Todos os posts de Ribarmar Correa

Braide mostra firmeza e habilidade no jogo com as “cobras criadas” do setor de transporte

 

Eduardo Braide: firme na condução das negociações com grevistas

Independentemente do resultado a ser produzido pelas negociações em curso entre Prefeitura, rodoviários e empresários, para resolver a greve nos transportes coletivos, uma situação ganha forma e parece bem clara: o prefeito Eduardo Braide (Podemos) dá mostras de que se preparou para administrar São Luís e suas crises, conforme propagado durante a campanha eleitoral. A afirmação enfática e segura de que “não teremos aumento nas passagens de ônibus”, feita na semana que passou e reafirmada ontem à TV Mirante, e que poderia ser apenas um “trote” para ganhar tempo, como manda a “tradição” nas seguidas repetições desse roteiro, ganhou peso de verdade. Não como uma decisão monocrática e autoritária do chefe do poder Executivo da Capital, mas por ser parte de uma estratégia por meio da qual o governante municipal evita a majoração do preço das passagens, oferecendo contrapartida aos rodoviários, que são a ponta da linha do sistema de transportes de massa, um auxílio emergencial, nos moldes do que foi concedido aos artistas na fase mais aguda da pandemia.

A crise anual no sistema de transportes coletivos de São Luís será resolvida de uma maneira ou de outra, cedo ou tarde, e ocorrerá com ou sem aumento no valor das passagens, com ou sem a concessão do auxílio emergencial para rodoviários (motoristas, cobradores e fiscais), e com ou sem entendimento produtivo com as empresas beneficiadas com a concessão do serviço. A solução virá mesmo quando as empresas, que formam um cartel de peso, aumentam o seu poder de fogo quando associadas, por baixo do pano, com os rodoviários, como acontece nesse momento. Isso porque o que está em jogo não é a situação dos rodoviários, nem o suposto sufoco das empresas, nem também as conveniências da Prefeitura, mas os interesses de mais de meio milhão de ludovicenses que diariamente se deslocam para trabalhar e estudar utilizando a frota de pouco mais de 800 ônibus. E nesse momento em situação mais dramática, por conta dos estragos que o novo coronavírus impôs à economia como um todo, a começar pelo desemprego.

Nas suas declarações sobre a crise que culmina com a greve dos rodoviários, que pressionam por aumento de salário quando milhares e milhares correm atrás de emprego, o atual prefeito de São Luís quebra o padrão, negando firmemente a concessão de aumento, mas amenizando a negativa com uma proposta, o auxílio emergencial aos rodoviários, que não resolverá problema, mas evitará que ele seja agravado com a imposição de um aumento no valor da passagem nesse momento.

Eduardo Braide é um político pragmático, que mede e pesa cuidadosamente cada decisão. Ele não decide no impulso, mas refletindo sobre prós e contras. E quando se posiciona, o faz ancorado numa convicção difícil de ser revertida, conforme demonstrou muitas vezes quando deputado estadual. No caso da greve dos rodoviários, tudo se baseia numa relação de custo-benefício, o que significa dizer que ele já analisou a questão nos seus mais diversos aspectos, encontrando no auxílio emergencial para rodoviários, bancado pelo contribuinte, um trunfo bem montado para sentar e colocar as cartas na mesa de negociações. Pode ser que encontre resistências, mas ninguém poderá negar que o prefeito, diferentemente de antecessores, terá negado o aumento, pura e simplesmente, sem oferecer nada em troca.

– É essa solução (auxílio emergencial) que nós propomos neste momento. Por quê? Porque o primeiro caminho apontado foi o aumento do preço das passagens de ônibus. Eu já me manifestei sobre esse assunto e não acho correto neste momento, em que as pessoas estão tentando retomar a economia, almejando buscar os empregos que foram perdidos durante a pandemia, ter de arcar agora com esse aumento. Quero aqui reafirmar que nós não teremos aumento nas passagens de ônibus – declarou, na entrevista à TV Mirante, com clareza suficiente para não deixar dúvidas.

O prefeito de São Luís sabe que está tratando com “cobras criadas”, com décadas de experiência nesse jogo de dobrar prefeitos, que se repete a cada ano. Está mostrando que sabe onde e como deve pisar, misturando na dose certa autoridade institucional com habilidade política, fórmula que dificilmente dá errado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

DEM se desmancha, Juscelino perde comando e maioria vai apoiar Brandão

Juscelino Filho: sem comando partidário e poucos aliados

Há algum tempo, quando as pré-candidaturas começaram a ganhar forma, o deputado federal Juscelino Filho, presidente estadual do DEM, trouxe a público a informação de que em reunião por ele convocada, o braço político da sua família – ele, a deputada estadual Andreia Rezende e o ex-deputado Stênio Rezende – havia batido martelo pelo projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). E jogou no ar a impressão de que o braço maranhense do DEM todo mobilizado em torno do líder pedetista.

Nesse momento, o quadro que envolve o DEM no Maranhão é radicalmente diferente do que desenhou o jovem parlamentar. Para começar, a bancada do partido rachou, tendo os deputados Paulo Neto e Daniella Tema contrariado aquela orientação e declarado apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Agora, o ex-deputado Stênio Rezende, que o ajudou a controlar o DEM, também entrou em rota de colisão com o sobrinho, declarando também apoio ao projeto de candidatura do vice-governador, o que, pela lógica, leva à suposição de que a deputada Andreia Rezende, seguirá o marido, Stênio Rezende.

A menos que tenha uma carta importante no colete, o que parece improvável, o deputado federal Juscelino Filho vive uma situação em que não tem mais em mãos um partido sobre o qual exerça controle absoluto, perdeu a liderança sobre o grupo que formava o DEM, e só tem agora o deputado estadual Neto Evangelista como parceiro no apoio ao senador Weverton Rocha.

Sua chance de retomar o poder partidário que tinha está nas mãos dos caciques do Aliança Brasil, partido que está nascendo com a fusão do DEM com o PSL e que no Maranhão tem também o deputado federal Pedro Lucas Fernandes.

 

Se Bolsonaro se filiar ao PL o poder de fogo de Maranhãozinho será finalmente testado

Josimar de Maranhãozinho pode pode ter  comando colocado em xeque

O presidente nacional do PL, o notório ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, convidou o presidente Jair Bolsonaro e sua turma, encabeçada pelos três filhos, a se filiarem ao partido. Como fracassou em criar o próprio partido, já perdeu o PSL, foi descartado pelo Patriota e sofreu fortes e duras restrições ao tentar se aproximar do PP, não será surpresa se o presidente aceitar o convite do chefão do partido. A se confirmar tal hipótese, incluindo a provável adesão do senador Roberto Rocha ao movimento migratório, ela terá fortes e graves desdobramentos na política maranhense.

Para começar, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que controla com mão de ferro o braço do PL no estado, muito provavelmente será alçado à condição de chefe do bolsonarismo no Maranhão, e nessa condição poderá tornar irreversível o seu projeto de candidatura à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Poderá também acontecer o contrário, caso Roberto Rocha venha a ser brindado com o “posto”, o que é mais provável, porque parece ser esse o projeto que o senador cultiva enquanto aguarda a definição do pouso partidário do presidente.

Se Waldemar Costa Neto conseguir atrair o presidente Jair Bolsonaro e sua turma para o PL, é muito provável que em algum momento o comando do partido no Maranhão seja colocado em xeque. E aí se saberá qual é o real poder de fogo de Josimar de Maranhãozinho.

São Luís, 26 de Outubro de 2021.

Possível candidatura de Rodrigo Pacheco pode turbinar Edivaldo Jr. e agitar ainda mais a corrida aos Leões

 

Se Rodrigo Pacheco sair candidato a presidente, Edivaldo Jr. pode ganhar impulso no Maranhão

Os sinais mais recentes emitidos a partir de Brasília indicam que, ainda que parcialmente, a disputa pela presidência da República terá influência na corrida ao Palácio dos Leões. O fato mais recente aconteceu no fim de semana que passou, quando o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, representante de Minas Gerais, deixou o DEM – que se fundiu com o PSL para formar o União Brasil – e se filiou ao PSD, sendo, de cara, alçado à condição de pré-candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A entrada de Rodrigo Pacheco na corrida ao Palácio do Planalto abriu caminho para substanciar a ideia da “terceira via”, quebrando a polarização Lula da Silva (PT)/Jair Bolsonaro (?), no plano nacional, e injetando gás na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), no plano local, com força para fazer as correntes lideradas pelo governador Flávio Dino (PSB) caírem “na real” e se juntarem em torno de uma candidatura amarrada por um acordo político inteligente. Não se prevê, aqui, que Rodrigo Pacheco desembarque na corrida presidencial com força para desbancar o ex-presidente ou o atual mandatário em busca da reeleição, mas não é precipitado supor que sua candidatura tem fluídos capazes de atrair forças de centro e da direita democrática, podendo espalhar reflexos dessa guinada nas disputas estaduais.

