Todos os posts de Ribarmar Correa

Lula reafirma apoio a Dino e Brandão em ato que levou milhares à Maria Aragão

 

Lula da Silva entre Flávio Dino, Carlos Brandão e Felipe Camarão; embaixo, o líder petista fala para a multidão concentrada na Praça Maria Aragão

O comício de campanha do ex-presidente Lula da Silva (PT), ontem, em São Luís, foi, mais uma vez, uma demonstração da sua força política no Maranhão. O ato, que reuniu milhares de pessoas na Praça Maria Aragão, foi também uma mostra da força política da chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, tendo como vice Felipe Camarão (PT), e o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado. Flávio Dino e Carlos Brandão saudaram o líder petista com o entusiasmo dos que apostam alto na vitória do ex-presidente para o Palácio do Planalto, e no sucesso da chapa estadual nas urnas. Na mesma linha, Lula da Silva se manifestou confiante de que está a caminho de mais uma vitória nas urnas com apoio massivo dos maranhenses, mostrando também certo de que Carlos Brandão será reeleito e Flávio Dino irá para o Senado. Os discursos dos três líderes foram afinados, como era de se esperar.

O ato foi aberto pelo ex-governador Flávio Dino, que fez um balanço do seu governo, defendeu a candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo Felipe Camarão como vice, e enfatizou a importância do projeto de colocar Lula da Silva de volta ao comando do País. “Quem quer liberdade é Lula. Quem quer igualdade é Lula. Quem quer fraternidade é Lula. Queremos dizer claramente que esse estado nunca se enganou com miliciano e que aqui é a terra que nunca teve medo de ser feliz. O caminho de Lula, o nosso caminho no Maranhão tem nome e número: é Brandão 40”, ressaltou. “Com o presidente Lula, o Brasil vai voltar a ser respeitado no mundo inteiro”, destacou ainda o ex-governador, cujo discurso foi ratificado pelo governador Carlos Brandão e seu companheiro de chapa Felipe Camarão.

Aberto com uma interpretação forte do Hino Nacional, o ato de campanha do candidato petista na Praça Maria Aragão superou todas as expectativas em comparecimento – alguns calcularam 30 mil pessoas. E diante da multidão, o ex-presidente reverenciou o Maranhão pelas votações que o eleitorado maranhense lhe deu em 2002 e 2006, à eleição da presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014, e ao petista Fernando Haddad em 2018. “Eu reverencio o Maranhão e os maranhenses pela qualidade, pela força e pela vontade”, declarou, acrescentando que, se eleito for, o Maranhão terá sua atenção.

Um dos mais entusiasmados do palanque, o governador Carlos Brandão destacou no seu discurso: “Tenho a obrigação de fazer um governo ainda melhor que o de Flávio Dino, com Camarão ao meu lado. Tenho certeza de que faremos um grande governo com Lula na Presidência e Flávio Dino no Senado. Não tenho dúvidas de que esse é o momento decisivo das nossas vidas”. Carlos Brandão aplaudiu intensamente o ex-presidente, no que foi seguido pelo seu companheiro de chapa, Felipe Camarão que, ao contrário do que alguns adversários diziam, assumiu de vez a condição de petista.

Na sua fala, o líder e candidato petista fez um elogio forte ao ex-governador Flávio Dino: “Você não só governou o Maranhão. Você cuidou do povo e das crianças do Maranhão, cuidou da saúde e da educação. Isso é mais do que governar”. E na mesma linha destacou a participação do governador Carlos Brandão e do seu candidato a vice Felipe Camarão nesse processo. Afirmando que só tem é que agradecer aos seus aliados e aos maranhenses, Lula terminou seu discurso pedindo aos maranhenses mais um voto de confiança e que reelegem Carlos Brandão e mandem Flávio Dino para o Senado.

Com o comício de ontem, o candidato petista fechou sua campanha presencial no Maranhão, enterrando de vez qualquer dúvida relacionada à aliança PT/PSB no Maranhão, e apostando que os candidatos majoritários aliados, em especial Flávio Dino e Carlos Brandão e Felipe Camarão, intensificarão sua campanha em todo o estado. Nas suas falas e conversas informais, Lula da Silva não escondeu a expectativa de repetir no dia 2 de outubro, no Maranhão, as suas performances de 2002 e 2006, quando obteve maioria esmagadora nas corridas presidenciais nas quais enfrentou os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, respectivamente. E com a roda do destino lhe dando como vice exatamente o ex-governador de São Paulo.

A julgar pelo entusiasmo da militância, dos partidários e dos simpatizantes que lotaram a Praça Maria Aragão – um templo criado pelo lendário Jackson Lago para eternizar a médica comunista -, o ex-presidente Lula da Silva terá apoio eleitoral massivo dos maranhenses para voltar ao comando da República.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

No ato de Lula, Janja fez declaração de amor a São Luís

Janja, mulher de Lula da Silva, fala no ato fazendo uma declaração de amor a São Luís 

Além de Flávio Dino, Carlos Brandão, Felipe Camarão e ele próprio, o ato de campanha de Lula da Silva em São Luís reuniu diversos oradores, entre eles o senador amapaense Randolfe Rodrigues (Rede), a líder indígena maranhense Sônia Guajajara, e a mulher de Lula da Silva, Janja, “candidata” primeira-dama do País.

Randolfe Rodrigues declarou que aposta na eleição do líder petista, e fez elogios abertos ao ex-governador Flávio Dino, em quem enxerga um dos mais importantes líderes regionais do País. Sônia Guajajara destacou o trabalho do grupo atualmente no poder no Maranhão e atacou duramente o presidente Jair Bolsonaro (PL). Por último, Janja fez uma declaração de amor ao Maranhão e em especial à cidade de São Luís, pela qual se disse apaixonada.

 

Rocha surpreende com ataque sem base e sem autoria a Dino

Flávio Dino duramente atacado no espaço de Roberto Rocha

Surpreendeu a virulência com que o senador Roberto Rocha (PTB) atacou o ex-governador Flávio Dino no seu programa noturno na TV. Sem assinar embaixo, como manda a “boa política” por ele defendida, Roberto Rocha ocupou seu espaço com um vídeo em que tenta relacionar o ex-governador com o assassinato do empresário ligado ao vereador Beto Castro. O discurso que sustenta as imagens é um rosário de especulações misturadas com afirmações absolutamente frágeis. O pior é que o vídeo foi veiculado no espaço destinado ao senador Roberto Rocha, sem, no entanto, ter sua origem identificada, uma assinatura ou alguém se responsabilizando. Isso quer dizer que o vídeo seria apócrifo. Mas como foi divulgado no espaço destinado ao senador petebista, que preside o seu partido no estado, no horário gratuito da TV, a responsabilidade passa a ser inteiramente dele. Alguns preveem uma guerra judicial, na qual o senador petebista entra em total desvantagem.

São Luís, 03 de Setembro de 2022.

Sem nada de especial, debate do imirante.com foi superficial, mas mostrou Brandão firme no posto de favorito

 

Esquerda para a direita: Simplício Araújo, Joás Moraes, Carlos Brandão (o jornalista  Clóvis Cabalau), Enilton Rodrigues, Lahesio Bonfim e Weverton Rocha posicionados para o debate realizado pelo portal de notícias imirante.com, do Grupo Mirante

Não houve vencedores nem vencidos no debate de ontem entre os candidatos a governador realizado pelo portal imirante.com. Durante duas horas, o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), o empresário Simplício Araújo (Solidariedade), o engenheiro florestal Enilton Rodrigues (PSOL) e o professor Joás Moraes (Democracia Cristã) – Edivaldo Holanda Jr. (PSD) não compareceu – quase que trocaram figurinhas, numa situação só alterada por alguns ruídos entre Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Simplício Araújo, e entre estes e Carlos Brandão, que manteve postura de chefe de Estado.  Predominou a visão superficial dos candidatos sobre o Maranhão, mais uma vez apontado como um estado rico, mas cheio de problemas, principalmente nas áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança Pública, temas de ponta tratados quase que com amadorismo por quase todos os candidatos, exceto o governador Carlos Brandão, que quando teve espaço, disse o que tinha de ser dito sobre o Governo que comanda. E no geral, nada mais foi dito que abrisse janelas na percepção do eleitor.

