Todos os posts de Ribarmar Correa

Weverton diz que Câmara continua, mas avisa que PDT conversará sobre candidatura em São Luís

Weverton Rocha na entrevista à TV Mirante, ontem

Numa oportuna entrevista à TV Mirante, ontem, o senador Weverton Rocha, que preside o PDT no Maranhão, colocou em pratos limpos algumas questões que envolvem a sua ação política e o futuro imediato do partido no Maranhão. O senador jogou aberto em relação à migração  da senadora Ana Paula Lobato do PSB para o PDT, foi direto quanto disse não haver nada de excepcional na sua reaproximação com o deputado Othelino Neto (Solidariedade), e afirmou que o ex-vereador Fábio Câmara continua pré-candidato do PDT à Prefeitura de São Luís, mas com a ressalva de que o item candidatura será tratado pelo partido mais na frente, abrindo a possibilidade de alianças, inclusive com o Solidariedade em torno da pré-candidatura da suplente de deputada federal Flávia Alves, irmã do deputado Othelino Neto. Ou seja, nada está decidido em relação à guerra que será travada para Palácio de la Ravardière.

Sobre a migração da senadora Ana Paula Lobato do PSB para o PDT, que aumentou para quatro o número de senadores pedetistas, o senador Weverton Rocha confirmou que a mudança foi o resultado de um convite seu, reforçado por um convite da senadora Leila (PDT/DF), e que deu à parlamentar maranhense a liderança do PDT na Câmara Alta. Faltou ele incluir o deputado Othelino Neto na articulação, porque até as pedras de cantaria da Praia Grande sabem que a senadora Ana Paula não tomou essa decisão sozinha. Othelino Neto avaliou cuidadosamente seu ingresso no PDT, mas depois de muita reflexão decidiu assumir o controle do Solidariedade no Maranhão, entregando a presidência do partido à suplente de deputada federal Flávia Alves, que como ele, deixou o PCdoB.

Na entrevista, o senador pedetista diz não haver ainda acerto com o Solidariedade em torno da candidatura de Flávia Alves à Prefeitura de São Luís, mas em nenhum momento descartou essa possibilidade, preferindo deixar o tema em aberto. E deixou muito claro que o PDT não fechará suas portas para ninguém, estando, portanto, aberto a conversar inclusive com o prefeito Eduardo Braide (PSD), que lidera a corrida à reeleição até aqui. Ou seja, o ex-vereador Fábio Câmara vai continuar posando de candidato, tentando se viabilizar, mas na hora da decisão ele poderá ter de abrir mão do projeto e ceder a vaga a um candidato de composição. E procurar o seu caminho natural, que é tentar uma vaga na Câmara Municipal.

Os movimentos do senador Weverton Rocha são claros. Diante de tantas perdas sofridas pela agremiação no Maranhão – de três vereadores eleito em 2020 em São Luís só resta um, Raimundo Penha -, ele joga para reabilitar o partido no seu berço político e eleitoral. E sem ter no partido um nome com estatura para disputar a Prefeitura da Capital – ele não quer nem ouvir falar no assunto -, ajusta o projeto de fazer uma bancada forte na Câmara Municipal, de preferência apoiando um candidato forte ao Palácio de la Ravardière. O aliado pode ser o próprio prefeito Eduardo Braide, de quem está afastado, mas não rompido, que também precisa ampliar o seu arco de alianças. Os dois podem conversar, apesar das cautelas que eles têm um em relação ao outro.

O senador Weverton Rocha tem uma noção muito clara de como o PDT está fragilizado no Maranhão, principalmente na Capital, onde mandou e desmandou por duas décadas, no auge do poder político de Jackson Lago, o seu maior líder. E pelo visto está finalmente se movimentando para estancar a sangria e reverter o quadro. Ele sabe que sem um partido forte o seu próprio futuro estará sob risco. E que as eleições municipais são a oportunidade que terá para chegar em 2026 com cacife suficiente para tentar a reeleição ou brigar pelo Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão anuncia pagamento dos precatórios do Fundef aos professores do Estado

Carlos Brandão anuncia
pagamento a professores

Os professores da rede estadual de ensino começarão a receber amanhã (15) valores dos precatórios do Fundef, anunciou ontem o governador Carlos Brandão (PSB), nas suas redes sociais. Nesta quarta-feira receberão os ativos. Na sexta-feira (17) receberão os aposentados. E na próxima segunda-feira (20) os valores cairão nas contas dos desligados, pensionistas e herdeiros. O desembolso será de mais de R$ 3 bilhões.

Dos valores a serem pagos serão descontados os 15% para o pagamento de advogados, uma vez que a liminar o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, garante o desconto. Mas essa bolada de R$ 460 milhões a serem distribuídos a cinco escritórios de advocacia está sendo questionada, uma vez que esses escritórios só foram acionados pelo Simproessema depois que a questão estava solucionada na Justiça, conforme denúncia feita pelo vice-governador e secretário de Educação Felipe Camarão (PT).

Para os deputados Rodrigo Lago (PCdoB), o desconto de 15% dos valores a serem recebidos pelos professores para pagar advogados “é um roubo”, porque não existiu atuação de advogados que justificasse esse valor. É um absurdo que tem de ser suspenso”, disse ele, avalizado pelo deputado Carlos Lula (PSB), ambos advogados experientes e que conhecem as regras do jogo nessa área. Os dois suspeitam de conluio entre o Simproessema e os escritórios.

A Procuradoria Geral da República vai ingressar com uma ação para impedir o pagamento dos 15% aos escritórios de advocacia.

Câmara instala “CPI dos Contratos” e Braide se prepara para contesta-la na Justiça

Entre Pavão Filho e Álvaro Pires,
Paulo Victor anuncia a CPI dos Contratos

A Câmara Municipal vai mesmo investigar, por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, os contratos firmados pela Prefeitura de São Luís, em especial os “contratos de emergência”, que foram firmados sem o aval da Comissão de Licitações. Instalada pelo presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSDB), com base em resolução aprovada, a CPI será composta pelos vereadores Álvaro Pires (PSB), Andrey Monteiro (PV), Marcial Lima (PSB), Pavão Filho (PSB) e Marlon Botão (PSB).

O objetivo da CPI é fazer uma varredura ampla e profunda nos contratos firmados pela atual gestão municipal, concluindo os de emergência, sem licitação, firmados desde o início da gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD) em 2021.  “Nos termos do artigo 58, inciso X, da Lei Orgânica do Município, compete ao presidente da Câmara, além de outras atribuições, como designar comissão especial. Nesse sentido, a partir de agora determino a criação de CPI na presente data, por meio da Resolução Administrativa nº 105/24”, disse, em tom formal, o presidente Paulo Victor.

A instalação da já batizada “CPI dos Contratos” ocorre em meio à turbulência que se instalou na Comissão de Licitação da Prefeitura de São Luís, que teve seu presidente e seus integrantes exonerados pelo prefeito Eduardo Braide depois de denúncia de suposto favorecimento a terceiros. Diante do quadro, o vereador Álvaro Pires pediu o desarquivamento de requerimento de autoria do vereador Nato Júnior (PDT) propondo CPI para investigar contratos da Prefeitura.

A CPI instalada nesta segunda-feira tem 90 dias para apresentar relatório.

O prefeito Eduardo Braide ainda não se manifestou sobre o assunto, mas um aliado seu garantiu à Coluna que ele está acompanhando atentamente esse movimento e que se prepara para brigar na Justiça.

São Luís, 14 de Maio de 2024.

A 29 meses da eleição, seis nomes já se movimentam como pré-candidatos aos Leões

Felipe Camarão, Lahesio Bonfim, Hilton Gonçalo,
Roberto Rocha, Eduardo Braide e Weverton Rocha:
nomes que poderão disputar o Palácio dos Leões

Faltam ainda 870 dias para a grande disputa eleitoral de 2026, quando os mais de cinco milhões de eleitores maranhenses vão eleger o sucessor do governador Carlos Brandão (PSB), já são visíveis os movimentos com o fito de definir candidaturas ao Palácio dos Leões. São gestos ainda não ostensivos nem formais, mas definidos o suficiente para que pretendentes se coloquem em diferentes posições no cenário político do Maranhão. A lista é aberta com o vice-governador Felipe Camarão (PT), cuja candidatura à sucessão de Carlos Brandão foi estabelecida desde o momento em que a chapa consolidou sua vitória retumbante, no 1º turno, em 2022. Inclui também o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o atual prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), e no campo das possibilidades o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o senador Weverton Rocha (PDT). E pelo menos por enquanto, não há no cenário político maranhense nenhum sinal que relacione outro político com a sucessão de 2026.

Um dos mais jovens e mais ativos políticos maranhenses, o advogado e procurador da República concursado Felipe Camarão foi lançado candidato ao Governo em 2026 no momento em que foi eleito vice-governador que, pelo que está programado, assumirá Governo como titular no dia 3 de abril de 2026, quando o governador já reeleito Carlos Brandão renunciará para disputar uma cadeira no Senado. Homem público acreditado como secretário de Educação, cargo que continua ocupando, Felipe Camarão atua como quem se prepara para a disputa, mas faz isso dentro de uma linha que não o deixa cometer equívoco. Tem o aval do governador Carlos Brandão e do presidente Lula da Silva, e o suporte da aliança partidária que terá sob seu comando quando se tornar titular do Governo em 2026. O com um detalhe: não tem concorrente dentro do grupo.

