Todos os posts de Ribarmar Correa

PSOL se move para sair do isolamento fazendo alianças no campo das esquerdas

 

Guilherme Boulos tenta tirar o PSOL do isolamento dialogando com Weverton Rocha

Pela primeira vez em alguns anos o PSOL, braço mais forte da esquerda radical do Maranhão, poderá sair do isolamento e partir para as urnas como parte de uma aliança envolvendo partidos de esquerda, como PSB, PT, PCdoB e Rede, e de centro esquerda, como o PDT, por exemplo. Essa possibilidade foi aberta com a expressiva participação do partido com a candidatura de Guilherme Boulos às Prefeitura de São Paulo, que recebeu o apoio de diversos segmentos de esquerda, conseguindo flexibilizar a posição até então radicalmente fechada do PSOL, a exemplo do que aconteceu com a candidatura de Franklin Douglas à Prefeitura de São Luís. O novo presidente estadual do PSOL, Enilton Rodrigues, ao contrário dos dirigentes anteriores da legenda, sinalizou abertura de conversas com aqueles segmentos partidários, abrindo a possibilidade de participar de uma composição em torno do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

Mesmo ainda tímidos e marcado por visível cautela, o movimento do PSOL maranhense no sentido de sair do isolamento para entrar no circuito da grande disputa em preparação no estado é reflexo do que está acontecendo com o partido no plano nacional como desdobramento do desempenho eleitoral do líder do partido em São Paulo, Guilherme Boulos, que na última eleição na Capital foi para o segundo turno com o prefeito Bruno Covas (PSDB), que venceu a eleição. É reflexo também da perda de lideranças importantes, como o deputado federal Marcelo Freixo, que comandou o partido no Rio de Janeiro, mas que recentemente desligou para ingressar no PSB, a exemplo do que fez o governador Flávio Dino.

Até agora, o PSOL abriu um tímido canal de diálogo com o senador Weverton Rocha. Antes disso, conversara com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), quando ele se articulava para disputar a Prefeitura de São Luís, mas as tentativas de aliança fracassaram, como era previsto. O movimento agora em curso, que pode levar o partido a fazer parte de uma aliança na seara esquerdista na disputa pelo Governo do Maranhão foi iniciado em conversas do senador Weverton Rocha com o líder do PSOL em São Paulo, Guilherme Boulos, que deve disputar o Governo de São Paulo. Não houve definição, mas as primeiras declarações do novo presidente do PSOL maranhense, Enilton Rodrigues, que milita na mesma corrente de Guilherme Boulos dentro do partido, deixaram no ar uma brecha para alianças.

– Nossa prioridade continua sendo vacina no braço, comida no prato e fora Bolsonaro, mas temos a tarefa política de posicionar o PSOL no debate político estadual, sem sectarismo, com destaque para diálogos com PT, PDT, PCdoB, PSB, Rede e PCB – declarou o novo líder do PSOL no Maranhão.

Não se pode afirmar que o PSOL maranhense voltou a ser um braço partidário dividido, como o foi até algum tempo atrás. O professor Franklin Douglas, que já comandou o partido, resiste ao envolvimento do PSOL com outros partidos, preferindo mantê-lo num espaço em que PSTU e PCB como aliados preferenciais. Sua posição, porém, tende a se tornar minoritária – se já não for -, uma vez que é clara a tendência do PSOL nacional avançar na linha traçada por Guilherme Boulos, que mais do que nunca vai precisar de aliados na esquerda para a guerra pela prefeitura paulistana, já tendo recebido sinal amarelo do PDT, que deve apoia-lo.

O fato pé que hoje o PSOL do Maranhão encontra-se entre lançar candidato próprio ao Palácio dos Leões ou apoiar um candidato do chamado campo democrático, que pode ser o senador Weverton Rocha, em que pesem as profundas diferenças ideológicas que os distanciam. O pré-candidato pedetista tomou a dianteira, abrindo diálogo com Guilherme Boulos, que poderá ou não prosperar. O senador Weverton Rocha aposta alto nessa aliança para fortalecer o seu projeto de candidatura.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão e Weverton têm entraves a superar para aliança com PT

Carlos Brandão tem pré-candidatura de Eduardo Leite, e Weverton Rocha tem Ciro Gomes no partido

Aliados do senador Weverton Rocha registraram o encontro recente do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos nomes do PSDB para a disputa presidencial. O registro insinua que a aproximação de Carlos Brandão com líderes tucanos pode complicar a relação dele com o PT. A artimanha – inteligente, diga-se de passagem – peca por um detalhe de fundamental importância nesse jogo: o senador Weverton Rocha mantém conversas com o PT tendo o seu partido, o PDT, um pré-candidato a presidente, o ex-governador Ciro Gomes, com um discurso extremamente hostil ao pré-candidato presidencial do PT, ninguém menos que o ex-presidente Lula da Silva. Ou seja, quando o assunto é uma aliança com o PT, tanto o vice-governador quanto o senador enfrentam problemas sérios. Esses entraves podem ser superados por conversas, que interessam igualmente ao PT.

 

Ana Paula convida para evento de Weverton em Pinheiro

Ana Paula Lobato convidando para o evento de Weverton Rocha em Pinheiro

Os principais articuladores e apoiadores do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado estão em plena atividade atuando nos preparativos da 4ª edição do “Maranhão Mais Feliz”, o principal evento de pré-campanha do líder pedetista. Ontem, por exemplo, a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato, também vice-presidente do PDT na Princesa da Baixada, divulgou um vídeo convidando para o evento, que será realizado neste Sábado, no início da noite. Na sua mensagem, a vice-prefeita de Pinheiro convoca: “Vamos, juntos, discutir projetos e propostas importantes para o nosso povo, por um Maranhão Mais Feliz”. E explica que o movimento “Maranhão Mais Feliz”, idealizado pelo PDT, “tem por objetivo coletar sugestões da população em uma plataforma colaborativa, visando a construção do plano de gestão do pré-candidato ao Governo, senador Weverton, caso seja confirmado na convenção”. O senador Weverton Rocha já comandou esse movimento de pré-campanha a Imperatriz (Região Tocantina), São Bernardo (Baixo Parnaíba) e Presidente Dutra (Região dos Cocais). Os três eventos reuniram milhares de pessoas e 72 prefeitos.

São Luís, 16 de Setembro de 2021.

Magno Bacelar viveu uma trajetória empresarial e política de estridentes sucessos e retumbantes reveses

 

Magno Bacelar: uma trajetória rica, movimentada, com muitas conquistas e reveses

Morreu ontem, de infarto, aos 83 anos, o advogado e empresário, secretário de Estado da Educação, deputado estadual, deputado federal, senador da República, vice-prefeito de São Luís e prefeito de Coelho Neto Carlos Magno Duque Bacelar. Poucos homens da sua geração viveram tão intensamente, em diferentes planos, e protagonizaram tantas situações de altos e baixos. Militou fortemente na política, foi um dos principais responsáveis pelo maior empreendimento agroindustrial implantado no Maranhão nos anos 60, a Cepalma, em Coelho Neto, e revolucionou a comunicação no Maranhão com a implantação da TV Difusora e da Rádio Difusora AM. Foi uma figura destacada da vida maranhense ao longo de décadas. E terminou seus dias distante das câmeras, sem o traço da riqueza nem a marca da pobreza,

São raras as biografias como a de Magno Bacelar. Foi um dos líderes do megaprojeto Celulose e Papel do Maranhão (Cepalma), localizado em Coelho Neto, nascido em 1967 e só inaugurado em 1973 e que sacudiu o Maranhão naquela década com a capacidade de produzir toneladas de papel a cada dia. Seria também um projeto inovador, que investiria em estradas, escolas, hospital e residência para operários. Então no auge, a Sudene derramou milhões e milhões no projeto industrial idealizado pelos irmãos Raimundo e Magno Bacelar, que impressionou os maranhenses pelo gigantismo e pela possibilidade de vir a ser a base do desenvolvimento econômico do estado. Assim como seu irmão, Magno Bacelar passou a ser visto como empresário genial, empreendedor fenomenal, motivando a crença de que o espantoso empreendimento que produziria papel e celulose em Coelho Neto revolucionaria, ampla e definitivamente, a vida econômica estadual. Passados alguns anos, tempo em que Magno Bacelar e seu irmão viveram como verdadeiros Midas, o megaempreendimento faliu, produzindo o maior desastre empresarial da história econômica recente do Maranhão, gerando um escândalo monumental e um calote bilionário nas contas da Sudene e uma onda de desalento em Coelho Neto e região.

