Arquivos mensais: dezembro 2025

Weverton ocupa espaço na cúpula do Senado e amplia suas chances de reeleição

Weverton Rocha: espaço generoso no Senado
reforça sua corrida à reeleição

Em meio à turbulência que estremece o tabuleiro político do Brasil com a proximidade das eleições de 2026, o senador maranhense Weverton Rocha (PDT), que está em fim de mandato e se movimenta para brigar pela reeleição, ganha protagonismo surpreendente no cenário político nacional. Em duas semanas, ele ocupa espaço especial em dois assuntos extremamente sensíveis, designado que foi pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União/AP), para relatar dois projetos politicamente explosivos: a indicação do advogado geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, e o projeto que atualiza a lei do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

São duas matérias complicadas, que estão exigindo do senador maranhense todo o jogo de cintura possível para acomodar o que estão propondo as duas tendências dominantes no Senado da República: a base governista, que se manifesta favorável à indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte e está dividida em relação à decisão do ministro Gilmar Mendes quanto as regras para impeachment de ministro do STF, e a oposição, que vem se mobilizando para votar contra a indicação do advogado geral da União, e tenta incendiar a Casa contra a decisão do ministro Gilmar Mendes sobre as regras para o impeachment de membros do STF.

Escolado nesse jogo e muito bem articulado com o presidente do Senado, de quem é parceiro há tempos, o senador Weverton Rocha sabe que no primeiro caso o seu papel é mais de articulador do que de relator, uma vez que nenhum senador se posicionará a favor ou contra Jorge Messias baseado no seu relatório, já que a votação é política. Qualquer mudança de voto será resultado de no jogo político e não porque o relator tenha dito isso ou aquilo a respeito do indicado no seu relatório. A votação que Jorge Messias vier a receber nada terá a ver com o relatório do senador Weverton Rocha, seja ele favorável ou contrário à indicação.

No caso da relatoria do projeto de lei que atualiza as regras para o impeachment de ministro da Suprema Corte há uma diferença acentuada, tendo o relator papel crucial e decisivo na construção do relatório. De acordo com o que foi divulgado ontem, o senador Weverton Rocha vem atuando como um verdadeiro equilibrista, à medida que a linha que adotou foi a de equilibrar o jogo aproveitando sugestões de todos os lados, inclusive aproveitando o básico da decisão do ministro Gilmar Mendes no que diz respeito ao quórum necessário de senadores para que uma proposta de impeachment seja admitida. Weverton Rocha está montando o relatório para garantir a aprovação do projeto.

Parlamentar ativo, tanto no campo político quanto na seara legislativa, com várias leis úteis aprovadas e algumas posições polêmicas – como a favorável à controversa e natimorta PEC da Blindagem, por exemplo -, o senador Weverton Rocha andou muito próximo do escândalo dos descontos criminosos nos contracheques de aposentados do INSS e de outras confusões, mas saiu ileso de todas. Conseguiu espaço amplo na cúpula do Senado, ora como líder do PDT, ora como porta-voz do governo em articulações complicadas.

A visibilidade que ganha agora como relator das duas matérias que estão mexendo com o Senado e o Palácio do Planalto lhe dá mais gás para intensificar a sua campanha pela reeleição. Ele entra na corrida eleitoral apontado com favorito em todas as pesquisas em que tem o ministro do Esporte, André Fufuca (PP) e senadora Eliziane Gama (PSD) como concorrentes, só caindo para segundo colocado nos levantamentos em que disputa com o governador Carlos Brandão (sem partido) e com a deputada federal Roseana Sarney (MDB). Na corrida sucessória, ele fala em recomposição da base governista, mas está firmemente associado à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo.

  Nas rodas de conversa política quase ninguém duvida da sua reeleição.

PONTO & CONTRAPONTO

Nota da Câmara esclarece pedido de cassação do prefeito Eduardo Braide

Eduardo Braide: pedido de cassação

A divulgação, ontem, pela Câmara Municipal, de nota oficial sobre o pedido de cassação do prefeito Eduardo Braide (PSD), protocolado por um auditor municipal aposentado, sob a acusação de supostos infração político-administrativa e crime de responsabilidade pelo não cumprimento da Lei 7.729/25, que regula o reajuste salarial do prefeito e estabelece o teto remuneratório no âmbito municipal, colocou um pouco de freio nas tensões causadas pelas declarações do chefe do Executivo Municipal.

E meio a um certo disse-não-disse com informações enviesadas sobre o assunto, a nota da Câmara Municipal esclareceu o que de fato está acontecendo, a partir da ação ali protocolada, e o que ficou claro foi o seguinte: a ação pede a cassação do prefeito pelo não cumprimento da Lei 7.729/25, que reajustaria seu salário (de R$ 25 mil para R$ 38 mil, mais de 50%) e o de cerca de 400 servidores do município, entre eles auditores da ativa e aposentados e pensionistas.