O ex-prefeito Lahesio Bonfim decidiu não disputar de novo o comando de São Pedro dos Crentes e tem dito com frequência que seu projeto agora é disputar o Governo do Estado mais uma vez em 2026. Lahesio Bonfim teve uma turbulenta vida partidária, só se encaixando no PSC na última hora, depois tentar vários partidos. Hoje ele está filiado ao Novo e, ao que parece, ganhou a confiança do comando do partido para tocar sua candidatura em frente. Tem usado as redes sociais para criticar adversários e avisou que não vai abrir mão de ser candidato.

Postulante assumido ao Governo do Estado, o prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo vem se movimentando nessa direção, tendo iniciado sua caminhada ainda no ano passado, quando inaugurava uma obra no interior de Santa Rita. No seu discurso, ele revelou o seu projeto, e desde então, aqui e ali, fala da sua disposição para brigar pelo Palácio dos Leões. Não pela primeira vez que Hilton Gonçalo tenta chegar ao Governo. Em 2006, quando era filiado ao PDT, disputou a indicação com Jackson Lago, mas foi derrotado e apoiou o candidato. Está encerrando o seu quarto mandato de prefeito de Santa Rita, não tem interesse em disputar mandato parlamentar e tem dito que vai mesmo ser candidato a governador.

Na semana passada, o ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-vice-prefeito de São Luís e agora ex-senador Roberto Rocha anunciou que é candidato a governador. Ele disputou o cargo em 2018, quando Flávio Dino tentava a reeleição. Ficou em quarto lugar, perdendo para Maura Jorge. Em 2022 tentou se reeleger senador, foi derrotado de novo por Flávio Dino. Convertido ao bolsonarismo, o ex-senador confirmou, em entrevista à TV Record, sua disposição de concorrer ao Palácio dos Leões, acreditando que tem condições de se eleger. Seu primeiro movimento será encontrar um partido, o que não será tão fácil, principalmente pelo viés ideológico que vem professando desde que perdeu o controle, primeiro do PSDB e depois do PSB, tentar ingressar no PL e, finalmente, desembocar no inferno partidário em que foi transformado o PTB em 2022.

O prefeito Eduardo Braide e o senador Weverton Rocha são vistos pela Colina com possibilidades. Se vencer a eleição de outubro, ganhando novo mandato, o prefeito Eduardo Braide poderá renunciar em abril de 2026 e se candidatar a governador, como admitem alguns aliados seus – ele próprio não toca no assunto. O senador Weverton Rocha parece ter adiado o projeto de disputar o Governo para tentar renovar o mandato na Câmara Salta. Mas dentro do próprio PDT há quem diga que ele só vai bater martelo sobre ser ou não ser candidato a governador depois das eleições municipais, quando saberá o tamanho do seu cacife político. Por enquanto, continua candidato à reeleição.

O cenário no momento é esse, mas pode mudar a qualquer momento com o eventual surgimento de novos candidatos.

PONTO & CONTRAPONTO  

Ganham força as especulações sobre vice na corrida eleitoral em São Luís

Eduardo Braide, Duarte Jr. e Flávia
Alves: especulações sobre vices

Especulações que correm nos bastidores da corrida à Prefeitura de São Luís dão conta de que já é intensa a briga entre partidos pelas vagas de candidato a vice-prefeito nas chapas de Eduardo Bride (PSD) e Duarte Jr. (PSB).

No que diz respeito ao prefeito Eduardo Braide, os especuladores dizem que ele estaria à procura de um novo vice, mas entre seus amigos, o comentário dominante é que o prefeito de São Luís manterá sua vice, a professora e oficial da PM Esmênia Miranda (PSD). Os especuladores dizem que partidos aliados pressionam o prefeito pela vaga, mas até agora não conseguiram sensibiliza-lo.

O candidato do PSB, Duarte Jr. está há tempos sendo pressionado por partidos aliados para ceder a vaga de vice. A pressão maior está sendo feita pelo PT, que se coloca como aliado preferencial do PSB, lembrando a composição da chapa presidencial, com o petista Lula da Silva e o socialista Geraldo Alckmin. O PCdoB também tem interesse na vaga de vice e faz a sua pressão para obtê-la sem alarde. O mesmo interesse vem manifestando o MDB, que já teria até nome definido para indicar, sendo também o caso do PP, que não faz pressão à vista, mas está trabalhando nessa direção.

Nos bastidores dizem que Flávia Alves deve ser candidata por uma aliança do Solidariedade com o PDT, devendo o vice sair do arraial brizolista, com o aval do senador Weverton Rocha.

Núcleo de Ferro de Brandão se consolida e ganha força

Sebastião Madeira, José Reinaldo, Luiz Fernando
e Aparício Bandeira: núcleo duro

À medida que o Governo vai evoluindo, o chamado Núcleo de Ferro formado em torno do governador Carlos Brandão vai ganhando força e a confiança do chefe do Poder Executivo. Fora o vice-governador Felipe Camarão, que tem um peso diferenciado na equipe de Governo, esse grupo é formado pelo chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, o secretário de Projetos Especiais José Reinaldo Tavares, o secretário-chefe da Governadoria Luiz Fernando Silva e o secretário de Infraestrutura Aparício Bandeira.

Deputado federal por quatro mandatos consecutivos e prefeito de Imperatriz eleito e reeleito, além da vivência como médico, Sebastião Madeira chegou à Casa Civil quase que como uma incógnita, mas se tornou o mais próximo e atuante auxiliar direto do chefe do Poder Executivo, tanto em questões de Governo, quanto nos assuntos de natureza política. Com a ressureição do PSDB, que comanda hoje no estado, o seu papel político ganhou mais intensidade. Ele responde a esse prestígio com muito trabalho e lealdade absoluta ao governador Carlos Brandão.

O ex-governador e ex-ministro dos Transportes e ex-deputado federal José Reinaldo Tavares tem uma relação de muita proximidade com o governador Carlos Brandão, que foi secretário de Meio Ambiente e chefe da Casa Civil do seu Governo. Se manteve como seu conselheiro durante todo o período de vice-governador e continua a ser um conselheiro frequente do governador, além do trabalho de garimpagem de investimentos que realiza na pasta que ocupa.

O ex-prefeito de São José de Ribamar por três mandatos e secretário de Planejamento no Governo José Reinaldo e Luiz Fernando Silva se relaciona com o governador há muito tempo, atuando também como conselheiro no que diz respeito ao cenário político. E o engenheiro Aparício Bandeira, secretário de Infraestrutura, que atua hoje como um dos secretários mais influentes da atual gestão, com quem o governador cultiva relação de amizade.

Existem outros secretários com força na equipe, mas esse núcleo informal tem peso elevado.

São Luís, 12 de Maio de 2024.

Câmara abre processo de cassação contra Domingos Paz, acusado de abuso sexual contra menor

Domingos Paz não participou da sessão presidida por
Paulo Victor, na qual Aldir Melo apresentou
parecer e manifestantes pediram justiça

A Câmara Municipal de São Luís aprovou ontem, pela unanimidade dos 25 vereadores presentes, o relatório da Comissão de Ética que recomenda a cassação do vereador Domingos Paz (DC) por abuso sexual contra menor, o que caracteriza quebra de decoro parlamentar, de acordo com a denúncia feita pela vereadora Silvana Noely (PSB). Com a aprovação do relatório, de autoria do vereador-relator Aldir Melo (PL), a Câmara Municipal instalou uma Comissão Processante, que tem prazo de 90 dias investigar a denúncia e se manifestar de acordo ou contra a acusação ao vereador Domingos Paz. As conclusões do processo serão julgadas pelo plenário, podendo o vereador acusado ter seu mandato cassado ou ser inocentado, o que resultará no arquivamento do caso.

O vereador Domingos Paz não participou da sessão de ontem. Ele tentara retardar o processo com chicana judicial, mas devido as evidências das situações denunciadas e da fragilidade da sua defesa até aqui, a estratégia não funcionou, porque a Justiça deu um basta nos arranjos e assegurou a realização da sessão que resultou na instalação da Comissão Processante. Durante a sessão, o relator Aldir Melo ratificou os termos do seu relatório, confirmando a culpabilidade do vereador Domingos Paz e recomendando a instalação da Comissão Processante e a consequente abertura do processo. E a vereadora Silvana Noely, presidente da Comissão de Assistência Social, Direitos Humanos, Mulher, Criança, Adolescente, Juventude e Idoso, reafirmou os termos da denúncia e pedindo a cassação do vereador.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor (PSB), enxergou na decisão unânime de ontem, além do reconhecimento da consistência das provas, “uma demonstração do compromisso dos parlamentares desta Casa para que a verdade prevaleça e por uma justa resposta à sociedade”. Já o relator Aldir Melo, que leu o seu parecer pela abertura do processo de cassação, chamou a atenção para o fato de a Câmara estar lidando “com um caso delicado, no qual as pessoas envolvidas devem ser preservadas”. 

Pesam contra o vereador Domingos Paz acusação por crimes de assédio sexual, estupro de vulnerável e ameaça. A denúncia é de dezembro de 2022, feita por uma conselheira tutelar. Investigado inicialmente por inquérito aberto pela Polícia Civil, o caso ganhou reper4cussão e outras possíveis vítimas, incluindo uma adolescente de 14 anos, se manifestaram. Em janeiro de 2023, o desembargador Bayma Araújo, acatou pedido de habeas corpus ingressado na Justiça por advogados do parlamentar, trancou inquérito policial e proibiu qualquer sanção da Câmara contra o vereador. O magistrado tomou tais medidas mesmo diante das evidências encontradas pela Polícia no relato de cinco mulheres e uma adolescente. O caso da adolescente é especialmente escabroso.

