Arquivos da categoria: Sem categoria

Decisão do PP contra o PT não interfere na aliança com o PSB no Maranhão

 

André Fufuca confirma que PP apoia Carlos Brandão para o Governo e Flávio Dino para o Senado

Durou pouco a comemoração dos adversários da candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição por conta da decisão nacional do PP de proibir os braços estaduais do partido de coligarem com o PT em casos de chapas em que o candidato a governador seja um petista. Comandante do braço maranhense do PP e líder do partido na Câmara Federal, o deputado federal André Fufuca declarou a emissoras de rádio e confirmou à Coluna: “No Maranhão, o efeito da medida é igual a zero”. E explicou: a aliança formal do PP é com o PSB em apoio à candidatura do governador Carlos Brandão. Acrescentou que a participação do PP na coligação “O Maranhão não pode parar “ permanece “firme”.  Além disso, o deputado André Fufuca avaliou que “os ventos sopram a favor de Brandão”, acrescentando que “se continuarmos trabalhando como foi planejado, temos tudo para vencer essas eleições, a começar pela reeleição do governador”.

O Partido Progressista é o braço mais forte do Centrão, que fez e manteve aliança com os governos do presidente Lula da Silva (PT), apoiou o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), mas esteve à frente do processo de impeachment que a tirou do poder, tornando-se em seguida um dos pontos de sustentação do governo-tampão do presidente Michel Temer (MDB), para em seguida alcançar a condição de viga-mestra da base do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional. No Maranhão, liderado pelo deputado André Fufuca, que assumiu o seu comando sucedendo ao deputado federal Waldir Maranhão, o PP fez parte da base governista desde os governos do MDB liderados por Roseana Sarney. Em 2014, embarcou no transatlântico partidário montado pelo oposicionista Flávio Dino, participando ativamente do movimento que o levou ao poder, quando o PT preferiu manter a aliança com o MDB e o Grupo Sarney, perdendo as eleições e o comando do Estado.

Mesmo sendo um dos caciques do PP no plano nacional, tendo alcançado a vice-presidência, fazendo duro contraponto à esquerda desde a derrubada da presidente Dilma Rousseff, o deputado federal André Fufuca teve autoridade e habilidade políticas para manter o braço maranhense do seu partido na base de apoio nos dois períodos do Governo Flávio Dino. E não titubeou ao manter o PP na aliança, agora apoiando, sem rodeios, as candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição e do ex-governador Flávio Dino ao Senado. Isso sem colocar empecilho à posição do seu partido na base do Centrão nem comprometer a aliança do PP com a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição. O deputado André Fufuca vem demonstrando que há espaço para seguir a orientação do partido no plano nacional, mas com autonomia para construir e consolidar as alianças regionais, como é o caso do que está em andamento no Maranhão.

A notícia de que a cúpula nacional do PP proibira coligação com o PT nos estados em que o candidato a governador seja um petista repercutiu fortemente no meio político maranhense. Apoiadores do candidato pedetista Weverton Rocha enxergaram na decisão um problema para a aliança que sustenta a candidatura do governador Carlos Brandão, chegando a comemorá-lo. O deputado André Fufuca, que é membro da cúpula nacional do partido, colocou as coisas nos seus devidos lugares, esclarecendo que a medida partidária em nada afeta a participação do PP na aliança, uma vez que Carlos Brandão, que encabeça a chapa, é do PSB, mesmo tendo como vice um petista, Felipe Camarão. E foi enfático: “Interferência zero”.

Em resumo: o PP permanece na aliança que tem no comando o governador Carlos Brandão e a liderança do ex-governador Flávio Dino. E de acordo com o seu presidente no Maranhão, ele e o partido dele estão “trabalhando para que a nossa aliança vença as eleições”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão se encontra com Lula em Teresina e acerta vinda dele ao Maranhão

Teresina: Lula da Silva consolida apoio à chapa Carlos Brandão (PSB)/Felipe Camarão (PT) e virá ao Maranhão

