São fortes e intensas as especulações a respeito da posição que o governador eleito Eduardo Braide (PSD) vai tomar no segundo turno da eleição presidencial. Umas preveem que ele declarará apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), abraçando as teses da direita bolsonarista, outras arriscam sugerir que ele se posicionará pela candidatura do presidente Lula da Silva (PT), apostando num convívio com a esquerda moderada, e há uma faixa de observadores que enxerga na neutralidade do governador eleito o caminho dele nessa disputa. Ele próprio nada declarou até o momento, e o seu silêncio tem gerado uma grande expectativa no cenário político estadual.
Aos 50 anos e com um lastro político invejável, construído com uma carreira vitoriosa, de votações crescentes, o governador eleito do Maranhão conquistou todos os seus mandatos por mérito próprio, sem precisar de padrinhos ou esquemas de grupos. Suas eleições foram todas cuidadosamente, planejadas, medidas e pesadas com base numa lógica realista, que considera as possibilidades e as probabilidades de cada disputa – de todas as eleições que disputou, só perdeu uma, para a Prefeitura de São Luís em 2016.
Sua eleição para governador do Maranhão se deu exatamente como as demais. Ele mostrou ao eleitorado maranhense a gestão inteligente e muito produtiva que realizou ao longo de mais de cinco anos de mandato na Prefeitura de São Luís. Os bons resultados foram obtidos independentemente de quem estava no Palácio dos Leões e no Palácio do Planalto, tendo convivido com governos federais de extremos, um período com o presidente de direita Jair Bolsonaro e outro com a gestão do presidente Lula da Silva. Nenhuma pendência, nenhum problema, nenhum gesto de vassalagem.
Nessa trajetória, Eduardo Braide se firmou como um político independente, que sabe conviver com as diferenças sem perder o eixo, e mais do que isso, sem atrelar os seus projetos de gestão ao “toma lá, dá cá” que costuma balizar as relações institucionais e políticas. Perseguiu objetivos tentando abrir portas, mas cuidando do dever de casa, para não se tornar um dependente da boa vontade dos dirigentes das esferas estadual e federal. O resultado é o que se conhece.
Quando se candidatou a governador pelo PSD, Eduardo Braide deixou claro que o seu foco seria a sua eleição, ainda que o seu partido tivesse lançado o ex-governador goiano Ronaldo Caiado à presidência sem nenhuma chance de chegar as algum lugar, como foi comprovado nos resultados das urnas. E um dos motes do seu discurso de campanha foi que, bem administrado, o Estado tem condições de bancar o seu programa de obras, de modo que o que vier de parceria com o Governo da União será acréscimo bem-vindo, desde que desvinculado do “toma lá, dá cá”.
E foi nessa linha que Eduardo Braide fez a sua vitoriosa campanha para o Governo do Estado, sem atrelar o seu projeto de poder a candidatura presidencial, trafegando com segurança na via da neutralidade. Essa postura e a esmagadora vitória nas urnas em turno único lhe deram autonomia política para, se quiser, manter-se no campo da neutralidade. E com o suporte do seu partido, cujo presidente, Gilberto Kassab, anunciou que o PSD não irá de Lula da Silva nem de Flávio Bolsonaro na rodada decisiva do dia 25 de outubro.
Se o governador eleito do Maranhão vier a adotar a neutralidade no 2º turno da eleição presidencial será uma postura politicamente pragmática, realista. Ele terá naturalmente o seu candidato pessoal, que poderá preservar pelo sagrado direito ao sigilo do voto. E com a tranquilidade de quem não estará exposto a cobranças. Afinal, elegeu-se governador em turno único, peitando candidaturas fortes e sem depender do apoio de candidatos presidenciais. E mais ainda, sem hostilizar nenhum deles, o que lhe dá estatura política para se posicionar como entender melhor, a começar pela neutralidade.
Mas se vier a se posicionar, será um passo pensado, medido e pesado, como têm sido os seus movimentos.
PONTO & CONTRAPONTO
Camarão, Eliziane e Jerry comandam a campanha de Lula no 2º turno no Maranhão
A campanha do presidente Lula da Silva (PT) no 2º turno em São Luís e em todo o Maranhão tem três baluartes: o vice-governador Felipe Camarão (PT), as senadora Eliziane Gama (PT) e o deputado federal reeleito Márcio Jerry (PCdoB). Os três articulados em sintonia fina e têm atuado de maneira planejada, de modo a não deixar espaços sem movimentos para estimular o eleitor a reeleger o presidente no dia 25.
Terceiro na disputa para o Governo do Estado, o vice-governador Felipe Camarão não se deixou abater pelo insucesso da sua candidatura. Logo n o dia seguinte à eleição do 1º turno, ele iniciou uma intensa e arrojada mobilização do PT e de todos os possíveis apoiadores do presidente.
O vice-governador chegou a convidar o governador Eduardo Braide e o governador Carlos Brandão para se engajarem na campanha do líder petista. Um gesto ousado e politicamente correto, mesmo sabendo que não seria ouvido.
A senadora Eliziane Gama também não perdeu tempo curando as feridas da não reeleição. Com a força política que guarda, a senadora partiu para a luta, primeiro convocando a sua base, e depois tentando atrair indecisos apoiar o líder petista. Tem atuado sem descanso.
O deputado federal Márcio Jerry tentou, primeiro, organizar a base de Lula da Silva escalando o vice-governador Felipe Camarão como líder frente popular progressista no Maranhão. E com o ânimo de quem renovou o mandato, tem estado à frente de todos os atos que os apoiadores do presidente realizaram em São Luís até agora.
Os três apostam que o presidente Lula da Silva vai aumentar a sua votação, que foi de 2.266.30 votos no estado, contra 1.239.04 de Flávio Bolsonaro (PL)
Brandão afirma que seu Governo é o quinto mais transparente do país
O governador Carlos Brandão continua empenhado numa cruzada para mostrar as conquistas do seu Governo. Entre uma e outra postagem mostrando obras, ele divulgou a eficácia do Portal da Transparência na sua gestão, que na sua avaliação torna o seu Governo um dos mais transparentes de todo país.
De acordo com os dados levantados pela Secretaria de Transparência e Controle, o Governo do Maranhão na sua gestão é o quinto do Brasil e o segundo do Nordeste em Transparência, só perdendo para o Ceará.
Na avaliação do governador, o Portal da Transparência reflete a realidade do seu Governo em matéria de gastos, uma vez que, segundo afirma, ali estão os registros de todas as despesas e informações sobre contratos feitas pelo Governo.
O governador informa que, por conta das in formações que abriga, pelo segundo ano consecutivo, o Governo do Maranhão recebeu o Selo Diamante em Transparência Pública. E também que a Secretaria de Transparência e Controle conquistou o reconhecimento de altas performance e capacidade de auditoria interna. – Na prática, isso garante ao cidadão mais acesso e mais informação sobre como a sua contribuição está sendo investida – declarou o governador Carlos Brandão.
São Luís, 15 de Outubro de 2026.


