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Econométrica também mostra liderança de Braide, mas deixa Edivaldo Jr. de fora

Eduardo Braide lidera também na pesquisa Econométrica,
seguido de Duarte Jr. e Neto Evangelista

Os números são um pouco diferentes, mas seguem a mesma sequência e a mesma distribuição da pesquisa uma pesquisa concorrente, com alguns pontos percentuais a mais. Foi o que trouxe, ontem, a pesquisa do instituto Econométrica, que prospectou os primeiros passos da corrida à Prefeitura de São Luís, confirmando a liderança do prefeito Eduardo Braide (PSD), com 34,3% das intenções de voto, seguido do deputado federal Duarte Jr. (PSB) com 23,3%, do deputado estadual Neto Evangelista (UB) com 14,4%, do deputado estadual Wellington do Curso (PSC) com 5%, do deputado estadual Carlos Lula (PSB) com 4,3%, do vereador Paulo Victor (PCdoB) com 4,3% e do deputado estadual Yglésio Moises (PSB) com 3,1%. O levantamento encontrou 6,9% que não votariam em nenhum deles e 4,2% de indecisos. A Econométrica surpreendeu ao não incluir o ex-prefeito Edivaldo Jr., (sem partido) na pesquisa, que ouviu 874 eleitores nos d ias 16 e 17 de junho e tem margem de erro de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A regra recomenda que não se deve comparar pesquisas de opinião sobre tendências eleitorais, mas como as duas investigações foram realizadas basicamente no mesmo período e envolveram os mesmos nomes, além do fato de terem sido as primeiras relacionadas com a eleição para a Prefeitura de São Luís, os números apresentados pelo Econométrica são coerentes. E confirmam os percentuais levantados pelo instituto EPO, que surgiu com a equipe e o know-how do antigo Escutec.

Nenhuma novidade quanto à liderança do prefeito Eduardo Braide que, ao contrário do que vendem seus adversários, faz um governo bem avaliado pela opinião pública. Ele mostra que sabe o que estava fazendo quando resiste calado a uma série de provocações, evitando, com seu silêncio, desgastes que certamente sofreria se tivesse partido para o pugilato verbal. O prefeito é sensato, tem os pés no chão, sabe enfrentar situações adversas e parece decidido a não polemizar sobre qualquer assunto relacionado com a sua administração. Isso não quer dizer que ele deixe o circo pegar foco escondendo-se numa postura de indiferença ao que é falado a respeito da sua administração. Ao contrário, sabe o que está acontecendo e, à sua maneira, se movimenta contra as investidas.

O seu adversário mais próximo, o deputado federal Duarte Jr., tem cacife eleitoral importante, mas enfrenta sérios problemas dentro do próprio partido e da aliança partidária à qual pertence. O problema maior: é acusado, dentro e fora do seu partido, de não ser agregador. Isso quer dizer que, mesmo com o bom cacife mostrado nas duas pesquisas, nas quais aparece em 2º lugar, enfrenta dificuldades para mobilizar PSB, PT e PCdoB, partidos que representam o governador Carlos Brandão, o ministro Flávio Dino e o vice-governador Felipe Camarão, em torno do seu projeto de candidatura. Um sintoma dessa situação foi a declaração do deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, prevendo que a base governista pode lançar até dois candidatos à Prefeitura de São Luís.

Terceiro colocado no quadro sem o ex-prefeito Edivaldo Jr., o deputado Neto Evangelista precisa de uma aliança partidária forte para dar consistência ao seu projeto de candidatura. Em 2020, ele foi o candidato da coligação do seu partido com o PDT, apoiado ostensivamente pelo senador Weverton Rocha, que não rendeu os frutos esperados, mas também não o deixou a ver navios. Tanto que amargou derrota, mas saiu do processo eleitoral inteiro e turbinado para renovar seu mandato de deputado estadual.

Os outros quatro nomes situados na pesquisa Econométrica estão divididos em dos grupos. O primeiro é formado pelos deputados estaduais Wellington do Curso e Yglésio Moyses, que já são nomes carimbados nas corridas à Prefeitura. E o segundo reúne o deputado Carlos Lula e o vereador Paulo Victor, que na avaliação de todos são detentores de condições para crescer e entrar efetivamente na disputa.

O que é visível é a tendência no sentido de que o próximo prefeito de São Luís sairá dessa lista, sendo o prefeito Eduardo Braide o candidato mais forte entre eles. Pelo menos até aqui.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Renan Filho firmam pacote de investimentos na malha rodoviária do Maranhão

Entre Juscelino Filho e Iracema Vale, Carlos Brandão e Renan Filho exibem o termo de
federalização da MA-006, um dos itens do pacote de R$ 750 milhões para estradas

Da França, onde intensifica a recolocação do Brasil no cenário internacional, o presidente Lula da Silva (PT) concretiza mais uma promessa feita aos maranhenses durante a campanha eleitoral. Em sem nome, o ministro dos Transportes, Renan Filho, firmou ontem com o governador Carlos Brandão (PSB), em São Luís, um pacote de investimentos rodoviários no valor de R$ 750 milhões. As obras programadas são a conclusão da MA-006 – que liga Balsas a Tasso Fragoso -, que foi federalizada e passa a integrar a BR-330; a duplicação da BR-135 no trecho que vai de Outeiro (Santa Rita) e Miranda do Norte; a restauração do trecho entre Miranda do Norte e Caxuxa, e a intensificação das obras na BR-226 no trecho que vai ligar Timon a Teresina (PI).

Há muito tempo o Maranhão não recebia tamanha atenção de Brasília em relação a investimentos em infraestrutura rodoviária. A federalização da MA-006, uma das mais importantes rodovias maranhenses, que liga o norte e o sul do estado, foi objeto de inúmeras tentativas infrutíferas, agora formalmente viabilizadas e com recursos para conclui-la, o que dará uma nova dinâmica na movimentação rodoviária maranhense.

Outra obra de importância capital para o Maranhão é a duplicação da BR-135 entre o povoado Outeiro e a sede de Miranda do Norte. Esse trecho completa a duplicação que começa no Tirirical, em São Luís, e segue até Santa Rita. A duplicação até Miranda do Norte aliviará a pressão do tráfego na BR-135, a única ligação rodoviária de São Luís com o resto do mundo, hoje quase sufocada pelos milhares de caminhões que transportam soja das mais diferentes regiões do estado para o complexo portuário do Itaqui, o que a todo momento gera situações de colapso na tensa e perigosa mistura de caminhões graneleiros, cargueiros, ônibus, vans e automóveis.

No ato realizado no Palácio Henrique de La Rocque, o ministro Renan Filho destacou: “O presidente Lula falou que não quer nenhuma obra paralisada. Ele disse para recuperarmos o tempo perdido nos últimos seis anos, em que o Brasil foi transformado em uma das economias que menos investiu nos seus próprios recursos quando comparado com outras economias relevantes”. E foi mais longe ao se comprometer em trabalhar duro para que o Ministério dos transportes invista entre R$ 4 e R$ 5 bilhões em obras rodoviárias no Maranhão.

 Em resposta, o governador Carlos Brandão se declarou feliz com o momento por que passam as relações do maranhão com o Governo Federal, reforçada pela orientação do presidente Lula da Silva no sentido de que os ministérios atendam as demandas do Governo do Estado: “Eu fico muito feliz com esse novo momento que estamos vivendo, é um marco histórico, com a retomada e o início de novas obras. Algumas dessas obras são esperadas há mais de 40 anos, como a BR-226, iniciada com o presidente Sarney e que vai ser concluída agora, com o presidente Lula”.

As parcerias firmadas pelo Governo do Estado com o Ministério dos Transportes levaram um grande número de deputados estaduais e federais ao Palácio Henrique de La Rocque. Eles conhecem o estado inteiro, sabem dos problemas e carências e manifestaram entusiasmo com o pacote rodoviário. Ao lado do governador e do ministro, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), se manifestou sobre as ações acertadas: “Essas ações em prol do desenvolvimento da nossa infraestrutura viária são esperadas há mais de três décadas. O governador Brandão já lutou muito para que essas obras acontecessem e isso mostra, além do seu compromisso com o nosso Estado, a parceria e o diálogo que o Governo Federal está tendo com o Maranhão”.

Ministro das Comunicações acompanha visitas de colegas ao Maranhão

Juscelino Filho marcou presença na visita dos ministros Simone Tebet (Planejamento) e Márcio Macêdo (secretário geral da Presidência da República) ao governador Carlos Brandão

Chamou a atenção, ontem, na oportuna e produtiva visita de trabalho do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao Maranhão, a presença do ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Compreensível e até saudável que um ministro maranhense prestigie a passagem de um colega que venha ao seu estado trazer benefícios à população, como foi o caso de Renan Filho (MDB), que trouxe um pacote de R$ 750 milhões para rodovias. Mas passa a ser curioso o fato de o ministro Juscelino Filho se fazer presente em boa parte das visitas ministeriais ao Maranhão.

Ele deixa no ar a impressão de que tem uma agenda frouxa, quando se sabe que o Ministério das Comunicações trata de assuntos complexos – como telefonia e internet, por exemplo -, o que produz a suposição de que sua agenda de trabalho é repleta de compromissos em Brasília e fora de lá.

Na sua fala, o governador Carlos Brandão comemorou o fato de que nos últimos 15 dias pelo menos uma dezena de ministros visitaram o Maranhão trazendo benefícios. Numa verificação rápida, constata-se que em pelo menos quatro dessas visitas o ministro das Comunicações estava presente. Ou seja, cinco dias de folga no trabalho, já que todas as visitas se deram em dias úteis e em horário de expediente.

