IPSensus mostra Orleans com cinco pontos à frente de Braide; candidatos “empatam” como líderes desde a Quaest

Orleans Brandão e Eduardo Braide
alternam liderança em pesquisas
desde a divulgação da Quaest

O candidato do MDB, Orleans Brandão, lidera a corrida ao Palácio dos Leões com 42,3% das intenções de voto, seguido do candidato do PSD, Eduardo Braide, que tem 36,4%. Foi esse o resultado encontrado pela pesquisa do Instituto IPSensus, realizada no período de 24 a 29 de agosto, tendo ouvido um mil eleitores em 50 municípios, segundo o seu relatório. Nesse cenário, Orleans Brandão tem vantagem de 5,9 pontos percentuais sobre Eduardo Braide, acima da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela empresa Farol Comunicações, a pesquisa IPSensus com esses números está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA–05404/2026.

No segundo pelotão de candidatos, aparecem o candidato do PT, Felipe Camarão com 6,3% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o candidato do PRTB, Roberto Rocha, que aparece com 4,4%, seguido de André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,5%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,2%, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%. Entrevistados que não apoiam nenhum dos candidatos e os que votarão nulo somaram 2,9%, enquanto os indecisos totalizaram 5,6%.

A pesquisa IPSensus apresenta um painel próximo do outro levantamento feito pelo instituto, realizada entre 15 e 20/08 e divulgada no dia 20/08, na qual Orleans Brandão apareceu com 41% e Eduardo Braide com 37,8%. Pelos números divulgados ontem, o candidato do MDB avançou 1,3 ponto percentual e o candidato do PSD recuou 1,4 ponto percentual, daí a vantagem de 5,9% alcançada por Orleans Brandão, segundo a pesquisa, que, segundo o IPSensus. Tem 95% de confiabilidade.

A segunda pesquisa IPSensus sobre a corrida ao Palácio dos Leões mostra basicamente o mesmo cenário da primeira divulgada a menos de duas semanas, apontando uma variação favorável a Orleans Brandão em relação a Eduardo Braide dentro da margem de erro, que, vale lembrar, é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesse jogo, o candidato do MDB saiu ganhando, abrindo uma vantagem expressiva sobre o candidato do PSD.

Chama a atenção o fato de que, ao contrário de levantamento feitos por outros institutos, o IPSensus encontrou um eleitorado quase definido, com 2,9% de eleitores inclinados a votar nulo ou anular o voto, e apenas 5,6% de indecisos. Isso significa dizer que a mais de um mês da eleição, praticamente não há mais revoltados e indecisos, uma situação bem curiosa se levadas em conta as nuances dessa disputa.

A vantagem de Orleans Brandão na pesquisa IPSensus se encaixa na expectativa do governador Carlos Brandão e seus aliados, que comemoraram esse resultado, vendo nela “uma tendência nítida”, segundo a interpretação de um parlamentar brandonista, que conta com uma participação cada vez maior e mais decidida do governador Carlos Brandão na sua campanha. No contraponto, aliados de Eduardo Braide avaliaram que a pesquisa IPSensus “não mostra a realidade”, certos de que o ex-prefeito de São Luís tem vantagem larga na corrida até aqui, o que, segundo eles, será demonstrado nas pesquisas que estão a caminho.

A pesquisa mostra uma tendência de o vice-governador Felipe Camarão se consolidar à frente de do ex-senador Roberto Rocha, mas aparentemente, pelo menos até aqui, sem maiores chances de chegar ao patamar dos dois dígitos. O próprio candidato petista tem demonstrado confiança de que pode avançar na disputa, contando para isso com a força do presidente Lula da Silva, que está engajado na sua campanha.

No conjunto das quatro pesquisas da série iniciada com o levantamento da Quaest, em 24/08, o embate entre Eduardo Braide e Orleans Brandão está equilibrado, com o primeiro com duas pesquisas o apontando o ex-prefeito de São Luís na frente, e duas informando que o ex-secretário de Assuntos Municipalistas está na dianteira.