Magno Bacelar e seus irmãos Raimundo e Afonso Bacelar revolucionaram as comunicações no Maranhão com a implantação, em 1963, da TV Difusora e da Rádio Difusora AM, duas emissoras que se tornaram potências e ajudaram a colocar os maranhenses na era das comunicações. Além das novelas e dos grandes programas de auditório, a TV Difusora trouxe o mundo para os maranhenses com um Jornalismo inovador, ganhando estatura de poderosa fonte de informação e entretenimento, mudando de vez a rotina da provinciana São Luís dos anos 50, e ganhando força nos anos 60 como a primeira afiliada da Rede Globo. A Rádio Difusora AM foi igualmente inovadora, com seu influente jornalismo e sua rica grade diária de musicais, firmando-se como elo entre a Capital e o resto do Maranhão e fonte de poder. Em meados dos anos 80, a família vendeu o complexo Difusora para um grupo liderado pelo político e empresário de Balsas, Chico Coelho, ligado ao então governador Luiz Rocha, e que quatro anos mais tarde transferiu o controle para o então governador Epitácio Cafeteira, que também quatro anos depois repassou o complexo para o empresário Lobão Filho.

No campo político, Magno Bacelar foi quase tudo o que almejou, menos vereador e governador. Foi deputado estadual influente, foi deputado federal igualmente influente. Assumiu a cadeira de senador em 1991, quando Edison Lobão renunciou ao mandato para assumir o Governo do Estado.  (Vale registrar que Magno Bacelar disputou a vaga de senador em 1986 com Edison Lobão e Américo de Souza, iniciando como favorito. Foi literalmente atropelado por Américo de Souza, que entrou no páreo gastando milhões de cruzeiros com o objetivo de fragilizar a candidatura de Magno Bacelar, para e assegurar a vitória de Edison Lobão, o que acabou acontecendo. E como o País era mais sério, o suplente de senador era o imediatamente mais votado. Segundo colocado na disputa, assumiu a vaga com a saída de Edison Lobão). Após deixar o Senado, foi vice-prefeito de São Luís num dos mandatos de Jackson Lago e depois se elegeu prefeito de Coelho Neto, sua cidade natal. Sua última atuação na vida pública foi como chefe de gabinete do então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Aposentado, vivia discretamente., sempre afável e aberto a uma boa conversa.

Mais do que qualquer outro maranhense do seu tempo, Magno Bacelar viveu todo poder e prestígio que um rico industrial, um poderoso empresário da comunicação e um influente político podem viver. Mas também amargou duros reveses, que muitos não suportariam. Protagonizou uma biografia rica, que, cedo ou tarde, despertará interesse em pesquisadores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino não acredita na postura “paz e amor” de Jair Bolsonaro

Flávio Dino não  vê Jair Bolsonaro sem confronto 

Ao contrário de muitos políticos experientes, tanto da situação quanto da oposição, o governador Flávio Dino (PSB) não acredita que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mantenha por muito tempo essa postura de “paz e amor” que adotou depois que seu projeto de golpe fracassou no dia 7 de setembro com a dura reação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral. Para o governador, não há sinceridade em nenhuma frase da carta de autoria do ex-presidente Michel Temer, que o presidente assinou se desculpando e prometendo entrar nos eixos. Numa avaliação sem paixão, o governador enxerga o presidente Jair Bolsonaro como um político sem projeto econômico ou social, sem uma agenda política, sendo focado sempre no confronto, que é o meio que usa para se manter em evidência. E não vai mudar. Ou seja, vai continuar atacando, porque é esse o meio com que alimenta sua imagem política. Flávio Dino diz ter convicção de que o presidente Jair Bolsonaro mantém de pé a ideia de golpe e está tramando o próximo ataque. Faz sentido.

 

Edivaldo Jr. cumpre agenda intensa de conversa com lideranças

Edivaldo Jr. vê candidatura viável

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD a governador Edivaldo Holanda Jr. ainda não definiu sua agenda de incursões no interior para consolidar seu projeto de candidatura e se posicionar no eleitorado. Por enquanto, cumpre intensa agenda de gabinete, onde trabalha o dia inteiro recebendo lideranças de São Luís e do interior, incluindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, líderes comunitários. Quem o conhece informa que o ex-prefeito de São Luís se encontra dominado pelo entusiasmo com as conversas que manteve até agora. Acha que seu projeto de candidatura é viável e vai ganhar volume e consistência quando ele iniciar a maratona de visitas a municípios. É esse o estado de ânimo do presidente do PSD e principal fiador do projeto, deputado federal Edilázio Jr..

São Luís, 15 de Setembro de 2021.

 

Dino já tem candidatura ao Senado como “plano A, B e C”, mas deixando margem para “plano D, E e F”

 

Flávio Dino afirma que já tem candidatura ao Senado como o seu “plano A, B e C”

O governador Flávio Dino (PSB) reafirmou que candidatar-se ao Senado é o seu “plano A, B e C”, mas acrescentou que nesse contexto deixa uma reserva de espaço para “plano D, E e F”. Essa declaração, que amplia a certeza quanto à sua participação na corrida senatorial, mesmo deixando ainda uma margem, agora bem mais reduzida e distante, para ser vice na chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT) ou ainda permanecer no comando do Governo até o final do mandato, foi dada em entrevista concedida ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirante, na noite de Domingo (11). Na mesma entrevista, o governador previu a derrota do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tentativa de reeleição, apontou o ex-presidente Lula da Silva o nome mais consistente para a atual corrida ao Palácio do Planalto, e declarou que para essa disputa o ideal seria a construção da chamada Terceira Via.

Foi a primeira vez que o governador Flávio Dino definiu o projeto de candidatura ao Senado como plano A, B e C. Nas vezes anteriores em que abordou o assunto, respondeu que seria o caminho natural, mas condicionado a outras hipóteses, colocadas no mesmo patamar de importância, como a permanência no Governo, após o que retornaria à cátedra de Direito Constitucional na UFMA, ou entrar na corrida presidencial, como titular ou como vice de Lula da Silva. Agora, as duas últimas hipóteses foram despachadas para uma área mais distante no campo das possibilidades, o que significa dizer: mesmo que elas ainda sejam consideradas na pauta do governador, o destino das duas é parar no arquivo.

Flávio Dino tem noção muito clara de que nesse jogo, mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Ser candidato a vice numa chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva lhe dá razões para apostar numa vitória, mas também considerando uma margem para a hipótese de insucesso. Já a permanência no Governo até o final do mandato não faz o menor sentido para um político do seu quilate, no auge da sua capacidade de ação e com a visão aprimorada que construiu do Brasil e seus problemas. O argumento segundo o qual o bom jogador guarda sempre cartas importantes para usar em situações decisivas, tem lá suas razões de ser, mas se aplica muito pouco no caso do futuro político imediato do governador do Maranhão. Sua declaração ao Canal Livre.

