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Aconteça o que acontecer em outubro, Brandão marcou o momento com o arrojo do seu projeto sucessório

Carlos Brandão: projeto arrojado, agenda
política cheia, bons resultados
do Governo e disparos da oposição

Independentemente do resultado que sair das urnas na noite do dia 4 de outubro, o governador Carlos Brandão (MDB) vai entrar para a crônica política como o mandatário maranhense que desenhou e colocou em marcha o projeto sucessório mais arrojado desde que se começou a escolher governadores pelo voto direto e secreto. Circunstâncias políticas que só o tempo esclarecerá o levaram a romper com o seu principal aliado, Flávio Dino, a não abrir para que o vice-governador Felipe Camarão (PT) o sucedesse, lançou um sobrinho Orleans Brando (MDB), se reaproximou de José Sarney (MDB), antigo aliado, com quem andou rompido por longo tempo, e em meio a um xadrez político extremamente complicado, conseguiu manter relação institucional altamente produtiva com o presidente Lula da Silva (PT), apesar das granadas políticas que explodem ao redor de ambos.

O fato de ser o governador e liderar a base política e partidária do seu Governo, Carlos Brandão é o pivô e o alvo de toda essa movimentação preparatória para as eleições. Nesse contexto, cabe-lhe a palavra final sobre toda e qualquer situação relevante que envolva a candidatura de Orleans Brandão. É dele o poder de decidir, por exemplo, sobre a escolha do candidato a vice-governador na chapa do candidato emedebista, de apontar os dois candidatos a senador que se alinharão ao candidato a governador do seu grupo, cabendo-lhe até mesmo alinhavar soluções no campo da disputa para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. E, acima de tudo, elaborar e colocar em prática as estratégias que vão embalar a pré-candidatura de Orleans Brandão no enfrentamento de concorrentes do porte do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e do vice-governador Felipe Camarão, que entrou na corrida com o aval do PT e do presidente Lula da Silva.

Ao mesmo tempo, o governador Carlos Brandão gerencia uma máquina que cuida da saúde, da educação, da segurança pública, da cultura, da infraestrutura, da assistência social, do turismo, enfim, de tudo o que diz respeito à vida dos mais de 7 milhões de maranhenses, administrando um Orçamento que neste ano vai ultrapassa os R$ 40 bilhões, fora os convênios e parcerias firmadas com o Governo Federal. Sua gestão tem exibido bons resultados, a começar pelo equilíbrio fiscal – relação entre receita e despesa -, estando o Maranhão colocado em segunda melhor posição.

O governador Carlos Brandão conta com sólida base na Assembleia Legislativa, tendo como aliados fiéis cerca de 30 dos 42 deputados, o que lhe dá segurança na relação com o parlamento estadual, comandado por uma aliada de proa, a deputada Iracema Vale (MDB). Mas enfrenta uma oposição numericamente pequena, mas aguerrida o suficiente para criar-lhe embaraços, aqui e ali. Nesta semana, por exemplo, o deputado oposicionista Rodrigo Lago (PSB) obteve na Justiça a suspensão de um empréstimo no valor de R$ 1,3 bilhão, autorizado pela Alema para investimentos, apontando como recurso para uso eleitoreiro, obrigando-o a vir a público prestar esclarecimentos, aproveitando para acusar a oposição de “atrapalhar” e sugerir: “Vão trabalhar!”. Sua reação levou o deputado Othelino Neto (PSB) a explicar que “oposição não atrapalha, fiscaliza”. Além disso, convive com ações que o atingem em tramitação na Suprema Corte.

Na roda viva do cotidiano, o governador Carlos Brandão vem há tempos convivendo com rumores, ora intensos, ora brandos, de que estariam em cursos ações para tirá-lo do cargo. Desdobramentos possíveis, mas improváveis, das ousadas decisões políticas que tomou ao romper o que os seus hoje adversários definiam como um ciclo, no qual o “caminho natural” seria a candidatura do vice-governador por ele apoiada. Ele preferiu outro caminho, mantendo o seu projeto intacto, apesar das francas negociações com o presidente Lula da Silva, por exemplo.

Com a experiência de quem viveu intensamente, como parte ativa, de situação parecida em 2006, quando o então governador José Reinaldo Tavares decidiu abrir mão de ser candidato ao Senado e apoiar a candidatura de Jackson Lago, o governador Carlos Brandão desafia corajosamente a lógica e contraria regras, protagonizando uma aposta política muito mais ousada. O faz certo de que sairá vitorioso em outubro, mas consciente de que o resultado pode ser o inverso.            

PONTO & CONTRAPONTO

Braide, Orleans, Camarão e Bonfim fecham a semana intensificando suas pré-campanhas

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Felipe
Camarão e Lahesio Bonfim fecham
semana intensificando pré-campanhas

Os quatro pré-candidatos ao Palácio dos Leões não param. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT) e Lahesio Bonfim (Novo) fecharam suas semanas intensificando suas pré-campanhas, demonstrando que estão determinados a seguirem em frente.

Na sua intensa incursão pelos municípios, onde trabalha para formar uma base política e se apresentar como pré-candidato, Eduardo Braide fechou a semana em Paulino Neves, na grande Região dos Lençóis. Ali, apoiado por políticos de oposição, reuniu uma multidão num comício de pré-campanha, que mostrou entusiasmo com sua fala.

Orleans Brandão deu prosseguimento à sua investida em São Luís, onde tenta reduzir o poder de fogo do ex-prefeito: postou um vídeo em que aparece fazendo uma espécie de inspeção nas obras de prolongamento da Avenida Litorânea, fazendo questão de agradecer ao presidente Lula da Silva (PT). Ele garantiu que os sete quilômetros serão inaugurados em poucos meses. Ele esteve também no São Cristóvão.

Felipe Camarão levou o seu projeto “Diálogos pelo Maranhão”. Ali ele se reuniu com lideranças do PT e líderes comunitários aos quais falou sobre pontos do seu programa de Governo. E fez questão de lembrar do trabalho no que realizou no município e na região quando secretário de Educação do Governo Flávio Dino. Mostrou ainda imagens de aliados e simpatizantes caxienses adesivando veículos.

Lahesio Bonfim (Novo) terminou a semana postando um vídeo em que critica o governador Carlos Brandão em relação ao caso do empréstimo suspenso, liminarmente pela Justiça. O pré-candidato do Novo continua sem agenda, e dá sinais de que sentiu o impacto da entrada de Felipe Camarão no quadro de pré-candidatos ao Governo.

Indefinição sobre candidatos ao Senado agita os bastidores da base governista

Weverton Rocha e André Fufuca, que
têm pré-candidaturas consolidadas,
enfrentam a concorrência de
Roseana Sarney, Pedro Lucas
Fernandes e Duarte Jr.

O tema dominante do momento em relação às eleições é a indefinição no que diz respeito aos candidatos a senador que marcharão para as urnas junto com Orleans Brandão (MDB). O senador Weverton Rocha (PDT) parece ser ainda um deles, embora já circulem rumores de que o seu cacife vem diminuindo, o que o levou a anunciar que sua candidatura à reeleição é irreversível, descartando o factoide dando conta de que ele estaria avaliando ser candidato a deputado federal.

A outra vaga de candidato a senador ao lado de Orleans Brandão está sendo disputada pelos deputados federais André Fufuca (PP), Roseana Sarney (MDB) e Pedro Lucas Fernandes (União), havendo também fortes rumores de que a vaga pode vir a ser da deputada estadual e presidente da Alema Iracema Vale (MDB).

E no meio desse tabuleiro surgiu a pré-candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) ao Senado. E chegou com no quadro de uma pesquisa (AtlasIntel), que o apontou como nome forte no cenário, levando-o a lançar esse projeto, desmanchando o seu projeto de reeleição.

A palavra final será do governador Carlos Brandão, que parece dividido entre Roseana Sarney e Pedro Lucas Fernandes, mas também considerando o potencial da pré-candidatura de André Fufuca, que pode migrar para a esfera da candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), formando dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT).

São Luís, 24 de Maio de 2026.

Anúncio de Weverton indica que corrida ao Senado será mais acirrada com Roseana, Duarte Jr. e (talvez) Pedro Lucas

Weverton Rocha entrou em estado de alerta diante da movimentação de Roseana Sarney, Duarte Jr., Pedro Lucas Fernandes e André Fufuca

O senador Weverton Rocha (PDT) confirmou que é candidato irreversível à reeleição, desfazendo rumores segundo os quais estaria inclinado a disputar uma cadeira na Câmara Federal. A manifestação do senador pedetista ocorre num momento em que a disputa pelas duas cadeiras no Senado ganha novos contornos, gerando a expectativa de que o quadro inicial de candidatos tende a sofrer alterações radicais com a entrada em cena da deputada federal Roseana Sarney (MDB), do deputado federal Duarte Jr. (Avante) e, provavelmente, do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União). Com essas novidades, associadas ao fortalecimento do projeto de reeleição da senadora Eliziane Gama (PT), avalizado pessoalmente pelo presidente Lula da Silva (PT), a caminhada do senador Weverton Rocha à renovação do mandado ficou bem mais complicada, com várias “pedras no meio do caminho”, criando um cenário de que o desfecho da eleição dos dois senadores maranhenses se torna absolutamente imprevisível.

Na semana que termina hoje, quatro fatos sacudiram fortemente o tabuleiro e podem mudar efetivamente o curso dessa corrida. O primeiro foi a manifestação de apoio do PT e do presidente Lula à senadora Eliziane Gama; o segundo foi a pesquisa AtlasIntel – feita por telefone -, que mediu a corrida e identificou a senadora Eliziane Gama e o deputado federal Duarte Jr. como preferido dos entrevistados pata as duas vagas de senador; o terceiro foi o anúncio feito pelo deputado federal Duarte Jr. se lançando candidato a senador; e o quarto registro foram sinais emitido pelo Palácio dos Leões de que o governador Carlos Brandão estaria inclinado a lançara candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes a uma das vagas de senador, podendo também declarar apoio à candidatura do deputado federal André Fufuca (PP).

Quando decidiu falar mais alto e confirmar sua candidatura à reeleição, o senador Weverton Rocha certamente percebeu o enorme risco que está rondando o seu projeto. Os quatro movimento registrados começam a rascunhar um novo cenário para a disputa. A começar pela senadora Eliziane Gama, que agora embalada pelo apoio do PR e do presidente Lula da Silva, está ganhado gás político e eleitoral e deve permanecer entre os favoritos. O mesmo pode acontecer com a deputada federal Roseana Sarney, cuja candidatura ao Senado virou projeto do MDB nacional, conforme ficou claro no jantar na residência do ex-presidente José Sarney nesta semana em Brasília.