Informa também que “o caso terá tramitação ordinária, observando os prazos legais, os princípios do contraditório e da ampla defesa e a total transparência do processo”. Isso traduzido, significa dizer que o documento será tecnicamente examinado pela área jurídica da Câmara e depois será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, para só depois, se for o caso, ser submetida à votação pelo plenário.

Antes dessa análise, os vereadores admitirão ou não o pedido, que é o que deve acontecer na sessão de terça-feira (9). Se admitirem, processo começa a tramitar; se não, será mandado para o arquivo morto do Palácio Pedro Neiva de Santana.

No vídeo que postou quinta-feira nas redes sociais, o prefeito Eduardo Braide resumiu a questão à sua decisão de não aceitar o reajuste do seu salário, sem se referir ao fato de que a ação focou mais na reivindicação de auditores, que seriam beneficiados com reajuste salarial gordo se o prefeito tivesse acatado o aumento do seu próprio salário.

O prefeito também convocou a população a se posicionar, o que causou reações preocupadas na Câmara Municipal, como a do experiente vereador Astro de Ogum (PCdoB). Ele contestou em parte a fala de Eduardo Braide, dizendo também uma meia verdade ao afirmar que a ação não está relacionada ao aumento do salário do prefeito, mas à reivindicação dos auditores. O fato é que as duas coisas estão umbilicalmente associadas.

Não será surpresa se uma solução vier a ser encontrada no final de semana prolongado, com as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição, de quem o prefeito Eduardo Braide é devoto.   

Bolsonaro escolhe filho senador sem preparo para ser candidato a presidente em seu nome

Flávio Bolsonaro: desempenho pífio no Senado

Inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu seu filho nº 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para ser o candidato do PL à presidência da República em 2026, preferindo assim uma “solução familiar” para manter o nome no jogo político nacional, ainda que o projeto venha a naufragar nas urnas, segundo a avaliação de alguns analistas da cena política nacional.

Salvo seus esforços para ser simpático e uma certa flexibilidade como articulador no campo político, o senador Flávio Bolsonaro é um completo fracasso como congressista, estando entre os senadores que menos produziram como legisladores.

O seu jeito meio afável esconde um sujeito de preparado duvidoso. Nas suas conhecidas intervenções em debates e sabatinas no Senado e fora dele, ele tem apanhado feio, principalmente quando se manifesta em relação às regras institucionais. É um advogado que parece nunca haver estudado Direito, embora exiba um diploma de bacharel.

A prova maior das suas limitações para ser senador está nas diversas vezes que tentou enfrentar o então senador Flávio Dino em sabatinas no Senado, como ministro da Justiça e como indicado para o Supremo Tribunal Federal. Ele foi simplesmente destruído em todas as tentativas que fez de colocar o senador maranhense em situação complicada. Quem assistiu ao vivo sentiu um misto de pena e indignação com a falta de substância e da sofrível inteligência política do senador que representa o Rio de Janeiro. As provas estão nos inúmeros registros em vídeo que circulam na internet.

Os mesmos analistas que avaliaram ontem a sua indicação para candidato presidencial do bolsonarismo foram unânimes em uma conclusão: com o seu nível de preparo – ou grau de despreparo -, Flávio Bolsonaro será triturado nos debates entre candidatos a presidente da República.

Tudo isso sem contar o Caso das Rachadinhas, a famosa e intrigante loja de chocolates num shopping carioca e o fato de morar numa mansão em Brasília cuja prestação mensal quase equivale ao seu salário de senador, entre outros problemas.

Outra impressão de muitos observadores é a de que a sua candidatura é um balão de ensaio.

São Luís, 06 de Dezembro de 2025.

Braide reage a pedido de cassação sugerindo ao eleitorado que se posicione em relação aos vereadores

Eduardo Braide busca apoio popular
contra o pedido de cassação

O pedido de cassação do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), feito por um auditor aposentado, que o acusa de haver praticado infração político-administrativa e crime de responsabilidade por haver contestado judicialmente a Lei Municipal Lei nº 7.729/25, que aumentou o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil, aprovado pela Câmara Municipal, poderia ser mais uma das inúmeras refregas que travou com o parlamento municipal nesses cinco anos de mandato. Mas a ação ganhou a dimensão de uma crise político-institucional a ser enfrentada pelo chefe do Executivo ludovicense. O próprio prefeito lhe deu essa estatura e aumentou sua gravidade ao sair ontem da sua habitual cautela para dar conhecimento da ação à população da Capital, em tom que pareceu uma convocação para uma mobilização em sua defesa.

– Agora é hora de saber como o seu vereador vai votar nesse processo: se vai querer me cassar porque eu não aceitei aumentar o meu salário, ou se vai respeitar o voto de mais de quatrocentos mil ludovicenses e me deixar trabalhar -, concitou Eduardo Braide numa fala postada nas suas redes sociais para abordar o assunto, dando-lhe um caráter político, mas sem conotação partidária. Com o cuidado que lhe é peculiar, ele evitou embarcar no discurso de simpatizantes e aliados potenciais, que enxergaram no pedido de cassação um movimento de adversários para afastá-lo da corrida ao Palácio dos Leões, em relação à qual ele nunca pronunciou uma só frase sobre se será ou não candidato.