O projeto senatorial parece sob medida para o governador Flávio Dino. Quando foi deputado federal, sua bagagem de ex-juiz federal associada à sua disposição política o tornou um parlamentar por excelência, que foi acionado várias vezes para assumir tarefas legislativas e desafiadoras, como, por exemplo, a relatoria do projeto que acabaria aprovado como Lei de Responsabilidade Fiscal, entre vários outros que atualmente compõem o ordenamento jurídico do País. E quem o acionou foi ninguém menos que o então presidente da Câmara Federal, deputado Michel Temer (MDB), que mais tarde seria eleito vice-presidente na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT).

Agora, com a visão política amadurecida pela experiência de sete anos como governador do Maranhão, liderando uma gestão vista como uma das melhores do País, em que pesem as condições adversas que enfrentou, como a hostilidade do atual Governo Federal, alimentada direta e ostensivamente pelo próprio presidente da República. Mesmo assim, vem realizando um Governo diferenciado e voltado para o social, com programas audaciosos como o “Escola Digna”, no ramo educacional, e a ampliação da rede hospitalar no campo da saúde, e ainda a implantação de uma rede de restaurantes populares em além de outros na área de infraestrutura. A eficiência no combate à pandemia do novo coronavírus arrematou a eficiência da sua gestão.

Ao consolidar o projeto de disputar o Senado, o governador Flávio Dino faz a opção que parece a mais adequada, que pode levá-lo a participar de um projeto na corrida presidencial de 26. Quem sabe?

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Descendentes libaneses têm se destacado na política maranhense

Eduardo Braide, Helena Duailibe, Ricardo Murad e Fábio Gentil: exemplos de descendentes libaneses na militância política

O jornalista e historiador Diogo Bercito acaba de lançar o livro “Brimos: Imigração sírio-libanesa no Brasil e seu caminho até a política”, no qual resgata as raízes dos principais líderes políticos brasileiros de origem sírio-libanesa, como o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, refundador do PSD e ex-prefeito de São Paulo, e Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, ex-governador de São Paulo e ex-deputado federal, por exemplo.

Se a pesquisa fosse estendida aos estados, ele encontraria no Maranhão exemplares importantes dessa linhagem, como políticos detentores de sobrenomes destacados, como Haickel, cujo destaque maior foi o deputado estadual e federal Nagib Haickel, que presidiu a Assembleia Legislativa (AL); Braide, que tem o  atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), filho de Antônio Carlos Braide, ex-deputado estadual e ex-presidente da AL Antônio Carlos Braide; Murad, com a ativa atuação do agora ex-deputado e ex-prefeito de Coroatá Ricardo Murad e sua filha, ex-deputada Andrea Murad; Duailibe, representada pela ex-vereadora e atual deputada estadual Helena Duailibe (SD); Waquim, que tem na ex-prefeita de Timon e atual deputada estadual Socorro Waquim (MDB) seu quadro mais destacado; Seba, com o ex-prefeito e ex-deputado estadual  Franklin Seba; Sabak, cujo destaque foi o ex-prefeito de Santa Inês e ex-deputado estadual Biné Sabak; Tema, cujo nome mais conhecido é Cleomar Tema, cinco vezes prefeito de Tuntum e cuja esposa, Daniella Tema, é hoje deputada estadual; Heluy, que teve como nome mais atuante a ex-vereadora e ex-deputada estadual Helena Heluy; e Gentil, que ganhou projeção com o recém falecido deputado estadual José Gentil e com seu filho, o atual prefeito reeleito de Caxias Fábio Gentil, hoje nome de peso no estado.

 

Sem pressa, MDB ainda não definiu candidato a governador

Roberto Costa e Roseana Sarney: articuladores 

O MDB ainda não bateu martelo sobre quem apoiará na corrida ao Palácio dos Leões. Seus líderes estão conversando, ainda informalmente, com o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD). O partido tem dois interlocutores, que conversam nas várias frentes, a ex-governadora Roseana Sarney, atual presidente da legenda, e o deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente e principal articulador político. Os dois não fecham portas, mas também não têm pressa, evitando assim decisão precipitada. Até porque, no núcleo duro do partido há vozes que ainda torcem para que a ex-governadora Roseana Sarney abandone o projeto de disputar uma cadeira na Câmara federal para se candidatar ao Palácio dos Leões. No MDB, por enquanto, a punica certeza é a de que o partido não criará qualquer obstáculo à candidatura do governador Flávio Dino ao Senado.

São Luís, 14 de Setembro de 2021.

Weverton faz pré-campanha com grandes eventos e vai consolidando sua candidatura ao Governo

 

Weverton Rocha com .lideranças no ato de largada em Imperatriz; com Othelino Neto, aliado e fiador político da pré-candidatura, e animação do comício de Imperatriz

Quando decidiu que seria candidato à sucessão do governador Flávio Dino (PSB), logo após assumir a cadeira no Senado, que ganhou no embalo de mais de dois milhões de votos, o senador Weverton Rocha (PDT) resolveu também que participaria das articulações para a definição de um candidato dentro da aliança liderada pelo governador, mas que sua candidatura seria inegociável. “Um projeto sem volta”, como ele próprio sentenciou no primeiro grande evento de pré-campanha, realizado em Imperatriz, no dia 14 de Agosto. Realizados com indiferença em relação à crise política que abala o País, os eventos e o volume da sua pré-campanha oficial até aqui dão bem a medida da determinação com que tenta viabilizar seu projeto de poder. Foram três eventos bem-sucedidos – em Imperatriz, São Bernardo e Presidente Dutra -, já estando anunciado e sendo preparado o de Pinheiro, na próxima Sexta-Feira (17).

Bem situado em todas as pesquisas já feitas para medir a corrida ao Palácio dos Leões, só perdendo para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que não será candidata, o senador Weverton Rocha emite com frequência fortes sinais de que se prepara para disputar o Governo do Maranhão dentro ou fora da aliança governista. Com movimentos intensos e determinados, que reforçam o caráter de irreversibilidade da sua candidatura, o pedetista faz uma pré-campanha bem planejada, baseada no slogan “Maranhão Mais Feliz”, e lastreada por uma grande megaestrutura de palanque. Seu projeto tem o apoio da senadora Eliziane Gama, vários deputados federais e um número expressivo de deputados estaduais, destacando-se o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), o mais importante dos fiadores políticos da sua pré-candidatura, e o prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), principal articulador da sua candidatura.

A largada de Weverton Rocha se deu em Imperatriz, na Região Tocantina, em 14 de Agosto. Ali, ele realizou um grande comício de pré-campanha, no qual fez um discurso de candidato em que lançou o projeto pré-eleitoral “Maranhão Mais Feliz” e fez a declaração mais importante até aqui: “Esse projeto não tem volta”. Ou seja, com o slogan evidenciou uma estratégia ousada e um discurso com ênfase de campanha propriamente dita, enquanto que a irreversibilidade do projeto de candidatura foi apontada como o segundo ponto forte da sua fala. Os dois pontos repercutiram fortemente no meio político e fora dele. Com a mesma estrutura e o mesmo roteiro, o segundo evento da pré-campanha aconteceu uma semana depois no outro extremo do estado, em São Bernardo, na Região do Baixo Parnaíba, no dia 21 de Agosto. Como que inspirado num cuidadoso roteiro geopolítico, o terceiro evento foi realizado na região central do estado, em Presidente Dutra, no dia 04 de Setembro.

Além de anunciar seu projeto de poder ao eleitorado, os três eventos da pré-campanha do senador Weverton Rocha funcionaram como recados claros e diretos de que sua pré-candidatura não é mera ocupação de espaço político, mas a construção de uma candidatura sólida e, ao que tudo indica,  determinada. Aqueles atos reuniram nada menos que 72 prefeitos, a começar por Assis Ramos (DEM), de Imperatriz, dezenas de vereadores, vários ex-prefeitos, como o imperatrizense Ildon Marques, deputados federais e deputados estaduais – o deputado-presidente Othelino Neto participou de todos. Além de lideranças, os eventos reuniram milhares de entusiasmados apoiadores e simpatizantes.