A entrada do deputado Duarte Jr. nessa seara, empurrado pela pesquisa AtlasIntel redesenha essa disputa, que ganha um candidato jovem, carismático, com bom desempenho eleitoral – apesar das duas derrotas para a Prefeitura de São Luís -, corajoso e que tem atuação forte em nichos, a começar pelos problemas urbanos, em especial os de São Luís, e com atuação destacada na Câmara Federal. No vídeo em que se lançou candidato, Duarte Jr. disse que não tem dono nem tem sobrenome poderoso a decisão de se candidatar ao Senado foi a mais importante da sua vida política. “Quando enfrentei poderosos tentaram me parar, porque quem luta de verdade, incomoda”, arrematou. Ou seja, a menos que haja uma reviravolta, a corrida às cadeiras do Senado ganhou um novo formato e um novo roteiro. Ele sabe que precisa do apoio de um grupo.

Grande parte do novo desenho depende do governador Carlos Brandão. Vai manter o senador Weverton Rocha na composição com o pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB)? Vai mesmo lançar Roseana Sarney, Pedro Lucas Fernandes, André Fufuca ou a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB) para a outra vaga? São decisões a serem tomadas nos próximos dias, uma vez que o governador está avaliando o cenário para se posicionar nesse ambiente. A manifestação do senador Weverton Rocha reafirmando o seu projeto de reeleição tem tudo a ver com a movimentação do governador Carlos Brandão nesse tabuleiro.

No lado oposicionista, vale lembrar, só existem, de fato, as pré-candidaturas do ex-senador Roberto Rocha, que é competitiva, e a do ex-deputado federal Simplício Araújo (Democracia Cristã), que ainda não decolou.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão reage a ação de oposicionistas contra empréstimo e dispara: “Vão trabalhar!”

Carlos Brandão reage e manda
oposição trabalhar

Até ontem parecendo não dar importância para os movimentos da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, o governador Carlos Brandão saiu do seu habitual “deixa pra lá” e reagiu com firmeza à decisão do juiz Douglas Cunha, da Vara de ???????, de conceder liminar suspendendo a tramitação do processo de empréstimo de R$ 1,3 bilhão do Governo do Estado junto ao Banco do Brasil, autorizado pela Assembleia Legislativa. A liminar foi concedida atendendo a ação movida pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) pedindo a suspensão do processo sob a alegação de que os recursos serão usados de forma eleitoreira.

Em vídeo em que manteve a calma e evitou adjetivação, preferindo colocar o preto no branco, o governador Carlos Brandão foi direto ao assunto, garantindo que o empréstimo nada tem de eleitoreiro e que os recursos serão aplicados em obras prioritárias, como a construção e recuperação de uma série de rodovias importante para a infraestrutura rodoviários do estado, citando várias delas. E explicou que na verdade se trata de uma redefinição do processo pelo fato de o Maranhão haver melhorado o seu equilíbrio fiscal, o que lhe dá direito a reajustar a operação de crédito a juros mais baixos por conta da solidez fiscal do estado, que ocupa o 2º lugar nesse ranking.

O governador preferiu dar uma explicação técnica ao negar enfaticamente que não se trata de uma jogada eleitoreira do seu Governo. “O banco é rigoroso na aplicação (dos recursos). Ele tem um plano de trabalho, fiscalização rigorosa e medição. Não existe a menor possibilidade de se utilizar isso de forma eleitoreira”, declarou. E fechou o seu discurso imprimindo um tom mais forte e objetivo

– Quero dar um recado aos políticos da oposição: se vocês não podem ajudar, que não atrapalhem. Vão trabalhar, gente!

Alema presta homenagem justa a Clay Lago, João Mohana e Fufuca Dantas

Foto 1: Clay Lago, Halena Duailibe e José Antônio
Mohana (sobrinho e representante de João
Mohana); foto 2: Fufuca Dantas ao lado de André
Fufuca, Andreia Rezende e familiares

A Assembleia Legislativa tem realizado seguidas sessões solene para a entrega do Mérito Manoel Beckman, nos seus diversos segmentos, a personalidades que, conforme reza o Regimento da ordem, prestaram serviços relevantes ao Maranhão. De um modo geral, a julgar pelas justificativas dos deputados proponentes, os homenageados, uns mais, outros menos, mereceram a honraria. Entre os mais recentes, três são diferenciados: a médica Clay Lago, o padre, médico, pesquisador e escritor João Mohana, in memorian, e o ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas.

Iniciativa da deputada Helena Duailibe (Republicanos), de conceder a Medalha do Mérito Legislativo “Maria Aragão” a Clay Lago fez todo sentido. Médica especializada em Ginecologia, professora do Curso de Medicina da UFMA, Clay Lago construiu uma respeitada carreira profissional, ao mesmo tempo em que teve sua vida também marcada pelo engajamento político, que se tornou mais intenso quando se casou com o colega médico Jackson Lago. Clay Lago nunca foi de fazer política com espalhafato, discurso inflamado ou gestos histriônicos. Fez o contrário: sua militância foi discreta, mas eficiente, abrangente, e marcada por uma coerência exemplar, nunca mudando de lado. Sempre viu o mundo pela ótica de uma esquerda pé no chão, politicamente ativa. Essa postura política foi acentuada com a sua união com o igualmente médico e militante político Jackson Lago, identidade que os levou a se unir a Leonel Brizola e a Neiva Moreira na fundação do PDT. Ela foi decisiva, ao lado de Jackson Lago, em todos os momentos do partido, do qual se afastou quando, após a morte do ex-governador, o PDT mergulhou no limbo do desmanche. Ao receber a Medalhas do Mérito Legislativo Maria Aragão, Clay Lago se declarou emocionada: “Essa medalha representa muito para mim por tudo que simboliza e, mais ainda, porque carrega o nome de uma grande amiga, a médica Dra. Maria Aragão, com a qual vivenciei momentos marcantes”.

A homenagem, também prestada pela deputada Helena Duailibe ao padre, médico e escritor João Mohana, cujo centenário de nascimento foi completado no ano passado, foi mais que justa. João Mohana foi uma das grandes personalidades do Maranhão no século passado – faleceu em 1995 -, não só pela militância religiosa e sua prática como médico, mas pela sua destacada estatura intelectual como escritor reconhecido em duas vertentes: a produção de trabalhos voltados para o equilíbrio da família e a vida social, que o levaram aos mais distantes recantos do País como palestrante e conselheiro, e também na produção literária plena, como poeta e romancista – é dele o clássico “Maria da Tempestade”. João Mohana foi muito além como pesquisador da cultura maranhense, especialmente no campo musical, tendo montado um acervo de importância imensurável. Politicamente, João Mohana militou fortemente na direita católica, de viés democrático, enfrentando a ditadura, mas sem fazer concessões à esquerda. Padre Mohana contribuiu, e continua contribuindo, coma cultura maranhense em todos os seus aspectos.

Não foi sem razão que, ao saudar os homenageados, a deputada Helena Duailibe – que é médica reconhecida, profundamente religiosa e de intensa militância política, declarou: “É com muita honra e senso de justiça que a Casa do Povo reconhece a história e o exemplo de pessoas como Dra. Clay Lago e o Padre João Mohana, dois grandes e ilustres maranhenses a quem agradecemos os serviços prestados à sociedade maranhense”.

Indicado pela deputada Andreia Rezende (MDB), o terceiro homenageado com estatura diferenciada, foi o economista Francisco Dantas Ribeiro Filho, mais conhecido como Fufuca Dantas, ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré e ex-deputado estadual. Para muitos, a homenagem a Fufuca Dantas surpreendeu, uma vez que o homenageado é um político com militância no interior, não vivendo, portanto, sob holofotes na Capital. Ao contrário, prefere atuar no dia-a-dia da comunidade e da região à qual está ligado por laços políticos e afetivos.

A trajetória de Fufuca Dantas é simples e constante, sem altos e baixos. Natural de Bacabal, se graduou economista pela UFMA, cuidou de empreendimentos pessoais e descobriu na política a sua verdadeira vocação. Foi vereador em Santa Luzia, deputado estadual e quatro vezes prefeito de Alto Alegre do Pindaré, onde realizou seguidas gestões com resultados acima da média. O diferencial do político André Fufuca é exatamente a maneira simples e direta de fazer política. Nada de artimanhas, nada de movimentos obscuros. Sua ação política sempre foi muito transparente, direta, sem rodeios, dizendo sim, dizendo não dependendo da situação. Foi exatamente por esse modo honesto de fazer política que Fufuca Dantas se tornou o político mais conhecido e respeitado da região do Pindaré. Não é sem razão de que o seu filho André Fufuca, ainda jovem, é um dos destaques da Câmara Federal e no momento caminha firme na disputa para o Senado.

Ao saudar o ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, a deputada Andreia Rezende justiçou a iniciativa: “Fufuca Dantas representa aquela geração de homens públicos que não fizeram da política um instrumento de poder pessoal, mas uma missão de vida. Um homem que nunca se afastou de suas origens, que conhece o povo pelo nome e sempre colocou o coração em tudo o que fez. É uma honra poder homenageá-lo nesta Casa”.

Quem o conhece assina embaixo.

São Luís, 23 de Maio de 2026.

Orleans ganha mais força política e partidária ao confirmar o apoio da cúpula do MDB à sua pré-candidatura

Orleans Brandão (d) entre Iracema Vale, José Sarney, Carlos Brandão,
Baleia Rossi, Jader Barbalho, Edison Lobão e Hildo Rocha,
no jantar do MDB, terça-feira, em Brasília

Inicialmente programado para pedir o aval da cúpula nacional do MDB à pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado, o jantar oferecido pelo ex-presidente José Sarney aos dirigentes nacionais do partido foi muito além e se transformou num passo decisivo para o projeto de poder do partido. Na reunião, a cúpula emedebista reafirmou à candidatura de Orleans Brandão, seu presidente no estado, ao Governo, e o governador Carlos Brandão anunciou sua filiação ao MDB, gesto que até os leões que guardam o palácio governamental já esperavam – ver Ponto & Contraponto. A reunião, que contou com a presença do presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (MDB-/SP), consumou, definitivamente, o projeto de poder que nasceu uma bem articulada aliança do governador Carlos Brandão com o Grupo Sarney, tendo o MDB como centro de convergência.

