto, Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (Republicamos) e Rubens Júnior (PCdoB) travam uma guerra não declarada, com mudanças radicais na forma e no conteúdo das suas campanhas. Isso ocorre ao mesmo tempo em que Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio, que formam o segundo pelotão, continuam brigando para manter espaços, mesmo já sabendo que estão fora da disputa propriamente dita.

Neto Evangelista reorientou radicalmente a sua campanha na TV. Primeiro mudando o discurso crítico em relação à gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), principalmente na área de Saúde. Na noite de terça-feira e ao meio dia de ontem, o candidato do DEM elogiou, serenamente, as conquistas da atual gestão, declarando que Edivaldo Holanda Júnior deixará “um legado” de muitas obras, que ele, se eleito, pretende conservar criando para isso uma Secretaria de Manutenção da Cidade. Além disso, o senador Weverton Rocha entrou de cabeça da campanha, numa indicação de que a militância do PDT também vai entrar na briga na reta final. Não bastasse isso, o programa de Neto Evangelista recebeu o reforço do presidente estadual do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que prometeu garimpar recursos para São Luís em Brasília, e do presidente regional do PTB, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que também assumiu compromissos com uma eventual gestão do candidato do DEM. O novo tom da campanha pode embalá-lo nos próximos dias.

A outra guinada radical se deu na campanha de Rubens Júnior. Até terça-feira, a participação do governador Flávio Dino vinha se dando de maneira indireta, mas ontem, o líder maranhense assumiu de vez a bandeira do candidato do PCdoB, não só aparecendo, mas fazendo pedido explícito de votos para ele no horário gratuito no rádio e na TV. A entrada de Flávio Dino na campanha evidencia que o comando do PCdoB resolveu mobilizar todos os seus recursos políticos para reverter o magro desempenho de Rubens Júnior, esse esforço incluiu também a entrada da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e a abertura de espaço para o candidato a vice, Fernandes, como que acenando para o PT mobilizar sua tropa e sair às ruas em busca do eleitorado.

Nesse novo cenário, a posição mais delicada é a de Duarte Júnior, que virou alvo preferencial de Neto Evangelista e de Rubens Júnior. Ousado e motivado, o candidato do Republicanos vem fazendo ajustes na sua campanha, rebatendo ataques e também atacando. Mas tudo isso sem ter um suporte forte e assumido. É provável que ele venha a contar com a entrada do vice-governador Carlos Brandão na campanha, já que o apoio do seu outro aliado, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), não é bem visto pelo eleitorado de São Luís. Duarte Júnior tem ciência plena de que se encontra numa situação delicada, sob fogo cerrado de dois candidatos politicamente fortes, e sem dispor de instrumentos que o ajudem a resistir ao rolo compressor que ganha forma no seu encalço.

As guinadas nas campanhas de Neto Evangelista e Rubens Júnior e os esforços de Duarte Júnior para não ser atropelado certamente produzirão resultados. Afinal, o governador Flávio Dino joga o peso do seu cacife, antecipando uma estratégia que previa sua entrada em campo apenas no segundo turno, acreditando inicialmente que Rubens Júnior chegaria lá sem o seu empurrão. O mesmo acontece com o senador Weverton Rocha, que também antecipou sua entrada em campo depois de perceber que Neto Evangelista não crescia como ele previra. E no que vão dar todas essas guinadas? As várias pesquisas previstas para a semana que vem responderão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ao contrário de Flávio Dino, Edivaldo Jr. só entrará na disputa no segundo turno

Edivaldo Júnior

A entrada do governador Flávio Dino na campanha de Rubens Júnior para a Prefeitura de São Luís levou alguns observadores a apostar que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) também faria o mesmo com Neto Evangelista, que tem o apoio do seu partido. A menos que surpreenda com uma radical mudança de postura, o prefeito de São Luís vai continuar trabalhando, diante do embate eleitoral em curso. Ele só se posicionará no segundo turno, e pelo que dizem fontes a ele ligadas, dará o seu apoio ao candidato a ser apoiado também pelo governador Flávio Dino, principalmente se for Rubens Júnior.

 

Depois de penar no bolsonarismo, Maura Jorge vira tucana e tem vantagem em Lago da Pedra

Maura Jorge X Laércio Arruda

Depois de ter assumido a campanha de Jair Bolsonaro no Maranhão, tentado ser sua porta-voz no estado, garimpado sem sucesso um cargo relevante em Brasília, ter sido triturada na disputa para o Governo do Estado e de ter sido agraciada com a superintendência regional da Funasa, cargo que deixou meses depois, somando-se a isso a vivência de uma intensa ciranda partidária, a ex-deputada e ex-prefeita Maura Jorge (PSDB) tenta voltar ao comando político e administrativo de Lago da Pedra. Ali, ela disputa com o prefeito Laércio Arruda (PCdoB), que tenta a reeleição, e com Dr. Weuler (PROS), que figura na disputa sem a menor chance de chegar a algum lugar.

Pesquisa Escutec – tem foi realizada nos dias 29 e 30 do mês passado, tem margem de erro de quatro pontos percentuais e foi registrada sob o número MA-05583/2020 – foi divulgada por O Estado e diz que Maura Jorge tem 52% das intenções de voto contra 38% do prefeito Laércio Arruda e 1% de Dr. Weuler. Fonte do PCdoB garante que a situação é bem diferente. Vale aguardar o pronunciamento das urnas.

São Luís, 05 de Novembro de 2020.

DataM/Difusora prevê dois turnos, mostra Braide estancado e Neto Evangelista empatado com Duarte Júnior

 

Os números do DataM indicam um surpreendente empate entre Duarte Júnior e Neto Evangelista

Uma bomba estatística explodiu ontem nos comitês de campanha dos principais candidatos à Prefeitura de São Luís: a pesquisa DataM, contratada pelo Sistema Difusora. Realizada nos dias 29 e 30 de Outubro, portanto quatro dias antes da divulgação, a pesquisa ouviu 801 eleitores e trouxe uma série de indicações de peso, que, se verdadeiras, anunciam mudança radical nos números, que são os seguintes: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 38% das intenções de voto, seguido por Neto Evangelista (DEM) com 14,7%, Duarte Júnior (Republicanos) com 14,5%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6,4%, Bira do Pindaré (PSB) com 2,7% e Jeisael Marx (Rede) com 1,7%, Yglésio Moyses (PROS) com 1,2%, Sílvio Antônio (PRTB) com 1%, Hertz Dias (PSTU) 0,1% e Franklin Douglas (PSOL) não pontuou. Os que não souberam ou não quiseram responder somaram 12,9% e 6,7% disseram que não votariam em nenhum dos candidatos. Detalhe importante: registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo MA-094791/2020, a pesquisa DataM tem margem de erro de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. Outro detalhe importante: criado e comandado pelo jornalista José Machado, o DataM tem um respeitável histórico de acertos.

Para começo de conversa, a soma dos percentuais indica que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno, sendo Eduardo Braide um dos que passariam. Mas o rigoroso empate técnico entre Neto Evangelista e Duarte Júnior indica que a definição do adversário do candidato do Podemos seria o resultado de uma luta renhida. Isso porque, se levada em conta a margem de erro, nem Neto Evangelista nem Duarte Júnior poderia cantar vitória antes de as urnas falarem. Isso porque os percentuais dos dois poderiam variar de 10% a 18%, o que torna temerário afirmar com segurança quem estaria de fato na frente. Mas, em relação aos dois, pesa a informação de que, ao contrário do que apontaram outros levantamentos, Neto Evangelista avançou e, mesmo considerando a irrisória diferença em décimos, ele aparece na frente de Duarte Júnior, que pela primeira vez perdeu a segunda posição.

Ao aparecer em segundo lugar na pesquisa DataM, mesmo levando em conta o fato de que sua vantagem é de apenas dois décimos e considerando os limites da margem de erro, Neto Evangelista dá uma guinada radical na sua campanha, indicando que tem condições de segurar essa posição e explorar corretamente o potencial da sua candidatura. A virada do candidato do DEM sobre o candidato do Republicanos pode ser já reflexo de mudanças na sua campanha e da entrada do senador Weverton Rocha e da militância do PDT na briga pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Outras pesquisas estão no “forno” e desenharão nos próximos dias cenários que poderão, ou não, confirmar as informações trazidas à tona pelo DataM. No contrapeso, a pesquisa colocou Duarte Júnior numa situação complicada, obrigando-o a procurar meios de turbinar sua campanha na reta final.

Outra bomba explodida pela pesquisa DataM foi a posição de Rubens Júnior, encontrado na quarta colocação com modestos 6,4% das intenções de voto. Esse dado chama atenção quando comparado com outros levantamentos recentes, que mostraram o candidato do PCdoB numa curva crescente, sendo que num deles apareceu na frente de Neto Evangelista e sinalizando ameaça a Duarte Júnior. Mesmo sendo uma pancada na base da sua candidatura, a posição não deve desanimar Rubens Júnior, que tem capital político e cacife partidário para reverter esse quadro na reta final da campanha.

