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Assassinato político mostra a indiferença da maioria da bancada federal às ações que ameaçam a democracia  

 

Flávio Dino tem mantido o discurso crítico contra movimentos antidemocráticos de Jair Bolsonaro

O assassinato a tiros de um militante do PT em Foz do Iguaçu por um bolsonarista, com todos os indícios de que foi motivado por intolerância política, chocou o País e parece ter acordado grande parte da classe política para o clima de tensão que começa a ganhar corpo na fase inicial da corrida às urnas. Todas as evidências apontam o projeto de poder do presidente Jair Bolsonaro (PL) como a fonte das ações que desenham o ambiente instável e tenso em que se dará a campanha eleitoral. O presidente criou e tenta alimentar o factóide contra as urnas eletrônicas, incentiva seus partidários a manterem o discurso político do ódio e prega indiretamente a violência quando estimula partidários a se armarem. Até ontem o posicionamento crítico em relação a essa realidade estava restrito a poucas vozes, sendo a principal, delas a do ex-governador Flávio Dino (PSB), que mantém inalterado o seu discurso de oposição ao presidente Jair Bolsonaro. A brutalidade política que resultou no assassinato do militante petista levou o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT), a senadora Eliziane Gama (Cidadania), e vários deputados federais a se manifestarem nas redes sociais condenando a estupidez política que ameaça a normalidade do processo eleitoral e a própria democracia.

As reações de líderes maranhenses ao caso de Foz do Iguaçu foram positivas e oportunas, isso não se questiona. Ao mesmo tempo, é óbvio, são posicionamentos relativamente tardios em relação ao cenário nacional de tensão e instabilidade, cujo rascunho foi iniciado no momento em que o presidente Jair Bolsonaro começou sua catilinária contra as urnas eletrônicas e iniciou o incentivo à formação de milícias armadas. Tal situação foi evidenciada no discurso do presidente na célebre reunião ministerial de 2020, na qual ele defendeu claramente os pilares de uma guerra civil no País e ganhou forma no ensaio de golpe de 7 de Setembro de 2021 e agora ameaça desestabilizar o processo eleitoral.

No Senado, apenas a senadora Eliziane Gama tomou posição clara em relação a esses problemas. O senador Weverton Rocha registrou sua indignação com o episódio, mas passou seus primeiros três anos e meio na Câmara Alta mergulhado numa surpreendente indiferença em relação à política armamentista do presidente da República, como também não se posicionou de maneira consistente em relação aos questionamentos ao sistema de votação do País, mantendo uma “neutralidade” inexplicável diante das manifestações golpistas do presidente Jair Bolsonaro e seu entorno. O mesmo acontece com o senador Roberto Rocha (PTB), com o diferencial de ser ele partidário do presidente da República, o que o torna indiferente à agressiva política armamentista, às “boiadas” para tornar a Amazônia terra de ninguém, além, é claro, do uso das Forças Armadas para respaldar o seu perigoso nhenhenhém contra as urnas eletrônicas. O seu silêncio o coloca no banco comum dos que consentem se calando.

Com exceção dos deputados Bira do Pindaré (PSB), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr. (PT), Zé Carlos Araújo (PT), quase nenhum outro parlamentar externou, em discurso ou entrevista, alguma preocupação com relação aos impulsos autoritários do presidente Jair Bolsonaro, a começar pelo fato de que grande parte da bancada é vinculada ao Centrão. Os deputados Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Pastor Gildenemyr (PL), Marreca Filho (Patriotas), Juscelino Filho (União Brasil), Josivaldo JP (PSC), André Fufuca (PP), Gil Cutrim (Republicanos) e Cléber Verde (Republicanos), todos alinhados ao senador Weverton Rocha, parecem concordar com os projetos e as iniciativas do presidente Jair Bolsonaro para desestabilizar a democracia, usando para isso o anacrônico e surrado “temor” de que o Brasil se torne “um país comunista”.

De maneira igualmente enfática, mas fora da esfera de influência do senador pedetista, os deputados Aluísio Mendes (PSC) e Edilázio Jr. (PSD) apoiam as ações e o discurso do presidente da República, atuando como aliados fiéis, também usando o anticomunismo como argumento. Já os pré-candidatos a governador Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD), ao contrário dos seus chefes partidários, mantêm silêncio sepulcral sobre o assunto, como se vivessem em outro país e nada tivessem a ver com o risco a que está submetida a democracia brasileira. Na mesma linha de indiferença estão situados os deputados Hildo Rocha (MDB), João Marcelo (MDB) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil).

O fato é que a crise está rascunhada e começa a ser desenhada, criando no País um clima de incerteza. Esse ambiente poderia ser menos tóxico se as vozes que representam os maranhenses no Congresso Nacional se levantassem contra a ameaça em curso.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ida de Bolsonaro a Imperatriz reforça Weverton e Roberto Rocha

Pastor Cavalcante anunciou a ida de Jair Bolsonaro a Imperatriz nesta quarta

Se confirmada a informação do deputado estadual Pastor Cavalcante (PSD), o presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcará nesta quarta-feira (13) em Imperatriz, para participar da 35ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus. Trata-se, óbvio, de um evento de natureza religiosa, mas ganhará uma conotação fortemente política ao receber o chefe da Nação que está em pré-campanha aberta em busca da reeleição. O presidente Jair Bolsonaro já teve o apoio da grande maioria dos eleitores evangélicos, mas essa vantagem vem diminuindo fortemente com a mudança de correntes na direção da pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva. Imperatriz é um bastião bolsonarista, que lhe deu maioria de votos em 2018. Mas é também espaço de uma população politicamente mesclada, onde o líder petista também conta com apoiadores determinados. Ao atender ao convite dos líderes da Assembleia de Deus, deslocando-se para a Princesa do Tocantins, o presidente Jair Bolsonaro mostra que está correndo sério risco de ser mandado para casa e por isso tenta reforçar sua posição com aliados. Ao mesmo tempo, essa visita à Região Tocantina reforça a posição do senador Weverton Rocha (PDT) no município, onde ele já é bem situado, e a do senador Roberto Rocha (PTB), que é a expressão maior do bolsonarismo naquela região. O evento, se acontecer mesmo, certamente levará o governador Carlos Brandão a fazer um contraponto, levando Lula da Silva à região.

 

Imagens coladas mostram as diferenças da disputa em curso no Maranhão

Felipe Camarão e Hélio Soares: imagens acabadas das forças em disputa no MA

A fotomontagem, que circula desde ontem nas redes sociais, mostra com nitidez as diferenças que separam ex-secretário de Educação Felipe Camarão (PT), pré-candidato a vice-governador na chapa do governador Carlos Brandão (PSB), do deputado estadual Hélio Soares (PL), pré-candidato a vice-governador na chapa do senador Weverton Rocha (PDT).

Felipe Camarão veste camisa vermelha com a estampa de Lula da Silva como símbolo maior do PT, e de longe o maior e mais importante nome de um espectro que vai do centro à chamada esquerda democrática, que tem força de gigante no Maranhão, onde se elegeu presidente duas vezes com esmagadora maioria de votos. Jovem e de reconhecida competência como gestor público, é a imagem acabada da renovação que está em curso na política maranhense.

Hélio Soares, um político já maduro, com a carreira marcada por altos e baixos, aparece um pouco mais comedido, mas visivelmente empolgado ao estampar a esfinge do presidente Jair Bolsonaro (PL), esforçando-se na tentativa de virar o jogo no estado, ou pelo menos reduzir a diferença que está sendo pronunciada nas pesquisas. Homem de confiança de Josimar de Maranhãozinho, Hélio Soares é a imagem das forças conservadoras que farão a dobradinha Weverton/Bolsonaro no Maranhão.

São Luís, 12 de Julho de 2022.

Pré-candidatos a governador vão para as convenções com forças políticas definidas entre Lula e Bolsonaro

 

Casrlos Brandão, Weverton Rocha, Hertz Dias e Enilton Rodrigues têm chapas prontas; Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim e Simplício Araújo não montaram chapas

À medida em que se aproxima o período das convenções partidárias para as eleições de outubro, ganha corpo a previsão de que a corrida ao Palácio dos Leões se dará dentro da polarização da disputa presidencial entre o ex-presidente Lula da Silva (PT), que segundo pesquisas têm a esmagadora preferência do eleitorado maranhense, e do presidente Jair Bolsonaro (PL), que se desdobra para viabilizar seu projeto de reeleição com boa votação no Maranhão. Sem nenhuma exceção, as forças políticas maranhenses estão divididas em frentes partidárias lideradas pelos candidatos a governador, também com forte influência dos candidatos a senador. De um lado, o governador Carlos Brandão (PSB), o seu companheiro de chapa Felipe Camarão (PT) e o seu candidato ao Senado, o ex-governador Flávio Dino (PSB) comandam uma grande frente partidária reunindo a maioria das siglas de esquerda, engajada na pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva. Do outro lado, o senador Weverton Rocha (PDT), tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL), comanda uma frente de partidos que expressam o espectro da direita no Maranhão, tendo o senador Roberto Rocha (PTB) como candidato à reeleição e o presidente Jair Bolsonaro, que tenta renovar o mandato.