O ex-presidente Lula da Silva (PT) virá ao Maranhão nas próximas semanas, em data ainda a ser definida. A inclusão do estado na sua agenda de campanha foi acertada com o governador e candidato à reeleição Carlos Brandão (PSB), em Teresina, onde participou, juntamente com o candidato a vice-governador Felipe Camarão, de um encontro organizado pela governadora do Piauí, Regina Souza, e pelo ex-governador e candidato a senador Wellington Dias (PT). As pesquisas têm mostrado que o ex-presidente Lula da Silva tem enorme vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Mas diante da investida do Palácio do Planalto, por meio do “pacote de bondades eleitoreiras”, num jogo pesado para reverter a forte tendência de uma derrota acachapante do presidente, o comando estratégico da campanha de Lulas da Silva recomenda que venha ao Maranhão, para consolidar a sua liderança e apoiar seus aliados na corrida às urnas. No encontro de Teresina ficou combinado que a visita será em agosto, provavelmente depois de iniciada a campanha eleitoral oficial.

 

Reviravolta anunciada: PROS deixa Weverton e volta para Brandão

Chico Carvalho retomou o partido de Marcos Caldas

Quando o senador Weverton Rocha (PDT), então pré-candidato a governador, articulou em Brasília para que o controle do PROS no Maranhão fosse tirado do vereador Chico Carvalho e entregue ao suplente de deputado estadual Marcos Caldas, que tirou o partido da base governista para leva-lo para o leque de apoio do pedetista, algumas vozes sopraram que a jogada não tinha consistência e que, cedo ou tarde, haveria uma reviravolta. O tempo passou, Marcos Caldas se empolgou, Chico Carvalho pareceu conformado e conseguiu o controle do Avante, e tudo parecia resolvido. Ledo engano de quem pensou assim. Nesta semana, uma decisão judicial desmanchou a jogada, desfez o comando de Marcos Caldas e decidiu que o PROS voltará ao controle do tarimbado vereador Chico Carvalho, que tem mais de quatro décadas de sol nessa praia partidária. O primeiro ato da reviravolta: a convenção por meio da qual o PROS foi integrado à candidatura do senador Weverton Rocha foi anulada. Nova convenção será realizada, na qual o partido se integrará à candidatura do governador Carlos Brandão. O braço maranhense do PROS será comandado por Tatiana Carvalho, mulher do vereador Chico Carvalho, já que a essas alturas o edil ludovicense não tem qualquer interesse em se desfazer do Avante. Marcos Caldas deve continuar no partido, só que na condição de simples filiado.

São Luís, 04 de Agosto de 2022.

Lahesio mede força com Weverton em guerra por vaga num eventual segundo turno

 

Carlos Brandão lidera com Weverton Rocha em seguido e ameaçado por Lahesio Bonfim, que quer vaga no 2º turno

Foi deflagrada e está em andamento uma guerra, e intensa, dentro da guerra maior em que se transformou a disputa pelo Palácio dos Leões. De um lado, o candidato do PDT, senador Weverton Rocha, segundo colocado na preferência do eleitorado, de acordo a pesquisa Econométrica mais recente, e de outro, o candidato do PSC, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, terceiro colocado. Os números trazidos à tona pela pesquisa mostram que, tomando-se por base a margem de erro, os dois encontram-se tecnicamente empatados. Esse cenário mostrou o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, 11 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, deslocando-se, portanto, da peleja intermediária que definirá o seu adversário num segundo turno, caso a parada não seja resolvida em turno único. Convém alertar que as eleições ocorrerão daqui a dois meses, tempo suficiente para que tudo se mantenha, com algumas alterações, com desfecho pode surpreender.

A menos que uma nova pesquisa traga à tona um cenário diferente, é fato indiscutível que nesse exato momento, segunda a pesquisa mais recente, o governador Carlos Brandão está na dianteira, reforçando seu time de apoiadores dia após dia; que o senador Weverton Rocha trabalha duro para evitar uma debandada na sua base de apoio, e que Lahesio Bonfim se desdobra para avançar, alcançar e, se possível, ultrapassar o candidato pedetista. Logo, o candidato do PDT encontra-se numa situação absolutamente incômoda, pois se Lahesio Bonfim ultrapassá-lo, poderá chegar ao segundo turno, se houver, o que será o fim das suas pretensões neste pleito e, sem dúvida, o maior desastre da sua história política.