A pesquisa DataM veio para agitar ainda mais os comandos das candidaturas, que têm agora pouco mais de uma semana para fazer os ajustes necessários e possíveis nas estratégias de cada candidato, de modo a buscar caminhos. Esse ajuste deve alcançar também Eduardo Braide, que aparece com 38%, podendo, pela margem de erro, variar de 34% a 42%, o que tecnicamente o impede de vencer a eleição em um só turno, obrigando-o a encarar um segundo turno, uma outra eleição, com riscos muito elevados.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fábio Gentil caminha para a reeleição e para consolidar sua liderança em Caxias

Fábio Gentil, se confirmar a vantagem mostrada nas pesquisas, assumirá a liderança de um novo ciclo em Caxias

Não surpreendeu o resultado da JPesquisa, empresa pertencente ao Jornal Pequeno, informando que o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), caminha para a reeleição liderando a corrida com 63% das intenções de voto, contra 19% de Adelmo Soares (PCdoB), seu principal concorrente. Atrás dele, mas em grande distância, aparecem Júnior Martins (PSC) com 4%, Cesar Sabá (MDB) com 2% e Constantino Castro (PTB) e Professor Arnaldo Rodrigues (PSOL) com 1% cada um, enquanto AJ Alves (DC) e Luciano Aldrin (Rede) não foram lembrados. Na Princesa do Sertão, 6% disseram que não votarão em nenhum deles, e 4% não souberam ou não quiseram manifestar suas preferências. A JPesquisa ouviu 400 eleitores no período de 28 a 30 de Outubro, tem margem de erro de quatro pontos percentuais, intervalo de confiança de 90% e está registrada no TRE com o número MA-01282/2020.

A disputa em Caxias vai muito além de uma simples corrida sucessória. Se confirmada nas urnas com essa proporção, a vitória do prefeito Fábio Gentil será o seu reconhecimento como bom gestor e a sua confirmação como o mais importante líder político do município. Ao mesmo tempo, mostrará o acelerado processo de desagregação do Grupo Coutinho, iniciada com a morte do seu líder, deputado Humberto Coutinho, em Janeiro de 2018. Todas as evidências sinalizam que a reeleição de Fábio Gentil inicia um novo ciclo na política caxiense, tendo o prefeito como a principal referência.

Avaliações diversas levam à mesma conclusão, a de que sem um líder jovem, com algum carisma e capacidade de aglutinação, a tendência do Grupo Coutinho é desaparecer. O ex-prefeito Leo Coutinho mostrou não ter inclinação para liderança, e a deputada Cleide Coutinho, por força da idade e dos compromissos de família, não tem como continuar dedicada a manter unido um grupo cujos integrantes mais destacados não demonstram interesse na sua união. Além disso, o Grupo Coutinho parece mais centrado em Matões, onde o prefeito Ferdinando Coutinho (PSB), que foi uma espécie de braço direito de Humberto Coutinho, trava uma luta dura pela reeleição, enfrentando ex-aliados.

Político experiente e com os pés no chão, o prefeito Fábio Gentil vem dando mostras seguidas de que sabe se movimentar num tabuleiro complicado. Vem controlando bem as regras do jogo e seus movimentos estão também pavimentando o passo que dará depois de exercer um segundo mandato municipal, caso sua reeleição se confirme como está desenhado.

Por outro lado, mesmo sem chance de chegar lá, Adelmo Soares nada tem a perder. Sua candidatura o manterá em evidência, podendo facilitar sua reeleição para a Assembleia Legislativa.

 

Nascida no IFMA, candidatura coletiva do Participa ganha espaço entre estudantes

Candidatura Coletiva liderada por Camila do Participa, e os “candidatos” Bruno Cacau, Ester Lopes e Arthur Mendes, é movimento que ganha força

Em meio a uma acirrada disputa pelas 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, um movimento político jovem e diferente ganha força no meio estudantil. Trata-se da candidatura coletiva do Participa. Nascida no IFMA e formalizada pelo PT, a candidatura é registrada pela estudante Camila, mas representa mais três integrantes do grupo: Ester Lopes, Bruno Cacau e Arthur Mendes. A exemplo de coletivos eleitos em várias capitais no pleito de 2016, a candidatura do Participa é uma inovação que pode desembarcar na Câmara Municipal de São Luís. Se eleita, Camila do Participa será a vereadora de fato, mas o mandato, incluindo deveres e direitos, será exercido coletivamente, com as decisões sendo tomadas pelos quatro “vereadores”. Há muitas críticas em relação aos mandatos coletivos, mas há também muitos jovens entrando na política por esse caminho. Reportagem recente de um grande jornal contabilizou mais de 50 candidaturas coletivas em todo o País, quase todas organizadas por jovens, sendo que algumas delas estão ganhando legiões de adeptos. A candidatura de Camila do Participa e seus três “candidatos” parece estar despertando p interesse de estudantes secundaristas de São Luís.

São Luís, 04 de Novembro de 2020.

Eleição em grandes municípios é desafio decisivo para o projeto de poder do senador Weverton Rocha

 

Weverton Rocha: participação intensa na campanha para fortalecer seu projeto de poder que mira o Palácio dos Leões em 22

A corrida para as eleições municipais está colocando o senador Weverton Rocha (PDT) no que muitos definem como “prova de fogo”. Um políticos mais bem sucedidos da nova geração, comandante supremo do PDT maranhense, que saiu das urnas de 2018 eleito senador com 1.997.443 votos – votação que seus aliados costumam destacar que foi maior que a do governador Flávio Dino (PCdoB) – e não escondendo seu projeto que mira o Governo do Estado em 2022, o líder pedetista caminha para ver seu partido correr o risco de perder o controle administrativo e político da Capital, ficar de fora em outros seis municípios-chave, e com chance de vencer em apenas em Codó, Bacabal e Balsas, entre os 10 maiores colégios eleitorais do Maranhão. Nos últimos dias, canais de informação anotaram que o senador “arregaçou as mangas” para “entrar de cabeça” na campanha de Neto Evangelista (DEM) em São Luís, na qual o PDT participa apenas como coadjuvante, a exemplo de Imperatriz, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Timon e Caxias. Nesse contexto está claro que as conquistas do PDT nas urnas terão importância decisiva na definição do tamanho político e eleitoral lhe for dado pelas urnas.

A situação mais delicada para Weverton Rocha é, se longe, a de São Luís, principal base do PDT, que a governou durante 16 anos com Jackson Lago e Tadeu Palácio, completando agora duas décadas com o bem avaliado Edivaldo Holanda Jr.. Por uma dessas situações que nem a mágica da política consegue explicar, o PDT por falta de opção, não lançou candidato e participa da disputa como coadjuvante numa chapa liderada pelo candidato DEM, Neto Evangelista, e para a qual contribuiu com a militante pedetista Luzimar Lopes, candidata a vice. Neto Evangelista, porém, não deslanchou, viu seu adversário Duarte Jr. (Republicanos) crescer à sua frente, e com Rubens Jr. (PCdoB) no seu encalço, levando o comandante do PDT a jogar todo o peso da sua liderança e do seu partido para reverter situação. O senador sabe que uma derrota em São Luís, mesmo com a eventual eleição de um candidato do seu campo de alianças, o deixará politicamente fragilizado, numa posição desconfortável.

Em Imperatriz a situação de Weverton Rocha é mais ou menos a mesma: o PDT participa da aliança formada em torno da candidatura do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), que trava uma guerra de “tudo ou nada” com o prefeito Assis Ramos (DEM) e o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Se Marco Aurélio for eleito, Weverton Rocha poderá manter a cidade como base forte. A reeleição do prefeito Assis Ramos não lhe imporá muitas perdas. Mas a eventual eleição Sebastião Madeira lhe criará muitas dificuldades. Situação parecida ocorre em Caxias, onde o PDT não tem candidato e integra a aliança em torno do candidato do PCdoB, deputado estadual Adelmo Soares, apoiado pelo que resta do Grupo Coutinho. O problema é que todas as pesquisas dão vantagem avassaladora ao prefeito Fábio Gentil (Republicanos).

Em Timon, onde já foi o “dono do pedaço”, o PDT não tem candidato a prefeito e participa como coadjuvante na aliança em torno de Dinair Veloso (PSB), que trava uma guerra dura com o coronel/PM Schnneyder (Republicanos) e cujo desfecho ainda é incerto. Em São José de Ribamar, por não haver preparado um candidato viável, o PDT chamou de volta o ex-vereador por São Luís e ex-deputado estadual Jota Pinto, que não emite qualquer sinal de ter alguma chance na disputa já polarizada entre o prefeito Eudes Sampaio (PTB) e o ex-prefeito Júlio Matos (PL). A mesma situação ocorre em Paço do Lumiar, com o PDT apoiando a candidatura da prefeita Paula da Pindoba (PCdoB) à reeleição.

Por outro lado, Weverton Rocha aposta alto em três grandes municípios. Em Balsas, todos os sinais apontam para uma vitória esmagadora do prefeito pedetista Éric Costa. O mesmo deve acontecer em Codó, onde, apesar do fiasco administrativo do atual prefeito pedetista, o ex-prefeito e atual deputado estadual Zito Rolim (PDT) é apontado como franco favorito. O PDT também deve vencer com folga em Bacabal, onde o prefeito Edvan Brandão, recém convertido ao brizolismo, aparece com larga vantagem nas pesquisas.

Nos bastidores políticos a expectativa dominante é a de que o PDT – que elegeu 28 prefeitos em 2016, incluindo o de São Luís – saia das urnas com número igual ou maior, mas sem o peso político de ter o comando da Capital. Esse cenário poderá mudar radicalmente se, “arregaçando as mangas”, o senador conseguir levar Neto Evangelista a virar o jogo e chegar ao Palácio de la Ravardière.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pugilato verbal entre Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Júnior pode ser bom ou mau negócio

Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr.: guerra pelo segundo lugar pode ser bom e mau negócio

A corrida para a Prefeitura de São Luís criou nos últimos dias um embate isolado entre Duarte Jr. (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Jr. (PCdoB). Os três brigam pela posição de disputar um segundo turno com Eduardo Braide (Podemos). Não está sendo uma simples troca de farpas, já tendo alcançado o desenho de guerra declarada, com ataques fortes e rebates mais fortes ainda. Neto Evangelista e Rubens Jr. usam estratégias bem armadas para minar o crescimento de Duarte Jr.. O primeiro fez uma edição marota da sua participação no debate da TV Difusora em que tenta carimbar o candidato do Republicanos de “carioca que vêm para o Maranhão pensando que maranhense é besta”. Só que a esse “sabão” foi respondido por Duarte Jr. lembrando que chegou ao Maranhão aos cinco anos de idade. Rubens Jr. foi duramente atacado por Duarte Jr. depois de tê-lo associado ao bolsonarismo pelo fato de o presidente do Republicanos no Maranhão, deputado federal Cleber Verde, haver integrado o grupo parlamentar que recebeu o presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. Duarte Jr. reagiu com virulência chamando Rubens Jr. de “bandido”, dando ao candidato do PCdoB motivo para cobrar reparação na Justiça.

