PSDB renasce em São Luís e entra no jogo do poder com a pré-candidatura de Paulo Victor à Prefeitura

Paulo Victor chega ao Batuque Brasil com Tasso Jereissati e outros líderes do PSDB

Praticamente desaparecido desde o final da década passada, o PSDB renasceu ontem em São Luís, e dando pistas de que o renascimento vai se alastrar Maranhão a fora. A volta ao cenário político maranhense se deu com a filiação do vereador Paulo Victor, presidente da Câmara Municipal e cujo projeto imediato é disputar a Prefeitura da Capital, e mais cinco vereadores, que devem formar a maior bancada partidária no parlamento ludovicense. Foi uma megafesta, no início da noite de ontem, na Batuque Brasil, animada por um grande contingente de apoiadores, aos quais se misturaram tucanos antigos e recentes, sob as vistas do senador Tasso Jereissati (CE), um dos mais importantes líderes do partido, e do chefe do tucanato maranhense, o ex-prefeito de Imperatriz e atual chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Sebastião Madeira, responsável pela grande articulação que está trazendo o PSDB de volta ao tabuleiro partidário estadual. O governador do Rio grande do Sul, Eduardo Leite, não pôde comparecer, mas mandou um vídeo saudando com entusiasmo os novos tucanos maranhenses. Também presentes líderes tucanos de diversos municípios.

O ato partidário de ontem teve dois aspectos muito claros. O primeiro foi uma baita demonstração de força política do vereador Paulo Victor, que ganhou um partido independente e aberto a alianças tanto à direita quanto à esquerda, o que lhe dá uma grande vantagem nas montagens para a corrida sucessória municipal. O segundo é que a festa tucana pode ser vista como o primeiro grande evento partidário visando as eleições municiais do ano que vem, uma vez que Paulo Victor é pré-candidato assumido à sucessão do prefeito Eduardo Braide (PSD), a quem pretende enfrentar nas urnas. No mais, a festa partidária realizada no Batuque Brasil funcionou como um anúncio geral de que o PSDB maranhense está de volta ao jogo político no Maranhão.

“Não tinha visto nada igual”, teria dito Tasso Jereissati diante do entusiasmo dos partidários de Paulo Victor na festa da Batuque Brasil. Alguns aspectos impactaram o líder tucano cearense. Um deles foi um telão mostrando 28 dois 31 vereadores, representando as mais diversas cores partidárias, de declarando apoio à candidatura do presidente da Câmara Municipal ao Palácio de la Ravardière. O outro foi que o PSDB ressurgiu quase das cinzas para se tornar, de uma hora para outra, um partido pronto, com pré-candidato a prefeito e com condições para lançar uma chapa forte à Câmara Municipal. Ou seja, renasceu com peso para pressionar o sólido favoritismo disparado do prefeito Eduardo Braide em busca da reeleição, segundo as pesquisas divulgadas até aqui.

A partir de agora, uma das desafiantes tarefas do novo líder do ninho dos tucanos em São Luís será remontar o lastro do PSDB em São Luís, desmontado durante a desastrosa gestão do então senador Roberto Rocha, que levou o ninho a quase desaparecer no território ludovicense e em todo o Maranhão. Um exemplo são os partidários do ex-governador João Castelo, que se afastaram do ninho após a morte do líder. Vários grupos menores de tucanos foram dispersados na Capital. Nessas investidas, o agora tucano Paulo Victor terá de ampliar ao máximo a sua estatura política e eleitoral, de modo a viabilizar a sua candidatura à Prefeitura de São Luís. Tem a clareza de que sem essas forças a sua caminhada rumo ao palácio de la Ravardière será muito mais difícil.

Mas o principal objetivo foi alcançado por Paulo Victor e pelo articulador-mor dessa operação, Sebastião Madeira, que atua com o discreto, mas efetivo, aval do governador Carlos Brandão, que nutre nítida simpatia pelo projeto de candidatura do presidente da Câmara Municipal de São Luís, e parece disposto a entrar na briga a seu favor. Portanto, se o vereador Paulo Victor souber mesmo atuar politicamente, como vem demonstrando, poderá chegar no ano que vem com força para entrar na disputa com o prefeito Eduardo Braide.

PONTO & CONTRAPONTO

Rubens Júnior se antecipa ao PT e declara apoio a Paulo Victor

Rubens Júnior: apoio ao
projeto de Paulo Victor

A filiação ao PSDB e a pré-candidatura do vereador Paulo Victor à Prefeitura de São Luís repercutiu na aliança partidária PSB/PCdoB/PT que dá sustentação ao Governo do Estado. O sintoma mais forte veio na declaração de ninguém menos que o deputado federal Rubens Júnior (PT) a favor do presidente da Câmara Municipal de São Luís

“Para fazer diferente e fazer melhor eu quero um cara como este, que veio de baixo. Para fazer diferente em São Luís, só temos um nome: Paulo Victor. Torço muito pela candidatura dele, e ele está no caminho certo”, declarou o parlamentar petista, deixando claro que, independentemente da posição que o seu partido vier a tomar na corrida sucessória na Capital, ele, como ator político, já estará posicionado.

A posição de Rubens Júnior pró-Paulo Victor já era conhecida, uma vez que nesta semana ele fizera um discurso destacando o caminho partidário do vereador e o seu projeto de candidatura à Prefeitura. Já naquela manifestação ele se posicionou declarando seu apoio ao projeto de poder do chefe do parlamento ludovicense. A manifestação de ontem foi apenas uma confirmação.

A declaração do deputado Rubens Júnior é um claro indicador de que a base governista não marchará unida em São Luís. Isso porque o PSB deve lançar o deputado federal Duarte Júnior. Com isso, o próprio PSB, o PCdoB e o PT se dividirão, ainda que formalmente posicionados.

Movimento de Paulo Victor repercute no entorno de Eduardo Braide

Eduardo Braide: agora não

A confirmação da pré-candidatura do vereador Paulo Victor (PSDB) à Prefeitura de São Luís colocou o entorno do prefeito Eduardo Braide em estado de alerta. Não pelo fato em si, mas principalmente pelo surpreendente número de vereadores que declararam apoio não seu projeto político. A expectativa é a de que a oposição ao prefeito no parlamento municipal, que já é forte, deve ficar muito mais pesada e intensa a partir de agora.

O prefeito Eduardo Braide sabe, porém, que pode sobreviver numa relação arisca e tumultuada com a Câmara Municipal, o que, aliás, vá vem acontecendo. Atualmente, ele tem conseguido aprovar projetos que tragam no bojo alguma polêmica ou controvérsia. E a solução é a mais tradicional: a negociação caso a caso, vereador a vereador.

Quanto à pré-candidatura do presidente Paulo Victor, uma fonte com trânsito no Palácio de la Ravardière disse à Coluna que o prefeito Eduardo Braide não vai pensar nisso agora.

São Luís, 05 de Agosto de 2023.

Com o PDT fragilizado, alguns perguntam por que Weverton não se candidata em SL

Weverton Rocha sairia do Olimpo senatorial para disputar votos em São Luís?

Em meio a uma movimentação partidária que começa a ganhar abrangência e intensidade visando as eleições municiais do ano que vem, como a volta por cima que o PSDB deve consumar hoje, num ato político de grande peso comandado pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor, pré-candidato declarado à Prefeitura de São Luís, uma pergunta está sendo feita nos bastidores da política ludovicense: Para onde irá o PDT? Terá o partido candidato próprio à sucessão do prefeito Eduardo Braide (PSD)? Negociará algum acordo com o prefeito Eduardo Braide, a quem apoiou no 2º turno em 2020, para apoiá-lo, como já foi especulado? Vai repetir a aliança com o União Brasil (ex-DEM), em torno da candidatura, que já está sendo definida, do deputado estadual Neto Evangelista? Ou sairá da zona oposicionista e voltará ao leito original reatando aliança com PSB, PCdoB e PT? Ninguém, nem mesmo seus vereadores, sabe o que está planejando o chefe maior do partido, senador Weverton Rocha, que tem a palavra final sobre as decisões maiores do PDT.