Articulada pelo ex-governador Flávio Dino ao longo dos sete anos em que comandou o Governo, a frente partidária que dá sustentação ao projeto de candidatura do governador Carlos Brandão a reeleição começa pelo seu próprio partido, o PSB, seguido do PT, PCdoB, Cidadania, PP, PPV e  PSDB, levando ainda siglas menores como Democracia Cristã, além de fatias expressivas do União Brasil, que está dividido ao meio, e do Republicanos. Nessa grade partidária deve ingressar informalmente o MDB. Esses partidos formam a base da chapa majoritária encabeçada pelo governador Carlos Brandão, tendo o ex-governador Flávio Dino como pré-candidato ao Senado e caminham para apoiar a candidatura do ex-presidente Lula da Silva. Nessa seara, as forças que não votam com o líder petista são o PP, que apoia Carlos Brandão e Flávio Dino, mas marcha em apoio ao projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, como é o caso também de grandes fatias do União Brasil e do Republicanos.

Ainda no âmbito da esquerda, com o ex-presidente Lula da Silva estão também o Solidariedade – de centro-esquerda -, que não soma com o projeto de reeleição do governador Carlos Brandão porque tem o suplente de deputado federal Simplício Araújo como pré-candidato ao Governo do Estado, mas apoiam o projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino. E o PSOL, que apoia o líder petista, mas tem candidato próprio ao Governo do Estado, Enilton Rodrigues. O PSTU, por sua vez, está fora, pois tem Hertz Dias candidato a governador e Vera Lúcia como candidata a presidente.

No contraponto, com exceção do PSC, que tem Lahesio Bonfim como pré-candidato a governador, e do PSD, que disputa o Governo do Estado com Edivaldo Holanda Jr., as forças de direita se mobilizaram em torno do projeto de candidatura do senador pedetista Weverton Rocha (PDT) e da pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Não está claro se Weverton Rocha e Roberto Rocha formalizarão a aliança já declarada. O fato concreto é que eles caminham para as urnas embalados por uma frente formada pelo PDT – que desconhece totalmente a pré-candidatura do pedetista Ciro Gomes à presidência da República -, pelo PL, que indicou o vice Hélio Soares, pelo PTB, PROS e parte do União Brasil e do Republicanos, além de siglas inexpressivas. Essas forças se articulam para fortalecer o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Pelo que vai se desenhando até aqui, o quadro parece definitivo, mesmo com a possibilidade de mudanças pontuais. Em princípio, todas essas agremiações partidárias realizarão suas convenções até o final deste mês, de modo a que estejam prontas para a campanha eleitoral propriamente dita, que será iniciada em meados de agosto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nem todos os candidatos a governador definiram vice e senador

Enquanto Carlos Brandão, Weverton Rocha, Enilton Rodrigues e Hertz Dias caminham para as convenções com chapas definidas, Lahesio Bonfim, Edivaldo Holanda Jr. e Simplício Araújo ainda não montaram inteiramente as suas chapas.

Lahesio Bonfim já declarou apoio ao projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PTB), mas ainda não bateu martelo sobre seu vice, que poderá ser o vereador Gutemberg Araújo (PSC). Edivaldo Holanda Jr. também ainda não escolheu seu vice nem o seu candidato a senador, embora seu partido, o PSD, já tenha declarado apoio ao senador Roberto Rocha. Por sua vez, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., cujo partido, o PSD, declarou apoio ao senador Roberto Rocha, parece estar livre para apoiar, pessoalmente, a candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado, ou ficar neutro nesse item, o que parece improvável numa disputa desse nível. Finalmente, Simplício Araújo já marcou sua convenção, tem decidido o seu apoio ao projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino, mas até agora não falou em vice.

 

Eleição do governador vai definir o futuro da Famem

 Erlânio Xavier e Fábio Gentil: pelo controle da Famem

Uma guerra não declarada está em curso pelo comando da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), e seu desfecho será o primeiro grande desdobramento político da disputa para o Governo do Estado. Se o governador Carlos Brandão vencer a eleição, é quase certo que o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), será candidato à presidência da entidade municipalista, com todas as chances de desbancar o PDT, que hoje comanda a entidade pelas mãos do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, chefe da campanha do senador Weverton Rocha. Se o eleito for Weverton Rocha, o controle da entidade permanecerá com o seu partido, podendo eleger quem ele vier a indicar para substituir Erlânio Xavier, que segundo corre nos bastidores, será homem forte no governo pedetista.

São Luís, 10 de Julho de 2022.

Pesquisa Escutec dá vantagem à Brandão, mas prevê um segundo turno com desfecho imprevisível

 

Carlos Brandão tem vantagem no primeiro turno, mas Weverton Rocha endurece jogo no segundo turno

Se a eleição para o Governo do Maranhão ocorresse agora, o governador Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) seriam escalados pelo eleitor para disputar um segundo turno, o primeiro com uma vantagem de cinco pontos percentuais sobre o segundo. Mas trouxe também um contraponto importante: os dois praticamente empatam no segundo turno, o que tornaria o resultado final rigorosamente imprevisível.

Foi esse o cenário encontrado pela nova pesquisa Escutec, divulgada ontem: Carlos Brandão iria para o segundo turno com 27% dos votos, seguido de Weverton Rocha com 22%. Na sequência, estariam Lahesio Bonfim (PSC) com16%, Edivaldo Jr. (PSD) com 11%, Simplício Araújo (SD) com 2% e Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) com 1% cada. Os que não votariam em nenhum deles e poderiam anular o voto ou votar em branco seriam 11%, enquanto 9% se mostrariam indecisos, não sabendo ou não querendo responder. O quadro é basicamente o mesmo da pesquisa divulgada pelo Escutec três semanas atrás, na qual Carlos Brandão apareceu com 27%, Weverton Rocha com 22% e Lahesio Bonfim com 16% das intenções de voto.

A pólvora trazida pelo levantamento do Escutec está no desfecho do segundo turno. Numa disputa eventual entre os dois, Carlos Brandão venceria Weverton Rocha por 34% contra 33%, um resultado absolutamente tênue, mesmo levando em conta o fato de que 1% do eleitorado maranhense significa um contingente de 46 mil eleitores. Aplicada a margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, é difícil garantir quem seria de fato eleito em zona tão cinzenta.

Levando em conta apenas as pesquisas realizadas pelo instituto Escutec para o portal imirante.com em fevereiro e junho, a nova pesquisa, realizada no período de 2 a 7 de julho, ouvindo dois mil eleitores em 70 municípios, é a mais abrangente feita até aqui. Seus números revelam uma curiosa estabilidade, sem que nenhum dos sete pré-candidatos tenha deslanchado de modo a ser apontado como favorito imbatível.  Considerando uma disputa em segundo turno entre Carlos Brandão e Lahesio Bonfim, o governador se reelegeria com 39% a 27%, uma vantagem de 12 pontos percentuais. E fosse com Edivaldo Júnior, Carlos Brandão venceria com 39% contra 22%, uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre do ex-prefeito de São Luís.

De todas as pesquisas recentes, essa foi a que trouxe notícias menos ruins para o senador Weverton Rocha, sendo a mais destacada delas o rigoroso empate técnico num embate entre ele e o governador Carlos Brandão num segundo turno. Essa informação deve ter acendido o alerta amarelo no QG político do governador, para lembrar aos seus generais que a guerra ainda não está vencida. E isso significa que o favoritismo alcançado na previsão do primeiro turno é expressivo, mas não o suficiente para considerar liquidada uma fatura sem problemas na segunda volta. O alerta é exatamente no sentido de que Weverton Rocha pode ficar em segundo no primeiro turno, mas pode virar o jogo e sair vencedor no segundo.

Brandonistas de proa entusiasmados acham que o governador reúne as condições de avançar nos próximos três meses e ampliar sua vantagem e consolidar o favoritismo com a eleição de fato, de preferência em turno único. Outros, igualmente otimistas, mas com os pés mais firmes no chão, acham que Carlos Brandão vencerá a eleição, mas precisa incrementar fortemente sua corrida, para ganhar mais gás eleitoral. Na seara dominada pelo senador Weverton Rocha há um otimismo cauteloso. A pesquisa Escutec reforçou esse clima ao prever que o pedetista teria condições de virar o jogo num eventual segundo turno. Eles apostam na força eleitoral de aliados e mantêm o discurso de otimismo, mesmo admitindo que o senador se mantém estacionado, com dificuldades para deslanchar.