Recém saído ileso de mais um embate com os poderosos empresários do transporte coletivo de São Luís, Eduardo Braide enfrenta agora a Câmara Municipal, ou a maioria dela. E certo de que não infringiu as regras nem cometeu crime de responsabilidade, decidiu envolver o eleitorado da Capital, convocando os mais de 400 mil eleitores de que o reelegeram em 2024, em turno único, para se posicionarem em relação aos vereadores que votarão pela sua cassação e os que o deixarão “continuar trabalhando”.

Com a marca do político que mede milimetricamente cada passo que dá, principalmente na movediça seara da política, o prefeito Eduardo Braide parece ter feito uma aposta ousada e de alto risco ao colocar os vereadores da Capital numa espécie de berlinda diante da população. Não há dúvida de que o seu gesto de recusar aumento de salário quando a regra geral é pleiteá-lo é simpático. Mas também não há como ignorar que o reajuste – que equipararia o valor mensal do seu contracheque ao do seu colega de São Paulo -, não foi uma decisão gratuita dos vereadores, mas o cumprimento de uma regra prevista na Constituição Federal relacionada ao presidente da República, à Carta estadual em relação ao governador do Estado e à Lei Orgânica do Município beneficiando o prefeito. Pelo visto, a ação protocolada algum fundamento.

Quando divide sua posição com o eleitorado da Capital, Eduardo Braide sabe que sua causa é válida e vai de encontro ao sentimento popular. Sabe também que não será política e institucionalmente fácil para os vereadores decidir pela cassação de um prefeito que se relegou em turno único com mais de 70% dos votos, que está entre os mais bem avaliados do País e que, de quebra, lidera a corrida para o Governo do Estado mesmo sem se dizer candidato. E mesmo nesse contexto, que politicamente o favorece, correram ontem rumores que Eduardo Braide teria acionados seus canais de conversa com a Câmara Municipal para buscar uma solução negociada para o caso.

Do alto da sua posição politicamente confortável, o prefeito de São Luís não precisou se movimentar para que o pedido de cassação fosse mostrado como uma ação política destinada a afastá-lo da corrida ao Palácio dos Leões. A grita maior veio do grupo dinista, com o vice-governador Felipe Camarão (PT) dizendo tratar-se de uma ação de adversários, que segundo ele “quarem ganhar de WO”, enquanto o deputado federal Márcio Jerry, líder do PCdoB no estado, classificou o pedido de “absurdo e bizarro”, e o deputado federal petista Rubens Júnior disse não haver sentido no pedido de cassação do prefeito. E todos apontaram a sucessão estadual como a causa do ataque ao prefeito.

O fato é que a apreciação do pedido de cassação do o prefeito Eduardo Braide, pautada para a sessão de terça-feira (09/12), se dará sob forte pressão política se até lá não houver um acordo que evite o embate.

PONTO & CONTRAPONTO

Em campos diferentes, Pedro Lucas e Juscelino Filho mantêm boa convivência no União

Pedro Lucas e Juscelino Filho: no mesmo
partido, mas em campos diferentes

Uma situação partidária começa a chamar a atenção do mundo político: a posição do braço maranhense do União em relação à corrida ao Governo do Estado, tendo de um lado o atual presidente estadual da legenda, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, e de outro o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho.

Pedro Lucas Fernandes, que lidera a bancada do União na Câmara Federal, é vinculado ao presidente nacional do partido, Antônio Rueda, e apoia a pré-candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), mantendo sólida aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido).

Já Juscelino Filho, faz parte da banda do União que segue a orientação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que lidera a banda do União oriunda do DEM. Ex-ministro das Comunicações, Juscelino mantém forte vínculo com o presidente Lula da Silva, mas vive em rota de colisão com o governador Carlos Brandão por conta da guerra política em Vitorino Freire, onde combate duramente o grupo liderado pelo seu tio, Stênio Rezende. Na corrida sucessória estadual sua inclinação será poiar o vice-governador Felipe Camarão (PT).

Ao que parece, Pedro Lucas |Fernandes e Juscelino Rezende trilham caminhos diferentes, mas trabalham para manter uma convivência sem problemas no braço maranhense do União

Lahesio perde o apoio do prefeito de São Pedro dos Crentes, sua base política

Lahesio Bonfim perde o apoio de Rômulo
Arruda, que vai apoiar Orleans Brandão

O ex-prefeito de São Padro dos Crentes e pré-candidato do Novo ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim sofreu um duro golpe, que pode não ter maiores consequências eleitorais, mas produziu um forte simbolismo político: o atual prefeito do município, Rômulo Arruda (Republicanos), rompeu a aliança que tinha com o pré-candidato do Novo e declarou apoio à pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB).