O ponto central do encontrou foi a confirmação de que a pré-candidatura de Orleans Brandão é fato consumado e ganha agora o peso de ser também um projeto destacado do partido para as eleições deste ano. Ele foi apontado pelo ex-presidente José Sarney como um quadro preparado para levar em frente os bons resultados alcançados pelo governador Carlos Brandão, que na sua avaliação pacificou o Maranhão e realiza um bom governo. “Tenho acompanhado atentamente sua administração e testemunhado as inúmeras obras e avanços alcançados. Por isso, acredito que a continuidade desse governo estará em boas mãos com Orleans Brandão”, declarou José Sarney.

Orleans Brandão também foi elogiado pelo presidente do MDB: “O Orleans, mesmo jovem, já demonstra uma presença muito forte nessa caminhada e na mobilização popular. Isso nos dá a certeza da continuidade de um trabalho que está dando certo. O que está bom não pode parar”.

As manifestações de apoio deram ao pré-candidato emedebista um incentivo oportuno num momento decisivo da pré-campanha, quando, ao que tudo indica, está definido o quadro de aspirantes ao Governo do Estado, entre eles o vice-governador Felipe Camarão, que foi confirmado coimo pré-candidato do PT e avalizado pelo presidente Lula da Silva (PT). Em relação a esse dado no xadrez sucessório, Orleans Brandão surpreendeu ao declarar que, apesar de o PT haver lançado, ele fará sua campanha pregando a reeleição do líder petista. Ou seja, queira ou não o PT, o palanque do MDB estará aberto ao presidente Lula da Silva, numa manifestação de reconhecimento aos investimentos que o Governo Federal está realizando no Maranhão em parceria com o Governo Carlos Brandão.

O fato é que a iniciativa do ex-presidente José Sarney de juntar as lideranças do MDB do Maranhão para uma conversa aberta com a cúpula nacional do partido mostrou que os mais de 90 anos não diminuíram o seu faro de maior raposa política do país, uma vez que ele conseguiu os dois objetivos que traçou: o aval à pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado, que foi sacramentada, e uma poderosa injeção de ânimo na pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado, tendo ele saído do encontro como mais gás para enfrentar os desafios que estão ganhando forma na guerra pelo voto.

A manifestação de apoio do presidente nacional Baleia Rossi, com o aval de outros membros da cúpula emedebista presente ao à reunião nada altera a posição do pré-candidato emedebista na seara partidária, mas lhe dá um suporte político da maior importância, uma vez que fica claro que o seu projeto de candidatura ao Governo se torna também um projeto do partido no contexto nacional. Principalmente agora, que o seu patrono e principal avalista, o governador Carlos Brandão, se filiou ao partido. Agora, a candidatura de Orleans Brandão passa a ser mais do que o projeto de um grupo liderado pelo governador, para ser um item importante na pauta nacional do MDB.

O pré-candidato do MDB saiu da casa do ex-presidente em Brasília politicamente mais forte, mas levando o desafio de encaixar o projeto senatorial de Roseana Sarney na sua campanha.

Em Tempo: participaram do jantar o presidente do MDB, Baleia Rossi, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, o senador Jader Barbalho (PA), o ex-senador Edison Lobão, o deputado federal Hildo Rocha, entre outros convidados.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão anuncia filiação ao MDB, e revela que ficha foi assinada ainda em abril

Carlos Brandão revelou que sua
ficha de filiação no MDB está
assinada desde abril

O governador Carlos Brandão deixou a condição de sem-partido e se filiou ao MDB, confirmando uma tendência que começou a tomar forma em março de 2023, quando seu irmão, o empresário Marcus Brandão, acertou com o Grupo Sarney, negociações para assumir o comando do partido, então presidido pela deputada federal Roseana Sarney. Marcus Brandão assumiu provisoriamente a presidência do MDB em setembro daquele ano e foi confirmado em dezembro. Para surpresa de todos, o governador Carlos Brandão permaneceu no PSB, pelo qual se elegeu em 2022, mas gerando uma expectativa de que sua permanência da legenda socialista seria uma questão de tempos.

Carlos Brandão permaneceu no PSB até setembro de 2025, depois que o comando nacional do partido, posicionado ao lado do chamado Grupo Dinista, decidiu destituí-lo da presidência do partido no Maranhão. Com o rompimento, ele deixou em outubro, e mesmo já tendo o controle do MDB, que já estava sob o comando formal do seu irmão, o governador preferiu permanecer sem partido. Primeiro porque já tinha o controle do MDB, e depois porque entendeu que seria melhor fazer a articulação política sem filiação partidária, já que decidiu permanecer no cargo, o que justificaria a sua condição de sem-partido.

Só que no jantar de ontem, em Brasília, vazou a informação de que sua ficha de ingresso no MDB estava assinada desde o início de abril. Isso significa dizer que ele considerou a possibilidade de deixar o Governo para se candidatar ao Senado até o último dia do prazo de desincompatibilização. Como o grande acordo, pelo qual Felipe Camarão renunciaria à condição de vice, não saiu, o governador preferiu manter sua ficha de filiação no MDB sob sigilo.

Agora, passada a etapa mais difícil e sensível das articulações, com a definição de candidaturas ao Governo e ao Senado, e quando ele não pode mais ser candidato a nenhum cargo em outubro, o governador Carlos Brandão decidiu revelar a sua filiação ao MDB, o seu caminho partidário natural. Afinal, como foi previsto por esta Coluna em 2023, quando ele ainda convivia com o PSB, o governador Carlos Brandão não teria outro caminho que não o de migrar para o MDB.

Roberto Costa comanda delegação de prefeitos e cumpre agenda administrativa e política em Brasília

Roberto Costa e Carlos brandão em
reuniam com prefeitos em Brasília

O prefeito de Bacabal e presidente da Famem Roberto Costa (MDB) está cumprindo, desde terça-feira, uma agenda cheia e rica em Brasília, onde comanda a delegação maranhense na Marcha dos Prefeitos à Brasília. Começou na noite de terça-feira, quando reuniu os prefeitos com o governador Carlos Brandão (MDB) e a bancada maranhense no Congresso Nacional para um jantar de trabalho.

Ontem, a carga de compromissos foi pesada e intensa. Ele reuniu os prefeitos com deputados federais e senadores, colocando em uma série de temas de natureza municipalista, de modo a alinhar a relação da bancada maranhense com os municípios. Ao mesmo tempo, cumpriu compromisso de trabalho com vários congressistas, entre eles o deputado federal Rubens Jr. (PT), com quem acertou uma série de assuntos, vários deles relativos a Bacabal.

Em reunião da Confederação Brasileira dos Municípios, Roberto Costa reforçou o seu apoio e da Famem a uma mobilização permanente dos prefeitos em torno dos pleitos municipalistas já formalizados junto ao Governo da União. Além disso, defendeu movimentos de pressão para garantir o exame de propostas municipalistas que tramitam no Congresso Nacional.

Em meio a essa maratona, Roberto Costa encontrou espaço para atuar politicamente, primeiro reforçando o apoio do MDB nacional à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado, declarando também seu apoio à proposta de lançamento da deputada federal Roseana Sarney ao Senado. Um dos principais articuladores da aliança partidária encabeçada pelo MDB, Roberto Costa aposta no projeto eleitoral do partido.

São Luís, 21 de Maio de 2026.

Sarney entra na articulação e Roseana caminha para ser candidata ao Senado

Roseana Sarney tem pré-candidatura
ao Senado articulada por José Sarney

Como estava escrito nas estrelas e até as pedras de cantaria da Praia Grande já sabiam, a corrida às duas cadeiras no Senado está abalada por diversas reviravoltas. Depois de uma série de fatos surpreendentes, como o emagrecimento do projeto de reeleição do senador Weverton Rocha (PDT) e o robustecimento do projeto de reeleição da senadora Eliziane Gama, depois de se reconverter ao petismo, a disputa senatorial ganha novo fator, que apontam como decisivo: a entrada da deputada federal Roseana Sarney (MDB) na corrida ao Senado. Ontem, em Brasília, o ex-presidente José Sarney reuniu um grupo líderes do MDB nacional e do Maranhão, para um jantar que teve como prato principal exatamente o projeto de candidatura da ex-governadora à Câmara Alta.

Nos bastidores, a informação corrente é que, baseado na necessidade que tem o partido de eleger o maior número possível de senadores, e no fato de a ex-governadora e ex-senadora vir pontificando com bom desempenho nas pesquisas feitas até aqui, o comando nacional do MDB decidiu convencer o braço maranhense do partido a apoiar esse projeto de candidatura. Presidente regional do MDB, Orleans Brandão, pré-candidato a governador, assim como o governador Carlos Brandão (sem partido), estariam inclinados a referendar Roseana Sarney como candidata do MDB ao Senado.

A ser confirmada como candidata, Roseana Sarney entrará numa disputa dura e complicada, a começar pelo fato de que dois dos pré-candidatos, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), são senadores tentando renovar seus mandatos, além do ex-ministro do Esporte, André Fufuca (PP), assim como o ex-senador Roberto Rocha (Novo), o professor e advogado Franklin Douglas (PSOL) e a militante social Antônia Cariongo (PSOL). E não há dúvida de que ela disputará diretamente com aliados do Palácio dos Leões, que em tese são também aliados seus.

Tanto na família, quanto entre os seus aliados e apoiadores, a candidatura de Roseana Sarney ao Senado já é uma realidade, que só retrocederá se ela próprio a assim decidir. E como já era esperado, o ex-presidente José Sarney (MDB) emite todos os sinais de que comprou o projeto e decidiu entrar em campo para consuma-lo. E, ao que tudo indica, o governador Carlos Brandão – que poderia ter deixado o Governo para disputar o Senado – estaria também propenso a avalizar politicamente esse projeto. Haveria uma ou outra voz no partido defendendo que ela se candidate à reeleição para a Câmara Federal.

A reunião de ontem, em Brasília, sem a presença da ex-senadora, mas com a presença do governador Carlos brandão, que lidera a aliança partidária formada em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão ao Palácio dos Leões, seria uma espécie de largada do seu projeto de candidatura ao Senado. Principal articulador desse movimento, o ex-presidente José Sarney estaria convencido de que o projeto é viável, uma vez que na sua avaliação, Roseana Sarney reúne ainda cacife eleitoral para o segundo candidato mais votado, o que, se for o caso, lhe dará o mandato senatorial.