Vale lembrar que pesquisa pré-eleitoral é uma fotografia do momento. Daqui até a corrida às urnas são mais de 80 dias, período em que os pré-candidatos terão de ser confirmados em convenções – a de Weverton Rocha será no próximo dia 29, e a de Carlos Brandão, no dia 30 -, de registrar as suas candidaturas, e a campanha propriamente dita, que será iniciada em 16 de agosto e durará 45 dias. Será nesse período que a cobra vai fumar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Posição frágil nas pesquisas não desanima Edivaldo Jr.

Edivaldo Holanda Jr. mantém firme sua candidatura aos Leões

De todos os pré-candidatos ao Palácio dos Leões, a situação mais delicada, segundo a pesquisa Escutec, é a do ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., que aparece com 11% das intenções de voto, uma posição que se mantém há meses. O fato de estar no patamar dos dois dígitos faz dele um pré-candidato importante. Isso porque, se não dá sinais de que pode virar o jogo e brigar pela eleição, os seus 11 pontos percentuais significam cerca de 500 mil votos. Esse cacife lhe dá espaço político expressivo para sentar numa mesa de negociações para um eventual segundo turno. Mas Edivaldo Holanda Jr., que vem fazendo uma campanha tímida, permanece otimista e continua na briga, nem pensa na possibilidade de jogar a toalha. Ao contrário, já marcou a convenção por meio da qual o seu partido oficializará sua candidatura ao Palácio dos Leões.

 

Brandão retorna a São Paulo para revisar cirurgia

O governador Carlos Brandão retorna a São Paulo para fazer uma revisão no processo cirúrgico a que foi submetido há pouco mais de um mês, para a retirada de cistos nos rins. O retorno já estava previsto e foi confirmado agora. Ontem fez uma semana que deixei o hospital. Plenamente recuperado, irei a São Paulo fazer uma breve e rápida revisão de rotina”, disse o governador ao anunciar a revisão de saúde.

São Luís, 08 de Julho de 2022.

Coordenação de Fábio Gentil reforça a posição de Brandão na importante Região dos Cocais

 

Fábio Gentil assume papel importante na campanha de Carlos Brandão como coordenador na Região dos Cocais

A pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição ganhou ontem um forte incremento: o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), vai se afastar formalmente do cargo para coordenar a pré-campanha, e logo em seguida a campanha, do chefe do Executivo estadual na Região dos Cocais, que reúne 17 municípios, entre eles Caxias e Timon, que além das suas fortes expressões políticas, estão entre os dez maiores colégios eleitorais do Maranhão. Com o movimento, o prefeito Fábio Gentil assume papel importante no projeto de reeleição do governador Carlos Brandão, passando a integrar efetivamente o seu staf de assessoramento direto do pré-candidato do PSB, que lidera a corrida às urnas, segundo a última pesquisa Econométrica. O prefeito de Caxias apoia também a pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado.

Localizada no Nordeste maranhense, o que a torna politicamente muito importante, a chamada Região dos Cocais é formada por Caxias, Timon, Afonso Cunha, Aldeias Altas, Buriti Bravo, Codó, Coelho Neto, Coroatá, Duque Bacelar, Fortuna, Lagoa do Mato, Matões, Parnarama, Peritoró, São João do Sóter, Senador Alexandre Costa e Timbiras. Nela vivem cerca de 600 mil eleitores, cuja maioria está concentrada em Timon, com quase 100 mil, e Caxias, que abriga mais de 90 mil, Codó, cujo eleitorado é de 65,5 mil, e Coroatá, com 34,1 mil votantes. Vale destacar também o peso de Coelho Neto, cujo prefeito, Bruno Silva (PP), declarou recentemente seu apoio ao governador Carlos Brandão

Sua tarefa se torna menos desafiadora a partir do fato de que em Caxias, a sua base de ação, as principais forças políticas – o grupo que ele lidera, e o grupo Coutinho, hoje liderado pela deputada Cleide Coutinho (PSB), além de grande parte dos grupos de esquerda – estão alinhadas ao projeto de reeleição do governador Carlos Brandão. Timon, bem ao lado, faz o contraponto, com grande parte das forças políticas liderada pelo grupo Leitoa, alinhada ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), enquanto outras forças hoje se dividem entre os grupos liderados pela deputada Socorro Waquim (PP), entre outros, como é o caso da liderança emergente do coronel Schneider. Em Codó, Carlos Brandão conta com vários grupos e em Coroatá tem o apoio declarado do prefeito Luiz Filho (PT).

O prefeito Fábio Gentil se fez político naquele contexto, o que o torna conhecedor profundo da realidade política de cada um dos municípios da região, o que lhe permite atuar como coordenador de uma campanha como a do governador Carlos Brandão. O credenciamento para a tarefa inclui o fato de ser o prefeito de Caxias aliado de primeira hora do governador, que teve papel importante na sua eleição, em 2016, e na reeleição, em 2020. Ainda como vice-governador, Carlos Brandão foi o seu principal aliado na disputa pelo comando da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), hoje controlada pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), coordenador linha de frente da pré-campanha do senador Weverton Rocha, que joga duro para ter a preferência do eleitorado da região.

Além da sólida experiência política e eleitoral, Fábio Gentil entra nessa empreitada como um dos políticos mais atuantes e bem avaliados do Maranhão na atualidade, estatura que consolidou com quase 80% dos votos. Sua experiência de vários mandatos de vereador e de dois mandatos de prefeito lhe dão autoridade política para articular e coordenar a pré-campanha e a campanha propriamente dita do governador Carlos Brandão e a do ex-governador Flávio Dino para o Senado. Por esses dados que o envolvem, Fábio Gentil foi a escolha acertada para a tarefa.

Em Tempo: com o afastamento do prefeito Fábio Gentil, assumiu a Prefeitura o presidente da Câmara Municipal de Caxias, vereador Teódulo Aragão (PP), uma vez que a Princesa do Sertão não tem vice-prefeito, já que Paulo Marinho Jr. (PL) renunciou.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão decide reduzir para 18% a alíquota do ICMS sobre combustíveis

Depois de avaliar bem o impacto da perda de receita nas contas do Estado, o governador Carlos Brandão encaminhou ontem à Assembleia Legislativa projeto de lei fixando em 18% a alíquota de ICMS na composição do preço dos combustíveis no Maranhão. Com a iniciativa, ele encerra polêmica sobre o assunto no Maranhão, que já vinha sendo usado eleitoreiramente como mote de campanha por seus adversários, notadamente o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT. De acordo com o próprio governador, a redução se situa na casa dos 40%. Com a medida, a receita do Estado do Maranhão vai encolher.

 

Edivaldo Jr. desmonta boatos e marca convenção para confirmar candidatura

Edivaldo Holanda Jr. anuncia convenção e desfaz  boatos

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., anunciou para o dia 30 do mês corrente, na Assembleia Legislativa, a convenção por meio da qual seu partido, o PSD, oficializará sua candidatura ao Governo do Estado. Além de anunciar a formalidade partidária que o tornará candidato, Edivaldo Holanda Jr. objetivou desfazer boatos segundo os quais ele poderia desistir da briga pelo Palácio dos Leões.

A situação do ex-prefeito de São Luís na corrida ao Governo do Estado não é confortável. Ao contrário do que ele e seus partidários acreditavam, seu projeto de candidatura não deslanchou. Segundo as pesquisas mais recentes, ele está situado na quarta colocação na preferência do eleitorado, tendo sido ultrapassado pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), mergulhando numa situação muito complicada. Mas nada, até agora, sugeriu a possibilidade de ele vir a renunciar a esse projeto.

Na avaliação de partidários seus, o ex-prefeito de São Luís precisa arregaçar as mangas e entrar na arena e comprar a briga sem preocupação.

São Luís, 07 de Julho de 2022.

Weverton tenta deslanchar adotando a estratégia de provocar um confronto direto com Brandão

 

Weverton Rocha usa estratégia de provocar embate com Carlos Brandão, governador e candidato à reeleição

Após ter definido a base política do seu projeto de candidatura, que tem como argamassa forças da direita identificadas com a linha política e ideológica do presidente Jair Bolsonaro (PL), e montar uma gigantesca estrutura de pré-campanha, com suporte em emissoras de rádio e TV e na blogosfera, o que vem fazendo dele um pré-candidato competitivo ao Governo do Estado, o senador Weverton Rocha (PDT) deu partida numa estratégia que pode ser bem-sucedida, mas pode também se revelar um erro de elevado teor explosivo. Ele decidiu partir para provocar o confronto com o governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição e que, segundo a pesquisa mais recente, feita pela Econométrica, lidera a corrida ao Palácio dos Leões, com vantagem fora de todas as simulações com a margem de erro. Já criticou gastos pontuais com o São João, tentou transformar em escândalo o valor de verbas governamentais para eventos, provocou o governador com dados estatísticos sobre pobreza e fome, e agora está batendo forte na posição do governador Carlos Brandão em relação à redução do ICMS para baixar o preço dos combustíveis. Não se sabe se por cautela ou por não dispor mesmo de informações sobre deformações cabeludas no Governo, o senador aposta numa pauta sem nitroglicerina suficiente para causar danos à atual gestão e à imagem do governador.