No geral, os candidatos falaram de turismo sem citar os Lençóis, a Chapada das Mesas, o centro histórico de São Luís e Alcântara. Quando falaram de educação, até que tentaram, mas acabaram demonstrando que estão longe de alcançar o atual Governo. No tema saúde, a abordagem foi primária, também longe de chegar perto do que foi feito pelo Governo. Falou-se muito em futuro e evolução, modernidade, mas nenhum deles sequer pronunciou uma única palavra sobre o Centro de Lançamento de Alcântara e o potencial que ele representa nesse campo. Quando o assunto foi segurança pública, a abordagem foi tão simplória que ficou na promessa de um deles de implantar um plano de cargos e carreira na Polícia Militar, o que na verdade já existe. Enfim, no debate dos candidatos a governador não se falou da situação dos municípios, de temas gravíssimos, como o tratamento de resíduos sólidos (lixo), e não se ouviu qualquer preocupação sobre o futuro de Imperatriz, São José de Ribamar e Caxias, por exemplo.

O governador Carlos Brandão deu seguidas mostras de que tem o domínio do Governo e sabe exatamente o que está acontecendo nas mais diversas áreas, com respostas prontas e eficientes, como se estivesse numa sabatina. Weverton Rocha, Simplício Araújo e Lahesio Bonfim tentaram provocá-lo, mas ele mostrou maturidade, não entrou na onda das provocações, devolveu algumas pancadas pontuais, e saiu como entrou. Carlos Brandão frustrou a expectativa dos adversários que o queriam emparedado, e participou do debate sem levantar a voz nem fazer drama, bem ao seu estilo um pouco reservado, mas que sabe o que diz. E preferiu dizer o que já fez, só prometendo o que pode realizar.

O senador Weverton Rocha repetiu o discurso que faz: menino pobre, filho de uma professora e um técnico agrícola… E destacou os seus feitos como senador, como o Hospital do Amor, em Imperatriz, e um novo Aldenora Bello em Pinheiro. Fez um longo relato do que mandou para municípios em recursos e emendas. Foi provocado por Lahesio Bonfim, mas deu o troco quando pôde, conseguindo mostrar que o candidato do PSC não conhece o Maranhão. O candidato pedetista saiu-se bem, mas sem a estatura que muitos esperam dele, mesmo sendo um senador.

Lahesio Bonfim se revelou no debate: fala muito e pouco diz de concreto além dos resultados que diz ter obtido como prefeito de São Pedro dos Crentes (4 mil habitantes). Foi um dos que mais teve oportunidade para falar, mas desperdiçou seu tempo com frases de efeito sem apresentar um projeto factível. E quando foi indagado sobre o que é, de fato, o Maranhão, fez malabarismo verbal e nada respondeu de concreto. Precisa rever seu discurso para não virar folclore.

Simplício Araújo foi o mais propositivo, apresentando algumas propostas na área de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda, tentando também passar a imagem de gestor eficiente ao afirmar, por exemplo, que foi à China buscar respiradores no auge da pandemia, quando na verdade, aquela foi uma operação coletiva, na qual ele, o secretário Carlos Lula (Saúde), o próprio governador Flávio Dino e outros colaboradores tiveram papéis decisivos. Sua postura perdeu consistência quando tentou atacar o Governo Carlos Brandão como continuidade do Governo Flávio Dino.

Enilton Rodrigues não decepcionou como candidato do PSOL, defendendo temas caros ao partido, como a causa quilombola, a defesa das minorias, o ataque ao capitalismo selvagem, mostrando também bom nível de conhecimento sobre a realidade social e econômica do Maranhão. Joás Moraes repetiu o discurso de professor universitário com bom conhecimento técnico, mas sem qualquer tintura política.

De qualquer maneira, funcionou como um ensaio geral para embates futuros, agora com os demais candidatos sabendo que não será nada fácil desbancar o governador Carlos Brandão da condição de favorito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com apoio popular e suporte político, Lula faz escala hoje no Maranhão

Lula da Silva traz reforço à aliança com  Carlos Brandão e Flávio Dino

A passagem do ex-presidente Lula da Silva (PT) hoje pelo Maranhão em campanha deve injetar mais ânimo na já entusiasmada base política e partidária que ele detém no estado. Líder disparado nas intenções de voto, com mais do dobro em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL), o líder petista encontrará em solo maranhense um ambiente de acolhimento. Começa com o fato de ter como aliado o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição pela aliança liderada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, com quem, no caso de eleição de ambos, Lula da Silva espera contar como um suporte destacado na Câmara Alta ou na equipe ministerial, segundo corre na cúpula nacional do PT e do PSB. O ex-presidente da República não tem o PDT na sua base de apoio, mas sabe que boa parte dos pedetistas, incluindo muitos do Maranhão, que não acredita no projeto eleitoral de Ciro Gomes. Além disso, politicamente o ex-presidente conta com o apoio de parte do MDB, nela incluída a ex-governadora Roseana Sarney e o ex-presidente José Sarney, que respeitam a candidata emedebista Simone Tebet, mas estão alinhados ao líder petista, com quem mantém relações desde a primeira eleição dele, em 2002. O fato é que Lula da Silva tem o apoio da esmagadora maioria do eleitorado maranhense, sendo esse apoio consolidado por uma forte base política. Daí a expectativa de que sua passagem hoje por São Luís seja bem-sucedida.

 

MDB se ajusta e Roseana lidera corrida para um bom resultado nas urnas

Roseana Sarney durante caminhada em Timon

Até pouco tempo mergulhado em indefinições, o braço maranhense do MDB ganhou novo ânimo com a entrada, para valer, da sua presidente, a ex-governadora Roseana Sarney na corrida eleitoral. O partido hoje tem um norte, apoiando formalmente a chapa da coligação “Para fazer muito mais”, que tem o governador Carlos Brandão (PSB) candidato à reeleição e o ex-governador Flávio Dino (PSB) candidato do Senado, e joga toda sua força no projeto de eleger o maior número possível de deputados federais – numa chapa liderada pela ex-governadora – e deputados estaduais – que tem o comando do deputado Roberto Costa, vice-presidente, como líder. Depois de um período de tensão interna, o MDB ajustou algumas divergências. A maior parte do partido, a começar por Roseana Sarney, apoia a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, enquanto uma ala, liderada pelo deputado federal Hildo Rocha, apoia a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB), situação já pacificada. No outro caso, o partido apoia formalmente a chapa liderada pelo governador Carlos Brandão, mas há divergências em relação ao ex-governador Flávio Dino, a quem Roseana e seu grupo mais próximo não declarou apoio, ao contrário de uma ala bem maior, liderada pelo deputado Roberto Costa, que está inteiramente alinhada ao ex-governador. O fato é que, com essas pendências resolvidas, Roseana Sarney entrou de cabeça na caça ao voto – ontem, por exemplo, fez caminhada em Timon -, com o propósito de se eleger, mas com o desafio de obter uma votação capaz de garantir a eleição de pelo menos quatro deputados federais: ela própria, os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha, que concorrem à reeleição, e o empresário Lobão Filho, também visto como dono de cacife para obter boa votação. Se realizar esse projeto, o MDB do Maranhão ganhará fôlego na Câmara Federal e reforçará seu cacife no comando nacional do partido. A mesma perspectiva está embalando os candidatos a deputado estadual.

São Luís, 02 de Setembro de 2022.

Candidatos de Oposição enfrentam dificuldades para formular propostas diante dos feitos do Governo

 

Discurso de Carlos Brandão inibe formulação de proposta por Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim

A campanha para o Palácio dos Leões transcorre num contexto de muitas dificuldades para os candidatos de oposição. Eles não estão conseguindo formular um discurso crítico sobre o Governo Flávio Dino (PSB), agora continuado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Os candidatos Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), que são os mais bem situados nas pesquisas, têm trepidado nas palavras e nas formulações, mas até agora nenhum conseguiu elaborar um discurso com propostas para as áreas de educação, saúde, segurança pública, segurança alimentar, que pudessem ser entendidas pelo eleitor como algo crível e que pudessem, pelo menos, aparecer como ações inovadoras dentro de ambientes já inovados. Daí a segurança com que o governador Carlos Brandão faz uma campanha serena, baseada principalmente em mostrar o que foi feito nos últimos anos nas áreas essenciais.