De uns dias para cá, várias têm sido as indagações sobre o que fará o PDT na corrida pela Prefeitura de São Luís. Essas interrogações fazem todo o sentido quando se reflete sobre o papel do PDT na vida ludovicense nos últimos 35 anos. Foi um período de domínio quase absoluto da agremiação brizolista em boa parte desse período, principalmente sob o comando de Jackson Lago, que governou a Capital por uma década, deixando nela marcas indeléveis – como a Praça Maria Aragão, por exemplo. Jackson Lago governou de 1989 a 1993, elegeu Conceição Andrade, com quem rompeu em seguida, se elegeu de novo em 1996 e se reelegeu em 2000, governando até meados de 2002, quando renunciou, entregando ao vice Tadeu Palácio, que se reelegeu em 2004 e cumpriu o mandato até 2008, quando o partido perdeu o poder para o PSDB de João Castelo, tendo voltado ao comando da Capital em 2016, agora com Edivaldo Holanda Jr., que se reelegeu perlo PDT. Em 2002, mesmo tendo um filiado na Prefeitura, o PDT refugou, negou suas origens e entregou o poder de bandeja para o deputado federal Eduardo Braide, que se elegeu pelo PMN, um partido que só existia no registro.

Hoje, sem um nome de peso para lançar como candidato a prefeito e fora da aliança política que comanda o Estado, o PDT de São Luís se resume a quatro vereadores, não sendo mais nem uma pálida imagem do partido que comandou a Capital por mais de 20 anos de 1989 para cá. E por mais que se tenha boa vontade na avaliação dessa trajetória, todos os caminhos para explicações terminam no senador Weverton Rocha, que foi ungido sucessor pelo próprio Jackson Lago, mas nem de longe conseguiu manter a estatura da agremiação. O PDT maranhense hoje é um pouco o retrato do PDT nacional sem Leonel Brizola e tendo à frente o quase folclórico Carlos Lupi, por enquanto ministro da Previdência: um partido que não avança e perde força a cada eleição.

Vários leitores já indagaram à Coluna o motivo pelo qual o senador Weverton Rocha, que nasceu e cresceu político militando na Capital, liderando a ativa Juventude Pedetista e depois a influente militância pedetista, não se candidata à Prefeitura de São Luís. A pergunta faz sentido, a começar pelo fato de que Weverton Rocha esnobou a Câmara Municipal da Capital, a Assembleia Legislativa e o Palácio de la Ravardière. Ele preferiu ser logo deputado federal, para chegar mais rápido ao seu objetivo maior, o Palácio dos Leões. Da Câmara Federal foi para o Senado em 2014 e tentou ser governador em 2022, tendo sido triturado nas urnas, havendo quem o veja com muitas dificuldades para renovar o mandato senatorial em 2026.

Há quem ache que, se decidisse se afastar um pouco do Olimpo senatorial e substituísse momentaneamente o Palácio dos Leões pelo Palácio de la Ravardière no seu projeto de poder, encarando a realidade da planície, o senador talvez devolvesse ao PDT um naco da sua estatura de antes.

PONTO & CONTRAPONTO

PSDB renasce hoje para medir força na sucessão na Capital

Anúncio do ato de filiação mostra Tasso Jereissati,
Eduardo Leite e Sebastião Madeira emoldurando
o vereador Paulo Victor

Tudo pronto para o mais anunciado ato de turbinagem partidária em tempos recentes no Maranhão: a filiação do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor, e mais pelo menos quatro vereadores, a começar por Marcial Arruda, já foi líder do Governo Braide. O evento ocorrerá na casa de shows Batuque Brasil, o que indica uma aposta alta na presença de muitos partidários dos vereadores que se converterão ao tucanato, que tem no secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, como seu maior exemplar.

Além de ressuscitar o PSDB em São Luís, o evento dará ao partido no mínimo cinco cadeiras na Câmara Municipal, onde até ontem não tinha nenhuma. Além disso, o PSDB refaz o ninho de São Luís se apresentando com um candidato à sucessão do prefeito Eduardo Braide, a quem fará oposição. Não é pouca coisa, se levado em conta o fato de que até aqui nenhum partido já apresentou um candidato definido.

A importância que o comando nacional está dando à ressurreição do PSDB pode ser medida por duas presenças: o senador Tasso Jereissati, uma das figuras mais importantes do tucanato nacional, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o mais destacado líder tucano da nova geração do partido fundado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O PSDB renasce no Maranhão cheio de gás.

Governo lança “Saúde para Todos”; Iracema vê “dia histórico”

Iracema Vale fala no lançamento do “Cuidar de Todos” liderado por Carlos
Brandão e Tiago Fernandes na presença de deputados estaduais

A Secretaria de Estado da Saúde lançou ontem o programa “Cuidar de Todos – Atenção Primária”, por meio do qual ações como as de prevenção à mortalidade infantil e materna, AVC, diabetes, infartos e de acidentes de trânsito serão mais eficazes. O lançamento ocorreu no Hotel Blue Tree Towers, liderado pelo governador Carlos Brandão (PSB) e pelo secretário de Saúde, Tiago Fernandes, e na presença da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB) e de pelo menos uma dezena de deputados estaduais, entre eles Carlos Lula (PSB), ex-secretário de Saúde, e Roberto Costa (MDB).

Com a experiência de quem foi duas vezes prefeita no interior, conhecedora de problemas que afetam a saúde da população, a chefe do Poder Legislativo Iracema Vale classificou o dia de ontem de “histórico”, uma vez que o programa “Cuidar de Todos – Atenção Primária “assegura a implantação do maior projeto de fortalecimento da atenção primária já criado no Estado e que tem todo o apoio do Parlamento Estadual”.

 Ao discursar no encerramento, o governador Carlos Brandão endossou as palavras da deputada Iracema Vale e completou:  “O projeto vai fortalecer a atenção primária à saúde para a evolução da garantia e a ampliação do acesso aos cuidados em saúde, além de promover a melhoria dos resultados dos indicadores do setor e do enfrentamento dos problemas que mais causam o adoecimento e óbito da população maranhense.

Estiveram presentes, ainda, os deputados estaduais Ariston Pereira (PSB), Antônio Pereira (PSB), Ricardo Rios (PCdoB), Janaína Ramos (Republicanos), Solange Almeida (PL), Carlos Lula (PSB), Viviane Silva (PDT), Daniella Gidão (PSB), e Francisco Nagib (PSB) e o presidente da Famem, Ivo Rezende, prefeito de São Mateus.

São Luís, 04 de Agosto de 2023.

TSE sepulta tentativa de Roseana fazer com Dino o que fez com Jackson Lago

Roseana Sarney tentou inviabilizar reeleição de Flávio Dino
acusando-o de abuso por haver nomeado capelães

Caiu ontem no plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a última e mal lastreada tentativa da ex-governadora – hoje deputada federal – Roseana Sarney (MDB) de reverter a reeleição do então governador Flávio Dino (PCdoB) e do seu vice Carlos Brandão, no 1º turno, em 2018. A ação, na qual a coligação liderada pela ex-governadora, que saiu das urnas marcada por uma dura derrota, acusava o então governador e candidato à reeleição de “abuso de poder político, abuso de poder econômico e conduta vedada a agente público na campanha eleitoral”.  E o motivo de tais acusações foi a nomeação, pelo então governador Flávio Dino, de religiosos para cargo comissionado de capelães da Polícia Militar, sem concurso.

Havia um questionamento judicial sobre os atos do governador, mas aquela ação não prosperou, uma vez que a Justiça reconheceu a legalidade das nomeações. Quando a ação da coligação de Roseana Sarney foi protocolada na Justiça Eleitoral, o seu objeto já não tinha mais sentido. No julgamento de ontem no TSE a rejeição do recurso contra a chapa Flávio Dino-Carlos Brandão foi unânime.

A ação com o objetivo de mandar pelos ares a chapa Dino-Brandão nas eleições de 2018 foi uma tentativa quase descabida de sufocar o poder de fogo eleitoral do então governador Flávio Dino, apontado em todas as pesquisas como franco-favorito na corrida ao Palácio dos Leões. Sua situação era tão confortável que as previsões, que resultaram confirmadas, foi a de reeleição em turno único. Seu principal adversário, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) não tinha qualquer chance no embate eleitoral direto, estando muitos pontos atrás do líder. Os outros candidatos mais destacados, o então senador Roberto Rocha e a então o ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, reconheceram a derrota, uma vez que sabiam não ser possível para eles reverter aquele cenário de favoritismo do governador e seu vice.  

Sem votos para voltar ao poder, Roseana Sarney e seu staf tentaram uma saída no “tapetão”, como fizeram com o então governador Jackson Lago (PDT) em 2009, revertendo a derrota sofrida em na histórica eleição de 2006. Só que, ao contrário do que aconteceu com Jackson Lago, que deixou algumas brechas que deram margem para o questionamento da eleição, com Flávio Dino foi diferente: nada havia de errado no seu Governo, que foi marcado pela transparência, nada havendo de errado também na sua campanha. Surgiu então a ideia de acusa-lo de abuso de poder por meio da nomeação de capelães para a PM, a partir de ataques feitos pela bancada sarneysistas na Assembleia legislativa, então capitaneada pelo depurado César Pires (PSD).

