São Luís: IPPI aponta Braide com 75,6%, Orleans com 11,4% e Camarão com 5,6%

Eduardo Braide lidera, Orleans Brandão
é segundo Felipe Camarão
é terceiro na Capital

Na data em que começa a contagem regressiva de 10 dias para as eleições, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) tem 75,6% das intenções de voto na corrida ao Governo do Estado em São Luís, seguido do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com 11,4%, e do do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5,6%. O ex-senador e ex-vice-prefeito Roberto Rocha (PRTB) parece com 1%, seguido por André Luís (Missão) com 0,8, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,7, Reginaldo Lima (PCB) com 0,3% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1% das intenções de voto. Indecisos somaram 2,8% e brancos e nulos 1,7%.

Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente sobre as tendências do eleitorado da Capital em relação disputa para governador.

Transformados em votos válidos – com a exclusão dos indecisos e nulos e brancos -, o percentual de intenções de votos para Eduardo Braide no alcança 79,2%, enquanto o de Orleans Brandão chega a 11,9% e o de Felipe Camarão a 5,9%. Os demais candidatos permanecem com os mesmos patamares, por serem muito baixos, e não são alterados com a exclusão de indecisos e nulos e brancos.

O levantamento, divulgado ontem em live comandada pelo titular do portal Café Quente, Rogério Cafeteira, reforça tendência favorável ao ex-prefeito Eduardo Braide na Capital, com a reafirmação da sua imagem de bom gestor. Esse cacife foi construído ao longo dos cinco anos em que comandou a máquina administrativa da Capital e realizou uma gestão diferenciada e cujo portfólio é largamente aprovado pela população ludovicense.

A posição do candidato Orleans Brandão chama a atenção pelo fato de ele representar a gestão do governador Carlos Brandão (MDB), que fez muitos investimentos em São Luís, nas áreas centrais e nos bairros, e tem o apoio político e eleitoral de pelo menos 25 dos 31 vereadores. O emedebista tem feito uma campanha intensa na cidade, contando com o reforço do governador Carlos Brandão, que tem ido para as ruas em animadas incursões por bairros, acompanhado de vereadores aliados.

A tendência favorável a Eduardo Braide foi desenhada em alguns levantamentos feitos antes de ele admitir renunciar ao cargo de prefeito ser candidato a governador. Em abril, quando confirmou a pré-candidatura e renunciou à Prefeitura, ele tinha 80% de aprovação e uma larga margem de intenções de voto para o Palácio dos Leões. Só que o ex-prefeito precisou se dedicar a uma maratona pelos quatro cantos do estado, para mostrar que, ao contrário do que diziam seus adversários, a sua ação política podia muito além do Estreito dos Mosquitos.

A cruzada de Eduardo Braide para visitar municípios abriu caminho para que Orleans Brandão tentar ocupar o máximo possível de espaço. Sua estratégia foi ser levado aos bairros por vereadores aliados e pelo vice-prefeito Edivaldo Jr. (MDB), acreditando que essa relação transformaria o apoio deles em votos. Nesse ambiente, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), aliada incondicional do ex-prefeito, e tem feito o contrapeso em favor do seu antecessor.

A importância da disputa entre os candidatos a governador em São Luís está o fato de que a diferença pode ter forte influência, podendo até mesmo ser determinante para o resultado geral da eleição. São Luís tem 750 mil eleitores, e se apurar 600 mil votos bons, pela tendência identificada pelo IPPI, Eduardo Braide poderá sair das urnas com 450 mil, o que lhe dará uma margem de pelo menos 350 mil votos para compensar perdas na seara municipal.

Daí a atenção e o esforço do governador Carlos Brandão para, se não virar o jogo em favor de Orleans Brandão, pelo menos diminuir a vantagem de Eduardo Braide. E o dado decisivo é que só faltam 10 dias para a corrida às urnas.   