No momento, a corrida ao Palácio dos Leões está sendo influenciada, primeiro, pelo líder petista Lula da Silva, cujo apoio é disputado por três pré-candidatos a governador:  Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB) e Felipe Camarão (PT). No contraponto, o presidente Jair Bolsonaro ainda não tem pré-candidato, mas deve apoiar o senador Roberto Rocha (sem partido), se ele vier a ser candidato. Além de apostar no apoio de Lula da Silva, Carlos Brandão aguarda a definição do candidato presidencial dos tucanos, que pode ser o governador paulista João Doria ou o seu colega gaúcho Eduardo Leite, que disputam prévias no partido. O pré-candidato presidencial do PDT, Ciro Gomes, não tem o apoio declarado do pré-candidato pedetista a governador, que admite, no entanto, criar dois palanques, um para Lula da Silva e outro para Ciro Gomes.

A situação de Edivaldo Holanda Jr. é bem diferente e pode sofrer uma mudança radical. Ele que migrou do PDT para o PSD, não tinha pré-candidato a presidente, e agora poderá compor seu projeto de candidatura com o senador Rodrigo Pacheco, nome de peso do seu partido na corrida presidencial. Em princípio, o ex-prefeito de São Luís poderá se tornar o candidato com a situação mais regular nessa disputa, já que os demais se debatem sem saberem ainda com quais candidatos ao Planalto farão suas campanhas.

A condição do senador Rodrigo Pacheco como potencial candidato presidencial não é exatamente uma novidade. Vários analistas de peso da chamada “grande imprensa” já o vinham apontando como dono de um perfil que se encaixa sem problemas num projeto de candidatura ao Planalto: é um advogado jovem, democrata de centro-direita, representante de um estado política e economicamente importante e que tem se mostrado um líder equilibrado e plenamente identificado com o estado democrático de direito. Sua migração para o PSD lhe dará condições de negociar apoio nas duas grandes correntes ideológicas, criando as condições para se tornar o que se pode definir como “terceira via”. Também pode ser que ele não consiga viabilizar esse projeto de candidatura, mas seu potencial é inegável.

Se a candidatura de Rodrigo Pacheco deslanchar, como é provável que aconteça, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. ganhará um suporte importante para sua campanha ao Palácio dos Leões. Se isso terá repercussão forte e decisiva no seu desempenho de candidato a governador, mas não há dúvida de que uma chapa casada, com candidatos do mesmo partido, tem muito mais chances de convencer o eleitorado.

Em Tempo: Esse quadro pode ganhar um ingrediente a mais se o ex-ministro Sérgio Moro vier a se filiar ao Podemos, partido comandado no Maranhão pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e entrar na corrida presidencial.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Racha do PT sobre candidaturas ao Governo pode ser resolvido pela cúpula nacional

Weverton Rocha, Carlos Brandão e Felipe Camarão: quem será o candidato do PT?

Não será surpresa se o braço maranhense do PT, ou pelo menos a maior parte dele, vier a fechar questão em torno da pré-candidatura do secretário de Educação, Felipe Camarão, recém convertido ao petismo e, pouco tempo depois, lançado pré-candidato a governador. Hoje, o PT está dividido entre apoiar o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, que conta com o apoio da cúpula do PT de São Luís, o pré-candidato do PSDB, vice-governador Carlos Brandão, que tem o aval da cúpula do PT estadual, ou o agora aspirante do partido, Felipe Camarão, que está sendo incentivado por uma corrente independente do PT estadual. Todos os indícios sugerem que essa situação não será resolvida numa mesa de conversa entre esses, que alimentam diferenças e rivalidades profundas na base, o que torna inviável uma conversa desarmada entre o presidente Augusto Lobato, presidente estadual, o ex-vereador Honorato Fernandes, chefe da legenda em São Luís, e o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o deputado estadual Zé Inácio e o colega federal Zé Carlos, por exemplo. Assim, o mais provável é que o racha maranhense seja resolvido pela cúpula nacional da agremiação, que conhece bem a situação no Maranhão e sabe que o partido só tem a perder mantendo o racha. De preferência que essa solução tenha o aval explícito do ex-presidente Lula da Silva. A situação poderá ter algum encaminhamento se for articulada com a intermediação do governador Flávio Dino.

 

Flávio Dino entrega ponte em Timbira, construída por indicação de Othelino Neto

Flávio Dino, Antônio Borba e Othelino Neto na inauguração de ponte em Timbira

Timbiras ganhou, sábado, uma ponte de concreto de 25 metros sobre o riacho Santarém, ligando o centro da cidade ao bairro Horta, uma comunidade que abriga mais de três mil dos 30 mil habitantes do município. A inauguração foi uma festa, liderada pelo prefeito Antônio Borba (Patriotas), com a presença do governador Flávio Dino (PSB), que autorizou a construção, e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), que fez a indicação da obra. Antes, no local havia apenas uma estrutura de madeira precária, que foi substituída por uma ponte de concreto, revolvendo de vez o problema de locomoção dos moradores em relação ao centro da cidade.

O prefeito Antônio Borba festejou a obra agradecendo ao deputado Othelino Neto, que viabilizou o pleito, e ao governador Flávio Dino, que concretizou o projeto. “É um sonho da população de Timbiras de 100 anos. O governador nos abraçou com todo o seu compromisso e hoje é um dia de gratidão, dia de festa aqui em Timbiras”, disse o prefeito timbirense, enfatizando a boa vontade do governador e o empenho do presidente da Assembleia Legislativa, a quem Timbira “será eternamente grata”, disse o prefeito.

O governador Flávio Dino declarou: “Mostramos mais uma vez o espírito de parceria que temos com todos os municípios. Hoje no caso aqui no município de Timbiras. O prefeito Antônio Borba é meu amigo, trabalha junto conosco”. Ali, Flávio Dino também inauguração a Praça da Juventude, entregou obras de pavimentação em vias urbanas, kits esportivos (com um total de 576 itens) e cartões do programa Vale Gás, assinou Ordem de Serviço para melhorias na Estação de Tratamento de Água de Timbiras e assinou termo de cooperação no curso de qualificação e doação de capacetes, no âmbito do Programa Detran com o Povo, Construindo um Caminho Novo”.

No ato de inauguração da ponte sobre o Rio Santarém, para a qual sua atuação foi decisiva, o presidente Othelino Neto assinalou: “Hoje nós entregamos essa obra importante, que agora é da população timbirense. Agradeço ao governador Flávio Dino pela sensibilidade ao viabilizar essa ponte, que vai ficar para sempre à disposição do povo de Timbiras, bem como todos os investimentos que têm sido feitos no município”, disse o parlamentar.

São Luís, 25 de Outubro de 2021.

Pré-candidatos ao Governo se mexem pelo apoio de deputados federais, que estão divididos

 

Rubens Jr. declara preferência por Carlos Brandão na corrida ao Palácio dos Leões

“Sou liderado do governador Flávio Dino e respeitarei as decisões do meu partido. Na condição de deputado federal, defenderei que Carlos Brandão seja o pré-candidato escolhido”, anunciou ontem o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB). Com sua manifestação, o parlamentar, que é um dos integrantes do chamado “núcleo de ferro”, grupo formado em torno do governador Flávio Dino (PSB), deu um passo importante para mostrar que, como a Assembleia Legislativa, a bancadas federal está dividida em quatro correntes no que diz respeito à disputa pelo Palácio dos Leões. Ali, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem, seis apoiadores, o senador Weverton Rocha (PDT) conta com cinco, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) tem a si próprio mais três aliados, enquanto um deputado dá suporte a Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e um, ao que parece, aguarda a definição do senador Roberto Rocha para se posicionar.

O vice-governador Carlos Brandão conta com os deputados Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), João Marcelo (MDB), Hildo Rocha (MDB), Gastão Vieira (PROS) e Zé Carlos do PT. É um apoio forte, se levado em conta o fato de que esses apoiadores são políticos que também apostam que o governador Flávio Dino baterá o martelo em favor do vice-governador. Mas se não houver acordo e os dois se lançarem para o confronto aberto, tudo indica que parte grupo de parlamentares manterá apoio ao pré-candidato do PSDB, que pode ainda receber a adesão de outros deputados federais à sua candidatura, aumentando seu cacife na bancada federal.

Por sua vez, o senador Weverton Rocha tem o apoio declarado dos deputados federais Cleber Verde (Republicanos), Gil Cutrim (Republicanos), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM) e Pedro Lucas Fernandes (PSL), com o diferencial de que quase todos eles são chefes dos braços maranhenses dos seus partidos. Esse grupo de parlamentares se mobilizou ao lado do líder pedetista desde o primeiro momento da sua pré-candidatura, repetindo parte da aliança que seus integrantes montaram para as eleições municipais, principalmente em São Luís. Assim como Carlos Brandão, Weverton Rocha continua garimpando apoio na bancada federal, apostando que poderá formar um grande arco de alianças em torno da sua candidatura.