Os cargos de capelão da PM foram criados dentro das regras pela Assembleia Legislativa. Pela norma, são cargos comissionados, que não exigem concurso público para o seu preenchimento. A única exigência prevista é a formação religiosa do candidato, podendo ser padre, pastor, “ministro”, etc. Os operadores de Roseana Sarney cometeram erros primários nessa ação, sendo o principal deles a afirmação de que cargo comissionado tem de ser preenchido por concurso.

No ano passado, “por falta de provas”, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) rejeitou, por improcedência, as duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) propostas pelos partidos liderados por Roseana Sarney. Foi contra essa decisão que a chapa adversária recorreu ao TSE. Ontem, a maioria do pleno do TSE seguiu o entendimento do ministro-relator André Ramos Tavares, para quem os autores da ação não conseguiram demonstrar a finalidade “supostamente eleitoreira” na contratação de capelães. O ministro afirmou que não ficou demonstrada “uma eventual anormalidade nas relações contratuais”. André Ramos acrescentou afirmando ter havido um quadro “despido de um mínimo de robustez quanto às condutas questionadas”. Meses depois, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, defendeu a rejeição do recurso contra Flávio Dino e Carlos Brandão: “A nomeação de capelães sem prévio concurso público, pelo que se deduz dos autos, é prática adotada no Maranhão desde 2004. Pelo que se percebe dos autos também, os nomeados atendiam aos requisitos legais”.

E terminou assim, com uma pancada judicial inclemente, a tentativa da então ex-governadora Roseana Sarney de fazer com Flávio Dino o que fez com Jackson Lago.

(Em Tempo: comentário escrito com base em informações de O Globo)

PONTO & CONTRAPONTO

Deputados destacam combate à violência no Maranhão

Eric Costa, Rildo Amaral e Leandro Bello elogiam
ações na segurança pública

Em meio à zum-zum em parte da blogosfera sobre uma suposta crise na Segurança Pública do Maranhão, três deputados – Eric Costa (PSD), Rildo Amaral (PP) e Leandro Bello (Podemos) – ocuparam ontem a tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão de reabertura, para destacar ganhos no combate à violência no Maranhão.

Com a autoridade de ex-prefeito de Barra do Corda, portanto com conhecimento de causa numa vasta região do Maranhão na qual a segurança pública sempre foi precária, o deputado Eric Costa mostrou ontem dados que informam a queda de 6,5% nas taxas de homicídios intencionais no Maranhão. Ele chamou a atenção para o tato de que no Nordeste, essa queda foi de 4,5%, e no Brasil de apenas 2,5%. Mas alertou que, apesar dos avanços, a situação continua preocupante e carente de investimentos.

Por sua vez, o deputado Rildo Amaral, que atua no momento como pré-candidato à Prefeitura de Imperatriz, a segunda maior e mais importante cidade do Maranhão, parabenizou o Governo do Estado por ações na área de segurança pública na Princesa do Tocantins município de Imperatriz, que no fim de semana registrou nada menos que seis assassinatos, a maioria causada por guerra de facções criminosas.

O deputado Leandro Bello festejou o fasto de sua cidade, Timon, a terceira mai9or do maranhão, viver um período de 35 dias sem registrar um só assassinato. Ele atribuiu o bom momento ao trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado na párea de segurança pública no município. “Os números eram horríveis, registrando em torno de dois, três, quatro homicídios por semana. Agora, alcançamos a marca de 35 dias sem homicídios. Isto é a demonstração de que a segurança vem melhorando. Eu tenho certeza de que esse ritmo vai continuar”, disse o deputado Leandro Bello.

Mical Damasceno canta louvor em tom dramático na tribuna da Assembleia Legislativa

Mical Damasceno em um das suas
apresentações na tribuna da AL

A deputada Mical Damasceno (PSD) deu ontem mais um show na tribuna da Assembleia Legislativa. Diante de um plenário lotado de colegas e assessores durante a sessão de reabertura dos trabalhos da Casa, a parlamentar, evangélica roxa e bolsonarista idem, não perdeu a oportunidade, e em vez de um discurso saudando o retorno das atividades legislativas, ela usou sua voz forte na interpretação de um “louvor”. Mas o que poderia ser um canto de alegria, festejando a volta ao trabalho, o que se ouviu foi um canto triste, uma manifestação de agradecimento ao Cristo por tê-la salvado. A interpretação dramática chamou a atenção de deputados e jornalistas, que perceberam um tom quase sombrio no canto da parlamentar.

Mesmo sem muita vocação para o canto, a deputada Mical Damasceno já fez interpretações serenas, animadas e engraçadas, mas a de ontem fugiu à regra pelo tom estranho que ela usou na interpretação.

São Luís, 02 de Agosto de 2023.

Déficit financeiro do Governo e disputa nos municípios vão pautar os deputados estaduais

Pela ordem: Iracema Vale. Arnaldo Melo, Othelino Neto (substituído por Zé Inácio), Carlos Lula, Fabiana Vilar, Francisco Nagib, Antônio. Daniela Gidão, Florêncio neto, Claudia Coutinho, Glalbert Cutrim, ??? Filho, Yglésio Moises, Roberto Rocha, Mical Damasceno, Rafael Sousa, Rodrigo Lago, Neto Evangelista, Abigail Teles (substituída por Pará Figueiredo), Hemetério Weba, Andreia Rezende, Aloísio Santos, Rildo Amaral, Edna Silva, Ariston Pereira, Claudio Cunha, Viviane Silva, Davi Brandão, Ana do Gás, Fernando Braide, Janaína Ramos, Júlio Mendonça, Júnior Cascaria, Júnior França, Ricardo Rios, Rios, Wellington do Curso, Ricardo Arruda, Solange Almeida, Leandro Bello, Marreca Eric Sousa e Guilherme Paz estarão na guerra eleitoral nos municípios

Depois de uma folga de duas semanas, os 42 deputados estaduais do Maranhão, sob a presidência da deputada Iracema Vale (PSB),  retornam hoje ao trabalho preocupados, de um lado, com a informação segundo a qual o Governo do Estado está enfrentando um déficit de arrecadação que já alcançou R$ 350 milhões, foi domado e hoje está no patamar de R$ 250 milhões, mas também estarão atentos aos movimentos políticos e partidários que desaguarão nas eleições municipais do ano que vem, que mobilizarão todos eles, sem exceção. Ainda preocupante, o impacto do déficit financeiro tende a perder força com as medidas de contenção tomadas pelo governador Carlos Brandão (PSB), mas será alvo da atenção das lideranças partidárias. Já a contagem regressiva para a montagem das forças que se baterão nas eleições para prefeito e vereador, marcadas para daqui a 14 meses, será o grande mote político da Assembleia Legislativa, onde alguns confrontos municipais devem ganhar corpo no plenário ao longo dos próximos meses.

A iniciativa do governador Carlos Brandão de acionar o secretário de Monitoramento das Ações Governamentais, Alberto Bastos, para revelar a existência do déficit, causado pela queda de arrecadação, essa resultante das decisões legislativas do Congresso Nacional em 2022, como a redução do valor das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, por exemplo, foi decisiva para evitar um debate ácido sobre o assunto no plenário do parlamento estadual. Já em relação às montagens para as eleições, não há medida de contenção, porque a raiz dos confrontos está nas bases eleitorais, onde o alcance do Palácio dos Leões é limitado.

A corrida à Prefeitura de São Luís envolve diretamente cinco deputados estaduais. O deputado Carlos Lula (PSB) atua na perspectiva de vir a ser candidato a prefeito, mas como o seu partido tem o deputado federal Duarte Jr. bem posicionado, seu caminho natural será entrar de cabeça na briga apoiando o colega de legenda. O deputado Neto Evangelista (UB) aposta no apoio de parte das forças governistas e do grupo por inteiro se chegar ao 2º turno. Já o deputado Wellington do Curso (PSC) manterá sua rotina de ser candidato para sobreviver em 2026. E o deputado Yglésio Moises (PSB) deve lançar sua candidatura. Finalmente, o deputado Fernando Braide (PSD), que atua forte na defesa e no apoio ao o prefeito Eduardo Braide (PSD), seu irmão e líder político. Um bom desempenho eleitoral em São Luís passa também pelo deputado Roberto Costa (MDB), que tem base sólida na Capital.

O plenário do parlamento estadual deve registrar embates duros sobre a sucessão em Balsas, onde em campos opostos estão as deputadas Viviane Silva (PDT), mulher do prefeito Eric Silva (PDT), tendo como contrapeso a deputada Andreia Rezende (PSB), que atuam em campos opostos.