Curioso, não?

São Luís, 23 de Junho de 2023.

CNJ recomenda ao TJMA que invista na Justiça de base e aumente a produtividade

O Palácio da Justiça mantém a imponência, mas já não
comporta o colégio de desembargadores do TJ

Causou forte repercussão dentro e fora do Palácio da Justiça “Clóvis Bevilácqua” a manifestação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendando que o Poder Judiciário faça investimentos o mais breve possível na Justiça de 1ª entrância, uma vez que no Maranhão ainda existem comarcas sem juízes, enquanto o Tribunal de Justiça aumenta para 37 o número de desembargadores. A recomendação, feita em tom de cobrança, foi uma resposta do CNJ à ação por meio da qual o advogado Aldenor Rebouças Júnior questiona a legalidade da Lei Complementar nº 4/2022, que criou as sete vagas no colégio de desembargadores. O CNJ reconheceu a legalidade da Lei Complementar, mas fez duras críticas ao Judiciário maranhense pelo fato de ainda haver mais de dezena de comarcas sem magistrados e sem estrutura para funcionar a contento.

Nas recomendações do CNJ, a conselheira Salise Sanchotenes cobra que o Judiciário maranhense melhore, além da estrutura, a sua produtividade. Antes, o comando do TJ havia contestado a informação sobre baixa produtividade, afirmando que esse item alcançou 90%. A conselheira rebateu afirmando que, de acordo com o Departamento de Pesquisa Judiciais do Conselho, o Índice de Produtividade Comparada da Justiça do Maranhão é de 67,59%. Esse índice, segundo Salise Sanchotenes, não alcança o que o CNJ define como “intervalo de confiança”.

Proposta pelo Poder Judiciário, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Carlos Brandão (PSB), a Lei Complementar nº 2/2022 criou sete novas vagas de desembargador, estabelecendo que elas seriam assim preenchidas: três para juízes de carreira, uma para advogado pelo Quinto Constitucional da OAB, outras duas para juízes e uma para promotor ou procurador de Justiça pelo Quinto Constitucional do Ministério Público. O questionamento feito pelo advogado Aldenor Rebouças Júnior, que pediu a suspensão do preenchimento das vagas, mas não foi atendido pelo CNJ, que, embora avaliando que as novas vagas de desembargador estariam em descompasso com os investimentos na base do sistema judiciário maranhense, que são as comarcas, reconheceu a legalidade da lei. Ou seja, o advogado não alcançou o objetivo de invalidar as sete novas vagas, mas arrancou as recomendações do Conselho ao Judiciário maranhense.

Esse petardo do CNJ chega no momento em que o Tribunal de Justiça está às voltas com o conturbado processo de preenchimento da vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional da OAB, iniciado com uma escandalosa fraude eleitoral na primeira tentativa de escolher os 24 aspirantes. O TJ reagiu colocando freio e regras no processo de avaliação dos seis nomes que lhe chegaram, dos quais três serão escolhidos e encaminhados ao governador do Estado, que elegerá o 34º integrante do colégio de desembargadores do Judiciário maranhense. Para o CNJ, além dos novos desembargadores, o TJMA tem a abrir concurso para juiz de Direito, garantindo assim que o Maranhão saia da injustificada posição de estado onde ainda existem comarcas sem magistrados.

Por mais que a manifestação do CNJ seja consistente, não há como negar que o Poder Judiciário do Maranhão ingressou nesta década com gestões decididas a expor suas deficiências e virar o jogo. Nos últimos três anos, o TJMA teve de encarar, por exemplo, a escandalosa construção do Fórum de Imperatriz, um elefante branco perdulário, onde há fortes sinais de desvios, bomba armada por antecessores e que que caiu na mesa do correto e respeitado desembargador Lourival Serejo, então presidente do Tribunal de Justiça. Agora, sob comando modernizador do presidente O Paulo Velten, que se impôs o desafio de construir uma nova sede – ou pelo menos deixa-la com pilares fincados -, já que o Palácio da Justiça “Clóvis Bevilácqua” não mais comporta, nem com novos puxadinhos, a mais alta Corte de Justiça do Maranhão.

Apesar do desconforto que causou, a manifestação do CNJ não tirou o Judiciário maranhense do eixo.

PONTO & CONTRAPONTO

Zanin recebeu os votos dos três senadores maranhenses

Eliziane Gama, Ana Paula Lobato e Weverton
Rocha: votos em Cristiano Zanin para o STF

Deu a lógica e a coerência política: os três senadores do Maranhão – Eliziane Gama (PSD), Ana Paula Lobato (PSB) e Weverton Rocha (PDT) – confidenciaram a interlocutores que estão entre os 58 senadores que votaram no advogado Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF), ratificando a indicação do presidente Lula da Silva (PT).

A senadora Eliziane Gama, que se tornou próxima de Lula da Silva durante a campanha eleitoral, já havia emitido sinais de que apoiaria a indicação do advogado que desmontou a Lava Jato. E confirmou ontem a intenção dando-lhe o seu voto.

A senadora Ana Paula Lobato seguiu a linha do seu partido e a do titular do mandato, senador licenciado e atual ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB). Não manifestou qualquer dúvida quando ao voto que deu no advogado do presidente Lula da Silva.

O senador Weverton Rocha não pensou duas vezes em sacramentar a aprovação de Cristiano Zanin como futuro ministro do da Suprema Corte. Nem precisaria lembrar de que por trás desse voto está a relação pessoal com o presidente Lula da Silva e a presença do PDT no Governo com Carlos Lupi no comando do Ministério da Previdência.

Favoritismo de Rildo Amaral em Imperatriz deixa animado o líder do PP no Maranhão

Rildo Amaral deixa André Fufuca otimista

A pesquisa Quallity que mediu a fase as intenções do eleitorado de Imperatriz em relação aos nomes colocados para disputar a sucessão do prefeito Assis Ramos (UD), tendo apontado o deputado estadual Rildo Amaral na liderança, repercutiu fortemente no gabinete da Câmara Federal onde trabalha o deputado federal André Fufuca (PP).

Presidente do PP no Maranhão, André Fufuca tem todas as razões para festejar, ainda que discretamente, a possibilidade concreta de Rildo Amaral colocar o PP no comando do segundo maior colégio eleitoral do estado.

Se Rildo Amaral for eleito para comandar Imperatriz, ganham o partido e o seu presidente regional. O partido será turbinado com a importância de Imperatriz. Já André Fufuca, que tem projetos mais ousados para a frente, reforçará muito o seu cacife como líder partidário.

E não será surpresa se André Fufuca reforçar o poder de fogo do PP atraindo para seus quadros o vereador-presidente Paulo Victor, atualmente no PCdoB, mas que não esconde que trabalha com a hipótese de sair candidato a prefeito der São Luís pelo PP.

São Luís, 22 de Junho de 2023.

Imperatriz: Rildo Amaral sai na frente com vantagem larga sobre nove pré-candidatos

Rildo Amaral lidera com boa vantagem sobre Josivaldo JP,
Marco Aurélio, Mariana Carvalho e mais seis aspirantes

A 15 meses da corrida às urnas, o cenário da disputa para a Prefeitura de Imperatriz, o segundo e mais importante município do Maranhão, parece estar sendo desenhado com grande antecedência, e de maneira irreversível. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Quallity, o deputado estadual Rildo Amaral (PP) avança embalado por 29,15% das intenções de voto, seguido do deputado federal Josivaldo JP (PSD) com 15,59%, do ex-deputado estadual Marco Aurélio (PSB) com 13,56%, de Mariana Carvalho (Republicanos) com 8.47%, deixando muito distante um segundo pelotão, comandado por Clayton Noleto (PSB) com 2,7%, Ricardo Seidel (2,03%), Nilson Takashi (1,86%), João Lira (1,86%), Fábio Hernandes (0,85%) e João Antônio (0,51%). O levantamento encontrou 16,44% de indecisos e 8,64% que pretendem votar nulo ou em branco.

Por não contar ainda com 250 mil eleitores – são ainda 183 mil -, Imperatriz não escolhe prefeito em dois turnos, caso nenhum dos candidatos alcance 50% dos votos mais um. Ali, ainda leva a melhor o mais votado, independentemente de qual seja a sua votação. O atual prefeito, Assis Ramos, na época filiado ao MDB, foi reeleito em 2020 com apenas 27% dos votos, contra pouco mais de 25% do então deputado estadual Marco Aurélio, candidato do PCdoB. O prefeito renovou o mandato, mas com o peso de uma rejeição de mais de 70% dos votos válidos, que foram distribuídos entre os demais candidatos, entre eles os ex-prefeitos Sebastião Madeira (PSDB) e Ildon Marques (PP), ambos com menos de 20% cada.

Os números da pesquisa Quallity, cujo levantamento foi feito no início de junho, sugerem que a vantagem do deputado Rildo Amaral é consistente. Isso não significa dizer que ele deva considerar que a fatura já esteja liquidada. Afinal, o seu concorrente mais próximo, o deputado Josivaldo JP, surpreendeu a muitos que apostaram contra sua reeleição em 2022, podendo ainda ganhar fôlego embalado pelos 15,59%. O mesmo pode acontecer com Mariana Carvalho, que começa sua caminhada com vistosos 8,47% de intenções de voto, e com potencial para crescer ao longo da pré-campanha e da campanha propriamente dita.

A corrida pela sucessão do prefeito Assis Ramos conta com alguns dados interessantes. O primeiro deles é que o terceiro colocado, Marco Aurélio (PSB), não deu ainda qualquer indicativo de que esteja, de fato, interessado em se candidatar. Nos bastidores, há quem diga que ele pode vir a ser candidato a vice de Rildo Amaral, formando uma chapa eleitoral e politicamente forte, ou voltar às origens tentando uma vaga na Câmara Municipal. E se não vier a disputar votos, apoiará a candidatura de Rildo Amaral, retribuindo o apoio ostensivo que dele recebeu em 2020.