Se mantiver mesmo sua pré-candidatura, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho sairá apoiado pelos deputados federais Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL), que já integram a sua base de apoio. Na sequência, o candidato do PSD, Edivaldo Jr., tem o apoio firme e decidido do deputado federal Edilázio Jr., que preside o partido no Maranhão, sendo também, até aqui, o principal responsável pelo projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís. Josimar de Maranhãozinho pode também se candidatar também à reeleição, nesse caso liberando seus aliados para que possam seguir outros rumos, como, por exemplo, optar entre Carlos Brandão ou Weverton Rocha.

Dois deputados federais, Aluízio Mendes (PSC) e Josivaldo JP (Podemos) ainda não se definiram, declaradamente, por pré-candidaturas a governador. O que se comenta nos bastidores partidários é que ambos estariam aguardando a definição partidária do senador Roberto Rocha para se posicionar, declarando-lhe apoio, caso ele saia candidato ao Palácio dos Leões, ou seguindo diferentes rumos na corrida sucessória estadual.  Mas podem também se posicionar por candidatura já definida. Josivaldo JP, vale lembrar, deve se posicionar articulado com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que comanda o Podemos no Maranhão e deverá se posicionar de acordo com a orientação nacional do partido.

Como acontece com tudo o que está relacionado com a disputa pela sucessão do governador Flávio Dino, esse é o retrato do momento, que está sujeito a mudanças moderadas ou radicais à medida que a corrida evoluir.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bem-sucedida a retomada do “Assembleia em Ação” em Santa Inês

Othelino Neto (centro) fala  na abertura do “Assembleia em Ação”  ladeado à esquerda por Yglésio Moyses, Ricardo Rios, Wellington do Curso, Roberto Costa e o prefeito Felipe dos Pneus, e à direita por Josino Catarino, Betel Gomes  e Duarte Jr.

“Com o programa, nos aproximamos mais de cada região do Estado e, assim, podemos ampliar as nossas ações e estimular políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dos maranhenses”, declarou o presidente do Poder Legislativo do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB) o chefe do Legislativo Estadual, ao avaliar o resultado do programa “Assembleia em Ação”, retomado ontem em Santa Inês. O evento contou com a participação dos deputados Roberto Costa, Ricardo Rios (PDT), Yglesio Moyses (PROS), Betel Gomes (PRTB), Duarte Júnior (PSB) e Wellington do Curso (PSDB) e de prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil da região do Vale do Pindaré.

A reativação do programa em Santa Inês, que polariza a Região do Pindaré como referência para mais de duas dezenas de municípios, cujos líderes, depois de vir as palestras sobre o funcionamento e a importância institucional do Legislativo, se manifestaram sobre problemas dos seus municípios e da região como um todo.

No encontro, o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, falou sobre a importância de aproximar a Assembleia Legislativa dos municípios. “Quando fui deputado estadual, participei de algumas edições do programa e vi a grande relevância desta iniciativa. Fico muito honrado de Santa Inês sediar o ‘Assembleia em Ação’, pois é um momento no qual conhecimentos importantes são compartilhados com prefeitos, vereadores e a sociedade, visando ao bem-comum da população”, disse o gestor.

O presidente da Câmara de Santa Inês, vereador Josino Catarino, também destacou e relevância da ação e agradeceu pela realização do evento na sua cidade. “É um momento ímpar de compartilhamento de informações e conhecimentos que serão valiosos para todos nós, parlamentares. É muito gratificante recebermos o ‘Assembleia em Ação’ em nosso município”, disse.

Os cinco deputados que foram a Santa Inês deixaram registradas suas manifestações sobre a importâncias das instituições, a começar pelo Poder Legislativo, que é, de longe, o mais próximo e mais identificado com a população.

A sexta edição do evento será realizada em Carolina, no Sul do Maranhão, no dia 26 de novembro.

 

Felipe Camarão tem pouco tempo para viabilizar sua pré-candidatura dentro do PT

Felipe Camarão em ação pelo apoio do PT à sua pré-candidatura: ele tem pouco tempo

O secretário Felipe Camarão, que recentemente se lançou pré-candidato a governador, resolveu priorizar as articulações para conquistar a unidade do partido em torno do seu projeto de candidatura. Não será tarefa fácil, porque, além de atrair apoio, ele terá de desmontar um grupo liderado pelo presidente Augusto Lobato e posicionado a favor do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), e outro, que tem à frente o presidente do PT de São Luís, comandado pelo ex-vereador Honorato Fernandes, que vem declarando enfaticamente apoio ao senador Weverton Rocha (PDT). Por haver entrado na corrida muito depois dos pré-candidatos já posicionados, Felipe Camarão tem pouco tempo para viabilizar seu projeto dentro da sua própria casa partidária, antes de o governador Flávio Dino bater o martelo sobre quem será o candidato da aliança que ele lidera.

São Luís, 23 de Outubro de 2021.

Brandão defende cumprimento de acordo, mas mostra que está preparado para ser candidato

 

Carlos Brandão garante que está preparado para preparado para comandar o Estado

Moderação bem dosada com firmeza. Foi esse o tom da entrevista do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), pré-candidato à eleição que poderá renovar seu mandato ou encerrá-lo no dia 31 de Dezembro do ano que vem, publicada na edição de ontem do jornal O Estado. Provocado pelo jornalista Gilberto Leda, Carlos Brandão se mostrou favorável à união dos pré-candidatos da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) em torno de uma candidatura, mas manteve cautela e não respondeu se manterá essa posição se não for ele o escolhido. “Unidade é importante, mas nem sempre se consegue”, declarou, afirmando que trabalha por ela, mas deixando no ar dúvidas sobre sua posição quanto a um desfecho que não lhe seja favorável. Na verdade, ao longo da entrevista, marcada, vale dizer, por declarações equilibradas, o vice-governador construiu uma argumentação que leva naturalmente à conclusão de que ele dificilmente abrirá mão de ser candidato, com ou sem acordo.

A fundamentação do seu projeto de candidatura está nas suas três décadas de vida pública, ao longo das quais secretário-adjunto de Meio Ambiente, secretário de Articulação Política, secretário-chefe de Gabinete e chefe da Casa Civil na maior parte do Governo de José Reinaldo Tavares, além de dois mandatos de deputado federal e dois mandatos de vice-governador, tendo assumido o Governo em seis oportunidades. Além disso, enfatiza um item importante da sua trajetória de homem público: não responde a nenhum questionamento judicial sobre a sua integridade ética. “Nesses 30 anos de vida pública temos uma conduta muito ética, muito profissional, não respondemos a nenhum processo, temos vida limpa, ficha limpa”, declarou.

Carlos Brandão associa o seu projeto político à sua condição de vice-governador atuante, que conhece em profundidade o Governo do qual participa, tem ciência de todos os projetos, seus custos e seus objetivos e andamento, o que lhe dá as condições necessárias para dar continuidade ao que está dando certo, como os programas sociais, por exemplo. Isso foi possível pela afinidade com o governador Flávio Dino, a quem tem demonstrado lealdade inquestionável, garantindo uma relação de confiança que os dois têm feito questão de destacar nas manifestações em que participam juntos. “Eu vejo que o Maranhão não pode retroceder, que o Maranhão precisa continuar avançando, e eu, pelo fato de estar junto do governador Flávio Dino, entendo que tenho condições de dar continuidade a esse trabalho”, assinalou.

Político experiente, que passou por várias provas de fogo como chefe da Casa Civil do movimentado Governo José Reinaldo Tavares, tendo também sua cota de contribuição para a estabilidade política do Governo Flávio Dino, Carlos Brandão defende a carta em que líderes partidários entregaram ao governador Flávio Dino a tarefa de coordenar as articulações para a escolha deum candidato do grupo. Mas deixa nas entrelinhas sinais fortes de que não aposta alto no cumprimento desse roteiro, agora mais embaraçado com a entrada do secretário de Educação Felipe Camarão (PT) no jogo sucessório. Nesse ambiente, onde enfrenta a dura concorrência do senador Weverton Rocha (PDT), que faz uma pré-campanha forte, e agora a de Felipe Camarão, que trabalha sem descanso para conseguir o aval do PT à sua pré-candidatura, o vice-governador mostra que está se preparando para ser candidato, com ou sem acordo.

Enquanto essa definição não chega, o vice-governador vai intensificando sua pré-campanha, ora cumprindo apertada agenda de reuniões com lideranças políticas, ora fazendo visitas a municípios – hoje, por exemplo, ele cumpre programação em Serrano do Maranhão, Apicum-Açu, Bacuri e Pinheiro. O tom moderado da entrevista não reflete exatamente a ação política do pré-candidato do PSDB. Pelo simples fato de que Carlos Brandão tem consciência do peso que sua candidatura ganhará quando ele assumir o comando do Estado como governador titular.

