Falta um ano para a corrida eleitoral que renovará prefeituras e câmaras e desenhará o quadro político para 2022

 

Márcio Jerry, Weverton Rocha, Roberto Rocha e Roberto Costa comandarão a corrida eleitoral ano que vem

Daqui a exatamente um ano (04/10/2020), os mais de 4,5 milhões de eleitores maranhenses irão às urnas para eleger 217 prefeitos e 2.320 vereadores, numa eleição que muitos apontam como decisiva para o futuro político do Maranhão, que será desenhado na corrida eleitoral de 2022. O processo eleitoral que começa nesta sexta-feira será diferenciado por várias situações. A primeira é que o PCdoB, que elegeu 46 prefeitos em 2016, vai brigar para se manter como partido majoritário, o mesmo acontecendo com o PSDB, que foi o segundo (29), com o PDT, que saiu das urnas com o terceiro maior número de prefeitos (28), seguido do MDB (22). Nesse contexto, vem a indagação: o PDT conseguirá se manter no comando da Prefeitura de São Luís? Qual será o desfecho da corrida às urnas em Imperatriz, Timon, Caxias e São José de Ribamar, os quatro maiores depois da Capital? São situações que, dependendo das escolhas a serem feitas pelo eleitorado, poderão influenciar forte e decisivamente o desenho político que será feito pelo mesmo eleitorado nas eleições gerais de 2022.

No cenário geral, há uma nítida corrida do PCdoB, comandado pelo deputado federal Márcio Jerry, para manter a condição de maior partido, conquistada nas eleições de 2016. Nesse contexto, o PSDB, segundo mais forte naquele ano, parece fora do páreo decido às nítidas contradições produzidas na gestão do senador Roberto Rocha e que, segundo observadores atentos, dificilmente repetirá o desempenho de 2016. Há ainda o PDT, com a intensa política de expansão colocada em prática pelo presidente estadual, o senador Weverton Rocha, que não medirá esforços para fortalecer o partido visando a corrida sucessória no Governo do Estado em 2022.  Em meio a essa disputa entre grandes partidos, o MDB se mobiliza para retomar pelo menos parte do espaço que perdeu nos últimos tempos.

Pelo que está sendo desenhado, a grande disputa da guerra eleitoral nos municípios se dará em São Luís, onde o PDT não tem nome de peso para brigar pela sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Jr., e o PCdoB trabalha com duas opções, o deputado federal Rubens Jr. e o deputado estadual Duarte Jr., o primeiro com forte lastro políticos e precisando se viabilizar eleitoralmente, e o segundo com força eleitoral, mas carecendo de um suporte político. Qualquer que seja o escolhido, ele enfrentará o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), o grande favorito, segundo todas as pesquisas feitas até aqui, e nomes com cacifes respeitáveis, como o deputado federal Bira do Pindaré (PSB) e o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB). Também na disputa o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), o vereador-presidente Osmar Filho (PDT), o deputado estadual Yglésio Moises (PDT), o jornalista Jeisael Marx (Rede) e o deputado estadual Adriano Sarney, que se anuncia candidato do PV. O MDB procura um nome, podendo contar com o juiz José Carlos Madeira – que também conversa com o Solidariedade – e a arquiteta Kátia Bogea, ambos ainda sem partido. O fato é que Eduardo Braide ameaça a continuidade do grupo governista em São Luís.

Em Imperatriz, o prefeito Assis Ramos, que se elegeu pelo MDB, agora está no DEM e, dizem, poderá desembarcar no PSL, avisou que é candidato à reeleição, devendo enfrentar dois pe4sos pesados, o deputado Marco Aurélio (PCdoB), apoiado pelo palácio dos Leões, e o ex-prefeito Ildon Marques (PP), podendo encarar também o ex-prefeito Sebastião Madeira, o que torna aquela disputa imprevisível. Em outro clima, Caxias mais uma vez repetirá medição de forças do bem avaliado prefeito Fábio Gentil (PRB), aliado ao ex-prefeito Paulo Marinho (MDB), com o Grupo Coutinho, que tem quatro pré-candidatos, entre eles a deputada Cleide Coutinho (PDT). E em São José de Ribamar, o prefeito Eudes Sampaio (PTB) caminha livre para a reeleição, já que até agora não surgiu um nome com cacife para enfrentá-lo.

