Direita mobiliza apoiadores do candidato do PL em movimentado ato em São Luís

Apoiadores de Flávio Bolsonaro se
concentraram na Avenida Beira Mar

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, optou por encerrar em Fortaleza, e não em São Luís, como estava previsto, a sua campanha nordestina para o 2º da eleição presidencial. Mesmo assim, a direita maranhense que o apoia, realizou um movimentado ato, ontem, que reuniu direitistas e bolsonaristas de várias regiões do Maranhão. Batizado “Bloquinho do 22”, o evento de encerramento no Maranhão foi comandado pelo o deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL), que regeu o coro de palavras-de-ordem formado pelo senador eleito Lahesio Bonfim (Novo), pelos deputados federais eleitos pelo PL Mariana Carvalho, que tem base em Imperatriz, Aldir Filho e Fabiana Vilar, ambos do grupo liderado por Josimar de Maranhãozinho, e pelos deputados federais reeleitos Pedro Lucas Fernandes (União), Aluísio Mendes (Republicanos) e Júnior Lourenço (MDB).

Cientes de que dificilmente realizariam uma manifestação para ser medida com a liderada terça-feira (20) pelo presidente e candidato à reeleição Lula da Silva (PT) no Centro de São Luís, os apoiadores de Flávio Bolsonaro realizaram ao longo do dia pequenas carreatas, algumas “motociatas” com poucos participantes, tendo também nesse período colocado carros de som circulando com mensagens e músicas da campanha do candidato do PL. Os organizadores tentaram ampliar o volume de apoiadores que receberam o candidato do PL no dia 22 de setembro, em ato realizado em frente à loja da Havan, na Avenida Daniel de la Touche.

O ponto alto da concentração aconteceu no início da noite, na Praça Maria Aragão, onde milhares de apoiadores do candidato do PL se concentraram e aplaudiram seus representantes e os emissários da cúpula do partido. O gigantesco trio elétrico circulou na Avenida Beira-Mar, mas não foi muito além do ponto central da concentração. Durante horas, direitistas militantes e bolsonaristas juramentados gritaram slogans da campanha e, como era previsível, atacaram o presidente Lula da Silva. Alguns foram para a Praça Maria Aragão acreditando que o presidenciável do PL estaria presente, influenciados por uma notícia falsa dando conta de que ele estaria em São Luís, quando o senador desembarcava em Fortaleza, onde jogou a sua última cartada para reverter a tendência de derrota em toda a região Nordeste.

Motivados por uma vantagem agora quase inexistente, caracterizando empate técnico dentro da margem de erro, segundo pesquisa Quaest divulgada ontem (45% a 44%) pela Rede Globo, militantes bolsonaristas acreditaram que poderiam galvanizar o eleitorado de São Luís com uma manifestação sem a presença do candidato a presidente. Não foram muito bem sucedidos, mesmo tendo dedicado parte do dia e da noite a muitos movimentos destinados a impressionar o eleitorado da Capital mais antibolsonarista do País.

Por mais que se esforcem, os partidários de Flávio Bolsonaro dificilmente conseguirão amenizar a situação eleitoral dele no Maranhão. Isso ficou claro com o resultado do 1º turno, quando Lula da Silva saiu das urnas com mais do dobro dos votos, uma diferença que, mesmo levando em conta as surpresas que as urnas eventualmente produzem, dificilmente será alterada substancialmente, para mais ou para menos. Talvez aí esteja a explicação para a não vinda dele ao estado, preferindo fazer o encerramento nordestino no Ceará, onde a reeleição do governador petista Elmano de Freitas foi uma pancada no candidato do PL, que apostou suas fichas no frustrado projeto de eleger ali o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que finalmente revelou o seu viés de direita.

Nas redes sociais, a ordem dos chefes do bolsonarismo no Maranhão é manter a mobilização até o dia da eleição. Essa orientação foi reforçada diante dos sinais de que o presidente Lula pode virar o jogo até domingo, como indicou a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide diz que “o Maranhão tem pressa” e avisa que “a transformação” começa em janeiro

Eduardo Braide: transformação
vai começar em janeiro

“O Maranhão tem pressa”. A frase foi pronunciada ontem à noite pelo governador eleito Eduardo Braide (PSD) após um intenso dia de trabalho no processo de transição. Sem um traço de cansaço, apesar do trabalho intenso, o futuro governador apontou para o mapa do Maranhão afirmando que o seu Governo vai atuar em todos os municípios, sem exceção, e completou:

– A partir de janeiro vamos iniciar a transformação do Maranhão, para que a gente pegue todo o potencial do nosso estado e ele chegue nas mãos dos maranhenses, através das diversas ações. Então, se preparem, a transformação do Maranhão está chegando, e a todo vapor.

Como é seu estilo, o governador Eduardo Braide não descansou depois do resultado das urnas com a sua eleição em turno único. Dois dias após a conquista do mandato, ele começou a montar o grupo que vai representa-lo na transição e montou um grupo de trabalho, que juntos formam o que pode ser definido como “núcleo de ferro” do próximo Governo.

Reeleita com grande votação, Daniella admite disputar a presidência da Assembleia

Daniella pode pleitear
a presidência da Alema

A deputada reeleita Daniella Jadão Menezes (MDB), conhecida apenas como Daniella, confirmou ontem previsão feita pela Coluna na edição de 11 de outubro: está se movimentando para disputar a presidência da Assembleia Legislativa. A confirmação de que está no jogo sucessório do parlamento estadual veio ao longo de uma entrevista que ela concedeu ontem ao programa Abrindo o Verbo, da Rádio Mirante, comandado pelo jornalista Wallace Brito.

Estratégias e equações à parte, a deputada Daniella está cacifada para se lançar candidata à presidência do Poder Legislativo: conquistou o terceiro mandato com votação turbinada, é um dos 17 membros da futura bancada do MDB, tem o suporte do grupo Gentil em Caxias, reúne experiência política e parlamentar, realizou mandatos produtivos, comandou a Procuradoria da Mulher na Alema, e conhece a fundo as nuanças e humores do Poder Legislativo estadual.

A parlamentar emedebista sabe que o jogo é complexo, pois muitos interesses movem as pedras no tabuleiro sucessório do parlamento maranhense. Mas sabe também no cenário até agora desenhado, com aspirantes se lançando sem lastro, ela tem cacife sustentar sua posição. Enquanto isso, ela fala em diálogo, sinaliza a possibilidade de boa convivência com o governador eleito Eduardo Braide (PSD).

E na ponta da linha um argumento poderoso: se ganhar o apoio integral da bancada do MDB – 17 votos, incluindo o dela -, precisará de apenas mais cinco votos para fechar a conta e ganhar o comando do Legislativo estadual.

São Luís, 22 de Outubro de 2026.

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