Em Caxias, ao contrário, as deputadas Daniela Gidão (PSB) e Cláudia Coutinho (PDT), que atuam em campos adversários, caminham para consolidar a aliança que juntará os seus respectivos grupos Gentil, liderado pelo prefeito Fábio Gentil (Republicanos), e Coutinho, comandado pela ex-deputada Cleide Coutinho. Em Timon, o deputado Rafael Sousa (PSB) vai enfrentar a prefeita Dinair Veloso (PDT) e deve ter o apoio do deputado Leandro Bello (Podemos).

Ainda não está definido, mas em Bacabal a tendência é a de um grande confronto entre os deputados Florêncio Neto, que já foi vice-prefeito, e Davi Brandão, filho do atual prefeito Edvan Brandão, que tem p deputado Roberto Costa como aliado. Pode ser que haja um grande acordo, mas a tendência é o confronto direto, sem rodeio. Se não houver um acordo reunindo os três deputados de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que pé franco favorito, poderá ter o apoio do deputado Antônio Pereira e a oposição de deputada Janaína Ramos (Republicanos), que deve entrar na briga em defesa do marido, o prefeito Assis Ramos, que certamente será o grande alvo dos candidatos à sua sucessão, a começar por Rildo Amaral.

Outros embates e outras alianças serão desenhados ao longo do novo semestre.

PONTO & CONTRAPONTO

Homenagem a Marielle Franco foi marcada por simbolismo de matriz africana

Carlos Brandão e Anielle Franco entre Ângela Salazar (exceção, mas elegante) e Iracema
Vale: roupas com padronagens africanas

A inauguração, ontem, da Área de Vivência Marielle Franco, no Centro Estadual de Referência da Mulher Negra Ana Silva Cantanhede, com a presença do governador Carlos Brandão e a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, foi marcada por forte simbolismo. Primeiro pelo que representa a organização em si na luta contra o racismo, e depois pela presença da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB), e a desembargadora Ângela Salazar, que tem presença forte no combate a toda e qualquer forma de preconceito, a começar pelo racial.

O simbolismo de natureza política foi reforçado por discurso contundente expressado nas vestes dos protagonistas do ato. O governador chamou a atenção por usar uma camisa azul de padronagem fortemente identificada com as vestes africanas. A ministra Anielle Franco, já conhecida pelos padrões africanos que usa, manteve a performance com casaco com padronagem no mesmo estilo. E também a deputada Iracema Vale envergou um vestido longo azul com desenhos em amarelo lembrando fortemente padrões africanos.

Representando o Poder Judiciário, a desembargadora Ângela Salazar, que é negra, não usou motivos africanos, mas exibiu elegância e dignidade com o vestido branco coberto por um casaco quadriculado em preto e branco, inteiramente adequado à sua postura de magistrada.

Essa pompa com motivos africanos marcou o fortalecimento do Centro Estadual de Referência da Mulher Negra, que objetiva oferecer um espaço seguro e acolhedor às mulheres negras vítimas de racismo, discriminação de gênero e violência estrutural e religiosa. O governador Carlos Brandão assinalou que o espaço é o primeiro do Nordeste criado com essa finalidade, e que a iniciativa é um exemplo para todo o país. 

A deputada Iracema Vale afirmou que o parlamento estadual está irmanado para o fortalecimento de uma pauta tão importante como a luta e a educação antirracistas: “Para nós da Assembleia essa é uma bandeira de luta, pois fazemos política para o povo do Maranhão, que tem uma comunidade negra muito forte e é a nossa descendência”.

 A ministra Anielle Franco disse que o Centro Estadual de Referência da Mulher Negra é um exemplo concreto do que são políticas públicas voltadas para as mulheres negras e a população preta em geral. “A inauguração desse espaço é um marco e esperamos que iniciativas como esta sejam replicadas em mais estados”, disse a ministra.

Câmara de SL só reabre na segunda (07), tendo o PSDB como o partido mais forte

Câmara de São Luís retoma na segunda (07) com novo desenho partidário no plenário

O presidente da Câmara de São Luís, vereador Paulo Victor, decidiu retomar as atividades legislativas na próxima segunda-feira (07). Quer inaugurar naquela data a nova composição partidária do parlamento municipal, na qual o PSDB, o seu partido, que não existia na Casa, deverá ter a maior bancada, ou seja, cinco vereadores.

Se não houver nenhum atropelo, no próximo sábado, os vereadores Paulo Victor, Otávio Soeiro e Marcial Arruda, que saem do Podemos, Álvaro Pires, que se desliga do PMN, Silvana Noely, que sai do Mais Brasil, e Umbelino Júnior, havia tempos sem partido, assinarão ficha de filiação no PSDB, tornando-o o partido como a maior bancada no legislativo municipal. E para que se tenha ideia da importância do ato de filiação, prestigiarão o evento o senador Tasso Jereissati, presidente nacional do partido, e o governador gaúcho Eduardo Leite, hoje a mais visível e importante estrela do PSDB.

Ao retomar os trabalhos da Câmara Municipal, o presidente Paulo Victor está também à frente da maior bancada da Casa, que terá sua liderança.

São Luís, 01 de Agosto de 2023.

Desfecho da guerra pela Prefeitura de São Luís vai depender da união de Brandão e Dino

Carlos Brandão e Flávio Dino alinhados podem ter
influência decisiva na disputa em São Luís

Somado e espremido tudo o que foi dito até aqui sobre a corrida eleitoral do ano que vem em São Luís, sobrou uma verdade, que poucos ainda enxergam, mas que será decisiva: o desfecho da disputa pela Prefeitura da Capital vai depender da união ou da dispersão das forças partidárias ligadas ao Palácio dos Leões, mas que estão divididas, com uma banda seguindo o governador Carlos Brandão (PSB) e outra alinhada ao ministro Flávio Dino (PSB), da Justiça e Segurança Pública. Até aqui, salvo declarações soltas minimizando o processo de divisão em curso, nenhuma manifestação clara e consistente sobre esse cenário foi dada por um dos líderes. A 17 meses das eleições municipais, salvo o movimento de rolo-compressor do projeto de candidatura do vereador-presidente Paulo Victor (quase no PSDB) e a obstinada pré-campanha do deputado federal Duarte Jr. (PSB), nada existe de concreto na base governista em relação a essa disputa crucial, a não ser os persistentes, mas ainda pouco convincentes, rumores da construção de um fosso separando Carlos Brandão de Flávio Dino.

A manifestação mais recente do governador Carlos Brandão foi a de que até dezembro ele não vai tratar de eleição, dedicando todas as suas energias à gestão do Estado, mas com o cuidado de elogiar os esforços de Paulo Victor e Duarte Jr. para viabilizarem seus projetos de candidatura. A declaração do governador funcionou como uma espécie de senha para os dois pré-candidatos prosseguirem nos seus movimentos, usando todos meios ao seu alcance. E com os dois determinados a passar uma temporada no Palácio de la Ravardière, cada um a seu modo avança na busca de apoio para enfrentar o grande e desafiador obstáculo: o prefeito Eduardo Braide (PSD) e seu projeto de reeleição.

Por razões diversas, algumas delas justificáveis, outras nem tanto, o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino não emitiram até agora um único sinal de que vão juntar as forças e coloca-las em marcha em São Luís sob um único discurso. Ao contrário, o que está acontecendo é a dispersão dessas forças, com Paulo Victor caminhando numa direção e Duarte Jr. noutra, enquanto outros braços políticos do Palácio dos Leões abrem novas frentes. É o caso do empresário Marcus Brandão, que se juntou ao MDB, cujo presidente municipal, deputado federal Cleber Verde, declarou, de alto e bom som, que vai levar o braço ludovicense do partido para a base de apoio do prefeito Eduardo Braide. E o fato é que ninguém sabe ainda qual será a estratégia do grupo governista para a disputar a Prefeitura de São Luís, que tem peso importante no rateio eleitoral maranhense.

A grande pergunta que se faz no meio político é a seguinte: o PSB, hoje o maior partido do Maranhão, vai marchar unido para as urnas em São Luís? O governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino conseguirão articular a unidade partidária necessária para reunir força e levar o grupo ao comendo político e administro da Capital? Conseguirão eles chegar a um entendimento que mobilize as duas correntes em torno de um candidato, ainda que não seja ele filiado ao PSB? Pelo menos até aqui, esse projeto parece ser viável, desde que os líderes sentem à mesa, conversem sem reservas ou limitações e batam martelo em torno de um candidato.