Outro dado que conta no cenário político de Imperatriz é a ausência entre os postulantes, depois de muitos anos, de dois líderes importantes do município, ambos adversários figadais: os ex-prefeitos Sebastião Madeira e Ildon Marques, que participaram da última eleição e devem atuar apoiando candidatos distintos. A tendência do ex-prefeito Sebastião Madeira, hoje atuando no cenário estadual como chefe da poderosa Casa Civil do Governo do Estado, é apoiar a candidaturas de Rildo Amaral. Já em relação a Ildon Marques, o que se sabe é que teria feito opção por cuidar dos seus inúmeros negócios, cujo carro-chefe é a cadeia de lojas Lilliane.

Mesmo considerando que a pesquisa do Instituto Quallity é fotografia deste momento, o que torna precipitada qualquer conclusão com base nos números de agora. Ao mesmo tempo, avaliando-se o potencial dos pré-candidatos, pode-se afirmar que nenhum tem a consistência política e eleitoral de Rildo Amaral, um professor que conhece a cidade como poucos, foi vereador por vários mandatos e está no segundo mandato de deputado estadual com atuação focada na antiga Vila do Frei.

Os próximos tempos poderão confirmar ou redesenhar o cenário rascunhado pela pesquisa Quallity.

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane enfrenta a falange bolsonarista e manda deputado se calar

Observada por Silvinei Vasques, Eliziane Gama manda deputado se calar

Relatora da CPMI dos Atos Golpistas, a senadora Eliziane Gama (PSD) não se intimidou com a falange parlamentar bolsonarista que foi à sessão da Comissão com o propósito de tumultuar o ambiente e aliviar a barra do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vaques, que está enrolado até o pescoço na trama golpista armada perla turma do ex-presidente da República.

Eliziane Gama mostrou firmeza contra a algazarra comandada por um deputado bolsonarista não integrante da Comissão quando ela colocou o ex-chefe da PRF contra a parede ao indagar-lhe sobre uma condenação por ele sofrida por causa de uma agressão que cometera contra um frentista que se negou a lavar seu carro. Como um lance orquestrado, o deputado bolsonarista – um sujeito grotesco, descontrolado, que esconde a calvice com uma peruca horrenda – iniciou o tumulto dando gritos histéricos para impedir que a senadora prosseguisse na inquirição a Silvinei Vasques.

A senadora maranhense reagiu:

“Não vou aceitar que parlamentar nenhum aqui tente cercear a minha voz. Deputado, Vossa Excelência nem é integrante dessa Comissão. Então simplesmente se cale. Se cale! Porque neste momento quem está falando aqui é a relatora da Comissão. E eu não vou aceitar que nem você me interrompa. Vá gritar em outro lugar, aqui não! Vá gritar em outro lugar, aqui não! Respeite essa comissão. Cale sua boca! Respeite essa Comissão. Cale sua boca! Não vou aceitar isso aqui”.

E avisou que vai ser assim.

Repórter Tempo bateu a marca dos 2.500 posts

Chegamos a 2.500 posts. Uma viagem longa desde a primeira edição, no dia 25 de fevereiro de 2015, até aqui. Não foi uma caminhada jornalística fácil, mas foi profissionalmente franca, honesta e também prazerosa.

Sempre focada na cena política do Maranhão, com incursões eventuais na literatura – principalmente de informação – e na música maranhenses, a Coluna alcançou nestes oito anos um contingente razoável de leitores – alguns lhe juram fidelidade -, e serviu de referência em alguns momentos.

Repórter Tempo não nasceu para brigar por cliques nem para disputar espaço na movimentada blogosfera maranhense. O objetivo da Coluna, que vale como um princípio cultivado por seu autor, é comentar os fatos políticos que o Jornalismo registra diariamente, sem a pretensão de dar a palavra final sobre qualquer assunto abordado.

E vai continuar firme nessa linha, dizendo sim ao fato jornalístico de ponta, bem apurado, e rejeitando o uso abusivo do CtrlC-CtrlV, que é a contramão do Jornalismo saudável.

São Luís, 21 de Junho de 2023.

Pesquisa: Dino, Brandão, “Família Sarney” e Braide são as maiores lideranças de São Luís

A relação dos líderes apontados por até 1% dos entrevistados na pesquisa do Instituto EPO

Poucas vezes uma pesquisa de opinião para desenhar o cenário político de São Luís foi tão completa e oportuna como a primeira realizada pelo instituto EPO – Estratégia Pesquisa de Opinião (ex-Escutec). Além de medir o poder de fogo dos pré-candidatos à Prefeitura de São Luís, apontando a liderança do prefeito Eduardo Braide (PSD); de avaliar o desempenho do presidente Lula da Silva (PT), que nada de braçada com 63%, seguido pelo governador Carlos Brandão (PSB) com 57% e do prefeito Eduardo Braide com 53%, a investigação do instituto EPO foi mais longe e perguntou, de modo espontâneo, quem é o maior líder político de São Luís. Os 1010 ludovicenses entrevistados citaram 34 nomes, entre eles o senador licenciado Flávio Dino (PSB), ministro da Justiça e Segurança Pública, apontado por 15% com o maior líder político da Capital. Na segunda posição, com 10,1%, apareceu o governador Carlos Brandão, seguido de uma entidade política chamada “Família Sarney” na terceira colocação com 9,8%, e na quarta posição está o prefeito Eduardo Braide com 7,4% das citações.

A liderança do ministro Flávio Dino nesse item se encaixa perfeitamente na realidade. Ele é de São Luís, nasceu e cresceu na Rua de Santana, estudou no Colégio Maristas, graduou-se em Direito na UFMA, onde também iniciou sua carreira política militando no Movimento Estudantil, vivendo a infância, a adolescência e parte da idade adulta como um ludovicense da gema. Flávio Dino dedicou muitas ações do seu Governo à cidade, hoje uma metrópole que abriga nada menos que 1,3 milhão de maranhenses e migrantes de todo o País. O eleitorado ludovicense lhe deu votações robustas quando se convenceu de que Flávio Dino seria muito mais que uma promessa. Suas eleições – uma de deputado federal, duas eleições de governador e a de senador – foram turbinadas pelo eleitorado da Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

Ao apontarem o governador Carlos Brandão como o maior líder da maior cidade do Maranhão, 10,1% enxergaram nele um governante identificado com a identidade ludovicense, mesmo tendo ele nascido em Colinas. Carlos Brandão tem fortalecido sua relação com São Luís num processo que passa pelo aspecto político e pelas reentrâncias culturais. Pela maneira como ele atua, passa a impressão de que existe uma sintonia com a cidade. E aprova disso é que na eleição de 2022, Carlos Brandão foi de longe o mais votado entre os candidatos a governador.

O prefeito Eduardo Brande saiu-se bem em todos os dados da pesquisa EPO. Apareceu como líder na corrida à Prefeitura, teve sua gestão avaliada positivamente por 53% dos entrevistados, não tendo surpreendido, portanto, a posição destacada que ocupa na indicação da maior liderança da cidade, com 7,4%. Eduardo Braide é ludovicense de nascimento e de história, iniciou sua vida profissionais e política na Capital, onde foi o mais votado nos dois mandatos de deputado estadual e no mandato de deputado federal, elegendo-se prefeito com seu próprio prestígio depois de uma tentativa infrutífera em 2016.

A Coluna considerou os citados que receberam até 1% de indicação como maior líder de São Luís. E nessa relação, alguns casos chamam a atenção. O primeiro deles é a ex-governadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB), com 3,4%, mesmo com uma obra expressiva na cidade, seguida do deputado federal Duarte Jr. (PSB) com 2,5%, que aparece em segundo na corrida ao Palácio de la Ravardière com 18,6%, e do ex-prefeito Edivaldo Holanda (sem partido), também em boa situação na disputa para prefeito (14,7%), mas só é reconhecido como a maior liderança da cidade por apenas 2,4% dos entrevistados. Na sequência, aparecem o deputado estadual Neto Evangelista (União) com 1,9%, mas que tem 8,2% das intenções de voto entre os candidatos à Prefeitura, seguido do deputado estadual Wellington do Curso (PSD), que tem 1,5% nesse quesito e 5,3% como pré-candidato a prefeito.

O dado que mais chama a atenção nesse item da pesquisa EPO é a posição do senador Weverton Rocha (PDT), que foi citado com apenas 1% dos entrevistados, mesmo percentual dado à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB). Impressiona o fato de o senador Weverton Rocha ter sua base eleitoral em São Luís, presidir o PDT, liderar a ativa militância pedetista, ter sido recentemente candidato a governador, mas ser tão pouco considerado numa avaliação como essa. Igualmente curiosa é a posição da senadora Eliziane Gama (PSD), com intensa militância política em São Luís, sendo apontada por apenas 0,5% dos ludovicense como a maior liderança da Capital.

Esses números certamente servirão de referencial para que carreiras e posturas sejam ajustadas no contexto político da Capital, onde o eleitor, com seu elevado nível de politização, costuma dizer o que o pensa numa pesquisa e nas urnas.

PONTO & CONTRAPONTO

Levantamento mostrou Brandão como governante bem avaliado

Carlos Brandão apontado na pesquisa
como um bom governante

A pesquisa EPO, que foi realizada pelo instituto com seus próprios recursos, portanto sem contratantes, repercutiu fortemente no Palácio dos Leões.