Nessa batida bem planejada, Weverton Rocha vai se consolidando como candidato a governador em faixa própria, mesmo fazendo, ele e seu partido, parte da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino, da qual sairá um candidato e que terá um nome na disputa por ele avalizado. Esse candidato poderá ser o próprio senador, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que também cumpre uma programação de pré-campanha, ou ainda o suplente de deputado federal Simplício Araújo, que controla o SD no estado. Até aqui o senador Weverton Rocha tem se mostrado um político de resultados, que sabe onde quer chegar e investe cada minuto do seu dia na pavimentação da estrada que, espera, o levará ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PV pode embarcar na candidatura de Edivaldo Jr. ao Governo

Sarney Filho pode negociar com Edilázio Jr. ingresso do PV de Adriano Sarney no projeto de candidatura de Edivaldo Holanda Jr.

Não será surpresa se o braço maranhense do PV, controlado pelo ex-ministro Sarney Filho e deputado estadual comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, vier a se juntar ao PSD, controlado pelo deputado federal Edilázio Jr., em apoio ao projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr.. Edilázio Jr. começou na política pelas mãos de Sarney Filho, que se estabeleceu politicamente no Distrito Federal depois da derrota para o Senado em 2018, assumindo ali o cargo de secretário de Meio Ambiente do DF, sendo também uma espécie de conselheiro político do governador Ibaneis Rocha (MDB). O caminho natural de Adriano Sarney e o PV seria seguir o MDB, comandado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), mas Sarney Filho deve conversar com Edilázio Jr. e com Edivaldo Jr.. A fonte da Coluna garante que nada está decidido ainda, mas que a tendência de Sarney Filho e de Adriano Sarney será embarcar no projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís e mergulhar no interior do estado atrás de voto.

 

Josimar de Maranhãozinho e Governo negam acordo para retirada de candidatura

Manhãozinho

Não passou de notícia falsa a informação segundo a qual o Palácio dos Leões e o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL) estariam negociando cargos na máquina administrativa com o objetivo de fazer com que o parlamentar arquive o seu projeto de disputar o Governo do Estado. O parlamentar negou enfaticamente a existência de tal negociação, afirmando que ele e o seu partido estão interessados nesse tipo de acordo. Uma fonte bem situada do Governo disse a mesma coisa: o governador Flávio Dino não interesse nesse tipo de troca. O deputado Josimar de Maranhãozinho disse que, ao contrário, ele está trabalhando forte na sua candidatura ao Governo do Estado. E afirmou com igual ênfase, que declarou que a informação não é verdadeira e que estariam “Eu não tive contato com nenhuma pessoa do governo. Eu não procurei, alguns que procuraram eu não dei atenção porque não é o meu foco. A minha vontade é seguir junto com o nosso grupo porque selamos um pacto”, declarou.

São Luís, 12 de Setembro de 2021.

Brandão se alinha ao PSDB e a Dino na proposta de pedir o impeachment de Bolsonaro

  

Carlos Brandão: afinado com PSDB e com Flávio Dino em relação a Jair Bolsonaro

Em meio à cautela extrema da maioria das lideranças partidárias do Maranhão em relação à agressiva investida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos bolsonaristas de 7 de Setembro, o vice-governador Carlos Brandão abraçou a posição do seu partido, o PSDB, e declarou apoio à abertura de um processo de impeachment do chefe da Nação. Com o posicionamento, o vice-governador incorpora o discurso do governador Flávio Dino (PSB) também favorável ao impedimento do presidente, que na sua avaliação perdeu as condições de governar. Com a manifestação, Carlos Brandão, que comanda de fato o PSDB no Maranhão, se junta ao líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, num coro forte contra a marcha golpista do presidente da República, que no entendimento de boa parte dos das lideranças políticas nacionais, entre elas as lideranças maranhenses, não reúne suporte político para continuar no comando do País. Os demais dirigentes partidários da base dinista permanecem em silêncio sobre o tema, aguardando posições das cúpulas nacionais dos partidos.

“O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, escreveu o vice-governador na sua conta no Twitter.  A manifestação segue fielmente a posição da cúpula nacional do partido, com a qual fez contato antes de bater martelo sobre como se posicionaria. Sua visão crítica em relação ao presidente Jair Bolsonaro e seu governo já estava definida, restando apenas a identificação integral com a posição do PSDB em âmbito nacional.

Carlos Brandão, que assumirá o Governo em Abril do ano que vem na condição de pré-candidato à reeleição, vinha se mantendo em silêncio sobre o assunto por conta da indefinição do seu partido, o PSDB, que se apresentou dividido entre apoiadores do impeachment – entre eles o senador cearense Tasso Jereissati -, e os que discordam da medida – como o deputado federal mineiro Aécio Neves, um dos seus fundadores, e não apoiador do processo de impeachment. O presidente do partido, Bruno Araújo, porém, é favor da destituição do presidente Jair Bolsonaro e conseguiu mobilizar a maioria do partido nessa direção. Com essa orientação, o vice-governador demonstra que se encontra identificado com a linha de ação do PSDB, tendo também como referência o governador Flávio Dino.

Carlos Brandão não é um cristão-novo no PSDB. Ele já comandou o partido no Maranhão, pelo qual foi deputado federal esse elegeu vice-governador em 2014. Nas eleições municipais de 2016, elegeu 28 prefeitos, só perdendo para o PCdoB. Mesmo assim, perdeu o controle da legenda para o senador Roberto Rocha, que simplesmente desmantelou a legenda no Maranhão, a ponto de o PSDB ter elegido apenas quatro prefeitos em 2020. No Republicanos, teve papel decisivo na eleição de 25 prefeitos, muitos dos quais permanecem como seus aliados e só aguardam o momento certo para migrar para o ninho dos tucanos. O alinhamento com o PSDB na crise institucional é uma demonstração de que o vice-governador se encontra em sintonia fina com o comando partidário.

Ao se posicionar com o PSDB e com o governador Flávio Dino na crise institucional criada pelo presidente Jair Bolsonaro, o vice-governador reafirma sua relação política com os dois pilares do seu projeto de candidatura. O partido já lhe deu garantias de que apoiará seu Governo, a partir de Abril, e aval integral à sua pré-candidatura à reeleição. O governador Flávio Dino tem sido incentivador da sua caminhada pré-eleitoral, mesmo sendo o principal articulador da unidade do grupo em torno de um candidato, que pode ser o próprio Carlos Brandão ou o senador Weverton Rocha (PDT).

 

PONTO & CONTRAPONTO

Isolado e sob pressão, Bolsonaro refaz discurso e pede desculpas

Jair Bolsonaro: recuo depois de isolado

Empolgados com a opereta de 7 de Setembro, quando foram usados como massa de manobra para uma falsa demonstração de força, bolsonaristas mergulharam ontem numa cruel frustração. Depois das bravatas pronunciadas em Brasília e em São Paulo na data cívica, o presidente Jair Bolsonaro ficou de joelhos diante da reação dura e destemida do Supremo Tribunal Federal, expressada no discurso do presidente Luiz Fux, e do Tribunal Superior Eleitoral, manifestada no pronunciamento do presidente Luís Roberto Cardoso. Vendo a base do Centrão se desmanchar, as lideranças civis manifestarem indignação e a imagem do Brasil se deteriorar como nunca no cenário internacional, o presidente-aspirante-a-ditador pediu socorro a um sábio político, o ex-presidente Michel Temer (MDB), para lhe ajudar a sair da encrenca em que se meteu. O resultado foi uma “Declaração à Nação”, na qual tenta desfazer o que fez, engole as bravatas e pede desculpas ao ministro do STF Alexandre Moraes, a quem, sem razão alguma, chamara de “canalha” no dia 7 de Setembro, e aos brasileiros. Leia, na íntegra, a “meia-volta, volver!” do presidente:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

  1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.
  2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.
  3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.
  4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.
  5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.
  6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.
  7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.
  8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.
  9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.
  10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

Deus, Pátria, Família

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Em Tempo: Desde que a Declaração à Nação foi tornada pública, milhares de bolsonaristas foram às redes sociais para dizer que foram traídos pelo “mito”, disparando contra ele muitos xingamentos.