Quando o assunto é Educação, os candidatos adversários não conseguem apresentar algo que supere o programa Escola Digna, que levou escolas confortáveis e com ensino de padrão elevado em relação ao que havia ali, que pelo menos se aproxime das quase 100 escolas de tempo integral – que incluem três refeições diárias – espalhadas pelo estado, e que chegue pelo menos perto do que são os Iemas, que oferecem formação técnica, isso sem contar o fato de que o professor do Estado do Maranhão, além de qualificação, é o que tem a melhor remuneração básica em todo o País. Nenhum dos candidatos, mesmo se esforçando para pronunciar frases de efeito, conseguiu criticar o Governo passado e sua continuação fazendo uma crítica séria ao que foi feito na educação. Aqui e ali está acontecendo o contrário: numa das suas falas, Weverton Rocha se rendeu ao programa Escola Digna, por exemplo.

Quando falam em Saúde, os adversários do governador Carlos Brandão empacam e não conseguem formular um embrião de plano quando se defrontam com a realidade implantada no Maranhão nos últimos sete anos e meio. São 26 hospitais, dos quais seis são macrorregionais, 18 policlínicas, cerca de 400 leitos de hemodiálise – havia cerca de 40 em todo o estado em 2015 -, e serviços essenciais como o Hospital de Traumatologia e a revolucionária Casa de Ninar, instalada na antiga mansão de veraneio e festas do Governo do Estado, e o gigantesco e moderno Hospital de Urgência da Ilha de São Luís. Isso sem contar os vários hospitais de campanha instalados nas diversas regiões durante a pandemia do novo coronavírus, que tornaram o Maranhão o estado a perder proporcionalmente menos vidas para o Covid-19. Até agora, o único a falar de saúde com alguma propriedade foi Weverton Rocha, que mostra como esforço seu a implantação do Hospital do Amor – especializado em diagnósticos de câncer – em Imperatriz e outro em Pinheiro por meio de emendas parlamentares.

No campo da Segurança Pública, os discursos dos candidatos também não chegam perto do que o Governo apresenta como conquista: reestruturação das polícias (civil e militar) e aumento do efetivo (a meta de dobrar o número de policiais militares não foi cumprida, mas houve mais de 30% de aumento do número de PMs, por meio de concursos muito concorridos – justificando plenamente o discurso positivo governista). Além disso, o Sistema Penitenciário de Pedrinhas saiu da condição de inferno, onde presos eram decapitados na guerra de facções, e virou uma instituição bem avaliada, passando à condição de normalidade, cumprindo o seu mister.

Nesse contexto, os adversários do governador Carlos Brandão na corrida às urnas não têm como criticar, por exemplo, a política de segurança alimentar que tem como eixo uma rede de 160 restaurantes populares onde a refeição, de bom padrão, custa R$ 1,00. Além disso, faltam argumentos para contestar a política de investimentos na infraestrutura dos municípios, com pavimentação de rua, construção e reforma de praças, criação de parques, restauração de áreas residenciais, pontes, áreas de laser e outros equipamentos urbanos hoje encontrados em todos os municípios do Maranhão.

Tudo o que foi dito e proposto pelos candidatos aos Leões que fazem contraponto ao governador Carlos Brandão não é, nem de longe, suficiente para arranhar a solidez do discurso governista, feito pelo atual chefe do Executivo, candidato à reeleição, e pelo ex-governador Flávio Dino, que pede votos para ser senador. E a tendência é complicar ainda mais, à medida que na sua campanha o governador Carlos Brandão mostrar feitos em todas as áreas, o que deixará ainda mais vazio e inconsistente o discurso dos adversários.

O debate de hoje, no Sistema Mirante, vai dar uma mostra desse confronto discursivo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Apoio de Júnior Lourenço a Dino esvazia a base de Rocha

Júnior Lourenço declara apoio a Flávio Dino, articulado por Othelino Neto (na foto ao lado de Ana Paula Lobato, candidata a suplente de Flávio Dino). Embaixo, Marreca Filho declara apoio a Flávio Dino e Carlos Brandão

Se havia alguma dúvida de que a aliança que dá sustentação à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição, articulada pelo senador Weverton Rocha (PDT), candidato ao Governo do Estado, está ameaçada de desmanche, e foi para o espaço ontem, com a declaração de apoio do deputado federal Júnior Lourenço (PL) à candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado. Figura de proa do núcleo político comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço foi prefeito de Miranda do Norte e pleiteia a renovação do seu mandato de deputado federal, para o qual se elegeu em 2018 com 117 mil votos, tendo sido o quarto mais votado. A declaração de apoio ao ex-governador Flávio Dino é mais um golpe na frouxa base de sustentação do senador Roberto Rocha (PTB), e que, mesmo que o parlamentar não tenha se manifestado em relação ao governador Carlos Brandão (PSB), o gesto abre mais uma fissura no suporte político da candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo. A articulação que levou Júnior Lourenço a declarar apoio a Flávio Dino foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), coordenador político da campanha do ex-governador ao Senado.

Vale registrar que Júnior Lourenço é o segundo integrante do grupo do deputado Josimar de Maranhãozinho que abandona Roberto Rocha e declara apoio ao ex-governador Flávio Dino. O primeiro foi Marreca Filho (Patriota), que em meados de julho deixou o grupo, abandonando as candidaturas de Roberto Rocha para o Senado e Weverton Rocha para o Governo e declarou apoio a Flávio Dino e ao governador Carlos Brandão.

 

Brandão quer fortalecer parceria econômica com a China

Ao contrário dos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), que motivados por ele enxergam na China um inimigo perigoso, o governador Carlos Brandão vê no gigante asiático, que hoje movimenta a segunda maior economia do planeta, um parceiro potencial de grande importância para o Maranhão. Isso ficou claro ontem na TV Cidade, ao ser entrevistado no “Balanço Geral”, ao falar sobre economia: “Fui uma espécie de embaixador do Maranhão, visitando os portos da China e firmando parcerias importantes para o Porto do Itaqui, que hoje gera 16 mil empregos diretos e indiretos. Conseguimos ainda incluir o Maranhão na Nova Rota da Seda, e, hoje, temos um novo porto sendo construído com investimentos da China”.

Resta aguardar o que vem por aí.

São Luís, 01 de Setembro de 2022.

 

Com exceção de Lula, Vera Lúcia e Manzano, presidenciáveis estão fora da campanha no Maranhão

 

Lula da Silva é usado como trunfo em campanhas, enquanto Jair Bolsonaro é escondido por aliados

Os primeiros programas da campanha para o Governo do Maranhão no rádio e na TV confirmaram o que a Coluna vinha prevendo, com base nos movimentos da pré-campanha: a distância que a maioria dos candidatos ao Governo do Estado está mantendo da corrida para o Palácio do Planalto. A rigor, apenas três dos nove aspirantes aos Leões abraçaram seus candidatos presidenciais: o governador Carlos Brandão (PSB), que tem aliança firmada com o PT e colocou o ex-presidente Lula da Silva como um dos motores da sua campanha à reeleição;  Hertz Dias (PSTU), que tem a professora Vera Lúcia como candidata a presidente; e Frankle Costa (PCB), que tem declarado apoio à candidata presidencial do partido, Sofia Manzano. Os demais – Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC), Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Simplício Araújo (SD) e Enilton Rodrigues (PSOL), que não têm ou fazem de conta que não têm candidato ao Palácio do Planalto.

Carlos Brandão e Lula da Silva firmaram e consolidaram uma aliança partidária como uma extensão bem-sucedida da aliança que os seus partidos (PSB e PT) firmaram no plano nacional. Na sua propaganda, o governador tem dado espaço generoso ao ex-presidente, enquanto este tem devolvido as manifestações de apoio com igual generosidade. Essa sintonia faz com que Carlos Brandão e Lula da Silva sejam sempre tema de um mesmo discurso, situação que deve de firmar ainda mais ao longo da campanha. Junto com eles, o companheiro de chapa Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, reforçam as posições de uns e outros, dando consistência à aliança política e eleitoral em curso.

O senador Weverton Rocha, candidato do PDT, é um dos que não abraçaram candidatura presidencial, mesmo que o seu partido tenha lançado o ex-governador Ciro Gomes (PDT). Com o argumento segundo o qual melhor será que, se eleito for, possa dialogar com quem estiver no Palácio do Planalto. Na verdade, Weverton Rocha está trabalhando, à sua maneira, para ampliar a sombra do presidente Jair Bolsonaro no cenário político do Maranhão, a começar pelo fato de que as forças partidárias que o apoiam são todas da base do presidente da República no Congresso Nacional. Ele vem usando o factóide político segundo o qual é mais prático e produtivo não apoiar nenhum candidato e, se eleito for construir uma ponte na relação com o futuro presidente, seja ele Lula da Silva, Jair Bolsonaro ou Ciro Gomes. Não está funcionando, e esse fator pode ser um dos drenos que desidratam sua candidatura.