Em dezembro de 2023, a vereadora Silvana Noely apresentou uma nova denúncia de abuso sexual cometido pelo vereador e na qual a possível vítima é uma jovem de 17 anos, que trabalhava na residência do parlamentar.

O vereador Domingos Paz nega com veemência as acusações. No ambiente parlamentar, ele fez vários discursos emocionados, dizendo-se vítima de perseguição política, mas não conseguiu convencer seus pares, à medida as denúncias sobre seu comportamento abusivo estão fartamente documentadas nos relatórios que vão embasar o trabalho da Comissão Processante. Ele também agiu fortemente na área judicial, tentando vários caminhos para protelar as decisões da Câmara Municipal em relação ao processo, mas as decisões a ele favoráveis foram revertidas. E como as leis lhe asseguram ampla defesa, ele tem agora 90 dias para convencer a Comissão Processante, formada pelos vereadores Francisco Carvalho (PSDB) –  presidente -, Fátima Araújo (PCdoB) – relatora – e Edson Gaguinho (PP), de que é inocente.

A julgar pela posição dos 25 vereadores que participaram da sessão de ontem, confirmando, em votação nominal, os termos da denúncia, o vereador Domingos Paz dificilmente escapará da cassação.

 PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia aprova concessão de medalha a Alexandre de Moraes; direita conservadora vota contra

Othelino Neto fez a proposta; Yglésio
Moises conduziu contra

A Assembleia Legislativa aprovou ontem, em primeiro turno, projeto de resolução legislativa que concede a Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman, a mais alta honraria do parlamento estadual, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa é do deputado Othelino Neto (Solidariedade), que justificou a proposta destacando a posição do ministro pela sua postura contra os movimentos golpistas engendrados pela extrema-direita no País.

Como pedra cantada, o projeto foi aprovado por ampla maioria, inclusive com o reforço do líder do Governo, deputado Neto Evangelista (União Brasil), que pediu que a bancada governista aprovasse, revelando que o próprio governador Carlos Brandão (PSB). Na sua fala de encaminhamento, o líder governista revelou que o próprio governador Carlos Brandão lhe pediu para apoiar a proposta apresentada pelo deputado Othelino Neto, que Othelino Neto, que hoje lhe faz oposição.

Cinco deputados votaram contra a concessão da honraria ao ministro Alexandre de Moraes: Yglésio Moises (PRTB), Mical Damasceno (PSD), Viviane Silva (PDT), Ricardo Seidel (PSD) e Alan da Marrissol (PRD).

Deputados titulares, os três primeiros formam hoje a minibancada da direita conservadora, identificada com o bolsonarismo na Assembleia Legislativa e que não esconde a mágoa pelo fato de a Assembleia Legislativa haver rejeitado a proposta de concessão do título de Cidadão Maranhense ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da Medalha do Mérito legislativo Manoel Beckman à ex-primeira-dama Michele Bolsonaro (PL).

Ao rejeitarem a proposta, os deputados Yglésio Moises, que se esforça diariamente para se converter na principal voz do bolsonarismo no Maranhão, e a deputada Mical Damasceno, que exerce o mandado brandindo a bíblia contra quem não se submete ao credo pentecostal, atacaram duramente o ministro Alexandre de Moraes com os principais bordões bolsonaristas.

Chama a atenção a posição da deputada Viviane Silva, que se elegeu pelo PDT, partido de centro-esquerda, mas que tem revelado uma postura de direita, frontalmente contrária à linha do partido, do qual o seu marido, o prefeito de Balsas Eric Silva, é um dos líderes no estado.

Brandão propõe e Governo da União admite federalizar a MA-14, a MA-106 e a MA-006

Carlos Brandão e Renan Filho após acerto por federalização de rodovias

As rodovias estaduais MA-014, que liga Vitória do Mearim a Pinheiro, a MA-106, entre Pinheiro e Governador Nunes Freire, passando por Santa Helena, e a MA-006, entre Tasso fragoso e Alto Parnaíba devem ser federalizadas. A federalização foi definida ontem numa reunião do governador Carlos Brandão (PSB) com o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Esse é o desfecho de uma longa gestão, com altos e baixos, do Governo do Maranhão para colocar essas rodovias, que são essenciais para o estado, sob a responsabilidade da União. Ao longo do tempo, ficou claro que O governador Carlos Brandão tentou fazer essas mudanças desde que assumiu, em abril de 2022. Mas só no atual Governo houve abertura para a transferência, que, vale lembrar, ainda está em processo de encaminhamento.

O Governo do Estado pede a federalização porque são rodovias extremamente longas para os padrões maranhenses. E como foi constatado ao longo do tempo, o Governo do Estado não dispõe de recursos financeiros para mantê-las. E esses itens da malha rodoviária do estado ainda têm trechos a serem concluídos e os seus custos de manutenção não podem ser mancado pelo estado.

Otimista com a decisão acertada com o ministro dos Transportes, o governador Carlos Brandão justificou o acordo, que será ratificado em breve:  “Sabemos da grande necessidade de co9nstruir e manter uma estrada à altura do povo que precisa dessas rodovias, ou seja, uma estrada com pavimento rígido de concreto. Por isso viemos a Brasília solicitar a federalização junto ao Ministério, para que o Governo Federal possa absorver a execução e resolver definitivamente esta questão”.

O ministro Renan Filho fez questão de assinalar a boa relação entre os governos federal e do Maranhão, que já rendeu frutos para o estado no que diz respeito à mobilidade urbana.
É isso aí.

São Luís, 10 de Maio de 2024.

Brandão com Lula reforçam parceria administrativa e política do Maranhão com Governo da União

Carlos Brandão e Lula da Silva conversam sobre problemas maranhenses durante
audiência no Palácio do Planalto

Se havia alguma dúvida quanto a boa relação do governador Carlos Brandão (PSB) com o presidente Lula da Silva (PT), essa foi mandada para o espaço ontem, durante audiência – na verdade uma reunião de trabalho entre os dois mandatários – em que o presidente recebeu o governador no Palácio do Planalto. Na conversa – acertada durante a viagem à Colômbia, em que o governador integrou a comitiva presidencial na visita àquele País -, o chefe do Governo do Maranhão e o presidente da República debateram uma pauta alentada, na qual os pleitos do estado, destacando-se os que tratam de infraestrutura, saúde e educação, e os investimentos federais, foram apresentados pelo governador Carlos Brandão e recebidos com boa vontade pelo presidente Lula da Silva.

Marcada pela cordialidade, fruto de uma relação política e partidária longa e construtiva, a reunião de trabalho do governador com o presidente envolveu os pleitos maranhenses junto à União, assim como manifestações de agradecimentos feitos pelo governador por conta da atenção que o presidente vem tendo em relação às demandas do Maranhão. O governador agradeceu, por exemplo, os projetos aprovados no Novo PAC Seleções para infraestrutura e abastecimento de água em cidades maranhenses, além de investimentos no programa “Minha Casa, Minha Vida”, que resultaram na entrega de 868 moradias no município de Chapadinha, pelo ministro de Cidades, Jader Filho.

Além disso, o governador Carlos Brandão agradeceu a conclusão da BR-226, em Timon, uma demanda de mais de meio século dos moradores da região, que foi entregue há duas semanas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, num ato que reuniu lideranças do Maranhão, como o ministro do Esporte André Fufuca, e do Piauí, entre eles o ex-governador piauiense e atual ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias.

No breve relato que fez acerca da audiência com o presidente, o governador Carlos Brandão destacou a importância das obras de revitalização da malha rodoviária federal que cortam o território maranhense. E assinalou que “o presidente recebeu com muita sensibilidade nossas demandas de melhorias das condições das BRs no Maranhão, para garantir mais segurança na mobilidade dos cidadãos”. E completou: “Não tenho dúvidas de que nossa forte parceria com o Governo Federal vai continuar garantindo o atendimento das necessidades do nosso estado”.

Houve até espaço para uma avaliação do cenário político nacional e estadual. O presidente quis saber como estão os preparativos da base governista para as eleições municipais, tendo o governador manifestado a convicção de que os partidos da aliança por ele liderada sairão das urnas amplamente vitoriosos. Entre os dois existe a compreensão de que o resultado das eleições será importante na montagem para o grande embate eleitoral de 2026.

E foi nesse ambiente de empatia que o governador Carlos Brandão convidou o presidente Lula da Silva para visitar o Maranhão e inaugurar as próximas obras federais no estado. Várias delas, que estavam paralisadas, já estão sendo retomadas e logo serão concluídas. O governador fez o convite certo de que a parceria do Palácio dos Leões com o Palácio do Planalto, que já é sólida, pode ser fortalecida e ampliada ainda mais. O presidente Lula da Silva aceitou o convite e deve definir a data em breve.

A julgar pelo ânimo que dominou a conversa, o encontro reforçou o compromisso mútuo do governador e do presidente das República com o desenvolvimento do Maranhão.