José Sarney estaria também trabalhando no sentido de obter o apoio do presidente Lula da Silva (PT). O problema é que o chefe da Nação, que busca a reeleição, já tem compromisso com a candidata do seu partido, a senadora Eliziane Gama (PT), e tem também como candidatos o ex-ministro do Esporte, André Fufuca (PP), e ainda o senador Weverton Rocha (PDT), que tem boa relação com o Governo e com o Palácio do Planalto. O presidente Lula da Silva tem simpatia por Roseana Sarney, que chegou a ser vice-líder do seu primeiro Governo no Congresso Nacional, mas dificilmente descartará André Fufuca e Weverton Rocha para apoiar Roseana Sarney.

Se o jantar organizado por José Sarney tiver consolidado o “Projeto Roseana”, a corrida senatorial sofrerá uma guinada radical e com desfecho imprevisível.

PONTO & CONTRAPONTO

Corrida às vagas do Senado vai além dos pré-candidatos já declarados

Iracema Vale, Duarte Jr., Pedro Lucas
Fernandes e Fábio Gentil têm potencial
para entrar na corrida ao Senado

A disputa para as duas vagas no Senado não se resume aos pré-candidatos já assumidos e a iminente entrada da deputada federal Roseana Sarney no circuito com a articulação do ex-presidente José Sarney. Qualquer avaliação desse contexto incluirá três nomes de peso da política maranhense: a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), os deputados federais Duarte Jr. (Avante) e Pedro Lucas Fernandes (União), ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil (União).

Ela não disse ainda uma palavra sobre o assunto, dizendo apenas que é pré-candidata à reeleição, mas Iracema Vale aparece com destaque em todas as listas de nomes com cacife para disputar as cadeiras na Câmara Alta.

Duarte Jr., que vinha trabalhando focado no seu projeto de reeleição, foi, de repente, catapultado para a esfera da disputa para o Senado por uma pesquisa, a AtlasIntel, que o apontou como favorito para uma das vagas, juntamente com a senadora Eliziane Gama (PT), deixando para trás os outrora favoritos Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição, e o ex-senador Roberto Rocha (Novo).

Pedro Lucas Fernandes frequenta a lista de aspirantes a senador desde o ano passado, quando em visita ao Maranhão, o presidente do seu partido, Antônio Rueda, o lançou como pré-candidato ao Senado. De lá para cá, sua “pré-candidatura” vem sofrendo altos e baixos, ao sabor dos ventos da pré-campanha. Mais recentemente, seu nome voltou à baila senatorial, tendo ele declarado que tal projeto depende única e exclusivamente do governador Carlos Brandão, que não se manifestou sobre o assunto.

Finalmente, o ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil, que vinha sendo apontado como eventual candidato a 1º suplente na chapa do ex-ministro André Fufuca (PP), declarou recentemente que está disposto a ser candidato a senador pelo União. “Estou preparado”, declarou, jogando a bola para o governador Carlos Brandão.

E não será surpresa se outros nomes aparecerem com esse objetivo.

Brandão nomeia para a Casa Civil conhecida empresária tocantina da área educacional

Miriam Ribeiro é a nova titular
da influente Casa Civil

A empresária tocantina Miriam Reis Ribeiro vai comandar uma das pastas mais importantes e influentes do Governo do Maranhão: a Casa Civil. Ela foi nomeada pelo governador Carlos Brandão (sem partido) para suceder o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião madeira, que se desincompatibilizou para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (18).

A exemplo do que fez o seu experiente antecessor, além da estrutura administrativa e do suporte que dá à Governadoria, Miriam Ribeiro atuará como braço institucional e político do governador Carlos Brandão, de acordo com a natureza do cargo. A chefe da Casa Civil será a ponte entre o governador Carlos Brandão e os chefes dos demais Poderes. Isso e mais a tarefa de representar o chefe do Executivo em atos aos quais ele não pode comparecer. O seu antecessor realizou uma gestão importante nessa seara.

A Casa Civil costuma ser também o epicentro institucional do Governo, ganhando às vezes estatura política, principalmente em ano eleitoral, como agora. Esse será o desafio da secretária-chefe, que além da experiência de empresária do setor educacional, atuou no Poder Público como secretária de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Imperatriz na gestão do prefeito Sebastião Madeira (MDB), que realizou ali um amplo trabalho institucional em nome do Governo Carlos Brandão.

No campo estritamente político, a impressão dominante é a de que, com a nomeação de Miriam Ribeiro, o governador Carlos Brandão buscou fortalecer seu vínculo político com a Região Tocantina e equilibrar o impacto da escolha da empresária tocantina Elaine Cordeiro (PSD) como vice de Eduardo Braide (PSD) na corrida ao Governo do Estado.

São Luís, 20 de Maio de 2026.

Cinco dos seis candidatos ao Palácio dos Leões ainda não definiram seus vices

Orleans Brandão, Felipe Camarão, Lahesio Bonfim,
Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli ainda sem vice

Não há o que discutir quanto a importância do candidato a vice numa chapa que vai disputar o Palácio dos Leões. Para começar, se a chapas for eleita, o Nº 2 será o substituto eventual do governador no exercício do mandato, será o primeiro da cadeia sucessória, caso o titular seja cassado por desvio de conduta, sofras impeachment ou venha a falecer; mais ainda, se o titular após três anos e três meses de mandato resolver renunciar para disputar outro mandato, o vice se tornará titular, podendo ser candidato à reeleição. No campo político, o vice pode ser um aliado forte do governador, pode ser também uma figura politicamente apática, mas pode também ser uma grande pedra no sapato do titular. Como se vê, pelas leis brasileiras, o vice-governador tem muito poder de fogo, daí porque não é tão fácil para os titulares escolherem os seus companheiros do chapa.

No atual jogo eleitoral, apenas o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD, e favorito na fase prévia da disputa, escolheu o seu vice: foi buscar em Imperatriz a empresária bem sucedida Elaine Cordeiro (PSD) formando com ela chapa pura. Eduardo Braide adotou a mesma estratégia de quando escolheu a professora e policial militar Esmênia Mirada (PSD) para vice: mulher, discreta, leal e absolutamente ciente do seu papel. A receita funcionou tão alinhada, que ele não teve não teve qualquer dificuldade para deixa-la no comando da Capital com seu 1,2 milhão de habitante.

Além de Eduardo Braide, nenhum pré-candidato a governador do Maranhão já definiu seu companheiro de chapa. Todos foram surpreendidos com a sua escolha e se movimentando para fazer-lhe contraponto.

Nesse exato momento, Orleans Brandão (MDB) seus articuladores avaliam nomes no cenário político de São Luís. Sua estratégia é escolher um político ludovicense, de preferência uma mulher, exatamente para fazer o contraponto a Eduardo Braide, com quem polariza a corrida aos Leões. Várias opções já foram colocadas à mesa, entre elas, por exemplo, o deputado estadual Neto Evangelista MDB), que é filho e tem forte base de apoio em São Luís, e o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que tem laços profundos com o eleitorado ludovicense. Na avaliação de um aliado, Orleans brandão não pode errar na escolha do vice. Daí o fato de que na rede de especulação a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), que é leal ao grupo, seria a preferência do governador Carlos Brandão, o principal articulador e avalista do projeto de Orleans Brandão.

Recém chegado à condição de pré-candidato do PT a governador, o vice-governador Felipe Camarão ainda não se manifestou sobre companheiro de chapa, mas corre nos bastidores que ele está avaliando nomes dentro do próprio PT. Não se sabe se, a exemplo de Eduardo Braide e de Orleans Brandão, usará a motivação geopolítica para a escolha do seu vice. Mas a tendência é buscar uma mulher, atendendo a reivindicação de grupos e entidades da sociedade organizada. Se não sair dos quadros do PT, o (ou a) vice de Felipe Camarão sairá do PCdoB.

No jogo de composição das chapas, Lahesio Bonfim, candidato do Novo, ainda não se movimentou. Primeiro porque, tudo indica, esta será uma decisão do partido, que terá naturalmente o seu aval. E depois, tem de ser um nome identificado como de direita radical, uma condição a que o partido Novo não abre mão. Até onde se sabe, o comando do Novo no maranhão estaria avaliando nomes, mas não bateu martelo por nenhum deles. Ao que tudo indica, Lahesio Bonfim não está participando intensamente dessa discussão.

Finalmente, nem os partido da esquerda Dura, como PSOL e PSTU definiram candidatos a vice. O PSOL lançou Enilton Rodrigues para governador, mas aguarda o momento adequado para escolher o seu vice. O mesmo acontece com o PSTU, que já lançou Saulo Arcangeli ao Governo, mas deixou para depois a definição do seu companheiro de chapa.

PONTO & CONTRAPONTO

Reabertura de ação para cassação de prefeito mergulha Caxias numa tensa expectativa política

Paulo marinho Jr. está convencido
de que Gentil Neto vai perder o cargo

Ao contrário do que se imaginava, a disputa pelo poder em Caxias, que muitos batizaram de “segundo turno” da corrida à Prefeitura em 2024, ainda não acabou. Desautorizando o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reabriu a ação por meio da qual o suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. (PL) – encontra-se nesse momento no exercício do mandato parlamentar -, questiona a legalidade da eleição do prefeito Gentil Neto (PP).

A fase da acusação é que o então prefeito Fábio Gentil teria usado recursos da Prefeitura para inflar a candidatura do seu sobrinho, Gentil Neto, cometendo assim o crime de abuso de poder político e econômico, o que, se comprovado, pode resultar na cassação do atual mandatário caxiense.

Na interpretação de Paulo Marinho Jr., que disputou com Gentil Neto, tendo perdido a eleição por pouco mais de 500 votos, “o prefeito está cassado, garantido apenas por uma liminar, que será derrubada logo, logo”.

Ao mesmo tempo em que Paulo Marinho Jr. dispara a o torpedo prevendo que a queda do prefeito e iminente, o prefeito Gentil Neto e o líder do seu grupo, Fábio Gentil disparam em sentido contrário, afirmando que as declarações do seu adversário são factoides e que o atual mandatário está seguro no cargo. Nesse contexto, é fato que Caxias está mergulhada em expectativa quanto a um posicionamento do TSE, que segundo Paulo Marinho Jr., não vai tardar.

Vale lembrar que o Grupo Gentil se movimenta para reeleger a deputada federal Amanda Gentil (PP), a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), estando o próprio Fábio Gentil sendo apontado como eventual candidato a suplente de senador na chapa de André Fufuca (PP).