 

Flávio Dino e Roberto Costa reabrem o Sousândrade reformado e ampliado

Flávio Dino entre Roberto Costa (camisa vinho) e Carlos Brandão na reinauguração da escola no bairro do Lira

A luz da educação reacendeu ontem no bairro do Lira, no complexo da madre Deus com a reinauguração do Colégio Sousândrade, reformada, requalificada e rebatizado como Centro Educa Mais Sousândrade, e que volta a funcionar como escola de tempo integral com capacidade para atender até mil estudantes. A reabertura da unidade escolar, uma das mais importantes da região central de São Luís, contou com a presença do governador Flávio Dino, do vice-governador Carlos Brandão, do secretário de Educação Felipe Camarão e do deputado estadual Roberto Costa (MDB).

Fechada havia meses por causa de problemas que inviabilizavam seu funcionamento, a reforma constou de serviços de melhorias nas estruturas do prédio, no revestimento, cobertura, piso, forro e pintura geral, instalações elétricas e hidráulicas, além dos banheiros com vestiários e acessíveis, entre outras intervenções. A estrutura escolar foi ampliada, contando agora com laboratórios de química, física, biologia e matemática, e passará a atender jovens que irão fazer o ensino médio em tempo integral.

 

A reforma do Sousândrade é fruto do esforço político do deputado Roberto Costa, nascido no bairro e que deve sua formação básica àquela escola. Diante da sua deterioração, o parlamentar transformou a reforma numa bandeira, que o levou ao secretário Felipe Camarão e ao governador Flávio Dino. “A restauração dessa escola significa muito para mim, pois ela faz parte da minha vida porque fui aluno aqui desde a 1º série. É muito gratificante ver, agora, o colégio todo reformado para atender a nossa comunidade”, disse Roberto Costa, que contribuiu com emendas parlamentares para assegurar a reforma

O governador Flávio Dino fez questão de presidir a reinauguração do agora Centro Educa Mais Sousândrade, destacando o fato: “Para mim é uma grande alegria entregar esta grande obra. O deputado Roberto Costa nos ajuda na Assembleia, traz reivindicações justas como essa e, agora, comemoramos os 409 anos de São Luís entregando essa escola tão importante para a cidade”.

Responsável direto pela reforma, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, também deu o crédito da reforma ao deputado Roberto Costa: “A escola só tinha 120 alunos e estava praticamente fechando, deixando a comunidade muito triste com isso. Mas o deputado Roberto Costa fez o pedido e o governador garantiu a obra”.

São Luís, 10 de Setembro de 2021.

 

Crise política causada por Bolsonaro pode alterar posição de líderes partidários no Maranhão

 

Josimar de Maranhãozinho, Edilázio Jr., Pedro Lucas Fernandes e Juscelino Filho podem ser obrigados a mudar de posição em relação ao Governo Bolsonaro

A movimentação partidária que agita os bastidores do Congresso Nacional desde os agressivos discursos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília e em São Paulo, no 7 de Setembro, está, de fato, tirando a bancada maranhense da zona de conforto e empurrando senadores e deputados federais para o jogo pesado, que pode produzir desfecho politicamente cataclísmico como a instauração de um processo de impeachment do presidente da República, por exemplo. Partidos como PL, PSD, PSL, DEM, e MDB, aliados do Governo Bolsonaro em diferentes graus, resolveram discutir, internamente e em grupo, a situação do presidente, avaliando, nessas discussões, a possibilidade de desembarcar da base governista e embarcar na Oposição. Nesse contexto, os deputados Josimar de Maranhãozinho (PL), Edilázio Jr. (PSD), Pedro Lucas Fernandes (PSL), Juscelino Filho (DEM) e Hildo Rocha (MDB), que apoiam o Governo central em maior ou menor grau, terão dias difíceis pela frente, principalmente se seus partidos resolverem romper com o presidente Jair Bolsonaro, com é a tendência de vários nesse momento.

Uma das expectativas mais fortes nesse cenário atinge o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que cultiva relações produtiva com Governo Bolsonaro, tendo inclusive admitido a hipótese de vir a ter sua pré-candidatura a governador apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro. Ontem, o chefão do PL, ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, a quem Josimar de Maranhãozinho deve o poder supremo sobre o partido no Maranhão, admitiu a possibilidade de abandonar a base governista e discutir o processo de impeachment. Se essa decisão for tomada, Josimar de Maranhãozinho terá se tornar oposição ao bolsonarismo ou mudar de partido. Tal situação alcança os deputados federais Pastor Gildenemyr, que é bolsonarista roxo, e Júnior Lourenço, que seguirá a Josimar de Maranhãozinho em qualquer circunstância.

Ontem, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou que está se afastando do presidente Jair Bolsonaro, admitindo inclusive, também apoiar o processo de impeachment se o presidente continuar gerando crises. O gesto de Gilberto Kassab colocou o deputado federal Edilázio Jr., presidente do partido no Maranhão, em situação delicada. Como é sabido, Edilázio Jr. é bolsonarista assumido, integrando o suporte parlamentar e político do presidente. Sofrerá forte desgaste político se tiver de romper com o Governo Bolsonaro ou seguir outro caminho partidário. É a mesma situação dos deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo Souza, que mantém uma relação amistosa com o Governo, mas que poderão mudar de rumo se o MDB vier mesmo a romper, como sinalizou ontem nota divulgada pelo presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP). Também o deputado Juscelino Filho, presidente do DEM estadual, cujo partido ameaça pular fora do trem desgovernado do presidente Jair Bolsonaro.

Dois dirigentes partidários maranhenses têm situação um pouco mais confortável, mas que também pode radicalizar em relação ao presidente da República: o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal André Fufuca (PP). Empenhado quase que inteiramente na pré-campanha ao Governo do estado, o senador Weverton Rocha poderá ter de mudar radicalmente sua agenda se o partido decidir entrar na briga pelo impeachment de Jair Bolsonaro, como vem acenando o presidente nacional Carlos Lupi. A situação do deputado André Fufuca é diferente, uma vez que por abrigar o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (AL), e o chefe da Casa Civil, senador Ciro Nogueira, assumiu a presidência nacional do PP, o que o coloca numa situação tão especial quanto delicada.

Esses parlamentares deverão mesmo sair da zona de conforto para entrar num jogo difícil, complicado e de desfecho rigorosamente indefinido, e ainda se encontra na fase preparatória. As próximas semanas devem rascunhar um cenário para claro a respeito do que eles vão enfrentar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino vê desatino e desgoverno em Bolsonaro e indica caminhos para tirá-lo do poder

Flávio Dino enquadra Jair Bolsonaro em vários crimes

Ao avaliar ontem, em entrevista ao portal UOL, a situação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador Flávio Dino (PSB) fez observações que podem levar o chefe da Nação um destino político dramático. Vale conferir:

1 –  “Nós estamos vendo um presidente da República desatinado, desgovernado e perpetrador de múltiplos crimes. Esta conduta de ameaça ao Supremo, de ameaça a um dos seus ministros, é duplamente tipificada como criminosa no Código Penal, no artigo 359 L, na medida em que há uma ameaça, uma tentativa de subverter, de destruir o estado democrático mediante uma ameaça a um dos Poderes do Estado. Por outro lado, nós temos a própria lei de crimes de responsabilidade, a Lei 1079. A grande pergunta é: nada ocorrerá? Porque nós estamos diante de condutas que em si mesmas são graves. Mesmo que as ameaças não venham eventualmente a se concretizar, nós estamos vendo a economia sofrendo muito, em razão desse descontrole presidencial, e nós estamos vendo uma marcha batida em direção a uma ruptura. Então, nós temos que reagir imediatamente, prontamente, para conter esses desatinos, isto que é inaceitável, sob qualquer ponto de vista, e está hoje penalizando fortemente as famílias brasileiras mediante, por exemplo, a inflação de alimentos”.

