Flávio Dino e Roseana Sarney ainda sem presidenciáveis definidos; Maura Jorge leva a melhor ao apoiar Jair Bolsonaro

 

Flávio Dino vota em Manuela D`Ávila, mas quer Ciro Gomes unindo a esquerda; Roseana Sarney deve apoiar Henrique Meireles, Robeerto Rocha apoia Geraldo Alckmin, Maura Jirge abraçou Jair Bolsonaro e Odívio Neto vai com Guilherme Boulos
Flávio Dino vota em Manuela D`Ávila, mas quer Ciro Gomes unindo a esquerda; Roseana Sarney deve apoiar Henrique Meireles, Roberto Rocha apoia Geraldo Alckmin, Maura Jorge abraçou Jair Bolsonaro e Odívio Neto vai com Guilherme Boulos

A pesquisa Datafolha chamou atenção para um fato surpreendente: o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney, os dois principais candidatos ao Governo do Estado, não têm candidato a presidente da República, enquanto que três dos quatro demais candidatos menos fortes têm nomes bem definidos para disputar o Palácio do Planalto. O governador Flávio Dino ainda não tem candidato a presidente, o mesmo acontecendo com a ex-governadora Roseana Sarney. Ao passo que o senador Roberto Rocha (PSDB) está definido com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) firmou aliança com Jair Bolsonaro (PSL) e o professor Odívio Neto (PSOL) está firme com Guilherme Boulos, do seu partido. O ex-deputado Ricardo Murad (PRP), que vinha em marcha lenta, parece ter estacionado de vez o seu projeto, não emitindo qualquer sinal em relação para a disputa presidencial. O deputado Eduardo Braide (PMN) mantém suspense sobre a sua própria candidatura, o que significa dizer que não tem candidato presidencial.

O governador Flávio Dino está vivendo uma espécie de xadrez em relação à corrida à presidência da República. Vota na candidata do seu partido, Manuela D`Ávila, é partidário da candidatura do presidente Lula da Silva (PT), mesmo estando ele na prisão, mas  trabalha com um Plano B bem definido, que deve ser o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). E a equação é muito simples: condenado em segunda instância, o que o coloca automaticamente na lista negro dos ficha suja, Lula não terá sua candidatura validada pela Justiça Eleitoral. O PT deve se movimentar nesse tabuleiro com um candidato alternativo, mas esse, seja lá quem for, não terá o mesmo peso do ex-presidente. Esse cenário reforça a proposta, feita e mantida pelo governador Flávio Dino, no sentido de que as esquerdas se unam em torno do ex-ministro Ciro Gomes, uma tese que a cada dia ganha mais força dentro do universo esquerdista. Se ela for consumada, Flávio Dino ficará politicamente mais forte.

Lançado pelo presidente Michel Temer para ser o candidato do MDB à sua sucessão, o banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles ainda não deslanchou, deixando no ar forte impressão de que não deslanchará. Se Meireles for mantido, Roseana Sarney terá de aceitá-lo, por o MDB não tolerará que um candidato a governador saia dos trilhos colocados pelo partido numa campanha presidencial. A ex-governadora pode correr o risco de travar sua campanha por causa do presidenciável emedebista, caso ele esteja mesmo enfrentando dificuldades para alçar voo. O problema de Roseana Sarney em relação à corrida presidencial é que ela não pode ter um “Plano B”, pois no caso de a candidatura de Henrique Meireles mergulhar na frustração e for tirada do páreo, a primeira opção do MDB será firmar uma aliança com o PSDB em torno de Geraldo Alckmin. Tal situação criará um grande imbróglio monumental na relação dos partidos no Maranhão por conta da candidatura do senador Riberto Rocha. Talvez o “fator” Henrique Meireles explique as cautelas da emedebista até aqui. Situação do senador Roberto Rocha é, em certa medida, a mesma que a da ex-governadora Roseana Sarney.

Por uma dessas incongruências da política, Maura Jorge, a princípio sem qualquer futuro na corrida sucessória estadual, tem no momento a posição mais confortável em relação à corrida presidencial. Chega ao limiar da campanha como a porta-voz de Jair Bolsonaro no Maranhão, navegando na possibilidade concreta de vir a ser o braço do presidente da República no estado, a julgar pelo que apontou a pesquisa Datafolha publicada Domingo pela Folha de S. Paulo. De acordo com a pesquisa, sem Lula da Silva no páreo e se a esquerda não se unir em torno de Ciro Gomes, Jair Bolsonaro pode vir a ser o próximo presidente.

É claro que o momento é ainda de pré-campanha, com uma enorme distância a ser percorrida até outubro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aliança PSOL/PCB define chapa completa encabeçada por Odívio Neto

Odívio Neto fala no encontro de delegados do PSOL e do PCB que o lançou candidato a governador
Odívio Neto fala no encontro de delegados do PSOL e do PCB que o lançou candidato a governador

Não surpreendeu a aliança PSOL-PCB para lançar a candidatura do professor Odívio Neto ao Governo do Estado, tendo a professora Helena como candidata a vice-governadora. A chapa será comporta com os professores Saulo Pinto e Iego Bruno como candidatos da coligação às vagas no Senado. Essa aliança vai apoiar e propagar a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à presidência da República.

A definição da chapa majoritária foi feita num encontro de delegados dos dois partidos realizado no sábado (9), no qual foi decidido também a ampliação da participação dos dois partidos no processo eleitoral com o lançamento de candidatos a deputado federal e a deputado estadual. Para deputado federal foram lançados como candidatos o professor e policial militar aposentado Antônio Alves, o estudante Wagner (mestrando da UFMA) e do agente comunitário de saúde Antônio José. Para deputado estadual concorrerão o sindicalista Luiz Carlos Noleto, o engenheiro Enilton Rodrigues, a professora Ana Paula e a professora Fernanda Suely.

Com a definição da chapa, PSOL e PCB, que são partidos mais à esquerda, que não chegam a ser radicais, mas já atuam já na fronteira do radicalismo, confirmam sua política de distanciamento do PCdoB fazendo uma oposição moderada, mas sistemática, ao Governo Flávio Dino, por discordar da linha de atuação do PCdoB. No mesmo plano, PSOL e PCB mantêm uma linha aberta de conflito com o PT, tendo feito Oposição sistemática aos Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff. Daí a decisão de lançar candidato ao Governo do Estado.

 

Roseana Sarney pode buscar vice na Região Tocantina ou optar por solução caseira

Roseana Sarney vai definir candidato a vice
Roseana Sarney  vai definir seu vice

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda não iniciou movimentos em busca de um companheiro de chapa. Todas as conversas travadas até agora sobre o assunto aconteceram em ambiente fechado, com a participação apenas da cúpula. Nos bastidores do Grupo Sarney vozes respeitadas dizem que há duas possibilidade: uma que prevê a procura de um você na Região Tocantina, onde a ex-governadora precisa reforçar seu cacife. E outra poderá ser uma solução caseira, que poderá sair do MDB ou do PV. A hipótese de uma aliança com o PT foi inteiramente descartada pelo comando nacional do partido, já que o partido fechou questão fazendo opção por aliar-se à aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Se a posição final for por uma solução caseira, o senador João Alberto (MDB), que não vai disputar a reeleição, encabeça todas as listas.

São Luís, 11 de Junho de 2018.

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