O movimento do prefeito de São Padro dos Crentes foi uma pancada no projeto de candidatura de Lahesio Bonfim, que tem naquele município a sua principal base política, onde demonstra força por conta do seu desempenho com o prefeito.

Lahesio corre o risco de não ter a maioria dos seis mil votos de São Pedro dos Crentes, já que o prefeito Rômulo Arruda – que foi reeleito em 2024 com 65% votos válidos – decidiu entrar de cabeça na corrida sucessória estadual pedindo votos para Orleans Brandão.

A perda do apoio do prefeito Rômulo Arruda coloca Lahesio Bonfim numa espécie de “saia justa”, à medida que a consequência é que o seu isolamento no seu próprio município poderá ser usada como argumento para minar a sua força eleitoral, que é considerável – na última pesquisa ele apareceu com 19% das intenções de voto.

Ninguém sabe como Lahesio Bonfim reagirá à declaração de apoio de Rômulo Arruda ao emedebista Orleans Brandão.

São Luís, 05 de Dezembro de 2025.

Mesmo sem dizer se será candidato, Braide continua peça-chave no jogo sucessório estadual

Enquanto não decide se será ou não candidato,
Eduardo Braide intensifica inaugurações na sua
gestão, como esse centro de saúde no Quebra Pote

A menos que ele próprio declare que está fora do jogo para 2026, preferindo permanecer no cargo até o final do mandato, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) continuará sendo a peça que falta no tabuleiro da disputa pelo Governo do Estado, com poder de fogo até para vencer a eleição. Atento a cada movimento dos três pré-candidatos já assumidos – o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) e o vice-governador Felipe Camarão (PT) – e certamente ciente de que o governador Carlos Brandão (sem partido) vem mexendo bem as peças nesse xadrez e está decidido a usar todo o peso político do grupo que o segue e o prestígio do Governo para eleger seu sucessor, o prefeito da Capital está em contagem regressiva para se manifestar sobre o assunto.

Na avaliação de quem entende do riscado político maranhense, o prefeito de São Luís deve se manifestar sobre o assunto no próximo mês de janeiro, no rescaldo das festas de fim de ano, faltando pouco mais de nove meses para as eleições. Por esse roteiro, se deixar para se manifestar no início de abril para dizer que será candidato, pode correr o risco de ter perdido o timing, mesmo levando-se em conta a força de uma “provável” candidatura que liderou 32 das 35 pesquisas sobre as preferências do eleitorado para o Governo do Estado.

O nome do prefeito de São Luís voltou a ser assunto de proa nos bastidores da sucessão estadual com a notícia de que o Congresso Nacional pode aprovar uma lei acabando com a reeleição para prefeito, mas incluindo uma regra de transição que assegura aos atuais líderes municipais, eleitos e reeleitos, o direito de concorrer a uma já terceira eleição consecutiva em 2028. Nesse caso, Eduardo Braide, que já é reeleito, poderia permanecer no cargo e se candidatar à segunda reeleição, e se eleito permaneceria no comando da Prefeitura de São Luís até 2032, ou seja, governador por 12 anos. O fim da reeleição pode passar, mas essa regra de transição dificilmente passará.

Se Eduardo Braide bater martelo e entrar na disputa para governador, sua candidatura estremecerá o cenário, podendo manter a liderança que obteve nas pesquisas sem ser candidato. O problema é que, embalado pelo comando do seu grupo e com a força do Governo, Orleans Brandão vem ganhando musculatura, e se mantiver o ritmo de crescimento que ganhou há algum tempo, será um adversário muito difícil de bater. Será, portanto, um embate de dois candidatos fortes, já que Lahesio Bonfim parece haver encontrado o seu teto, e não há indicativos de que Felipe Camarão reaja e se torne um candidato competitivo, apesar da sua intensa movimentação no interior com os “Diálogos pelo Maranhão”.

Duas pesquisas feitas em novembro, uma do Inop e outra da Econométrica mostraram Orleans Brandão quebrando, apertadamente, o favoritismo do prefeito de São Luís. Mas logo em seguida, o Real Time Big Data devolveu a liderança a Eduardo Braide, e com 10 pontos percentuais de vantagem. Nos três casos, Lahesio Bonfim foi terceiro bem colocado, e Felipe Camarão foi quarto com tendência de queda.

A previsão lógica é que, mesmo levando em conta as surpresas que a políticas maranhense tem potencial para produzir, se nada de extraordinário vier a acontecer, com Eduardo Braide candidato o caminho mais provável será uma eleição em dois turnos, entre ele e Orleans Brandão. Se o prefeito de São Luís decidir permanecer onde está, a sua influência na corrida aos Leões não será de todo apagada, à medida que ele pode declarar apoio a um dos candidatos de oposição. Mesmo assim, na visão de agora, a tendência é que a disputa será entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim, com possibilidade real de o emedebista sair das urnas eleito em um só turno, seguindo os passos do tio em 2022.