2  –  “Quero crer que isso não vai ficar por isso mesmo, pelo que eu tenho visto e ouvido, seja no ambiente político, seja no âmbito político, seja no âmbito do próprio Poder Judiciário. Há vários caminhos, um dos quais o Tribunal Superior Eleitoral afastara o presidente da República, cassar ele próprio ou eventualmente a chapa, dependendo do contexto. E isso não depende das casas parlamentares. Basta o enquadramento dois fatos de 2018 na lei. Acredito que isto ocorrendo pode ser uma saída institucional. Nós temos também os processos de impeachment. Não acredito que o Arthur Lira consiga segurar isso indefinidamente. Nós temos ainda uma terceira hipótese: ao chamar um ministro do Supremo de canalha, ele cometeu um crime, um crime comum. Então, o próprio ministro pode entrar com uma ação penal contra ele. Então, o Supremo pode pedir à Câmara autorização para processá-lo criminalmente. De modo que eu acredito que, com o seu isolamento político, evidente a essas alturas, e o seu estágio de insanidade, saídas jurídicas há várias, e creio que uma delas vai acabar se viabilizando porque o País não aguenta esse nível de estresse, e não aguenta economicamente, uma vez que nós estamos vendo os indicadores se deteriorando”.

 

Fusão PSL/DEM pode gerar disputa entre Pedro Lucas e Juscelino Filho

Fusão PSL/DEM: Pedro Lucas Fernandes e Juscelino Filho podem disputar controle do novo partido

O que era apenas uma agenda de conversa visando decisões mais na frente, o processo de fusão PSL/DEM ganhou ontem ares de certeza quando os dois comandantes partidários, deputado federal Rodrigo Bivar (PSL-PE) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto assinaram nota conjunta se posicionando criticamente em relação às declarações do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro. Se for consumada, a fusão dará origem ao partido com mais força na Câmara Federal. No plano estadual, o novo partido deve produzir uma disputa de peso entre os deputados federais Pedro Lucas Fernandes, que comanda o PSL no Maranhão, e Juscelino Filho, chefe maior do DEM no estado. E como só haverá um partido, a pergunta a ser feita é a seguinte: quem vai comandar a nova legenda no Maranhão?  Pedro Lucas Fernandes, que conta com o apoio do pai, prefeito de Arame, Pedro Fernandes, ou com Juscelino Filho, que vem ampliando seu espaço na cúpula do partido? A resposta virá se a fusão for consumada.

São Luís, 09 de Setembro de 2021.

Ato mostrou tamanho da base bolsonarista em São Luís e tirou bancada federal da zona de conforto

 

Bolsonaristas se concentraram em frente à Havan, na Daniel de la Touche, cruzaram a Ponte José Sarney e encerraram motocarreata na Praça Maria Aragão; Oposição também se mobilizou contra Jair Bolsonaro na Praia Grande e em carreata

Os discursos agressivos e ameaçadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nos atos de ontem em Brasília e São Paulo produziram situações simbólicas e reações diversas no Maranhão. Como em outras manifestações, bolsonaristas anônimos se esforçaram para se mostrar e realizaram a manifestação possível, que fez muita zoada, e revelou aspectos dessa militância em São Luís. O governador Flávio Dino (PSB) não se surpreendeu nem com a quantidade de apoiadores do presidente na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista nem com a retórica golpista por ele usada nas suas duas falas. Na seara dos congressistas maranhenses, os arroubos retóricos ameaçadores do presidente colocaram senadores e deputados federais – tanto os que o apoio quanto os adversários – em situação delicada, à medida que poderá leva-los a tomar posição, mesmo que contra a vontade.

1 – A motocarreata de bolsonaristas em São Luís reuniu um número expressivo motocicletas e automóveis, que pode ter reunido entre 500 e mil veículos, a grande maioria automóveis só acessíveis à classe média alta. Foi uma manifestação bem organizada, que teve concentração em frente à recém-inaugurada loja da cadeia Havan, sem a presença de líderes políticos conhecidos. Na avaliação de alguns observadores, a motocarreata foi o maior ato bolsonaristas já realizado em São Luís. E revelou dois aspectos dessa corrente política na Capital do Maranhão: o número de bolsonaristas em São Luís é pequeno, mas seus militantes beiram ao fanatismo.

2 – O governador Flávio Dino, não se surpreendeu com nada do que aconteceu ontem em São Luís, Brasília e São Paulo. Para ele, mesmo tendo chegado ao limite, o governador acredita que o presidente vai insistir nessa linha do golpismo, vai tencionar o País ainda mais, mas não conseguirá o que pretende, que é dar um golpe. Para Flávio Dino, essa estratégia pode criar um clima de instabilidade muito grave, que naturalmente se refletirá no funcionamento das instituições, na economia e em todos os aspectos da vida nacional. “Ele perderá, mas isso terá um custo alto para o País”. Vale lembrar que o governador do Maranhão, que também é alvo político do bolsonarismo, vem chamando a atenção das lideranças para os movimentos por meio dos quais o presidente da República prepara terreno para realizar o projeto de ser ditador.

3 – Os arroubos golpistas do presidente Jair Bolsonaro conseguiram também tirar do conforto os integrantes das bancadas maranhenses na Câmara Federal e no Senado, que até agora, com raras exceções, têm se mantido distantes desse debate, como se fosse possível ignorá-lo. Agora, as instituições foram colocadas em xeque, com a clara e indiscutível tentativa de interferência do chefe do Poder Executivo no Poder Judiciário, fato que fatalmente levará a centelha da crise para o plenário das duas Casas. Para citar um só exemplo: bolsonarista de ponta, o deputado federal Edilázio Jr. (PSD), foi informado ontem que o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, anunciou que o partido deve apoiar a instauração de um processo de impeachment do presidente.

4 – Pelo menos até ontem à noite, os três senadores maranhenses se mantiveram distante do agravamento da crise institucional pelo o presidente Jair Bolsonaro. O senador Weverton Rocha (PDT), que vem dedicando tempo integral à sua pré-campanha ao Governo do Estado, se manteve em silêncio em relação a tudo o que aconteceu em Brasília e em São Paulo. A senadora Eliziane Gama (Cidadania) vem atuando na mesma linha. E o senador Roberto Rocha (sem partido) participou da m motocarreata, discursou na dispersão na Praça Maria Aragão reafirmando seu absoluto alinhamento ao presidente Jair Bolsonaro, deixando clara e inequívoca sua concordância com a retórica golpista usada pelo chefe da Nação em Brasília e em São Paulo.

5 – O movimento pró-Bolsonaro que movimentou São Luís não ficou sem respostas. Sem preparação prévia nem estrutura material, centenas de militantes de partidos políticos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais se mobilizaram na Praia Grande num esforçado contrapeso à motocarreata bolsonarista. Enquanto os aliados do presidente atacavam o Supremo Tribunal Federal e seus ministros e pregavam o natimorto voto impresso e outras pautas antidemocráticas, os manifestantes de oposição protestavam contra desemprego, fome, inflação, preço do gás, dos combustíveis e da energia elétrica, falando sobre o Brasil real.