Ao tentar provocar o governador Carlos Brandão para o embate verbal, o senador Weverton Rocha sinaliza que o discurso segundo o qual ele reúne as condições para fazer o “Maranhão mais feliz”, produzindo o milagre econômico com a geração de emprego e renda para os maranhenses, como se isso fosse possível com o preparo que ele se dá, não vem causando o impacto que ele esperava. Com o discurso recém adotado, o senador parece ignorar que a crise econômica, que reduziu o emprego e a renda, é um problema nacional, afeta igualmente os 27 estados e a Federação como um todo. Mais do que isso, o pré-candidato do PDT tenta empanar os avanços que o Maranhão alcançou nos últimos sete anos e meio, se destacando nacionalmente com o maior programa de segurança alimentar do país com mais de 130 restaurantes populares, com o gigantesco programa de saúde e com o desafiador programa educacional, para citar apenas três itens do Governo Flávio Dino, integralmente mantido pelo governador Carlos Brandão.

Se vai entrar nessa seara, deve lastrear-se de informações e de propostas, o que parece não ser o caso do seu discurso até aqui. Ao assumir a defesa do consumidor de combustíveis cobrando redução drástica da alíquota do ICMS, embarcando numa jogada infrutífera do presidente Jair Bolsonaro, o senador Weverton Rocha pode chegar num beco sem saída. Isso porque ele sabe que a redução no preço final será irrisória, e que isso pode causar mais estragos à receita do Estado do que gerar benefícios para donos de veículos. A discussão vai longe, mas a conta não vai demorar a chegar, e seria interessante que o senador dissesse claramente o que pose ser feito para cobrir o rombo. Interessado que está no assunto, o eleitor certamente não se sentirá contemplado se a crítica não for acompanhada de uma proposta de solução.

No momento em que propõe o confronto direto e aberto, o senador Weverton Rocha é esperto o suficiente para saber que nesse jogo “o pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Isso significa dizer que ele deve estar preparado para as rebordosas que certamente serão disparadas na sua direção tão logo ele vier a intensificar seus ataques. O governador Carlos Brandão não é um provocador. Quem o conhece sabe que ele dá volta no quarteirão para não entrar numa briga de esquina; ao mesmo tempo, tem pavio curto quando a provocação o alcança. Mas também, tem experiência política suficiente para saber quando não deve aceitar provocação. O senador Weverton Rocha certamente avaliou bem o uso dessa estratégia, podendo ter tomado algumas cautelas, certo de que colocará o governador Carlos Brandão nas cordas. Se, por outro lado, a avaliação não tiver sido cuidadosa, o resultado poderá ser desastroso para ele e para o seu projeto de poder.

A evolução dos fatos dirá em breve se o pré-candidato pedetista fez gol de placa ou se atrapalhou e fez gol contra.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

O Jornal Nacional deu destaque a dois políticos maranhenses

Weverton Rocha e Bira do Pindaré

O primeiro foi o senador Weverton Rocha, que foi livrado de uma acusação grave de desvio de conduta por decisão da desembargadora Maria das Graças ????, que considerou inválidas algumas provas usadas na denúncia feita pelo Ministério Público. Ao comentar a decisão da magistrada, o senador Weverton Rocha disse que a Justiça reconheceu sua defesa baseada no argumento de que a acusação teve natureza política. O problema o Ministério Público pode reapresentar a denúncia com novas provas. Por enquanto, o senador está livre da aporrinhação.

O outro foi o deputado federal Bira do Pindaré, líder do PSB na Câmara Federal, que juntam ente com outros líderes da Oposição, contestou a maneira como a presidência da Casa está conduzindo a tramitação de Projetos de Emendas à Constituição. Na sua fala, o parlamentar maranhense foi preciso, mostrando as aberrações e chamando atenção para o absurdo que está sendo cometido sob a presidência do deputado alagoano Arthur Lira (PP), que segue as orientações do Palácio do Planalto. Falando para o País, Bira do Pindaré mostrou segurança e serenidade.

 

Se vier a ser vice de Lahesio, Gutemberg dará volta por cima

Eduardo Braide recebendo Lahesio Bonfim sob a orientação de Gutemberg Araújo

Ganharam força nas últimas horas os rumores segundo os quais o vereador Gutemberg Araújo (PSC) pode mesmo vir a ser o escolhido para a vaga de vice na chapa a ser liderada por Lahesio Bonfim. Se a escolha for confirmada, Gutemberg Araújo dará uma enorme vota por cima. Explica-se: exercendo o sexto mandato consecutivo, ele setor uma das principais referências da Câmara Municipal, respeitado pela sua postura sempre equilibrada. Com esse respaldo, Gutemberg Araújo tentou coroar sua carreira elegendo-se presidente da Câmara Municipal. Formou um grupo de 12 vereadores e recebeu o aval do prefeito Eduardo Braide (sem partido), que o declarou seu candidato. Não deu certo. Seu projeto não se sustentou diante do furacão em que se transformou a candidatura do vereador Paulo Victor (PCdoB). Diante da situação, decidiu retirar sua candidatura, evitando uma derrota acachapante. Se vier a ser candidato a vice de Lahesio Bonfim, o respeitado vereador terá dado uma grande volta por cima.

São Luís, 06 de Julho de 2022.

 

Sem candidatos presidenciais, alguns pré-candidatos a governador perdem consistência política e eleitoral

 

Carlos Brandão, Hertz Dias, Simplício Araújo e Enilton Rodrigues têm candidatos presidenciais, enquanto Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. ainda continuam sem vínculo formal com candidatos à presidência da República

Com exceção do governador Carlos Brandão (PSB), que está total e efetivamente alinhado ao projeto de candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), de Hertz Dias, cujo partido, o PSTU tem Vera Lúcia como candidata a presidente, e de Simplício Araújo (Solidariedade) e Enilton Rodrigues (PSOL), que seguem a linha adotada por seus partidos no apoio a Lula das Silva, os demais candidatos ao Governo do Estado – Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) – ainda não bateram martelo em relação aos candidatos que apoiarão para o Palácio do Planalto. Mesmo aparentemente distanciadas das disputas estaduais, as pré-candidaturas presidenciais são fator importante, em alguns casos determinante na guerra pelo voto cujo desfecho será em outubro. Nessas eleições, o não atrelamento de um candidato a governador a um candidato a presidente da República, além de causar má impressão, produz a imagem segundo a qual o aspirante ao Palácio dos Leões não tem lastro político sólido e, nesse sentido, passa a ser visto de maneira enviesada pelo eleitor.

Nesse contexto, a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha. O partido dele tem o ex-ministro Ciro Gomes como candidato a presidente, mas ele até agora não fez um só gesto nem disse uma só palavra de apoio ou contra o projeto de candidatura do líder cearense. Weverton Rocha apostou todas suas fichas numa aliança com o petista Lula da Silva com o aval do PT. O projeto foi a pique quando PT e PSB firmaram aliança em torno das candidaturas de Lula da Silva para presidente, do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo como companheiros de chapa o advogado Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Sem aliados na esquerda, o pedetista deixou de lado os pruridos ideológicos de centro-esquerda e se aliou à direita bolsonarista. Ele tem agido como se não tivesse candidato a presidente, mas no meio político é tido como certo que ele tem o aval do presidente Jair Bolsonaro (PL). Sua posição deve ficar mais clara durante a campanha.

Menos complexa, mas ainda confusa é a situação do pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim. Bolsonarista assumido, vinha sendo esnobado pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro. Certo de que não teria o apoio do presidente e sua turma no Maranhão, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes também passou a esnobar os bolsonaristas e seus aliados, dizendo que não quer ser candidato de Jair Bolsonaro, mas do povo do Maranhão. Em ascensão nas pesquisas, já ameaçando alcançar o senador Weverton Rocha, Lahesio Bonfim vem ganhando estatura e, segundo alguns observadores, já começa a ser olhado com simpatia por grupos da direita que não estão se sentindo seguros nem confortáveis na base de apoio do pré-candidato pedetista. No meio político já se diz que, caso Lahesio Bonfim se aproxime mesmo do segundo colocado, sua candidatura terá o apoio de boa parte das alas bolsonaristas.