Há quem diga que o QG de Eduardo Braide estaria torcendo para que o seu adversário no segundo turno seja Duarte Jr., avaliando que, por conta das diferenças, será mais difícil para ele mobilizar as forças que apoiam Neto Evangelista e Rubens Jr. em torno da sua candidatura, calculando inclusive que seria mais fácil atrair apoio de parte desses grupos. Outros acham que um embate do candidato do Podemos com Neto Evangelista seria mais difícil, porque o candidato do DEM mobilizaria mais segmentos das forças da aliança governista. Finalmente, é quase unânime entre os apoiadores de Eduardo Braide de que o candidato mais temido é Rubens Júnior, pelo poder de fogo que tem de aglutinar as forças da base governista.

Por outro lado, há quem observe que, se conseguirem atropelar Duarte Jr., tanto Neto Evangelista quanto Rubens Jr. dependerão muito do apoio do eleitorado de Duarte Jr., que parece ser muito fiel, podendo em grande medida atender ao apelo que ele lhe fizer, caso não chegue ao segundo turno. Isso pode significar 70 mil votos, que poderão rumar para onde o candidato do Republicanos sinalizar.

É cedo, portanto, para dizer quem sairá vitorioso dessa briga.

 

Edivaldo Jr. terá posições diferentes dependendo de quem for para o segundo turno com Eduardo Braide

Edivaldo Holanda Júnior: longe da corrida eleitoral no primeiro turno em São Luís

Já se sabe que o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) não se manifestará sobre sua sucessão no primeiro turno da eleição, deixando para fazê-lo no segundo turno. O que observadores mais atentos aguardam é a intensidade da sua manifestação. Caso seja a segunda rodada seja entre Eduardo Braide e Duarte Jr., o prefeito certamente se posicionará a favor do segundo, mas há quem diga que não será tão enfático, por conta das estocadas indiretas que vem recebendo do candidato do Republicanos na campanha. Se a disputa for entre Eduardo Braide e Neto Evangelista, apoiará o candidato do DEM, mas sem jogar-lhe confetes e de maneira discreta, exatamente pelo mesmo motivo. Mas se o embate final se der entre Eduardo Braide e Rubens Jr., entrará de cabeça na campanha, respondendo ao apoio que vem recebendo do candidato do PCdoB durante a campanha, na qual a frase-chave é: “O prefeito Edivaldo vai entregar ao seu sucessor uma cidade muito melhor do que a que ele recebeu”.

Vale lembrar que depois da sua passagem bem-sucedida pela prefeitura de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. fará de tudo para não se meter em bola dividida. Para ele, é fundamental preservar seu cacife para o próximo passo que pretende dar: disputar vaga na Câmara Federal, tentar o Senado, ser candidato a vice-governador ou entrar na guerra pelo Palácio dos Leões.

São Luís, 03 de Novembro de 2020.

 

TV Difusora: candidatos fazem debate animado, discutem propostas e trocam duras acusações

 

Oito dos 10 candidatos a prefeito de São Luís deram ontem seus recados num  debate  na TV Difusora, no qual apresentaram propostas e trocaram acusações 

Os oito candidatos à Prefeitura de São Luís – Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr. (Republicanos), Rubens Jr. (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) – que participaram do debate de ontem na TV Difusora demonstraram que, mesmo ainda jovens, já são parte tarimbada de uma boa safra de políticos que chegou ao poder no Maranhão. Mostraram-se preparados, exibiram bons conhecimentos sobre a realidade de São Luís, apresentaram e defenderam várias propostas realistas, inteligentes e viáveis para problemas estruturais diversos. Mas também venderam, mas sem exagero, um pouco de ilusão. E como não poderia deixar de ser, trocaram acusações e farpas, fizeram duros questionamentos políticos entre si, praticaram um “bateu-levou” sem grosseria e evitaram tensões no ambiente. Os confrontos políticos e ataques pessoais refletiram fielmente o cenário mostrado pelas pesquisas mais recentes.

A ciranda de ataques e contra-ataques envolveu mais fortemente Eduardo Braide, Duarte Jr., Rubens Jr. e Neto Evangelista, que trocaram acusações entre si. O primeiro, que lidera a corrida, segundo as pesquisas, e o segundo, que vem crescendo e pode ser o seu adversário, foram, de longe, os mais atacados, tendo também revidado com pancadas verbais. E a explicação é simples: Duarte Jr. metralhou Eduardo Braide – disse que ele é investigado pela Polícia Federal -, com o objetivo de se consolidar como o seu adversário no segundo turno. Já Neto Evangelista e Rubens Jr. alvejaram Eduardo Braide e Duarte Jr. pelo mesmo motivo. Mas, curiosamente, o candidato do DEM e o do PCdoB evitaram confrontar-se, como se tivessem combinado o tiroteio contra aos candidatos do Podemos e do Republicanos. Bira do Pindaré também disparou contra o líder e o vice-líder, mas sem consequências. No final do debate, Eduardo Braide anunciou que acionará Duarte Jr.na Justiça.

Por seu turno, Jeisael Marx, Yglésio Moises e Franklin Douglas tiveram bom desempenho, apresentando suas propostas com eficiência, mas também atacando e provocando os demais candidatos. Jeisael Marx fez duras críticas aos “filhos de papais políticos”, enquanto Yglésio Moises acusou os concorrentes de “faltarem com a verdade”, e Franklin Douglas mantendo sua posição de candidato mais agressivo no sentido de provocar o confronto com os demais.

No confronto de ideias e propostas, o debate da TV Difusora foi interessante e produtivo, apesar de os candidatos restringirem a quantidade de temas importante. Como era previsível, a área de Saúde mais uma vez dominou a pauta, seguida de mobilidade urbana, cultura, turismo, infraestrutura, entre outros, ficando a educação, surpreendentemente, em segundo plano, com poucas abordagens superficiais. Sobre a Saúde, convergiram em alguns pontos, defendendo propostas semelhantes, com alguns elogiando a política da atual gestão, enquanto outros lhe fazendo duras críticas. Todos apresentaram propostas para melhorar o transporte de massa, mas ninguém falou como resolver gargalos da malha viária. Quase todos aprovaram, com poucas restrições, a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

Muito bem organizado, com formato adequado e corretamente mediado pelo jornalista e apresentador Adalberto Melo, o debate da TV Difusora produziu o cenário exato da corrida à Prefeitura de São Luís a duas semanas da eleição. Eduardo Braide demonstrou segurança e sangue frio para enfrentar os ataques. Duarte Jr. teve boa performance, mostrando ter noção clara do que defende e disposição para o enfrentamento. Rubens Júnior se mostrou um candidato firme quanto às suas propostas e posições políticas. O mesmo foi percebido em Neto Evangelista e em Bira do Pindaré. A julgar pelo tom dos embates, os candidatos continuarão “vendendo” suas propostas, mas muito provavelmente vão aumentar o tom e a abrangência da pancadaria verbal.

E com certeza as estocadas terão o mesmo desenho: Duarte Jr. disparando contra Eduardo Braide e sendo alvejado fortemente por Rubens Jr. e Neto Evangelista, que também dispararão chumbo grosso contra o candidato do Podemos, que certamente vai reagir com petardos de grosso calibre. Esse clima torna imprevisível o desfecho da disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Debate confirmou que aliados são problema para alguns candidatos em São Luís

Um tema político foi colocado em discussão entre os candidatos à Prefeitura de São Luís no debate de ontem na TV Difusora: os patronos e aliados das candidaturas. Do alto da sua condição de candidato que tem seus aliados e parceiros políticos como mote de campanha, como o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente Lula da Silva (PT), Rubens Jr. cobrou esse posicionamento de Eduardo Braide, acusando-o de “esconder sua relação” com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e com o senador Roberto Rocha (PSDB). O mesmo questionamento foi feto por Neto Evangelista, Duarte Jr. e Bira do Pindaré, colocando Eduardo Braide em situação incômoda, tendo saído pela tangente, afirmando, de maneira cuidadosa, que não pertence à base do bolsonarismo na Câmara Federal, mas que como prefeito, se lá chegar, vai dialogar com o Palácio do Planalto e com o Palácio dos Leões.

Duarte Jr. também foi questionado sobre suas relações políticas, tendo sido acusado de pertencer “ao partido dos filhos do presidente Bolsonaro”, assim como foi acusado de omitir outros aliados seus. Ele reagiu dizendo que não tem problemas com seus aliados, mas não os nomeou. Neto Evangelista teve de ouvir Franklin Douglas lembrar que ele foi aliado de João Castelo. Embora tenham usado a eficiente estratégia de minimizar tais relacionamentos, os acusados de mudarem de grupo a cada eleição não gostaram nem um pouco das acusações. Sinal de que esse assunto vai continuar rendendo até o encerramento da campanha.

 

Luciano Genésio caminha para reeleição sem susto em Pinheiro

Apoiados pelos deputados Thaíza Hortegal e Othelino Neto o prefeito Luciano Genésio e a candidata a vice  Ana Paula Lobato são favoritos em Pinheiro

O que há algum tempo era aguardado como um confronto de desfecho imprevisível, a eleição para a Prefeitura de Pinheiro caminha para um resultado sem surpresa. Ali, o prefeito Luciano Genésio (PP), que tem como vice Ana Paula Lobato (PDT), se movimenta para as urnas com a expectativa de que será reeleito com uma vantagem folgada sobre seus adversários, o deputado estadual Leonardo Sá (PL), que foi seu adversário em 2016, e o ex-prefeito Filuca Mendes (MDB), que deu as cartas no município por dois mandatos com o apoio da então governadora Roseana Sarney.