Terceiro na ordem dos mais votados nas pesquisas até aqui, Edivaldo Holanda Jr. começou sua campanha e permanece sem relação com candidatos presidenciais, mesmo sabendo que esse dado é importante. Situado no centro-direita, o PSD, seu partido, ainda não resolveu essa pendência no plano nacional, o que deixa o candidato a governador do Maranhão bem à vontade para tocar sua campanha sem qualquer relação com o cenário da disputa pela presidência da República. Na contramão, Lahesio Bonfim (PSD) já declarou voto ao presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “meu presidente”, mas se recusa terminantemente a incluir o presidente na sua propaganda eleitoral, não dando abertura às ponderações do chefe do seu partido, o deputado federal Aloísio Mendes, bolsonarista de carteirinha. E, pelo menos até aqui, não há qualquer sinal que indique a presença do presidente, candidato à reeleição, na campanha do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

Entre os candidatos aparentemente sem chance na disputa, surpreendente Hertz Dias, candidato do nanico PSTU, dá exemplo e está no embate também tentando vender pela segunda vez a candidatura de Vera Lúcia ao Palácio do Planalto. É o caso também de Frankle Costa, candidato do PCB, que faz campanha associada à da sua candidata presidencial, a economista Sofia Manzano. Num outro time estão Simplício Araújo, que segue a orientação do comando nacional do Solidariedade apoiando a candidatura do ex-presidente Lula da Silva; Enilton Rodrigues, cujo partido, o PSOL, não lançou candidato presidencial e decidiu apoiar a candidatura do líder petista.

Esse cenário deve permanecer até o final da campanha, podendo sofrer alguma alteração se o presidente Jair Bolsonaro vier a melhorar o seu desempenho na disputa com Lula da Silva. Nesse caso, é possível que bolsonaristas se animem a inclui-lo nas suas campanhas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidatos ao Senado mantêm diferentes posturas na corrida presidencial

Flávio Dino e Roberto Rocha: um exibe, o outro esconde 

Os candidatos ao Senado seguem as mesmas receitas dos seus candidatos a governador no que diz respeito aos presidenciáveis.

O ex-governador Flávio Dino (PSB) faz campanha formal e abertamente para o ex-presidente Lula da Silva, que por sua vez participa da campanha também fazendo declaração de apoio ao aliado maranhense. Essa declaração mútua de apoio está bem expressada na campanha de Flávio Dino ao Senado no rádio e na TV. Na sua fala, Lula da Silva exalta o aliado, afirmando que ele foi “um dos melhores governadores do Brasil” e declarando que, se ambos forem eleitos, Flávio Dino o ajudará muito como senador.

O senador Roberto Rocha (PTB) tem postura inversa. O partido dele tem candidato a presidente, Roberto Jefferson, que comanda nacionalmente o PTB, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem é aliado de primeira linha. Até hoje, Roberto Rocha não disse uma palavra sequer a respeito do seu chefe partidário e presidenciável Roberto Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira e tudo, por corrupção, e por chefiar suposta organização criminosa. E também não abraçou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro, embora seja sabido que nos bastidores sua ordem é incentivar o voto ao presidente. É improvável que ele venha a assumir esse compromisso publicamente.

A candidata do PSOL ao Senado, Antônia Cariongo, dá bom exemplo político e vem cumprindo a orientação do seu partido e fazendo campanha pela eleição do ex-presidente Lula da Silva.

 

Eliziane aposta alto na eleição do marido e do irmão

Eliziane Gama: apoio a Inácio Melo e a Eliel Gamas pode ter preço político

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) se engajou de vez na campanha eleitoral. Trabalha pela reeleição do governador Carlos Brandão e pela eleição do ex-governador Flávio Dino ao Senado. No tabuleiro proporcional, ele movimenta pedras a favor de duas candidaturas. A primeira é a do maridão, Inácio Melo, que é candidato a deputado estadual pelo PSDB, partido cujo controle assumiu no Maranhão. E a candidatura do irmão, Eliel Gama, à Câmara Federal.

Para alguns observadores, são apostas de risco. Se vingarem, o mérito será dos eleitos. Se não vingarem, o custo político do fracasso será debitado na conta da senadora.

São Luís, 31 de Agosto de 2022.

Aumenta a certeza de que a disputa para deputado federal será ferrenha no Maranhão

 

Bancada maranhense na Câmara Federal pode ganhar novo perfil nessa eleição

São cada vez mais fortes as evidências de que a disputa para as 18 vagas maranhenses nas Câmara Federal será uma das mais duras e acirradas dos últimos tempos. A definição das chapas confirmou a impressão inicial da Coluna, à medida que os partidos lançaram para disputar essa eleição nomes fortes, num jogo que reforça o fato de que, por uma série de instrumentos, entre eles o chamado “orçamento secreto”, deputado federal no Brasil e transformou num agente político poderoso. Não é sem razão que decidiram entrar no jogo nomes de peso no cenário político maranhense como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e Lobão Filho (MDB), enquanto o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), sem espaço na disputa majoritária e marcado por fortes denúncias, decidiu dar uma demonstração de força sem precedentes na política maranhense. Ao mesmo tempo em que os atuais integrantes da bancada correm para renovar o mandato, veem sua corrida fortemente ameaçada por novos nomes, como o deputado estadual Duarte Jr. (PSB) e Amanda Gentil (Republicanos), avaliando que alguns dos atuais integrantes da bancada dificilmente voltarão a trabalhar em Brasília nos próximos quatro anos.

Ninguém discute o poder de fogo dos atuais deputados federais, que se credenciaram para a reeleição, notadamente Bira do Pindaré (PSB), Aluízio Mendes (PSC), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Júnior (PSB), André Fufuca (PP), Pedro Lucas Fernandes (UB), João Marcelo (MDB), Juscelino Filho (UB), Edilázio Jr. (PSD), Hildo Rocha (MDB), Cléber Verde (Republicanos), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas), Gil Cutrim (Republicanos) e Zé Carlos (PT). Mas não há dúvidas de que enfrentarão concorrentes muito fortes, não sendo surpresa se algum deles ficar pelo caminho.

Nesse contexto, o nome mais destacado é o da ex-governadora Roseana Sarney, que sem condições de disputar a governança ou a senatória, decidiu testar seu prestígio eleitoral disputando vaga na Câmara Federal, apostando receber um caminhão de votos e assim facilitar a vida dos demais candidatos do seu partido, a começar pelos deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo. Na mesma chapa, Lobão Filho testará o cacife da família Lobão no cenário estadual. Em Caxias, o prefeito Fábio Gentil (Republicano) investe na continuidade familiar na política com a candidatura da filha Amanda Gentil, tendo em Timon, ali ao lado, concorrente de peso, como o ex-prefeito Luciano Leitoa (PDT), que tenta retornar ao Planalto Central.

Sem estatura política para disputar mandato majoritário, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho decidiu desafiar a lógica e dar uma demonstração de força sem precedentes na política estadual: lançar a si e a mulher, a deputado estadual Detinha, para a Câmara Federal, além dos seus apadrinhados. Há quem diga que ele conseguirá, mas mandando para o espaço pretensões como a de Pastor Gildenemyr, candidato à reeleição, e outros do seu grupo.

Nesse ambiente de disputa e desafios, um nome parece consolidado, e segundo observadores, em condições de encarar o poder de fogo de Roseana Sarney e Josimar de Maranhãozinho: o deputado estadual Duarte Jr., que figura com destaque em todas as listas de favoritos para a Câmara Federal. Também dando a impressão de que reuniu cacife eleitoral para morar quatro anos em Brasília está Clayton Noleto (PCdoB), o ativo secretário de Infraestrutura do Governo Flávio Dino. Entrando na disputa, com desenvoltura, nomes como a advogada Flávia Alves (PCdoB), apoiada pelo irmão, o influente e bem articulado deputado Othelino Neto (PCdoB).