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.000 eleitores em São Luís entre os dias 11 e 15 de setembro, tem margem de erro de 3.1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02079/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e segunda vaga é disputada por Fufuca, Eliziane e Lahesio

São Luís: Roseana Sarney lidera; André Fufuca,
Eliziane Gama e Lahesio disputam segunda
vaga, seguidos de Weverton Rocha, Cidônio
Gonçalves, Hilton Gonçalo, Raimundo
Moreira, Wilson Leite e Simplício Araújo

O quadro encontrado pela pesquisa IPPI/Café Quente no eleitorado de São Luís para as duas vagas no Senado indicam a situação que vem se consolidando nos diversos levantamentos feitos recentemente. De um lado, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) isolada, com 34% das intenções de voto, e de outro o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 24,5%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 24,4% e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 22,8% empatados tecnicamente dentro da margem de erro, e o senador Weverton Rocha (PDT) com 19,5%, empatado com o último, também dentro da margem de erro.

No mais, Cidônio Gonçalves (PL) aparece com 4,5%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 2,9%, e Wilson Leite (PSTU) com 2,3% tecnicamente empatados pela margem de erro, s Simplício Araújo (DC) com 1,7% das intenções de voto na Capital. Vale registrar que o candidato Enilton Rodrigues (PSOL), não pontuou.

A liderança de Roseana Sarney é explicada pelo grande prestígio que ele alcançou como governadora durante quase 14 anos, principalmente no campo cultural, com a revitalização do Centro Histórico e a conquista do título de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, mas também por obras de infraestrutura como a Via Expressa e a conclusão da Quarto Centenário e a valorização da cultura popular e o resgate do Carnaval.

Chama a atenção o empate rigoroso entre o ex-ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama, um indicador provável de que o eleitor da Capital enfrente a dificuldade de escolher entre dois candidatos que não apoiam a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado.

Por outro lado, chama a atenção a perda de prestígio do senador Weverton Rocha na Capital, que sempre foi o epicentro da sua ação política, correndo o risco de ser mais uma vez menos votado do que Lahesio Bonfim, que o deixou para trás na corrida ao Governo do estado em 2022.

A disputa pela segunda vaga será resolvida na reta final da corrida às urnas.

Para especialistas, recurso de Roberto Rocha ao TSE vai dar em nada e ele está fora da corrida aos Leões

Roberto Rocha

Se analisar o recurso com base nos argumentos técnicos que levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) a indeferir o registro da sua candidatura por unanimidade (7×0), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira, confirmará a decisão e catapultará o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) da disputa para o Governo do Estado.

É essa a opinião de três advogados com experiência as lides da Justiça Eleitoral ouvidos pela Coluna.

Na avaliação deles, que têm conhecimento do caso, a decisão do TRE-MA encontra-se absolutamente amparada nos fatos que embasaram ação do partido Novo, cuja alegação principal é a de que Roberto Rocha tinha duas filiações partidárias, uma no Novo e outra no PRTB. Diante dos argumentos e dos fundamentos que lastrearam a impugnação do registro de candidatura de Roberto Rocha aos Leões, esses observadores disseram não ter dúvida de que o TSE vai confirmar os 7×0 do TRE.

Roberto Rocha sabe que a situação da candidatura dele é dramática e que a realidade nua e crua é a de que ele encontra-se fora dessa disputa. Para ele, que certamente participará de outros embates eleitorais, é interessante permanecer sob os holofotes, ainda que sem direito a espaço na propaganda eleitoral e rifado dos eventos restritos a candidatos cujos partidos têm representações no Congresso Nacional.

A sua condição de sub judice lhe dá o direito de pedir votos e se apresentar como candidato a governador, mas na opinião dos advogados ouvidos pela Coluna, Roberto Rocha sabe que, pelo menos no que diz respeito a essa eleição, o destino do seu projeto de poder é o arquivo morto da Justiça Eleitoral.

São Luís, 24 de Setembro de 2026.

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