O cenário largamente favorável ao prefeito Luciano Genésio foi encontrado pela pesquisa Escutec, publicada na edição de fim de semana de O Estado do Maranhão. Ele detém nada menos do que 58% das intenções de voto contra magros 17% de Leonardo Sá e pífios 11% de Filuca Mendes, seguidos de Ana da Shalon com 3% e Filho do Coqueiro com 2%. Em Pinheiro, 4% não pretendem votar em nenhum deles e 5% estão no campo da indecisão. A pesquisa foi realizada no período de 28 a 30 de Outubro, ouviu 600 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de segurança de 90% e foi registrada na Justiça Eleitoral com o número MA-01681/2020.

A se confirmarem os números do Escutec, que parecem traduzir a realidade na Princesa da Baixada, o prefeito Luciano Genésio se firmará como a mais forte liderança política do município, posição reforçada pela primeira-dama Thaíza Hortegal (PP), que é deputada estadual, de pela aliança com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que deu o aval político para a candidatura de Ana Paula Lobato, sua mulher, ao cargo de vice-prefeita. Vale lembrar que Ana Paula Lobato é pinheirense, filha do médico e ex-prefeito Pedro Lobato, portanto nascida e crescida vivenciando a sempre intensa vida política de Pinheiro.

Na avaliação de um político que conhece a cena política pinheirense, o desfecho dessa eleição poderá produzir uma situação desastrosa o deputado Leonardo Sá, que apostou alto ao deixar o PRTB, ingressar no PL e se tornar um dos pontas de lança do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, e deve perder. Poderá também, marcar a aposentadoria política de Filuca Mendes.

São Luís, 01 de Novembro de 2020.

Pesquisa Interpreta: Rubens Jr. ultrapassa Neto Evangelista, tenta alcançar Duarte Jr. e torna a disputa imprevisível

 

Pesquisa Interpreta/RV Guará: Eduardo Braide lidera, mas Duarte Jr. sobe e Rubens Jr. ultrapassa Neto Evangelista

Numa clara indicação de que previsões feitas neste espaço, há alguns dias, apostando que a corrida para a Prefeitura de São Luís seria decidida na última semana da campanha, e que, mesmo aparecendo em último lugar no quarteto que estão de fato disputando a eleição, Rubens Júnior (PCdoB), tinha base política e partidária para se tornar um sério candidato a adversário de Eduardo Braide (Podemos) num eventual segundo turno.

Pois bem, a pesquisa mais recente do instituto Interpreta feita em parceria com a TV Guará e divulgada ontem pela emissora trouxe esse novo retrato da corrida: Eduardo Braide lidera com 36,8% das intenções de voto, seguido de Duarte Jr. (Republicanos) com 20,8%, Rubens Jr. com 14,4% e Neto Evangelista (DEM) com 12,7%. No segundo bloco, que reúne os candidatos sem chance, Bira do Pindaré (PSB) tem 4,1%, Jeisael Marx (Rede) tem 1,5%, Silvio Antônio (PRTB) tem 0,9%, Yglésio Moisés (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) têm 0,3%, enquanto Hertz Dias (PSTU) tem 0,2%. Brancos e nulos totalizam 1,3% e os indecisos são 6,7%. As entrevistas foram feitas de 24 e 26 de Outubro, foram ouvidos 1000 eleitores. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral está sob o número MA-02983/2020 e tem margem de erro de 3%.

Para começar, somente a soma dos percentuais de Duarte Jr., Rubens Jr. e Neto Evangelista totaliza 47,9%, nada menos que 11 pontos percentuais a mais do que a vantagem de Eduard Braide, o que garantiria dois turnos com folga. Todas as evidências sugerem que o candidato do Podemos vem fazendo um grande esforço para manter uma liderança folgada, evitando que eleitores inclinados a votar nele mudem seus planos e migrem para Duarte Jr. – que pela primeira vez alcança o expressivo patamar dos 20%. Para vencer a eleição, Eduardo Braide tem de chegar ao segundo turno com votação acima dos 40 pontos percentuais, porque o seu adversário, seja usará de todos os argumentos políticos disponíveis para juntas as demais forças em torno da sua candidatura.

A pesquisa Interpreta/TV Guará confirma a impressão inicial de que Rubens Jr. dificilmente ficaria pelo meio do caminho como um derrotado sem forças para reagir. A entrada, ainda que não ostensiva, do governador   Flávio Dino na sua campanha, ainda sem pedir votos explicitamente para o candidato do PCdoB, já aponta para a possibilidade de Rubens Jr. reverter o cenário desfavorável e avance para disputar com Duarte Jr. a vaga para enfrentar a Eduardo Braide no segundo turno. Também com base na pesquisa Interpreta/TV Guará, Neto Evangelista terá de fazer um esforço gigantesco para retomar o terceiro lugar e, maior ainda, para ultrapassar Duarte Jr., que vem galgando ponto a ponto a cada pesquisa, passando a impressão de que cresce a cada dia o número de eleitores dispostos a lhe dar apoio. Ontem, dois partidários de Rubens Jr. disseram à Coluna que o candidato do PCdoB está tomado pela convicção de que será o novo prefeito de São Luís.

Os números da pesquisa Interpreta/TV Guará colocam Eduardo Braide numa situação delicada. Primeiro porque confirmam que ele se mantém estancado num patamar que vai de 35 a 40 pontos percentuais, correndo o risco de chegar ao segundo turno sem fôlego suficiente para ser favorecido pela velha e mágica equação dos 50% + 1, que, se alcançada, lhe dará o mandato de prefeito de São Luís. E depois porque ele sabe também que nesse momento qualquer passo em falso poderá lhe tirar pontos preciosos e comprometer seu favoritismo. Duarte Jr. e Rubens sabem disso e vão jogar pesado para minar a base do líder.

Outras pesquisas estão a caminho e poderão alterar expressivamente o cenário agora desenhado pelo levantamento Interpreta/TV Guará, podendo essa alteração lhe ser ou não favorável.

 

Visita de Bolsonaro e saída de Ildon Marques pode mudar o jogo em Imperatriz

Ildon Marques quase fora; Assis ramos, Marco Aurélio e Madeira a dispor eleitores

A visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a saída – toda como certa – do ex-prefeito Ildon Marques (PP), deve alterar expressivamente a disputa pela Prefeitura de Imperatriz. A visita presidencial foi um reforço político e tanto para o candidato do PSDB, o ex-prefeito Sebastião Madeira. E a saída do ex-prefeito Ildon Marques abre caminho para que os três candidatos que realmente contam – o prefeito Assis Ramos (DEM), o deputado Marco Aurélio (PCdoB) e o tucano Sebastião Madeira – travam imediatamente uma guerra sem trégua pelos eleitores de Ildon Marques.

Parte expressiva desse rearranjo se dará se Ildon Marques resolver declarar apoio a um candidato e pedir aos seus eleitores votem nele. Se isso acontecer, é provável que pelo menos metade dos seus apoiadores migrarão para o candidato que ele indicar. Se, por outro lado, ele vier a optar pela neutralidade, os 20% que que votariam nele ficarão dispersos, podendo se pulverizar entre os demais candidatos. Na base governista é alta a aposta de que Marco Aurélio sair[a beneficiado desse jogo.

Essas possibilidades remetem para uma conclusão: a eleição em Imperatriz está em aberto e será decidida nos 44 minutos do segundo tempo.

 

Candidato do vice Mourão, Silvio Antônio foi praticamente descartado por Bolsonaro

Escanchado no pescoço de um partidário, Silvio Antônio vence a barreira  e consegue um aperto de mão de Jair Bolsonaro

A Coluna ouviu aqui, ali e acolá e chegou a uma conclusão a quase nenhuma atenção que Silvio Antônio recebeu do presidente Jair Bolsonaro, em São Luís, tendo o candidato do PRTB sido obrigado a escanchar no pescoço de um partidário para receber um aperto de mão. A explicação é simples: o presidente Jair Bolsonaro não quer nem saber de quem o vice-presidente Hamilton Mourão como aliado. O general Hamilton Mourão tem emitido seguidos sinais de que está se preparando para entrar na seara política, de preferência como candidato a presidente da República. Passou de companheiro de farda a adversário, podendo ser transformado em inimigo.

São Luís, 31 de Outubro de 2020.

Bolsonaro tropeça na prudência e transforma sua viagem ao Maranhão num desastre político

 

Sem empolgar outros aliados, Jair Bolsonaro faz gesto de euforia com o aliado Roberto Rocha na BR-135, onde inaugurou 3,5 quilômetros de duplicação

Um desastre político. É a definição mais adequada para a visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Maranhão ontem, com escalas em São Luís e Imperatriz. Durante sua incursão de algumas horas no estado, onde foi recebido por aliados políticos e por grupos de seguidores fantasiados de verde-amarelo – todos sem máscara e confinados em cercadinhos iguais aos do Palácio da Alvorada -, o presidente protagonizou momentos que certamente entrarão para a crônica do seu período reforçando sua estranha noção de política e o seu agressivo desprezo pelas regras de convivência institucional. Escudado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), o seu principal aliado no estado, e por vários deputados federais, Jair Bolsonaro exercitou sua verve belicosa ao atacar o governador Flávio Dino, seu Governo e seu partido, o PCdoB, pelo viés ideológico, e fazer piada grosseira com o Guaraná Jesus, afirmando que, ao ingeri-lo, se tornaria “boiola, como os maranhenses”. Com seu comportamento desregrado e seu discurso agressivo, o presidente da República transformou o que seria uma visita de trabalho, para inaugurar, inspecionar e anunciar obras, num inacreditável imbróglio político de repercussão nacional.