Bacabal inicia distribuição de contraceptivo e incentiva mulheres a abraçar o empreendedorismo

Roberto Costa com mulheres empreendedoras em evento de incentivo em Bacabal

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), que também é presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), iniciou duas ações importantes do seu municípios no final da semana. Na sexta-feira (15), ele iniciou a distribuição gratuita, pela Prefeitura de Bacabal, do contraceptivo Implanon, considerado o mais moderno e eficiente método para a saúde reprodutiva da mulher; e no sábado (16), comandou o I Fórum Regional de Mulheres Empreendedoras do Médio Mearim, que reuniu participantes de toda a região.

Reivindicação de entidades e organizações ligadas à saúde da mulher, a distribuição de contraceptivos gratuito se tornou uma necessidade. No ato de sexta-feira ficou demonstrado que o Implanon é um método eficiente e moderno, protegendo a mulher de gravidez por até três anos, com 99% de eficácia. O dispositivo é implantado sob a pele e libera o hormônio responsável pela prevenção da gravidez. Roberto Costa entregou as primeiras caixas do medicamento.  

O Fórum Regional de Mulheres Empreendedoras do Médio Mearim reuniu participantes de nada menos que 28 municípios da região, tornando Bacabal o epicentro do empreendedorismo feminino com a realização do I Fórum Regional de Mulheres Empreendedoras do Médio Mearim. Comandando a parte inicial do evento, o prefeito de Bacabal, que deu total apoio à iniciativa, deixou claro que a ideia é fortalecer o empreendedorismo feminino, oferecendo capacitação, incentivo oportunidades às mulheres empreendedoras.

No ato de abertura, o prefeito Roberto Costa declarou: “Hoje, lançamos a pedra fundamental do grande movimento de empreendedorismo aqui na Região do Médio Mearim, gerando negócios, capacitação e networking. O empreendedorismo é e vai mais a ainda sendo uma marca no desenvolvimento de Bacabal”.

Seu propósito é fomentar, via Famem, iniciativas como essas em todas regiões do Maranhão.

São Luís, 19 de Maio de 2026.

Pesquisa AtlasIntel mostra tendência de reviravolta na corrida ao Senado com crescimento de Eliziane e Duarte Jr.

Eliziane Gama e Duarte Jr. lideram na pesquisa
AtlasIntel, seguidos de Roberto Rocha,
Weverton Rocha e André Fufuca

Não bastasse a sacudida que produziu na corrida ao Palácio dos Leões, apontando liderança ampla de Eduardo Braide (PSD), com Orleans Brandão (MDB) em segundo, e o aparecimento surpreendente de Felipe Camarão (PT) na terceira colocação, a pesquisa AtlasIntel caiu como uma bomba na seara onde se dá a disputa pelas duas vagas de senador. Os números apontaram uma virada da senadora Eliziane Gama (PT), que saiu de posições intermediárias e alcançou a ponta do pelotão de pré-candidatos, e junto com ela o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que chegou à disputa senatorial levado pelas centrais de especulação. Pré-candidatos que vinham liderando, como o senador Weverton Rocha (PDT), deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (Novo) passaram a ser fortemente pressionados, alterando sensivelmente a guerra pelas cadeiras na Câmara Alta. Isso sem falar das ondas de choque causadas pelas especulações sobre eventuais candidaturas da deputada federal Roseana Sarney (MDB) e da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB).

A pesquisa AtlasIntel investigou três cenários, e neles Eliziane Gama e Duarte Jr. aparecem empatados em número de intenções de voto para as duas cadeiras no Senado. No primeiro, a senadora petista e o deputado federal do Avante aparecem com o mesmo percentual: 14,7%. Na sequência aparecem Roberto Rocha com 11,8% e Weverton Rocha com 9,2%, Roseana Sarney com 6,3%, André Fufuca com 6,1%, Antônia Cariongo (PSOL) com 4,1%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,7%, Franklin Douglas (PSOL) com 2,5%, César Pires (Novo) com 2,2 e Simplício Araújo (DC) com 1,1%.

No segundo cenário, Eliziane Gama e Duarte Jr. lideram, ela com 19,5% 3 ele com 19,4%, tendo na sequência Roberto Rocha com 15,6% e Weverton Rocha com 12,2%, Roseana Sarney com 8,3%, André Fufuca com 8,2%, Antônia Cariongo com 5,5%, Hilton Gonçalo com 3,7%, Franklin Douglas com 3,3%, César Pires com 2,9% e Simplício Araújo com 1,6%.

A realidade, para muitos surpreendente, é que a pesquisa AtlasIntel trouxe à tona dois indicativos que podem mudar radicalmente a movimentação no tabuleiro da corrida às duas vagas no Senado. O primeiro é o desembarque da senadora Eliziane Gama na linha de frente da disputa, num movimento que começou no dia em que, a convite do presidente Lula da Silva, ela deixou o PSD e se filiou ao PT. Informação que correram nos bastidores deram conta de que, diante do aval do presidente Lula da Silva, todas as correntes do partido teriam decidido abraçar o projeto de reeleição da senadora. O posicionamento do PT teria sido incorporado pelo PSB e até mesmo pelo PCdoB, dando à Eliziane Gama a força que precisava para viabilizar a sua candidatura na chapa a ser comandada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT).

O surgimento surpreendente do deputado federal Duarte Jr. na pesquisa AtlasIntel. Depois de ter quase sido atropelado por problemas partidários, com a crise que o tirou do União Brasil e o levou ao Avante, Duarte Jr. fez uma intensa campanha nas redes sociais relatando as reviravoltas que viveu por ações de adversários, chegando a admitir a hipótese de disputar o Senado. Incluído na relação de pré-candidatos a senador apresentada na pesquisa, Duarte Jr. surpreendeu Deus e o mundo ao despontar como um dos nomes fortes para a chapa senatorial a ser montada por Orleans Brandão (MDB), que é o seu candidato ao Governo do Estado.

Nesse contexto, a situação mais grave é a do senador Weverton Rocha, que liderou a corrida ao Senado em pelo menos 40 das cerca de 50 pesquisas feitas até aqui sobre a corrida eleitoral. Uma série de tropeços, como as repetidas citações do seu nome no escândalo do INSS, por exemplo, têm fragilizado o seu projeto de reeleição, levando inclusive à especulação de que ele estaria avaliando a possibilidade de se candidatar a deputado federal.

Diante do que mostrou a pesquisa AtlasIntel, muita coisa ainda poderá mudar na corrida às duas cadeira no Senado.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisas mexeram com as principais pré-candidaturas ao Palácio dos Leões

Eduardo Braide e Orleans Brandão
lideram, mas Felipe Camarão aparece
em terceiro, à frente de Lahesio Bonfim

Há quem as viram como o cenário real do momento, havendo também quem as apontaram como irreais, mas o fato incontestável é que as pesquisas IPPI Pesquisas e Consultoria, Veritá e AtlasIntel mexeram fortemente nas mesas onde são decididos os passos dos candidato a governador do Maranhão.

Todas elas apontaram a polarização da corrida entre o Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), com o diferencial de que o ex-prefeito de São Luís aparece muito à frente do ex-secretário de Assuntos Municipalistas. E agora com um dado que pode acirrar ainda mais a corrida: o crescimento do vice-governador Felipe Camarão (PT), que, segundo as duas pesquisas mais recentes, teria deixado Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo, para trás, dando a impressão de que pode vir a brigar pelo segundo lugar.

Os números trazidos à tona pelas duas pesquisas colocam Orleans Brandão (MDB), sob pressão dupla. De um lado, tem Eduardo Braide escapando da polarização e aumentando favoritismo, com sintomas até de definição em turno único. De outro, o crescimento do vice-governador Felipe Camarão depois de ter sua pré-candidatura oficializada pelo PT e com aval do presidente Lula da Silva (PT). O crescimento do petista coincide exatamente com definição do comando do PT e as imagens do presidente Lula da Silva declarando apoio ao vice-governador.

Outras pesquisas em andamento poderão contradizer os cenários apontados pelas três mais recentes. Isso porque com o aval do governador Carlos Brandão, que associa parte do bom andamento do seu Governo ao trabalho do seu então secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão tem amplo espaço para crescer, assim como Felipe Camarão, se vier a receber os fluídos do PT e do presidente Lula da Silva, principalmente se o líder petista mantiver sua tendência de reeleição.

Qualquer avaliação isenta chegará naturalmente à conclusão de que a corrida ao Palácio dos Leões está começando para valer, agora como quadro de pré-candidatos definido. Tudo pode acontecer de agora por diante.

Braide e Orleans visitam o Agrobalsas para reforçar laços com o agro e com o sul do Maranhão

Eduardo Braide e Elaine Cordeiro e
Orleans Brandão na Agrobalsas

Como estava escrito nas estrelas, a Agrobolsas, importante feira do agro realizada em Balsas, atraiu os principais candidatos ao Governo do Estado, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB).

Epicentro maranhense da grande região produtora de soja e milho do Matopiba, Balsas é também a metrópole da Região Sul do Maranhão. O que acontece em Balsas se reflete, com maior ou menor intensidade, na região, alcançando também parte da região Tocantina. Ao se manifestar em Balsas, um candidato a governador fala para a região.

Ali, Eduardo Braide tem o apoio de um grande grupo liderado pelo ex-prefeito Eric Silva, médico prestigiado e ex-prefeito de dois mandatos, que fez uma gestão inovadora. Ao seu lado sua mulher, a deputada estadual Viviane Silva, que migrou do PDT para o PSD, tornando-se aliada incondicional do ex-prefeito de São Luís. Eduardo Braide percorreu a feira na noite de quarta-feira (13) acompanhado dos dois e de apoiadores, da candidata a vice Elaine Cordeiro.

– Quero agradecer o carinho de todo mundo aqui. Mas olha, dizer para vocês que aqui é um espaço para a gente aprender, trocar experiência, mas mais do que isso, mostrar à minha vice o quanto o sul do Maranhão produz e pode ajudar muito mais ainda o Maranhão – declarou Eduardo Braide.

Por sua vez, o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, visitou a Agrobalsas na noite de sexta-feira (15), penúltima noite da maior festa do agro na região. Ali, Orleans Brandão tem o apoio do prefeito Alan da Marisol (PRD), que tem forte aliança política com o governador Carlos Brandão. Além disso, conta com o apoio da deputada Andreia Rezende, que deixou o PSB e se filiou ao (MDB).

Durante sua visita aos estandes da feira, Orleans Brandão declarou: “O que eu mais gosto é encontrar produtos maranhenses e empreendedores que estão buscando crescimento. A gente precisa potencializar esse setor que é tão trabalhador”.

O pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim, que foi bem votado na região em 2022, não visitou o Agrobalsas, como estava previsto.