O pré-candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., vive uma situação aparentemente confortável pelo fato de o seu partido não ter um candidato a presidente da República, desobrigando-o desse compromisso de campanha. Só que, ao contrário do que aparenta, o fato de não estar atrelado a um projeto de candidatura presidencial o deixa isolado e sem um norte político visível na guerra pelo voto. Hoje, nenhuma avaliação equilibrada do cenário eleitoral identifica consistência e perspectiva de sucesso nas urnas numa candidatura sem vínculo político nacional. É provável que esse seja um dos fatores que estão “segurando” o ex-prefeito de São Luís estacionado na quarta colocação.

Pode ser que esse desenho seja alterado pelas convenções partidárias que confirmarão as candidaturas. Mas a julgar pela evolução dos fatos até aqui, parece forte a tendência de que esse quadro pode se manter até outubro, o que favorece fortemente a posição da chapa liderada pelo governador Carlos Brandão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Guerra pela Câmara Federal tem nomes fortes com base familiar

Amanda Gentil, Fernando Braide e Flávia Alves: com base familiar

A guerra pelas 18 vagas de deputado federal promete acontecer com rara intensidade, a julgar pelos nomes fortes que não na disputa. Além desse dado, ganham destaque nessa disputa nomes estreantes cujos suportes estão em bases familiares. Nesse ambiente, três nomes se destacam: Amanda Gentil (PP), Fernando Braide (PSC) e Flávia Alves (PCdoB).

Caxiense formada em tecnologia de alimentos, Amanda Gentil é pré-candidata à Câmara Federal. Neta do saudoso deputado estadual José Gentil, tem como maior trunfo o apoio do pai, o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), um dos políticos mais bem-sucedidos do Maranhão na atualidade. No meio político, Amanda Gentil é apontada como um dos nomes fortes para a Câmara Federal. Como o seu partido, ela está na base do governador Carlos Brandão.

O ludovicense Fernando Braide (PSC) ganha espaço como estreante no cenário da corrida à Câmara Federal. Filho do ex-deputado Antônio Carlos Braide, tem como trunfo o apoio do irmão, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que se elegeu deputado federal em 2018 com mais de 180 mil votos, a maioria deles em São Luís. O meio político o vê como um candidato muito forte para compor a bancada federal.

Um dos nomes mais destacados da política maranhense nesse momento, o deputado estadual participará hoje de uma live em que discutirá a situação política do Maranhão ao lado da jovem advogada Flávia Alves, que está na corrida prévias à uma das cadeiras na Câmara Federal. Tem São Luís, onde nasceu e cresceu, como base da sua pré-candidatura, que na visão de observadores é um fato novo a ser levado em conta.

Vários outros nomes de base política familiar estão na corrida ao voto.

 

Corregedor eleitoral garante segurança e aposta em normalidade nas eleições

Corregedor eleitoral José Luís Almeida

Se depender dos esforços do corregedor-geral eleitoral, desembargador José Luís Almeida, que é também vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA), as eleições no Maranhão acontecerão em clima de normalidade, principalmente nos 97 municípios para os quais pediu ao Ministério da Defesa e conseguiu segurança.

“O fato de as forças federais terem sido confirmadas a determinados municípios, isso não quer dizer que os demais ficarão desprotegidos. Será uma conjugação da força federal com a estadual, que vai garantir que as eleições transcorram normalmente. Nenhuma cidade ficará desprotegida e o Estado, por meio de suas forças, está assegurando um pleito correto em que o eleitor possa exercer sua vontade”, garantiu o corregedor-eleitoral.

Magistrado reconhecido pela sua cultura jurídica e firmeza nas suas posições, o desembargador José Luís Almeida é uma garantia de que tudo será feito para que o processo será tranquilo e seguro em todos os recantos do Maranhão.

São Luís, 05 de Julho de 2022.

De volta, Brandão reassume protagonismo e agita o cenário da disputa pelo Governo do Maranhão

 

Carlos Brandão descerra a placa de inauguração da segunda etapa do Hospital da Ilha, iniciado no Governo Flávio Dino

A disputa pelo Governo do Maranhão, que transcorre ainda na fase prévia da campanha eleitoral, que só começa para valer no dia 16 de agosto, depois das convenções partidárias para a oficialização das candidaturas, ganhou intensidade nesse fim da semana, com o retorno do governador Carlos Brandão (PSB) ao estado, após seis semanas em São Paulo para tratamento de saúde. Na ausência do governador, que é pré-candidato à reeleição, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Palácio dos Leões, assumiu o protagonismo do processo, aproveitando o espaço para fazer acordos políticos, intensificar sua corrida pelo estado e reforçar seus laços políticos e eleitorais com os segmentos do bolsonarismo no Maranhão. Junto com ele, o pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, que o vem ameaçando, segundo pesquisas. Da tarde de quinta-feira (29/06), quando avisou pelas redes sociais que havia recebido alta médica e estava se preparando para embarcar de volta ao estado, o clima no meio político mudou fortemente, produzindo a impressão de que as coisas começavam, de fato, a voltar aos seus devidos lugares, com o governador retomando a posição de pré-candidato mais forte, segundo a pesquisa Econométrica, divulgada dias antes.

Embalado pela pesquisa que confirmou sua liderança na corrida às urnas, Carlos Brandão retornou ao cenário político com a saúde recuperada e exibindo disposição para retomar imediatamente sua pré-campanha. Chegou ciente de que pode ter sofrido danos por conta da campanha de má fé por meio da qual tentaram enfraquecê-lo, e por isso está determinado a fazer os ajustes necessários no seu projeto político-eleitoral, de modo a torna-lo mais aguerrido. Para isso, avisa que vai trabalhar duro para manter o Governo no mesmo ritmo, ainda que perdendo uma boa fatia da receita de ICMS reduzido para combustíveis. Ao mesmo tempo, vai intensificar as articulações com o objetivo de fortalecer seu projeto de reeleição.

A volta por cima do governador Carlos Brandão está afetando fortemente   a pré-candidatura do senador Weverton Rocha, cuja pré-campanha tem a forma e o peso de campanha propriamente dita. O pré-candidato pedetista já usou todos os espaços de articulação que dispunha nos últimos 40 dias, tendo formado a base do seu projeto de candidatura aliando-se às forças bolsonaristas, representadas no espectro político estadual pelo senador Roberto Rocha (PTB), que busca a reeleição, e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL, o braço maranhense do partido do presidente Jair Bolsonaro. Nesse contexto, pesquisas mostram Carlos Brandão avançando num compasso consistente, enquanto Weverton Rocha é mostrado repisando num mesmo patamar; e com a agravante de ter Lahesio Bonfim, pré-candidato do PSC, se aproximando para brigar pela segunda vaga num eventual segundo turno, caso a fatura não seja liquidada em turno único, como acreditam aliados do governador Carlos Brandão.

Brandonistas com os pés fincados no chão se movem com entusiasmo mais moderado e alertam que ainda não é o momento de fazer contas nem de projetar um resultado para a eleição de 2 de outubro. Preferem apostar na tendência que for desenhada em meados de agosto, quando os candidatos estiverem oficializados, as forças políticas estiverem posicionadas e a campanha para valer tiver começado de fato. Eles estão convencidos de que o governador reúne todas as condições para renovar o mandato, de que seu crescimento é consistente e de que, caso se mantenha nessa marcha, que será de agora por diante, erguerá troféu de vencedor com o cantar das urnas. “O Brandão pode até não correr, mas o que não pode mesmo é cometer erros’, disse um dos seus apoiadores mais entusiasmados.

A julgar pela disposição que exibiu desde que desembarcou de volta a São Luís, o governador avisa que vai correr, sim, atrás da reeleição. Parece dominado pela ideia de que não será justo morrer na praia depois de sete anos e meio de preparação com o aval do agora ex-governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB deve bater martelo por Lula e Brandão no Maranhão

Lula da Silva deve receber o apoio de Roseana Sarney e José Sarney no Maranhão

O braço maranhense do MDB deve declarar apoio à candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. A decisão, que vinha sendo maturada há meses, ganhou força com a decisão do comando nacional do partido de liberar as forças do partido em estados do Nordeste da obrigação partidária de apoiar a pré-candidatura da senadora Simone Tebet para seguir o ex-presidente Lula da Silva (PT). A decisão da cúpula nacional do MDB caiu como um presente no braço maranhense do partido, cujo comando, liderado pela senadora Roseana Sarney e com o aval do ex-presidente José Sarney, está inclinado a apoiar o líder petista para presidente e o governador Carlos Brandão à reeleição. A posição, que ainda será tema de uma reunião da cúpula emedebista estadual, deve ser tomada e anunciada antes das convenções partidárias. Em relação ao Senado, o MDB deve sair dividido, com a banda mais conservadora apoiando o senador Roberto Rocha e a ala mais jovem e progressista se aliando à candidatura do ex-governador Flávio Dino.

