Investigação da PF mostra que Willer Tomaz usou a Difusora em operação financeira suspeita

Weverton Rocha e Willer Tomaz: amizade
e propriedade do Sistema Difusora,
usado em operação suspeita

Assinada pela jornalista Natália Portinari, do portal UOL, e repercutida pelo blog Marrapá, a informação é a seguinte: o advogado Willer Tomaz, dono do Sistema Difusora no Maranhão, utilizou a Difusora Comunicação para receber R$ 12,3 milhões em uma negociação investigada pela Polícia Federal por suspeita de compra de parecer do Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a investigação da PF, conversas indicam uma negociação de cerca de R$ 40 milhões para obter manifestação favorável à Paper Excellence na disputa com a J&F pelo controle da Eldorado Brasil Celulose. Desse montante, R$ 10 milhões caberiam a Willer Tomaz. Segundo a reportagem, o dinheiro entrou na conta da Difusora Comunicação no dia em que o então subprocurador-geral da República Antônio Carlos Simões Soares assinou parecer contrário a uma liminar que beneficiava a J&F no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na interpretação da PF, a operação de Willer Tomaz usando a Difusora Comunicação reúne todos os elementos de ser mais um dos muitos supostos crimes praticados pelo controverso advogado. A PF tem todas as razões para suspeitar do advogado que, entre outras cositas, apostou R$ 5 bilhões em bets, tem conta-conjunta com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no paraíso fiscal português da Ilha da Madeira, e encontra-se fora do país, “exilado” em Miami, o refúgio cor-de-rosa dos de bandidos brasileiros nos Estados Unidos.  Cabe o registro de que, mesmo sem estar formalmente ligado ao Sistema Difusora, cuja TV Difusora é detentora da concessão do SBT no Maranhão, e proprietário várias emissores de rádio, o senador Weverton Rocha (PDT), que já admitiu ser sócio de Willer Tomaz num escritório de advocacia que lhe rende grandes somas, teria palavra final nas decisões daquele sistema de comunicação.

Ao ser usada por Willer Tomaz numa operação que a PF fareja ser criminosa, envolvendo um sub-procurador-geral da República e uma decisão suspeita, a Difusora Comunicação, empresa-mãe do Sistema Difusora, vive mais uma situação marcada por controvérsias. Foram muitas nas últimas décadas, causadas por numa curiosa série de trocas de donos, depois de ter sido fundada pelos irmãos Magno Bacelar e Raimundo Bacelar e ter pontificado como o colosso televisivo que representou a Rede Globo no Maranhão por duas décadas, pioneirismo que marcou definitivamente a história das comunicações no estado.

A complicada ciranda da troca de donos do Sistema Difusora começou com a sua venda para o político e empresário balsense Francisco Coelho com o aval do então governador Luiz Rocha. Anos depois, esse grupo entregou o controle do Sistema Difusora para o então senador Epitácio Cafeteira, que passado algum tempo, repassou o bastão para o empresário Lobão Filho, que comandou o grupo até o início desta década. (Antes, em 1991, a TV Difusora perdeu a concessão da Rede Globo, que foi entregue à TV Mirante, da família Sarney, tornando-se, a partir de então, a retransmissora do sinal do SBT no estado) Foi então que, pelos caminhos abertos pelo senador Weverton Rocha, o já naquela época controverso advogado Willer Tomaz entrou na vida do Sistema Difusora como o novo dono da Difusora Comunicação, posição em que se mantém até hoje.

Nos bastidores da política e nos nichos maranhenses ligados à comunicação circulam algumas versões sobre a relação de Willer Tomaz com o Sistema Difusora. A principal e mais persistente delas é que o senador Weverton Rocha seria sócio oculto da empresa. Essa versão vem ganhando mais força à medida que as relações de Willer Tomaz e Weverton Rocha vão sendo desvendadas e tornadas públicas nas várias investigações da Polícia Federal em curso, com vexatórias operações de busca e apreensão em endereços do senador em Brasília e São Luís.