PONTO & CONTRAPONTO

PSB: Iracema revela que não foi comunicada da mudança nem recebeu carta de anuência para mudar de partido

Iracema Vale: segurança sobre temas sensíveis

A presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale revelou ontem, em entrevista à TV Mirante, que ela e o grupo de deputados aliados do governador Carlos Brandão (sem partido) ainda não ingressaram na Justiça Eleitoral pedindo para deixar o PSB por justa causa porque a duração do partido até agora não liberou carta de anuência nesse sentido.

– Estamos aguardando a carta de anuência, que nunca chegou às nossas mãos, apesar dos pedidos já realizados. Também precisamos dar entrada no TRE para obter a liberação por justa causa – declarou a parlamentar, quase que em tom de cobrança.

E foi mais longe na revelação ao afirmar que, mesmo na condição de membro do Diretório estadual do PSB, ela não foi informada oficialmente da mudança feita pelo comando nacional na cúpula estadual, com a saída do governador Carlos Brandão e a nomeação da senadora Ana Paula Lobato para a presidência a agremiação no estado.

– Quando você é dirigente de um partido e sequer é comunicada de mudanças no seu próprio estado, isso soa como um convite sutil para procurar outro rumo. Assim, nós iremos procurar outro abrigo partidário – alfinetou a presidente da Alema, que tem duas portas abertas, a do PDT e a do MDB.

Iracema Vale avaliou como página virada o questionamento da sua reeleição, que foi resolvido por uma decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, que lhe deu ganho de causa por 10 votos a zero acatando o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que considerou legal o critério de desempate pela maior idade por estar previsto no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. E deixou claro que o clima de instabilidade que rondou a sua presidência por quase um ano não alterou o ritmo de trabalho na Casa.

A presidente do Legislativo foi clara em relação à pendência que permanece na Suprema Corte em relação às regras para escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. Informou que a Assembleia Legislativa já fez todos os ajustes normativos exigidos e que aguarda a decisão do ministro relator, no caso Flávio Dino. “Aguardamos apenas a decisão do ministro para darmos prosseguimento à eleição” declarou.

A presidente da Assembleia Legislativa abordou com segurança e precisão todos os assuntos que lhe foram colocados na entrevista.

Grupos “apostam” no verbo pactuar para resolver crise

Márcio Jerry e Marcus Brandão: visões
diferentes sobre repactuação

A política produz situações que surpreendem. Em meio ao fogo cruzado entre aliados do governador Carlos Brandão com as vozes do grupo dinista, um verbo passou a ser usado com frequência e com poder de cura: repactuar, que significa refazer o que foi desmanchado. Típico do vocabulário político do presidente do braço maranhense do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, o mais dinista entre os dinistas, o verbo repactuar passou também a ser usada por vozes brandonistas, entre elas a do influente empresário Marcus Brandão.

A partir de uma nota recente emitida pelo PCdoB estadual, que fala em repactuação, o verbo repactuar ganhou o força, só que o seu uso acaba fragilizando-o.

Para o deputado federal Márcio Jerry e os aliados do ministro Flávio Dino, repactuar no Maranhão significa a renúncia do governador Carlos Brandão em abril do ano que vem para disputar uma cadeira o Senado e, claro, a ascensão do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao cargo de governador, para ser candidato à reeleição, isso implicando também a retirada da candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Palácio dos Leões.

Já para Marcus Brandão e os aliados do Governo, repactuar seria o vice-governador Felipe Camarão renunciar e disputar um mandato na Câmara Federal ou até mesmo de senador, o que poderia levar o governador Carlos Brandão também renunciar e entrar na briga pelo Senado. Nessa repactuação, a candidatura de Orleans Brandão poderia ser retirada, dando ligar a um candidato de consenso entre os grupos.

A conclusão óbvia é que, a menos que haja um fato excepcional e imprevisto, o verbo repactuar dificilmente será usado para reunir os grupos dinista e brandonistas.

São Luís, 04 de Dezembro de 2025.

Francisco Nagib volta à base governista e deixa grupo dinista mais fragilizado na Alema

Francisco Nagib anuncia volta à base
do governador Carlos Brandão

O grupo parlamentar remanescente da poderosa base política formada ao longo dos sete anos e três meses do Governo Flávio Dino, perdeu ontem mais um deputado, Francisco Nagib (PSB), que em discurso na Assembleia Legislativa, anunciou seu retorno à base de apoio do governador Carlos Brandão (sem partido). Com a mudança de posição do parlamentar, o chamado grupo dinista perde mais peso político e parlamentar, à medida que a ser formado por apenas seis entre os 42 integrantes do parlamento estadual. Com a mudança, o deputado Francisco Nagib leva também para a base governista o seu pai, Chiquinho da FC, prefeito de Codó, filiado ao PT, fragilizando ainda mais o grupo dinista e a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado.

