Econométrica mostra Braide e Orleans rigorosamente empatados, e com Lahesio e Camarão quase sem chance na disputa

Econométrica mostra Eduardo Braide Orleans Brandão empatados
e muito à frente de Lahesio Bonfim e Felipe Camarão

Se a eleição para governador fosse agora, Eduardo Braide (PSD), com 39,6% dos votos, e Orleans Brandão (MDB), com 39,1%, sairiam das urnas rigorosamente empatados e seriam mandados para disputar o segundo turno. Lahesio Bonfim (Novo), com 8,6%, e Felipe Camarão (PT), com 4,6%, seriam mandados para casa. Nesse cenário, 1,7% não votariam em nenhum candidato ou anulariam o voto, enquanto 6,3% não saberiam em quem votar. Os demais candidatos ao Governo – Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) – não teriam nenhuma chance.

Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa Econométrica, contratada pelo jornal O Imparcial e divulgada ontem. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 14 de maio, há mais de dez dias semana, portanto, tendo ouvido 1.607 eleitores, com intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-05862/2026. Chamou a atenção o material divulgado não haver revelado margem de erro.

Os números encontrados pela Econométrica contrastam radicalmente com duas pesquisas recentes (Veritá e AtlasIntel), que mostraram tendência largamente favorável ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, com Orleans Brandão em segundo lugar e Felipe Camarão virando em cima de Lahesio Bonfim. (Uma regra jornalística universal diz que não se deve comparar pesquisas. A Coluna respeita a tradição, mas não pode deixar de manifestar curiosidade em relação à espantosa diferença dos três cenários).

Com base nos números da Econométrica – empresa fundada ainda nos anos 70 do século passado pelo gênio estatístico de Sérgio Zubicueta, e que conhece como nenhuma outra do ramo o caminho das pedras nas reentrâncias eleitorais do Maranhão -, a disputa está extremamente acirrada nesta fase de pré-campanha. Como muitos já previam, Eduardo Braide e Orleans Brandão são, de longe – pelo menos até aqui – os nomes mais fortes da corrida ao Palácio dos Leões. Um com o lastro de ex-prefeito bem sucedido de São Luís e o outro com o suporte de haver sido o elo do Governo com os municípios e de contar com o aval do governador Carlos Brandão (MDB). Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, o primeiro à frente do segundo, encontram-se estacionados, se levada em conta a última pesquisa Econométrica.

Um dado da pesquisa chama a atenção: praticamente não há insatisfeitos, uma vez que o percentual de intenção de votar nulo ou em branco, ou seja, em nenhum deles, é de apenas 1,7 ponto percentual, o que é incomum em fase prévia de campanha. Também os indecisos encontrados pela pesquisa somam apenas 6,3%, percentual obviamente inexpressivo faltando ainda mais de quatro meses para a eleição, incluindo os 45 dias de campanha oficial agendada para agosto e setembro. Ou seja, muita água ainda vai rolar até lá.

O fato mais destacado da pesquisa é que os seus números mostram uma polarização dura e difícil de ser revertida entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, a ponto de não se saber exatamente quem está de fato com a vantagem. Com o diferencial de que, segundo as pesquisas anteriores da Econométrica, Eduardo Braide mantém-se estável na sua posição, enquanto Orleans Brandão vem num forte viés de crescimento, explicado pela pré-campanha intensa que vem realizando na Capital e no interior com o apoio do governador Carlos Brandão, o grande responsável pela base da sua candidatura.