A acirrada disputa para a Câmara Federal, prevista pela Coluna ainda no ano passado, se dá num cenário novo da política nacional, com a cristalização do embate esquerda/direita, um debate já aberto sobre presidencialismo, polêmica decisivas como a que envolve o “orçamento secreto”, risco de golpe e outros temas que estão presentes na pauta já em definição a ser encarada pelos deputados federais que sairão das urnas em outubro. Muitos dos candidatos favoritos à eleição e à reeleição têm clareza disso e sabem o que os espera em Brasília.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aliados de Weverton fazem novos “disparos” contra Lahesio

Lahesio Bonfim é transformado em alvo de aliados de Weverton Rocha

Aliados do senador Weverton Rocha (PDT) na disputa pelo Governo do Estado transformaram Lahesio Bonfim (PSC), de maneira definitiva, num adversário bem maior do que ele realmente parece ser para o candidato pedetistas. Depois de colocar em dúvida a sua declaração patrimonial – que é menor do que a do senador, vale anotar -, agora descobriram que o Ministério Público está investigando um suposto esquema de desvio de dinheiro da Prefeitura de São Pedro dos Crentes, que teria alcançado o total de R$ 44 milhões na compra de combustíveis. Sem considerar que a denúncia tem ou não tem fundamento, resposta que só a palavra final da polícia dará, não há dúvida de que o candidato do PSC usará o ataque para se fazer de vítima e tentar tirar dividendos eleitorais. A investida pode ser uma faca de dois gumes.

 

Bolsonaristas não querem Bolsonaro das suas campanhas

Jair Bolsonaro

Os partidários do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão não usarão o nome dele nas suas campanhas. Mesmo o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que preside o braço do partido do presidente, o PL, no estado, entrará de cabeça na campanha dele pela reeleição. De um modo geral, os bolsonaristas maranhenses poderão fazer uma ou outra graça em cartazes, mas não usarão o presidente como carro-chefe das suas campanhas. Os chefes da campanha nacional do presidente teriam tentado motivar os bolsonaristas maranhenses a abraçarem a “causa”, mas a maioria desconversou, descartando essa possibilidade. Quase nenhum candidato do PL usará a imagem do presidente na sua campanha. E a justificativa é fatal: em vez de atrair eleitores, a imagem do presidente afasta-os.

São Luís, 29 de Agosto de 2022.

Horário gratuito: Brandão começa mostrando Camarão, Dino e Lula; Weverton faz campanha do “eu sozinho”

 

Carlos Brandão mostrou noção de grupo, com Fl[avio Dino, Felipe Camarão e Lula da Silva; Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim se mostraram sozinhos
O início, ontem, da campanha no rádio e na TV para governador do Maranhão, senador da República e deputado estadual resultou no mais absoluto domínio da aliança comandada pelo governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, e liderada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, nas três instâncias. O primeiro programa da coligação foi, de longe, o mais coerente, informativo e propositivo, tendo o governador Carlos Brandão apresentado o vice Felipe Camarão (PT), e alguns itens de conquistas do Governo no qual foi vice, tendo suas manifestações reforçadas pelo ex-governador Flávio Dino, que tem autoridade política de sobra para fazê-lo. Por sua vez, o candidato do PDT, senador Weverton Rocha abriu a campanha de maneira personalista, repetindo o bordão surrado segundo o qual vem de baixo e chegou a senador e agora quer ser governador. Os demais candidatos deram seus recados sem maiores delongas.

O programa do governador Carlos Brandão foi politicamente correto e passou ao eleitor a ideia de que faz parte de um grupo, não permitindo personalismo ou discurso atravessado. Com serenidade e sem qualquer gesto exagerado, o governador disse a quem veio quando apresentou resultados dos programas sociais, entre os quais os restaurantes populares – que já são 150 -, as dezenas de hospitais, as centenas de poltronas de hemodiálise, as 100 escolas de tempo integral, os Iemas, etc. -, que são realidades incontestáveis, ao alcance de todos. Bem amarrado com inteligência, o programa do abriu espaço para o ex-governador Flávio Dino, e para o candidato a vice Felipe Camarão, que também contou um pouco do que fez e que pretende fazer. O programa teve como ponto alto a participação do ex-presidente Lula da Silva (PT), que demonstrou entusiasmo com a candidatura de Carlos Brandão à reeleição, dando a impressão de que, se ambos forem eleitos, governarão em parceria.

O candidato Weverton Rocha (PDT) fez exatamente o que já se esperava dele: um programa fortemente personalista, no qual falou o tempo todo dele próprio, da sua trajetória de menino pobre, filho de uma professora e um técnico agrícola, que superou obstáculos e tem-se dado bem na vida pública. O candidato do PDT preferiu não dividir espaço com seu vice, deputado estadual Hélio Sares (PL), indicado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. E também não fez qualquer referência a candidato presidencial, mesmo tendo Ciro Gomes como candidato do seu partido, o PDT. Enquanto os líderes governistas exibiram unidade de grupo, Weverton Rocha deixou muito claro de que ele é o epicentro da aliança, sem espaço para falar de vice nem de senador. O programa de estreia foi menor do que era esperado para um candidato que está na delicada posição do pedetista.

Edivaldo Holanda Jr. (PSD) também fez um programa do eu sozinho, sem mostrar o vice nem seu candidato a presidente das República, mas deixou no ar a impressão de que veio tentar chegar em Weverton Rocha. Ele aproveitou o espaço e a falta de companhia para dizer o que fez nos oito anos como prefeito de São Luís, terminando por informar que foi apontado, não sebe exatamente por quem, como o melhor prefeito que a Capital já teve. Já Simplício Araújo (SD) falou do meio da rua, numa caminhada com celular em punho, no qual gravou o discurso em que disse haver candidatos “mágicos” e foi enfático em dizer que só ele tem preparo para “mudar o Maranhão”. Lahesio Bonfim (PSC) fez uma aparição relâmpago, prometendo mudar o Maranhão, mas sem dizer como. O mesmo fez o candidato do PSOL, Enilton Rodrigues. Os demais candidatos não apareceram.

Resumo da ópera: o primeiro ato do governador Carlos Brandão foi esteticamente eficiente e politicamente correto. Weverton Rocha iniciou pesando a mão no personalismo. Lahesio Bonfim não disse a que veio, o mesmo acontecendo com líderes de outras legendas. Sem um momento de excepcionalidade, os candidatos deram seus recados, cada um à sua maneira.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Senado: Dino faz campanha com fortes argumentos, enquanto Rocha resgata trajetória

Flávio Dino: argumentos; Roberto Rocha: trajetória

O ex-governador Flávio Dino iniciou sua campanha para o Senado no rádio e na TV mostrando poder de fogo junto ao eleitorado. Fugindo ao roteiro-padrão de iniciar contando sua história, ele abriu a campanha comentando o que fez como governador. Falou de trabalho, de resultados, de cidadania, de responsabilidade pública, dos desafios de governar, etc., convencido de que fez o melhor que pôde, e reconhecendo que não fez tudo, mas avisou que, se eleito for, juntamente com Carlos Brandão, manterá essa parceria. Esse projeto inclui o ex-presidente Lula da Silva, caso ele desbanque o presidente Jair Bolsonaro.

Por sua vez, o senador Roberto Rocha também preferiu fazer do “eu sozinho”, resgatando sua trajetória de vários mandatos eletivos, mas sem apresentar, como parlamentar, feitos concretos para servir de base ao seu discurso. E também não exaltou sua aliança política e eleitoral com o colega pedetista Weverton Rocha, nem fez qualquer ligação da sua candidatura com a do candidato do seu partido a presidente, ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), que está preso, nem do seu amigo e aliado presidente Jair Bolsonaro. E se declarou preparado para continuar senador.

Os dois disputam a vaga disponível. Segundo todas as pesquisas feitas até agora, incluindo a do IPEC (ex-Ibope), o ex-governador Flávio Dino tem o dobro das intenções de voto

 

MDB tem chapa com nomes fortes à Assembleia Legislativa
Roberto Costa e Manoel Ribeiro: o novo e o maduro na chapa do MDB para a Assembleia

O MDB iniciou a campanha da sua chapa para deputado estadual apresentando os candidatos juntos. Trata-se de uma chapa forte, com expressão política e densidade eleitoral. Nela se destacam figuras distantes, umas com peso na atualidade e outras que já tiveram vez e tentam voltar à ribalta política. Em plena forma está o deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente regional do partido e seu líder na Assembleia Legislativa, onde atua fortemente como um dos seus principais articuladores. No contraponto reaparece o ex-deputado Manoel Ribeiro, dono de uma trajetória de vários mandatos, incluindo quatro consecutivos de presidente da Casa, que resolveu suspender a aposentadoria para reviver os embates de plenário e o frenesi das articulações nos bastidores.

São Luís, 27 de Agosto de 2022.