 

Governador agradece os que o apoiaram durante a ausência

Flávio Dino, Paulo Velten, Felipe Camarão e Sebastião Madeira: desempenho elogiado

No seu retorno, o governador Carlos Brandão fez vários agradecimentos. O primeiro foi para o ex-governador Flávio Dino, que segurou a barra durante sua ausência. Em seguida, jogou loas e mais loas no seu companheiro de chapa, Felipe Camarão, que não deixou a peteca cair naquele período, assumindo a pré-campanha. Em relação ao Governo, elogiou fortemente o desembargador Paulo Velten pelo seu desempenho como governador interino, e o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião madeira, pelo esforço que fez para manter o ritmo da máquina administrativa. De fato, cada um fez a sua parte durante os 42 dias em que o governador Carlos brandão esteve ausente do Maranhão.

São Luís, 03 de Julho de 2022.

Brandão retorna hoje para reassumir o comando do Governo e o controle da sua pré-campanha

 

Bem disposto, Carlos brandão retorna hoje para reassumir o Governo

Se não houver algum imprevisto, e tudo indica que não haverá, o governador Carlos Brandão (PSB) retorna hoje ao Maranhão. Seu retorno se dará após 43 dias em São Paulo – 30 deles oficialmente licenciado -, onde foi submetido a uma cirurgia para a retirada de cisto no rim. De volta, o governador reassumirá em duas frentes, a administrativa, retomando o comando do Governo do Estado, e a política, retornando a pré-campanha para o Palácio dos Leões, aspirante que é à reeleição. Ele próprio fez o anúncio da alta hospitalar recebida, em mensagem divulgada ontem, no final da tarde, nas suas redes sociais, informando também que concederia entrevista logo em seguida à TV Mirante, recomendando a todos que a assistissem. A previsão feita por um dos seus assessores foi a de que o governador desembarcará em São Luís no meio da tarde, devendo seguir para o Palácio dos Leões, para reassumir formalmente o comando do Poder Executivo. Independentemente de ato formal, ele começa o dia como titular do Governo.

No plano administrativo, o governador Carlos Brandão não encontrará problemas na sua mesa de trabalho. Durante o mês em que esteve formalmente licenciado – foram três licenças de 10 dias aprovadas pela Assembleia Legislativa -, o Governo esteve sob o comando do governador interino, desembargador Paulo Velten, presidente do Poder Judiciário. Durante a trintena, o governador interino Paulo Velten manteve o controle da máquina administrativa estadual, cumpriu diariamente agenda de trabalho, na qual despachou com secretários, assinou atos, tomou decisões inadiáveis, visitou municípios, autorizando, inspecionando e inaugurando obras, tendo também ido à Brasília e a Natal, para reuniões com governadores na região. Na avaliação de governistas de alto coturno, o desembargador Paulo Velten governou efetivamente o Maranhão, atuando com ética e eficiência e em sintonia com o governador licenciado Carlos Brandão, que por sua vez manteve contatos diários com sua equipe, para se informar do andamento na máquina estatal. Isso lhe permitirá reassumir sem sobressaltos, só preocupado mesmo com a perda de receita de ICMS com a mudança na composição nos preços dos combustíveis.

No campo político, o governador Carlos Brandão reassumirá o comando da sua pré-campanha, que na sua ausência foi liderada pelo seu companheiro de chapa, Felipe Camarão (PT), pré-candidato a vice-governador, que teve o suporte do ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado. Na sua ausência, os demais pré-candidatos aproveitaram o espaço para intensificar suas pré-campanhas. Nesse período, o senador Weverton Rocha (PDT) ocupou o máximo de espaço no cenário da disputa eleitoral, tendo o pré-candidato do PSC, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim aproveitado também para reforçar seu projeto de candidatura. O esforço para ocupar o vazio de 30 dias deixado pelo governador Carlos Brandão envolveu também o pré-candidato do PSD, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr.. Na guerra pelo voto, adversários de Carlos Brandão espalharam insinuações maldosas, entre elas a de que o governador não mais retornaria ao cargo e que Felipe Camarão estava se preparando para ser o candidato a governador.

As maldades não colaram. Resistindo de um quarto do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, disparando mensagens eventuais via internet, o governador Carlos Brandão conseguiu levar aos maranhenses a informação correta sobre seu estado de saúde, o que foi decisivo para que as campanhas de desmonte fracassassem. E o resultado foi levantado pela pesquisa Econométrica, que o mostrou com 32% das intenções de voto, sete pontos à frente do seu principal concorrente, o senador Weverton Rocha (PDT), que apareceu com 25%, seguido de Lahesio Bonfim em terceiro com 18%. Seu retorno preencherá novamente o espaço aberto na sua ausência, e dará um novo impulso à pré-campanha. Nesse cenário, os concorrentes, a começar pelo pré-candidato do PDT, conhecerão o peso político do governador maranhense.

Certo de que a partir de agora a caminhada para as urnas se tornará cada vez mais difícil, o governador Carlos Brandão disse estar pronto para o desafio. É o que dizem também os demais pré-candidatos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Judiciário teve dois presidentes na ausência de Paulo Velten

Paulo Velten, Ricardo Duailibe e Marcelino Everton: governadores

O desembargador Paulo Velten reassume hoje o comando do Poder Judiciário, depois de um mês como chefe interino do Poder Executivo. Nesse período, o Tribunal de Justiça teve dois presidentes interinos. O primeiro foi o desembargador Ricardo Duailibe, que é o 1º vice-presidente e assumiu por uns dias, mas teve de se afastar para gozar férias anteriormente programadas. No seu lugar assumiu o 2º vice-presidente da Corte, desembargador Marcelino Weverton, que cumpriu suas obrigações institucionais sem maiores problemas, salvo os que via de regra aparecem na rotina do Poder Judiciário. Vale lembrar que o cargo de 2º vice-presidente no organograma de comando do Poder Judiciário foi criado há pouco mais de dois meses, tendo sido estreado pelo desembargador Marcelino Weverton.

 

Roseana Sarney e Lobão Filho disputam campeonato de votos no MDB

Roseana Sarney e Lobão Filho: disputa informal nas urnas

Uma disputa não declarada está sendo travada dentro do MDB na corrida à Câmara Federal. Há quem aposte que a ex-governadora Roseana Sarney sairá das urnas deputada federal eleita e campeã de votos. Por outro lado, dentro e fora do partido há quem avalie que o ex-suplente de senador Lobão Filho será o mais votado do partido. Roseana Sarney é forte em todas as regiões, tanto que nas primeiras pesquisas de intenção de voto para governador ela esteve na frente, só não sendo citada quando decidiu formalmente anunciar sua pré-candidatura à Câmara Federal, onde iniciou sua bem-sucedida carreira. Já o ex-senador Lobão Filho conta com o prestígio pessoal e a força que está recebendo da esposa, Paulinha Lobão, cujo prestígio como apresentadora de TV a torna importante cabo eleitoral. Seu maior cacife, porém, é o poder de fogo político que ainda detém o seu pai, o ex-deputado federal, ex-governador, ex-senador e ex-ministro Edison Lobão, que está em campanha pela eleição do filho para a Câmara Federal, onde começou sua bem-sucedida trajetória política.

São Luís, 01 de Julho de 2022.

Weverton pode pagar preço alto por aliar-se a Josimar de Maranhãozinho e a grupos bolsonaristas

 

Weverton Rocha registrando ato a seu favor organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca

A pesquisa Econométrica trouxe um pacote de notícias ruins para o pré-candidato do PDT ao Governo do Estado, senador Weverton Rocha. Além da expressiva vantagem do governador Carlos Brandão (PSB), que lhe impôs uma distância de sete pontos percentuais, da sua condição estacionária em quase todas as pesquisas, e da ameaçadora sombra em que vem se transformando para ele o candidato do PSC, Lahesio Bonfim, a investigação da Econométrica revelou uma informação que pode efetivamente colocar sua pré-candidatura na rota de um desastre. O instituto perguntou aos eleitores se eles votariam num candidato apoiado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), chefe maior do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. O resultado foi o seguinte: nada menos que 52,7% dos 1.468 entrevistados responderam que não votariam de jeito nenhum; 23,2% disseram que isso não influenciaria; 13% poderiam votar nesse candidato e apenas 4,5% disse que com certeza votariam nesse candidato. Ou seja, sólida maioria dos entrevistados, que estatisticamente pode ser vista como a maioria do eleitorado maranhense, reprova duramente a guinada do pré-candidato do PDT na direção da direita bolsonarista, da qual Josimar de Maranhãozinho é expoente maior.