A volta do deputado Francisco Nagib para a seara do Palácio dos Leões já vinha sendo vista como favas contas, estando o parlamentar apenas aguardando o momento adequado para consumar as negociações e fazer o anúncio. Na semana passada, numa articulação feita pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), o deputado Francisco Nagib e o prefeito Chiquinho da FC foram recebidos em audiência pelo governador Carlos Brandão, durante a apararam as últimas arestas que havia na sua relação e entabularam a base de uma convivência institucional e uma associação político. O anúncio feito ontem pelo deputado Francisco Nagib foi o grande desfecho de uma reaproximação cuidadosa, costurada sem açodamento.

Os fatores que levaram o deputado e o prefeito codoenses a deixaram a seara oposicionista ao Governo do Estado. Francisco Nagib, que já foi prefeito do seu município, se deu conta de que na oposição manteria o prefeito de Codó, que é do PT, inexplicavelmente distanciado do Palácio dos Leões, à medida que a maior banda do petista está alinhada ao governador Carlos Brandão, implicando essa distância em prejuízo para a Prefeitura codoense. Numa análise pragmática, faz mais sentido ele se afastar do grupo dinista e somar com o governador, abrindo caminho para o pai no acesso a recursos do Governo, do que se manter na oposição criando entrave ao prefeito. O seu movimento seguiu a lógica do “meu pirão primeiro”.

Com a mudança de posição, o deputado Francisco Nagib dispara um petardo poderoso contra o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. Isso porque, ao retornar para a base do governador Carlos Brandão, ele naturalmente reforça a pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). O seu pai, que é do PT, deve seguir o mesmo rumo na corrida sucessória estadual, já que a banda maior do seu partido está inclinada a apoiar o projeto de candidatura do emedebista. Chiquinho da FC, que é um petista fora da curva, não vinha demonstrado simpatia pela caminhada do vice-governador.

Com a volta do deputado Francisco Nagib, a base do governador Carlos Brandão na Assembleia Legislativa conta com nada menos que 33 deputados declaradamente governistas, que lhe enorme poder de fogo. Os outros nove se dividem em três grupos: o dinista, formado pelos deputados Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PCdoB), Ricardo Rios (PCdoB), Júlio Mendonça (PCdoB) e Leandro Bello; a “bancada do Braide”, formada por seu irmão, o deputado Fernando Braide (PSB), e três dos seis integrantes da bancada do PL, liderada na Casa pela deputada Fabiana Vilar, que mantém sua bancada sob controle.

Mesmo rompendo com o grupo dinista, que retomou o controle do PSB no Maranhão, o deputado Francisco Nagib permanecerá no partido. Ele só pretende deixar a legenda socialista durante a janela partidária, que será aberta em março, porque se ele se desfiliar sem a concordância do PSB, pode perder o mandato – outros seis deputados do PSB, incluindo a presidente Iracema Vale, permanecem na agremiação aguardando a janela, para que possam migrar para outras legendas sem o risco de perder o mandato.

PONTO & CONTRAPONTO

Orleans diz que sua candidatura depende da palavra final de Brandão e do aval do grupo que lidera

Orleans Brandão: a palavra final é
do governador Carlos Brandão

Provocado pela TV Mirante sobre a nota em que o presidente do braço maranhense do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, insiste no discurso segundo o qual o partido só recomporia sua posição na base governista se o governador Carlos Brandão (sem partido) renunciar em abril do ano que vem e sair para o Senado e retirar a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) e apoiar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), o novo presidente do MDB e pré-candidato do partido ao Palácio dos Leões, Orleans Brandão, deu a resposta mais sensata em termos políticos.

Primeiro disse que tem um líder, o governador Carlos Brandão, que tem a palavra final sobre qualquer movimento seu e do seu grupo, que é imenso, formado por prefeitos, deputados estaduais e federais. E controlam um Governo bem avaliado.

E acrescentou, com o cuidado político necessário, que, sob o comando do governador Carlos Brandão, esse grupo vai se reunir e tomar todas as decisões relacionadas com as eleições de 2026.

E completou, com tranquila firmeza: “Eu sigo a determinação do governador Carlos Brandão, sigo a determinação do nosso grupo”.

Orleans Brandão respondeu como um político sensato, ciente de que sua candidatura ao Governo não é um projeto dele, pessoal, que se manteria sob qualquer circunstância. Sua candidatura é um projeto do governador Carlos Brandão e do grupo que lidera.

Isso significa dizer que ele seguirá na direção que o governador indicar, com o aval do grupo, mantendo a candidatura ou dela abrindo mão se o mandatário e o grupo assim determinarem.

E pelo que se viu até agora, não há qualquer réstia de dúvida de que o governador e o grupo o querem como candidato ao Palácio dos Leões.

Brandão tem 118 dias para definir o seu futuro partidário, se for o caso

Enquanto não dá a palavra final, Carlos Brandão
embala a pré-candidatura de Orleans Brandão, na
foto ao seu lado no lançamento do Carnaval 2026

As atenções no meio políticos se voltam agora para o governador Carlos Brandão. Governistas e oposicionistas mergulham em expectativa à espera do rumo partidário que o chefe do Poder Executivo vai tomar ou se ele vai continuar sem partido.