Não há informação de que os dois líderes do PSB já tenham conversado sobre como o partido vai se posicionar em relação à sucessão na Capital. O argumento é que ainda está longe e que isso só ocorrerá no início do ano que vem. Acontece que o processo já foi deflagrado, as cartas já estão sendo colocadas na mesa de maneira avulsa e os interessados na disputa já ocupam espaços dos quais não aceitarão ser removidos. Enquanto isso, o prefeito Eduardo Braide usa a inteligência política para fortalecer sua posição de favorito sem entrar num desgastante embate antes da hora.

PONTO & CONTRAPONTO

Déficit milionário leva Governo do Estado a fazer ajustes nos seus gastos

Alberto Bastos explicou em post o déficit que vem impactando a saúde financeira do Governo

Fechado o ciclo junino, que segundo todas as informações foi muito bem sucedido, o governador Carlos Brandão deve, como ele próprio anunciou semana passada, concentrar seus esforços na gestão do Governo. E pelo que tem sido divulgado, seu foco maior será a saúde financeira do Estado, que segundo o seu secretário de Monitoramento das Ações Governamentais, Alberto Bastos, anda fortemente abalada por um déficit nada desprezível de mais de R$ 300 milhões.

Num post que surpreendeu muita gente, o secretário Alberto Bastos escreveu, entre outras coisas, o seguinte: “O estado tinha uma arrecadação de R$ 1,3 bilhão mensais. Alterações legislativas no âmbito federal impactaram diretamente e caiu para R$ 950 milhões. Algumas medidas foram adotadas pelo Governo do Estado e hoje a arrecadação fica em torno de R$ 1,050 bilhão mensais; a gente já tem um déficit aí de R$ 250 milhões”.

Entre outros desdobramentos, o déficit financeiro do Governo obrigou o governador Carlos Brandão a tomar uma decisão incômoda: suspender a antecipação de salários dos servidores, adiando o início do pagamento para 1º de agosto, o que causou a reação de grupos de funcionários em redes sociais. Outro desdobramento foi a suspensão de uma parcela de uma dívida com bancos, no valor de R$ 276 milhões. O secretário Alberto Bastos também avisou que haverá ajustes nos gastos, o que implicará em corte em alguns setores.

Causados por “fatores externos”, principalmente “decisões legislativas federais”, o déficit financeiro do Governo pode ser apenas um dissabor momentâneo, resolvido com medidas acertadas de controle e ajuste. O assunto está na mesa do governador Carlos Brandão, que tem o desafio de reverter o déficit.

André Fufuca entra em contagem regressiva para se tornar ministro

André Fufuca: dias de expectativa
e semana decisiva sobre futuro

A semana que começa pode ser decisiva para o deputado federal André Fufuca. Por indicação do PP, seu partido, ele poderá ser confirmado para uma vaga no ministério, numa pasta que já estaria definida, mas que só será anunciada quando as articulações forem concluídas com a batida de martelo do presidente Lula da Silva (PT).

Informações que circulam nos bastidores partidários dão conta que o presidente Lula da Silva já decidiu que o deputado André Fufuca será ministro. Especulou-se inicialmente que ele poderia assumir o Ministério dos Esportes, mas ele próprio esclarecem que isso não tem fundamento. Agora, o que ganha força é a informação segundo a qual o parlamentar maranhense poderá assumir uma pasta relacionada com desenvolvimento regional.

O fato é que o deputado André Fufuca, que lidera a bancada do PP na Câmara Federal, está se preparando, sem açodamento, para se afastar desse posto para ocupar um gabinete de peso na Esplanada dos Ministérios.

São Luís, 30 de Julho de 2023.

O Globo e Veja ferem regras básicas do Jornalismo em matérias sobre política maranhense

Carlos Brandão, Flávio Dino e André Fufuca alcançados por matérias mal apuradas de O Globo e Veja

Expoentes da chamada Grande Imprensa, que dão as cartas e ditam as regras no noticiário nacional, começam a dar a impressão de que estão relaxando o princípio mais importante e sagrado do Jornalismo: o rigor na apuração dos fatos. Nos últimos dias, dois ícones da imprensa nacional o jornal fluminense O Globo e a revista paulista Veja divulgaram matérias sobre o cenário político do Maranhão, que devem ter feito seus respectivos fundadores, Roberto Marinho e Victor Civita, a se mexerem nos seus caixões. A primeira matéria foi publicada na edição de segunda-feira (22) de O Globo, dando conta de um suposto afastamento do governador Carlos Brandão (PSB) do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública). A segunda veio à tona na edição de Veja que começou a circular ontem, relatando que a população de Alto Alegre do Pindaré está mergulhada em expectativa porque “o filho do prefeito Fufuca Dantas” vai ser ministro do Governo Lula da Silva (PT). Os dois registros jornalísticos poderão muito bem ser usados em cursos de Comunicação como exemplo de como “não se deve fazer jornalismo”.

A matéria de O Globo é claramente inconsistente, à medida que faz afirmações sem qualquer fato que lhes dê lastro e as tornem confiáveis. Afirma, por exemplo, que o governador Carlos Brandão vem “acumulando atritos” com o ministro Flávio Dino. Nenhum veículo de comunicação do Maranhão ou de fora registrou até agora um só atrito comprovado entre o governador e o ministro. E especula que o governador está se afastando do ministro para se aproximar da família Sarney. Papo furado. Carlos Brandão tem origem no sarneysismo, e mesmo antes de assumir o Governo, em abril de 2022, já vinha articulando para ter o MDB na sua base, estreitando essa relação, de modo a evitar que parte das forças emedebistas declarassem apoio ao candidato do PDT ao Governo, senador Weverton Rocha.

A (re)aproximação do governador Carlos Brandão com a família Sarney nada tem a ver com o suposto e não comprovado afastamento dele em relação ao ministro Flávio Dino. E as eventuais diferenças de visão em relação a Governo e outros itens são absolutamente normais num grupo com esse poder de fogo. É fato que existem diferenças, mas não há nenhum sinal efetivo de que o atual chefe do Executivo venha a se afastar do ministro. Não faz sentido, pelo menos por enquanto. E para completar, o jornalista Bernardo Mello não ouviu os dois protagonistas.

Sob o título de “Mau papai, meu garoto”, a matéria de Veja, publicada ontem, chega a ser patética. Nela, a jornalista Marcella Mattos tenta reduzir a estatura política do deputado federal André Fufuca (PP), apresentando-o apenas como “o filho do prefeito” Fufuca Dantas que vai ser ministro, não lhe atribuindo qualquer mérito político. Não registra que “o jovem deputado federal”, de 33 anos, é um médico que já foi deputado estadual e está no terceiro mandato de deputado federal. Ignora que André Fufuca já presidiu a CPI da Prótese, foi 1º vice-presidente da Câmara Federal, tendo assumiu a presidência por dois meses no mandato passado, e que é vice-presidente nacional do PP, posição que lhe permitiu assumir a presidência do partido por vários meses, e que atualmente é líder da bancada do PP, o que lhe assegura interlocução direta com o presidente Lula da Silva e seus operadores.

E mais: o deputado André Fufuca não está cotado para o ministério pela pura e simples vontade do presidente da Câmara Federal Arthur Lira (PP) ou de qualquer outro medalhão da política nacional. Ele mergulhou fundo nas reentrâncias da política em Brasília, construiu seu espaço, tornou-se parte influente do comando do PP e integra o chamado “alto clero” do grupo partidário conhecido como Centrão. Está no jogo porque aprendeu a jogar.

As duas matérias, que por seus defeitos não podem ser classificadas como reportagens, dizem muito da profunda crise por que está passando o Jornalismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Palácio dos Leões já tem posição definida em Imperatriz e Caxias

Rildo Amaral e Gentil Neto devem ter o apoio
da cúpula governista às suas candidaturas

O anúncio só deve ser feito no ano que vem, mas o Palácio dos Leões já teria batido martelo em relação à corrida sucessória em municípios de grande porte: Imperatriz e Caxias.

Em Imperatriz, depois de muita avaliação, o comando governista definido formar uma frente em torno da candidatura do deputado estadual Rildo Amaral (PP), que tem o apoio do ex-deputado estadual Marco Aurélio (PSB). Como é sabido, Rildo Amaral vem liderando com folga as pesquisas de opinião.

Em Caxias, o acordo a ser apoiado pela cúpula governista deve ser firmado pelo prefeito Fábio Gentil (Republicanos) e a ex-deputada Cleide Coutinho (PDT) em torno de Gentil Neto (Republicanos), atual secretário de Infraestrutura. Pesquisas já realizadas ali indicam que a maioria do eleitorado avaliza a aliança e a candidatura de Gentil Neto.   