São Luís, 17 de Maio de 2026.

Pesquisa AtlasIntel, feita na internet, aponta vitória de Braide no 1º turno, com Orleans em 2º e Camarão em 3º

Gráficos mostram os resultados encontrados pela
pesquisa AtlasIntel sobre a corrida sucessória estadual

Três dias depois de ser impactada pela pesquisa IPPI Pesquisas e Consultoria, que mostrou Eduardo Braide (PSD) liderando com larga vantagem, a corrida ao Palácio dos Leões foi novamente agitada ontem, agora pela pesquisa AtlasIntel, feita via internet. Seus números apontam o ex-prefeito de São Luís com 50,1% das intenções de voto, e Orleans Brandão (MDB) em segundo com 23,1%. Esse cenário mostra o vice-governador Felipe Camarão (PT) em terceiro com 14,5%, virando o jogo sobre Lahesio Bonfim (Novo), que agora aparece em quarto lugar com 8,4%. Na ponta da linha aparecem André Luiz (Missão) com 0,9%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,5% das intenções de voto. O pré-candidato do PSTU, Saulo Arcangeli, não pontuou. Indecisos somaram 2,5%, enquanto votos em branco somaram 0,2%.

Realizada no período de 8 a 12 deste mês, a pesquisa AtlasIntel aponta que Eduard Braide seria eleito no 1º turno, uma vez que alcançaria 58,6% dos votos válidos. O ex-prefeito de São Luís venceria a eleição em três cenários de 2º turno levantados pela pesquisa. Num confronto com Orleans Brandão, o candidato do PSD teria 60,5% contra 23,2% do emedebista. Num embate com Felipe Camarão, ele seria eleito com 58.5% contra 23,6% do vice-governador. Já em um tira-teima com Lahesio Bonfim, o ex-prefeito de São Luís venceria com 58,6% contra 17,6% do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

Afora os elevados percentuais de intenção de votos que garantem a liderança de Eduardo Braide, com indicações fortes de que ele pode decidir o pleito em turno único, e da estabilidade de Orleans Brandão na segunda posição, com espaço para crescer, chama a atenção a saída da situação de inércia do vice-governador Felipe Camarão. Até duas semanas atrás apontados como fora do jogo, o vice-governador reagiu que ainda tem desafios enormes a vencer, a começar pela divisão do braço maranhense do PT. Essa movimentação coincide com o fato de ele ter sido confirmado pré-candidato pela cúpula nacional do PT com o aval do presidente Lula da Silva (PT) como o candidato do partido ao Governo do Maranhão.

Esse movimento de virada, se confirmado for em levantamentos futuros, praticamente tirará do páreo o candidato do Novo, que não vinha fazendo muitos esforços para sair da terceira colocação, principalmente depois que foi ultrapassado por Orleans Brandão, que o manteve bem distante. A virada de Felipe Camarão sobre Lahesio Bonfim registrada pelas pesquisas IPPI Pesquisas e Consultoria e AtlasIntel, que foram feitas praticamente no mesmo período, coincide com a Resolução da Executiva Nacional do PT oficializando a sua condição de pré-candidato do partido ao Governo do Estado, depois que muitos já previam sua desistência. Fonte do Novo revela que já não há no partido o entusiasmo de antes com o projeto de candidatura de Lahesio Bonfim, estando o partido inclinado a apostar mais alto na candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao Senado, que em diferentes pesquisas aparece com chances reais de vitória nas urnas.

Nenhum pré-candidato pode cantar vitória nem se desiludir por conta dos números. O que acontece agora são cenários de pré-campanha, que podem mudar dependendo dos fatos e das circunstâncias. Eduardo Braide é um candidato que faz política com a razão sabe que a hora é trabalhar duro para consolidar essa tendência. Da mesma maneira, os conselheiros de Orleans Brandão terão de se desdobrar para transformar em capital eleitoral o enorme e indiscutível lastro político da sua pré-candidatura.

Em Tempo: A pesquisa AtlasIntel ouviu 1.180 eleitores pela internet entre os dias 8 e 13 de maio, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09846/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Lula lidera com ampla vantagem em todos os cenários da corrida presidencial no Maranhão

Lula da Silva venceria Flávio Bolsonaro e Jair
Bolsonaro com larga vantagem no Maranhão

A pesquisa AtlasIntel mostra que o presidente Lula da Silva (PT) continua com elevado prestígio no eleitorado maranhense, não havendo candidato presidencial que sequer o ameace no cenário eleitoral do Maranhão. De acordo com a pesquisa, o presidente tem 58,4% de intenções de voto na sua corrida à reeleição. Seu adversário mais próximo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), aparece com 29,3%.

Os demais pré-candidatos aparecem com poucas chances de mudar esse cenário. Renan Santos (Missão), é o que mais se aproxima com 6,2% das intenções de voto. Ele é seguido do escritor de livros de autoajuda Augusto Cury (Avante), que recebeu 3,5%.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que tem Lahesio Bonfim como pré-candidato a governador, aparece com raquíticos 1,7% de intenções de voto no Maranhão. Chama mais atenção ainda o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que tem no Maranhão o palanque de ninguém menos que Eduardo Braide, que lidera a corrida ao Governo do Estado, aparece com ínfimos 0,9% de intenção de voto.

A pesquisa AtlasIntel mostra que o favoritismo do presidente Lula da Silva no Maranhão é tão forte que em caso de 2º turno ele venceria todos os adversários com ampla folga. Contra Flávio Bolsonaro o placar seria de 61,6% contra 31,8%. E numa espécie de provocação, a pesquisa AtlasIntel quis saber do eleitor se a disputa fosse entre Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O resultado seria igual ao da disputa com Flávio Bolsonaro: Lula da Silva teria 61,7%, enquanto Jair Bolsonaro receberia 31%.

Não será surpresas se as próximas pesquisas mostrarem um cenário mais favorável ao líder petista.

Brandão lança programa para restaurar e revitalizar 22 prédios do Centro Histórico de São Luís

Foto 1: Carlos Brandão assina ordem de serviço
entre o secretário Aparício Bandeira e a ministra
Rachel Oliveira. Foto 2: Carlos brandão e a ministra
Rachel Oliveira inspecionam uma obra
de restauração no Centro Histórico

Um dos mais importantes itens do acervo da arquitetura colonial portuguesa do Maranhão, onde funciona a Fundação da Memória Republicana, o Convento das Mercês sediou, na tarde de quinta-feira, um importante evento destinado à preservação do conjunto arquitetônico ludovicense, considerado o maior do gênero na América Latina. Ali, o governador Carlos Brandão (sem partido), acompanhado da ministra da Igualdade Racial, Rachel Oliveira, e do secretário de Infraestrutura, Aparício Bandeira, que representou o Governo Federal, assinou uma série de atos destinados a restaurar e requalificar 22 imóveis do conjunto do Centro Histórico de São Luís.

Somados, os investimentos do Governo do Estado, do Governo Federal (PAC das Cidades Históricas) e da inciativa privada alcançarão mais de R$ 1 bilhão. O uso desses recursos alcançará tesouros do Centro Histórico como o Teatro Arthur Azevedo (R$ 14 milhões), o Palácio do Comércio (R$ 30 milhões), e o Hotel Vila Rica (R$ 20 milhões), entre outros. Nesse pacote estão casarões destinados a residência, espaços comerciais e os investimentos feitos por uma cadeia de hotéis portuguesa, cujas obras já estão em andamento.

O governador Carlos Brandão destacou que os novos investimentos vão garantir a preservação do patrimônio arquitetônico, fortalecer a cultura, o turismo e a economia da capital. “Os imóveis serão contemplados a fim de revitalizar e dar vida a essa área. Este é nosso principal desafio. Os projetos que estamos lançando não são simples, mas são fundamentais para preservar este patrimônio”, assinalou.

Já a ministra Rachel Oliveira, depois de lembrar que estava no Maranhão, um estado onde 70% da população é negra, lançando obras como o Museu do Bumba Meu Boi “e outros espaços que vão assegurar que essa população possa preservar sua história, memória e ancestralidade”. O Museu do Bumba Meu Boi está instalado no casarão de nº 303 da Rua Portugal na Praia grande.

Os investimentos para preservar o acervo arquitetônico do Centro Histórico reforçarão a condição de São Luís como Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco em 1997.

São Luís, 16 de Maio de 2026.

Pesquisa mostra liderança de Braide, Orleans em segundo, empate técnico entre Camarão e Bonfim e elevado número de indecisos

Eduardo Braide lidera, Orleans Brandão é segundo,
e com Felipe Camarão e Lahesio Bonfim empatados,
com vantagem numérica para o petista

A eleição para governador do Maranhão só será realizada no dia 4 de outubro, daqui a 14 semanas, portanto, mas se a corrida às urnas acontecesse agora, haveria segundo turno entre o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), mas com a possibilidade remota de ser resolvida em turno único, com a vitória do candidato do PSD. O vice-governador Felipe Camarão (PT) sairia da lanterna e chegaria à frente do ex-prefeito de São padro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo). Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa por meio da qual a empresa piauiense IPPI Pesquisas e Consultorias mediu a disputa ao Palácio dos Leões.

De acordo com o relatório do IPPI, Eduardo Braide tem 35,7% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 19,5%, do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 6,8%, Lahesio Bonfim (Novo) com 5,5%, e “outros” – no caso Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) – somaram 2,8%. De acordo com o IPPI, 22% não souberam ou não quiseram responder, e 7,7% disseram que votarão nulo ou branco.

O IPPI encontrou também a possibilidade, remota, é verdade, de um desfecho no 1º turno ao realizar a equação para encontrar os votos válidos – quando são retirados os indecisos e os que querem votar nulo ou branco – e rascunhando um cenário em que, por uma centelha, Eduardo Braide seria eleito governador com 50,8%, dentro da margem de erro, enquanto os demais obteriam os seguintes resultados: Orleans Brandão (27,7%), Felipe Camarão (9,7%) e Lahesio Bonfim (7,9%).

Independentemente do quadro de intenções de votos que encontrou, como a indicação da liderança do ex-prefeito de São Luís, a pesquisa do IPPI trouxe outras informações importantes. A primeira foi a inclusão do vice-governador Felipe Camarão como candidato do PT ao Governo do Estado, definindo o quadro de candidatos ao Governo do Estado. O seu desempenho na corrida não mudou em relação a outras pesquisas, mas ele foi beneficiado pelo surpreendente emagrecimento de Lahesio Bonfim, que aparece na quarta posição.