Nas rodas de especulação, de Carlos Brandão se filiar a um partido antes de 3 de abril, a suposição é a de que ele renunciará naquela data e se candidate ao Senado. Se não manifestar interesse por filiação partidária, até março, a opinião geral é a de que ele de fato permanecerá no cargo até o final do mandato.

Afora duas ou três “ameaças” feitas em discursos pronunciados em momentos de tensão na relação com os remanescentes do dinismo, e de uma fotografia em que ele posa mostrando quatro dedos da mão direita, indicando que cumprirá os seus quatro anos de mandato, Carlos Brandão até agora não bateu martelo com clareza solar sobre o seu futuro.

Por outro lado, os movimentos feitos à sua volta e com a sua total anuência, como o fortalecimento da posição de Orleans Brandão no Governo como o seu principal articulador no âmbito dos municípios, posição reforçada com a eleição de presidente do MDB na gigantesca convenção da semana passada, indicam, sem dúvida, de que o seu caminho será o cumprimento integral do mandato.

A política, no entanto, é espetacularmente imprevisível, ora confirmando o previsível, ora colocando no tabuleiro movimentos antes impensáveis. E daqui até 3 de abril serão 118 dias com 118 noites em que tudo pode acontecer.

São Luís, 03 de Dezembro de 2025.   

Pesquisa Real Time mostra Braide na liderança e Orleans em segundo

Eduardo Braide lidera a corrida ao Palácio dos Leões seguido
de Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão

Mais uma pesquisa de opinião, esta realizada pelo instituto Real Time Big Data, indica que se a eleição para governador fosse agora, o desfecho se daria num 2º turno entre o prefeito Eduardo Braide (PSD), caso ele fosse candidato, e o atual secretário de Assuntos Municipalistas e presidente estadual do MDB Orleans Brandão. Eduardo Braide sairia do 1º turno com 35% dos votos e Orleans Brandão com 25%. O ex-prefeitos de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) teria 19% dos votos, enquanto o vice-governador Felipe Camarão (PT) seria o último colocado com 6%. Um contingente de 8% anularia o voto ou votaria em branco e outros 7% não saberiam em quem votar.

Mesmo considerando que pela ótica da estatística não se deve comparar pesquisas dessa natureza com as de outros institutos, não há como lembrar o fato de que as duas últimas pesquisas, uma da Econométrica e outra do Inop, apontaram o pré-candidato do MDB à frente do prefeito ludovicense, uma numa clara situação de empate técnico e outra com uma vantagem não muito larga, mas fora da margem de erro, o que deu consistência.

Esse novo levantamento, feito pela Real Time Big Data, mostra um cenário rigorosamente oposto, com Eduardo Braide com 10 pontos percentuais à frente de Orleans Brandão, o que remete à necessidade de se avaliar esse cenário pelos números mostrados pelas mais de 30 pesquisas sobre sucessão estadual divulgadas nos últimos 20 meses. Com exceção da penúltima e da antepenúltima, que encontraram Orleans Brandão liderando as preferências do eleitorado, todas as demais mostraram Eduardo Braide na liderança, exibindo consistência. Ao mesmo tempo, provavelmente por se manter em silencia sobre ser ou não ser candidato, Eduardo Braide parece haver estancado no patamar em 30% e 35% das preferências.

No contraponto, não há como negaras mesmas pesquisas mostraram Orleans Brandão, que começou em quinto lugar, entrou em curva ascendente, mostrando um crescimento lento, mas firme, galgando pontos percentuais a mais a cada levantamento. Nessa corrida, ele ultrapassou primeiro o vice-governador Felipe Camarão e logo depois deixou Lahesio Bonfim para trás, alcançando nos levantamentos da Econométrica e Inop, ambas realizadas em novembro, o patamar da liderança, agora não encontrado pela pesquisa Real Time Big Data.

Não se discute que, embalado pela força do Governo e da base formada com prefeitos, vereadores e deputados, Orleans Brandão saiu do ponto zero, gerou muitas dúvidas, motivou controvérsias, mas seguiu firme, cumprindo as etapas do projeto que concebeu para se tornar candidato para valer e ganhar a eleição. Tanto que faltando 11 meses para a corrida às urnas, ele já é o segundo colocado na disputa. Ao mesmo tempo, não há como ignorar o fato de que um prefeito, que não usa máquina de propaganda solitariamente nas redes sociais e apareça na liderança de mais de 30 pesquisas sem dizer que é candidato. E a maioria dos observadores acredita que, se vier a ser lançada, a candidatura de Eduardo Braide mudará radicalmente o cenário da corrida dos Leões.

Finalmente, não há como ignorar os 19% de Lahesio Bonfim – seis pontos atrás de Orleans Brandão -, que podem representar uma base para crescimento, ou um teto, que pode ser decisivo num segundo turno. E o ocaso da pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, que pode ganhar altura se for apresentado com projeto do PT e do presidente Lula da Silva (PT), o que até agora não ficou claro.