E a julgar pela experiência que acumulou nesse tabuleiro como chefe da Casa Civil e agora como vice-governador, Carlos Brandão tem tudo para ser um concorrente difícil de enfrentar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eleito com ampla margem, Flávio Dino assumirá a cadeira que foi do pai na AML

Flávio Dino com a comissão da AML, liderada pelo presidente Carlos Gaspar (ao seu lado), o comunicado da sua eleição para a cadeira que foi do seu pai, Sálvio Dino

Não surpreendeu a eleição do governador Flávio Dino (PSB) para a Academia Maranhense de Letras (AML), onde ocupará a cadeira Nº 32, que era ocupada por seu pai, o advogado, escritor e ex-deputado estadual Sálvio Dino, vitimado em agosto de 2020 pela Covid-19. Ao vencer a eleição por larga vantagem, Flávio Dino, que já é membro da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, deu uma demonstração de prestígio intelectual, tornando-se o terceiro chefe de Estado – junto com José Sarney e Pedro Neiva de Santana – a fazer parte da Casa de Antônio Lobo. No início da noite, novo imortal recebeu a visita de uma comissão de membros da instituição liderada pelo presidente Carlos Gaspar, que foi ao Palácio dos Leões comunicar a sua entrada na imortalidade como novo membro da AML. O governador Flávio Dino agradeceu a eleição e assegurou que vai colaborar para a manutenção do legado da AML, que completou 113 anos de existência no dia 10 de agosto.

“O meu pai, entre tantos amores, tantos afetos, ele tinha muito orgulho de integrar a Academia. É um gesto de deferência também à memória dele como confrade dos senhores e senhoras. Só posso me comprometer em ser um coguardião de tão grandiosa tradição do nosso estado”, disse o governador.

Flávio Dino não chegou à AML por acaso ou por conchavo. Graduado em Direito pela UFMA, ele é professor licenciado da instituição e da UNB, e mestre em Direito Constitucional pela UFPE. Foi juiz federal por 12 anos, presidiu a Associação Nacional de Juízes Federais e foi secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça. Foi presidente da Embratur, deputado federal e encontra-se no exercício do segundo mandato de governador do Maranhão. Sua produção intelectual inclui artigos publicados em periódicos regionais e nacionais, como Jornal Pequeno, O Imparcial, O Estado do Maranhão, Folha de S. Paulo, O Globo, Valor Econômico, Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense. No plano acadêmico, tem trabalhos incorporados à Revista de Direito Administrativo, da FGV, e à Revista do Conselho da Justiça Federal. Tem proferido palestras em eventos promovidos por instituições acadêmicas do Brasil e de outros países, como a Universidade de Harvard, London School of Economics, Instituto de Estudos Políticos de Paris, Fundação Getúlio Vargas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio de Janeiro, dentre outras. É de “Medidas provisórias no Brasil; origem, evolução e Novo Regime Constitucional”, “O poder, o controle social e o orçamento público”, “Reforma do Judiciário: Comentários à Emenda nº 45” e “Autogoverno e Controle do Judiciário no Brasil: a proposta de criação do CNJ”, além de participar como coautor de várias outras publicações.

Flávio Dino disputou a vaga com José Rossini Corrêa, Antônio Guimarães de Oliveira, José Carlos Sanches e Azenate de Oliveira. Sua eleição já era esperada, mas o resultado – 25 dos 35 votos válidos – foi mais elástico do que estava previsto. Isso porque o advogado e antropólogo Rossini Corrêa, poeta e ensaísta respeitado no universo da crítica literária, membro da Academia Brasiliense de Letras e já consagrado como um dos intelectuais mais importantes da chamada “Geração Guarnicê”, que deu ao Maranhão o poeta Luís Augusto Cassas, o artista plástico Jesus Santos, o fotógrafo e cineasta Murilo Santos e o poeta e militante cultural Valdelino Cécio.

Os imortais ouvidos pela Coluna consideraram o resultado justo.

 

Santa Inês sedia hoje primeira edição da retomada do “Assembleia em Ação”

Othelino Neto vai comandar o Assembleia em Ação, que será retomado hoje em Santa Inês

Santa Inês, cidade polo com 90 mil habitantes da Região do Pindaré e que tem nos seus limites Monção, Vitorino Freire, Bela Vista do Maranhão, Pindaré Mirim, Santa Luzia e Tufilândia, sediará hoje o “Assembleia em Ação”, programa da Assembleia Legislativa, que tem por objetivo levar aos maranhenses informações precisas a respeito do que é e como funciona o Poder Legislativo do Maranhão.

Comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) com o aval da Mesa Diretora e o apoio das lideranças da Casa, o programa visa aproximar o parlamento estadual dos municípios e da sociedade como um todo. Para tanto, sua programação tem dois momentos, um técnico, no qual diretores do Poder Legislativo mostram como funciona a instituição legislativa e qual o significado e a importância da representação parlamentar no estado democrático de direito.

O segundo momento é a participação direta de deputados, que podem se manifestar sobre a instituição, sobre sua atuação e sobre problemas regionais ou estaduais que julgar importante abordar no evento. E também a participação de lideranças de Santa Inês, como o prefeito anfitrião Felipe dos Pneus (Republicanos), oriundo da Assembleia Legislativa, e dirigentes dos demais municípios da região, que poderão se manifestar. O mesmo acontecerá com presidentes de Câmaras Municipais, que poderão inclusive firmar com a Assembleia Legislativa acordo de cooperação visando o aperfeiçoamento das casas legislativas municipais.

– Com certeza, será um momento importante de troca de informações entre os deputados estaduais, a classe política e a sociedade civil. Contamos com a presença de todos – declarou o presidente Othelino Neto.

“Com certeza, será um momento importante de troca de informações entre os deputados estaduais, a classe política e a sociedade civil. Contamos com a presença de todos”, disse o chefe do Legislativo maranhense.

São Luís, 22 de Outubro de 2021.

Corrida ao Palácio dos Leões entra na fase das articulações dos candidatos por apoio político

 

 

De cima para baixo: Carlos Brandão com líderes do Rede, Weverton Rocha com aliados, Edivaldo  Jr. com vereadores em Imperatriz, e Felipe Camarão com José Sarney e Roberto Costa: pré-campanha entra na fase das articulações para formar bases políticas

A reunião do vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, com a cúpula municipal do Rede Sustentabilidade, a visita do secretário Felipe Camarão, pré-candidato do PT, ao ex-presidente José Sarney (MDB), e a recente incursão do pré-candidato do PSD Edivaldo Holanda Jr., à região do Baixo Parnaíba são fatos que confirmam a impressão de que, depois do foguetório do primeiro momento, a corrida para o Palácio dos Leões está entrando numa nova etapa. Agora, já com o plantel de candidatos praticamente definido, e revelado o poder de fogo dos aspirantes, seus movimentos parecem entrar numa fase de ajustes no que diz respeito ao suporte político aos seus projetos de candidatura. Trata-se de fase importante e decisiva, uma vez que a soma de forças políticas e partidárias é o que mostra ao eleitorado a consistência de uma candidatura majoritária.

O vice-governador Carlos Brandão adotou uma estratégia que vem mostrando resultados importantes para seu projeto de candidatura. Ele vem investindo franca e intensamente na conversa com lideranças políticas, partidárias e parlamentares, a começar por deputados estaduais, tecendo, ponto a ponto, uma ampla malha de apoio. Tem conversado com todos segmentos políticos, sociais e econômicos, sem se preocupar com melindres partidários nem com diferenças ideológicas, certo de que sua candidatura não pode se dar ao luxo de esnobar qualquer segmento. Com a mesma disposição, conversa com PT, MDB, PCdoB, PSB, PP, Republicanos, PDT, seja com as cúpulas partidárias, seja com segmentos que delas divergem, procurando agregar substância política ao seu projeto de continuar governador após o mandato tampão que assumirá em Abril. A reunião de ontem com o braço do Rede em São Luís é reveladora dessa estratégia, que segundo fonte a ele ligada, vem dando certo.

O senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, por sua vez, continua investido no projeto “Maranhão mais feliz”, por meio do qual tem se aproximado do público via eventos públicos, realizados em cidades estratégicas, com a participação de líderes municipais. Antes, o senador investiu forte na articulação de uma base política e partidária para seu projeto de candidatura, atraindo o apoio declarados de líderes de peso, como o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e partidários, como os deputados federais Cleber Verde (Republicanos), Juscelino Filho (DEM) e André Fufuca (PP), por exemplo. Agora, investe forte no movimento para atrair o apoio do PT e o aval do ex-presidente Lula da Silva, enfrentando, porém, uma clara divisão do partido, cuja cúpula estadual está alinhada a Carlos Brandão. Weverton Rocha deve continuar trabalhando para fortalecer politicamente sua pré-candidatura, procurando atrair a adesão de prefeitos e vereadores.

Edivaldo Holanda Jr. encontra-se nesse momento buscando o necessário suporte político para sua pré-candidatura, sem o qual, sabe, dificilmente chegará ao eleitorado. Na sua incursão pelo Baixo Parnaíba, ele participou de reuniões abertas com líderes municipais. Deverá abrir diálogo com os partidos, com os quais conviveu nos seus oito anos de prefeito, a começar pelo MDB, a partir da ponte que está sendo construída pelos líderes do seu partido, o deputado federal Edilázio Jr., presidente estadual do PSD, e o deputado estadual César Pires, coordenador do projeto de candidatura junto aos grupos liderados pela ex-governadora Roseana Sarney, presidente regional do MDB.  Programou novas incursões ainda para este ano, pretendendo entrar em 2022 com o suporte necessário para incursionar pelos municípios pedindo votos.