Para começar mostrou que quatro nomes da base governista – Duarte Jr., Neto Evangelista, Carlos Lula e Paulo Victor estão na briga pelo Palácio de la Ravardière. O primeiro já disputando a liderança, o segundo com potencial intermediário, e os dois últimos cristãos novos nessa seara, mas atuações políticas que podem fazer a diferença ao longo dos próximos meses.

Além disso, a pesquisa mostrou que o Carlos Brandão vem sendo visto pela maioria dos exigentes eleitores ludovicenses como um bom governante, bem situado entre o presidente Lula da Silva e o prefeito Eduardo Braide.

Mais do que isso, o governador é apontado como a segunda maior liderança política da Capital, um feito surpreendente quando é lembrado que o eleitorado da Capital sempre manteve fortes reservas em relação aos ocupantes do Palácio dos Leões.

O ambiente e de discreta comemoração.

Wellington do Curso tem todos os motivos para comemorar posição na corrida à Prefeitura

Wellington do Curso

De todos os pré-candidatos candidatos à prefeitura de São Luís identificados na pesquisa EPO, o mais surpreendente é o deputado estadual Wellington do Curso (PSD), que veio à tona com nada menos que 5,8% das intenções de voto. Mesmo levando em conta tratar-se da primeira pesquisa, observado o fato de o calendário eleitoral para 2024 ainda estar longe de ser iniciado e que suas chances são mínimas se comparadas às do prefeito Eduardo Braide (29,5%), do deputado federal Duarte Jr. (18,6%) e do ex-prefeito Edivaldo Jr. (14,7%), o percentual de intenções de voto obtidos por Wellington do Curso é muito expressivo. Para começar, o autoriza a permanecer no rol dos pré-candidatos à Prefeitura de São Luís, numa situação de empate técnico com o deputado estadual Neto Evangelista (8,2%). Ave solitária, que só conta com sua própria força de vontade, com a tribuna da Assembleia Legislativa, que ocupa todos os dias, e com uma estratégia quase frenética de se manter vivo em redes sociais, Wellington do Curso recebeu o percentual como um prêmio.

São Luís, 20 de Junho de 2023.

Pesquisa: Braide lidera, tem Duarte Jr. em segundo e Edivaldo em terceiro, mas cenário é instável

Não foi exatamente a melhor notícia a chegar ao Palácio de la Ravardière, mas também não foi uma tragédia irreversível a informação dos 29,6% de preferência obtidos pelo prefeito Eduardo Braide (PSD) na primeira pesquisa do instituto EPO – Estratégia Pesquisas de Opinião (ex-Escutec) para identificar posições nos primeiros movimentos da corrida à Prefeitura de São Luís agendada para 2024.

Atrás dele aparecem o deputado federal Duarte Jr. (PSB) com 18,8%, o ex-prefeito Edivaldo Jr. (sem partido) com 14,7%, o deputado estadual Neto Evangelista (União) com 8,2%, o deputado estadual Wellington do Curso (PSD), o deputado estadual Yglésio Moisés (PSB) com 2,7%, o deputado estadual Carlos Lula (PSB) com 2,5% e o vereador Paulo Victor (PCdoB) com 2,5%. Nenhum deles e não sabe totalizaram 15,8%. Eduardo Braide também lidera a pesquisa espontânea com 19,1%, seguido de Duarte Jr. (9,8%), Edivaldo Jr. (8,6%), Neto Evangelista (3,9%), Wellington do Curso (2,1%), Yglésio Moises (1,1%), Paulo Victor (0,9%), Carlos Lula (0,5%), entre outros, e com 48,5% manifestando indefinição.

Além das preferências por nomes que poderão entrar efetivamente na disputa, o EPO investigou a posição do eleitorado em relação ao desempenho administrativo do prefeito Eduardo Braide, tendo encontrado dois percentuais significativos: 53% disseram que aprovam a gestão e 40% que não aprovam, e com uma margem de apenas 7% que não souberam ou não quiseram avaliar. Quando se faz qualquer associação dessas posições com as preferências para a corrida sucessória, o prefeito Eduardo Braide leva vantagem expressiva. O prefeito de São Luís é um ente político solitário, que no momento só conta mesmo com seu prestígio pessoal e com os resultados da sua gestão até aqui. Isso levando em conta o fato de que a pesquisa foi feita em meio aos confrontos dele com a Câmara Municipal e à repercussão do rumoroso caso envolvendo o titular da SMTT, Diego Pereira, em polêmica liberação de veículos apreendidos, por exemplo.

Os números encontrados pela pesquisa EPO produzem, de cara, uma conclusão óbvia: a sucessão da Prefeitura de São Luís será o resultado de uma guerra política de larga escala, envolvendo as principais forças políticas do Maranhão, a começar pelo governador Carlos Brandão (PSB) e pelo ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública, os três senadores e parte da bancada federal. Se a eleição fosse agora, seria resolvida num segundo turno, já que a soma dos percentuais dos adversários do prefeito Eduardo Braide totalizaria 54,5%. O segundo round repetiria 2020 entre Eduardo Braide e Duarte Jr., mas com a observação de que o prefeito concorrerá no cargo, e devendo ser levado em conta que, por causa da margem de erro (3.1%, para mais ou para menos), o ex-prefeito Edivaldo Jr. também teria condições de ser o adversário do prefeito no turno decisivo.

O desenho dessa disputa ainda comporta muitos traços, sendo um deles bem expressivo: o vereador-presidente Paulo Victor (PCdoB) aparece com 2,5% das intenções de voto, mas com o diferencial de que tem sido o mais ativo e contundente adversário do prefeito Eduardo Braide, tendo colocado a Câmara Municipal, que vinha sempre em segundo plano, no epicentro da política ludovicense. Nomes como Neto Evangelista e Carlos Lula podem ganhar espaço, tornando o cenário da disputa bem mais movimentado.

Por sua vez, embalado pela aprovação de 53%, o prefeito Eduardo Braide guarda um consistente potencial de crescimento: tem o controle da máquina municipal, não enfrenta escândalo de corrupção e tem margem política para fazer acordos produtivos, como o que está sendo alinhavado pelo presidente municipal, deputado federal Cléber Verde, que já declarou que o MDB ludovicense vai apoia-lo.   

Em Tempo: Primeiro levantamento feito pelo EPO, a pesquisa foi realizada no período de 17 a 17 de junho, ouviu 1.020 eleitores, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menor, e intervalo de confiança de 95%.

PONTO & CONTRAPONTO

Quebrando recordes e barreiras, Iracema Vale ganha força política no Maranhão

Iracema Vale no arraial junino da Assembleia Legislativa: reeleição como presidente e força política

Com a reeleição antecipada e unânime da deputada Iracema Vale (PSB) para a presidência da Assembleia Legislativa, o governador Carlos Brandão (PSB) consolidou de vez o projeto político que norteará ele e seu grupo até as eleições gerais de 2026.

Com seu status reforçado, a presidente Iracema Vale comandará com mais segurança a base governista no parlamento estadual, fortalecendo ainda mais a interlocução dos deputados estaduais com o Palácio dos Leões. Essa intermediação já é eficiente, mas precisa de reforço nos próximos meses, por conta das tensões que costumam contaminar o meio político em períodos eleitorais.

Vale lembrar que a partir de abril de 2026, quando o governador Carlos Brandão sair para disputar uma cadeira no Senado, passando o comando do Governo para o vice-governador Felipe Camarão, que deve se candidatar à reeleição, a deputada Iracema Vale ascenderá à condição de vice-governadora do Maranhão.

Tudo isso no embalo de uma série de patamares vencidos, como a primeira mulher a se eleger deputada estadual ultrapassando a barreira dos 100 mil votos, e a primeira mulher a ser eleita e reeleita presidente da Assembleia Legislativa, e com um dado diferenciado: as duas eleições se deram por aclamação, sem disputa, porque não apareceu concorrente.

Eliziane usa ataques de redes bolsonaristas para se reforçar na CPMI dos Atos Golpistas

Eliziane Gama na CPMI dos Atos Golpistas: buscar mandantes, financiadores e organizadores do golpe

A senadora Eliziana Gama (PSD) passou o fim de semana se preparando para os embates que estão previstos para o início efetivo da CPMI dos Atos Golpista, da qual ela é relatora.

Por conta das suas posições e da determinação que ela vem exibindo no exercício do delicado e decisivo posto parlamentar, a senadora maranhense vem sendo alvo de redes sociais bolsonaristas, que a atacam de maneira agressiva e baixa.

Forjada no embate político duro, a senadora Eliziane Gama vem dando seguidas demonstrações de que usa cada agressão que sofre para se fortalecer. E reforça a todo momento o deu objetivo de chegar aos mandates, financiadores e planejadores da tentativa de golpe ocorrida no dia 8 de Janeiro na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Mais do que isso: tem assegurado que fará um relatório denso, consistente e politicamente neutro, porque a ideia é descobrir culpados e manda-los para a cadeia.

São Luís, 19 de Junho de 2023.

Reeleição para a presidência do Legislativo alarga o horizonte político de Iracema Vale

Iracema Vale: força política e boa articulação lhe deram
um amplo espaço no cenário político do Maranhão

Com a reeleição, antecipada em um ano e sete meses, para novo mandato de presidente da Assembleia Legislativa, a ser iniciado em fevereiro de 2025, a deputada Iracema Vale (PSB) consolida, definitivamente, a condição de um dos quadros mais destacados da sua geração no cenário político do Maranhão. A obtenção do segundo mandato presidencial, num processo em que ninguém discutiu a sua continuidade no comando do Palácio Manoel Beckman, foi o resultado da soma do poder do grupo político a que pertence e a sua habilidade na condução da instituição, onde o maior desafio tem sido harmonizar os mais diferentes interesses políticos, partidários e ideológicos latentes numa Casa tão plural como a Assembleia Legislativa. Os quatro primeiros meses da sua gestão foram decisivos para ela se firmar como líder e ganhar autoridade política para propor e obter a reeleição para o mais cobiçado posto do Poder Legislativo.