Marcadas exatamente para daqui a um ano, as eleições municipais deverão desenhar o cenário político em que se dará a grande disputa de 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Márcio Jerry diz que concluiu de Sérgio Moro com Deltan Dallagnol “fulminou” a Lava Jato

Sérgio Moro e Deltan Dallgnol afundaram a Lava Jato, segundo Márcio Jerry

“Não é o Supremo Tribunal Federal que pode ‘fulminar’ a Lava Jato. Quem a fulminou mortalmente foram os abusos e ilegalidades da dupla Sérgio Moro e Deltan Dallagnol”. O comentário, feito em tom de alerta, partiu ontem do deputado federal Márcio, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, ao avaliar o desgaste corrosivo que enfrenta a Operação Lava Jato com a revelação de abusos e parcialidade praticados pelo procurador-chefe da força-tarefa Deltan Dallagnol e pelo juiz Sérgio Moro, que atuaram em nítido conluio, conforme as mensagens reveladas pelo portal The Intercept. Márcio Jerry fez o comentário após decisão do STF de que réu terá sempre o direito de defesa após ser alvo de delação. O entendimento pode anular condenações por erros da Lava Jato. Agora, os ministros da Suprema Corte vão delimitar o alcance da sua decisão, que foi questionada por apoiadores do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). As revelações do The Intercept são tão graves e nocivas que o ministro Gilmar Mendes classificou de promiscuas. Para ele, integrantes da força-tarefa agiram como “gangsters”, que usaram prisões provisórias como “instrumento de tortura” para obter delações. Ao analisar esse contexto, o deputado Márcio Jerry concluiu: “A revelação dos abusos da Lava Jato envergonha aqueles que a defenderam cegamente. Com a desculpa de combater a corrupção cometeram ilegalidades e instrumentalizarem o Ministério Público e a Justiça Federal para fazer a maior armação política da história do Brasil”.

O deputado Márcio Jerry fala com propriedade, porque essa é a verdade que vem se impondo, apesar de algumas vozes ainda teimarem em não reconhecê-la.

 

Eduardo Braide reedita com Hilton Gonçalo parceria na campanha para Prefeitura

Eduardo Braide e Hilton Gonçalo reeditam aliança que os uniu em 2016

Não surpreendeu a anunciada aliança entre o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (sem partido) visando a eleição para a Prefeitura de São Luís. Para começar, a aliança na verdade é a reedição de uma parceria feita em 2016, quando Eduardo Braide disputou o cargo com o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Naquela corrida eleitoral, Hilton Gonçalo, então filiado ao PCdoB e ainda se apresentava como integrante do grupo liderado pelo governador Flávio Dino, contrariou a cúpula da campanha do pedetista ao declarar apoio à candidatura de Eduardo Braide, e mais do que isso, atuar como coordenador da sua campanha. Não se sabe qual foi peso real da participação de Hilton Gonçalo na votação do então candidato do PMN ao Palácio de la Ravardière, recebida pelo candidato a prefeito de São Luís, mas não há como desconhecer que ele teve papel importante na surpreendente votação de Eduardo Braide., que levou a eleição para o segundo turno e chegou a ameaçar o projeto de reeleição de Edivaldo Holanda Jr.  Mas, a julgar pelo desempenho que ele conseguiu em Santa Rita, onde teve uma votação superlativa, e pela eleição da sua mulher, Fernanda Gonçalo (PMN), na vizinha Bacabeira, Eduardo Braide o quer de novo como coordenador. E pelo visto, vai tê-lo no posto, mesmo sendo ele provavelmente candidato à reeleição em Santa Rita, tendo também de cuidar da reeleição da consorte em Bacabeira.

São Luís, 04 de Outubro de 2019.

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