O petista Felipe Camarão vem demonstrado forte apetite pela articulação política, trabalhando intensamente em duas frentes: a interna, onde tentar se tornar candidato do PT com o aval de todas as correntes do partido, e a externa, garimpando aliados no meio político e partidário. O exemplo mais forte da sua atuação no campo externo foi a visita de ontem ao ex-presidente José Sarney (MDB), articulada pelo vice-presidente emedebista, deputado Roberto Costa, abrindo caminho para uma conversa com o partido sarneysista. Laços de família com certeza facilitaram a realização do encontro, que pode resultar em dividendos políticos.

À exceção do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que opera sem descanso para manter o controle sobre as lideranças que integram o PL (40 prefeitos), o Patriotas (4) e o Avante (1), outros pré-candidatos, como o prefeito Lahesio Bonfim (sem partido), que parece satisfeito com o apoio de setores de extrema-direita e segmentos evangélicos.

Ao seu final, essa etapa vai mostrar o cacife político e, com base nele, o potencial eleitoral de cada um.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com velho roteiro, empresários e rodoviários armam greve por aumento de tarifa nos coletivos

Coletivos de São Luís podem permanecer hoje nas garagens, repetindo velho roteiro

Se não houve um acerto de última hora, boa parte dos rodoviários – motoristas e cobradores – de São Luís cruzará os braços hoje, abrindo a programação anual de pressão por aumento salarial. O roteiro já antigo e manjado, sem qualquer inovação, foi iniciado há duas semanas, quando, numa articulação com o Sindicato das Empresas de Transporte, o velho e conhecido SET, com o aval do Sindicato dos Rodoviários, apresentou à Prefeitura de São Luís um pleito para que fosse majorado em R$ 1,00, o valor da Passagem nos coletivos, que assim chegaria ao valor de R$ 4,80, o que tornaria inviável o já dificílimo deslocamento de milhares de ludovicenses que dependem do transporte de massa. De cara, o prefeito Eduardo Braide (Podemos) reagiu afirmando que tal aumento seria inviável, e que pelo menos por enquanto as tarifas continuarão como estão. O SET não se alterou, e colocou em marcha, sem pressa, a segunda etapa do velho e manjado roteiro de pressões: incentivar seus parceiros rodoviários à frente e pressionar a Prefeitura com a igualmente velha e manjada estratégia da ameaça de greve para arrancar um aumento nas passagens e, por via de desdobramento, um reajuste nos seus salários. E assim está se dando. A greve anunciada para hoje pelos rodoviários, com o aval decisivo dos empresários, que nunca reajustam naturalmente os salários dos seus funcionários, poderá deixar entre 300 e 400 pessoas que dependem do transporte coletivo. Encontrar uma solução para esse problema é o primeiro grande desafio do prefeito Eduardo Braide. Isso porque dessa vez empresários e rodoviários parecem mais articulados que nunca, principalmente pelo fato de que eles estão munidos do argumento básico: o preço dos combustíveis, fruto da incapacidade do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Partiu Cunha Santos, o Jornalismo maranhense perdeu um gigante

Cunha Santos: Jornalista completo, com trajetória ímpar na imprensa maranhense

A morte, ontem, do Jornalista Cunha Santos, privou os maranhenses de um gigante da profissão e de um craque do texto. Poucos dos muitos que enveredaram por essa estrada pedregosa, sinuosa e perigosa de busca, embalagem e divulgação dos fatos, principalmente na área política, foram tão corretos, precisos e originais como Cunha Santos. Codoense de nascimento, Cunha Santos se tornou ludovicense por estado de espírito e pela profundidade com que amou e viveu São Luís em todos os seus meandros, sentidos, becos e bares. Na sua rica trajetória jornalística, foi uma das mais importantes referências do Jornal Pequeno, tendo vivido, integralmente, a ascensão e o auge do matutino dos Bogea, cujas páginas enriqueceu com artigos cortantes, colunas brilhantes, reportagens precisas e editoriais fulminantes durante décadas. Sempre com textos corretos, ricos, inteligentes e absolutamente fieis à técnica jornalística, sem, no entanto, se deixar amarrar pela aridez vocabular exigida por equivocados teóricos da comunicação moderna. Fez Jornalismo com a argúcia do escritor produtivo e a sensibilidade do poeta que foi. Seus livros, entre eles “A Odisseia dos Pivetes”, “Paquito, o Anjo Doido” e “Comunidade Rubra” mostram o talento do Jornalista que enveredou pela literatura usando com habilidade e talento os caminhos do Jornalismo. Além do talento e da habilidade com a palavra escrita, Cunha Santos foi um ser humano pleno, com montanhas de virtudes e defeitos, mas sustentado na consciência política e na dignidade pessoal. E viveu a plenitude do intelectual inquieto e inconformado mergulhando fundo na boêmia, encontrando nos bares o refúgio do poeta que carregou dentro do peito por quase sete décadas de existência.

A Coluna e seu autor lhe rendem homenagens plenas, sinceras e justas, associando-se às manifestações de pesar de familiares, amigos, entidades profissionais, e da Assembleia Legislativa, à qual era profissionalmente ligado, referendando a nota do presidente Othelino Neto (PCdoB) e do diretor de Comunicação Edwin Jinkings, ambos jornalistas profissionais.

São Luís, 21 de Outubro de 2021.

Deputados estaduais estão fortemente divididos na corrida ao Palácio dos Leões

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Edivaldo Jr. disputam o apoio de deputados estaduais

Os deputados estaduais são, por tradição e por efetividade, em parte responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso dos candidatos a cargos eletivos majoritários, principalmente os aspirantes a governador. Na corrida eleitoral já em curso, a Assembleia Legislativa está rigorosamente dividida, com os 42 deputados espalhados pelos vários pré-candidatos a governador, sendo que dois deles, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT), dividem hoje o apoio de deputados. Os outros membros da Assembleia Legislativa estão espalhados por Josimar de Maranhãozinho (PL), Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e Simplício Araújo (Solidariedade). Há situações curiosas, como a do pré-candidato do Solidariedade, e a divisão das bancadas do PCdoB e do MDB, para citar dois exemplos. Mas como o momento é ainda de pré-campanha, pode-se afirmar que antes do final do ano todos os 42 deputados terão se posicionado.

De acordo com levantamentos informais, o vice-governador Carlos Brandão está em vantagem na Assembleia Legislativa, com o apoio declarado dos deputados Socorro Waquim (MDB), Thaíza Hortegal (PP), Adelmo Soares (PCdoB), Ana do Gás (PCdoB), Antônio Pereira (DEM), Arnaldo Melo MDB), Daniella Tema (DEM), Duarte Jr. (PSB), Edson Araújo (PSB), Yglésio Moises (PROS), Wellington do Curso  (PSDB),  Ariston Ribeiro (Republicanos), Paulo Neto (DEM), Rildo Amaral (Solidariedade), Fábio Macedo (Republicanos), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Edson Araújo (PSB), chamando a atenção Rafael Leitoa (PDT), nome de proa no partido de Weverton Rocha. Ao mesmo tempo, surpreende o fato de o vice-governador não ter o apoio declarado do único deputado do seu partido na Casa, Wellington do Curso, que, na contramão, fez uma oposição ferrenha e zoadenta ao governador Flávio Dino.

Sem declarações formais, mas por relação partidária e afinidades políticas, o senador Weverton Rocha já conta com os deputados Zito Rolim (PDT), Glaubert Cutrim (PDT), Ricardo Rios (PDT), Cleide Coutinho (PDT), Marco Aurélio (PCdoB), Andreia Rezende (DEM), Neto Evangelista (DEM) Roberto Costa (MDB), Ciro Neto (PP) e Wendell Lages (PMN), um time forte e turbinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), apoiador de primeira hora e hoje principal avalista do pré-candidato do PDT. Correm rumores de que o grupo do pedetistas seria reforçado pelos deputados Pará Figueiredo (PSL) e Betel Gomes (PRTB).

Nesse contexto, gera forte curiosidade o fato de a terceira maior base de apoio na Assembleia Legislativa seja a de Josimar de Maranhãozinho, pré-candidato assumido do PL, que levará os quatro do partido – Detinha, Hélio Soares, Leonardo Sá e Vinícius Louro. Ele é seguido do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., pré-candidato do PSD e que tem na Assembleia Legislativa o apoio declarado de dois deputados: o experiente Edivaldo Holanda (PTC), seu pai, e César Pires (PSD), que além de pertencer ao seu partido, é o principal articulador da sua campanha.