Na primeira etapa da viagem – que não foi comunicada ao governador Flávio Dino nem ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), num gesto espantoso de descortesia – o presidente Jair Bolsonaro desembarcou em São Luís, de onde seguiu para a BR-135, onde inaugurou um trecho de 3,5 quilômetros de duplicação. Depois rumou para Imperatriz, onde também foi recebido por apoiadores, e inaugurou dois quilômetros restaurados da BR-10 e anunciou a criação de uma universidade federal na região. Quase nada além disso, o que confirmou a suspeita inicial de que o propósito não admitido que o propósito da viagem era essencialmente político.

Em São Luís, sua estada passaria em branco, sem qualquer expressão, se o presidente não tivesse chocado os maranhenses com uma piada de mau gosto, preconceituosa e de natureza claramente homofóbica sobre o Guaraná Jesus, um dos símbolos do Maranhão. Ao ingeri-la, gracejou agressivamente: “Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso? Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”. A piada sem graça causou perplexidade, principalmente pelo de que alguns maranhenses do seu grupo de acompanhantes tenham achado graça. O senador Roberto Rocha, ciente da repercussão, tentou minimizar, mas não conseguiu. O governador Flávio Dino, por seu turno, protestou contra a opereta presidencial de ofensa aos maranhenses.

– Bolsonaro veio ao Maranhão com sua habitual falta de educação e decoro. Fez piada sem graça com uma de nossas tradicionais marcas empresariais: o Guaraná Jesus. E o mais grave: usou dinheiro público para propaganda política. Será processado – reagiu o governador nas suas redes sociais.

Em Imperatriz, ao falar para simpatizantes, Jair Bolsonaro escancarou a motivação política da viagem. Além de não comunicar sua visita ao governador Flávio Dino, mesmo tendo ele atendido solicitação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno e autorizado a PM a se integrar ao esquema de segurança presidencial, Jair Bolsonaro recorreu ao seu extremismo de direita e atacou duramente o dirigente maranhense, dizendo que o Maranhão vive sob “uma ditadura comunista” e que o PCdoB “deve ser varrido” do Maranhão. Ataque foi gratuito, sem qualquer justificativa. O governador Flávio Dino deu troco imediatamente, disparando: “Não tenho medo de ditador, nem de projeto de ditador e nem de ditadura. Não tenho medo de Bolsonaro”.

O caráter político da visita do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão não surpreendeu. O simples fato de não comunicar sua vinda ao governador, como manda a praxe, mesmo sendo eles adversários políticos, e a desenvoltura do senador Roberto Rocha como uma espécie de dono da agenda, foram evidências de que não havia maiores propósitos de governo na viagem. Só que os fatos ocorridos, a reação a eles e a repercussão fora do Maranhão demonstraram que o presidente dificilmente colherá bons frutos políticos dessa empreitada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pouca representação política na recepção a Bolsonaro no Maranhão

Escanchado no pescoço de um partidário, Silvio Antônio vence a barreira de apoiadores e consegue um aperto de mão de Jair Bolsonaro no aeroporto

De todas as visitas presidenciais ao Maranhão desde a volta da democracia, a do presidente Jair Bolsonaro, ontem, foi, de longe, a mais desconectada da realidade, sem importância nem estatura.

Nas suas inúmeras visitas entre 1985 e 1990, o presidente José Sarney sempre foi recebido com festa por multidões, tendo trazido na sua companhia o colega português Mário Soares, vários mandatários da África lusófona, o colombiano Virgílio Barco e o uruguaio Juan Maria Sanguinetti, além de visitantes importantes, como escritor francês Maurice Druon, o célebre autor de “O Medido do Dedo Verde”, entre outros. Depois dele, o presidente Fernando Collor (PRN) veio duas vezes ao Maranhão, uma delas para declarar apoio a João Castelo, então inimigo do Grupo Sarney, mas o então governador João Alberto foi devidamente comunicado da visita presidencial. Nos seus oito anos de governos, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) visitou o Maranhão três vezes, dando grande dimensão a cada visita. O presidente Lula da Silva (PT) fez várias visitas ao estado ao longo dos seus dois mandatos, o mesmo acontecendo com a presidente Dilma Rousseff (PT).

A visita do presidente Jair Bolsonaro diferiu de todas. Para começar, seu desembarque se deu sem um traço sequer do que o ex-presidente José Sarney (MDB) chama de “liturgia do cargo”. Suado, de manga de camisa e mostrando os contornos de um colete à prova de balas, não usava máscara e parecia comandar uma tropa caótica. Acompanhado do senador Roberto Rocha (PSDB), seu ativo porta-voz, o presidente foi recebido por nove dos 18 deputados federais Edilázio Júnior (PSD), Aluízio Mendes (PSC), Juscelino Filho (DEM), André Fufuca (PP), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Cléber Verde (Republicanos), Pastor Gildenemyr (PL), Júnior Lourenço (PL) e Merreca Filho (Patriotas). Não houve registro da presença de deputados estaduais, nem o deputado Pará Figueiredo (PSL), que num dos raros discursos que fez declarou apoio ao Governo Bolsonaro, e a deputada Mical Damasceno (PTB), que vez por outras discursa apoiando posições bolsonaristas do Governo Federal. Não foi registrada também a presença de prefeitos da região nem de vereadores de São Luís.

Dos candidatos a prefeito de São Luís, o único que esteve no aeroporto foi Silvio Antônio (PRTB), mas não teve acesso à comitiva e só conseguiu um aperto de mão depois de haver atropelado apoiadores escanchado no pescoço de um partidário. O presidente provavelmente o cumprimentou sem saber que ele o candidato do partido do vice-presidente Hamilton Mourão à Prefeitura de São Luís.

 

Piada de Bolsonaro valorizou a criação do socialista Jesus Gomes

Jesus Gomes e sua criação cor-de-rosa: ambos com  prestigio que Jair Bolsonaro jamais terá no Maranhão

O presidente Jair Bolsonaro provavelmente não provaria Guaraná Jesus e recomendaria que seus apoiadores não o fizessem também se soubesse que seu criador, Jesus Norberto Gomes, um farmacêutico que dedicava a maior parte do seu tempo pesquisando fórmulas para medicamentos, foi também um cultivador dos ideais de esquerda, defensor do socialismo e que se declarava ateu. Foi perseguido por causa das suas convicções, mas se manteve firme e respeitado pela grande maioria dos maranhenses por sua estatura moral e ética. A piada de mau gosto do presidente Jair Bolsonaro com o Guaraná Jesus certamente reforçará a memória de Jesus Gomes e, em vez de desmerecer, valorizará ainda mais o sonho cor-de-rosa das crianças maranhenses.

São Luís, 30 de Outubro de 2020.

Pesquisas reforçam a tendência de dois turnos na eleição para a Prefeitura de São Luís

 

Eduardo Braide lidera, mas pode ter de encarar um segundo turno com Duarte Júnior, Neto Evangelista ou Rubens Júnior

À medida que as campanhas avançam na reta final, a corrida para a Prefeitura de São Luís vai ganhando contornos mais precisos, conforme têm apontado as pesquisas mais recentes, como a do Ibope/TV Mirante, divulgada no final da semana passada, e a Interpreta/TV Guará, que chegou ao conhecimento público no meio desta semana, e agora a DataIlha/TV Band, que desembarcou ontem no circuito onde se movimentam os candidatos, informando um novo painel de preferências do eleitorado ludovicense. Os números são os seguintes: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 38,1% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 16%, Neto Evangelista (DEM) com 13,1%, e Rubens Júnior (PCdoB) com 10,1%. Num segundo plano aparecem Bira do Pindaré (PSB) com 3,1%, Jeisael (Rede) com 3%, Yglésio Moyses (PROS) com 1,7%, Sílvio Antônio (PRTB) com 0,6%, Franklin Douglas (PSOL) com 0,6% e Hertz Dias (PSTU) com 0,2%. Um contingente de 5,2% votaria em branco ou anulariam o voto, e 8,4% disseram não saber em quem votar ou não quiseram responder. A pesquisa foi realizada no período de 20 e 22, ouviu 1080 eleitores em 44 bairros da Capital, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05705/2020.

Como as outras pesquisas recentes, o levantamento do DataIlha/TV Band indica a tendência de dois turnos. A julgar pelo que sinalizam as margens de erro, Eduardo Braide está amarrado no patamar dos 40%, podendo ter um pouco mais ou um pouco menos, mas sem conseguir romper essa barreira para ultrapassar a fronteira que poderia levá-lo a uma eleição em turno único. Na pesquisa, somente a soma dos percentuais de Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior é suficiente para garantir dois turnos, restando saber qual dos três será o seu adversário. E se a soma incluir os 9,2% distribuídos entre os demais candidatos, o segundo turno é mais que garantido. Além disso, os 8,4% de indecisos, que representam cerca de 50 mil eleitores, é um filão que pode, totalmente ou em parte, definir o rumo da disputa.

A conclusão mais coerente e honesta é que, a julgar pelos números das últimas pesquisas, a disputa para a Prefeitura de São Luís, mesmo com a vantagem expressiva e consistente do candidato do Podemos, está rigorosamente indefinida. Qualquer avaliação equilibrada certamente remeterá para um cenário de disputa dura, tensa e imprevisível num eventual segundo turno, ainda que as simulações sejam favoráveis a Eduardo Braide. O tempo que resta de campanha é suficiente para que os candidatos do primeiro time reforcem seus discursos, suas articulações e os seus movimentos, de modo a ampliar ou manter suas posições.