Para ganhar força política para comandar a atual Assembleia Legislativa por quatro anos, à exemplo dos três últimos presidentes – Arnaldo Melo (PP), Humberto Coutinho (PDT) e Othelino Neto (PCdoB) -, principalmente levando em conta o diferencial que impõe a condição de mulher, a deputada Iracema Vale tem desempenhado papel decisivo para garantir a estabilidade política ao Governo comandado pelo seu principal aliado e incentivador, o governador Carlos Brandão (PSB). Nessa equação, ela tem sido muito eficiente nas articulações que mantêm unida a base parlamentar do Governo, formada por um leque que vai da chamada esquerda democrática à extrema-direita.

Ao contrário do que muita gente imagina, Iracema Vale não chegou por acaso ao topo da carreira parlamentar estadual no primeiro mandato. É verdade que teve o apoio decisivo do governador Carlos Brandão, mas é igualmente verdadeiro que foi também autorizada por sua trajetória. Vareadora por três mandatos e prefeitas por dois mandatos Urbano Santos, que lhe deram status de liderança naquela região, ela deu um passo gigantesco ao sair das urnas de 2022 como o candidato mais para a Assembleia Legislativa, ultrapassando a até então resistente barreira dos 100 mil votos – obteve exatos 104.729 -, para logo em seguida entrar de vez para a História ao se tornar a primeira mulher a ser eleita presidente do Poder Legislativo do Maranhão.

Não há registro de um início de mandato tão espetacular, que incluiu até mesmo uma passagem de sete dias no Palácio dos Leões, que a tornou a segunda mulher a assumir o Governo do Maranhão – a primeira foi a hoje deputada federal Roseana Sarney (MDB). A reeleição para a presidência do Poder Legislativa turbina ainda mais a sua biografia, que deverá ganhar mais um item de importância maior em abril de 2026, quando ela passar a acumular a presidência da Assembleia Legislativa com a de vice-governadora do Maranhão, se o governador Carlos Brandão renunciar para disputar o Senado e o atual vice-governador Felipe Camarão (PT) assumir o Governo e nele disputar a reeleição.

A força política da presidente da Assembleia Legislativa tem estimulado especulações em série acerca do seu futuro. A principal dela é a possibilidade de ela vir a ser indicada candidata a vice-governadora na chapa que será liderada por Felipe1º Camarão. Isso explica de alguma maneira a briga travada pelo comando da 1ª vice-presidência do Poder Legislativa, que está sendo intensamente disputada pelo atual 1º vice-presidente, deputado Rodrigo Lago (PCdoB), e pelo deputado Júlio Mendonça, do mesmo partido, na formação da nova Mesa Diretora. Independentemente do que vier a acontecer em relação ás eleições de 2026, não há dúvida de que a deputada Iracema Vale terá papel destacado no processo.

O fato imediato é a reeleição presidencial de Iracema Vale, que alarga em grande escala o seu horizonte político.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide paga caro por silenciar sobre atitude do secretário da SMTT

Eduardo Braide silencia sobre
atitude de Diego Pereira

Se não se manifestar por fala ou nota nem tonar uma medida dura a respeito do que aconteceu na Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) da Prefeitura de São Luís na primeira hora de 28 de maio, onde o secretário Diego Pereira, em pessoa, mandou liberar uma Toyota Hilux SW4, de luxo, apreendida e guinchada por documentação vencida, fato registrado por seguranças, o prefeito Eduardo Braide (PSD) fechará a semana correndo, pela primeira vez, o risco de ser afetado pelo vírus do descrédito.

O fato já ganhou projeção nacionais, vendido com uma versão comprometedora e que não foi contestada pelo governo municipal, o que lhe dá atestado de verdade absoluta.

Político experiente, respeitado pela sua correção pessoal e como gestor, o prefeito Eduardo Braide sabe que parte da pancadaria tem a corrida sucessória como motivação e que será assim as eleições do ano que vem. No caso, o silêncio pesa mais do que uma reação inconsistente.

Carlos Lula reage com veemência contra lei que protege políticos

Carlos Lula critica lei que protege políticos

“Políticos não são castas superiores à sociedade para acharem que merecem esse tipo de proteção da Legislação Federal”. A frase resume a reação indignada do deputado Carlos Lula (PSB) condenando a aprovação, pela Câmara Federal, do Projeto de Lei 2720/23, que tipifica como crime discriminar políticos e réus em processos sem trânsito em julgado, instituindo pena de 2 a 4 anos de prisão e multa.

Com a autoridade de advogado de larga reputação, que atua em vários campos do direito, a começar pela seara eleitoral, o deputado Carlos Lula avalia o projeto como um grave equívoco, uma vez que afasta ainda mais a sociedade civil dos políticos.

“Ele (o PL) criminaliza a discriminação de pessoas politicamente expostas. No seu projeto original, criminalizava, inclusive, a conduta de criticar políticos ou criticar pessoas politicamente expostas. A gente tem dois equívocos absurdos nesse projeto que foi, infelizmente, aprovado na Câmara dos Deputados, ontem, e que agora segue para o Senado”, assinalou Carlos Lula.

Vale lembrar que o PL nº 2720-23 é de autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha, condenado a 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e que entrou para a história como um dos mais controversos políticos da história do Brasil neste século.  Este ano, a decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Tempo: O projeto é de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha, condenado a 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Este ano, a decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

São Luís, 16 de Junho de 2023.

Com nomes fortes na base, candidato dos Leões em São Luís sairá de um consenso Brandão/Dino

Eduardo Braide pode ter de enfrentar Duarte Jr., Carlos Lula, Márcio Jerry, Neto Evangelista, Paulo Victor, Felipe Camarão, Zé Carlos Araújo ou até mesmo Pedro Lucas Fernandes

Em conversas reservadas recentes com aliados, o governador Carlos Brandão (PSB) disse e repetiu que a aliança partidária que comanda terá candidato à Prefeitura de São Luís nas eleições do ano que vem, mas que ele só tratará da escolha do candidato no início do ano que vem. Reiterou também a decisão de não interferir na movimentação de pré-candidatos, por considerar que eles têm o direito de atuar para viabilizar os seus projetos de candidatura. Embora não seja uma novidade, uma vez que vem sendo manifestada há tempos, direta e indiretamente, a posição do governador começa a ser mais enfática à medida que aspirantes aliados tentam pressioná-lo para que ele se posicione já apontando nome da sua preferência. E segundo fontes que ouviram dele próprio a reafirmação de que para ele o calendário eleitoral, especialmente em relação a São Luís, só começa mesmo em janeiro de 2024.

O governador Carlos Brandão tem vários motivos para adiar para o ano que vem a escolha do candidato do seu grupo que enfrentará o prefeito Eduardo Braide (PSD), que apesar da pancadaria, vai consolidando o seu projeto de reeleição. O primeiro é que o PSB – o seu partido -, o PT e o PCdoB, que formam o tripé da sua base partidária, têm nos seus quadros nomes com lastro político e potencial eleitoral para participar de uma disputa dessa magnitude. Isso significa dizer que não é tão simples bater martelo por um nome, sendo mais produtivo escolher um candidato a partir de uma grande negociação dentro da federação PSB/PT/PCdoB, do que mergulhar o grupo numa disputa doméstica desgastante.

Para começo de conversa, está nas fileiras do PSB o pré-candidato no momento com maior potencial para enfrentar o prefeito Eduardo Braide, o deputado federal Duarte Jr., que até aqui lidera todas as pesquisas como o mais forte adversário do atual ocupante do Palácio de la Ravardière, com quem disputou o segundo turno da eleição de 2020. Duarte Jr. é pré-candidato declarado a prefeito de São Luís, e já se movimenta com o aval como tal, levando em conta de que dentro do PSB está o deputado estadual Carlos Lula, um cristão-novo prestigiado, que vem exercendo bem o seu primeiro mandato parlamentar e se colocado como crítico duro do prefeito Eduardo Braide.

Dentro do PT estão nomes também com potencial para entrar na disputa em São Luís, destacando-se ninguém menos que o vice-governador Felipe Camarão, atual secretário de Estado da Educação, que, por sua vez, não demonstra o menor interesse nessa disputa, preferindo assumir o Governo em 2026 e se candidatar à reeleição. E nos bastidores petistas, fala-se também do ex-deputado federal Zé Carlos Araújo, atual superintendente regional do Incra, e que como Felipe Camarão, não se deixou seduzir pela ideia, preferindo preparar seu retorno à Câmara Federal em 2026.

Formando o tripé, o PCdoB, onde estão dois nomes com cacife para pleitear a vaga de candidato do grupo à Prefeitura de São Luís: o deputado federal Márcio Jerry, presidente regional do partido, o presidente da Câmara Municipal da Capital, vereador Paulo Victor. Márcio Jerry ocupa grande espaço dentro da aliança, tem prestígio para pleitear a vaga de candidato, mas tem dado mostras de que prefere continuar na Câmara Federal. Já o vereador-presidente Paulo Victor é, de longe, o mais declarado pré-candidato ao Palácio de la Ravardière, tendo assumido a linha de frente como adversário do prefeito Eduardo Braide, contra quem dispara críticas e denúncias. De todos, é no momento o pré-candidato mais próximo do governador Carlos Brandão, visto por uns como o nome da preferência do Palácio dos Leões e por outros nem tanto.