A revelação, feita pelo UOL, de que Willer Tomaz usou a TV Difusora na sua suspeita e explosiva movimentação financeira, coloca a antes venerável e respeitada empresa maranhense de comunicação no rol de empresas usadas em esquemas com todos os traços de crime, segundo o faro apurado da Polícia Federal. E isso, lamentavelmente, deixa o senador Weverton Rocha numa situação cada vez mais delicada.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão diz que trabalhará até no final do mandato e que entregará o Governo “com tudo direitinho”

Carlos Brandão: ação intensa
até o final do mandato

“Vou cuidar da transição, para entregar tudo certinho ao meu sucessor”, declarou, recentemente, o governador Carlos Brandão (MDB), em vídeo publicado nas suas redes sociais. Ele também reafirmou que vai manter o ritmo de trabalho até o início de janeiro.

Em relação pá transição, o processo encontra-se em pelo andamento, com as equipes já trabalhando. O grupo escalado pelo governador eleito Eduardo Braide (PSD) encontra-se formulando indagações a respeito de como andam as coisas nas mais diferentes áreas do Governo, enquanto os representantes da atual gestão atuam para prestar as informações.

Oficialmente, o processo efetivo e formal de transição só será iniciado qual a Justiça Eleitoral oficializar o processo eleitoral, com a declaração dos eleitos. Essa é a regra.

A dois meses do término do seu mandato – que decidiu cumprir até o final quando poderia estar hoje se preparando para assumir mandato de senador e, provavelmente um aliado no Palácio dos Leões -, o governador Carlos Brandão mantém intenso ritmo de trabalho, principalmente no que diz respeito a obras, que ele segue acompanhando e inaugurando, na Ilha e no interior.

Após ter saído fragilizado das eleições estaduais, com a derrota dos seus candidatos a governador, Orleans Brandão (MDB), e a senador, Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha (PDT), o governador Carlos Brandão recuperou parte do fôlego com a reeleição do presidente Lula da Silva (PT), com quem tem boa relação institucional e política.

Há quem diga que o seu peso político só será mesmo definido em fevereiro do ano que vem, a instalação da nova Assembleia Legislativa.

Roberto Costa trabalha para fortalecer o MDB e intensifica gestão em Bacabal

Roberto Costa com Natália Duda, presidente
reeleita da Câmara de Bacabal, e em
visita de acompanhamento das obras
do Hospital Materno Infantil

Se não comemorou a eleição do seu candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), nem dos seus candidatos ao Senado, Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha (PDT), o prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB) manteve o seu alto astral político com a reeleição do presidente Lula da Silva (PT), dos deputados federais do MDB Iracema Vale, Hildo Rocha e Larissa DP, e de vários dos 17 deputados estaduais eleitos pelo seu partido, entre eles os seus aliados bacabalenses reeleitos Davi Brandão e Florêncio Neto, e um antigo aliado seu em São Luís, o vereador André Campos (do Republicanos, mas emedebista de coração), que se elegeu deputado estadual

Não há o que discutir quanto ao mérito dos candidatos emedebistas que se deram bem nas urnas, tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa. Mas quem conhece as entranhas do MDB sabe que o sucesso do MDB nas eleições proporcionais se deve em parte ao trabalho prefeito de Bacabal. Um dos principais líderes do MDB, Roberto Costa é visto como o maior nome do MDB, ao lado do governador Carlos Brandão, com cacife para assumir de fato o comando partidário após a aposentadoria de líderes da corrente sarneysista, a mais forte do partido, como os ex-governadores Roseana Sarney e João Alberto.

Na semana passada, Roberto Costa deu uma demonstração de que continua trabalhando forte para manter a estatura do MDB, com a reeleição da presidente da Câmara Municipal de Bacabal, vereadora Natália Duda (MDB). A vitória (12 X 5), garantiu que a Prefeitura e a Câmara Municipal de Bacabal andarão alinhada nos próximos dois anos, ou seja, até as eleições municipais de 2028.

A forte ação político-partidária do prefeito Roberto Costa em nada altera o ritmo intenso da sua gestão em Bacabal, onde já estão consumados avanços em saúde, educação, cultura, esportes e urbanização. Na semana passada, por exemplo, ele anunciou novo impulso na reforma e ampliação do Hospital Materno Infantil de Bacabal, cujas obras estão 75% concluídas. A reforma incluirá a implantação de seis leitos de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), para um atendimento mais amplo e eficiente a gestantes, puérperas e crianças. E com uma novidade: pelos seus cálculos, o importante e aguardado complexo hospitalar será reaberto em fevereiro, daqui a quatro meses, portanto

São Luís, 31 de Outubro de 2026.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *