Inserção com Roseana e declaração de Lobão mostram que o Grupo Sarney começa a se movimentar

 

Roseana Sarney e Edison Lobão movimentam Grupo Sarney
Roseana Sarney e Edison Lobão movimentam Grupo 

Em meio a um ambiente de rigorosa incerteza no campo político, o Grupo Sarney dá indicação de que decidiu se movimentar com o objetivo maior que é a disputa eleitoral do ano que vem. Sem a garantia de que até lá contará com as condições de hoje, figuras de proa do grupo dão passos ao mesmo tempo surpreendentes e ousados, uns perfeitamente encaixados na realidade, outros parecendo mais um esforço para passar a impressão de que ainda está de pé e em condições de brigar. Dois fatos ilustram claramente tal situação: a participação da ex-governadora Roseana Sarney nas inserções do PMDB na TV em busca de filiados, e a declaração do senador Edison Lobão (PMDB) ao jornal Folha de S. Paulo que será candidato e se reelegerá. Os dois movimentos, repercutiram fortemente nos bastidores da política, porque, cada um deixou seu recado, ela avisando que pode vir mesmo a ser candidata ao Palácio dos Leões, ele ameaçando embolar a guerra pelo Senado – que deverá ser a grande disputa da corrida às urnas em 2018.

Ao ser escalada para propagar o PMDB na TV e no rádio, a ex-governadora Roseana Sarney deu um passo para fora do casulo em Brasília, onde permanecia refugiada, só entrando no cenário político quando provocada. Na inserção, a pemedebista “vende” seu Governo com imagens que mostram um Maranhão em franco desenvolvimento, como se fosse um estado de ponta. E usa o binômio “desenvolvimento com segurança”. A propaganda da campanha do PMDB é, na verdade, uma mostra por meio da qual ela avisa que se vier, de fado, a disputar o Governo do Estado, entrará na briga munida de números e imagens que, segundo acreditam seus conselheiros, terão o poder de seduzir o eleitorado.

Roseana Sarney sabe que tem cacife político gordo, e que, ao entrar na disputa, será o adversário a ser vencido. Sabe, por outro lado, que sua presença na cena política do Maranhão, quase ininterrupta desde 1994, quando se elegeu pela primeira vez, já lhe impôs um desgaste natural cuja extensão é difícil definir. Ao mesmo, tem plena consciência que sua eventual candidatura não lhe dará qualquer garantir de vitória nas urnas. E essa insegurança começa pelo fato de que seu adversário será o governador Flávio Dino (PCdoB), líder absoluto de um movimento político-partidário que tirou o sarneysismo do poder e que se mantém preservado e em franca ascensão.  Até aqui, o governador lidera todas as pesquisas, e com potencial de crescimento, ao contrário da líder pemedebista, que se equilibra entre uma expressiva fatia das preferências e uma rejeição pesada, reforçada por problemas judiciais que ameaçam mandá-la para o purgatório dos ficha suja.

Há quem diga que a ex-governadora não quer entrar na briga. O problema é que seu grupo não dispõe de um nome em condições de substituí-la, situação que praticamente a obriga a ser candidata, mesmo contra a vontade e correndo todos os riscos.

O aviso do senador Edison Lobão de que é candidato e vai se reeleger caiu como uma bomba dentro do Grupo Sarney e na seara governista. Mesmo com quase 80 anos, com dificuldades na voz e com o invejável prestígio político minado pelas duras acusações que o colocaram no epicentro do rolo compressor da Operação Lava Jato, o senador Edison Lobão, que parecia caminhar irreversivelmente para a aposentadoria, consegue sacudir mexer com o tabuleiro da corrida senatorial. Lobão sabe que se entrar na briga desestabiliza praticamente todas as candidaturas, tornando imprevisível o resultado da disputa. Sua declaração mostrou que a segunda vaga da chapa senatorial do Grupo – a primeira é do deputado federal Sarney Filho (PV) – está em aberto, sendo possível sua candidatura ou a do senador João Alberto (PMDB), que pode também vir a ser candidato à vice ou a governador.