E os sinais de que a campanha está ganhando mais intensidade na reta final indicam também que a base governista vai jogar todo o peso da sua estrutura e prestígio para fortalecer o candidato do PCdoB, de modo que ele possa ser o adversário do candidato do Podemos. O mesmo está acontecendo com o suporte que embala o candidato do DEM e as forças que apoiam o candidato do Republicanos. Eduardo Braide vem mantendo sua performance com uma campanha equilibrada, abordando temas bem escolhidos, seguido por Duarte Júnior, que tem a ousadia como marca e tem mostrado que sabe se comunicar com a massa, e de Neto Evangelista, que faz uma campanha tecnicamente impecável, mas precisa dar uma guinada forte, de modo a torná-la mais agressiva. Ontem, por exemplo, numa entrevista à TV Mirante, Rubens Júnior se mostrou um candidato mais aguerrido, firme e decidido a virar o jogo, parecendo ter se dado conta de que ainda tem tempo, que o campo está aberto para quem jogar melhor nas próximas duas semanas.

Além da movimentação dos candidatos, a mobilização das forças políticas que os apoiam podem fazer a diferença no desfecho da disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ninguém sabe ao certo quem vai participar da recepção a Jair Bolsonaro em São Luís

Roberto Rocha será o cicerone de Jair Bolsonaro na visita a São Luís e Imperatriz

Pequenos grupos de bolsonaristas andaram se articulando ontem para formar uma turma para recepcionar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na visita que fará hoje a São Luís. Mas, curiosamente, conforme as fontes da Coluna, nenhum político de peso se mexeu para montar uma base de recepção ao presidente, que será ciceroneado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), o parlamentar maranhense com mais intimidade com a família Bolsonaro. Segundo corre nos bastidores, foi Roberto Rocha quem convenceu o chefe da Nação a fazer a visita ao estado, numa articulação que durou meses. Ao mesmo tempo, é certo que nem o governador nem nenhuma autoridade do Estado integrará o grupo. Não se sabe também se o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) foi convidado.

Além de Roberto Rocha, devem integrar o comitê de recepção os deputados federais Edilázio Júnior (PSD), Aluísio Mendes (PSC), Hildo Rocha (MDB) e Pastor Gildenemyr (PL). Especulou-se que o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) poderia integrar o grupo de recepção, atendendo a apelo do seu aliado principal, o senador Roberto Rocha. Uma fonte próxima ao candidato do Podemos disse ontem à Coluna que o parlamentar não transita no Palácio do Planalto como muitos imaginam, e por isso mesmo se manterá distante da visita presidencial.

As mesmas fontes ouvidas pela Coluna especularam que o presidente Jair Bolsonaro, mesmo sabendo que conta com um punhado de apoiadores, é extremamente cauteloso em relação a São Luís, onde foi duramente castigado nas urnas em 2018. Daí sua decisão de inspecionar a duplicação da BR-135, retornar ao aeroporto e seguir para Imperatriz, onde terá uma agenda mais recheada e deverá fazer declarações políticas. Ali, ele será recepcionado pelo ex-prefeito e candidato a prefeito Sebastião madeira, o segundo nome na hierarquia do PSDB maranhense.

 

Assembleia homenageia Servidor Público; Othelino Neto defende valorização da categoria

Othelino Neto defendeu a valorização do servidor público na data da categoria

A Assembleia Legislativa prestou ontem homenagens ao Servidor Público, com a manifestação de deputados sobre o assunto durante a sessão plenária. O presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), parabenizou os servidores públicos maranhense pela passagem do seu dia, afirmando      que eles são fundamentais para que os serviços prestados à sociedade sejam úteis na vida das pessoas. Para ele, que é auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado, são válidos e necessários todos os esforços que tiverem como objetivo a valorização dos servidores públicos maranhenses.

Durante a sessão, vários deputados saudaram a passagem do Dia do Servidor. A deputada Socorro Waquim (MDB), que é servidora do Estado e já foi prefeita de Timon, disse que os servidores públicos, de âmbito municipal e estadual, formam “o grande patrimônio da administração pública”, o que faz necessária a sua constante valorização. O deputado Yglésio Moises (PROS), que é médico e servidor concursado do Município de São Luís e servidor federal concursado vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Na mesma linha, o deputado Zé Inácio (PT) disse que, se o Maranhão tem melhorado a condição de vida do seu povo, é graças, sobretudo, à atuação dos servidores públicos. “São os servidores públicos, sobretudo os concursados, os grandes responsáveis pela implementação das políticas públicas que fazem a máquina estadual girar”, destacou. O deputado Wellington do Curso (PSDB), por sua vez, lembrou sua luta diária em defesa de todos os servidores públicos do Maranhão.

“Parabenizo todos os servidores públicos do Maranhão. Precisamos entender que o servidor estimulado produz muito mais e ele, realmente, carrega todo esse estado, carrega o município. Sinto-me orgulhosa por ter trabalhado muito ao lado de servidores estaduais e municipais, principalmente na área da saúde. É uma data, realmente, para se comemorar os ganhos”, declarou a deputada Helena Duailibe (Solidariedade).

São Luís, 28 de Outubro de 2020.

Bolsonaro visita amanhã São Luís e Imperatriz e Flávio Dino autoriza apoio da PM à segurança presidencial

 

Jair Bolsonaro terá o apoio da PM maranhense, mas não comunicou roteiro da visita ao Maranhão a Flávio Dino

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desembarca amanhã no Maranhão para uma visita de duas escalas, uma em São Luís, que ocorrerá durante a manhã, e outra em Imperatriz, que acontecerá à tarde. Contrariando todos os protocolos que disciplinam as relações institucionais na Federação, o Palácio do Planalto não comunicou oficialmente ao Palácio dos Leões sobre a visita presidencial ao estado, de modo que o governador e sua equipe desconhecem a natureza e o roteiro da viagem. Por outro lado, também contrariando o que dissera o presidente, na semana passada, à rádio paulistana Jovem Pan, a Polícia Militar do Maranhão, devidamente autorizada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), vai participar do esquema de segurança do presidente em São Luís e em Imperatriz – e o faria também em Balsas, se a cidade estivesse no roteiro presidencial. O apoio da PM foi solicitado ontem pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, ao governador do Estado e ao secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, e foi atendida imediatamente, sem qualquer restrição.

Iniciado com a estapafúrdia declaração do presidente Jair Bolsonaro à Jovem Pan afirmando que não participaria de um evento evangélico em Balsas porque “o senhor Flávio Dino” teria negado a participação da PM no esquema de sua segurança – o que foi enfaticamente desmentido pelo governador, que decidiu cobrar explicações do Planalto via STF – episódio que expôs cruamente a postura contraditória do presidente da República. Por sua vez, do alto da sua coerência institucional, o governador Flávio Dino deixou claro que jamais negaria um pedido de apoio à segurança do presidente da República em território maranhense. Ele entende que, por mais fortes e profundas que sejam, as diferenças políticas, ideológicas ou partidárias não podem prejudicar as relações institucionais nesse nível de gravidade.

Antes de receber a solicitação de apoio da PM, o governador comentou, quase que dando uma lição de civilidade política ao presidente: “Desde a semana passada, Bolsonaro cria confusão com uma suposta visita ao Maranhão. No que depender de mim, ele pode ir onde quiser, não enfrentará protestos e terá a proteção da polícia do Maranhão. Não precisa ter medo. Aqui somos sérios e temos muito trabalho que nos ocupa”. Ou seja, o governador reconhece que Jair Bolsonaro é o presidente de todos os brasileiros, devendo receber o tratamento devido em todas as unidades da Federação, a começar pelo Maranhão, independentemente das diferenças que o distancie de governadores.

Ontem, enquanto o ministro do GSI e o secretário de Segurança acertavam, com a autorização do governador, a participação da PM no esquema para a sua segurança no Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro aproveitava o encontro com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada para atacar indiretamente Flávio Dino, declarando: “Tem de tirar o PCdoB de lá, pelo amor de Deus”. Informado da declaração, Flávio Dino reagiu no ato: “Se Bolsonaro quer me tirar do Governo do Maranhão, um bom caminho é lançar um bolsonarista assumido na eleição de 2022. Em 2018 (Roberto Rocha e Maura Jorge, somados), não chegaram a 10% no Maranhão”. E foi mais longe: “Em vez de cuidar de trabalho sério, Bolsonaro diz que vem ao Maranhão para esse tipo de agenda: agressões e campanha eleitoral. Tudo com dinheiro público”.

Em meio a esses ataques e contra-ataques, uma conclusão ganha mais consistência a cada dia: o governador Flávio Dino é um adversário que incomoda fortemente o presidente Jair Bolsonaro. Por uma série de motivos. Primeiro, é um político de esquerda com larga visão, tem um preparo cultural e técnico muito superior ao dele, tem se mostrado um gestor competente e comanda um Governo eficiente, inovador e honesto. E depois, porque o governador vem ganhando estatura política no plano nacional, podendo se tornar uma ameaça ao projeto de reeleição já em curso no Palácio do Planalto e em todo o Governo Federal.

Vale aguardar a postura do presidente da República na visita de amanhã a São Luís e Imperatriz. Mas desde já uma certeza: se provocar, receberá o troco.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Justiça Eleitoral nega registro à candidatura de Ildon Marques em Imperatriz

Ildon Marques 

A corrida para a prefeitura de Imperatriz ganhou intensidade nos últimos dias, com a decisão da Justiça Eleitoral de indeferir o registro da candidatura do ex-prefeito Ildon Marques (PP). Ele já recorreu ao TRE, que poderá acatar seu recurso e desmanchar a decisão do juiz de base e autorizar o deferimento, ou confirmar o indeferimento. Na primeira hipótese, que muitos veem como improvável, ele continuará candidato, levando a disputa para um desfecho imprevisível entre o prefeito Assis Ramos (DEM), o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB) e o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Mas se, ao contrário, o TRE mantiver o indeferimento, ele poderá ainda recorrer ao TSE, mas já numa situação muito fragilizada e com poucas chances de obter uma liminar para levar à frente o seu projeto de candidatura.