No âmbito do Poder Legislativo estadual encontram-se ainda algumas situações curiosas. Dos quatro deputados do Solidariedade, dois – Ariston Pereira e Rildo Amaral – estão alinhados à candidatura do tucano Carlos Brandão, enquanto os doutros dois – Helena Duailibe e Fábio Braga – ainda não se declararam. Mas o fato é que nenhum apoiará a candidatura do presidente do partido, o secretário de Indústria, Comércio e Energia Simplício Araújo. Outra situação incomum é os deputados “terrivelmente evangélicos” Mical Damasceno (PTB) e Pastor Cavalcante (PROS), ainda não disseram com clareza para onde vão. Conforme se ouve nos bastidores, os dois estariam aguardando definições de Brasília relacionadas com o futuro do senador Roberto Rocha para se posicionar.

E como a corrida eleitoral costuma produzir marchas e contramarchas, não será surpresa se esse cenário vier a sofrer expressivas alterações quando o governador Flávio Dino anunciar, até o final do mês que vem, o resultado das suas consultas sobre quem será o candidato do seu grupo à sua sucessão. Por enquanto, o vice-governador Carlos Brandão levando a melhor no Palácio Manoel Beckman.

 

Se está mesmo rompendo com Dino, como disse Louro, Maranhãozinho pode atirar no pé

Vinícius Louro confirmou rompimento do PL com o Governo Flávio Dino

Se atuou como porta-voz do seu partido, o PL, na entrevista que concedeu ontem à TV Mirante, o deputado estadual Vinícius Louro praticamente consumou o rompimento entre o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e seu grupo com o governador Flávio Dino (PSB) e a aliança governista. De acordo com o Vinícius Louro, os quatro deputados do PL na Assembleia Legislativa – Detinha, Leonardo Sá, Hélio Soares e ele próprio – migrarão da base governista para a oposição, deixando de votar com o Governo para votar contra o Governo. Serão quatro votos que, somados aos dois de oposição assumida, formação um contingente de seis votos contrário ao Governo num plenário com 42 votos. Na prática, a bancada do PL no parlamento estadual, que tinha certo peso e mantinha as portas do Palácio dos Leões abertas, está optando por mergulhar no isolamento, já que em nada mudará a estabilidade da base parlamentar governista. Se o chefe maior do grupo, Josimar de Maranhãozinho, resolver partir para atacar o Governo com discursos, poderá crivar de balas os próprios pés, pois o que não falta aos líderes e porta-vozes governistas é munição pesada para revidar. No duro, no duro, Josimar de Maranhãozinho não dispõe de arsenal que possa disparar contra o atual Governo, o que tornará sua estratégia um fracasso retumbante. Além do mais, o Governo Flávio Dino tem pouco mais de cinco meses, com um recesso parlamentar bem à frente e um Carnaval logo depois, o que tornará absolutamente inócua qualquer estratégia de ataque. Sobrará a possibilidade de ele e sua tropa tentar pregar contra a eleição do governador Flávio Dino para o Senado. Difícil acreditar que o eleitorado lhe dê ouvidos, se comparar os fatos com o discurso. Ou seja, todos os fatores demonstram que, por onde entrar contra o Governo Flávio Dino, Josimar de Maranhãozinho terá pouco a comemorar. Já traquejado nesse jogo, inclusive por conhecer as agruras de ser oposição nessas circunstâncias, o deputado Vinícius Louro fez suas declarações consciente de que esse rompimento pode ser um mau negócio político e eleitoral para Josimar de Maranhãozinho e sua tropa.

 

PSB será reforçado por dois deputados estaduais

Antônio Pereira e Daniela Tema

Pelo menos cinco deputados estaduais poderão migrar para o PSB. Dois deles, hoje filiados ao DEM, já teriam batido o martelo. Um é Antônio Pereira, com base na região tocantina, que chegou a preparar sua mudança para o PSDB, resolveu atender a convite do governador Flávio Dino para se converter ao socialismo democrático. O outro é a deputada Daniella Tema, que se elegeu pelo DEM, mas deve migrar para o PSB, alinhando-se partidariamente ao ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, seu marido e orientador político, que já é filiado ao partido.

São Luís, 19 de Outubro de 2021.

 

Pré-campanha ganha intensidade à medida que se aproxima o momento de decisão no grupo de Dino

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Felipe Camarão, Simplício Araújo, Josimar de Maranhãozinho, Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:  aspirantes em ação

À medida que se aproxima o momento – até final de novembro, pela previsão dominante – em que o governador Flávio Dino (PSB) anunciará o resultado das suas consultas para a definição do candidato da aliança por ele liderada à sua sucessão, a movimentação dos principais pré-candidatos assumidos – o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o secretário Felipe Camarão (PT), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (sem partido) – ganha ritmo. Com isso, eles estão produzindo um cenário em que já é possível perceber algumas tendências, que podem dar, finalmente, indicações de como a guerra pelo Palácio dos Leões vai se desenvolver até a corrida às urnas daqui a menos de um ano.

Todas informações que circularam na última semana apontaram para um aumento visível do otimismo dos partidários do vice-governador Carlos Brandão, que chegou ao ponto máximo na sexta-feira, em Caxias. Ali, na presença do prefeito Fábio Gentil (Republicanos), o governador avisou que deixará o Governo em abril para ser candidato ao Senado, e encheu a bola do seu sucessor afirmando ter certeza de que, por conhecer muito bem o governo e estar afinado com a sua linha de ação, assumira o comando do Estado para fazer um governo de excelência. Partidários da pré-candidatura do vice-governador passaram a apostar alto que o governador Flávio Dino apoiará a sua candidatura escolhendo-o para candidato do grupo.

No QG do senador Weverton Rocha aumenta a convicção de que o projeto de candidatura dele é irreversível, com ou sem o apoio do governador Flávio Dino. Segundo colocado em todas as pesquisas feitas até, aqui de todas as pesquisas Protagonizando sua pré-campanha baseada no projeto “Maranhão mais feliz”, por meio do qual tem realizado grandes eventos políticos em cidades-polo, o senador Weverton Rocha movimenta-se em buscas de aliados fortes, como o ex-presidente Lula (PT) e dá indicações de que se distancia do governador e seu grupo mais próximo. Arrojado nas ações para o fortalecimento do seu projeto de candidatura, o senador Weverton Rocha e seus partidários sugerem a certeza de que será um dos nomes no segundo turno.

Na seara governista, a disputa ganhou força com a entrada em cena do secretário de Educação, Felipe Camarão (PT), que se lançou pré-candidato a governador com o apoio de uma ala do partido, que agora está dividido entre ele, o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha. No mesmo ambiente, o secretário de Indústria e Comércio e Energia, Simplício Araújo (Solidariedade), manteve sua marcha de pré-candidato solitário.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. passou a semana em incursão política por vários municípios do Baixo Parnaíba, onde se reuniu com lideranças importantes da região, deixando seus apoiadores empolgados com a receptividade do seu nome como pré-candidato a governador. O ex-prefeito de São Luís precisa urgentemente ampliar sua base de apoio, e tudo indica que abrirá negociações para contar como apoio do MDB e de forças que fizeram parte do Grupo Sarney. O pré-candidato PSD também trabalha fortemente para ganhar o apoio de pelo menos uma fatia importante do eleitorado evangélico, que foi um dos seus esteios nas suas duas campanhas para a Prefeitura de São Luís.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho continuou dizendo que é pré-candidato a governador, mas suas declarações são cada vez mais inconsistentes. O problema é que o presidente do PL e manda-chuva do Avante e do Patriotas parece caminhar para o isolamento, à medida que aumenta o volume de denúncias sobre supostos envolvimento deles num grande esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares, sendo a mais forte. Político ousado, Josimar de Maranhãozinho vem fazendo de conta de que as denúncias não o estão afetando, mas o que corre nos bastidores é que ele estaria começando a sentir o peso das denúncias, que já resultaram em duas operações policiais em imóveis a ele ligados.

Até pouco tempo em pré-campanha aberta, percorrendo o estado se articulando com porta-voz da direita conservadora, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim tirou o pé do acelerador depois que foi obrigado a desativar seu esquema de propaganda antecipada, mas deixando no ar o aviso de que é pré-candidato. Quando ao senador Roberto Rocha, além da indefinição partidária, ele manteve nos últimos dias o mistério sobre que mandato disputará nas eleições do ano que vem.

Esse ambiente tende a ganhar mais movimento e agitação nas próximas semanas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino e Othelino Neto mantêm Executivo e Legislativo alinhados

Othelino Neto e Flávio Dino  com jornalistas após reunião no Palácio dos Leões

O Maranhão vai se tornar, ainda neste ano, um dos poucos estados brasileiros que terá uma legislação própria e especial para os povos indígenas, com a aprovação em breve, pela Assembleia Legislativa, do Estatuto Estadual dos Povos Indígenas. As providências nesse sentido foi item de pauta discutida ontem, numa reunião entre o governador Flávio Dino (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Os dois chefes de Poder trataram sobre o andamento de projetos do Poder Executivo que tramitam no Poder Legislativo, que em breve serão colocados em pauta para votação, segundo assegurou o presidente Othelino Neto.