Por fim, os dois nomes do União Brasil, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes e o deputado estadual Neto Evangelista, que são lembrados quando se fala numa hipótese uma candidatura fora do tripé governista.

São essas peças do tabuleiro político da Capital que impedem o governador Carlos Brandão de fazer uma escolha antecipada. Em princípio, o candidato da aliança governista sairá desse grupo, mas como o resultado de uma ampla negociação envolvendo o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública. Os aspirantes estão livres para se viabilizar até o final do ano.

PONTO & CONTRAPONTO

É no mínimo contraditória a situação do PSD no Maranhão

PSD maranhense tem Eliziane Gama que não apoia
Eduardo Braide, que também não conta muito com
Josivaldo JP nem com Wellington do Curso

O partido é comandado pelo ex-deputado federal Edilázio Júnior, bolsonarista de carteirinha que não conseguiu se reeleger, e tem nos seus quadros a senadora Eliziane Gama, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, o deputado federal Josivaldo JP e o deputado estadual Wellington do Curso.

O que chama a atenção é que esses representantes do PSD nem de longe formam um grupo partidário agregado por pontos comuns, chegando mesmo fazer de conta que não vivem no mesmo barracão partidário.

Não há registro de reuniões entre a senadora Eliziane Gama e o prefeito Eduardo Braide para tratar de interesses de São Luís, o que chama a atenção pelo fato de a Capital se base política de ambos. No campo político propriamente dito, pelo menos por enquanto não há qualquer sinal de que Eliziane Gama venha a declarar apoio ao projeto de reeleição do prefeito Eduardo Braide.

Da mesma maneira, o deputado federal Josivaldo JP pouco interesse demonstra pelos problemas da Capital, já que seu foco é a Imperatriz e a Região Tocantina, que formam a sua base política e eleitoral. E não se tem notícia de que o deputado federal Josivaldo JP mantenha alguma relação política com a senadora Eliziane Gama.

Finalmente, o deputado estadual Wellington do Curso, ave parlamentar solitária, que parece não cultivar relação política e partidária com o prefeito Eduardo Braide. Ao contrário, se não perder o mandato por conta de mutretas do PSD com a cota feminina, tem dito que será candidato à Prefeitura de São Luís.

Em resumo: alguém tem de impor o mínimo de ordem nesse braço partidário.

Iniciado com fraude eleitoral, escolha de desembargador passa agora por um processo kafiano

Lorena Saboya, Josineille Pedroza, Ana Brandão, Gabriel Ahid, Flávio Costa e Hugo Passos poderão ser sabatinados e ter suas documentações examinadas pelos desembargadores

O Tribunal de Justiça ainda está batendo cabeça sobre se sabatina ou não sabatina os integrantes da lista sêxtupla da qual indicará os três nomes que serão encaminhados ao governador Carlos Brandão (PSB) para a escolha do advogado que ocupará vaga de desembargador pelo Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Maranhão. São candidatos Lorena Saboya, Flávio Vinícius Costa, Ana Cristina Brandão, Hugo de Assis Passos, Josineille Pedroza e Gabriel Ahid.

Primeiro foi levantada a possibilidade – não prevista em regra – de o TJ sabatinar os seis candidatos, para avaliar a competência de cada um. Depois, surgiu a questão sobre qual instância do TJ decidiria sobre isso, se o Órgão Especial – um colegiado restrito de desembargadores – ou o Tribunal Pleno, que reúne todos os desembargadores.

Depois de resolver essa pendência, o TJ vai finalmente bater martelo sobre se haverá ou não a tal sabatina. Se a decisão for pela aplicação dessa “prova oral” – à qual nenhum membro atual da Corte de Justiça foi submetido -, haverá uma última decisão a ser tomada:  Órgão Especial ou o Tribunal Pleno podem avaliar a documentação dos candidatos?

A escolha do novo desembargador pelo Quinto Constitucional da OAB-MA, que começou com um escandaloso esquema de fraude no processo eleitoral, vive agora algo parecido com o processo kafiano.

São Luís, 15 de Junho de 2023.

Câmara reforça legado de Jackson aprovando suas contas 12 anos após sua morte

Vareadores na sessão que aprovou as prestações de contas pendentes de Jackson Lago

Se havia alguma dúvida quanto à correção das gestões de Jackson Lago (PDT) na Prefeitura de São Luís, essa foi para o espaço ontem, com a aprovação, pela Câmara Municipal, das quatro prestações de contas pendentes relativas às duas estadas do líder pedetista no Palácio de la Ravardière, a primeira no período de 1989 a 1992 e a segunda no período de 1997 a 2002. Por unanimidade, os vereadores disseram “sim” às prestações de contas pendentes, relativas aos exercícios de 1990, 1991, 1992 e 1998. Na mesma sessão, o parlamento ludovicense aprovou as prestações relativas aos quatro anos do mandado da prefeita Conceição Andrade (PSB) – 1993, 1994, 1995 e 1996 – e de três dos seis anos do prefeito Tadeu Palácio (PDT) – 2003, 2006 e 2007. A aprovação dessas prestações de contas, que já deveriam estar arquivadas, ocorreu por decisão do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor (PCdoB), para quem não faria sentido arquivar prestações de contas sem que elas passassem pelo crivo dos vereadores.

– Acredito que estamos fazendo o nosso papel, limpando a pauta, sobretudo esta pauta específica e muito importante, que são as prestações de contas dos respectivos prefeitos – justificou o vereador-presidente, provavelmente sem se dar conta de que sua decisão corrigiu uma omissão desnecessária da Câmara Municipal.

Três das quatro prestações de contas de Jackson Lago foram aprovadas nada menos que 31 anos depois do mandato, enquanto a quarta prestação ocorreu 23 anos após o exercício administrativo. Não bastasse isso, essa providência só aconteceu 12 anos após a morte do ex-prefeito, ocorrida em abril de 2011, em São Paulo. Jackson Lago governou São Luís por 10 anos – dois mandatos de quatro anos e um terceiro de dois anos, interrompido em abril de 2002, quando ele renunciou para se candidatar ao Governo do Estado, sendo sucedido pelo então vice-prefeito Tadeu Palácio (PDT). São várias as versões para que as quatro prestações de contas não tivessem sido submetidas ao crivo da Câmara Municipal, já que não havia qualquer restrição por parte do Tribunal de Contas do Restado (TCE).

Pela regra prevista na Lei Orgânica do Município de São Luís, o prazo legal para que a Câmara Municipal se manifeste em relação a prestações de Contas é de 10 anos. Após esse período, não havendo a votação, a prestação de contas deve ser arquivada. Esse período, porém, pode se estender por muito tempo, caso haja pedidos de vista e outros bloqueios formais. A matéria permanece em pauta, causando obstrução em determinadas situações. Quando assumiu, o presidente Paulo Victor usou suas prerrogativas para “limpar” a pauta colocando em votações as prestações de contas pendentes. O desfecho da sua providência aconteceu na sessão de ontem, com o crivo dos vereadores sobre as prestações de contas de Jackson Lago, Conceição Andrade e Tadeu Palácio.

Jackson Lago chegou à Prefeitura der São Luís nas eleições municipais de 1988, vencendo uma disputa na qual enfrentou o deputado estadual Carlos Guterres (MDB), candidato apoiado pelo então governador Epitácio Cafeteira (MDB) e pelo então presidente da República José Sarney (MDB). Epitácio Cafeteira, que fora o autor da lei que restaurou a eleição para prefeito de Capital e foi o primeiro prefeito eleito de São Luís (1965) por conta da mudança, queria a cidade sob seu controle político durante o período que lhe restava como governador eleito em 1986. Para tanto, conseguiu todo o apoio necessário do presidente José Sarney. As urnas, porém, deram a Jackson Lago uma vitória retumbante e triplamente importante: derrotou Carlos Guterres, que era um candidato forte; neutralizou a força do Palácio dos Leões e transformou em fumaça o poder imensurável do Palácio do Planalto. E quitou sua dívida com o eleitorado realizando uma boa gestão.

Até onde é sabido, Jackson Lago fez gestões exemplares nos seus dois mandatos no Palácio de la Ravardière, o que pode agora ser oficialmente comprovado pela aprovação das suas contas, mesmo com três décadas de atraso.

PONTO & CONTRAPONTO

CPMI dos Atos Golpistas: maioria rejeita convocação de Dino tentada por bolsonaristas

Eliziane Gama disse não à convocação de Flávio Dino

A maioria da CPMI dos Atos Golpistas rejeitou a convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, para depor na condição de testemunha. A tentativa de envolver o ministro numa situação embaraçosa partiu de deputados e senadores da oposição bolsonarista e foi barrada no ato pela relatora, senadora Eliziane gama (PSD). Eles engendraram a artimanha destinada a minimizar a situação complicada em que se encontrarão figurões do governo passado, que muito têm a revelar, esclarecer e explicar sobre o que aconteceu em Brasília entre o dia 15 de dezembro e 8 de janeiro.

Não faz qualquer sentido convocar o ministro Flávio Dino para depor na CPMI como testemunha. Ao contrário do que a oposição tenta rascunhar, o ministro da Justiça teve atuação decisiva no desmonte da tentativa de golpe. Qualquer avaliação honesta concluirá sem esforço que, sem a atuação firme do ministro da Justiça e seus auxiliares e o apoio decidido do presidente Lula da Silva (PT), o 8 de Janeiro, que foi em si uma tragédia política, poderia ter terminado como uma tragédia institucional, com a efetivação do golpe, e com grande possibilidade de se transformar numa tragédia social, com a eclosão de espasmos sangrentos de guerra civil.