PONTO & CONTRAPONTO

Um dos trunfos do PP, Felipe dos Pneus lidera em Santa Inês

Felipe dos Pneus lidera seguido por
Solange Almeida e Valdivino Cabral

Se a eleição para a Prefeitura fosse realizada agora, o prefeito Felipe dos Pneus (PP) sairia das urnas reeleito com 37,86% dos votos, contra 26,86% da deputada estadual Solange Almeida (PL), 21,43% do ex-prefeito Valdivino Cabral (PL), 2,14% do tenente-coronel Vieira Oliveira e 1,14% de Joe Rodrigues. Ali, 4,57% votariam em branco ou anulariam o voto e 6% não saberiam em quem votar.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Exata, ouviu 700 eleitores entre os dias 22 e 25 de abril, tem margem de erro de 3,33%, nível de confiabilidade de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo nº 09430/2024.

A liderança do prefeito Felipe dos Pneus não surpreende. Depois dos atropelos que amargou no primeiro ano do mandato, quando chegou a ser afastado, o prefeito conseguiu recolocar sua gestão nos eixos e reaver grande parte do prestígio que tinha quando chegou ao cargo por expressiva votação em 2020.

Há, porém, quem acredite que a deputada Solange Almeida possa melhorar seu desempenho durante a campanha. Outro ponto no cenário eleitoral de Santa Inês é a posição do ex-prefeito Valdivino Cabral, que pode desistir e apoiar o prefeito ou a deputada.

A reeleição de Felipe dos Pneus é um dos trunfos do ministro dos Esportes André Fufuca, chefe do PP no Maranhão e que aposta alto também na eleição do deputado Rildo Amaral (PP) para a Prefeitura de Imperatriz.

Coletivo Nós reclama de não receber convite nem ter projetos sancionados por Braide

Jhonatan Soares: reclamação

Não bastasse a sua condição de oposição ferrenha ao Governo Municipal, o Coletivo Nós, que representa o PT na Câmara Municipal de São Luís, está em pé de guerra com o prefeito Eduardo Braide (PSD). Esse clima ficou evidenciado ontem, no discurso do co-vereador Jhonatan Soares, que fez uma série de reclamações e cobranças ao prefeito de São Luís.

A primeira e mais enfática delas foi o incômodo de não ter sido convidado para o ato em que o prefeito Eduardo Braide assinou a Ordem de Serviço para a reforma da Unidade Básica de Saúde Jailson Viana, na Cidade Olímpica. “Eu não fui convidado pelo prefeito, assim como nenhum vereador foi. Eu lamento a atitude do prefeito Eduardo Braide. (…) Antes de ser vereador, sou morador da Cidade Olímpica. Sou liderança comunitária naquela região e ex-conselheiro tutelar. Essa atitude desrespeita a nossa população, esta Casa e as lideranças da comunidade”, reclamou.

O co-vereador criticou o fato de o prefeito Eduardo Braide não haver sancionado nenhum dos cinco projetos de iniciativa do Coletivo Nós, aprovados pela Câmara Municipal, quase todos voltados para a comunidade LGBTQI+. São eles:     

Projeto nº 223/21, que dispõe sobre a criação do Conselho Municipal dos Direitos da População LGBT.

Projeto nº 100/22, que inclui no calendário oficial do município de São Luís o mês da visibilidade para pessoas transexuais.

Projeto nº 124/22, que institui o selo arco-íris destinado a empresas que desenvolvem ações em benefício da comunidade LGBT.

Projeto nº 193/23, que institui a Política Pública para Garantir a Proteção e Ampliação do Direito das Pessoas com Transtorno de Espectro Autista.

Projeto nº 194/23, que institui o mês de maio como ‘Maio Furta-cor’, dedicado a ações de conscientização e incentivo ao cuidado e promoção da saúde mental materna.

São Luís, 09 de Maio de 2024.

Iracema defende mais autonomia aos municípios em congresso municipalista

Foto 1: Eduardo Braide, Tavares, Iracema Vale,
André Fufuca, Ivo Rezende, Carlos Brandão,
Eliziane Gama, Felipe Camarão e Eduardo Nicolau.
Foto 2: Iracema Vale durante discurso

Prefeitos de todo o estado se reuniram no 2º Congresso Estadual do Municipalismo Maranhense, aberto ontem, em São Luís. “Esse congresso foi idealizado para discutirmos as pautas municipalistas, o enfrentamento e desafios diários que os cidadãos maranhenses passam no seu dia a dia. Estamos aqui para reafirmar a força e a união dos municípios no importante desafio de mudar a realidade das pessoas”, declarou, em tom enfático, o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Ivo Rezende (PSB), prefeito de São Mateus, na presença do governador Carlos Brandão (PSB), da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (PSB), do vice-governador Felipe Camarão (PT) e de associados, entre eles o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Além deles, participaram a senadora Eliziane Gama (PSD) e o ministro dos Esportes André Fufuca, que vale lembrar, é deputado federal.

Além do quadro geral de avanços e dificuldades que vivem os municípios maranhenses, o presidente da Famem também apresentou uma pauta a ser discutida por prefeitos, autoridades estaduais e federais e técnicos especializados nos mais diversos aspectos da estrutura e das normas que movem e regem os municípios maranhenses. O governador Carlos Brandão, por sua vez, se posicionou avaliando o congresso como “um momento considerado oportuno pelos gestores públicos para parcerias e investimentos que beneficiem as cidades maranhenses, trazendo desenvolvimento e geração de emprego e renda para o Maranhão”.

Mas a visão diferenciada chegou ao 2º Congresso Estadual do Municipalismo Maranhense pela fala da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale. Com a autoridade de quem vivenciou quatro mandatos de vereadora e dois mandatos de prefeita de Urbano Santos, a presidente do Poder Legislativo foi além, enfocando temas sensíveis e complexos, como autonomia municipal, por exemplo. Um tema de interesse de todos os presentes, a começar pelos prefeitos, especialmente os que se preparam para tentar renovar seus mandatos.

“Esse é um momento crucial para fortalecer a autonomia e os interesses dos municípios maranhenses, pois proporciona um espaço para os líderes municipais discutirem desafios comuns, compartilharem experiências e buscarem soluções colaborativas para as necessidades locais. Além disso, o evento debate políticas públicas que promovem o desenvolvimento regional e a qualidade de vida dos cidadãos”, declarou Iracema Vale no seu discurso.

Quando fala de “momento crucial” para “fortalecer a autonomia” dos municípios, a presidente do Poder Legislativo chama a atenção para as distorções e as fragilidades às quais os municípios brasileiros estão ainda submetidos, em que pese o fato de as prefeituras serem fortemente dependentes da União e do Estado no que respeita à base fiscal. Para pelo menos 80% das prefeituras brasileiras – e nesse bolo, quase 100% das prefeituras maranhenses – são inteiramente dependentes dos repasses da União na forma de Fundo de Participação dos Municípios. Iracema Vale conhece muito bem essa realidade e tem batido na tecla de que isso precisa mudar.

No que diz respeito a parcerias, a relação dos municípios com a União, que detém a maior massa de recursos, ainda é marcada por dificuldades, exigindo, via de regra, a intermediação parlamentar, o que, de alguma maneira, fragiliza a autonomia municipal. Ao longo dos seus dois mandatos como prefeita de Urbano Santos, a deputada Iracema Vale vivenciou essa dura realidade, o que a tornou uma voz consistente, autorizada, quando se refere às condições em que vivem os municípios.

O discurso abrangente da presidente da Assembleia Legislativa sobre a realidade municipal faz todo sentido num ano em que os 217 municípios maranhenses, a começar por São Luís, estão se preparando para eleger seus novos prefeitos, podendo renovar o mandato dos que estão dando conta do recado. São escolhas que podem mudar para melhor esse cenário nas áreas urbanas e rurais, podendo também resultar em equívocos, que poderão agravar ainda mais os problemas de agora.

Nesse contexto, a fala da presidente da Assembleia Legislativa no 2º Congresso Estadual do Municipalismo Maranhense é atual e oportuna.

PONTO & CONTRAPONTO

Deputados vão a congresso da Famem para se informar mais sobre municípios

Rildo Amaral, Roberto Costa, Rafael Brito,
Ana do Gás, Solange Almeida e Batista Segundo:
interesse pelo municipalismo

Os deputados estaduais Rildo Amaral (PP), Roberto Costa (MDB), Rafael Brito (PSB), Ana do Gás (PCdoB), Solange Almeida (PL) e Batista Segundo (PRD) participaram da abertura e de alguns itens da agenda do 2º Congresso Estadual do Municipalismo Maranhense. Eles têm interesse nas discussões sobre a realidade administrativa, financeira e econômica dos municípios, a começar pelo fato de que são candidatos ao comando de algumas das prefeituras, mais importantes do Maranhão.

Rildo Amaral (PP) é um dos seis pré-candidatos à Prefeitura de Imperatriz, o maior, mais rico e mais importante município maranhense depois de São Luís. Um dos favoritos para vencer a eleição, o deputado está informado de que, se eleito for, vai receber do prefeito Assis Ramos uma bomba para desmontar. É voz geral que a Prefeitura de Imperatriz é hoje financeiramente quebrada e administrativamente travada. O futuro prefeito terá desafios enormes para superar.

Roberto Costa caminha para ser o prefeito eleito de Bacabal. Se a sua eleição se confirmar, o parlamentar vai receber uma Prefeitura organizada e financeiramente estável, apesar dos problemas. Um caso raro no contexto dos municípios de médio e grande porte no Maranhão.