Felipe Camarão e Lahesio Bonfim estão tecnicamente empatados, mas o pré-candidato do PT aparece numericamente à frente do pré-candidato do Novo. O curioso desse embate entre o terceiro e o quarto colocados é que ele se dá exatamente no momento em que, depois de um longo período de indefinição, o vice-governador Felipe Camarão começa de fato a existir como pré-candidato do PT, autorizado pelo comando nacional do partido e com o aval do presidente Lula da Silva (PT).

Outro dado levantado pela pesquisa que chamou a atenção foi o número de indecisos: 22% disseram que não sabem em quem votar ou não quiseram responder. Trata-se de um percentual de indecisos muito elevado e não encontrado em nenhuma pesquisa recente. Equivalente a nada menos que 1 milhão de votos se levado em conta o total de eleitores do Maranhão, trata-se de um contingente de com poder de fogo para definir os rumos da eleição.

Por essas informações, o indicativo mais forte é que a eleição encontra-se rigorosamente indefinida, e até aqui polarizada entre o ex-prefeito de São Luís, que corre em faixa própria e tem campo para ampliar o seu favoritismo, e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que tem o apoio do governador Carlos Brandão (sem partido) e tem muito espaço para crescer. Na verdade, os números do IPPI mostram que todos os pré-candidatos têm espaço para crescimento.

Em Tempo: a pesquisa do IPPI Pesquisas e Consultoria ouviu 1.500 eleitores no período de 7 e 11 de maio de 2026, tem margem de erro de 3,89 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada no TSE (MA-04499/2026). Vale anotar o fato de que o IPPI não informou quem contratou a pesquisa.

PONTO & CONTRAPONTO

Ato de entrega de veículos da Saúde reuniu Brandão e Camarão sem tensão e com alinhamento com Lula

Foto 1: Márcio Jerry, Felipe Camarão, Cleber Verde, Rubens Jr., Llano Silva e Carlos Brandão
no mesmo ato. E Fotos 2, 3, 4 e 5: veículos do Programa Caminhos da Saúde, do Governo Federal

São Luís foi palco, nesta quinta-feira, de uma reunião fora dos padrões recentes nos campos institucional e político. Ocorreu na entrega, pelo Governo Federal, representado pelo secretário-adjunto de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Llano Silva, de 84 veículos equipados para levar o Programa Agora tem Especialistas – Caminhos da Saúde, um investimento de R$ 49,3 milhões, que assegura a chegada de assistência na área de saúde às comunidades mais distantes do Maranhão. Tudo ocorreu normalmente, sem qualquer intercorrência.

O diferencial é que o palanque reuniu, de um lado, o governador Carlos Brandão (sem partido), acompanhado da secretária estadual de Saúde Liliane Carvalho e políticos da base governista, e de outro, o vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato ao Governo do Estado – e hoje adversário ferrenho do governador, que apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) – e a senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição e outros políticos.

Como era previsto, todos os que falaram destacaram a ação do Governo Federal e exaltaram a figura do presidente Lula da Silva (PT), ficando claro que o seu projeto de reeleição está acima das profundas e ásperas diferenças que separam hoje os chamados grupos dinista, liderado por Felipe Camarão, e brandonista, liderado que tem o governador Carlos Brandão como principal liderança e referência.

O ato foi também marcado por urbanidade política, uma vez que não houve ataques de lado a lado entre oposição e situação. Ao contrário, houve gestos de descontração, como o cumprimento trocado sem tensão entre o vice-governador e o governador do Estado, o mesmo acontecendo com a senadora Eliziane Gama. Participaram ainda os deputados federais Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, e Rubens Júnior (PT).

A presença dos dois grupos no ato de entrega dos 84 veículos foi fruto de uma discreta e eficiente articulação do Palácio do Planalto, que apoia a pré-candidatura de Felipe Camarão, mas quer manter a convivência política e institucional com o governador Carlos Brandão. Aconteceu tudo dentro do roteiro previsto.

Escandaloso pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro está levando chefes da direita a se engalfinharem no Maranhão

Lahesio Bonfim e Allan Garcez: direita radical
dividida no escândalo de Bolsonaro/Vorcaro

O pré-candidato do Novo ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, e o suplente de deputado federal Allan Garcez, ambos autonomeados porta-vozes da direita radical no Maranhão, travaram ontem um embate verbal por causa do escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL a presidente da República, e ex-chefão do Banco Master Daniel Vorcaro, no inacreditável caso envolvendo pedido de R$ 130 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está na cadeia por tentativa de golpe de estado.

Lahesio Bonfim seguiu a linha do ex-governador mineiro e pré-candidato do Novo a presidente da República, Romeu Zema, que bateu forte no filho 01 de Jair Bolsonaro, declarando, em vídeo, que o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro foi um ato escandaloso e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”. O pré-candidato do Novo ao Governo do maranhão declarou, em redes sociais, que se sentiu envergonhado e que o candidato presidencial do PL tem muito a explicar.

Apontado como o bolsonarista mais radical entre os políticos maranhenses, o suplente de deputado federal (PP), Allan Garcez, reagiu zangado às declarações de Lahesio Bonfim. Primeiro defendendo a ação de Flávio Bolsonaro, sob a cândida alegação de que foi apenas um filho pedido apoio para financiar um filme sobre o pai, afirmando que está com ele em qualquer circunstância. E acusou Lahesio Bonfim de representar uma “falsa direita”, deixando a impressão de que, não importa o desvio que Flávio Bolsonaro tenha cometido, a direita tem de apoia-lo, cegamente, aconteça o que acontecer.

Pelo tom das declarações, os “porta-vozes da direita” tendem a se engalfinhar ainda mais, à medida que a situação de Flávio Bolsonaro for se agravando.

São Luís, 15 de Maio de 2026.

Divisão do PT e CPI da Alema são desafios a serem encarados por Felipe Camarão

Felipe Camarão e Edinho Silva, que segundo fonte
petista, foi mantido em Brasília por causa
do escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro (PL)

A suspensão da visita do presidente nacional do PT Edinho Silva a São Luís, onde oficializaria a decisão do partido de disputar o Governo do Estado, e o clima de tensão que tomou conta da sessão da CPI da Assembleia Legislativa que investigará suspeitas de ter ele feito movimentações financeiras irregulares, fatos ocorridos ontem, mostraram que o vice-governador Felipe Camarão tem pendências importantes a resolver para se consolidar como pré-candidato do PT ao Palácio dos Leões. O presidente do PT cancelou a vinda ao Maranhão por conta da agenda dele com o presidente Lula da Silva, e segundo informação paralela, também motivado pela bomba vorcariana que explodiu ontem no colo do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), colocando em xeque a sua pré-candidatura a presidente da República. A CPI entrou em clima de tensão por conta de um embate travado pelo deputado Rodrigo Lago (PSB), aliado de Felipe Camarão, com o deputado Ricardo Arruda (MDB), adversário linha de frente do vice-governador.

O adiamento da vinda de Edinho Silva a São Luís não altera, a rigor, o que já está decidido pelo comando nacional do PT e avalizado pelo presidente Lula da Silva no que diz respeito à pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Estado, mas adia um movimento concreto no sentido de unir o partido em torno desse projeto. Essa vem sendo uma tarefa desafiadora para o dirigente petista, já que parte o braço maranhense do PT está dividido entre somar forças pelo candidato do partido e se alinhar ao governador Carlos brandão em apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB). A agenda de Edinho Silva no Maranhão terá como foco principal tentar encontrar uma fórmula quer tire o PT da órbita de Orleans brandão e reúna o partido em torno de Felipe Camarão, mas sem abrir uma crise com o governador Carlos Brandão.

A CPI instalada na Assembleia Legislativa para investigar denúncia do procurador geral de Justiça reeleito Danilo Castro, que o acusa de movimentação financeira atípica quando secretário de Educação, é uma dor de cabeça para o vice-governador Felipe Camarão. Ele tem dito estar sendo vítima de uma acusação injusta, armada para prejudica-lo politicamente, mas o fato é que ela existe e a base governista na Assembleia Legislativa decidiu passa-la a limpo. E ninguém duvida que, mesmo que a denúncia venha revelar-se inconsistente, o processo em si, que envolve depoimento do próprio vice-governador e de terceiros lhe cause profundos desgastes. Afinal, a CPI é dominada por adversários que parecem decididos a provocarem-lhe tais danos.

Procurador federal de carreira e dono de um currículo invejável no campo do Direito, o vice-governador Felipe Camarão certamente usará as armas jurídicas adequadas para se defender da acusação. O problema é que o jogo é político, com viés eleitoral, o que significa dizer que tudo o que lhe for favorável servirá para manter de pé o seu projeto de disputar o Governo do Estado. Por outro lado, a lógica indica que todas as situações que lhe forem desfavoráveis no curso da CPI poderão causar danos na sua imagem e no seu projeto políticos.

Fonte ligada ao vice-governador disse ontem à Coluna que, apesar da pressão que vem sofrendo por conta da situação partidária e em decorrência da CPI, o vice-governador está convicto quanto a manter o seu projeto de candidatura, e em relação à CPI. No primeiro caso, a turbinagem vem do apoio do comando nacional do PT e do aval do presidente Lula da Silva. E no caso da CPI, ele estaria preparado para desmontar a acusação na Comissão e na Justiça.

Claro está, portanto, que se quiser chegar a algum lugar, e não há dúvida de quer, o vice-governador Felipe Camarão deve se preparar para combates duros e decisivos.

PONTO & CONTRAPONTO

Escândalo da relação financeira entre Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro deixa bolsonaristas sem norte

Relação escandalosa de Flávio Bolsonaro
com Daniel Vorcaro por filme sobre Jair
Bolsonaro deixa bolsonaristas sem norte

A revelação bombástica de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou R$ 123 milhões com o chefão do Banco Master, Daniel Vorcaro, para bancar um filme sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) funcionou como uma poderosa ducha de água fria em bolsonaristas maranhenses que vinham apostando alto na candidatura do parlamentar à presidência da República e ficaram sem norte.

Para começar, ninguém do braço maranhense do PL se manifestou em defesa de Flávio Bolsonaro. Ao contrário, dois aliados do deputado federal Josimar de Maranhãozinho disseram que o escândalo pode tira-lo da corrida presidencial e garantir a reeleição do presidente Lula da Silva (PT).

No geral, a percepção no meio político é que o presidente Lula da Silva reforçou sua posição e passa a ganhar mais folga como favorito na corrida ao Palácio do Planalto. Isso porque, segundo essas avaliações, Flávio Bolsonaro dificilmente manterá competitividade, e se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro for lançada em substituição ao senador, dificilmente ganhará densidade para se tornar competitiva.