Verde mantém projeto de levar o MDB a apoiar o projeto de reeleição de Braide

Eduardo Braide: apoio do MDB

O deputado federal Cléber Verde não reviu sua posição de levar o MDB de São Luís a apoiar o projeto de reeleição do prefeito Eduardo Braide (PSD). Ele manifestou essa posição há dois meses, quando se filiou ao partido, provocando, naquele momento, uma reação de desacordo por parte da cúpula emedebista.

Na verdade, a reação dos chefes a do MDB não foi para informar que o partido não apoiará o prefeito, mas apenas de cautela, por considerar que ainda está cedo para definições nesse sentido.

Cléber Verde fez de conta que aceitou a suave reprimenda, evitou novas declarações de reforço, mas não mudou um naco da sua posição de apoiar o prefeito na corrida à reeleição. Ao contrário, tem conversado com aliados dentro e fora do MDB, defendendo o apoio a Eduardo Braide.

Segundo uma fonte com trânsito livre junto ao presidente do MDB ludovicense, o projeto do deputado Cleber Verde é viabilizar com Eduardo Braide uma aliança na qual o MDB indique o candidato a vice.

Faz sentido.

São Luís, 29 de Julho de 2023.

Renascimento do PSDB sob comando de Paulo Victor pode mudar cenário da disputa em São Luís

Propaganda do ato de filiação ao PSDB mostra que
o projeto é dar-lhe uma dimensão política maior

Se tudo se confirmar como está alinhavado, o PSDB renascerá das cinzas se tornará o maior partido da Câmara Municipal de São Luís no próximo dia 4 de agosto, com a filiação de cinco vereadores liderados pelo vereador-presidente Paulo Victor. Será uma guinada de envergadura pouco vista na história recente da Capital, e vai refletir fortemente nas eleições de 2024 para prefeito e vereador. O carro-chefe na tucanização de 1/6 da composição do parlamento ludovicense é a pré-candidatura do presidente Paulo Victor a prefeito, um projeto que começa a ganhar ares de irreversível e que pode ser o diferencial da corrida na qual o prefeito Eduardo Braide (PSD) aparece como favorito. Paulo Victor vai comandar o ninho dos tucanos no município e vem dando todas as pistas de que está no jogo para valer nesse jogo, disposto a correr todos os riscos, conforme ele próprio declarou em várias ocasiões.

Não é exagero associar o que está acontecendo com o PSDB de São Luís com o mito da fênix. O partido, que chegou a ter peso expressivo no tabuleiro da política maranhense, foi simplesmente varrido do mapa após da derrota do prefeito João Castelo em 2012, quando tentou se reeleger. De lá para cá, sob o comando do então senador Roberto Rocha, a tragédia foi consumada, com um desmanche de tal amplitude, que atualmente o PSDB não tem um só vereador em São Luís, não tem um deputado estadual nem um deputado federal, resumindo seu poder de fogo a poucos prefeitos e vereadores espalhados pelo Maranhão.

A sobrevivência do PSDB no Maranhão se deveu exclusivamente ao ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que na iminência de abandonar de vez a política, foi convidado pelo governador Carlos Brandão, por sugestão do ex-governador Flávio Dino, para presidir a Gasmar e, logo depois, a Casa Civil. Com habilidade, e com o aval do governador Carlos Brandão, Sebastião Madeira deu início à ressureição do PSDB maranhense, que dará um passo largo e decisivo na próxima semana, quando receber em seus quadros os vereadores Paulo Victor, que deixou oi PCdoB; Otávio Soeiro e Marcial Arruda, que saem do Podemos; Álvaro Pires, que se desliga do PMN; e Silvana Noely, que sai do Mais Brasil.

Além de mudar expressivamente a configuração partidária da Câmara Municipal, o desembarque do grupo liderado pelo presidente Paulo Victor no PSDB também altera fortemente o cenário em que se movimentam as forças diretamente envolvidas na disputa eleitoral em São Luís, tento para a Prefeitura quanto para a Câmara Municipal, com a possibilidade de outros vereadores migrarem para o ninho dos tucanos.

A pompa que será dada essas filiações, a presença do presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissati, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, hoje a principal estrela do tucanato nacional, é um indicador preciso de que o vereador Paulo Victor vai jogar todos os seus trunfos na disputa pela Prefeitura. Isso quer dizer enfrentar o prefeito Eduardo Braide, que aparece como favorito nas pesquisas, e o segundo colocado, deputado federal Duarte Jr. (PSB), que vem com o aval da direção nacional do seu partido. Nas contas de fonte ligada ao presidente da Câmara tem a convicção de que chegará ao final do ano já brigando pela terceira colocação, posição hoje ocupada pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (sem partido)..

O fato é que, se acontecer na dimensão que está previsto, o renascimento do PSDB vai mexer com todas as pedras do tabuleiro político de em São Luís, podendo fazer eco em Paço do Lumiar, com a filiação de Fred Campos, e em Raposa, com o ingresso de Ociléia Fernandes, ambos com possibilidade concreta de se dar bem nas urnas.

PONTO & CONTRAPONTO

Carlos Lula mantém projeto de candidatura em São Luís, mas diz que decisão é do PSB

Carlos Lula: mantém projeto de candidatura,
mas palavra final será do PSB

O deputado Carlos Lula (PSB) confirma a interlocutores que está se preparando para a briga pela Prefeitura de São Luís. Mas nas conversas, faz questão de ressalvar que sua eventual candidatura terá de ser uma decisão do seu partido, num consenso de todas as correntes, o que significa dizer o aval do governador Carlos Brandão e do ministro Flávio Dino.

Outra situação: ele não vai forçar a barra contra o deputado federal Duarte Jr. dentro do partido. E no que se refere ao colega de legenda, que é segundo nas intenções de voto, Carlos Lula diz que se o PSB bater martelo por Duarte Jr., ele guardará suas armas de pré-candidato e irá para as ruas coma bandeira do candidato do PSB.

Em resumo: a palavra final sobre se será ou não candidato é a do PSDB

Entra-e-sai em partidos causa danos ao Podemos em São Luís

Fábio Macêdo: perda de dois vereadores
de São Luís será pesada para o Podemos

A movimentação do vereador Paulo Victor para fortalecer o PSDB em São Luís terá custo alto para o PCdoB, que vai perdê-lo, e para o Podermos, que deve perder dois vereadores. No primeiro caso, essa conta já vinha sendo feita pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry. Agora, a conta pesada bate às portas do Podemos, controlado no Maranhão pelo deputado federal Fábio Macêdo. Para ele, a perda de dois vereadores de São Luís, sendo um deles Marcial Arruda, que foi líder do prefeito Eduardo Braide e tem visibilidade, o desfalque será mais significativo. Mas como há uma correria por partido, não será surpresa se o chefe do Podemos conseguir preencher pelo menos parte da lacuna com a filiação de outro vereador.

São Luís, 28 de Julho de 2023.

São Luís: Brandão diz que candidatura só em 24, mas apoia ações de Paulo Victor e Duarte Jr.

Entre Paulo Victor e Duarte Jr., Carlos Brandão
avisa que candidato só será escolhido em 2024

O governador Carlos Brandão (PSB) confirmou ontem o que dizendo há vários meses: não vai se posicionar em relação à corrida à Prefeitura de São Luís ao longo deste ano, justificando que seu foco até dezembro é a condução do Governo. As eleições municipais são assunto para o ano que vem. Isso não impede que integrantes da sua base de apoio lancem pré-candidaturas e trabalhem para se viabilizar como pré-candidatos. Ao contrário, ele apoia esses movimentos, mas deixando claro que não vai se envolver. “Nós estamos cuidando da gestão do Governo. Eu acho legítimo eles trabalharem, colocarem seus nomes à disposição da população, cada um com seu método, com a sua maneira de agir”, declarou o governador, ao ser indagado ontem, após a inauguração do Shopping Rua Grande, ladeado pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor (PSDB) e o deputado federal Duarte Jr. (PSB), ambos pré-candidatos declarados à sucessão do prefeito Eduardo Braide (PSD).

Ao ser indagado, na presença deles, se já teria resolvido quem levará o seu apoio em 2014, o governador não perdeu o equilíbrio. Com a voz pausada e com visível cuidado para não ir além do comentário genérico, Carlos Brandão acrescentou: “Os dois são do nosso grupo, são amigos e têm todo o direito de pleitear, de fazer um trabalho para convencer a população. Está muito longe das eleições. Nós temos é que ficar ao lado deles, que foram parceiros nas eleições passadas. Eles fazem parte do nosso Governo. E nós vamos continuar focando na gestão”.