Rafael Brito (ex-Leitoa) aparece como favorito na corrida à Prefeitura de Timon, o quarto maior município maranhense. Se for eleito, vai receber um município com muitos problemas deixados pela atual administração. Ali, enfrenta exatamente a atual prefeita Dinair Veloso (PDT). Sua participação no congresso da Famem revela sua preocupação em dominar os assuntos municipais.

Ana do Gás tem todo interesse nas informações municipalistas na condição de pré-candidata à Prefeitura de Santo Antônio dos Lopes. Se eleita for, terá que colocar a máquina municipal nos eixos. Trata-se de um município em crescimento, principalmente por conta da exploração de gás natural no seu território, o que torna economicamente viável. Vai ter de aprender o b+a=ba da gestão pública. Vale lembrar que Ana do Gás já foi primeira-dama de Santo Antônio dos Lopes e secretária de Estado da Mulher.

Solange Almeida deve ser candidata a prefeita de Santa Inês, o que justifica o seu interesse municipalista, e Batista Segundo, que vai tentar a Prefeitura de Pinheiro, ao que tudo indica sem muita chance de ser eleito.

Rodrigo Lago denuncia suposto conluio do Simproessema com escritórios de advocacia por R$ 460 milhões

Rodrigo Lago: pode haver concluiu entre
Simproessema e escritórios de advocacia

Se achava que entregar R$ 460 milhões, o equivalente a 15% dos mais de R$ 3 bilhões em precatórios a serem pagos a professores da rede estadual, a escritórios de advocacia iria lhe sair barato, a diretoria do Simproessema, o sindicato da categoria no Maranhão, fez um cálculo errado e pode se dar mal.

Esse cenário foi desenhado com nitidez ontem pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB), que juntamente com o vice-governador Felipe Camarão (PT), contesta com veemência o direito que quatro escritórios de advocacia têm de receber honorários nesse valor.

– Isso é um roubo. Estão tentando desviar criminosamente 460 milhões do precatório dos professores sem ter feito nada para isso – declarou o parlamentar em um trecho de um discurso contundente e esclarecedor sobre o assunto.

Rodrigo Lago, que é advogado militante, falou, portanto, com autoridade e mostrou o passo a passo da ação movida pelo Governo do Estado, e não pelo Simproesseema, em 2023. O sindicato passou 17 anos sem ter qualquer envolvimento com a causa e só se habilitou em 2020, quando nada mais havia a fazer em relação à ação. E mais, os escritórios de advocacia só foram colocados na jogada em 2023, quando tudo estava decidido.

Sem ser o dono da ação e só tendo se habilitado – a primeira tentativa foi rejeitada pela própria Justiça -, duas décadas depois, os escritórios cobram agora, com o aval do Simproessema, 15% do valor total, o equivalente a R$ 460 milhões, no que o parlamentar e os que o apartearam, classificaram de roubo. Todos concordaram em pedir a entrada da Polícia Federal numa investigação para esclarecer a posição do sindicato.

Há quem diga que há muita coisa por trás da obstinação com que o Simproessema se aliou a esses escritórios.

São Luís 08 de Maio de 2024.

Partidos buscam formar chapas fortes para as 31 vagas de vereador de São Luís

Carlos Lula, Duarte Jr., Rodrigo Lago, Felipe Camarão e Paulo Victor (centro)
reunidos com pré-candidatos a vereador pelo PSB

A eleição para vereador de São Luís sempre agita muito o meio político da Capital já na fase informal de definição de candidaturas. Afinal, são 31 vereadores se preparando para buscar a reeleição e algumas centenas de candidatos brigando pelo primeiro mandato ou tentando voltar à Câmara Municipal depois de atropelos na última eleição. Há, no cenário pré-eleitoral, uma movimentação diferenciada em São Luís em relação à eleição deste ano. E os sinais indicam que os partidos envolvidos na disputa estão preocupados em lançar chapas “quentes”, com o objetivo de eleger o máximo possível de vereadores. E isso inclui, por exemplo, uma participação maior de mulheres, que, ao que parece, estão mais dispostas a entrar na briga pelo voto, contribuindo para reduzir o desequilíbrio de gênero na Casa de Simão Estácio da Silveira.

A reunião de aspirantes a candidato a vereador promovida pelo PSB, no final da semana, mostrou essa tendência. O partido, que tem o deputado federal Duarte Jr, como candidato a prefeito, e o presidente da Câmara Municipal, vareador Paulo Victor, parece determinado a eleger uma bancada expressiva, de preferência mesclada em matéria de gênero. Não foi sem razão que mulheres compareceram em número próximo ao de homens. O PSD do prefeito Eduardo Braide também está trabalhando nessa linha, focando na eleição de uma bancada forte. Outros partidos, como o PSDB, que está de volta ao cenário político, estão arregimentando nomes com peso político ou social para formar chapas com poder de fogo para eleger vereadores.

O governador Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) estão focados na corrida eleitoral em São Luís, apoiando fortemente a candidatura do deputado federal Duarte Jr.. E além do prefeito, o projeto inclui a eleição de uma bancada forte na Câmara Municipal, exatamente para evitar a situação complicada que o prefeito Eduardo Braide enfrenta, tendo de lidar com um parlamento onde a Oposição tem a esmagadora maioria dos votos. O próprio Eduardo Braide quer se reeleger embalado também por uma bancada de aliados no plenário do Palácio Pedro Neiva de Santana.

É com essa perspectiva que o MDB, que já teve muita força na política ludovicense, está selecionando cuidadosamente seus pré-candidatos a vereador para montar uma chapa com força para formar uma bancada no próximo mandato. No caso da Federação Brasil Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, seus líderes também estão empenhados, a começar pelo vice-governador Felipe Camarão, que além de ser o coordenador político da candidatura de Duarte Jr., está envolvido também com a montagem da chapa de vereador da Federação. Vale lembrar que o PCdoB tem dois vereadores, que têm cacife para aspirar a reeleição, e que o PT tem o Coletivo Nós, que tem tido bom desempenho no mandato em curso. O PV tentará eleger um vereador pela primeira vez em São Luís.

A eleição para a Câmara Municipal de São Luís é um jogo complexo. Isso porque partidos costumam lançar chapas isoladas, o que acaba por formar um plenário heterogêneo, o que torna quase impossível eleger uma bancada majoritária, como acontece no mandato atual. Não há registro de que um governo municipal recente tenha conseguido uma bancada própria e estável. Mesmo Jackson Lago (PDT), com toda a sua força na cidade, não conseguiu bancada majoritária, ao contrário, suas maiorias sempre foram construídas à base de negociação, como acontece com o prefeito Eduardo Braide. E tudo indica que, se for reeleito, o atual prefeito ludivicense vai continuar tendo de se dedicar a uma política diferenciada para o parlamento municipal.

Pelo que tem circulado nos bastidores, artistas, empresários, intelectuais, profissionais liberais, entre outras categorias estão interessadas em ter representantes da Câmara Municipal. E os partidos estão de olho em nomes de referência para turbinar suas chapas.

PONTO & CONTRAPONTO

Executivo, Judiciário e sociedade civil do Maranhão apoiam vítimas no Rio Grande do Sul

Carlos Brandão e Froz Sobrinho:
apoio às vítimas das enchentes no RS

O Maranhão está participando ativamente do esforço nacional para ajudar o Rio Grande do Sul, vitimado por uma trágica onda de enchentes, que já afetou mais de 1,5 milhão de pessoas. As ações mais expressivas partiram dos Poderes Executivo e Judiciário.

Por determinação do governador Carlos Brandão, o Poder Executivo enviou um grupo de 18 bombeiros especializados em resgates, bem como equipamentos que podem ajudar no trabalho de resgate.

Já o Poder Judiciário, seguindo orientação do Conselho Nacional de Justiça, está destinando recursos provenientes de prestação pecuniária de penas e medidas alternativas, conforme Portaria Conjunta nº 9/2024, assinada pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho, e pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador José Luiz Almeida.

Para quem não sabe penas pecuniárias são alternativas para substituir penas privativas de liberdade, geralmente em condenações inferiores a quatro anos.

A sociedade civil também está se mobilizando, com a formação de grupos para a arrecadação de comida, remédios, produtos de limpeza e roupas.

É isso aí.

Wellington do Curso intensifica pré-campanha a prefeito e ganha “moral” no Novo

Wellington do Curso:
campanha nas ruas

Já incorporado ao Novo, mesmo correndo o sério risco de perder o mandato que exerce e que conquistou perlo PSC, o deputado Wellington do Curso está, de fato, colocando na rua a sua campanha para a Prefeitura de São Luís.

Ele está dedicando os fins de semana para reunir grupos em bairros para conversar sobre o seu projeto de governo para a Capital.

Wellington do Curso desenvolveu uma relação intensa com a periferia de São Luís por meio das mídias sociais, que tem usado diuturnamente para mostrar suas atividades parlamentares, conseguindo passar a impressão de que trabalha ininterruptamente.

Segundo uma fonte do Novo, o deputado vem aumentando o seu cacife no partido, que antes via-o como uma possibilidade, mas agora o vê como um quadro que deve ter o apoio integral do partido.

São Luís, 07 de Maio de 2024.