Como as mais recentes, a pesquisa Real Time Big Data sobre a sucessão no Maranhão indica com clareza que está em curso um processo de polarização, caso Eduardo Braide entre na briga. Caso contrário, Orleans Brandão será seguido por Lahesio Bonfim para um desfecho previsível.

Em Tempo: a pesquisa do Real Time Big Data ouviu 1.200 eleitores em todo o estado nos dias 27 e 28 de novembro, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Brandão e Roseana e Weverton seriam eleitos em cenários diferentes

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Roseana Sarney:
favoritos em três cenários levantados pela Real Time

Pesquisa Real Time Big Data investigou também a corrida ao Senado e encontrou recados do eleitorados, sendo que um deles informa que, se vier a ser candidato a senador, o governador Carlos Brandão ganha fácil uma das cadeiras, sendo a segunda do senador Weverton Rocha (PDT). Em outro cenário, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) será eleita juntamente com o senador Weverton Rocha. Sem Carlos Brandão e Roseana Sarney, Weverton Rocha lidera fácil, sendo a outra cadeira destinada ao ministro do Esporte André Fufuca, que deixa a senadora Eliziane Gama (PSD), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido) e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) sem chance na corrida.

No primeiro cenário, Weverton Rocha lidera na disputa com 25% das intenções de voto, seguido de André Fufuca (PP) com 17%. Lahesio 15%, Eliziane Gama com 10%, Roberto Rocha com 10%, Pedro Lucas com 6% e Hilton Gonçalo com 2%, sendo que 7% anulariam o voto e 8% não saberiam em quem votar.

No segundo cenário, o governador Carlos Brandão seria eleito com 27%, seguido de Weverton Rocha com 19%. Lahesio Bonfim (Novo) teria 15%, à frente de André Fufuca, que teria 11%, seguido de Eliziane |gama com 7%, Roberto Rocha com 7% e Pedro Lucas com 4%. Nesse ambiente, 4% votariam nulo e 5% não saberiam em quem votar.

No terceiro cenário, Roseana Sarney seria eleita com 21%, juntamente com Weverton Rocha, que também seria eleito com 21%. O desempenho dos outros concorrentes seguia o seguinte: Lahesio Bomfim com 15%, André Fufuca com 12%, Eliziane Gama com 8%, Roberto Rocha com 6 e Pedro Lucas com 5%, sendo que 5% anulariam o voto e 5% não saberiam em quem votar.

A pesquisa considerou 1.200 entrevistas realizada entre os dias 27 e 28 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Por esse levantamento, o senador Weverton Rocha tem força eleitoral diferenciada, o que lhe dá fôlego para renovar o mandato com Carlos Brandão e com Roseana Sarney.

Iracema é homenageada pela Câmara de SL e vê no gesto “a democracia funcionando”

Iracema Vale ergue a placa ladeada à esquerda por Antônio Pereira,
Thay Evangelista, e à direita por Rosana da Saúde,
Ana do Gás, Sebastião Madeira e Astro de Ogum

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale (PSB), é a mais nova homenageada com a Placa de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de São Luís. Proposta pelo vereador Astro de Ogum (PCdoB) e aprovada por unanimidade na Casa, a honraria foi entregue ontem em sessão especial do parlamento ludovicense, na presença de vereadores e deputados estaduais. A placa é concedida a personalidades que se destacam pela dedicação ao serviço público e pelas relevantes contribuições ao município.

Iracema Vale recebeu a honraria como uma dádiva e agradecendo o gesto do vereador Astro de Ogum e a manifestação da Casa, vendo na concessão uma homenagem também à Assembleia Legislativa: “Receber uma homenagem da Casa que leva a voz da capital do meu estado é uma grande alegria. Porque, toda vez que um Poder reconhece o trabalho de outro Poder, o que se celebra não é a Iracema, é a democracia funcionando, é a harmonia entre poderes, é o respeito institucional, é a maturidade política que o Maranhão tanto merece”.

Autor do proposta, o vereador Astro de Ogum justificou a homenagem como um reconhecimento à trajetória política da presidente do parlamento estadual: “A presidente Iracema é a deputada estadual mais votada do estado, com uma trajetória marcada pela humildade e pelo compromisso com o povo maranhense. Espero que esta homenagem seja mais um incentivo para que continue essa luta em defesa do povo do Maranhão”.

A deputada Ana do Gás (PCdoB) falou em nome dos seus colegas deputados e reforçou a relevância da homenagem, lembrando o pioneirismo de Iracema Vale como a primeira mulher a presidir o Parlamento estadual. “Nossa presidente Iracema Vale, ex-vereadora, ex-prefeita e enfermeira, merece essa honraria. Tenho certeza de que, assim como eu, meus colegas parlamentares também admiram a liderança dessa grande mulher que vem fazendo história. O Maranhão e São Luís precisam conhecer essa trajetória.”, afirmou, parabenizando o vereador Astro de Ogum pela iniciativa.

São Luís, 02 de Dezembro de 2025.