Os desdobramentos dos atos liderados ontem pelo presidente Jair Bolsonaro certamente repercutirão no cenário político estadual. Resta saber se os líderes bolsonaristas no estado vão sustentar suas posições.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ironia: motocarreata bolsonarista começou na Havan e terminou na Maria Aragão

Ironia: motocarreata bolsonarista saiu do pátio da Havan, do extremista de direita Luciano Hang, e terminou na Praça Maria Aragão, militante comunista, desenhada por Oscar Niemeyer, militante comunista, e construída por Jackson Lago, militante socialista

A motocarreata realizada ontem por bolsonaristas ludovicenses foi marcada por simbolismo: começou no pátio da loja Havan e terminou na Praça Maria Aragão.

A concentração dos bolsonaristas no estacionamento da loja Havan, na Avenida Daniel de la Touche, confirmando que a escolha não foi por acaso e que, como muitos já suspeitavam, a réplica da Estátua da Liberdade fincada em frente a cada loja da cadeia comandada por Luciano Hang – um empresário ao mesmo tempo bem-sucedido e controvertido, de extrema direita e bolsonarista linha de frente – tem viés claramente político, numa prova que dentro da liberdade que prega está a noção de liberdade pregada pelo presidente Jair Bolsonaro e sua turma.

E terminou na Praça Maria Aragão, um espaço urbano desenhado pelo arquiteto comunista fluminense Oscar Niemayer, em homenagem à médica e militante comunista maranhense Maria Aragão, vítima de dura perseguição por parte da ditadura militar, e construído pelo prefeito Jackson Lago (PDT), um defensor intransigente do socialismo democrático, para ser uma arena sacrossanta de atos e lutas progressistas.

Como se vê, os pontos de largada e chegada da motocarreata bolsonarista sugerem uma fina ironia engendrada pelas sutilezas da política.

 

Feliz Aniversário, São Luís!

Rua Portugal, a melhor expressão da São Luís que virou patrimônio do mundo

Mais do que nunca Patrimônio da Humanidade, trazido pelos casarões e becos, hoje abrigo de mais de um milhão de habitantes, e berço de manifestações únicas como Bumba-Meu-Boi e Tambor de Crioula, São Luís chega aos 409 anos como uma joia urbana rara e entregue a uma nova geração de cuidadores.

Com o orgulho de ser um produto saído diariamente das suas entranhas, a Coluna a cumprimenta pela passagem de ano e lhe deseja vida eterna.

São Luís, 08 de Setembro de 2021.

Sem líderes e sem força política, bolsonaristas tentam marcar presença no 7 de Setembro em São Luís

 

Uma das manifestações bolsonaristas realizadas neste ano em São Luís: sem líderes

Todos os sinais saídos de fontes da direita maranhense indicaram que, a exemplo de Brasília e São Paulo, bolsonaristas maranhenses vão usar o feriado cívico de hoje para dizer que também existem no cenário político estadual. São grupos isolados, que se articulam por redes sociais, mas sem uma liderança expressiva, alguém que passe credibilidade e até mesmo funcione como porta-voz local da cúpula nacional. A lógica sugere que esse líder poderia ser o senador Roberto Rocha (sem partido), que se apresenta como aliado de proa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas não há indício de que ele esteja à frente algum movimento de bolsonaristas em São Luís, Imperatriz ou Balsas, por exemplo. Quem até ontem agiu como chefe bolsonarista em terras maranhenses foi a deputada estadual Mical Damasceno, presidente regional do PTB, escolhida diretamente pelo chefe maior do partido, ex-deputado Roberto Jefferson, que está na cadeia por atentar contra a democracia.

Hoje, a banda bolsonarista da política maranhense tem três faces. A primeira é a expressada pelo senador Roberto Rocha, pela deputada Mical Damasceno e pelo prefeito de São Pedro dos Crentes e candidato a governador Lahesio Bonfim (PSL), que não formam um grupo unido nem estão articulados pela os atos deste 7 de Setembro. A segunda face é demonstrada pelo deputado federal Aloísio Mendes (PSC), que como prestigiado vice-líder do Governo na Câmara Federal, mas não se expõe em situações como essa. E a terceira face é a representada pelo deputado federal Edilázio Jr., que preside o PSD no Maranhão, que não esconde sua condição de bolsonarista, mas também não faz questão de escancará-la. Não há registro de que esses três segmentos tenham se juntado e reunido forças para mostrar prestígio ao presidente. Ao que parece – e a Coluna pode estar equivocada -, a manifestação será feita por militantes anônimos, alguns pastores, mas sem a presença de “graúdos da causa” no Maranhão.

Dispersos e sem um líder, os bolsonaristas de São Luís não chegam a formar um contingente capaz de atuar como um grupo o organizado com viés partidário, embora seja fácil identificá-lo pelo confuso viés ideológico que pregam, e principalmente pela zoada que fazem quando estão falando mal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). E atuam de forma isolada, já que uma parte da direita, esclarecida e moderada, faz questão de deixar claro que não fecha com a linha de ação política do presidente da República. Um exemplo é a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que já foi bolsonarista roxa, perdeu o encanto e hoje é filiada ao PSDB, pelo qual se elegeu, e agora está se alinhando ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. Outros nomes, como o médico Alan Garcez, que chegou a sonhar com o Ministério da Saúde, não dá mais sinais de alinhamento total ao presidente Jair Bolsonaro.

Os diversos atos realizados por bolsonaristas em São Luís demonstraram, de maneira clara e inequívoca, que eles formam uma minoria que, se não tem força política nem eleitoral, é ativa o suficiente para mostrar suas convicções fazendo muito barulho. E nada vai acontecer, além de momentos de tensão aqui e ali, mas sem nenhuma consequência.

A menos que esteja fazendo uma leitura equivocada da realidade, o que parece não ser o caso, a Coluna se identificou integralmente com as expectativas do economista Joel Pinheiro da Fonseca, em artigo publicado ontem no jornal Folha de S. Paulo, disse que, independentemente do sucesso ou do fracasso dos bolsonaristas nos atos do 7 de Setembro, nada muda:

O Congresso continuará se fartando de emendas. O Supremo continuará com o inquérito das fake news — ou, melhor dizendo, das milícias digitais. O voto impresso continuará fora da pauta. A inflação continuará a corroer o poder de compra da população. A situação ambiental continuará a se deteriorar. A educação continuará abandonada. A agenda econômica, antes tida como a graça redentora do desastre em todo o resto, continuará se resumindo a projetos eleitoreiros — novo Bolsa Famíliareforma tributária desfigurada— e gambiarras para gastar sem violar o teto. Por fim, as investigações sobre o passado da família Bolsonaro, que aparentemente enriqueceu com esquemas milionários de desvio de dinheiro público, não vão deixar de revelar podres”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MP faz sua parte e recomenda medidas a prefeitos e ao secretário de Segurança

Eduardo Nicolau: recomendações pela ordem em manifestações

Em meio ao zumzum tenso que tomou de conta do País por causa do movimento feito pelo presidente Jair Bolsonaro para transformar o 7 de Setembro numa demonstração de poder – o que o governador Flávio Dino avalia como um “ensaio de golpe” -, o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, entrou no circuito e, com a responsabilidade que tem o Ministério Público nesse contexto de crise institucional, emitiu duas recomendações destinadas a garantir o direito de manifestação e, ao mesmo tempo, evitar que esse direito seja atropelado por abusos e atentado contra a ordem pública.

A primeira recomendação foi dirigida aos prefeitos, a começar pelo titular de São Luís, Eduardo Brande (Podemos): onde houver guardas municipais, sejam adotadas todas as medidas necessárias para assegurar a proteção dos bens, serviços e instalações municipais, durante as manifestações.