O fato é que a decisão da Justiça Eleitoral de indeferir a candidatura de Ildon Marques cria um clima de incerteza na disputa pela Prefeitura da antiga Vila do Frei. Ele tem quatro condenações no TCU, concorreu a deputado federal em 2018 garantido por uma liminar, ficou na terceira suplência, mas em abril de 2019 o TSE julgou o recurso do Ministério Público Eleitoral e, por unanimidade, cassou seu registro de candidato e anulou todos os seus votos.  Agora pode acontecer o mesmo se ele conseguir uma liminar para registrar sua candidatura.

Nas contas de um observador do cenário político tocantino, os quatro têm chance de chegar lá e, pelo que indicam os movimentos, a disputa será mesmo decidida na última semana da campanha, com ou sem a participação do ex-prefeito Ildon Marques.

 

Coluna corrige erro de informação sobre a pesquisa Interpreta/TV Guará

Na edição de ontem, 27/10, a Coluna errou no registro da pesquisa Interpreta/TV Guará sobre a corrida à Prefeitura de São Luís, ao afirmar que a soma dos percentuais alcançaria apenas 94,9%, faltando 5,1% para totalizar 100%, como é regra matemática em qualquer levantamento estatístico, e muito especialmente numa sondagem de intenções de votos, cujo resultado pode hidratar ou desidratar candidaturas.

Os números são os seguintes: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 35,1% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 18,8%, e logo atrás deste um empate surpreendente entre Neto  Evangelista (DEM) com 14,4% e Rubens Júnior (PCdoB)com 13,6%. No segundo time, Bira do Pindaré (PSB)aparece com 5,3%, Jeisael Marx (Rede)com 1,1%, Hertz Dias (PSTU)com 0,7%, Yglésio Moisés (PROS) com 0,6% e Franklin Douglas (PSOL) e Silvio Antônio (PRTB) com 0,3%. Os que votarão nulo ou em branco somam 2,5% e os que não souberam ou não quiseram responder totalizaram 7,3%.

Ao somar os percentuais, o autor falhou ao não incluir na operação os 5,3% de intenções de voto recebidos pelo candidato do PSB, Bira do Pindaré e os três décimos dados a Silvio Antônio. Refeita a conta com a inclusão do candidato socialista, o total alcança 100%, o que legitima integralmente o cenário demonstrado pela pesquisa Interpreta/TV Guará, eliminando de vez qualquer dúvida relacionada ao que o instituto apresentou em seu relatório.

O registro de ontem também assinalou que nas informações técnicas da pesquisa faltaram a margem de erro e o intervalo de confiança da pesquisa. Isso aconteceu porque a Coluna se valeu do texto publicado em um blog, e nele esses dados, de fato, não constaram. Só que eles existem e são os seguintes: a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Feito, portanto, o reparo cobrado, com o acréscimo de que as demais informações sobre a pesquisa Interpreta/TV Guará publicadas por Repórter Tempo correspondem integralmente ao que foi divulgado.

São Luís, 28 de Outubro de 2020.

 

 

Eduardo Braide e Duarte Júnior incrementam campanhas na reta final e reforçam favoritismo

 

Eduardo Braide e Duarte Júnior fazem campanhas fortes na TV, ao contrário de Neto Evangelista e Rubens Júnior, que mantêm programas muito formais e pouco ousados 

Os quatro candidatos que de fato disputam a Prefeitura de São Luís – Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Rubens Júnior (PCdoB) estão dando graus diferentes de importância ao horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV. No início da última etapa da campanha, que vai durar pouco mais de duas semanas, Eduardo Braide e Duarte Júnior investem pesado em seus espaços na TV, se colocando ousadamente como “soluções” para todos os problemas da cidade, causando a impressão de já se prepararem para um grande embate no segundo turno. Enquanto isso, Neto Evangelista faz uma campanha morna, às vezes se comportando como um político maduro demais e aparentemente conformado. E Rubens Júnior parece haver decidido que aposta todas as suas fichas na ligação da sua candidatura com o governador Flávio Dino (PCdoB), o ex-presidente Lula da Silva (PT), e, desde o final da semana passada, ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato a presidente da república Fernando Haddad (PT). Isso num momento em que as pesquisas estão dizendo que nada está decidido e que há tempo e possibilidade para a construção de uma disputa mais equilibrada.

Líder inconteste da corrida até aqui, segundo as pesquisas, que o mostram num território próximo da fronteira do turno único, Eduardo Braide dedicou seu programa de ontem à cultura, tema entranhado na história, na personalidade e no dia a dia de São Luís, mas que vinha sendo deixado de lado ou reservado para o gran finale pelos demais candidatos. Numa sacada de profissional, o programa colocou num mesmo balaio de imagens todos os símbolos culturais da Capital, conseguindo no final assanhar a comunidade artística com a promessa de uma “virada com artistas da terra”. Com o programa, o candidato do Podemos saiu na frente e praticamente esgotou o assunto, obrigando os demais candidatos a abordar o tema cultural com enfoque diferenciado. Largou com vantagem na reta final.

Duarte Júnior largou para a etapa final se mantendo na ampla e complicada seara da crise, do desemprego, da geração de oportunidades e prometendo tornar mais eficientes os serviços prestados pela Prefeitura à coletividade. O diferencial do candidato do Republicanos é que ele dá a medida certa à sua condição de menino pobre que venceu na vida, sem chororô, mas com muito trabalho e determinação. Nada de dramalhão mexicano. As imagens que o mostram sendo abraçado por pessoas do povo, que dizem acreditar nele, nada têm de apelação barata; ao contrário, elas transmitem a impressão de que aquelas pessoas acreditam de fato na sua capacidade de realizar. E nesse contexto, o slogan “Bora resolver?!” foi um achado e vem garantindo uma campanha forte, que certamente está contribuindo para o seu crescimento.

Não se pode dizer que Neto Evangelista faz uma campanha ruim na TV. Mas é fácil perceber que ela está bem aquém do candidato, da sua capacidade de comunicação. Como a maioria dos concorrentes, o candidato do DEM vem centrando fogo na área de Saúde, mobilidade e empreendedorismo, repetindo esses temas em muitos de seus programas num período de campanha tão curto. Neto Evangelista precisa urgentemente tratar São Luís como uma metrópole que abriga 1,1 milhão de habitantes, que não resolverá seus problemas maiores com alguns restaurantes populares a mais. Político forjado na vivência dos problemas micros e macros da Capital, Neto Evangelista tem todos os elementos que precisa para fazer uma campanha mais ousada e agressiva.

Não se discute a importância da estratégia de Rubens Júnior de embalar a campanha com declarações de apoio do governador Flávio Dino, do ex-presidente Lula da Silva e do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Mas está claro que o candidato do PCdoB, com a experiência, a correção política e a jovialidade que detém, precisa assumir maior protagonismo na sua campanha na TV. Ele tem preparo, tem vivência, sabe se comunicar bem, atributos que, melhor explorados certamente mostrarão que pode seguir em frente sem o suporte dos líderes. Em resumo: Rubens Júnior tem todos os instrumentos políticos para dar uma guinada com arrojo, do tipo “tudo ou nada”, à sua campanha na TV nesta reta final da corrida à Prefeitura de São Luís.

Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) também poderiam fazer melhor, mas suas campanhas no Rádio e na TV estão servindo apenas para mantê-los em evidência.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Interpreta/Guará mostra indefinição e Rubens Jr. empatado com Neto Evangelista

Rubens Júnior crescimento forte na pesquisa Interpreta divulgada ontem pelaTV Guará

Os candidatos, seus QGs e o mundo político em geral foram apanhados de surpresa pelos números da pesquisa do instituto Interpreta divulgada pela TV Guará. Os números são os seguintes: Eduardo Braide lidera com 35,1% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior com 18,8%, e logo atrás deste um empate surpreendente entre Neto Evangelista com 14,4% e Rubens Júnior com 13,6%. No segundo time, Bira do Pindaré aparece com 5,3%, Jeisael Marx com 1,1%, Hertz Dias com 0,7%, Yglésio Moisés (PROS) com 0,6% e Franklin Douglas (PSOL) e Silvio Antônio (PRTB) com 0,3%. Os que votarão nulo ou em branco somam 2,5% e os que não souberam ou não quiseram responder totalizaram 7,3%.

Se esse levantamento estiver correto, o instituto Interpreta será o responsável por uma garimpagem excepcional, dando uma aula garimpagem de preferências eleitorais no Ibope, no DataIlha e no JPesquisa, que encontraram cenário bem diferente. Em relação ao Ibope, a diferença é de nada menos que nove pontos nos percentuais de Eduardo Braide. Os de Duarte Júnior e Neto Evangelista se mantêm iguais, enquanto os de Rubens Júnior e Bira do Pindaré surpreendem pela disparada. Ou seja, o Interpretar borrifou gasolina pura numa fogueira.

Em Tempo: A pesquisa Interpreta ouviu 1.000 eleitores entre os dias 19 e 21 de Outubro e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-01301/2020. O instituto não divulgou a margem de erro nem o intervalo de confiança. E tem um detalhe a ser esclarecido: somados todos os percentuais, chega-se a total de 94,9%, faltando a informação sobre o paradeiro dos 5,1% restantes, sem o que a pesquisa fica seriamente comprometida.

 

Quem vai acompanhar o presidente Jair Bolsonaro na visita a São Luís?

Roberto Rocha vai recepcionar Jair Bolsonaro em São Luís. Quem vai acompanhá-lo?