O bom relacionamento do governador Flávio Dino e seu Governo com a Assembleia Legislativa tem sido alimentado por dois fatores decisivos. O primeiro é, na linha republicana com que faz política, o governador Flávio Dino tem tratado a Assembleia Legislativa como um Poder autônomo e independente, como devem ser os parlamentos numa democracia. Na contrapartida, sem pressionar os deputados, o presidente Othelino Neto tem articulado para que as matérias relevantes propostas pelo Governo, como o Estatuto para os povos indígenas. Às vezes, o debate de propostas governistas são alvo de fortes debates, mas sempre dentro dos limites da civilidade política

– Nós continuamos prezando por essa relação independente e harmoniosa, pois essa é uma regra no Maranhão. Tratamos sobre alguns projetos de lei, em especial o que cria o Estatuto do Indígena, cuja tramitação está em fase de conclusão na Assembleia, assim como o PL que institui as microrregiões de saneamento básico, que também será um marco importante na área, no estado” – assinalou Othelino Neto.

O governador Flávio Dino, por sua vez, destacou a convergência de propósitos entre o Legislativo e o Executivo, naquilo que é importante para o Maranhão. “Estamos na reta final do ano legislativo e conseguimos avançar muito em leis importantes. Por isso, agradeço à Assembleia Legislativa, especialmente ao presidente Casa, Othelino Neto. Todos os avanços sociais que temos conseguido contam com o apoio e a presteza do Parlamento Estadual, principalmente na autorização de programas fundamentais em benefício da população maranhense”, declarou o governador.

A reunião entre o governador e o presidente do Legislativo foi acompanhada pelo secretário das Cidades Márcio Jerry, deputado federal licenciado e presidente estadual do PCdoB.

 

Migração de Antônio Pereira mostrará duas situações partidárias no Maranhão

Antônio Pereira: migração cria duas situações partidárias no Maranhão

O deputado estadual Antônio Pereira decidiu mudar de partido. Ele vai deixar o DEM, no qual milita desde que a legenda se chamava PDS, e deve assinar ficha de filiação no PSB, comandado no Maranhão pelo governador Flávio Dino. A mudança partidária do parlamentar tocantino reflete duas situações. A primeira é que o partido que está nascendo da fusão do DEM com o PSL deverá ser fraco no Maranhão, também pela perspectiva de que seu comando no estado será objeto de uma guerra entre os deputados federais Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes. A outra situação é o fortalecimento do PSB, que deve sair das urnas de 2022 como um gigante partidário.

São Luís, 19 de Outubro de 2021.

Dino arquiva aventura federal, descarta ficar no cargo até o fim e confirma que disputará a vaga no Senado

 

Flávio Dino com Carlos Brandão em Caxias, com o prefeito Fábio Gentil (de máscara branda, atrás do governador) onde confirmou sua candidatura ao Senado e a ascensão do do vice à titularidade no comando do Estado

“Saio no dia 2 de Abril para disputar a eleição para o Senado”. Com essa declaração, pronunciada em discurso feito em evento, sexta-feira (15), em Caxias, na presença do prefeito Fábio Gentil (Republicanos) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o governador Flávio Dino (PSB) deu todas as indicações de que de que, mesmo levando em conta a imprevisibilidade da política, sua decisão parece tomada e irreversível. Com declaração, o governador descartou a possibilidade de permanecer no cargo até o final do mandato e de vir a ser candidato a presidente ou a vice-presidente, e mandou dois recados ao mundo político estadual: vai para o bom combate político e eleitoral em busca do mandato senatorial, e que o vice-governador Carlos Brandão assumirá comando do Estado e tentará a reeleição na condição de governador titular. O aviso disparado pelo governador informa aos aspirantes à cadeira de senador que eles enfrentarão um candidato politicamente determinado e eleitoralmente testado.

A batida de martelo do governador em Caxias resolveu, de cara, uma situação que vinha sendo desenhada de maneira imprecisa. Há meses, o mundo político e partidário vem fazendo os mais diversos exercícios para dar forma à corrida ao Senado apontando prováveis candidatos. Vários nomes têm sido ventilados – o senador Roberto Rocha (sem partido), o professor Paulo Romão (PT) e o prefeito Erlânio Xavier (PDT), entre outros. Salvo o professor petista, que parece decidido a brigar pela vaga de candidato dentro do partido, nenhum outro nome anunciou formalmente sua pré-candidatura. Ao mesmo tempo, partidos como o MDB, que ainda não definiu quem apoiará para o Governo do Estado, e o PSD, que tem o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. como pré-candidato ao Palácio dos Leões, já decidiram não lançar candidato a senador.

Entre os prováveis adversários de Flávio Dino na corrida senatorial, o nome mais visível é o do senador Roberto Rocha, cujo mandato termina agora. Ocorre que, a um ano das eleições, ele está sem partido e ainda não informou ao eleitorado maranhense se será candidato à reeleição, se disputará a cadeira de governador ou se entrará na dura briga por uma vaga na Câmara Federal. Nem seus aliados mais próximos sabem qual será o caminho do senador nessa corrida, e tudo indica que ele só o definirá quando resolver sua pendência partida, o que fará juntamente com outro sem-partido, o presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado de primeira linha. Nesse ambiente de indefinições, a especulação mais frequente sugere que o presidente o quer candidato a governador. Quanto a buscar a reeleição, o senador Roberto Rocha sabe que se trata de uma empreitada muito difícil.

Nesse contexto, o aspirante petista Paulo Romão não atendeu a apelos de líderes do partido e decidiu manter seu projeto de candidatura ao Senado, provocando um debate doméstico, estimulado por alguns apoiadores. Na ponta do lápis, Paulo Romão tem dois desafios gigantescos pela frente: convencer o PT a romper com o governador Flávio Dino e lhe dar a vaga de candidato a senador e, se conseguir, enfrentar o próprio Dino nas urnas – a impressão geral é a de que ele dificilmente vencerá o primeiro desafio.

E, finalmente, o pedetista Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande, presidente da Famem e chefe da pré-campanha do senador Weverton Rocha ao Governo, que ensaia pré-candidatura ao Senado com movimentos previsíveis, como uma pesquisa segundo a qual a quase totalidade dos igarapé-grandenses aprova sua gestão. De acordo com porta-vozes seus na blogosfera, ele poderá sair candidato se o senador Weverton Rocha romper de vez o acordo partidário e levar à frente o seu projeto de chegar ao Governo fora da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Para tanto, terá de renunciar à Prefeitura de Igarapé Grande e, ato contínuo, à presidência da Famem, os dois suportes da sua existência política. Muitos pagam para ver.

Na sua fala em Caxias, o governador reafirmou o realismo com que navega nas águas turbulentas da política ao declarar que deixará o Governo “para disputar a eleição para o Senado”. Ou seja, com os pés no chão e sem a arrogância de muitos favoritos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton levará “Maranhão mais feliz” a Peritoró, Timon e São Luís

Weverton Rocha com a bandeira do PDT, em uma edição do “Maranhão mais feliz”

O senador Weverton Rocha (PDT) prepara mais uma edição do “Maranhão mais feliz”, o evento de pré-campanha por meio do qual conversa com eleitores sobre os problemas e desafios do Governo do Estado. Dessa vez, o evento acontecerá no dia 30 em Peritoró, uma cidade estratégica para aquela região. O ensaio de campanha do pré-candidato do senador pedetista já foi realizado em Imperatriz, São Bernardo, Presidente Dutra e Pinheiro, onde o pré-candidato pedetista reuniu dezenas de prefeitos e vereadores, além de expressivo número de eleitores.  Após a edição de Peritoró, onde espera reunir prefeitos e vereadores de pelo menos 10 municípios próximos, o senador deve realizar o “Maranhão mais feliz” em Timon, onde tem o apoio do Grupo Leitoa, e em São Luís, onde o PDT deverá mostrar toda a força da sua militância, de modo a demonstrar o poder de fogo da pré-candidatura do seu líder no Maranhão. As edições do “Maranhão mais feliz” têm contado com a participação da senadora Eliziane Gama (Cidadania), de deputados federais e de deputados estaduais, estes liderados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), apontado como principal avalista e apoiador da pré-candidatura do senador Weverton Rocha.

 

Braide reagiu firme negando aumento na passagem de ônibus, mas a pressão vai continuar

Eduardo Braide: reação firme ao negar aumento no valor de passagem de ônibus

Repercutiu forte e positivamente a declaração do prefeito Eduardo Braide (Podemos) de que não haverá aumento no valor das passagens no transporte coletivo de São Luís. Ele reagiu assim a rumores de que o cartel das empresas de ônibus e o sindicato dos motoristas e cobradores estariam se articulando organizar um movimento de pressão por aumento que desaguaria numa paralisação dos serviços. O argumento do prefeito foi fulminante: “O momento é de melhorarmos a qualidade dos serviços. Para isso estamos trabalhando todos os dias”.

