Candidatos aos Leões se voltam para a definição de vice e suplente de senador para deflagrar a guerra pelo voto

 

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad caminham para dar forma final ás chapas
Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad caminham para dar forma final ás chapas que disputarão Governo e Senado 

 

A menos de 120 dias para as eleições, os candidatos ao Governo do Estado encontram-se mergulhados em articulações para os acertos finais da montagem das suas chapas, trabalhando para definir candidatos a vice-governador e a suplente de senador, que são os cargos mais cobiçados por aliados que ainda não tenham – ou mesmo os que já têm – definidos espaços no campo majoritário. O governador Flávio Dino (PCdoB) já tem sua chapa pronta, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda procura um vice, caso também do senador Roberto Rocha (PSDB). A ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), o ex-deputado Ricardo Murad (PRP) e o deputado Eduardo Braide PMN) – que ainda não confirmou sua candidatura – ainda se movimentam para confirmar seus projetos eleitorais e nada têm ainda definido para compor suas chapas.

O governador Flávio Dino é, de longe, o mais definido e organizado dos candidatos. Confirmou Carlos Brandão como candidato a vice e os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) como candidatos ao Senado, faltando escolher os quatro suplentes senatoriais. Recentemente, o PT resolveu reivindicar uma das vagas de senador para compensar o tempo de rádio e TV que colocará à disposição da coligação dinista. Só que o governador avisou que os candidatos ao Senado estão consolidados, não havendo possibilidade de mudar a composição da chapa. Depois de vai-e-vem, sobe-e-desce e entra-e-sai e ameaça de se bandear para Roseana Sarney, o PT começa a colocar os pés no chão e admitir aceitar uma vaga de suplente, indicando o ex-secretário de esportes, Márcio Jardim, como candidato a 1º suplente Weverton Rocha. A vaga de 1º suplente de Eliziane Gama poderá ficar com o DEM, que ainda não definiu nome. Essa negociação será concluída nos próximos dias, dando cara definitiva à chapa liderada pelo governador Flávio Dino.

Roseana Sarney ainda tem de definir o vice e os suplentes de senador. São muitas as especulações em relação à escolha do vice, sendo a mais recente e barulhenta delas a de que o escolhido pode ser o ex-deputado federal Chiquinho Escórcio (MDB), homem da extrema confiança do ex-presidente José Sarney atual “assessor especial” do presidente Michel Temer (MDB). Mas outras vozes sarneysistas dizem Chiquinho Escórcio não tem a menor chance e que Roseana Sarney está em busca de um vice na região Tocantina, podendo ser um político, um empresário ou um líder de classe. Mas pode resolver com uma solução caseira: o senador João Alberto (MDB), que decidiu não se candidatar à reeleição. O fato é que a vaga do vice está aberta no Grupo Sarney. No que diz respeito às suplências senatoriais, a primeira vaga do senador Edison Lobão já está definida com a permanência do empresário e atual suplente Lobão Filho (MDB), permanecendo em aberto a vaga de 2º suplente, já que o atual, Pastor Bel (PSDC), que decidiu se candidatar a senador. Quanto aos dois suplentes de Sarney Filho (PV), um já está definido: João Manoel Souza (PMDB), restando preencher a segunda vaga.

O candidato tucano Roberto Rocha está em busca de um vice, que deve sair de Imperatriz ou de São Luís. O nome citado até agora é o do empresário Ribinha Cunha (PSD), que disputou a Prefeitura de Imperatriz apoiado pelo então prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Quanto às vagas de suplente de senador, o candidato José Reinaldo Tavares já escolheu o 1º da sua vaga: o advogado e político caxiense Catulé Jr., faltando escolher o 2º. Já os suplentes de Alexandre Almeida ainda não foram definidos.

Maura Jorge não decidiu ainda quem será seu companheiro de chapa, como também não terá candidatos a senador pelo seu partido, o Podemos. Na ciranda que a levou à condição de representante do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão, há duas semanas ela se reuniu com Pastor Bel (PRTB) e Márcio Coutinho (PSDC). Quanto é escolha do vice, essa deve se dar depois da passagem de Bolsonaro por São Luís, no dia 14, para lançar seu projeto presidencial oficialmente no Maranhão.

Quanto a Ricardo Murad, até ele agora não confirmou sua candidatura a governador, nada sinalizou em relação a vice. Quanto a senador, fez um convite ao radialista Geraldo Castro, não deixando claro até agora se esse projeto vai mesmo vingar. A verdade é que Ricardo Murad ainda não bateu martelo em relação à sua candidatura a governador, o que dificulta a composição de uma chapa com vice, candidatos a senador e suplentes. A mesma situação se aplica ao deputado Eduardo Braide, que vem mantendo suspense sobre se será mesmo candidato ou não ao Palácio dos Leões.