Cenário rascunhado pelo ex-Ibope prevê uma guerra entre Weverton, Edivaldo Jr. e Lahesio

 

Carlos Brandão lidera com Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim: em guerra pela segunda vaga num eventual segundo turno, aponta o ex-Ibope

A pesquisa IPEC/TV Mirante, divulgada terça-feira (23), deu uma mexida radical na posição dos candidatos ao Palácio dos Leões, produzindo um novo cenário, no qual o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr. (PSD) tomou do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), o posto de ameaça ao senador Weverton Rocha (PDT), que está em segundo lugar. Correto ou não, o resultado da sondagem do ex-Ibope sacudiu, em larga medida, a candidatura do ex-prefeito da Capital, que saiu de uma certa apatia, para ganhar visível animação. Desde a divulgação dos números, na noite de terça-feira, Edivaldo Jr. recarregou suas baterias e emitiu claros sinais de que vai para a luta buscar a vaga para disputar um eventual segundo turno com o governador Carlos Brandão (PSB). Por sua vez, percebendo a radical mudança de cenário, Lahesio Bonfim, terceiro colocado em várias pesquisas recentes, pisou fundo no acelerador, antecipando sua campanha nas redes sociais, decidido a não engolir a novidade e a não ficar para trás. A mesma preocupação domina o senador Weverton Rocha, que permanece no mesmo lugar, agora mais distante da condição de ameaça ao governador Carlos Brandão.

Edivaldo Jr. entrou nessa disputa disposto a rodar o Maranhão inteiro vendendo a imagem de bom gestor e de político jovem com disposição para promover mudanças no Maranhão. Apoiado pela cúpula nacional do partido, ganhou o aval dos líderes locais do PSD, a começar pelo presidente do partido, deputado federal Edilázio Jr., Edivaldo Jr. saiu a campo. Sua pré-campanha, no entanto, não ganhou o pique de quem quer chegar na frente, sendo apontada como fraca por observador experimentado, colocando-o na quarta posição, praticamente sem chance de brigar por uma vaga no segundo turno. Sua lentidão chegou a tal ponto que houve quem previsse a possibilidade de renúncia. A pesquisa IPEC/TV Mirante mudou esse cenário, dando mais competitividade à sua candidatura.

Por outro lado, Lahesio Bonfim, que vinha pontificando como a grande novidade, a ponto de alcançar um empate técnico com Weverton Rocha, segundo a última pesquisa Econométrica, divulgada na semana passada, seguida por outra, essa do instituto Exata, desenhando o mesmo cenário. A pesquisa IPEC/TV Mirante, porém, puxou-lhe o freio de mão e o rebaixou para a quarta posição, mandando para o espaço um cacife de peso que estava começando a se consolidar. Agora, o seu desafio é reverter tal posição a inversão, de modo a que volte à condição de ameaça real à posição do candidato pedetista Weverton Rocha, tendo agora um desafio a mais: alcançar e deixar para trás o ex-prefeito de São Luís.

Lahesio Bonfim sabe que, a ser verdadeiro o cenário trazido à tona pela pesquisa IPEC/TV Mirante – e não há motivo aparente para que não o seja -, será muito difícil para ele criar as condições para voltar ao terceiro lugar, onde permaneceu por semanas, na pré-campanha e na campanha propriamente dita.  Afinal, por mais estranha e suspeita que possa parecer, é difícil imaginar que um instituto do porte do sucedâneo do Ibope, que herdou basicamente os mesmos dirigentes, técnicos e uma gigantesca estrutura em todo o País, se submeta a um jogo de manipulação numa corrida como a do Maranhão. Melhor para os candidatos é correr atrás do prejuízo do que ficar choramingando na beira da estrada.

O fato é que, a menos que essa mudança radical seja colocada em xeque por outro levantamento, a pesquisa IPEC/TV Mirante chegou para colocar um pouco de ordem nessa seara e abrir caminho para que sondagens sérias identifiquem as intenções de voto do eleitorado maranhense. E nesse novo cenário, o governador Carlos Brandão lidera a corrida com alguma folga, tendo em segundo o senador Weverton Rocha, este seguido de Edivaldo Jr., que deixou Lahesio Bonfim para trás. Esse tira-teima poderá ser em parte resolvido na campanha que começa hoje no rádio e na TV.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no Maranhão

Lula da Silva tem o triplo de intenções de voto de Jair Bolsonaro no Maranhão

A pesquisa IPEC/TV Mirante mostrou o tamanho distância que separa o ex-presidente Lula da Silva (PT) do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto nas intenções do eleitorado maranhense. A situação é a seguinte: Lula da Silva com 66%, Jair Bolsonaro e com 18, Ciro Gomes (PDT) com 5% e Simone Tebet (MDB) com 2%. As outras pesquisas trouxeram cenários parecidos, o que dá veracidade indiscutível ao levantamento do ex-Ibope. Essas informações contribuíram fortemente para desanimar os partidários atual presidente no Maranhão, que andaram apostando numa mudança de tendência.

Em Tempo: O IPEC, ouviu 800 eleitores entre os dias 17 a 23 de agosto, tem margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e grau de confiabilidade de 95%. E tem registro: MA-06254/2022

 

Cartaz divulgado por Maura mostra Weverton fechado com o bolsonarismo

Jair Bolsonaro emoldurado por Roberto Rocha e Weverton Rocha: prova eloquente  da aliança que é negada no MA

Se havia ainda alguma réstia de dúvida de que o senador Weverton Rocha embarcou de vez nas fileiras do bolsonarismo, um cartaz divulgado pela prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB). Apoiadora linha de frente do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), Maura Jorge é um dos poucos bolsonaristas maranhenses que assumem abertamente a sua posição. E na condição de líder política de Lago da Pedra, resolveu fazer campanha para os seus candidatos, expressando suas preferências num grande cartaz em que aparece como uma espécie de patronesse das candidaturas do presidente Jair Bolsonaro (PL), do senador Weverton Rocha (PDT), do senador Roberto Rocha (PTB), do deputado federal Hildo Rocha (MDB), do deputado federal Gil Cutrim (PDT) e do ex-prefeito de Barra do Corda Eric Silva, ex-PCdoB e filiado ao PDT. O cartaz, que já desembarcou nas redes sociais, é a prova cabal de que o senador Weverton Rocha e o seu partido estão, de fato, fileiras do bolsonarismo no Maranhão.

São Luís, 26 de Agosto de 2022.

Rumores de crise fazem Weverton, Rocha e Maranhãozinho mostrar que estão unidos

 

Weverton Rocha entre Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha: sem crise?

Há mais de uma semana, rumores dão conta de que a frente formada por PDT/PL/PTB estaria correndo o risco de desmanche, e que o senador Weverton Rocha, candidato do PDT ao Governo do Estado, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) – que banca o candidato a vice-governador, o deputado estadual Hélio Soares (PL) -, e o senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, se reuniram no domingo para avaliar o cenário e traçar estratégias para continuarem juntos. Eles estão agora cientes de que a aliança, comandada pelo governador Carlos Brandão (PSB), que concorre à reeleição com o vice do PT, Felipe Camarão, e pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), é sólida política e eleitoralmente, e está ganhando volume a cada dia. As reações a esse cenário estão deixando no ar a impressão de que o projeto de poder que une os chefes do PDT, PTB e PL perdeu densidade, o que fragiliza os candidatos majoritários. A pesquisa IPEC/TV Mirante contribuiu para preocupar ainda mais o QG desse grupo oposicionista.

Weverton Rocha, Roberto Rocha e Josimar de Maranhãozinho sabem que a vitória nas urnas os colocará no centro do poder no Maranhão, situação que os deixará muito mais fortes se esse eventual resultado for completado com a eventual reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, uma derrota nas urnas, como está se desenhando, será, para eles, muito mais do que um simples tombo eleitoral. Os três chefes partidários estão plenamente cientes de que a derrota em outubro será um desastre monumental para as suas carreiras, e com gravidade multiplicada se a possível vitória da chapa Carlos Brandão/Felipe Camarão/Flávio Dino vier acompanhada também da provável volta do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao comando da República.

Para o senador Weverton Rocha, a sua vitória significará a chegada antecipada e definitiva ao poder, a abertura de uma longa estrada, uma vez que os instrumentos políticos do Governo lhe darão os meios para se manter no comando do Estado por, pelo menos, duas temporadas. O fracasso nas urnas significará um golpe devastador na base do seu projeto de poder, com consequências sombrias para sua trajetória como político, a começar pelo fato de que sairá politicamente bem menor do que entrou. Nesse caso, dificilmente chegará em 2026 com poder de fogo para tentar mais uma vez chegar ao Palácio dos Leões, e provavelmente bem menos poderoso para brigar pela reeleição de senador.

