Sucessão em Imperatriz: Madeira pode lançar um tucano ou apoiar o candidato de Flávio Dino

 

 

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Rosângela Curado, Marco Aurélio, Ildon Marques e Assis estão no páreo para prefeito
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Riba Cunha, Esmerahdson,, Daniel Souza e Miriam dos Reis na lista de  Madeira

A pouco mais de um ano da corrida às urnas, Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão – são 160 mil eleitores -, começa a definir o seu quadro de pré-candidatos à sucessão do prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Ali, a única pré-candidatura definida, com aprovação partidária, é a da deputada federal interina Rosângela Curado (PDT). Depois de muitas especulações, a classe política da Princesa do Tocantins descruzou os braços e iniciou articulações que já fazem fervilhar os bastidores com a seleção de nomes. É o caso, por exemplo, do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), do empresário e ex-prefeito Ildon Marques e do delegado de Polícia Assis Ramos (PT). Também nesse contexto estão postos nomes do PSDB que o prefeito Sebastião Madeira definiu para, se for o caso, escolher um candidato: o empresário Riba Cunha, o vereador Esmeradhson, o secretário Daniel Souza (Regularização Fundiária) e a secretária de Desenvolvimento Social Mirian Reis.

Esses nomes formam três grupos de aspirantes a candidato. A pedetista Rosângela Curado e o comunista Marco Aurélio são nomes que representam o campo político liderado pelo governador Flávio Dino. Ildon Marques e Assis Ramos nada têm a ver um com o outro, mas pertencem a campos que não seguem a linha do Palácio dos Leões nem rezam na cartilha do prefeito Sebastião Madeira. E finalmente o grupo dos tucanos, que são os nomes que seguem a orientação do prefeito.

Até duas semanas atrás, a seara governista tinha como certa a pré-candidatura do secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto, pelo PCdoB. Noleto vestiu a camiseta de pré-candidato, começou a formar grupos de apoio e emitiu todos os sinais de que seu projeto estava consolidado e com o apoio do chefe maior do Palácio dos Leões. Nesse período, contou com o apoio do deputado Marco Aurélio, que se posicionou na condicional, calculando que se Noleto não vingasse, o PCdoB não teria outro caminho que não lançá-lo. A candidatura de Clayton Noleto foi para o brejo, mas, ao contrário do que esperava – e ainda espera – Marco Aurélio, nem o governador Flávio Dino nem o chefe do PCdoB, o influente secretário de Articulação Política Márcio Jerry lançou sua pré-candidatura.

A inação do Palácio dos Leões em relação ao deputado Marco Aurélio tem uma explicação. É que naquele momento, o PDT, que é o principal aliado do governo, fez um grande movimento e lançou a então secretária-ajunta de Saúde na Região Tocantina, Rosângela Curado, pré-candidata do partido à Prefeitura de Imperatriz, num mega-ato no qual filiou o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., e fez dele candidato do partido à reeleição. A ação do PDT colocou o governador na difícil situação de ter de escolher entre a pedetista Rosângela Curado, que lidera algumas pesquisas – outras são lideradas pelo ex-prefeito Ildon Marques – e o deputado Marco Aurélio, seu confrade partidário e também bem colocado nas – em algumas bem próximo da líder. Os desdobramentos dirão com quem os Leões ficarão.

O ex-prefeito Ildon Marques (PMN), um dos nomes mais fortes para disputar a sucessão do seu arqui-adversário Sebastião Madeira, movimenta-se em faixa própria, sem vinculação com nenhum grupo e visto por todos como  um nome com chances reais de vencer a eleição. Já  Assis Valente, um delegado de polícia midiático que granjeou prestígio da opinião pública, é a aposta do PT para disputar a Prefeitura de Imperatriz, apoiado por nomes como o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) e pelo deputado estadual Antonio Pereira (DEM).

Um dos políticos mais hábeis do Maranhão, o prefeito Sebastião Madeira  avalia o cenário e prefere não entrar nele de cabeça, pelo menos por enquanto. Seu partido, o PSDB, não construiu uma candidatura, mas ele escolheu quatro nomes entre os tucanos, e orientou: se espalhem, se viabilizem. É o que estão fazendo no momento o empresário Ribamar Cunha, o vereador Esmerahdson, o secretário municipal de Regularização Fundiária Daniel Souza e a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Miriam Reis. Sebastião Madeira vai tentar definir um candidato do PSDB, mas se isso não for possível, seu caminho natural é apoiar o candidato do governador Flávio Dino, seja ele Rosângela Curado ou Marco Aurélio.

É esse o quadro na Princesa do Tocantins a duas semanas do início do calendário eleitoral com as definições partidárias.

 

PONTOS & CONTRAPONTOS

Disputa dura

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Um dos redutos políticos mais fechados do Maranhão, onde se batem para valer, Timon, o terceiro maior eleitorado do estado, deverá ter uma campanha eleitoral incendiária. De um lado estará o prefeito Luciano Leitoa (PSB), e do outro, o deputado Alexandre Almeida (PTN). Leitoa conta com o apoio do pai, o ex-prefeito Chico Leitoa (PDT), do deputado Rafael Leitoa (PDT) e do governador Flávio Dino. Já Almeida, além do seu grupo, contará com o apoio firme da ex-prefeita Socorro Waquim, de quem já foi adversário, e da base do Grupo Sarney. A expectativa geral é a de que em Timon, que abriga 107 mil eleitores, haverá uma das disputas eleitorais mais renhidas entre os 217 municípios maranhenses. A julgar pelo embate que travam quase diariamente na Assembleia Legislativa os deputados Alexandre Almeida e Rafael Leitoa (PDT), a previsão faz todo sentido.

 

Vai ou não vai?

roberto e bispo
Entre a deputada Valéria Macedo e o senador João Alberto, Roberto Custa entrega o título de cidadania ao bispo bacabalense D. Armando Martins Gutierrez

O deputado estadual Roberto Costa (PMDB) entra em contagem regressiva para decidir se será ou não candidato a prefeito de Bacabal. A tendência no sentido de ser candidato foi evidenciada na semana passada, quando o parlamentar, que representa com competência política a nova geração do PMDB, liderou a sessão especial em que, por sua iniciativa, a Assembleia Legislativa entregou o titulo de Cidadão Maranhense ao bispo de Bacabal, Dom Armando Martins Gutierrez, e que contou com a presença do senador João Alberto (PMDB) e vários representantes da Igreja Católica.

 

 

São Luís, 19 de Setembro de 2015.

 

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