Cientes de que o governador Carlos Brandão não abriria o jogo manifestando sua preferência, o vereador Paulo Victor e o deputado federal Duarte Jr. ouviram com atenção máxima as palavras do chefe do Executivo, dando a impressão de que a não escolha de um deles deixou um clima de equilíbrio e de alívio no ar. Isso porque, caso tivesse apontado um deles como preferido, todos os demais projetos de candidatura dentro da base governista implodiriam, gerando uma crise de difícil solução. A postura do governador alcançou ainda o PCdoB, uma vez que o presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry que, também eventualmente apontado como pré-candidato a prefeito, estava presente, tendo ouvido a declaração com visível ar de satisfação.   

Ao legitimar os movimentos dos dois principais pré-candidatos da sua base, o governador lhes deu cacife para continuarem investindo nos seus projetos de candidatura. Com isso, ele sinalizou que um deles pode vir a ser o candidato da aliança governista, ou poderão entrar na disputa individualmente, para se juntarem num eventual segundo turno. Essa estratégia tem por base as informações colhidas pelas pesquisas feitas até aqui sobre a preferências do eleitorado, todas mostrando o prefeito Eduardo Braide na liderança, mesmo sem que ele tenha dado qualquer declaração admitindo seu projeto de candidatura. Há, no Palácio dos Leões, a avaliação de que o prefeito Eduardo Braide é páreo duro e está se preparando para o grande embate.

O deputado federal Duarte Jr. e o vereador Paulo Victor não escondem os seus projetos de candidatura, e com isso estão mantendo animada a base política governista. O governador Carlos Brandão encontra-se, de fato, voltado para a gestão, mas nenhum chefe de Governo ignora movimentação política que acontece à sua volta, principalmente às vésperas de uma eleição importante como a que vai escolher prefeitos e vereadores. E não é novidade que, a exemplo de todos os seus antecessores, o atual chefe do Executivo alimenta o projeto de ter um aliado de fé no comando da Capital, que é o maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão.

As declarações do governador Carlos Brandão ontem, na Rua Grande, deixaram o deputado Duarte Jr. e vereador Paulo Victor e todos os aspirantes de sua base à vontade para continuarem se preparando. Até chegar o momento em que dirá quem irá para as urnas ostentando a bandeira da aliança.

PONTO & CONTRAPONTO

O “jabuti” jornalístico de O Globo não funcionou contra Brandão e Dino

Se houve “mão de gente” na matéria de O Globo dando conta de que o governador Carlos Brandão (PSB) estaria de afastando do ministro Flávio Dino e se aproximando da família Sarney, o “jabuti na árvore” resultou inútil. Na terça-feira, a Coluna enviou um zap ao governador Carlos Brandão perguntando a posição dele em relação à matéria, na qual é apontado como um aliado que vem “acumulando atritos” com o ministro. O texto pareceu um amontoado de frases com informações que não foram checadas e que já circulam faz tempo em canais pouco dedicados à informação jornalística fundamentada.

A resposta de Carlos Brandão foi simples e direta: “Para ser sincero, nem li”.

Ou seja, a operação provavelmente destinada a desgastar a relação entre o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino, que têm lá suas diferenças, não funcionou.

Ao tentar ingressar no PV, Edivaldo Jr. torna mais incerto o seu futuro político

Edivaldo Jr.

Não é fácil a situação do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. no contexto da fase preparatória para as eleições municipais. Depois de deixar o PDT e passar uma temporada no PSD, pelo qual liderou a politicamente trágica campanha para o Governo do Estado, e agora tenta um acordo para ingressar no PV, controlado no Maranhão pelo ex-deputado estadual Adriano Sarney.

O ex-prefeito de São Luís sabe que essa eleição é crucial para o seu futuro na política. Se vier a ser candidato a prefeito, sabe que suas chances de se dar bem são remotas. E isso reduz drasticamente o seu cacife. Por isso é que ganha força a especulação segundo a qual Edivaldo Holanda Jr. poderá se preparar para ser coadjuvante, podendo ser candidato a vice, ou encarar uma guerra por um mandato de vereador.

Em Tempo: A Coluna publicou ontem que o Tribunal de Justiça elegeria, na sessão do Pleno de quarta-feira, a lista tríplice com base na qual o governador do Estado escolheria e nomearia o novo desembargador pelo Quinto Constitucional da OAB. Não aconteceu. O assunto sequer entrou na pauta. A fonte da Coluna não soube explicar.

São Luís, 27 de Julho de 2023.

Definir candidatura em São Luís é desafio para os líderes da “tríplice aliança” governista

Duarte Jr., Carlos Lula e Márcio Jerry podem entrar na briga pela “tríplice aliança”,
enquanto Paulo Victor e Neto Evangelista entram na base governista como aliados

Líderes do PSB, PCdoB e PT, a “tríplice aliança” partidária que forma a base principal de sustentação do Governo Carlos Brandão, continuam distantes entre si no que diz respeito à corrida para a Prefeitura de São Luís. Eles devem, cada um ao seu modo e ao seu tempo, realizar debates internos para a definição de candidaturas para enfrentar o prefeito Eduardo Braide (PSD), cujo projeto de reeleição já é prego batido com ponta virada. Essas lideranças poderão também, mais na frente, sentar para avaliar a possibilidade de unir as suas forças em torno de uma só candidatura. Há entre elas diferentes posições em relação a essa aliança, pois umas querem o lançamento de um candidato forte, que represente todo o grupo, enquanto outras apostam no cada um por si e Deus por todos num primeiro turno, e a união dessas forças num eventual segundo turno. É sobre isso que os chefes socialistas, comunistas e petistas conversarão até o final do ano.

Os comandantes dos partidos da aliança governista, incluindo o governador Carlos Brandão (PSB) e o ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública), partem de um ponto visível e já constatado: o prefeito Eduardo Braide é um candidato muito forte e que já domina o potencial político da poderosa máquina administrativa e sabe o que faz em matéria eleitoral, o que o torna um adversário difícil de ser batido, e que começa a corrida com a vantagem adicional de ser o favorito na preferência do eleitorado, de acordo com as pesquisas realizadas até aqui. O que as lideranças do PSB, PCdoB e PT vão buscar é exatamente é a fórmula mais eficiente para entrar nesse embate com chances reais de mudar o jogo e vencer a eleição.

Há na base governista um sentimento de fracasso político e eleitoral em relação a São Luís. Roseana Sarney (MDB), Flávio Dino (PSB) e Carlos Brandão (PSB) lamentam o fato de não terem tido até agora um aliado “de fé” e confiável despachando no Palácio de la Ravardière. A primeira enfrentou Jackson Lago, adversário histórico, e mais na frente teve de lidar com João Castelo (PSDB), outro adversário histórico difícil de enfrentar; e Flávio Dino foi obrigado a conviver com a postura furta-cor do prefeito Edivaldo Holanda Jr. durante seis anos; e finalmente, teve de encarar um ano e meio de independência e distanciamento total do prefeito Eduardo Braide. O esforço agora é no sentido de encontrar um candidato que derrote o atual prefeito e que no cargo se comporte como um aliado fiel ao Palácio dos Leões.

Não há no cenário pré-candidato que preencha satisfatoriamente esses requisitos, o que torna a escolha uma equação política complexa. Nome mais forte do PSB, o deputado federal Duarte Jr. é um político de personalidade forte, que dificilmente seguirá uma cartilha que não seja a dele própria. Dentro da aliança, nomes como o deputado estadual Carlos Lula (PSB) e, numa situação remota, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) atuariam em sintonia com as lideranças, mas ainda não apresentam poder de fogo eleitoral para encarar um embate com o prefeito Eduardo Braide.

Fora da “tríplice aliança”, dois nomes aliados do Governo têm chance e podem fazer a diferença. O primeiro é o vereador-presidente Paulo Victor (PSDB), que demonstrado habilidade política e atuado em sintonia fina com o Palácio dos Leões e se movimenta com visível determinação de chegar lá. O outro é o deputado estadual Neto Evangelista (União Brasil), que tem se destacado pela habilidade com que vem se conduzindo como parlamentar independente, e com bom potencial eleitoral, segundo as pesquisas. Num outro cenário, aparece o nome do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), cuja candidatura, se vier a ser cogitada efetivamente, depende de um grande acordo no partido com o deputado João Evangelista.

Pelo cenário de hoje, as lideranças da “tríplice aliança” da base governista têm um grande desafio pela frente. Isso porque sua tarefa vai muito além da simples escolha de um candidato ou se cada um dos partidos lançará o seu.