As próximas semanas serão decisivas para essas definições.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Jr. supera dificuldades financeiras e avança nas melhorias das escolas de São Luís

Tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, e na oresença de veresdores, incluindo o presidente eleoto Osmar Filho, o prefeito Edivaldo Jr. festeja a reabertura da escola Bernardina Spíndola
Tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, e na presença de vereadores, incluindo o presidente eleito Osmar Filho, o prefeito Edivaldo Jr. festeja a reabertura da escola Bernardina Spíndola, que agora vai funcionar climatizada

Ao reabrir, na manhã de sábado, a Unidade de Ensino Básico Bernardina Spíndola, localizada na Rua Celso Magalhães, na área onde existiu o chamado Sítio do Tamancão, nas imediações do Centro de São Luís, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) presidiu o 120º ato de entrega de escola reformada e equipada com as condições de conforto e de ensino necessárias para que as mais de 200 crianças ali matriculadas recebam a primeira etapa da sua formação com eficiência e  dignidade. A Bernardina Spíndola é uma das 120 escolas do Município de São Luís alcançadas pelo que o prefeito definiu como “programa de requalificação”, que consiste em reformar toda a rede – cerca de 200 unidades -, dando a cada uma o mesmo padrão de qualidade, que inclui a preparação de um ambiente arejado e climatizado, com estrutura e equipamentos didáticos, um quadro preparado de professores e serviço assistencial, como merenda escolar, por exemplo. A partir de agora, as crianças que estudam na Bernardina Spíndola terão tudo isso.

A reinauguração da Bernardino Spíndola é parte do gigantesco e desafiador esforço que a Prefeitura de São Luís vem fazendo para dar à rede escolar da Capital um padrão de qualidade que nivele todas as unidades, focando as medidas em dois ponto: a dignidade da criança-aluna e a qualidade do ensino, de modo que uma esteja umbilicalmente ligada à outra.

“A nossa meta é requalificar todas as unidades de ensino da rede até o final do nosso mandato”, refirmou o prefeito Edivaldo Jr., que se impôs tal objetivo como um desafio, a começar pelo fato de que comanda a administração de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes e penalizada por um grave e permanente sufoco financeiro. Jogando aberto, o prefeito in forma que a situação financeira dos municípios em geral, e a de São Luís em particular, “é muito grave”, mas que tais dificuldades têm sido domadas com uma gestão financeira draconiana, o que tem tornado possível programas coo o da requalificação das escolas da fede municipal.

Numa espécie de desabafo, mas visivelmente bem animado – estava acompanhado da primeira-dama Camila Holanda e duas filhas -, o jovem prefeito de São Luís parece não se abalar com as dificuldades. “Não tem sido fácil. Há cinco anos e meio administramos em um cenário de crise e queda de receita. Mas, mesmo diante de todas as dificuldades, estamos reestruturando a educação municipal, garantido deste modo que nossas crianças e jovens tenham a oportunidade de um futuro melhor. Já avançamos muito e vamos avançar mais”, declarou em tom determinado.

Tanto que aproveitou para informar que mais 166 professores concursados estão sendo convocados, deixando no ar o seguinte recado: os que ainda não foram, não percam a esperança. “Nós vamos chamá-los na medida do possível”, afirmou.

Não tem mesmo sido fácil para o prefeito de São Luís dar o tratamento que vem dando à educação municipal diante dos graves problemas enfrentados diariamente pela administração municipal. E é sempre oportuno e honesto lembrar que  quando assumiu, em janeiro de 2013, encontrou a rede escolar municipal mergulhada no caos, coma maioria das escolas fechadas, e com os professores em “pé de guerra”. Foram semanas de tensão e trabalho duro até que a situação alcançasse uma normalidade. O primeiro mandato foi dedicado a avaliar, programar e deflagrar o que está sendo feito agora num processo quase diário de superação das dificuldades financeiras.

 

Prefeito de São Luís prevê queda de receita e crise forte nas Prefeituras

Edivaldo Jr. faz previsão sombria das consequências da greve dos caminhoneiros para as finanças municipais
Edivaldo Jr. faz previsão sombria das consequências da greve dos caminhoneiros para as finanças municipais

Numa conversa rápida com jornalistas na reinauguração da Escola Bernardina Spíndola, o prefeito Edivaldo Jr. fez um prognóstico sombrio da situação financeira dos municípios por causa da greve dos caminhoneiros, que parou a economia do País durante sete dias. “São sete dias de indústria, comércio e serviços parados, sem gerar impostos”, observou, alertando para o fato de que as consequências dessa paralização deverão se refletir já nas próximas transferências de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é a principal item da receita dos municípios. Sem perder o eixo e encarando o gigantesco abacaxi uma ponta de bom humor, o prefeito de São Luís lembrou que problemas de queda de receita são rotineiro e que já sabe lidar com eles. No caso do emagrecimento do FPM por causa da greve dos caminhoneiros, a situação poderia ficar bem mais séria, já que a indústria precisará de algum tempo para retomar sua capacidade produtiva, e que até lá haverá certamente uma forte queda na receita tributária do Governo Federal.

E indagado sobre como enfrentar a crise na Prefeitura, respondeu sem pensar duas vezes: “É a receita de sempre. Avaliar a situação e cortar onde for possível”.

São Luís, 10 de Junho de 2018.

 

 

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