Os dois movimentos certamente terão desdobramentos dentro e fora do Grupo Sarney.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Humberto Coutinho submetido a cirurgia no estômago em Teresina e terá alta antes do final do mês

Humberto Coutinho: cirurgia no estômado
Humberto Coutinho: cirurgia no estômago e com alta prevista em uma semana 

O diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, Carlos Alberto Ferreira, divulgou ontem à tarde nota oficial em que comunica que o presidente do Poder Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT), foi submetido a uma cirurgia no estômago, no Hospital da Unimed, em Teresina (PI). A nota informa que o procedimento cirúrgico foi bem sucedido e não tem qualquer relação com o câncer contra o qual o deputado Humberto Coutinho vem lutando. De acordo com informações médicas, o presidente do Poder Legislativo permanecerá por mais uma semana em recuperação, devendo retomar suas atividades tão logo receba alta médica. Segue a íntegra da nota divulgada pelo diretor de Comunicação:

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), foi submetido, nesta terça-feira (16), a uma cirurgia no hospital da  Unimed, em Teresina (PI), para tratamento do quadro obstrutivo do intestino agudo, ocasionado por aderências de cirurgias anteriores.

A cirurgia foi realizada com sucesso pelo cirurgião José Rodrigues dos Santos (Dr. Zequinha, seu colega de pessoal de décadas) e sua equipe.

No procedimento, foi necessário retirar um pequeno segmento do intestino, que já estava em sofrimento devido à obstrução.

A cirurgia transcorreu normalmente, sem intercorrências clínicas.

No momento, o deputado Humberto Coutinho encontra-se em recuperação pós-operatória no hospital da Unimed, onde permanecerá por mais uma semana, acompanhado da Dra. Cleide Coutinho, filhos, netos e demais familiares.

A equipe informa que a cirurgia a que o deputado Humberto Coutinho foi submetido não tem qualquer relação com a sua doença de base.

Carlos Alberto Ferreira

Diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão.

 

Tema Cunha cobra ações da União, defende municípios e é aplaudido por prefeitos em Brasília

Tema Cunha discursa na Câmara Federal na Marcha dos Prefeitos
Tema Cunha discursa na Câmara Federal na XX Marcha dos prefeitos à Brasília

O Governo Federal precisa cumprir os compromissos assumidos com os municípios, que estão mergulhados numa crise sem precedentes, sem recursos suficientes para manter os gastos com educação e saúde, que as áreas fundamentais do serviço público municipal. Foi essa a pauta do enfático e aplaudido discurso feito segunda-feira, em Brasília, pelo prefeito de Tuntum e presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Tema Cunha (PSB), na tribuna da Câmara Federal, em sessão especial para saudar a XX Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, aberta ontem com a presidente do presidente Michael Temer (PMDB), e que reuniu prefeitos de todo o País, entre eles algumas dezenas de maranhenses. O presidente da Famem defendeu a união dos prefeitos em defesa do Pacto Federativo.

O discurso do líder municipalista do Maranhão foi bem recebido com aprovação por prefeitos e parlamentares – entre eles o deputado federal Hildo Rocha (PMDB), autor do requerimento que garantiu a sessão especial. Tema Cunha enfatizou que os municípios brasileiros estão enfrentando uma penúria sem precedentes na história do país e citou exemplos de distorção, como a verba disponibilizada para o programa Saúde da Família, em que são liberados pouco mais R$ 10 mil por equipe. E mais: a brutal falta de isonomia no valor per capita para cobrir ações de saúde de média e alta complexidade, que varia de R$ 150 a R$ 240, o que é inaceitável.

O presidente da Famem foi igualmente duro ao cobrar a atualização dos recursos destinados à Educação, que não tem recebido incentivos da União, relegando ao município e seus dirigentes a uma dramática situação de penúria. Ele lembrou que em 2008 foi atendida uma demanda histórica dos professores – a definição do Piso Salarial do Magistério com a Lei 11.738/2008. Além da definição do piso salarial, a lei também deveria trazer importantes conquistas, tais como: estabelece as regras de reajuste do piso salarial – este deveria ser reajustado na mesma proporção da correção do Custo Aluno Ano (CAA), ou seja, se o CAA crescer 22,22% o piso salarial deve ser reajustado por esse mesmo índice, se o CAA congelasse o mesmo. “Lamentavelmente, o governo federal não a implementou e já está inadimplente desde de junho de 2016”, assinalou.

“Esse é apenas a ponta do iceberg, uma vez que os municípios brasileiros estão atravessando uma verdadeira tormenta. E essa Marcha deverá ter eco suficiente para sensibilizar o presidente Temer, no sentido de que ele venha a apresentar equacionamento para os nossos problemas”, acrescentou Cleomar Tema, que conclamou o Congresso Nacional a encampar a luta dos prefeitos, porque “essa é a luta do povo brasileiro”.

O presidente da Famem foi aplaudido de pé por colegas do Brasil inteiro, que lotaram o plenário da Câmara dos Deputados.

 

São Luís, 16 de Maio de 2017.

 

 

 

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