A segunda recomendação foi endereçada ao secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portella, no sentido de que sejam adotadas todas as medidas necessárias para assegurar a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

As recomendações mostram que o Ministério Público do Maranhão se encontra antenado com a realidade e ciente do seu papel como instituição cuja razão de ser é exatamente garantir o respeito às leis.

 

Disputa difícil pela presidência da Câmara Municipal de São Luís

Osmar Filho não pode disputar reeleição

Todas as evidências indicam que a sucessão na presidência da Câmara Municipal de São Luís, marcada para Abril do ano que vem, será bem mais difícil do que estão prevendo alguns observadores. Independentemente de quem vai se candidatar, a eleição será uma medição de forças poderosas. A primeira delas é o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que certamente tem a sua preferência no bolso do colete e vai colocar as cartas na mesa na hora adequada. Ao mesmo tempo, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que na época estará assumindo o Governo, poderá, a pedido de aliados, mexer pedras apoiando um nome. O senador Weverton Rocha (PDT), pressionado pelo PDT, que tem no posto hoje ocupado pelo pedetista Osmar Filho sua última base de sustentação na Capital, vai tentar manter seu partido no comando da Casa, provavelmente negociando com o prefeito Eduardo Braide. E não será surpresa se até o governador Flávio Dino (PSB), que na época estará de desincompatibilizando para concorrer ao Senado, vier a colocar a mão no ombro de um candidato viável.

São Luís, 7 de Setembro de 2021.

Causa estranheza o silêncio de congressistas sobre a crise institucional forjada por Bolsonaro

 

À exceção do governador Flávio Dino (PSB), que mantém ativa sua metralhadora verbal contra as ameaças de ruptura da ordem institucional brasileira feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em seus ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), nenhuma outra personalidade política do Maranhão, com mandato ou sem mandato, levantou a voz criticando a intensa movimentação do presidente da República para tornar o 7 de Setembro um marco na sua pregação antidemocrática. E o que chama a atenção é o silêncio de senadores e deputados federais, fazendo de conta que nada de grave está acontecendo ou tentam passar à opinião pública a impressão de que não parte ativa da vida política do País. É o caso, por exemplo, dos senadores e dos pré-candidatos ao Governo do Estado.

O senador Weverton Rocha (PTD) encontra-se mergulhado na sua pré-campanha ao Governo do Estado, liderando grandes atos pré-eleitorais em Imperatriz, em Vargem Grande, e o de ontem em Presidente Dutra, tem sido parcimonioso em relação aos ataques do presidente da República às instituições que garantem a democracia no País. A senadora Eliziane Gama (Cidadania) tem mostrado sua condição de oposicionista com intensa e respeitável atuação CPI da Covid, evitando, porém, entrar de cabeça, no combate às inclinações golpistas do presidente. E na outra ponta, o senador Roberto Rocha (sem partido), também vem mantendo silêncio, embora seja um dos senadores mais alinhados ao chefe da Nação.

Entre os deputados federais, apenas Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Jr. (PCdoB) já se posicionaram claramente contra os intensos autoritários do presidente Jair Bolsonaro, assim como o deputado federal licenciado e presidente regional do PCdoB, Márcio Jerry. Os demais membros da bancada maranhense vêm se mantendo distante da crise institucional, notadamente os que presidem no Maranhão braços de grandes partidos que lastreiam o Centrão, como o deputado Josimar de Maranhãozinho, presidente do PL e controlador do Avante e do Patriotas no Maranhão, o deputado André Fufuca, comandante da extensão maranhense do PP, o deputado Juscelino Rezende, presidente regional do DEM, o deputado Pedro Lucas Fernandes, que agora preside o PSL, depois de ter perdido o comando do PTB no estado, o deputado Cléber Verde, que controla o braço maranhense do  Republicanos, e do deputado Gastão Vieira, que lidera o PROS estadual.

O silêncio alcançou também deputados sem posto de comando partidário, como João Marcelo de Souza e Hildo Rocha, ambos integrantes da bancada do MDB, provavelmente de acordo com a ex-governadora Roseana Sarney, que preside a legenda emedebista no Maranhão, mas tem evitado choque com os atuais poderosos de Brasília. Nessa linha também se movimentam o deputado Gil Cutrim (PDT), o deputado Júnior Lourenço (PL) e seu colega do PL, Partir Gildenemyr, e do deputado Zé Carlos Araújo (PT). Na outra ponta, também se mantêm os aliados assumidos do Palácio do Planalto, como o deputado Edilázio Jr., presidente do PSD maranhense, e o deputado Aluísio Mendes, controlador do braço estadual do PSC, e ainda o deputado Josivaldo JP, que segue a orientação do Podemos, controlado no Maranhão pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

O silêncio da esmagadora maioria da bancada federal nas duas Casas, e a timidez dos que se manifestam, além de causar estranheza, produz incerteza na população. Afinal, como já observaram analistas de peso do cenário nacional, ainda que forjada pelo presidente Jair Bolsonaro, que não consegue a crise institucional em curso não se resolverá com o embate entre os três Poderes, mas pela via das articulações políticas. E nesse sentido, não há dúvida de que é o Congresso Nacional a instituição com todos os recursos e instrumentos políticos necessários para colocar o País nos trilhos. Daí o estranhamento que causa o silêncio de senadores e dos deputados federais em relação às ameaças golpistas do preside Jair Bolsonaro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhãozinho leva a melhor e número de prefeito em ato de pré-campanha

Josimar de Maranhãozinho e aliados: pré-candidatura lançada

Se número de prefeitos for critério para medir a importância e o peso político dos atos de pré-campanha realizados até aqui pelos pré-candidatos ao Palácio dos Leões, o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), realizado Sexta-Feira à noite na sua residência em São Luís pode ser considerado o maior até agora. Segundo sua assessorial, o evento reuniu 56 chefes de governos municipais, inclusive de partidos fora do seu controle, como PDT, DEM e Republicanos. Para começar, ali estavam prefeitos como Júlio Matos, de São José de Ribamar, o quinto maior colégio eleitoral do Maranhão. E de municípios eleitoralmente importantes e estratégicos, como Rigo Teles (PL), de Barra do Corda, e Ducilene Belezinha (PL), de Chapadinha. O ato foi reforçado pela presença de dos deputados federais do seu grupo – Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL) – e os deputados estaduais que seguem sua orientação: Detinha, Vinícius Louro, Leonardo Sá e Hélio Soares. Não há dúvida de que a maioria dos prefeitos presentes o seguirão, mas no meio político há quem garanta que pelo menos 20% dos presentes deram volume ao ato, mas já estariam compromissados com outras pré-candidatos.

 

Márcio Jerry nega factoide senatorial e diz que será candidato à reeleição

Márcio Jerry: candidato à renovação do mandato

É do conhecimento geral que o secretário das Cidades, Márcio Jerry, se prepara para renovar seu mandato de deputado federal pelo PCdoB. Há alguns dias, porém, estimulados pela certeza que começa a ganhar corpo de que o governador Flávio Dino vai mesmo disputar a vaga no Senado, especuladores de plantão forjaram e espalharam que o presidente do PCdoB do Maranhão estaria trabalhando para ser candidato a suplente de senador na chapa de Flávio Dino. O factoide foi motivado por outra especulação, essa mais distante ainda da realidade: Flávio Dino se elege senador e Lula da Silva (PT), e na montagem do Governo, Lula da Silva convoca Dino para o ministério, abrindo vaga para o suplente se tornar senador por bom tempo. O próprio Márcio Jerry cortou o barato dos especuladores dizendo que será mesmo candidato a renovar o mandato de deputado federal.

São Luís, 05 de Setembro de 2021.