Ao avaliar esse dado trazido à tona pela Econométrica, o jornalista Gilberto Leda, cujo blog responde pela contratação da Econométrica nessa medição da corrida ao Governo do Estado, chegou à conclusão de que, em vez de ajuda-lo, o apoio de Josimar de Maranhãozinho pode se transformar num fardo muito pesado para o senador Weverton Rocha. Um exame mais apurado de tal situação não deixa dúvidas de que o pré-candidato do PDT pode ter cometido um erro político com poder para embaraçar sua caminhada rumo ao Palácio dos Leões. Afinal, além de ser um dos testas-de-ferro da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão, Josimar de Maranhãozinho tem uma trajetória política marcada por controvérsias. Entre as nódoas que mancham sua carreira, o chefe maior do PL enfrenta a acusação, feita pelos Ministérios Públicos estadual e federal, com apuração das Polícias Civil e Federal, de ser o cabeça de um esquema de desvio de dinheiro público nas áreas da educação e da saúde, num conluio com prefeituras. O parlamentar nega, insinuando, sem muita firmeza, tratar-se de perseguição política.

Weverton Rocha não construiu essa aliança por acaso. Ele sabia exatamente com quem estava se aliando e os riscos políticos e eleitorais desse passo. Calculou que sua relação com o bolsonarismo, cujo nível ainda não está muito claro, mas ganhou forma num movimento que batizou de “Unidos pelo Maranhão”, incluindo apoio total à pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, seria o caminho para embalar o seu projeto de poder. Além da sua eleição para o Governo do Estado, esse projeto tem também como foco impedir a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado – uma exigência do Palácio do Planalto, que vai jogar pesado pela reeleição do senador Roberto Rocha.

A pesquisa Econométrica sugere que o senador Weverton Rocha cometeu grave erro de cálculo político. Afinal, o levantamento foi feito muito depois de ele ajustar os ponteiros com Josimar de Maranhãozinho, dando-lhe o privilégio de indicar o seu companheiro de chapa, o deputado estadual Hélio Soares, um dos “graúdos” do PL no estado e sem maior expressão política nem cacife eleitoral. A contra partida será o apoio dos aliados de Josimar de Maranhãozinho – supostos 40 prefeitos, cinco deputados estaduais, quatro deputados federais, incluindo ele próprio, e uma penca de vereadores. Nos bastidores, porém, corre que parte dos prefeitos – a exemplo de Rigo Teles (PL), de Barra do Corda – decidiu apoiar o governador Carlos Brandão, enquanto outros tendem a apoiar Lahesio Bonfim. Há quem veja risco de debandada.

Político jovem, inteligente, ambicioso e forjado as entranhas do PDT maranhense, o senador Weverton Rocha certamente avaliou os prós e os contras. Os números da Econométrica indicam que ele pode ter calculado mal e pode pagar um preço político muito elevado por esse movimento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula tem vantagem larga sobre Bolsonaro no Maranhão

Lula da Silva tem 32.9% à frente de Jair Bolsonaro no Maranhão

A menos que haja uma reviravolta espetacular, fora de todos os padrões da política, o ex-presidente Lula da Silva (PT) imporá dura derrota ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito de outubro. Confirmando o que disseram todas as pesquisas até aqui, a da Econométrica trouxe à tona a informação segundo a qual se a eleição fosse agora, Lula da Silva teria 58,4% dos votos contra 25,9% de Jair Bolsonaro, uma diferença de 32,9 pontos percentuais, que dificilmente será revertida, ainda que o presidente esboce alguma reação, o que é improvável, mesmo com preparativos de artimanhas eleitoreiras em curso em Brasília.

Como no resto do País, a disputa presidencial no Maranhão está firmemente polarizada entre o ex e o atual presidente. Atrás deles, muito longe aparece Ciro Gomes (PDT) 5,9%, seguido de Simone Tebet (MDB) com 0,8%, André Janones (Avante) com 0,6%, Felipe D`Ávila (Novo) com 0,2%, Vera Lúcia (PSTU) com 0,1% e Luciano Bivar (União Brasil) também com 0.1%. O grupo de indecisos soma 7,9%.

Lula da Silva está aliado ao governador Carlos Brandão (PSB), enquanto Jair Bolsonaro teria o apoio informal e não declarado do senador Weverton Rocha (PDT), que não declarou até agora apoio ao candidato do seu partido, Ciro Gomes, e está alinhado aos grupos bolsonaristas. O MDB do Maranhão também ainda não declarou apoio à pré-candidatura da senadora emedebista Simone Tebet.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios no período de 12 a 16 de junho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número MA-01129/2022.

 

Paulo Velten está empolgado com a experiência de comandar o Governo

Paulo Velten substitui Carlos Brandão

O governador interino Paulo Velten não esconde sua satisfação com a experiência de comandar o Poder Executivo. Ele tem dito a interlocutores que levará ao Poder Judiciário uma série de itens para experimentá-los na gestão do Tribunal de Justiça. Um deles é tentar aproximar cada vez mais a Justiça do cidadão comum. Um amigo do desembargador-presidente brincou dizendo suspeitar de que ele foi picado pela vespa da política. A mesma impressão tiveram dois políticos que o acompanharam em eventos oficiais em São Luís e no interior. O tempo vai dizer se a empolgação é momentânea ou não.

São Luís, 30 de Junho de 2022.

Econométrica: Brandão avança e Weverton permanece estacionado e ameaçado por Lahesio

 

Carlos Brandão lidera, Weverton Rocha ameaçado por Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. está ficando para trás na corrida para o Palácio dos Leões

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Palácio dos Leões, divulgada ontem, trouxe informações de importância decisiva para o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, para o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, para o ex-prefeito Lahesio Bonfim, que concorre pelo PSC, e para o candidato do PSD, Edivaldo Jr. Nesse momento, segundo o levantamento realizado pelo instituto, Carlos Brandão tem 32,5% das intenções de voto, Weverton Rocha aparece com 25,1% e Lahesio Bonfim desponta com 18,2%, seguido do ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD Edivaldo Jr. com 9,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0.7% e Simplício Araújo (SD) com 0,3%. Uma fatia de 4,6% respondeu que votará nulo ou em branco, enquanto outros 9,3% não souberam ou não quiseram responder. Contratada pelo Blog do Gilberto Leda, a pesquisa ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios entre 12 e 16/06. Tem margem de erro de 2,5%, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o nº MA-01129/2022.

A primeira informação decisiva e que pode representar o rumo definitivo da disputa pelo comando do Estado: o governador Carlos de Brandão rompeu a barreira do risco, alcançou 32 pontos percentuais e colocou sete pontos de vantagem sobre o senador Weverton Rocha. Com esse desempenho, alcançado no momento em que se encontra num quarto de hospital em São Paulo, recuperando-se de cirurgia no rim, enquanto os demais postulantes aproveitam sua ausência para intensificar as suas pré-campanhas, o governador Carlos Brandão deu uma mostra de que, se continuar avançando nesse ritmo, pode vislumbrar a possibilidade de liquidar a fatura em um só turno. Nas 16 pesquisas realizadas até aqui, ele foi o único que registrou crescimento, lento, mas firme, o que indica que, de volta ao Estado nos próximos dias, entrará de vez na maratona do corpo-a-corpo, com possibilidade real de manter, e até aumentar, o ritmo de crescimento na preferência do eleitorado.

A segunda informação é a de que a pesquisa trouxe péssimas notícias para o senador Weverton Rocha. Primeiro pela posição alcançada pelo governador Carlos Brandão, que parece tê-lo deixado de vez para trás. Segundo o fato de que ele não consegue sair do patamar entre 20 e 25 pontos percentuais, no qual apareceu em 14 das 17 pesquisas feitas até aqui. Sua posição começa a se tornar perigosa, uma vez que, além do distanciamento de Carlos Brandão, ela está de fato ameaçada pelo crescimento firme de Lahesio Bonfim, que agora está a apenas sete pontos percentuais de distância. Aliados de Carlos Brandão avaliam que Weverton Rocha já não representa uma ameaça grave, e apostam que, caso o governador não se reeleja no primeiro turno, poderá disputar a segunda rodada com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Weverton Rocha é um político arrojado, que acredita fortemente no seu projeto de poder, mas isso é colocado sob risco extremo quando as pesquisas o mostram estacionado. Os números da Econométrica indicam que sua aliança informal com os grupos bolsonaristas e sua proximidade com o Palácio do Planalto não turbinaram sua pré-campanha. Ao contrário, podem até estar travando sua caminhada.

A terceira informação decisiva trazida à tona pela pesquisa Econométrica confirma Lahesio Bonfim como a “terceira via”, uma vez que ele conseguiu de fato se descolar de Edivaldo Jr., que empacou na zona entre nove e 12 pontos percentuais de intenções do voto. E, mais bombástico, está se aproximando perigosamente de Weverton Rocha, reduzindo a distância entre eles a sete pontos percentuais. Cristão novo na guerra pelo comando do Estado, Lahesio Bonfim vem minando a posição do senador, que assim se vê numa situação dramática, à medida que o eleitorado está se posicionando, de modo que sobram poucos votos soltos para conquistar. Nesse ritmo, não será mais surpresa se o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes vier a se credenciar como o adversário do governador Carlos Brandão numa eventual segunda volta.

