
Roberto Rocha podem ter de disputar com Iracema
Vale, Roseana Sarney, Detinha e Hilton Gonçalo
Enquanto as especulações correm soltas em relação à disputa pela cadeira principal do Palácio dos Leões, uma delas afirmando categoricamente que o ex-ministro José Dirceu desembarcará este mês em São Luís para, em nome do PT e do presidente Lula da Silva, para tentar costurar um acordo cujo para reaproximar a corrente dinista e o governador Carlos Brandão (sem partido), um estado de guerra se arma pelas duas vagas no Senado em todas as frentes. No mesmo cenário em que parece difícil, quase impossível, a volta da aliança governista à situação de 2022, os acordos para o Senado até agora não ficaram bem definidos na base governista, o que mantém abertas as portas para a entrada de novos pretendentes nessa disputa, a exemplo da deputada federal Detinha (PL), como o caso mais recente. E nesse contexto, se mantém a pré-candidatura solitária, mas firme, do ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza).
A pergunta corrente que se faz no meio político e fora dele é a seguinte: quais nomes disputarão as duas de senador pela bandeira governista? O senador Weverton Rocha (PDT)? O ministro André Fufuca (PP)? A deputada federal Roseana Sarney (MDB)? A deputada-presidente da Alema Iracema Vale MDB)? Até agora, todos são citados como pré-candidatos governistas ou com possibilidade de candidatura, mas nenhum foi apresentado oficialmente, preto no branco, pelo governador Carlos Brandão (sem partido) nem pelo pré-candidato governista Orleans Brandão (MDB) como futuros componente da chapa majoritária que representa a aliança governista.
Essa indefinição está abrindo caminho para o avanço da candidatura oposicionista do ex-senador Roberto Rocha, que vai assumir o comando do PSDB, e criando as condições para o eventual lançamento da deputada federal Detinha (PL), cuja escolha já teria sido carimbada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato bolsonarista à presidência da República – ela entraria na corrida com o apoio decisivo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o braço do PL e um expressivo grupo de deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores no Maranhão.
Nesse cenário de cores ainda muito imprecisas navega a senadora Eliziane Gama (PSD), que nasceu na base governista montada pelo então governador Flávio Dino em 2018, tem uma relação muito próxima com o presidente Lula da Silva e com a sua base governista no Congresso Nacional. No Maranhão, porém, foi afastada do campo governista no Maranhão e encontra-se em processo de aproximação com o prefeito Eduardo Braide (PSD), que poderá ou não ser candidato a governador pelo seu partido – se ele for candidato, ela será naturalmente candidata à reeleição na sua chapa, como quer a direção nacional da agremiação.
No momento, todas as avaliações com algum fundamento estão apontando para a possibilidade de, pela primeira vez em muitos anos, a eleição de senador no Maranhão, na renovação de dois terços, os maranhenses acabarem mandado para o Senado um candidato governista e outro oposicionista. Isso num cenário em que o presidente Lula da Silva se desdobra para obter a reeleição e eleger o máximo possível de senadores aliados, teria duas cadeiras sem problemas se a aliança original tivesse sido mantida. Para ele, o ideal será uma dobradinha Weverton Rocha/André Fufuca ou, numa situação diferente, a eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama. Sem descartar, claro, dobradinhas mais remotas envolvendo Roseana Sarney e Iracema Vale.
E o que mais chama a atenção nesse contexto de linhas imprecisas é que ainda não se descarta de todo a possibilidade de o governador Carlos Brandão vir a se candidatar a senador, como quer o presidente Lula da Silva. E numa hipótese mais remota ainda, com total improbabilidade, uma guinada do vice-governador Felipe Camarão (PT) na direção do Senado, como andam sugerindo vozes petistas de Brasília.
Todo esse emaranhado poderá ser desmanchado nos próximos 32 dias, com a chegada do prazo fatal de 4 de abril.
PONTO & CONTRAPONTO
Brandão instala Governo em Imperatriz e reforça base política na região
O governador Carlos Brandão e o núcleo central do seu Governo (Casa Civil, Assuntos Municipalistas, Infraestruturas, Educação, Saúde e Desenvolvimento Social), iniciam hoje, a partir das 13 horas, uma maratona de trabalho na Região Tocantina tendo como base Imperatriz, transformada por decreto em Capital do Maranhão durante esta semana. Os trabalhos serão coordenados pelo chefe da casa Civil Sebastião Madeira.
O governador cumprirá uma agenda intensa, com despachos com secretários, audiências com prefeitos – entre eles os de Açailândia e São Raimundo das Mangabeiras – e representantes do setor produtivo da região, e uma expressiva relação de obras a serem inauguradas, inspecionadas e autorizadas. Uma delas será a construção da nova sede do Corpo de Bombeiros em Imperatriz, e a outra, a reforma do Centro Administrativo do Governo do Estado na “segunda capital” do Maranhão.
Com esse movimento, o governador Carlos Brandão alimenta um projeto político já em andamento, que é estreitar a relação do seu Governo com Imperatriz, criando assim as condições para ampliar a base política do seu grupo que lidera na cidade e na Região Tocantina como um todo, que representa cerca de 15 municípios.
O como não poderia deixar de ser, o principal destaque da sua comitiva é o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, que é a ponte entre o governador e os prefeitos, que formam a base política da aliança governista para as eleições de outubro. Devem desembarcar na Princesa do Tocantins o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP), dois candidatos fortes da base governista ao Senado.
Roberto Costa se desdobra para atuar efetivamente em três frentes
Roberto Costa (MDB) tem se desdobrado para cumprir agendas administrativas e compromissos políticos. A primeira agenda administrativa são os seus compromissos como prefeito de Bacabal, um dos 10 maiores e mais importantes do Maranhão e polo da Região do Mearim, e a segunda são as decisões como presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que representa os interesse dos 217 municípios do estado. A pauta política é ditada pelos movimentos do MDB.
Nesta semana, por exemplo, ele teve de fazer uma opção no que diz respeito à sua presença em eventos.
Na segunda-feira (02), a Famem, por sua iniciativa, reuniu prefeitos e representantes de prefeituras no programa Conexão CNM, voltado para o fortalecimento da gestão municipal na relação com a Confederação Nacional dos Municípios, no qual foi representado pelo prefeito de Urbano Santos, Cremilton Barros (MDB).
Sua ausência se deu pelo fato de que naquele momento ele encontrava-se no Quilombo Saco das Mulatas, no interior de Bacabal, entregando ali uma Unidade de Saúde da Família, que está equipada para atender cerca de 1.500 pessoas de 22 povoados na região da Baixada bacabalense.
Na semana passada, o prefeito percorreu diversas comunidades do interior do município, inspecionando a rede escolar para o início do ano letivo. Visitou povoados os povoados Brejinho, na Estrada do Leite, e os territórios quilombolas de São Sebastião dos Pretos, Piratininga e Cacutá, e também o povoado Alto Fogoso. O roteiro alcançou os povoados Centro do Cirilo, Canarana e Sincorá, na Baixada bacabalense.
Por onde passou, o prefeito de Bacabal entregou kits de fardamento escolar a alunos regularmente matriculados na rede municipal de ensino.
Além das agendas administrativas, Roberto Costa, que é um dos líderes mais ativos do MDB, tem atuado fortemente nas articulações para a consolidação da pré-candidatura de Orleans Brandão e para a participação do partido na disputa por vagas no Senado, na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.
Poucos políticos maranhenses estão vivenciando a realidade presenta do Maranhão como o prefeito de Bacabal, presidente da Famem e líder emedebista.
São Luís, 03 de Março de 2026.