A confirmação da visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a São Luís no próximo dia 29 estimula uma indagação: qual ou quais dos candidatos a prefeito da Capital integrará o seu comitê de recepção? Com base nas informações levantadas por pesquisas e segundo as quais o presidente não agrada à maioria dos ludovicenses, é provável que apenas Silvio Antônio (PRTB) integre o comitê de recepção, que será comandado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), que deverá estar acompanhado por vários deputados federais, como Edilázio Jr. (PSD), Aluísio Mendes (PSC), Hildo Rocha (MDB), Pastor Gildenemyr (PL), além de alguns deputados estaduais, entre eles a deputada (PTB). E a grande pergunta que se faz é a seguinte: o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) vai ciceroneá-lo na visita à Praça João Lisboa, que foi restaurada com recursos federais? Vale aguardar.

São Luís, 27 de Outubro de 2020

Pesquisa Ibope foi senha para guerra decisiva na reta final da corrida para a Prefeitura de São Luís

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior entram em guerra por dois turnos; Bira do Pindaré, Jeisael Marx e Yglésio Moises brigam por mais legitimidade e Franklin Douglas, Hertz Dias e Silvio Antônio se mantêm na disputa pela Prefeitura de SL

A pesquisa do Ibope divulgada sexta-feira pela TV Mirante, na qual Eduardo Braide (Podemos) aparece com 44% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 19%, Neto Evangelista (DEM) com 14%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6%, Bira do Pindaré (PSB) com 3%, Jeisael Marx (Rede) com 2%, e Hertz Dias (PSTU), Franklin Douglas (PSOL), Yglésio Moises (PROS) com 1% – Silvio Antônio (PRTB) não pontuou -, funcionou como um toque de alerta geral para todos os candidatos e, ao mesmo tempo, como uma senha de largada para a reta final da campanha para a Prefeitura de São Luís. Os números sugerem dois cenários possíveis: a definição em turno único, com a eleição de Eduardo Braide, ou um somatório de forças para brecar essa tendência e transformar o segundo turno numa outra eleição, independentemente de quem venha a ser o adversário do candidato do Podemos. Os recados cifrados trazidos pelos números do Ibope, se corretamente interpretados, transformarão a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) num dos embates políticos e eleitorais de maior intensidade no Maranhão nos últimos tempos.

Mesmo embalado por uma vantagem sólida, que vem se mantendo desde a fase prévia da campanha, alcançando a fronteira para um desfecho em turno único, Eduardo Braide sabe que uma segunda rodada guarda muitas mudanças e riscos. Daí ser provável que nessa etapa final da campanha para a corrida às urnas, ele intensifique suas ações e dê um tom mais forte ao seu discurso. Isso porque, de acordo com a lógica que move uma eleição como essa, é natural que, mesmo travando uma disputa ferrenha entre si, os seus principais adversários certamente vão apontar seus canhões para ele. Seu desafio será administrar o bombardeio e sobreviver a eles sem maiores danos.

Mesmo sem uma estrutura política e partidária de peso, Duarte Júnior vem numa curva ascendente, que ganhou intensidade na última semana, conforme revelou a pesquisa do Ibope. Com um discurso fácil e direto, dizendo exatamente o que o eleitor que precisa da eficiência do setor público quer ouvir, o candidato do Republicanos vem mostrando no rádio, na TV e nas ações de rua, a força da sua estratégia nas redes sociais. Poucas frases ditas na campanha até aqui causaram tanto impacto como “Se rico não pode esperar por exame, pobre também não vai esperar”, dita por ele ao abordar o problema da espera por atendimento no Sistema Municipal de Saúde, um dos maiores desafios de qualquer prefeito. Se não for “atropelado” por concorrentes do mesmo campo, Duarte Júnior caminha para ser o adversário de Eduardo Braide no segundo turno.

O cenário desenhado pelos números do Ibope deu ao candidato do DEM, Neto Evangelista, o gás que ele precisava para montar uma estratégia capaz de tirá-lo do terceiro lugar e o colocá-lo em segundo. Mesmo tendo feito até aqui uma campanha com a desenvoltura de um político experiente, usando um discurso objetivo, às vezes em tom crítico em relação à atual gestão, o candidato do DEM precisa turbinar seus movimentos. É visível que, além do desempenho pessoal, ele precisa do suporte mais agressivo de um aliado importantíssimo: a militância do PDT, que só será integral e euforicamente mobilizada se convocada para a “guerra” pelo seu comandante, o senador Weverton Rocha, presidente do partido, que tem na eleição do candidato do DEM um suporte importante para seus novos passos.

Mesmo mais distanciado dos três primeiros, Rubens Júnior deve dar uma guinada na sua campanha nos próximos dias, segundo zumzum que corre nos bastidores. O discurso de candidato do ex-presidente Lula da Silva (PT) e do governador Flávio Dino é forte, lhe dá vitamina política, mas precisa ser reforçado com vieses mais ousados, que fortaleçam sua identidade como candidato. Rubens Júnior sabe que, independentemente do resultado que emergir das urnas, seu papel nessa corrida tem importância capital. Não é sem razão que o governador Flávio Dino vem aparecendo fortemente na sua campanha de uns dias para cá. Há quem avalie que ele ainda tem tempo e munição para mudar o cenário.

Mesmo em tese fora da disputa, segundo indicam os números do Ibope, os outros candidatos não vão tirar o pé do acelerador. Detentores de mandatos, Bira do Pindaré e Yglésio Moises têm horizontes largos pela frente e precisam sair dessa eleição devidamente credenciados, o que os obriga a lutar com unhas e dentes para melhorar suas posições na reta final da campanha. É o caso também de Jeisael Marx e Franklin Douglas, dois estreantes na seara eleitoral – preocupação que parece não alcançar Hertz Dias e Silvio Antônio, que querem apenas exibir seus extremos ideológicos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha divulga agenda de Jair Bolsonaro no Maranhão no dia 29

Anúncio divulgado por Roberto Rocha confirmando a viagem do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão

O senador Roberto Rocha (PSDB) divulgou ontem a agenda que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fará ao Maranhão no dia 29. São apenas dois compromissos, um pela manhã em São Luís e outro à tarde em Imperatriz. A informação do senador desmonta alguns roteiros falsos para a viagem que foram sendo especulados e desmentidos nos dias que antecederam o anúncio de ontem feito pelo senador Roberto Rocha. Oficiosamente, o presidente da República visitará a Praça João Lisboa, que acabou de ser restaurada com recursos provenientes da União, sendo provável que ele visite um conjunto de prédios construídos pelo Governo do Estado com recursos do Minha Casa, Minha Vida. Em relação à visita a Imperatriz, o presidente deverá inspecionar obra de restauração de rodovia federal, a BR-010.

A definição da visita veio depois do imbróglio causado pela declaração inverídica do presidente à Jovem Pan de que não iria a Balsas porque o governador Flávio Dino (PCdoB) teria negado o apoio da Polícia Militar. Indignado, o governador protocolou uma reclamação no Supremo Tribunal Federal para que Jair Bolsonaro prove o que falou, sob pena de ser processado.

Alinhado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro, o senador Roberto Rocha será o cicerone do chefe da Nação no Maranhão.

 

Pesquisa diz que Coronel Schnneyder perdeu a liderança para Dinair Veloso em Timon

Dina Veloso, Coronel Schnneyder e Socorro Waquim na briga pela Prefeitura de  Timon

Uma pesquisa realizada pelo instituto Opinar indica que o inicialmente insuperável favoritismo do candidato do Republicanos à Prefeitura de Timon, Coronel/PM Schnneyder, foi pulverizado. O cenário é o seguinte: a candidata do PDT, Dinair Veloso, já lidera com 29,1% das intenções de voto, seguida do Coronel/PM Schnneyder com 26,2%, Socorro Waquim (MDB) com 15,3% e Jaconias Morais (PSC) com 7,3%, Professora Fafá (PSOL) com 1,1% e Erisvaldo Lima com 0,7%. Um contingente de 6,2% respondeu que vai votar em branco ou anular o voto, e outro, de 14,2%, não respondeu.

O Coronel/PM Schnneyder surgiu na corrida sucessória em Timon, terceiro maior município do Maranhão, como um furacão, com um discurso duro, anticorrupção, bem à la Jair Bolsonaro, a exemplo de outros outsiders militares surgidos país a fora. Pesquisas feitas ainda na pré-campanha o apontaram com poder de fogo avassalador, alcançando mais da metade das intenções de voto. Aquela aparência de imbatível se revelou inconsistente e começou a mudar quando o prefeito Luciano Leitoa (PSB) bateu martelo pela candidatura de Dinair Veloso, indicada pelo PDT, ali controlado pelo ex-prefeito Chico Leitoa, e a ex-prefeita Socorro Waquim decidiu também entrar na disputa. Formalizadas as duas candidaturas, o lastro do Coronel/PM Schnneyder começou a derreter, encolhendo a cada pesquisa.

E se não encontrar urgentemente uma maneira eficiente de estancar a sangria e evitar a disparada de Dinair Veloso e alimentar a briga pela liderança, corre o risco de ter sua atual segunda posição ameaçada por Socorro Waquim.

Em Tempo: Contratada pelo Blog do Elias Lacerda, conforme o prestigiado Blog do Sabá, de Caxias, a pesquisa realizada nos dias 14 e 15, ouviu 450 eleitores, tem margem de erro de 4,62% para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-03552/2020. A Coluna não tem maiores informações sobre o instituto Opinar. Mas o fato de a pesquisa ter sido registrada na Justiça Eleitoral já assegura o fato de que se trata de uma empresa legalmente constituída, o que, em princípio, legitima o seu levantamento estatístico.

São Luís, 25 de Outubro de 2020.