Por sua vez, o senador Roberto Rocha se movimenta sabendo que a renovação do mandato lhe garantirá sobrevivência política, e numa situação excepcional, se sua eventual reeleição coincidir com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. O fracasso na tentativa de reeleger-se significará muito mais do que uma derrota ocasional, como as que ele já conheceu. A não reeleição será um desastre sem tamanho, que o mandará para casa sem mandato e sem um naco de poder. Nesse contexto, só ganhará sobrevida política se o presidente Jair Bolsonaro conseguir renovar o mandato, o que no momento parece improvável.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho muito provavelmente renovará seu mandato, mas corre o risco de sair das urnas bem menor se o senador Weverton Rocha não alcançar o Palácio dos Leões, uma vez que isso significará também a derrota do seu vice, o deputado Hélio Soares, homem de confiança do chefe do PL, que corre o sério risco de ficar sem mandato. Sua situação se complicará se o presidente Jair Bolsonaro for derrotado pelo presidente Lula da Silva. Se o desfecho das eleições for o inverso, ele terá poder de fogo para dar as cartas no Governo por meio do vice que indicou.

Os três chefes da frente de oposição se reuniram para dar uma demonstração de unidade diante dos rumores de que Josimar de Maranhãozinho estaria se distanciando de Weverton Rocha e também de Roberto Rocha. O objetivo seria também reforçar a impressão de que seus projetos estão de pé e são viáveis, traçando novos rumos para as suas campanhas. Há quem veja futuro nas ações do trio, mas há também quem não enxergue o desfecho no qual eles acreditam.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha pode ter de assumir a candidatura de Roberto Jefferson no Maranhão

Roberto Rocha. que é bolsonarista assumido, pode ter de declarar apoio a Roberto Jefferson, chefe do PTB

O senador Roberto Rocha está vivendo um momento de forte expectativa em relação à confirmação ou não da candidatura do presidente do seu partido, o PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson, bolsonarista que vive em prisão domiciliar, com a canela adornada por uma tornozeleira eletrônica, fruto de uma condenação por corrupção passiva.  Apontado hoje como um dos quadros, mais agressivos da extrema-direita do Brasil, Roberto Jefferson regrediu de deputado federal brilhante para se transformar num pregador antidemocrático doentio, chegando ao ponto de gravar vídeos ensinando técnicas de guerrilha urbana para derrubar governos e implantar ditadura. Roberto Jefferson decidiu se candidatar a presidente da República, criando uma situação de constrangimento para muitos candidatos do PTB em todo o País. Se a sua candidatura do chefe petebista for formalizada, o senador Roberto Rocha, que é soldado linha de frente do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), terá dois caminhos: assumir a condição de porta-voz de Roberto Jefferson no Maranhão, ou ignorar a existência dele, como faz o senador Weverton Rocha em relação a Ciro Gomes, candidato do PDT ao Palácio do Planalto.

Em Tempo: Há quem diga que Roberto Jefferson entrou na corrida presidencial para atuar como laranja do presidente Jair Bolsonaro nos ataques ao ex-presidente Lula da Silva.

 

Joás garante que não deu calote no CNPq e que manterá candidatura

Joás Moraes: na lista do TCU

Joás Moraes, candidato a governador pelo Democracia Cristã (DC), iniciou uma corrida contra o tempo para livrar-se da pecha de ficha suja e, assim, salvar a sua candidatura, que na avaliação do Ministério Público Eleitoral está “bichada”. O candidato do DC integra a lista de mais de 10 mil nomes considerados inelegíveis pelo Tribunal de Contas da União por pendências com a União. No caso, Joás Moraes, que é professor universitário, tem uma pendência no Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), por não haver prestado contas dos recursos (R$ 118 mil) que recebera como bolsista há cerca de 15 anos, situação que, segundo o TCU, o torna inelegível. O candidato do DC jura que não deu calote no CNPq e que tem condições de resolver o problema, manifestando convicção de que não deve e concorrerá normalmente. Que assim seja.

São Luís, 25 de Agosto de 2022.

 

 

 

IPEC/TV Mirante: Brandão lidera e Weverton e Edivaldo Jr. estão tecnicamente empatados

 

Carlos Brandão à frente de Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Joás Moraes, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Frankle Costa e Hertz Dias

Se a eleição para governador Maranhão fosse agora, o governador Carlos Brandão (PSB) sairia das urnas como o mais votado, 28%, impondo uma expressiva vantagem sobre o segundo colocado, o senador Weverton Rocha (PDT), que teria 16%. Os dois disputariam um segundo turno. Em terceiro lugar estaria o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com, 14%, seguido do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC) com 10%. Joás Moraes (DC) teria 2%, Enilton Rodrigues (PSOL), Frankle Costa (PCB) e Simplício Araújo (SD) com 1% cada um, enquanto Hertz Dias (PSTU) não pontuou. Brancos ou nulos somariam 9% e indecisos (não sabe ou não responde) seriam 19%. O IPEC ouviu 800 eleitores no período de 20 a 23 de agosto, tem margem de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número MA-06254/2022.

A pesquisa IPEC/TV Mirante é o olhar de fora que chegou em boa hora para colocar um pouco de ordem nesse item sensível e, às vezes decisivo, da campanha eleitoral.

E as informações que trouxe à tona confirmam a tendência dominante encontrada na grande maioria das pesquisas feitas até aqui: o governador Carlos Brandão lidera a corrida ao Palácio dos Leões, já tendo alcançado uma boa vantagem sobre o seu principal adversário, o senador Weverton Rocha, que se encontra praticamente na mesma posição em que foi encontrado em quase duas dezenas de levantamentos feitos até aqui. Feita em momento adequado, quando a campanha eleitoral propriamente dita começa a ganhar fôlego, a pesquisa do Ipec inicia sua série de sondagens confirmando uma tendência já consolidada, que é a liderança do governador Carlos Brandão, tendo o senador Weverton Rocha, seu principal adversário, numa distância razoavelmente segura.

Outro dado que chama a atenção no levantamento do IPEC/TV Mirante é a briga pelo terceiro lugar entre Edivaldo Holanda Jr. e Lahesio Bonfim. Contrariando todas as pesquisas mais recentes, o ex-prefeito de São Luís aparece com quatro pontos percentuais – fora da margem de erro, portanto – à frente do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Por esse cenário, é Edivaldo Holanda Jr. e não Lahesio Bonfim a ameaça a Weverton Rocha, de quem está separado por cinco pontos percentuais de diferença, uma distância não muito consistente se levada em conta a margem de erro. Ou seja, Weverton Rocha vive o dramático desafio de alcançar Carlos Brandão sem tirar o olho de Edivaldo Holanda Jr..

Outra informação surpreendente trazida à tona pelo IPEC é Lahesio Bonfim na quarta posição, na perigosa fronteira de um para dois dígitos. Essa posição pose ser explicada pelo fraco desempenho dele no debate na TV Difusora e nas sabatinas e entrevistas das quais participou nas últimas duas semanas. Ousado, falastrão e tentando se “vender” como um gênio da administração pública com base na sua experiência no comando de São Pedro dos Crentes, um município com quatro mil habitantes. Suas respostas vazias para questões complexas mostraram que sua visão do estado e seus problemas é primária, diferentemente, por exemplo, de Joás Moraes (DC), um professor universitário bem preparado, que aparece em quinto lugar.

Outro dado curioso é a posição de Simplício Araújo, que tem mostrado um discurso propositivo, com muitas ideias, mas encontra-se estancado na faixa de 1% de intenções de voto, mesmo patamar de Enilton Rodrigues e Frankle Costa. O fato de Hertz Dias não haver pontuado não surpreendeu.

Com as informações dessa sondagem, a campanha ganhará movimentos mais intenso, tendo como campos de batalha a telinha da TV e as ondas de rádio, que a partir desta sexta-feira serão os espaços mais ricos da campanha eleitoral. Valendo a lembrança de que os indecisos, que não quiseram ou não souberam responder, somam 19%, percentual com poder de fogo para consolidar ou virar qualquer disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino tem mais do dobro das intenções de votos de Rocha

Flávio Dino tem o dobro de Roberto Rocha na disputa para a única vaga no Senado

O ex-governador Flávio Dino caminha para se tornar senador da República. De acordo com o Ipec, se a eleição fosse agora, ele iria para a votação com 50% das intenções de voto contra 21% do selador Roberto Rocha, que busca a reeleição. O candidato Ivo Nogueira teria 4%, enquanto Saulo Arcangeli teria 2% e Antônia Cariongo 1%. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde sem que se seja dada opções, Flávio Dino também vem na frente com 21%, o triplo das intenções de voto dadas a Roberto Rocha, que aparece com 7%. Outros candidatos não pontuaram.