Othelino no Solidariedade será aliado de Weverton na oposição; Brandão acompanha movimento

Othelino Neto entre Ana Paula Lobato (e), e Flávia Alves, Paulinho da Força e Marília Arraes (d) no ato
de filiação ao Solidariedade, sábado, em São Luís

A filiação do deputado estadual Othelino Neto ao Solidariedade, sábado, em ato com a presença do presidente nacional do partido, o deputado federal Paulinho da Força, um dos mais famosos caciques do sindicalismo brasileiro, que controla a Força Sindical, consumou o racha que afastou da base de apoio do Governo do Estado o parlamentar, que deixou o PCdoB, e a senadora Ana Paula Lobato, que rompeu com o PSB e se filiou ao PDT. Retirado do ostracismo em que se encontrava, o braço do Solidariedade no Maranhão abre caminho para a formação de um foco expressivo de oposição a ser enfrentado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Isso porque o PDT, que agora tem dois senadores, estará unido ao Solidariedade, duas agremiações de viés trabalhista. O Solidariedade recomeça agora no estado com um deputado estadual com peso político e uma suplente de deputado federal, Flávia Alves, irmã de Othelino Neto, que teve confirmada sua pré-candidatura à Prefeitura de São Luís.

À primeira vista, o mosaico criado por esses movimentos partidários parece confuso, a começar pelo fato de não haver uma explicação lógica para a senadora Ana Paula Lobato, que trocou o PSB pelo PDT, continuar em partido diferente do de seu marido e mentor político, o deputado Othelino Neto, que trocou o PCdoB pelo Solidariedade. Mas a explicação é simples: no PDT, a senadora Ana Paula Lobato injeta força política no partido, cujo presidente, senador Weverton Rocha, se prepara para tentar renovar o mandato ou chegar são Palácio dos Leões. Juntos em Brasília, os senadores pedetistas podem ajudar ou prejudicar pleitos do atual Governo do Estado na Câmara Alta.

No plano municipal, os dois partidos podem se juntar em apoio a candidaturas em municípios importantes, como Pinheiro, por exemplo, onde a senadora tem sua principal base política. No caso São Luís, é quase certo que o PDT vai rifar o ex-vereador Fábio Câmara, que não tem a menor chance de decolar, em favor de Flávia Alves, que pode alcançar algum espaço por ser um fato novo e invocar a condição de mulher. Pode contribuir para eleger uma bancada na Câmara Municipal, onde o PDT está prestes a desaparecer, contando apenas com o vereador Raimundo Penha. PDT e Solidariedade podem se juntar também em Timon, onde o deputado estadual Rafael Brito (PSB e apoiado pelo governador Carlo Brandão (PSB), ex-Leitoa, pleiteia o comando municipal disputando com a prefeita Dinair Veloso (PDT), candidata do grupo Leitoa, que hoje representam o PDT em Timon. E por aí vai.

Mas o foco maior da aliança tácita do PDT com o Solidariedade é demarcar território como oposição ao governador Carlos Brandão. E o objetivo é dar suporte ao projeto majoritário do senador Weverton Rocha, que pode ser candidato à reeleição ou ao Governo do Estado. Antes de procurar novos rumos partidários, a senadora Ana Paula Lobato e o deputado Othelino Neto tentaram um movimento ousado: tirar a presidência do PSB do governador Carlos Brandão e assumir o controle do partido. A cúpula nacional da agremiação socialista não aceitou a proposta, e a consequência do desfecho da operação foi o afastamento rápido e ostensivo do casal parlamentar do Palácio dos Leões. E o reflexo têm sido as falas de tom oposicionista, com variados graus de hostilidade, do deputado Othelino Neto na Assembleia Legislativa.

Até o momento, o Palácio dos Leões não fez qualquer movimento que tenha evidenciado uma preocupação maior com a migração da senadora Ana Paula Lobato e do deputado Othelino Neto para a Oposição. Orientou o líder do Governo, deputado Neto Evangelista (União Brasil) para responder pontualmente, a ataque, denúncia, acusação ou provocação na tribuna da Assembleia Legislativa. Escolado nesse jogo e conhecendo bem seus novos adversários, o governador Carlos Brandão se mantém em observação. “Vamos ver até onde isso vai. O governador está sempre pronto para conversar, mas também pronto para reagir com chumbo grosso”, disse à Coluna um cardeal do núcleo de ferro do Palácio dos Leões

PONTO & CONTRAPONTO

Presidente e vice da Câmara de São Luís estão em campos opostos, mas se dão bem

Francisco Chaguinhas e Paulo Victor: diferenças
políticas, mas boa relação institucional

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), e o vice-presidente Francisco Chaguinhas (PSD) vão para a disputa municipal divididos.

O presidente Paulo Victor, além de buscar a reeleição, será um dos principais coordenadores da campanha do deputado federal Duarte Jr. (PSB) à Prefeitura, depois de ele próprio haver lançado a sua candidatura e a retirado semanas mais tarde. Com participação importante na vitória do governador Carlos Brandão em São Luís, o vereador Paulo Victor é considerado peça importante na estratégia do Palácio dos Leões para eleger o deputado Duarte Jr..

Apoiador incondicional do prefeito Eduardo Braide (PSD), o vice-presidente Francisco Chaguinhas vai à luta pela reeleição dele próprio e do chefe do Executivo. Francisco Chaguinhas, como Paulo Victor, tem forte convicção em relação ao campo em que atua. Desde o início do atual mandato ele abriu caminho para apoiar o prefeito de São Luís. Durante esse período, foi o interlocutor mais ativo do Palácio Pedro Neiva de Santana com o Palácio de la Ravardière. Será um dos coordenadores da campanha do prefeito Eduardo Braide.

Detalhe: diferenças políticas à parte, o presidente Paulo Victor e o vice-presidente Francisco Chaguinhas mantêm uma relação de excelência.

Juscelino Filho terá conversa decisiva com a PF sobre denúncias de desvio de emendas

Juscelino Filho: depoimento na PF
agendado para o dia 10 de maio

A semana que começa será decisiva para o deputado federal e atual ministro das Comunicações Juscelino Filho (União Brasil). Ele terá de comparecer à Polícia Federal, em Brasília, para esclarecer, de uma vez por todas, o que de fato aconteceu com os R$ 7,5 milhões que mandou emendas parlamentares para Vitorino Freire, sua terra natal e principal base eleitoral, onde os Rezende mandam há muito tempo e a irmã dele, Luanna Rezende (União Brasil), é prefeita reeleita.

Entre outras coisas, a Polícia Federal vai querer em pratos limpos, sem conversa mole – do tipo “Não tenho nada a ver com isso” -, tudo o que envolve recursos federais no valor de R$ 7,5 milhão enviados para trecho de pavimentação em Vitorino Freire, mas que curiosamente pavimentaram trechos de estradas vicinais que dão a cesso a quatro fazendas da família Rezende no município.

Além disso, o ministro terá de esclarecer a estranha e suspeita relação que mantém com o empresário Eduardo DP, o controverso dono da Construservice, a empresa contratada para fazer a pavimentação, e com o qual o ministro teria relações pouco republicanas.

O assunto está batido, é verdade. O ministro Juscelino Filho já deu inúmeras declarações a respeito, sempre batendo na tecla segundo a qual não houve desvio de recursos e que, por não ser o responsável pela aplicação dos recursos, não pode ser responsabilizado pela aplicação dos recursos. Mais do que isso, garante que nada houve de errado no caso das emendas.

A conversa reservada com experimentados delegados da Polícia Federal, que ocorrerá nesta semana, poderá colocar um ponto final nesse caso. Para o bem ou para o mal.

São Luís, 05 de Maio de 2024.

Senadores maranhenses têm estratégias diferentes em relação às eleições municipais

Weverton Rocha, Ana Paula Lobato e
Eliziane Gama: posições distintas em
relação às eleições municipais

Ao contrário do que é visível à primeira vista, os senadores maranhenses estão mergulhados nas articulações para as eleições municipais. Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD) atuam para montar lastro político e eleitoral para o pleito de 2026, enquanto Ana Paula Lobato (PDT), recém titularizada na cadeira senatorial, trabalha para criar uma rede de aliados em todo o estado. Munidos com espaços de poder mais amplo e com o milagroso poder das emendas ao Orçamento da União, mesmo sem a força marginal do “orçamento secreto”, que foi considerado inconstitucional, os senadores dispõem de instrumentos políticos que os permitem articular uma ampla rede de apoio a candidatos a prefeito nas mais diferentes regiões do Maranhão, o quer lhes permite dar aos seus mandatos uma amplitude estadual.

Para o senador Weverton Rocha, a formação de uma base municipal com prefeitos aliados é crucial para o seu projeto de renovar o mandato senatorial em 2026. Nas eleições de 2020, o senador, que é o manda-chuva do PDT no Maranhão, festejou a eleição de quatro dezenas de prefeitos. Agora, trabalha com a mesma perspectiva, só que com um grau de cautela bem mais elevado. Isso porque parte dos prefeitos que ajudou a eleger negaram fogo no apoio que ele precisou na corrida ao Palácio dos Leões, na qual ficou num incômodo terceiro lugar. Agora, o senador Weverton Rocha tem uma visão mais apurada dessa situação, uma vez que o pleito de 2026 será decisivo na sua vida política, seja com ele tentando a reeleição de senador, seja entrando na aventura de chegar ao Palácio dos Leões. Nas duas opções, o apoio de prefeitos é fundamental.

