Rumores “apontam” tendência de Braide se candidatar; prefeito se mantém ativo, mas em silêncio

Eduardo Braide: atuação forte
nas suas redes sociais

A semana que termina neste sábado foi pródiga em rumores dando conta de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) teria decidido concorrer ao Governo do Estado, estando se preparando para anunciar a sua candidatura. Por essas informações – nenhuma confirmada nem com fonte identificada -, o prefeito já teria instruído um grupo se auxiliares políticos para espalhar a novidade em grandes municípios, onde, segundo as pesquisas, ele estaria na liderança das preferências do eleitorado na corrida ao Palácio dos Leões. E de acordo com esses rumores, Eduardo Braide teria confirmado a senadora Eliziane Gama (PSD), candidata à reeleição, como integrante da chapa que ele vier a liderar, caso confirme a decisão de renunciar a dois anos e nove meses à frente da maior e mais importante Prefeitura do Maranhão para entrar numa disputa cujo desenho é ainda impreciso.

Alguns sinais dão gás a esses rumores. Até o final do ano passado, há um mês atrás, portanto, o prefeito Eduardo Braide vinha se mantendo arisco a qualquer tentativa de fazê-lo emitir algum sinal de que está mesmo inclinado a ser candidato a governador. Mas na sua mensagem de final de ano, publicada nas redes sociais, o prefeito da Capital deixou a impressão de que, de fato, tem planos de deixar o Palácio de la Ravardière para tentar se mudar para o Palácio dos Leões, que estão a menos de 100 metros de distância, separados por ao penas um muro, mas cuja travessia exige quase dois milhões de votos válidos.

Há dois dias, um político que conhece bem o pensamento político de Eduardo Braide previu que no momento a inclinação do prefeito seria no sentido de se candidatar. Pelo simples fato de que, na avaliação que o próprio prefeito faz, esse é o momento ideal para a sua tentativa de chegar ao Palácio dos Leões. Pelo menos até aqui, o cenário lhe é claramente favorável, como têm mostrado com insistência as três dúzias de pesquisas sobre a corrida ao Governo feitas nos últimos 15 meses. E com o adendo de que ele sairia de São Luís com um cacife difícil de ser superado por outros candidatos.

Eduardo Braide é um político pragmático, que toma decisões com a razão e não com a emoção nem com o fígado. Assim, ao mesmo tempo em que mantém silêncio sepulcral sobre ser ou não ser candidato, intensifica a propagação da sua imagem de bom gestor e de político sem amarras partidárias e sem tutela de padrinho político. Esse perfil, que vem sendo cuidadosamente modelado desde o seu o primeiro mandato de deputado estadual, é que vem lhe dando prestígio, que é ampliado pela marca de gestor ousado e eficiente.

Na interpretação do político ouvido pela Coluna, o prefeito de São Luís estaria apenas aguardando o momento certo para anunciar a sua candidatura, o que, na sua previsão, deverá acontecer “depois do Carnaval”. Por esse roteiro, até o prefeito terá um cenário mais definido em relação aos seus concorrentes, a começar pelo mais forte deles no momento, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), caso o governador Carlos Brandão (sem partido) confirme que permanecerá no cargo, abrindo mão de disputar o Senado. É essa decisão que definirá o movimento decisivo de ser ou não ser candidato a ser feito pelo prefeito de São Luís.

Até lá, Eduardo Braide permanecerá em silêncio sobre a corrida eleitoral, mas muito eloquente em relação aos feitos da sua gestão, como uma espécie de cuidadosa, mas eficiente, pré-campanha, que faz sozinho com as suas postagens diárias nas suas redes sociais, que têm alcance cada vez mais abrangente. Qualquer que venha a ser a sua decisão, ela entra agora em contagem repressiva para ser anunciada.

PONTO & CONTRAPONTO

Com Pedro Lucas e Juscelino Filho em rumos diferentes, União deve ir para as urnas dividido

Pedro Lucas e Juscelino Filho: sem confrontos,
mas em caminhos diferentes no União

Uma medição de força não declarada, e sem confronto aberto, está em curso no braço maranhense do União Brasil por conta da eleição presidencial. De um lado está o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do partido na Câmara Federal e que preside a legenda no Maranhão, e do outro o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho.

O deputado Pedro Lucas Fernandes integra a corrente do partido liderada pelo atual presidente nacional Antônio Amoedo, saído do antigo PSL, de linha muito próxima do bolsonarismo e que trabalha pela não reeleição do presidente Lula da Silva (PT). O parlamentar deve apoiar um candidato da direita, conforme a orientação do presidente do União.

O deputado Juscelino Filho, por sua vez, que pertence à corrente oriunda do DEM, lidera pelo atual vice-presidente nacional, o líder baiano ACM Neto, que não apoia a reeleição do presidente, mas não cria problemas para aliados que simpatizam com o projeto de reeleição do presidente da República. Ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho não esconde sua inclinação de apoiar o líder petista.

Na corrida ao Governo do Maranhão, Pedro Lucas Fernandes está assumidamente alinhado ao projeto de candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), já tendo se manifestado claramente sobre o assunto. Já Juscelino Filho, que não fecha com o governador Carlos Brandão, tende a apoiar uma possível candidatura do prefeito Eduardo Braide ou, numa outra situação, a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).

O fato é que, a julgar pelos movimentos dos dois parlamentares, o União Brasil irá dividido para as urnas maranhenses.   

Iracema ainda não decidiu para qual partido vai migrar em março

Iracema Vale: força política,
mas ainda sem rumo partidário

A deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, estaria vivendo um momento de indefinição em relação ao partido ao qual se filiará quando a janela partidária for aberta, em março. Nesse contexto, uma situação parece definida: ela não permanecerá nas fileiras do PSB, ao qual permanecerá filiada até poder migrar para outro partido sem correr o risco de perder o mandato.

Inicialmente, o caminho da presidente da Assembleia Legislativa seria filiar-se ao PDT, cujo presidente, senador Weverton Rocha, que busca a reeleição, como um aliado de peso. Os problemas que envolveram a legenda brizolista nos últimos tempos acenderam o alerta amarelo, levando conselheiros da parlamentar a recomendar-lhe cautela nesse campo minado.

O outro caminho para a presidente do Poder Legislativo é sua filiação ao MDB, partido que hoje expressa o grupo brandonista, a começar pelo pré-candidato do Governo à sucessão estadual, Orleans Brandão, que hoje preside o partido. Para muitos, o MDB é o caminho natural do governador Carlos Brandão, podendo ser também o da deputada.

Com a maior votação em 2022, superando a casa dos 100 mil votos, e fazendo história como a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, a deputada Iracema Vale é hoje politicamente muito maior do que quando assumiu o atual mandato.

A presidente da Assembleia Legislativa não pode errar na escolha do novo partido.

São Luís, 16 de Janeiro de 2026.

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