Não surpreende a liderança do ex-governador Flávio Dino na corrida ao Senado. Ele entrou na disputa saindo de um Governo muito bem-sucedido em todas as áreas, além de ter sido politicamente muito atuante, principalmente na seara nacional, onde se tornou uma das vozes mais contundentes na oposição ao Governo do presidente Jair Bolsonaro. O senador Roberto Rocha, por seu lado, tenta renovar um mandato em que politicamente saiu da esquerda democrática (PSB) para se tornar membro destacado da extrema-direita que tomou conta do PTB, partido controlado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, cujo discurso de direita-golpista vem beirando a insanidade.

 

Weverton ignora apelos e mantem “neutralidade” na corrida ao Planalto

 Ciro Gomes e Weverton Rocha

Apelos e advertências não têm sido suficientes para fazer com que o senador Weverton Rocha saia da “neutralidade” e assuma a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes à presidência da República pelo PDT. Ele mantém inalterada sua estratégia de ignorar o candidato pedetista, sinalizar que quer a eleição do ex-presidente Lula da Silva (PT) e fazer campanha embalado por chefes bolsonaristas, fazendo de conta que o presidente Jair Bolsonaro, a quem se diz oposição, simplesmente não existe. Correu a informação de que o PDT decidiu punir candidatos regionais do partido que não se integrasse à candidatura de Ciro Gomes. Mass nem isso mudou a posição do chefe do PDT no Maranhão.

São Luís, 24 de Agosto de 2022.

 

 

 

 

 

Lula declara apoio a Dino reforçando a aliança PT/PSB construída para a guerra pelo voto 

 

Lula da Silva e Flávio Dino: vitória nas urnas pode produzir vários desdobramentos 

O ex-presidente Lula da Silva, candidato do PT ao Palácio do Planalto, gravou um vídeo de apoio à candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, reforçando, sem meio termo, a aliança do seu partido com o PSB no Maranhão. Na fala, o candidato petista, que lidera a corrida presidencial, vai direto ao ponto, sem fazer elogio barato nem jogar conversas fora: “Meus amigos, Flávio Dino foi um dos melhores governadores do Brasil. Esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis – é nessa hora que conhecemos os verdadeiros amigos. Vamos trabalhar juntos, para gerar mais empregos e fazer do Maranhão, esse estado extraordinário, um lugar ainda melhor para viver. Por isso, vote Flávio Dino sanador”.

À primeira vista, sem qualquer esforço interpretativo, a mensagem de Lula da Silva em favor de Flávio Dino é postura correta e agregadora de um líder nacional em relação a um líder regional aliado no contexto de uma corrida eleitoral. Todavia, se analisada sob um espectro político mais aberto, ela tem um significado político muito mais abrangente do que uma simples manifestação de apoio. E confirma o cenário em que o senador Roberto Rocha (PTB), que busca a reeleição apoiado por aliança esdrúxula, que reúne dois candidatos a governador – Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (PSC) -, provavelmente não terá manifestação de apoio idêntica do seu candidato ao Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que pleiteia a reeleição.

Lula da Silva e Flávio Dino estão no mesmo lado político desde os anos 80 do século passado, quando o primeiro fundou o PT e o segundo, ainda estudante, iniciava sua militância nos quadros do PT, tendo migrado depois para o PCdoB, onde permaneceu até março deste ano, quando migrou para o (PSB). Os dois se distanciaram em 2006, quando o líder petista firmou aliança com o Grupo Sarney, apoiando a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) contra a de Jackson Lago (PDT), que venceu a eleição. Permaneceram distanciados nas eleições de 2010, quando Flávio Dino foi candidato a governador contra Roseana Sarney, que teve o apoio ostensivo do PT, que elegeu Dilma Rousseff, tendo a governadora se reelegido no primeiro turno, e em 2014, ficando com Lobão Filho (PMDB) na eleição vencida por Flávio Dino, quando o PT reelegeu Dilma Rousseff, que também não o apoiou.

A situação começou a mudar quando o governador Flávio Dino, logo nos primeiros meses de 2015, se aproximou da presidente Dilma Rousseff, tornando-se um dos seus mais importantes e ativos aliados, atuando na linha de frente contra o impeachment. Depois, se tornou uma das vozes mais fortes contra o processo que levou Lula da Silva à prisão, tendo sido também, com a autoridade de ex-juiz federal conceituado, um dos seus mais enfáticos defensores, tornando-se crítico duro das decisões do então juiz-chefe da Lava Jato, Sérgio Moro, em relação ao ex-presidente. Livre e decidido a se candidatar ao Palácio do Planalto, Lula da Silva eliminou o distanciamento e incluiu o governador do Maranhão no seu núcleo mais próximo de aliados.

Foi a consistente relação construída pelos dois nos últimos anos, incluindo os mais de 500 dias de prisão, que se tornou a base da aliança PT/PSB no Maranhão, tendo Lula da Silva declarado apoio à chapa Carlos Brandão (PSB), com o neopetista Felipe Camarão como vice, e Flávio Dino para o Senado. Motivado pela posição de Lula da Silva, pela sólida relação que mantem com o ex-governador, e pela possibilidade de eleger um vice-governador que poderá ser o candidato do partido ao Governo em 2026, mais de 90% do PT fechou com o PSB. Ficou de fora um grupo, que tem base em São Luís, e que se aliou ao pedetista Weverton Rocha e está fortemente inclinado a votar no senador Roberto Rocha, o principal braço do bolsonarismo no Maranhão, mas sem assumir aberta e enfaticamente o apoio ao projeto de reeleição do presidente da República.

A aliança unindo o ex-presidente Lula da Silva e o ex-governador Flávio Dino deve ganhar muitos e importantes desdobramentos se os dois forem eleitos, como está sendo desenhado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Caminhadas em Imperatriz podem ter sinalizado mudança de posições de Weverton e Brandão

Weverton Rocha e Carlos Brandão  medem força em Imperatriz

Se a corrida às urnas acontecesse nesta semana, o resultado da disputa em Imperatriz seria imprevisível. Segundo fontes credenciadas do meio político tocantino, até pouco tempo atrás o senador Weverton Rocha (PDT) vinha liderando a corrida na cidade com margem folgada. O cenário pode ter sofrido alteração com as duas caminhadas feitas na semana passada, uma comandada pelo candidato pedetista, outra liderada pelo governador Carlos Brandão. De acordo com as duas fontes, a caminhada do governador reuniu uma multidão, que participou com entusiasmo, enquanto que a do senador Weverton Rocha foi mais tímida. A próxima pesquisa a ser feita para medir as intenções de voto do eleitorado da antiga Vila do Frei deve mostrar um cenário em que a liderança do pedetista se mantém, mas sem a consistência de antes, podendo também encontrar uma situação de empate técnico, ou ainda uma leve vantagem para o governador Carlos Brandão. As duas fontes, que conhecem bem os humores do eleitorado imperatrizense, garantem que o cenário ali agora é outro.

 

Roseana vai ao interior para fortalecer chapa proporcional do MDB e apoiar Brandão

Roseana Sarney: faz maratona de viagens para sair líder na corrida para a Câmara Federal

Candidata à Câmara Federal, a ex-governadora Roseana Sarney, que preside o MDB no Maranhão, está determinada a sair das urnas com votação recorde. Seu projeto é, além da sua própria eleição, contribuir decisivamente para a eleição de outros candidatos emedebistas, como os deputados federais João Marcelo e Hildo Rocha, que buscam a reeleição, e o ex-suplente de senador Lobão Filho, que tenta chegar à Câmara Baixa pela primeira vez. Ao mesmo tempo, pedirá votos para os candidatos do partido à Assembleia Legislativa e para o governador Carlos Brandão (PSB). Para tanto, além de conversar com lideranças de todo o estado e participar de comícios e reuniões, e de usar com frequência as redes sociais, a ex-governadora organizou uma intensa agenda de viagens ao interior, que iniciou semana passada em Imperatriz. Ela vai alternar suas viagens ao continente com incursões aos quatro municípios que formam a Ilha de Upaon Açu.

São Luís, 23 de Agosto de 2022.