Segundo uma fonte do PDT, Weverton Rocha estaria disposto a investir no resgate do PDT em São Luís. Só que até aqui aposta num projeto sem futuro com a pré-candidatura do ex-vereador Fábio Câmara ao Palácio de la Ravardière. Há um zumzum correndo os bastidores e dando conta de que poderá surgia uma aliança entre PDT e Solidariedade em torno da candidatura de Flávia Alves pelo Solidariedade, partido ao qual o deputado estadual Othelino Neto, irmão da pré-candidata, se filia em ato político a ser realizado neste sábado.

Recém filiada aso PDT, a senadora Ana Paula Lobato vai trabalhar para fortalecer a base municipal do seu partido. Como ela não disputará votos em 2026, uma vez que seu mandato vai até 2030, a senadora vai atuar com dois objetivos claros: apoiar o projeto de reeleição do senador Weverton Rocha, se esse for o propósito dele, e investir na montagem de uma rede de apoio para dar sustentação aos seus projetos eleitorais futuros. Deve embarcar na aliança com o Solidariedade em São Luís.

A senadora Eliziane Gama não tem deixado muito claro o seu projeto em relação às eleições municipais deste ano. Com tarefas desafiadoras na vice-liderança do Governo Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional, a senadora nem sempre vinculou a sua trajetória eleitoral com base em alianças municipais, uma vez que o seu eleitor-padrão está no universo evangélico e entre cidadãos descolados de grupos políticos municiais. Eliziane Gama tem muitos prefeitos aliados, trabalha com o apoio a prefeituras, com a destinação de emendas e fazendo ponte entre os municípios e as administrações estadual e federal. Sua atuação é mais discreta não havendo registro de projetos obstinados para eleger aliados nas eleições municipais.

O fato é que nenhum senador decidiu encarar as urnas disputando, por exemplo, a Prefeitura de São Luís, um projeto lógico e saudável no caso de Weverton Rocha e Eliziane Gama. Antes de ser titularizada no mandato senatorial, quando o futuro do então senador Flávio Dino não ir além do Ministério da Justiça, a então suplente de senadora Ana Paula Lobato cogitou disputar a prefeitura de Pinheiro. Os ventos mudaram fortemente e ela, com razão, nunca mais falou no assunto.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e presidentes da Gasmar têm lutado pelo petróleo da Margem Equatorial

Carlosd Brandão, Alan Kardek e
Sebastião Madeira ações pelo
petróleo da Margem Equatorial

Não se discute a importância do trabalho político do deputado federal Pedro Lulas Fernandes (União Brasil), para viabilizar a exploração petrolífera na chama Margem Equatorial – ler edição de ontem -, especialmente no campo de Barreirinhas. Num outro plano, várias vozes vêm tendo participação forte nesse processo.

Para começar, o governador Carlos Brandão (PSB) tem se manifestado como um entusiasta do megaprojeto, já tendo liderado inúmeras inciativas no sentido de consolidar o que pode vir a incrementar decisivamente a economia do Maranhão. Carlos Brandão já discutiu o assunto inúmeras vezes com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com o próprio presidente Lula da Silva.

No campo operacional, uma das vozes mais ativas é a do presidente da Gasmar, Alan Kardek Duailibe, que com a experiência e o conhecimento de quem foi diretor da Agência Nacional do Petróleo, sabe exatamente do que trata a Margem Equatorial e tem sido incansável nas ações destinadas a destravar o projeto e torna-lo efetivo. Pelos seus conhecimentos e pela força do cargo na Gasmar, é hoje o principal interlocutor do Governo do Maranhão nesse tema.

Vale registrar que n o pleno administrativo a exploração petrolífera na Margem Equatorial também foi tratada pelo atual chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira (PSDB), quando presidiu a Gasmar antes de Alan Kardek Duailibe.

Tudo indica que o vereador Domingos Paz caminha para a cassação

Domingos Paz: situação complicada

Não é fácil nem confortável situação do vereador Domingos Paz (DC), acusado de abuso sexual e na iminência de ter seu mandato cassado pela Câmara Municipal. A Comissão de Ética da Casa já está de posse do relatório que sustenta a denúncia do Ministério Público e a investigação policial sobre o assunto.

O vereador tenta protelar o desfecho do caso com manobras regimentais e açõ0es judiciais. Mas elas, ainda que aqui e ali conseguem retardar o andamento do processo, não mudam em nada a essência da denúncia.

Nos corredores das Câmara e até mesmo entre vereadores corre a certeza de que o vereador dificilmente escapará da degola. Por essas avaliações, isso só seria possível com o surgimento de um fato novo que provasse sua inocência. Mas isso é impossível.

São Luís, 04 de Maio de 2024.

Margem Equatorial: Pedro Lucas aposta alto na exploração de petróleo em Barreirinhas

Pedro Lucas em evento da “cruzada” pela
exploração de petróleo da Margem Equatorial

Os números previstos impressionam e tornam a iminente exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, uma gigantesca região que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, passando pelo Amazonas, o Maranhão e o Ceará, e onde, segundo todas as pesquisas, estão armazenados, aguardando exploração, bilhões de barris de petróleo da melhor qualidade, que pode consolidar a autossuficiência do Brasil na produção de petróleo e derivados. Melhor ainda, abre uma enorme perspectiva para turbinar o desenvolvimento dos estados que compõem a plataforma, especialmente o Maranhão, que terá dois campos a serem explorados, um mais ao norte, dividindo com o Pará, e outro na região de Barreirinhas. Fala-se da criação de mais de 50 mil empregos e no incremento do PIB do Maranhão em até 12%, com o incremento de R$ 10 bilhões anuais em receita nova.

O início do processo de exploração, que já foi “coisa de visionário”, está bem mais próximo do que muitos imaginavam até pouco tempo atrás.  A contagem regressiva está sendo feita pelo mais empenhado congressista maranhense para a realização desse projeto, no qual vem apostando muitas fichas, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial do Brasil, credenciado como o principal interlocutor do Congresso Nacional com o Governo e com a Petrobrás em defesa da exploração petrolífera na região.

Em declaração recente sobre o tema, que vem mobilizando parte do Congresso Nacional, a Petrobrás e o setor petrolífero como um todo, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes disse o seguinte: “A Margem Equatorial é o futuro do Brasil. A transição energética justa e a soberania de recursos necessitam do empenho do nosso País em garantir investimentos em áreas fundamentais. No Maranhão, com a exploração na região, a previsão é que sejam gerados mais de 56 mil empregos e que o PIB estadual cresça em 12,2%, com o incremento de R$ 10,9 bilhões. Vamos avançar e construir um grande futuro”.

Para chegar até aqui, o parlamentar maranhense vem travando há anos uma guerra política, cheia de escaramuças, contra instituições e vozes poderosas. Primeiro com o surgimento de uma espécie de “boicote” armado por interesses externos. E depois, por vozes e instituições influentes, como Marina Silva, antes de ser de novo ministra do Meio Ambiente e depois de voltar ao cargo no novo Governo Lula da Silva (PT). Ela liderou e amplificou uma cruzada contra a exploração do petróleo da Margem Equatorial sob a alegação de riscos ambientais. Essa reação contrária colocou o projeto em risco, mas os argumentos dos grupos formados pela Frente presidida por Pedro Lucas Fernandes conseguiram inverter a tendência, assegurando a aprovação do projeto de exploração petrolífera como benéfica para o país.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes tomou a causa para si como um projeto de vida, dedicando parte da sua atuação parlamentar à mobilização do Congresso Nacional a favor da exploração dessa fonte de riqueza. Para ele, no que diz respeito ao Maranhão, os benefícios econômicos e sociais da futura produção petrolífera na região de Barreirinhas são indiscutíveis, valendo como exemplo o crescimento do PIB estadual em mais de 12% e a receita prevista de R$ 10,9 bilhões ao ano e a geração de 56 mil empregos nos próximos tempos. Nas suas investidas contra os adversários do projeto, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes sempre bateu na tecla de que a exploração de petróleo em Barreirinhas pode acelerar o processo de desenvolvimento econômico do Maranhão.     

O argumento das vozes contrárias que ainda ecoa é que a exploração de petróleo na Margem Equatorial é conservadora em matéria de transição energética. Mas o fato de a exploração de óleo na Guiana, na região de Essequibo, por apenas uma empresa, está mudando a vida daquele pequeno País, que está sendo chamado de “Dubai Latina”, a ponto de despertar o interesse da Venezuela, que quer agora invadir a região, é prova mais que suficiente para derrubar o argumento contrário.

Com as nuvens clareando sobre o mar da região de Barreirinhas, que poderá se transformar num polo econômico embalado pelo turismo e pelo petróleo, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes anima as expectativas fazendo a seguinte previsão: “Vamos avançar construindo o nosso futuro”.

Que assim seja.   

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa mostra Rafael na liderança em Timon

Rafael Brito lidera

Pesquisa do instituto Data AZ sobre a corrida para a Prefeitura de Timon confirma tendência prevista no meio político desde o início da pré-campanha: a liderança do deputado estadual Rafael Brito (PSB), que tem 30,80% das intenções de voto, à frente da prefeita Dinair Veloso (PDT), que está com 24,18, seguida do coronel Schneydder (PSD) com 16,09%, e de Henrique Júnior (PL), com 11,49%. Nada menos que 10,34% responderam que não sabem em quem votar, e brancos e nulos somaram 7,13 não souberam ou não quiseram responder.