Realizada a pouco mais de 100 dias das eleições, a pesquisa Econométrica pode ter colocado a corrida sucessória nos trilhos, definindo tendências e mostrando quem de fato está no jogo pelo Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém liderança isolada na corrida ao Senado

Flávio Dino lidera com folga sobre Roberto Rocha

A pesquisa Econométrica confirmou a liderança isolada e consistente do ex-governador Flávio Dino (PSB), com 50% das intenções de voto, enquanto o seu concorrente mais próximo, o senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição, tem apenas 26,8%. Na sequência aparecem Pastor Bel (Agir 36) com 5,9%, Antônia Cariongo (PSOL) com 1%, e Saulo Arcangeli (PST) com 0,5%. Um contingente de 7,4% informou que votarão nulo ou em branco, e outro, formado por 8,4%, não souberam ou não quiseram responder.

Segundo a apuração do instituto Econométrica, a vantagem do ex-governador Flávio Dino sobre o senador Roberto Rocha é de 23,2 pontos percentuais. Essa distância vem se mantendo mesmo depois que o candidato do PTB passou a ser apoiado declaradamente pelo senador Weverton Rocha e seus aliados bolsonaristas em ação no Maranhão, como o chefe maior do PL bolsonarista, deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Na avaliação de muitos observadores, mesmo considerando o elevado grau de imprevisibilidade que normalmente movimenta uma corrida eleitoral, e também o fato de que faltam ainda três meses para as eleições, a impressão causada pelos números do Econométrica sugere que Roberto Rocha dificilmente reverterá essa tendência pró-Flávio Dino.

 

Um dia ruim para o senador Weverton Rocha

Ygor Lago

A terça-feira (28) não foi um dia bom para o senador Weverton Rocha, pré-candidato a governador pelo PDT. Não bastassem as duras acusações de que estaria dando apoio à ação governista contra a instalação da CPI da Educação e os números da pesquisa Econométrica, o senador foi fortemente alvejado pelos petardos verbais do médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, para quem o pré-candidato do PDT não tem credibilidade. Além de disparar contra o pedetista, Igor Lago declarou apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição.  Com o gesto, o filho de Jackson Lago se posicionou em sintonia fina com a família Lago, que fora em peso ao Palácio dos Leões declarar apoio ao governador, num claro movimento contra o presidente do PDT e o seu projeto de governar o Maranhão.

São Luís, 29 de Junho de 2022.

 

 

 

 

 

 

A pesquisa Econométrica sobre a corrida para o Palácio dos Leões, divulgada ontem, trouxe informações de importância decisiva para o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, para o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, para o ex-prefeito Lahesio Bonfim, que concorre pelo PSC, e para o candidato do PSD, Edivaldo Jr. Nesse momento, segundo o levantamento realizado pelo instituto, Carlos Brandão tem 32,5% das intenções de voto, Weverton Rocha aparece com 25,1% e Lahesio Bonfim desponta com 18,2%, seguido do ex-prefeito de São Luís e candidato do PSD Edivaldo Jr. com 9,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 0.7% e Simplício Araújo (SD) com 0,3%. Uma fatia de 4,6% respondeu que votará nulo ou em branco, enquanto outros 9,3% não souberam ou não quiseram responder. Contratada pelo Blog do Gilberto Leda, a pesquisa ouviu 1.468 eleitores em 55 municípios entre 12 e 16/06. Tem margem de erro de 2,5%, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o nº MA-01129/2022.

A primeira informação decisiva e que pode representar o rumo definitivo da disputa pelo comando do Estado: o governador Carlos de Brandão rompeu a barreira do risco, alcançou 32 pontos percentuais e colocou sete pontos de vantagem sobre o senador Weverton Rocha. Com esse desempenho, alcançado no momento em que se encontra num quarto de hospital em São Paulo, recuperando-se de cirurgia no rim, enquanto os demais postulantes aproveitam sua ausência para intensificar as suas pré-campanhas, o governador Carlos Brandão deu uma mostra de que, se continuar avançando nesse ritmo, pode vislumbrar a possibilidade de liquidar a fatura em um só turno. Nas 16 pesquisas realizadas até aqui, ele foi o único que registrou crescimento, lento, mas firme, o que indica que, de volta ao Estado nos próximos dias, entrará de vez na maratona do corpo-a-corpo, com possibilidade real de manter, e até aumentar, o ritmo de crescimento na preferência do eleitorado.

A segunda informação é a de que a pesquisa trouxe péssimas notícias para o senador Weverton Rocha. Primeiro pela posição alcançada pelo governador Carlos Brandão, que parece tê-lo deixado de vez para trás. Segundo o fato de que ele não consegue sair do patamar entre 20 e 25 pontos percentuais, no qual apareceu em 14 das 17 pesquisas feitas até aqui. Sua posição começa a se tornar perigosa, uma vez que, além do distanciamento de Carlos Brandão, ela está de fato ameaçada pelo crescimento firme de Lahesio Bonfim, que agora está a apenas sete pontos percentuais de distância. Aliados de Carlos Brandão avaliam que Weverton Rocha já não representa uma ameaça grave, e apostam que, caso o governador não se reeleja no primeiro turno, poderá disputar a segunda rodada com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Weverton Rocha é um político arrojado, que acredita fortemente no seu projeto de poder, mas isso é colocado sob risco extremo quando as pesquisas o mostram estacionado. Os números da Econométrica indicam que sua aliança informal com os grupos bolsonaristas e sua proximidade com o Palácio do Planalto não turbinaram sua pré-campanha. Ao contrário, podem até estar travando sua caminhada.

A terceira informação decisiva trazida à tona pela pesquisa Econométrica confirma Lahesio Bonfim como a “terceira via”, uma vez que ele conseguiu de fato se descolar de Edivaldo Jr., que empacou na zona entre nove e 12 pontos percentuais de intenções do voto. E, mais bombástico, está se aproximando perigosamente de Weverton Rocha, reduzindo a distância entre eles a sete pontos percentuais. Cristão novo na guerra pelo comando do Estado, Lahesio Bonfim vem minando a posição do senador, que assim se vê numa situação dramática, à medida que o eleitorado está se posicionando, de modo que sobram poucos votos soltos para conquistar. Nesse ritmo, não será mais surpresa se o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes vier a se credenciar como o adversário do governador Carlos Brandão numa eventual segunda volta.

Realizada a pouco mais de 100 dias das eleições, a pesquisa Econométrica pode ter colocado a corrida sucessória nos trilhos, definindo tendências e mostrando quem de fato está no jogo pelo Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantem liderança isolada na corrida ao Senado

A pesquisa Econométrica confirmou a liderança isolada e consistente do ex-governador Flávio Dino (PSB), com 50% das intenções de voto, enquanto o seu concorrente mais próximo, o senador Roberto Rocha (PTB), que concorre à reeleição, tem apenas 26,8%. Na sequência aparecem Pastor Bel (Agir 36) com 5,9%, Antônia Cariongo (PSOL) com 1%, e Saulo Arcangeli (PST) com 0,5%. Um contingente de 7,4% informou que votarão nulo ou em branco, e outro, formado por 8,4%, não souberam ou não quiseram responder.

Segundo a apuração do instituto Econométrica, a vantagem do ex-governador Flávio Dino sobre o senador Roberto Rocha é de 23,2 pontos percentuais. Essa distância vem se mantendo mesmo depois que o candidato do PTB passou a ser apoiado declaradamente pelo senador Weverton Rocha e seus aliados bolsonaristas em ação no Maranhão, como o chefe maior do PL bolsonarista, deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Na avaliação de muitos observadores, mesmo considerando o elevado grau de imprevisibilidade que normalmente movimenta uma corrida eleitoral, e também o fato de que faltam ainda três meses para as eleições, a impressão causada pelos números do Econométrica sugere que Roberto Rocha dificilmente reverterá essa tendência pró-Flávio Dino.

 

Um dia ruim para o senador Weverton Rocha

A terça-feira (28) não foi um dia bom para o senador Weverton Rocha, pré-candidato a governador pelo PDT. Não bastassem as duras acusações de que estaria dando apoio à ação governista contra a instalação da CPI da Educação e os números da pesquisa Econométrica, o senador foi fortemente alvejado pelos petardos verbais do médico Igor Lago, filho do ex-governador Jackson Lago, para quem o pré-candidato do PDT não tem credibilidade. Além de disparar contra o pedetista, Igor Lago declarou apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição.  Com o gesto, o filho de Jackson Lago se posicionou em sintonia fina com a família Lago, que fora em peso ao Palácio dos Leões declarar apoio ao governador, num claro movimento contra o presidente do PDT e o seu projeto de governar o Maranhão.

São Luís, 29 de Junho de 2022.