Pesquisa Exata: Dino segue na liderança batendo Roseana, Braide, Maura , Rocha e Ricardo Murad juntos

Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney
Pesquisa Exata dia que Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney

Se a eleição para o Governo do Estado acontecesse neste Domingo, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito no 1º turno com 57% dos votos válidos. Seria seguido da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 30%, do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) com 6%, da ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos) com 3%, do senador Roberto Rocha (PSDB) com 3% e do ex-deputado Ricardo Murad (PRP) com 1%. Esse cenário foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Exata, contratada pelo Jornal Pequeno e divulgado nas suas páginas na edição de hoje. O resultado confirma o franco favoritismo do governador Flávio Dino, uma tendência encontrada por todos os levantamentos feitos até agora, e mostra a ex-governadora Roseana Sarney estacionada nesse patamar. O cenário aponta Eduardo Braide como uma expectativa ainda a  ser melhor testada, Maura Jorge sem maiores possibilidades, Roberto Rocha travado e Ricardo Murad sem qualquer argumento para justificar sua candidatura. O candidato do PSOL, Odívio Neto, não pontuou.

Quando os primeiros movimentos para a corrida sucessória foram iniciados algumas vozes prognosticaram que o pleito de 2018 teria tom plebiscitário entre o dinismo e o sarneysismo. As preferências demonstradas até agora demonstram que se essa guerra sucessória tiver mesmo esse caráter, o movimento liderado pelo governador Flávio Dino reúne tidas as condições de permanecer no poder, enquanto o Grupo Sarney caminha para a aposentadoria definitiva. Flávio Dino tem a seu favor uma série de fatores que o torno uma opção politicamente avançada, enquanto Roseana Sarney parece enfrentar muitas dificuldades para se apresentar como uma tendência que expresse a modernidade.

Nesse contexto, conta a favor do governador Flávio Dino o fato de estar liderando um governo de natureza fortemente renovadora, no qual são visíveis as ações de inovação. Reforçando esse caminho com um Governo ao invés de tentar impressionar o eleitorado com duas o três obras faraônicas, investe o que pode em obras sociais, como, por exemplo, a multiplicação de restaurantes populares, e na montagem de uma ampla rede escolar de base, como o programa Escola Digna, por exemplo. E mais: Flávio Dino lidera um governo sem pecados éticos nem arranhões morais, preocupado – para muitos excessivamente – com o controle de gratos, o que lhe assegura ao Maranhão uma situação fiscal – equilíbrio entre arrecadação e gastos –  invejável entre os estados, e tudo isso sem máculas éticas. Tem, portanto, argumentos muito fortes para confirmar a tendência de favoritismo.

Enquanto isso, carregando um lastro de três mandatos e meio – três nas urnas e meio na Justiça -, a ex-governadora Roseana Sarney vem se apresentando como “mãe dos pobres”, sinal nítido de que tenta encontrar um viés populista para embalar sua candidatura. Amparada por um poderoso suporte midiático, que também tem sido acionado para, sem sucesso até aqui, desqualificar o governador e o Governo, Roseana Sarney relutou muito em assumir a candidatura, mas teve de ceder às pressões de aliados, sob o argumento incontestável de que o Grupo Sarney não tem outro nome para encarar essa corrida com alguma chance de se dar bem. Ela tem cacife próprio – seria deputada federal sem fazer esforço, e poderia chegar ao Senado na briga pelas duas vagas -, mas pelo que vem sendo posto, seu projeto de voltar a morar e trabalhar no Palácio dos Leões enfrenta obstáculos enormes. Mas mesmo assim há quem a veja com condições de reverter o cenário atual e virar o jogo.

Essas observações não significam afirmar que a fatura esteja liquidada por antecipação, pois a própria dinâmica do conceito de política alerta que isso não existe – a começar pelo fato de que as candidaturas ainda n.ao estão oficializadas e que a campanha propriamente dita só começará mesmo na segunda metade de agosto. A pesquisa Exata, como as demais já divulgadas, representa um retrato do momento. O que chama atenção nas medições feitas até agora na corrida sucessória é que a liderança do governador tem se mantido estável em patamares expressivamente superiores à metade das intenções de voto, enquanto a ex-governadora vem navegando com a mesma estabilidade, mas na faixa de 30%, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo.

A experiência recomenda e a tradição confirma que ainda é cedo para se fazer previsões sobre o desempenho final dos candidatos. Mas os números têm desenhado uma tendência que não pode ser ignorada, claramente favorável ao projeto de reeleição do Governador do Estado.

Em Tempo: A pesquisa Exata foi realizada no período de 25 a 30 de Maio e ouviu 1.400 eleitores em tidas as regiões do estado. Tem 3,2% de margem de erro e um intervalo de confiança de 95%. Está registrada o TSE sob o protocolo Nº 06478/2018.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide continua sendo uma expectativa, que pode arquivar projeto de candidatura

Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou  arquivada nos próximos dias
Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou arquivada nos próximos dias

Se já vinha trabalhando no sentido de intensificar os preparativos de sua campanha para deputado federal, a pesquisa Exata certamente estimulará o deputado Eduardo Braide (PMN) a refletir profunda e definitivamente sobre o projeto de se candidatar agora ao Governo do Estado. Ele lidera o “segundo time” de candidatos com 6% das intenções de voto, o mesmo desempenho encontrado pelo levantamento feito pelo Datailha, há duas semanas. Isso quer dizer que, levando em conta a margem de erro, ele pode alcançar até 9%, mas também pode amargar a até 3% das intenções de voto. Ter seis pontos percentuais numa disputa em que estão à frente o governador do Estado com 57% e uma ex-governadora politicamente forte com 30% não estimula nenhum candidato iniciante, com horizonte amplo pela frente, a entrar numa guerra ora como bala, ora como pólvora e ora como bucha de canhão. Braide e inteligente e sagaz o suficiente para perceber que essa não é a sua vez de entrar nessa briga. É claro que lhe faz muito bem está sendo lembrado como uma boa expectativa, principalmente como o pomo de uma dura discórdia dentro do PSDB, partido forte que tem um senador como candidato a governador.  Sua habilidade vem se revelando quando ele não se joga em polêmica, não fala sobre corrida sucessória nem diz se será mesmo ou não candidato. Deve se manifestar breve sobre o assunto, e cm certeza a decisão que tomar será rigorosamente medida e pesada, como é a sua personalidade política.

 

Maura e Rocha medem força na rabeira e Murad quase não existe

Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medição de força nas últimas posições
Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medem força nas últimas posições, segundo números da Exata

Até aqui, o senador Roberto Rocha não correspondeu à expectativa de muitos que apostaram alto na sua candidatura. A pesquisa Exata o mostra com 3% das intenções de voto, mas se levada em conta a margem de erro, o candidatura tucano pode chegar a 6%, mas também pode desabar para até menos de 1%. É o caso da candidata do Podemos, Maura Jorge, que vive a mesma situação, que é a confirmação da pesquisa Datailha. Ou seja, se não reagiram logo, Roberto Rocha e Maura Jorge correm o risco de não ir a lugar algum, mesmo temo ele o suporte do PSDB e da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, e ela o incentivo do seu partido e o embalado da candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A posição do ex-deputado Ricardo Murad dispensa comentários, já que tudo leva a crer que ele não tem condições sequer de reagir para sair da mais remota da rabeira com 1%.

 

São Luís, 03 de Junho de 2018.

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