A posição do candidato do PSB não surpreende. Não é uma vantagem consolidada e irreversível, mas é distanciamento sólido, suficiente para que o candidato socialista mantenha o seu ritmo de campanha e aposte na vitória. A posição da prefeita Dinair Veloso (PDT) não é das piores, mas ela precisará de um forte incremento na sua campanha para reverter o cenário em quer sua reeleição não será viabilizada em outubro, mesmo com o apoio dos Leitoa.

Em Tempo: A pesquisa Data AZ foi realizada no período dias 30 de abril e ouviu 435 eleitores, sendo 385 na zona urbana e 50 na zona rural. A margem de erro é de 4,7% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e com registro no TRE sob o protocolo MA-08464/202.

Vinícius Vale amplia vantagem na corrida em Barreirinhas

Vinícius Vale amplia vantagem sobre Léo Costa
e Amílcar Rocha na corrida em Barreirinhas

Se a eleição para a Prefeitura de Barreirinhas fosse realizada agora, o engenheiro Vinícius Vale (PSB) seria eleito com 38,25% dos votos. Seria seguido pelo ex-prefeito Léo Costa (PDT), que teria 26,50% dos votos, e pelo atual prefeito, Amílcar Rocha (PCdoB), que sairia das urnas com 14,50% dos votos. Joab Marreiros teria 5%, Thiago Rodrigues receberia 0,75% e Totonho Corrêa 0,25% da votação, enquanto 6,50% dos eleitores ouvidos não votariam em nenhum deles e 8,50% não soube ou não quis responder.

A regra manda que não se deve comparar pesquisas, mas não impede que se observe uma tendência a partir dos seus resultados. A pesquisa Exata confirma a clara tendência de liderança do engenheiro Vinícius Vale, uma força política jovem, e o esgotamento de lideranças importantes de Barreirinhas, como o economista Léo Costa, que já governou a cidade duas vezes, e o atual prefeito Amílcar Rocha, que não conseguiu impor um ritmo de modernidade naquele que é maior centro turístico do interior do Maranhão, exatamente por ser o Portal dos Lençóis Maranhenses e com as condições de se tornar um polo petrolífero – leia o comentário de abertura.

Contratada pela Rádio e TV Difusora, a pesquisa Exata foi realizada nos dias 20 e 21 de abril, tendo ouvido 400 eleitores. Tem margem de erro de 4,58% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TRE sob o protocolo MA-03291/2024.

São Luís, 03 de Maio de 2024.

Com duras derrotas no currículo, Roberto Rocha se lança candidato da direita ao Governo em 26

Roberto Rocha mira agora o Governo

Depois de ter amargado uma dura derrota na disputa para o Senado em 2022, vencida com vantagem quilométrica pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), o ex-senador Roberto Rocha saiu ontem do recolhimento que se impôs e voltou ao cenário político tentando dar forma a uma quimera: disputar o Governo do Estado em 2026 como candidato da direita bolsonarista. A revelação, feita pelo blog Elias Lacerda, ao qual concedeu entrevista, chamou a atenção, primeiro pelo fato em si, com o ex-senador saindo das sombras, e depois pela pretensão de chegar ao Governo do Estado depois de uma série de derrotas acachapantes para o Governo (2018) e para o Senado. E depois, por conta do seu projeto de ser o candidato da direita, uma seara já ocupada pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

Não se sabe com base em quais informações políticas e partidárias o ex-senador avalia a possibilidade de ser bem-sucedido numa disputa para o Governo do Estado.

Vale lembrar que em 2018 ele ficou em 4º lugar, com meros 64.446 votos (2,05%) numa eleição em que o governador Flávio Dino (PCdoB) se reelegeu com 1.867.396 votos, o equivalente a 59,29%, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ficou em segundo com 947.191 votos (30,07%), e Maura Jorge (PSL) 247.988 votos (7,87%). Roberto Rocha ficou à frente apenas dos candidatos do PSTU, Ramon Zapata e do PSOL, Odivio Neto, ambos com o equivalente a 0,36% cada. Em 2022, como candidato ao Senado, Flávio Dino (PSB) saiu das urnas com 62% dos votos, enquanto Roberto Rocha (PTB), buscando a reeleição, agora pelo PTB, recebeu apenas 37% dos votos, mesmo com o apoio ostensivo do então presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

Na entrevista, o ex-senador Roberto Rocha justifica seu pífio desempenho eleitorais com uma série de desventuras na área familiar, como a perda do Filho Roberto Filho e em irmão, Luiz Rocha Filho, que tocava os negócios da família e foi prefeito de Balsas. E pelo que disse na entrevista de ontem, acredita que pode ter vez numa disputa em que, se tudo correr como está desenhado, enfrentará o atual vice-governador Felipe Camarão (PT) como governador candidato à reeleição.

Para ser candidato ao Governo do Estado em 2026, o ex-senador Roberto Rocha precisa reestruturar toda a sua vida política para se viabilizar como o candidato da direita. Para começar, o posto de representante da seara direitista na próxima corrida aos Palácio dos Leões já está ocupado pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, que no pleito de 2022 atropelou o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, alcançando o segundo lugar na disputa com o governador Carlos Brandão.

O ex-senador Roberto Rocha vai precisar de um partido para ser candidato ao Governo. Na eleição passada, sua situação política estava tão desgastada que ele passou por vários partidos em pouquíssimo tempo, tentou dividir o comando do PL com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, andou se enroscando com Lahesio Bonfim pela vaga de candidato a governador no PSC, mas acabou tendo que se contentar com o que havia de mais retrógrado e mais agressivo na direta brasileira: o PTB, sendo liderado, portanto, pelo chefão do partido, Roberto Jefferson, que hoje se encontra internado com algemas nas pernas. Nas conversas que correm nos bastidores, poucos chefes partidários estão dispostos a abriga-lo nas suas legendas. Poderá – quem sabe? – dividir o controle do PRTB com o deputado estadual Yglésio Moises, recém chegado ao partido, e com projeto bem claro de se tornar o nome da direita bolsonarista no Maranhão.

A julgar pelo seu currículo partidário, com passagem pelo PDS, PFL, PMDB, PSDB, PSB e PTB, tendo também tentado, sem sucesso, comandar uma fatia do PL no estado, o ex-senador encontrará dificuldades para retornar à vida partidária e viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado.

PONTO & CONTRAPONTO

Operação costura manutenção de deputados do PSB e do PCdoB na base governista

Operação visa manter Carlos Lula,
Júlio Mendonça e Rodrigo Lago
na base governista

O PSB não vai se dividir nem o PCdoB mudará de posição. Os dois partidos o permanecerão integralmente na base de apoio do Governo Brandão. Eventuais divergências poderão até emergir, como aconteceu há pouco em relação ao Tribunal de Contas, mas está em andamento um intenso trabalho de costura no sentido manter a base intacta.

A saída da senadora Ana Paula Lobato do PSB para ingressar no PDT, e a migração do deputado Othelino Neto do PCdoB para o Solidariedade são vistas como casos isolados, que já estavam previstos, situação que dificilmente seria revestida e que se tornou fato consumado com a saída de Flávio Dino da vida político-partidária.

Já em relação aos deputados Rodrigo Lago e Júlio Mendonça, ambos do PCdoB, e Carlo Lula, do PSB, eles permanecerão atuando com independência na Assembleia Legislativa, mas dando todo o suporte possível ao Governo em matéria de votação.  Os dois primeiros terão também o apoio do partido deles, o PCdoB, cujo presidente, deputado federal Márcio Jerry, confirmou a permanência da legenda na base governista e como aliada de primeira hora.

Quem aposta numa crise na base governista começa a perceber que o cenário já está mudando.

Eleição em dois turnos mudará radicalmente o modo de fazer política em Imperatriz

Josivaldo JP, Rildo Amaral, Marco Aurélio
e Mariana Carvalho terão
de ajustar discursos e posturas

A confirmação de que Imperatriz alcançou os 200 mil eleitores e ganhou o direito de realizar eleição de prefeito em dois turnos mudará radicalmente a postura e o discurso dos candidatos à sucessão do prefeito Assis Ramos.

A partir de agora, o jogo será outro, pois os candidatos mais fortes não poderão distribuir pancadas nos seus adversários a ponto de os tornar inimigos políticos, uma vez que, se nenhum deles alcançar 50% dos votos mais um, os dois mais votados terão de procurar os derrotados para negociar o apoio de cada um deles.

Assim, Rildo Amaral (PP) não pode partir para a pancadaria contra Marco Aurélio (PCdoB) e vice versa, nem Josivaldo JP poderá disparar contra Mariana Carvalho (Republicanos), que também terá de atacar seus adversários com o cuidado possível.

Além de representatividade do prefeito eleito, que sempre terá mais da metade dos votos, o segundo turno impõe uma eleição mais civilizada e mais acreditada. Isso porque, além da disputa, abre caminho para debates nos quais os candidatos deverão se preocupar com propostas e não com pancadas nos adversários.

Será, de fato, uma nova realidade.


Em Tempo: Alertado por um leitor, Luciano, Repórter Tempo, envergonhado, faz uma correção na edição de ontem: o verso “A a gente não quer só comida…” incluído no discurso do novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho, não é de Cazuza, mas de Arnaldo Antunes e os Titãs.

São Luís, 02 de Maio de 2024.