Munidos do argumento do estratosférico preço do diesel, o SET, o sindicato das empresas, por meio do velho e manjado conchavo com o sindicato dos motoristas e cobradores, tentou criar um clima para arrancar do Palácio de la Ravardière autorização para um aumento de R$ 3,70 para R$ 4,80, no valor da passagem, ou seja, R$ 1,10 a mais, um absurdo, mesmo levando em conta a onda inflacionária que o País vive. Se tivessem que arcar com um aumento dessa proporção agora, milhares de trabalhadores ludovicenses deixariam de se deslocar pelo transporte de massa, pois o valor do serviço ficaria simplesmente proibitivo, já que o custo de ir e vir seria de R$ 9,60 diários seria de R$ 57,6 por semana, ou seja, R$ 230,4 por mês, o equivalente a mais de 20% do salário mínimo.

A pressão do conchavo empresas/motoristas, que normalmente se dá em janeiro, foi antecipada em dois meses, e a reação do prefeito Eduardo Braide foi positiva. Mas que ninguém se iluda: os dois sindicatos voltarão à carga em pouco tempo, usando a velha chantagem da greve para dobrar o prefeito de São Luís.

São Luís, 17 de Outubro de 2021.

Dino muda equipe, mas mantém equilíbrio entre forças que integram o Governo e disputam sucessão

 

Flávio Dino nomeia novos secretários: Marcela Mendes, Diego Galdino, Ricardo Barbosa e Luiz Henrique Lula da Silva (foto), entre outros, mantendo equilíbrio

As mudanças feitas ontem pelo governador Flávio Dino (PSB) na sua equipe de governo, com a troca no comando de cinco secretarias e da Gasmar ensejou uma forte onda de especulações, sendo a mais forte a de que as mudanças fortaleceram o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, que recentemente se lançou pré-candidato do PT à sua sucessão. O PT de fato ganhou mais uma secretaria, com nomeação do suplente de deputado estadual Luiz Henrique Lula da Silva para o comando da Secretaria de Agricultura (Sagrima), mas o PSDB do vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato assumido ao Governo, também ganhou força com a nomeação do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, para a presidência da Gasmar, empresa pública que vale por várias secretarias. No mais, as mudanças feitas pelo governador não refletiram o turbinamento desse ou daquele pré-candidato da base governista, passando mais a ideia de um ajuste para os oito meses e meio que lhe restam de mandato, já que o roteiro estabelecido pela legislação eleitoral exige que ele renuncie em Abril para se candidatar ao Senado.

As mudanças feitas ontem não mexeram no equilíbrio dos espaços ocupados no Governo pelas forças governistas que têm aspirantes à sucessão no Palácio dos Leões. O PDT, por exemplo, que tem o senador Weverton Rocha como pré-candidato assumido a governador, não perdeu um só naco de poder no Governo, com a permanência do deputado estadual licenciado Márcio Honaiser, um dos líderes de proa da legenda pedetista, no comando da poderosa Secretaria de Desenvolvimento Social, e do ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib – que não teve condições políticas nem eleitorais para tentar a reeleição – na diretoria-geral do Detran. A Secretaria de Agricultura saiu do controle do PL num processo absolutamente natural, uma vez que o chefe maior do partido, o deputado Josimar de Maranhãozinho, pré-candidato à sucessão governamental, rompeu com o Governo. A entrega da pasta entrega ao PT com a nomeação de Luiz Henrique Lula da Silva, foi um acordo costurado com o partido, e não exatamente com o secretário e pré-candidato Felipe Camarão.

O deslocamento do advogado Diego Galdino para a Casa Civil, depois de ter passado pelas secretarias de Cultura e Governo, é explicada pelo fato de ter sido ele o auxiliar “não partidário” que mais se ajustou à linha de ação do governador Flávio Dino, que precisava de um auxiliar com esse perfil para substituir o deputado Marcelo Tavares (PSB), que comandou a pasta por mais de seis anos, mas a deixou e renunciou ao mandato para ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O que perece ser o caso da nomeação da jornalista Marcela Mendes para o comando da Secretarias de Governo, que é o elo entre a Governadoria e as demais áreas da administração estadual. A volta da deputada estadual Ana do Gás (PCdoB) ao comando da Secretaria da Mulher foi tem, dois vieses, a devolução de um espaço que já era ocupado pelo o PCdoB, o mais fiel partido da base do Governo, e, pelo que se ouve, um bom trabalho que ela realizou ali.

Depois de ser comandada pelo hoje deputado federal licenciado e secretário de Cidades Márcio Jerry (PCdoB), pelo advogado Rodrigo Lago, que criou e instalou a Secretaria de Transparência, dirigiu a Secretaria de Comunicação e Articulação Política e hoje é secretário de Desenvolvimento Agrário, e pelo deputado Rubens Jr. (PCdoB), a influente Secretaria de Articulação Política passou a ser comandada ontem, efetivamente, por Ricardo Barbosa, ex-vereador de Parnarama, que já vinha respondendo pela pasta desde que Rubens Jr. resolveu reassumir seu mandato de deputado federal. Para quem não sabe, Ricardo Barbosa é membro destacado do grupo político liderado pela família Pereira de Matões Ruben Pereira, e sua confirmação na pasta mostra o poder de fogo do parlamentar na área.

A pergunta que está no ar é se o governador Flávio Dino fez as mudanças combinando com o vice-governador Carlos Brandão, que se prepara para assumir o comando como governador titular. Se sim, ele já está formando sua equipe de Governo; se não, é provável que ele também faça amplos ajustes na equipe quando sentar na cadeira principal do Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bolsonaro destrata Goulart e petebistas e pedetistas ignoram

Jair Bolsonaro, que defende a ditadura e a tortura acusa João Goulart, cassado pelo golpe militar de 64, de ser antidemocrata

Causou estranhamento em alguns observadores o silêncio de pedetistas e petebistas maranhenses em relação ao inacreditável veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto que batizava a BR-153, que liga Marabá (Pará) e Cacheira do Sul (Rio Grande do SUL), com o nome do presidente João Goulart, sob o também inacreditável argumento segundo o qual o líder gaúcho não era um democrata. Um dos fundadores do PTB, quando era ministro do Trabalho do presidente Getúlio Vargas, João Goulart chegou onde chegou pelo voto direto e foi derrubado em 1964 por um golpe militar armado pelas elites antidemocráticas do País e financiado pelos Estados Unidos e morreu em 1976 exilado na Argentina. Recentemente, o Senado da República devolveu simbolicamente o mandato presidencial de João Goulart tirado pela força pelos militares golpistas de 1964.

Várias vozes ligadas à memória do presidente João Goulart protestaram. No Maranhão, velhos petebistas provavelmente nem tenham sabido da grosseria histórica do presidente Jair Bolsonaro, mas o silêncio dos mais jovens, que estiveram no comando do partido fundado por Vargas com apoio e empenho de Goulart, é no mínimo criticável. No momento, numa inversão histórica sem paralelo, o PTB do Maranhão, que até pouco tempo foi presidido pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, é comandado pela deputada Mical Damasceno, uma jovem senhora “terrivelmente evangélica” e militante entusiasmada de extrema-direita, que provavelmente enxerga traços fortes do capeta em João Goulart.

Já o silêncio de pedetistas – com as devidas escusas a quem eventualmente se manifestou -, se revela estranho pelo fato de que, fundado por Leone Brizola, cunhado de João Goulart e seguidor entusiasmado de Getúlio Vargas, o PDT tem o DNA dos dois ex-presidentes, que são os pais da versão moderna do trabalhismo no Brasil. Leonel Brizola fundou o PDT liderando um grupo do qual participaram Neiva Moreira e Jackson Lago, após tentar, sem sucesso, resgatar o PTB, que o regime militar entregou para a deputada federal Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas, que iniciou a lenta e cruel desfiguração que produziu o PTB de hoje, comandado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, símbolo maior da extrema-direita ensandecida e golpista, e alimentada pelo atual presidente da República.

A atitude do presidente Jair Bolsonaro merecia uma reação dura pela desfeita injustificada ao presidente João Goulart.

 

Repórter Tempo alcançou 2.000 edições

Na edição de Terça-Feira (13), Repórter Tempo emplacou 2.000 edições. Nascida em fevereiro de 2015 com o propósito de praticar um Jornalismo de observação e interpretação, procurando identificar a verdade nas diferentes versões dos fatos políticos e, eventualmente, culturais, a Coluna aspirou ser algo mais do que um simples espaço factual na blogosfera. A intensão do autor foi utilizar sua experiência de mais de três décadas de Jornalismo Político somada à vivência de mais de duas décadas como editor de jornal. Tem por princípio a independência do seu conteúdo e o respeito às personagens cujos movimentos documenta pela ótica da interpretação, sem nunca ferir padrões éticos. Foi rigorosamente assim até agora e continuará sendo até o fim. O registro vale como agradecimento aos que validam o espaço com seu acesso.

São Luís, 16 de Outubro de 2021.