PONTO & CONTRAPONTO

Paulo Victor ganha apoio de Marlon Botão, vereador do PSB

Marlon Botão declara apoio a Paulo Victor: racha no PSB

O vereador-presidente Paulo Victor não para dedar demonstrações fortes de que está mesmo decidido a disputar a Prefeitura de São Luís. Nos cálculos de um aliado, ele já teria o apoio de pelo menos 18 dos 31 vereadores, o que é um capital enorme para quem pretende chegar ao Palácio de la Ravardière. Ontem, ele acrescentou mais um nome à sua base de apoio na Câmara Municipal, o vereador Marlon Botão (PSB), que declarou aval ao seu projeto de candidatura.

A manifestação do vereador Marlon Botão tem uma simbologia importante nesse cenário. Ele pertence ao PSB, partido que tem o deputado federal Duarte Jr. como nome forte para a disputa. Isso significa dizer que o PSB, que reúne o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino, poderá ir às urnas rachado. Mesmo sendo agora um fato isolado, a declaração de apoio de Marlon Botão a Paulo Victor pode vir a ser um problema. E o tamanho desse racha vai depender da reação do deputado federal Duarte Jr., que nesta semana reforçou seu projeto de candidatura aso filiar a ex-vereadora Rose Sales ao PSB.

Vale registrar que essa ciranda está apenas começando.

TJ deve formar lista tríplice e novo desembargador deve sair ainda hoje

Lorena Saboya, Josineile Pedroza, Ana Brandão, Gabriel Costa, Flávio Costa e Hugo Passos: até o final do dia, um deles será escolhido e nomeado desembargador até o final do dia

Até o início da noite de hoje o Maranhão conhecerá o novo desembargador do Tribunal de Justiça, que representará o Quinto Constitucional da OAB.

Até o final da manhã, o Colégio de Desembargadores, que forma o Tribunal Pleno elegerá três nomes da seguinte lista sêxtupla encaminhada pela OAB-MA: Lorena Saboya, Josineile Pedroza, Ana Cristina Brandão, Flávio Costa, Hugo Passos e Gabriel Costa.

A lista tríplice será encaminhada imediatamente ao Palácio dos Leões, para que o governador Carlos Brandão encerre o processo nomeando um dos três para a vaga de desembargador.

Vale lembrar que o governador pode escolher quem ele julgar ser o melhor para o cargo, uma vez que não existe critério que norteie essa etapa do processo de escolha. Isso porque os seis nomes encaminhados ao Tribunal de Justiça venceram todas as etapas do processo, que inclui avaliação curricular, escolha por voto, sabatina e outros critérios previstos em lei.

A Coluna apurou que o governador Carlos Brandão já teria juízo formado sobre os seis e já sabe quem nomeará, dependendo da lista tríplice que lhe chegar às mãos.

A expectativa, portanto, é a de que o novo desembargador será conhecido nesta quarta-feira.

São Luís, 26 de Julho de 2023.

O Globo “revela” “afastamento” de Brandão em relação a Dino, mas sem ouvir nenhum deles

Imagem publicada por O Globo: observado por Carlos Brandão, Flávio Dino exibe comenda

O mundo político do Maranhão começou a segunda-feira assanhado pelo disse-me-disse causado por uma matéria de O Globo, na qual o repórter Bernardo Mello afirma que o governador Carlos Brandão (PSB) estaria se afastando do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e estreitando relações com a família Sarney. O texto mostra uma sucessão de fatos e situações – montagem do Governo e escolha de candidato à Prefeitura de São Luís, passando pela filiação do irmão do governador, Marcus Brandão, ao MDB -, que estariam levando o chefe do Executivo estadual a “acumular atritos” com o aliado. Tudo o que está dito na matéria de O Globo já foi dito à exaustão nos mais diversos canais de comunicação do Maranhão, a começar pela blogosfera. O autor do texto só teve o trabalho de pincelar informações e montar um roteiro, que peca por falta de consistência e, mais grave ainda, por não ter ouvido o governador Carlos Brandão nem o ministro Flávio Dino.

É verdade que a relação entre o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino não é a mesma de outros tempos, já tendo sofrido algum desgaste. Mas ainda não produziu nenhum sinal que possa ser interpretado como o início de uma ruptura. E a explicação para isso é simples e se baseia na obviedade: Carlos Brandão e Flávio continuam aliados, conversam, discutem, divergem sobre isso ou aquilo, e cada um vai seguindo o rumo que traçou para si e seus aliados. O primeiro segue governando o Estado, dando continuidade aos principais programas que recebeu quando assumiu em abril de 2922. O segundo comanda a pasta mais delicada e sensível do Governo Lula da Silva, com a tarefa gigantesca de combater, ao mesmo tempo, os focos golpistas montados pela extrema direita golpista, o crime organizado nas mais diversas esferas, o controle de armas, as plataformas digitais, entre outros itens igualmente desafiadores.

Carlos Brandão e Flávio Dino são filiados ao PSB, e não há sinais de que um ou outro esteja interessado em deixar o partido. É natural o governador Carlos Brandão tenha montado uma aliança para dar sustentação ao seu Governo, ampliando o leque abrindo novas frentes de articulações, como a que o reaproximou da família Sarney, que tem o controle do MDB e é adversária do ministro Flávio Dino. O mesmo acontece com sua estratégia de manter a Assembleia Legislativa como aliada, o que está acontecendo sob o comando da deputada Iracema Vale (PSB), reunindo na base todos os deputados mais ligados ao ministro da Justiça. Hoje, a maioria dos deputados estaduais está alinhada ao governador Carlos Brandão, como esteve alinhada ao Palácio dos Leões nos dois períodos de Governo Flávio Dino. Estranho seria se fosse o contrário.

Sobre a disputa para a Prefeitura de São Luís, os movimentos do governador Carlos Brandão e do ministro Flávio Dino são no sentido de encontrar um candidato com cacife para enfrentar e derrotar o prefeito Eduardo Braide, que não é adversário fácil, tem o controle da máquina municipal e já é apontado como favorito em todas as pesquisas feitas até aqui. É verdade que o governador vem estimulando projetos de candidatura, como o do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor, em processo de migração do PCdoB para o PSDB, quando o seu partido, o PSB, tem o nome potencialmente mais forte para enfrentar o prefeito, o deputado federal Duarte Jr.. Não será surpresa, portanto, se surgir novos nomes e a base governista lançar pelo menos dois candidatos, para levar a disputa para o segundo turno, quando a base governista se mobilizará em torno de um candidato.

E o detalhe crucial de toda essa situação de “ouvi dizer” é que nem o governador Carlos Brandão nem o ministro Flávio Dino fez qualquer declaração colocando em jogo a aliança que nos une. Ao contrário, sempre que falam na aliança defendem a unidade e pregam a eliminação das diferenças.

PONTO & CONTRAPONTO

Esvaziamento da CPMI dos Atos Golpistas deixa Eliziane em situação incômoda

Eliziane Gama é relatora da CPMI dos Atos Golpistas,
que pode ser esvaziada e até encerrada

Não é confortável a situação da senadora Eliziane Gama (PSD) como relatora da CPMI dos Atos Golpistas, que investiga os acontecimentos antidemocráticos ocorridos em Brasília nos estertores do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o início do governo do presidente Lula da Silva (PT), em especial os ataques à democracia em 8 de Janeiro.

O problema é que, conforme previram observadores experimentados de dentro e de fora do Congresso Nacional, a instalação da Comissão foi uma iniciativa precipitada, armada pelos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de reverter a situação e tentar incriminar a base governista. Sem refletir muito, o governo Lula da Silva decidiu comprar a briga.

Os críticos da CPMI avaliam que os bolsonaristas quebraram a cara e os governistas embarcaram numa canoa furada, que não vai levar a nada. E argumentam a uma ampla investigação policial em curso, que vai colocar toda a trama em pratos limpos. E que nesse contexto a investigação do Congresso Nacional está meio sem sentido, situação agravada pela decisão de personagens centrais decidirem nada dizer nos seus depoimentos.

Não será surpresa se a CPMI for interrompida.

André Fufuca diz que PP não tem ainda decisão em São Luís

André Fufuca nega, mas não descarta,
aliança com Duarte Jr. em São Luís

Circulou ontem a informação segundo a qual o deputado federal Duarte Jr. (PSB) teria firmado aliança com o deputado federal André Fufuca e garantido o apoio do PP à sua candidatura à Prefeitura de São Luís.

No início da noite, porém, essa versão deixou de existir, pelo menos para a Coluna, que entrou em contado com o deputado André Fufuca, que negou o acordo, mas não o descartou. “No momento, estou observando as pré-candidaturas”, disse o parlamentar informando que ele e seu partido se posicionarão na hora certa.

O presidente do PP no Maranhão disse que não é ainda momento de decisão, e não descartou que o acordo possa vir a ser feito.

São Luís, 25 de Julho de 2023.