Nada impede que o ministro Flávio Dino comparece à CPMI dos Atos Golpistas, mas na condição de ministro de Estado que enfrentou a tentativa de golpe. O que não dá para sequer admitir é a oposição tentar imputar-lhe alguma responsabilidade pelos desatinos praticados pela manada terrorista que tomou a Praça dos Três Poderes e fez o que fez naquela tarde de domingo.

Comissão de Meio Ambiente debate campanha para salvar o Itapecuru

Rio Itapecuru em região da nascente e na área
de captação do Italuís em Rosário: risco de morte

Um dos rios mais importantes do Maranhão está morrendo aos poucos por causa da derrubada insana das matas ciliares que o margeiam, da não existência de reserva legal, da pesca predatória, dos lixões e da captação irregular de suas águas. Esse rio é o Itapecuru, que nasce na Serra Crueiras, no alto sertão, percorre 1.450 quilômetros e desemboca no Atlântico, banhando cidades como Mirador, Colinas, Caxias, Codó, Timbiras, Coroatá, Pirapemas, Cantanhede, Itapecuru-Mirim e Rosário, entre outras, e formando uma das mais importantes bacias hidrográficas do maranhão.

A situação do Itapecuru é tão grave que a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa se reuniu ontem para definir as bases da campanha “Itapecuru – O Rio da Vida Maranhense’, com o objetivo de salvá-lo, antes que seja tarde.  A campanha é iniciativa do Comitê de Bacias Hidrográfica do Rio Itapecuru, que investiga também o desmatamento da vegetação nativa da região do Baixo Parnaíba.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Júlio Mendonça (PCdoB), coordenou a reunião, que contou também com a presença dos deputados Rafael Leitoa (PSB), Júnior Cascaria (Podemos) e Fernando Braide (PSD), que integram o colegiado. O presidente do Grupo de Trabalho do Meio Ambiente da AICLA, Josemar Lima, apresentou as linhas gerais da campanha e assinalou: “Esta é uma campanha da sociedade civil, dos empreendedores e dos órgãos públicos comprometidos com a revitalização da Bacia Hidrográfica do maior patrimônio ambiental do Maranhão”.

O deputado Rafael Leitoa (PSB) resumiu o problema: “A Bacia do Itapecuru é um patrimônio que precisa ser cuidado e zelado. Precisamos aprofundar esse debate com a sociedade e apresentar alternativas de solução”.

A Coluna lembra que, além de abastecer Caxias e Codó e os demais municípios que banha, o Rio Itapecuru assegura água para boa parte da população de São Luís, captada pelo sistema Italuís. Logo, caxienses, codoenses e ludovicenses têm obrigação de se envolver em campanhas dessa natureza para salvar o rio que lhe garante a vida.

São Luís, 14 de Junho de 2023.

Articulações preparam partidos para a guerra por prefeituras e cadeiras de vereador

Cléber Verde, Bira do Pindaré, Fábio Macedo, Pedro Lucas Fernandes, Aluísio Mendes e Eduardo Braide fazem ajustes nos seus partidos

A aproximação da corrida às urnas agendada para 2024, quando serão eleitos prefeitos e vereadores, tem sido intensa e animada dentro dos braços partidários no Maranhão. Nas últimas semanas, o MDB se turbinou com a filiação do deputado federal Cleber Verde e a confirmação de que o empresário Marcus Brandão vai engrossar as suas fileiras, devendo mais tarde assumir a direção estadual. Antes, o deputado federal Aluísio Mendes assumira o controle do Republicanos no estado, e o colega dele, Fábio Macedo, foi ungido presidente estadual do Podemos, e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, migrou do Podemos para o PSD, mesmo partido da senadora Eliziane Gama. De volta ao jogo, o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, reassumiu o controle do PSDB. E completando essa movimentada ciranda partidária, o PSB fez ajustes importantes e decisivos na sua organização, e ontem foi confirmada a batida de martelo para troca de comando no braço maranhense do União Brasil (UB).

Essa ampla reorganização dos partidos em curso é a repetição do que via de regra acontece no intervalo que começa após as eleições gerais e os preparativos para as eleições municipais. Em alguns casos, porém, a mudança tem significados bem mais amplos e às vezes desdobramentos surpreendentes.

O mais amplo movimento de pedras no xadrez partidário maranhense, que ainda está em curso, é o que deve levar o empresário Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão (PSB), a substituir a deputada federal Roseana Sarney no comando estadual do MDB. Várias têm sido as interpretações para o movimento emedebista, sendo que o desdobramento mais previsto é o que supõe a eventual migração do governador Carlos Brandão para a seara emedebista, causando também a migração da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, eleita no PSB.

A investida do MDB acendeu a luz de alerta no PSB, levando o presidente em exercício do partido, ex-deputado Bira do Pindaré, a desencadear uma operação rápida e eficiente, realizada ao longo de maio, para fazer um amplo rearranjo na estrutura de comando, acomodando dentro na grade de cargos do partido, para os quais foram nomeados o governador Carlos Brandão e a deputada Iracema Vale. O amplo ajuste na grade de comando do PSB fez com que o partido afastasse, pelo menos temporariamente, os rumores de divisão que vinham rondando o PSB desde o anúncio do resultado das eleições de 2022, tendo alguns apressados alardeado que havia chegado a hora do “racha” na base partidária montadas pelo ex-governador Flávio Dino e hoje liderada no estado pelo governador Carlos Brandão.

A mudança no Republicanos foi uma articulação do deputado federal Aluísio Mendes, que saiu das urnas cacifado para abandonar o PSC, foi ao comando do Republicanos, comparou o seu poder de fogo com o de Cleber Verde, que presidia o partido, e levou a melhor, assumindo o braço do partido no Maranhão. Cleber Verde deu o troco migrando para o MDB, que lhe deu o controle do diretório de São Luís. E entrou no cenário já dando cartas, como a declaração de que vai lutar para que o MDB apoie o projeto de reeleição do prefeito Eduardo Braide. No Republicanos, Aluísio Mendes se manteve na oposição bolsonarista ao Governo Lula da Silva (PT).

A maior surpresa dessa movimentação foi o deputado federal Fábio Macedo, que assumiu o controle do Podemos no Maranhão, depois que o prefeito Eduardo Braide decidiu deixar o partido e migrar para o PSD, controlado no Maranhão pelo ex-deputado federal Edilázio Júnior. Ao desembarcar em Brasília com o chefe estadual do Podemos, Fábio Macedo foi catapultado para o chamado “alto clero”, ou seja, a elite, da Câmara Federal e pode encontrar os meios para fortalecer o partido. Outro exemplo surpreendente é o que está sendo levado à frente pelo chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira que, com o aval do governador Carlos Brandão, retomou o comando do PSDB, partido que chegara ao fundo do poço nas eleições passadas tutelado pelo empresário Inácio Melo.

Todas essas forças partidárias entrarão de cabeça na guerra por Prefeituras e cadeiras em Câmaras Municipais.

PONTO & CONTRAPONTO

Paulo Victor deve resolver sua situação partidária para consolidar pré-candidatura

Paulo Victor: migrando

De longe o mais ativo dos aspirantes à Prefeitura de São Luís, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor (PCdoB), caminha para definir o seu futuro partidário nas próximas semanas.

Corre nos bastidores da política ludovicense que ele já teria batido martelo no sentido de não permanecer no PCdoB, por haver chegado à conclusão de que dificilmente conseguirá sair candidato pelo partido comandado no Maranhão pelo deputado federal Márcio Jerry.

Teria também descartado uma possível migração para o PSB, cujo rumo no que diz respeito à Capital vai depender de um entendimento entre o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino, e que tem nomes fortes como o deputado federal Duarte Jr. e o deputado estadual Carlos Lula.

O vereador-presidente Paulo Victor está conversando com diversos partidos, mas existem sinais de que as conversas mais avançadas estão se dando com o PP, comandado pelo deputado federal André Fufuca, que lhe ofereceu a vaga de candidato, podendo também ao União Brasil, se o novo presidente do partido no estado, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, não tiver interesse em entrar na disputa, como foi especulado na semana que passou.

Duas coisas certas nesse contexto: Paulo Victor mantém inalterado seu o projeto de candidatura e dificilmente permanecerá no PCdoB se decidir levar o projeto até o fim.

Mutirões de cirurgias são ações que animam os que precisam

Pacientes aguardam cirurgia de catarata no mutirão tocantino

Duas informações divulgadas ontem pela Secom mostram que o Governo do Estado vem intensificando a saudável política de realizar mutirões para reduzir o grande déficit em matéria de cirurgias no Maranhão. Um informe dá conta da realização de um mutirão de cirurgias oftalmológicas na Região Tocantina, enquanto o outro reporta a realização de 100 cirurgias eletivas em pacientes na Região da Baixada.

No caso do mutirão das cirurgias oftalmológicas na Região Tocantina, realizado sábado (09) em Imperatriz, foram atendidas nada menos que 600 pessoas de 16 municípios, das quais 580 foram submetidas a procedimentos para a eliminação de catarata e pterígio. Foram atendidos pacientes de Campestre, Montes Altos, Governador Edison Lobão, Sítio Novo, Ribamar Fiquene, São João do Paraíso, Buritirana, Davinópolis, Senador La Rocque, Carolina, João Lisboa e Estreito.

No que respeita ao mutirão de cirurgias eletivas, a ação foi iniciada na quinta-feira (08) em Pinheiro, nos Hospital Macrorregional Jackson Lago e no Centro de Hemodiálise de Pinheiro. Foram realizados 100 procedimentos, entre eles 40 cirurgias de hérnia inguinal, umbilical e epigástrica, cirurgia de vesícula e inserção de fístulas arteriovenosas (FAV).