A pesquisa Econométrica/O Imparcial mostra que, neste momento, somados os dois percentuais, Eduardo Braide e Orleans Brandão são detentores de nada menos do que 78,7% das intenções de voto, enquanto a soma de Lahesio Bonfim e Felipe Camarão alcança apenas 13,2%. Ou seja, a julgar por esse cenário, a tendência é que a polarização seja mantida, ainda que com eventuais alterações no peso de cada candidato, levando a disputa para dois turnos.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e Weverton e R. Rocha empatam em disputa acirrada com chance para Fufuca, Duarte Jr., Eliziane e Pedro Lucas

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Roberto Rocha, André Fufuca,
Duarte Jr., Eliziane Gama, Pedro Lucas Fernandes, Simplício
Araújo e Hilton Gonçalo na corrida às duas cadeiras no Senado

A Econométrica investigou também as preferências do eleitorado para a corrida {às duas vagas no Senado, encontrando o seguinte cenário: se a eleição fosse agora, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) seria a mais votada, com 15,3%, sendo eleita para uma cadeira, enquanto o senador Weverton Rocha (PDT) seria reeleito com 11,8%, apenas oito centésimos à frente do ex-senador Roberto Rocha (Novo), que teria 11%. Sem a margem de erro não é possível as condições desse empate técnico.

Na sequência aparecem pré-candidatos da faixa de um dígito: o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) com 9,6% (a apenas 1,4 ponto percentual de Roberto Rocha), o deputado federal Duarte Jr. (Avante) com 8,8% (0,8 pontos percentuais atrás de André Fufuca), a senadora Eliziane Gama (PT) com 7,8% (um ponto percentual atrás de Duarte Jr.), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 5,1%, o ex-deputado federal Simplício Araújo (DC) com 2,3%, empatado com o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,0%.

Por esse quadro desenhado pela Econométrica, mostrando-a com o maior percentual de intenção de voto, Roseana Sarney reforça o seu projeto de candidatura, que deve ser confirmado a qualquer momento pelo MDB ratificando as conversas entabuladas pelas cúpulas estadual e federal do partido, na semana passada, em Brasília, numa articulação do ex-presidente José Sarney (MDB). Na mesma linha, a segunda colocação dá ao senador Weverton Rocha gás para confirmar a sua decisão de concorrer à reeleição, mandando para o espaço a especulação de que estaria pensando disputar cadeira na Câmara Federal.

É claro que os números dessa pesquisas não são, nem de longe, definitivos. Isso significa dizer que Roberto Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama estão no páreo, com chance de, cada um ao seu modo e ao seu tempo, poder virar o jogo e brigar efetivamente pela vaga. Mais do que isso, a vantagem de Roseana Sarney não é tão ampla que a deixe imune de ataques e lhe garanta a eleição.

O cenário desenhado pela pesquisa Econométrica sugere que muitas reviravoltas podem sacudir a disputa para as duas cadeiras no Senado. E ao que tudo indica, tudo vai depender dos movimentos a serem feitos pelo governador Carlos Brandão (MDB) nessa seara.

Braide deve definir candidatos ao Senado na sua chapa

Eduardo Braide vai
definir candidatos
ao Senado

Com sua pré-candidatura consolidada, inclusive com vice escolhida, a empresaria tocantina Elaine Cordeiro (PSD), Eduardo Braide (PSD) deve se movimentar nos próximos dias para definir os candidatos ao Senado na sua chapa. Ele terá de compor uma chapa incluindo candidato ao Senado, a começar pelo fato de que o comando nacional do seu partido assim decidiu.

Especulações diversas sugeriram nomes e possíveis alianças, mas nada produziram de conclusivo. Uma das especulações mais fortes sugeriu a hipótese de renúncia de Lahesio Bonfim (Novo) à candidatura a governador, levando o candidato do partido ao Senado, Roberto Rocha, a uma aliança informal com o ex-prefeito de São Luís. Outra seria a candidatura do próprio Lahesio Bonfim a uma cadeira no Senado numa aliança com o candidato do PSD.

Outra especulação forte, essa bem recente, sobre esse tema deu conta de que Eduardo Braide poderia ter o seu arquiadversário em São Luís, o deputado federal Duarte Jr., como candidato a senador numa aliança informal entre o PSD e o Avante. Correram também rumores de que um dos seus aliados do PSB poderia sair candidato a senador.

Pode, finalmente, ocorrer uma situação extrema, mas absolutamente possível: o candidato do PSD concorrer com uma chapa sem candidatos ao Senado.

São Luís, 25 de Maio de 2026.

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