A esquerda comemorou a ligação pessoal e financeira de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, vendo no caso o espaço que faltava para fortalecer a posição do presidente Lula da Silva. De acordo com um petista de proa, esse fato, somado às medidas que o Governo vem tomando – isenção do IR para quem ganha até R$ 5,3 mil, a extinção da Taxa da Blusinha e a manutenção inalterada preço dos combustíveis, por exemplo, darão impulso decisivo na corrida do líder petista à reeleição.

Esmênia cria Secretaria da Mulher sem aumentar gastos

Esmênia Miranda exibe o Projeto de Lei que
cria a Secretaria Municipal da Mulher

A prefeita Esmênia Miranda (PSD) vem dando provas de que está atenta aos sentimentos da opinião pública. Uma demonstração clara dessa sintonia ganhou forma ontem com o anúncio de que ela extinguiu a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Metropolitano (Sedem) e criou a Secretaria Municipal da Mulher (Semu). A mudança foi encaminhada ontem à Câmara Municipal na forma de projeto de lei.

Dois aspectos chamam a atenção no mo0vimento da ´prefeita de São Luís. O primeiro foi a criação da Secretaria Municipal da Mulher, uma pasta que estava fazendo falta no quadro de secretarias de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes. Algumas vozes já vinham se manifestando sobre o assunto em tom crítico.

Com a Semu, a prefeita de São Luís poderá reunir na nova pasta uma série de programas relacionados à mulher espalhados por outros órgãos. Com isso, criará as condições para desenvolver uma política destinada à mulher.

O outro aspecto é que a prefeita Esmênia Miranda não criou mais uma secretaria. Para criar a Secretaria Municipal da Mulher, ela extinguiu a Secretarias de Desenvolvimento Metropolitano, cuja estrutura e o corpo funcional serão ajustados à nova pasta.

Ou seja, uma mudança sem custo.

São Luís, 14 de Maio de 2026.

Roseana, Pedro Lucas e Duarte Jr. ganham espaço e corrida ao Senado entra numa fase de indefinições

Roseana Sarney, Pedro Lucas Fernandes e Duarte Jr.
entram em cena na disputa pelo Senado, na qual
já estão Eliziane Gama, André Fufuca, Weverton
Rocha e Iracema Vale como nome alternativo
da situação, e Roberto Rocha na oposição

Movimentos, sussurros e especulações feitos nos últimos dias indicam que a corrida para as duas cadeiras do Maranhão no Senado pode sofrer mudanças radicais nas próximas semanas, com a entrada forte dos deputados federais Roseana Sarney (MDB), Pedro Lucas Fernandes (União) e Duarte Jr. (Avante) no tabuleiro das candidaturas, o mesmo acontecendo com a senadora Eliziane Gama (PT). Em sentido contrário, o senador Weverton Rocha (PDT) vem perdendo gás como nome preferido no grupo governista, enquanto o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) se move para manter e, se possível, ampliar o lastro que já construiu. Fora da relação de pré-candidatos, o nome da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), voltou a circular com força nessa seara. Todos esses movimento se dão em torno das pré-candidaturas de Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD) e Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, que ainda não têm chapas definidas para o Senado.

No entorno da pré-candidatura de Orleans Brandão, cujo centro das decisões está no Palácio dos Leões, havia o projeto de chapa senatorial formada por Weverton Rocha e André Fufuca. O próprio Orleans Brandão previu essa chapa em pelo menos três entrevistas. Só que de uns dias para cá, esse projeto começou a ser revisto com o intenso reaparecimento de Roseana Sarney e Pedro Lucas Fernandes no cenário. Ela seria uma reivindicação da cúpula nacional do MDB com o aval do ex-presidente José Sarney (MDB), e estaria motivada para encarar uma disputa desse porte. Quanto a Pedro Lucas Fernandes, lançado no ano passado pelo presidente do seu partido, Antônio Rueda, teria agora o aval do governador Carlos Brandão (sem partido). Tanto que, provocado sobre o assunto, o parlamentar tem dito que o seu futuro “está nas mãos” do governador. E no meio político surgiu a especulação de que o deputado federal Duarte Jr. poderá se lançar ao Senado, seja como integrante de uma chapa, seja com uma candidatura independente.

Em conversas reservadas, nomes graúdos da aliança governista admitem tais mudanças e são unânimes em prever que, caso Roseana Sarney ou Pedro Lucas Fernandes não emplaque, o nome certo para a vaga é Iracema Vale, que no momento só admite ser candidata à reeleição, embora esteja cotada para vice, mas sempre completando suas repostas com o prudente “Deus é quem sabe”.

O fato é que na seara governista o ambiente é de indefinição em relação a quem comporá a chapa de Orleans Brandão para o Senado. Antes apontado como “o cara” desse cenário, o senador Weverton Rocha vem perdendo terreno, já não sendo visto como imexível. Ao mesmo tempo, o ex-ministro André Fufuca, mesmo tendo montado um lastro político denso, não teve até agora o seu nome cravado como candidato incontestável do grupo governista a uma das vagas. Ele já foi “incluído” na chapa de Orleans Brandão, foi apontado como eventual integrante da chapa de Felipe Camarão, e até mesmo para a chapa de Eduardo Braide. Neste exato momento, sua posição é indefinida, mas com o projeto de pé.

A entrada de Felipe Camarão na corrida aos Leões, que deve ser oficializada nesta sexta-feira (15) em ato comandado em São Luís pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, certamente mexerá ainda mais no desenho da corrida ao Senado. Começa pelo fato de que a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição e apadrinhada pelo presidente Lula da Silva, tem lugar garantido na chapa. A outra vaga ainda será preenchida, com muitos rumores de que ela poderá ser ocupada pelo ex-ministro André Fufuca. Corre ainda nos bastidores a possibilidade de o PT lançar apenas um candidato e orientar o voto em Roseana Sarney, caso ela venha a ser candidata. E por aí vai…

Fora da seara das três candidaturas, o nome forte é o do ex-senador Roberto Rocha (Novo), que aparece bem nas pesquisas, mas corre o risco de ser tragado pelos descaminhos do seu candidato a governador, Lahesio Bonfim (Novo). Por seu turno, Hilton Gonçalo (Mobiliza) segue com sua campanha solitária, com a possibilidade remota de fazer uma aliança com Eduardo Braide.

Em resumo, a corrida às duas cadeiras no Senado pode vir a ser bem mais animada e imprevisível do que o enfrentamento para o Governo do Estado.

 Esse desenho é completado pelo ex-senador Roberto Rocha, que tem lastro denso, mas

PONTO & CONTRAPONTO

Lançamento de Camarão ao Governo definirá a situação do PT, mas é também risco para Lula

Imagem de Lula da Silva com Felipe Camarão
para ser usada na campanha

É grande, no meio político, a expectativa em relação ao ato por meio do qual o presidente nacional do PT, Edinho Silva, respaldado por uma Resolução da Executiva Nacional, lançará, oficialmente, nesta sexta-feira (15), a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado. O lançamento será respaldado por um vídeo em que o presidente Lula da Silva (PT) torce pela candidatura do vice-governador afirmando ser ele o melhor para o Maranhão.

A pré-candidatura de Felipe Camarão passa a impressão de que o presidente Lula da Silva e o comando nacional do PT resolveram jogar pesado e pagar para ver o desfecho de um cenário em que o ponto principal é a divisão do braço maranhense do partido, com uma banda apoiando o vice-governador, outra cerrando fileiras com Orleans Brandão (MDB), e uma terceira “em cima do muro”, pregando que Lula da Silva tenha dois palanques no Maranhão.

A decisão do PT de lançar Felipe Camarão envolve uma complicada teia situações políticas complicadas a serem resolvidas. Começa com o fato de ser uma espécie de “rompimento” político com governador Carlos Brandão, já que o partido não abraçou a pré-candidatura de Orleans Brandão, passa pela definição de candidatos ao Senado, inclui medidas para juntar as correntes em torno do vice-governador e, finalmente, criar uma situação em que os palanques de Felipe Camarão e Orleans Brandão peçam votos para a reeleição do presidente da República.

Há quem veja a iniciativa do PT como lógica, mas há também quem a veja como uma situação de risco para o presidente Lula da Silva no Maranhão. Os acontecimentos pós-lançamento darão as respostas.

Famem, MPE e TCE definem parâmetros para gastos de prefeituras com festas juninas

Roberto Costa (camisa branca) entre o procurador geral
do MP de Contas, Douglas Silva, o procurador geral
de Justiça, Danilo Castro, a corregedora geral do MP,
Fátima Travassos, e o presidente do TCE Daniel Brandão

O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, reuniu-se nesta terça-feira, 12, na sede da PGJ, com o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Roberto Costa, o presidente do Tribunal de Contas do Maranhão, Daniel Brandão, e o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Douglas Silva. Pelo MPMA, também participou a corregedora-geral, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro.

Acabou a farra da contratação milionárias de artistas para eventos como São João e Carnaval nos municípios maranhenses. Um grande acordo articulado pela Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Ministério Público (MPE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE) produziu uma resolução que institui limites de gastos nessa área. Os parâmetros serão definidos com base na capacidade financeira dos municípios e a regra básica é a de que os gastos não podem comprometer o funcionamento dos serviços essenciais das Prefeituras, como vinha acontecendo no estado.

Articulada pelo presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB), que colocou Prefeituras, TCE e MPE na mesma mesa e com a mesma preocupação, a medida tem como foco central afastar qualquer risco ao equilíbrio financeiro dos municípios, garantindo a transparência desses gastos, de modo que fique demonstrado que os serviços de educação, saúde, assistência social e infraestrutura não foram afetados. “Os municípios precisam desse controle. A Resolução vai permitir a realização de festas, mas a um custo compatível com as finanças de cada prefeitura”, disse Roberto Costa à Coluna.

Definida num diálogo franco e realista do presidente da Famem com o procurador geral de Justiça, Danilo Castro, e o presidente do TCE, Daniel Brandão, a Resolução, além de definir parâmetros para gastos com a contratação de artistas para as festas juninas e para o Carnaval, evitará de vez a ação de promotorias para coibir abusos nessas contratações, fazendo com que haja também exploração abusiva por parte de artistas.

Vale lembrar que é a primeira vez que a Famem sai do protecionismo puro e simples para colocar os municípios num ambiente de realismo saudável no que diz respeito a esses gastos.

São Luís, 13 de Maio de 2026.