 Vale registrar que em cinco anos de funcionamento, o Hospital Macrorregional Jackson Lago já realizou 4.1 milhões de atendimentos. Por sua vez, o Centro de Hemodiálise de Pinheiro atende 240 pacientes semanalmente, de em pouco mais de dois anos foram 907.937 atendimentos gerais e 71.050 sessões diálise realizadas.

Esses mutirões são o resultado de uma política de saúde correta e efetiva implantadas perlo Governo Flávio Dino e mantida no mesmo ritmo pelo Governo Carlos Brandão.

São Luís, 13 de Junho de 2023.

Veja mostra em 10 páginas que Dino é o mais exposto e o mais forte nome do Governo Lula 

Página de abertura da matéria e quadro mostrando o tamanho do palanque bolsonaristas estão dando ao ministro Flávio Dino mantendo-o sob pressão em audiências

A prestigiada revista Veja dedicou nada menos que 10 páginas da edição que começou a circular na sexta-feira (09) ao que avaliou como superexposição do ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, seus pontos e contrapontos nos cinco primeiros meses do Governo Lula da Silva (PT). O longo texto encadeia informações vencidas sobre a movimentação voluntária e não-voluntária do ministro no cenário político nacional, que o transformou em alvo preferencial dos agressivos ataques da direita bolsonarista e, por via de consequência, de “fogo amigo” disparado por aliados governistas incomodados com o espaço que ele vem ocupando já sendo apontado por uns como opção para a sucessão do presidente Lula da Silva em 2026. A matéria de Veja afirma que a superexposição do ministro Flávio Dino não incomoda o presidente Lula da Silva, mas o coloca em rota de colisão com alguns próceres da equipe ministerial, entre eles o sisudo o senador licenciado baiano Rui Costa, todo-poderoso chefe da Casa Civil, visto como aspirante à sucessão presidencial.

Mesmo sem nenhuma novidade e com algumas informações muito frágeis, sem fontes, o conteúdo das páginas dessa edição de Veja traduz, com larga margem de fidelidade, o protagonismo do ministro Flávio Dino. Lembram que começou em meados de dezembro de 2022, com o então senador eleito (PSB) pelo Maranhão já indicado para o Ministério da Justiça foi obrigado a tomar providências em relação aos atos terroristas ocorridos em Brasília. O primeiro ocorreu na data da posse do presidente eleito Lula da Silva, quando bolsonaristas transformaram o centro da Capital num inferno, atacando inclusive a sede da Polícia Federal, e logo em seguida, quando terroristas apoiadores do então presidentes Jair Bolsonaro (PL) tentaram explodir um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília, que poderia resultar numa tragédia com muitos mortos. Não bastasse isso, veio o fatídico 8 de Janeiro, quando uma turba de extrema-direita, usada como bucha de canhão para o primeiro ato do que seria um golpe de estado, atacou o coração da República, tendo o já ministro da Justiça reagido firmeza, adotando as medidas adequadas para o caso, como a intervenção no Governo do Distrito Federal, decretada pelo presidente Lula da Silva.

Em tom de neutralidade, a matéria de Veja aponta o ministro Flávio Dino como o quadro mais ativo e mais demandado dos primeiros cinco meses do Governo. Além do combate ao terrorismo de extrema-direita, Flávio Dino foi decisivo no desmonte das concentrações golpista em frente aos quartéis, toleradas e estimuladas no governo passado; entrou de cabeça na guerra contra a ação de garimpeiros na política genocida contra o povo ianomâmi, colocou um freio na política armamentista e vem devolvendo a condição de instituições de Estado à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, largamente usadas no plano político pelo governo passado. A matéria não faz restrição a nenhuma das ações do ministro Flávio Dino, chamando a atenção para o protagonismo dele em toda essa tensa e agitada agenda iniciada antes mesmo da sua posse.

A revista mostra, com precisão que a atuação destacada do ministro da Justiça e Segurança Pública em relação aos demais integrantes do ministério foi causada pelos fatos. A matéria chama a atenção para o fato de que coube à própria oposição bolsonarista criar um gigantesco palanque para o ministro Flávio Dino ao convoca-lo para dezenas de audiências públicas na Câmara Federal e no Senado, certamente projetando inibi-lo e fragiliza-lo. O resultado foi exatamente o oposto, de vez que nas cinco audiências realizadas, o ministro, mostrando conhecimentos, experiência, combatividade, talento e uma fina ironia, reduziu os afoitos inquiridores bolsonaristas a um bando de despreparados, incluídos aí o senador Sérgio Moro (UB-PR) e o deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) – que perdeu o mandato dias depois das cipoadas verbais que recebeu de Flávio Dino. A afoiteza nada inteligente da bancada bolsonarista na Câmara Federal e no Senado para atingir o ministro resultou num desastre. Mesmo assim, alguns “gênios” da oposição bolsonarista insistem em manter o ministro “sob pressão”, confirmando as convocações, inclusive para a CPMI dos Atos Golpistas, apostando na possibilidade de causar-lhe embaraços e algum desgastes.

No geral, juntando algumas pontas do bem elaborado texto de Veja, o leitor mais atento confirma a impressão dominante de que o ministro da Justiça e Segurança Pública, é, até aqui, o mais destacado nome do Governo, o que aumenta a vontade da oposição bolsonarista de desestabiliza-lo e alimenta o incômodo dos aliados que enxergam nele uma ameaça aos seus projetos políticos. Sem declarar com clareza, Veja mostra que com experiência acumulada e habilidade política, Flávio Dino sabe exatamente o que está fazendo e onde pode chegar, com a vantagem de estar lastreado por uma legitimidade ampla e sólida.

PONTO & CONTRAPONTO

Iracema e Brandão presenteiam Urbano Santos pelos seus 56 anos de emancipação

Foto de cima: Entre líderes evangélicos, e as deputadas
Ana do Gás e Mical Damasceno na Praça da Bíblia. Foto
de baixo: inauguração da Avenida Bernardo Ramos

Com a responsabilidade que lhe deram os mais de 100 mil votos recebidos em 2022, a presidente da Assembleia A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), vem trabalhando duro para cumprir os compromissos assumidos com seus apoiadores durante a campanha eleitoral. Um dos itens da sua relação de compromissos é fazer o que estiver ao seu alcance para melhorar as condições de vida da população de Urbano Santos, onde foi vereadora por vários mandatos e prefeita eleita e reeleita. Ontem, juntamente com o governador Carlos Brandão (PSB) e o prefeito Clemilton Barros (PSC) liderando uma grande comitiva parlamentar, ela comandou um pacote de inaugurações em Urbano Santos, como parte das festividades alusivas ao aniversário de 94 anos de emancipação política.

Entre as várias inaugurações duas se destacaram: a Praça da Bíblia, que atendeu a pedido da comunidade evangélica urbanosantense, e a Praça José Veloso Batista, sem conotação religiosa. A inauguração da Praça da Bíblia foi prestigiada especialmente pelas deputadas Mical Damasceno (PSD) e Ana do Gás (PCdoB), recentemente convertida à Assembleia de Deus.  As duas novas praças ampliaram a área de laser da cidade. Inaugurada também a Avenida Bernardo Ramos Araújo, uma das principais da cidade. E o governador Carlos Brandão entregou a nova Unidade do Viva/Procon em Urbano Santos.

Apoiada pela maioria da população local, Iracema Vale declarou “Estou muito feliz em retornar à minha cidade e comemorar esse momento festivo com o povo do meu coração. Aproveito para reafirmar meu compromisso de trabalhar incansavelmente em parceria com a Prefeitura de Urbano Santos, promovendo ainda mais desenvolvimento e crescimento para a região”. E acrescentou: “Foi um momento de muita alegria ter a presença dos nossos amigos deputados na minha cidade do coração.

A comitiva parlamentar que acompanhou a presidente do Poder Legislativo e o governador Carlos Brandão foi a seguinte: Rodrigo Lago (PCdoB), que é 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, Rafael Leitoa (PSB), Wellington do Curso (PSC), Ana do Gás (PCdoB), Mical Damasceno (PSD), Júlio Mendonça (PCdoB), Hemetério Weba (PP), Cláudio Cunha (PL), Florêncio Neto (PSB), Yglésio Moisés (PSB), Ricardo Rios (PCdoB) e Roberto Costa (MDB), e o deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos).

Lahesio Bonfim deve tentar voltar à Prefeitura de São Pedro dos Crentes

Lahesio Bonfim: candidato em
São Pedro dos Crentes?

O ex-prefeito Lahesio Bonfim (PSC) ainda não decidiu se concorrerá ou não a novo mandato em São Pedro dos Crentes ou se vai percorrer o estado apoiando candidatos e assim fortalecer sua posição para as eleições gerais de 2026. Segundo colocado na corrida ao Governo do Estado, depois de atropelar o senador Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim chegou a namorar a ideia de mudar seu domicílio eleitoral para Imperatriz e disputar a Prefeitura da Princesa do Tocantins. Andaram sugerindo que ele se transferisse para São Luís. Mas ele não fez nem uma coisa nem outra, posição que reforçou depois de ser informado que poderia enfrentar problemas de natureza jurídica e acabar perdendo o direito de disputar até mesmo a Prefeitura de São Pedro dos Crentes. Preferiu manter o cordão umbilical com sua base principal para, tudo indica, tentar voltar à Prefeitura, tendo, porém, de enfrentar o prefeito Rômulo Arruda (PSL), que deve pleitear a reeleição.

São Luís, 11 de Junho de 2023.