Uma quinta pesquisas, que deve ser divulgada ainda nesta semana, vai desempatar esse jogo, pelo menos momentaneamente.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão tenta mais um recurso no Supremo e intensifica participação na campanha de Orleans

Carlos Brandão: ações no Supremo e
atuação forte na campanha eleitoral

Ao mesmo tempo em que prossegue na sua investida para suspender ações que o envolvem no Supremo Tribunal Federal, o governador Carlos Brandão (MDB) intensifica a sua participação na corrida eleitoral, cumprindo agenda mais ampla na campanha do seu candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB).

Na segunda-feira, ao retornar de uma incursão política movimentada na Região Tocantina, cumprindo agenda em Imperatriz, Davinópolis, Amarante, Estreito e Sítio Novo, onde atuou para fortalecer a candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, o governador autorizou sua defesa a ingressar na Suprema Corte com um recurso para tentar reverter a decisão do ministro Dias Toffoli negando o seu pedido para suspender as investigações que o envolvem, e que têm como relator o ministro Flávio Dino.

Na ação – um Agravo Regimental -, os advogados for pulam dois pedidos. No primeiro pedem que o ministro Dias Toffoli reveja a decisão em que negou o primeiro pedido. Se o ministro não reconsiderar, pedem que recurso seja submetido ao plenário da Suprema Corte, que pode manter a situação como está ou atender à solicitação do governador Carlos Brandão para que as investigações da Polícia Federal sobre o Caso Tech Office sejam suspensas.

Os movimentos do governador Carlos Brandão têm importância vital para o seu futuro. Em relação à campanha de Orleans Brandão, ele atua como patrono e líder da aliança que lhe dá sustentação, com a consciência de que uma vitória o manterá no poder por mais quatro anos, com possibilidade de ir mais longe. Sabe também que a vitória de Eduardo Braide representará um choque com perda quase total.

Hildo Rocha chia e assume mandato em episódio que faz lembrar situação idêntica em 2014

Hildo Rocha chiou alto e Roseana
Sarney abriu vaga na Câmara Federal

A chiada do então suplente Hildo Rocha, que num discurso no interior reclamou duramente da concorrência que enfrenta no chapão do MDB para deputado federal, alfinetando diretamente o ex-secretário estadual de Fazenda, Vinícius Ferro, candidato a deputado federal, que é parente do governador Carlos Brandão, que estaria sendo embalado pela máquina e com “muito dinheiro”, e também a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que, segundo afirmou, “tem o apoio de 21 deputados estaduais”.

O discurso de Hildo Rocha caiu como uma bomba na cúpula do MDB, com repercussão mais forte na seara liderada pela deputada federal Roseana Sarney, candidata ao Senado. Tanto que imediatamente Roseana Sarney arranjou um argumento para se licenciar do mandato, para que o aliado, que é primeiro suplente, assumisse. Assim, Hildo Rocha passará o resto da campanha como deputado federal, participando de votações cruciai para o Palácio do Planalto, o que lhe dá um reforço político fora do comum.

O curioso desse pequeno terremoto na seara emedebista é que ele faz lembrar que em 2014, Hildo Rocha se lançou candidato a deputado federal depois ter sido o todo-poderoso chefe da Casa Civil, que chegou a acumular esse cargo com a Secretaria de Educação, o que lhe deu poderes excepcionais, levando-o a sair das urnas eleito com nada menos que 125 mil votos.

O seu poder de fogo naquela eleição causou a reclamação de vários candidatos, que se sentiram atropelados pelo poder avassalador do candidato palaciano, uma situação bem parecida com o que faz agora o ativo deputado federal Hildo Rocha em relação ao ex-secretário Vinícius Ferro.

São Luís, 02 de Setembro de 2026.

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