Não se discute que o senador Weverton Rocha é um candidato politicamente forte, e que demonstrou isso com a megaconvenção que comandou, mas não há como negar que ele estacionou na seara entre 20 e 25 pontos percentuais e enfrenta dificuldades para ir além, vivendo, portanto, uma situação, se não dramática, muito difícil. Isso porque, à medida que agora, ao mesmo tempo em que viu o governador Carlos Brandão sair do seu radar e alcançar uma vantagem razoável, depara com   Lahesio Bonfim decidido a alcançá-lo. E foi o que o candidato do PSC disse ontem, em entrevista à TV Mirante, quando declarou que pretende vencer a eleição já no primeiro turno, e que só pensará em segundo turno se, anunciado o resultado, ele não tiver sido eleito. Sem a sombra do candidato do PSD, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr., que não deslanchou como era esperado, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes exibe convicção de que vai tirar o candidato pedetista do seu caminho.

Menos de uma semana depois, quando os ecos das convenções já não são tão fortes, os agora candidatos estão de volta à realidade nua e crua da corrida eleitoral, que é correr atrás de voto para manter e, se possível, ampliar os lastros políticos que construíram ou ainda estão construindo. É nesse realismo implacável que o governador Carlos Brandão se desdobra para ampliar sua vantagem, que ainda não está de todo consolidada; o senador Weverton Rocha tenta dar uma guinada para ampliar seu cacife; e Lahesio Bonfim se esforça para alcançá-los e deixá-los para trás, sem a preocupação de ter, pelo menos por enquanto, Edivaldo Jr. na sua cola. As próximas pesquisas dirão como será a evolução desse enredo.

Vale lembrar que o jogo está de fato começando e que o seu ponto alto será a campanha eleitoral propriamente dita e cuja largada será no dia 16 do mês em curso. Até lá os lastros políticos dos candidatos estarão consolidados. Resta saber como estarão os do governador Carlos Brandão, do senador Weverton Rocha e do ex-prefeito Lahesio Bonfim nessa guerra. Isso se o ex-prefeito Edivaldo Jr. não surpreender com uma guinada e entrar na briga pelo direito de disputar o segundo turno, se houver.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana libera MDB para voto ao Senado e a maioria irá com Dino

Roseana Sarney liberou o MDB e maioria votará em Flávio Dino

A presidente do MDB, ex-governadora Roseana Sarney confirmou o apoio do partido à candidatura do governador Carlos Brandão, mas liberou os emedebistas no voto para senador, embora o MDB tenha incluído o nome do ex-governador Flávio Dino na ata da convenção. A questão é pessoal. Ela não aceita ter sido derrotada por Flávio Dino logo no primeiro turno da eleição que os dois disputaram em 2018. E esse sentimento é geral na família Sarney, que não vota em Flávio Dino, mas com o cuidado de não o hostilizar. Quanto ao partido, a maioria esmagadora do MDB tende a votar em Flávio Dino, seguindo o vice-presidente do partido, deputado estadual Roberto Costa, que é um dos responsáveis pela articulação que levou o MDB a declarar apoio ao governador Carlos Brandão e parte dele definir voto no ex-governador para o Senado.

Apoio de Louro a Dino é fruto da boa relação que manteve com seu governo

Não surpreendeu a decisão do deputado estadual Vinícius Louro (PL) rejeitar a candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição e declarar apoio à candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB). O parlamentar não frequentou o círculo mais próximo do governador nos sete anos e meio de governo do socialista. Mas sempre foi da base governista, mantendo bom relacionamento com o Palácio dos Leões. Diante desse quadro,  o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que coordena politicamente a campanha de Flávio Dino, entrou no circuito e fez a intermediação. Por divergências na seara política na região polarizada por Pedreiras e por diferenças do seu grupo com o senador Roberto Rocha, ele conversou com o presidente do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não teve outra que não o liberar, mas sem abrir mão do voto do deputado no senador Weverton Rocha para governador e ex-governador Flávio Dino para senador.

São Luís, 03 de Agosto de 2022.

Pesquisa e convenção que confirmou Brandão/Dino reforçaram otimismo na cúpula governista

 

Carlos Brandão registrou no twitter ato em que recebe de presente imagem de Nossa Senhora de Aparecida doada pelo adjunto da SAF, Sandro Montenegro

Os números da pesquisa Econométrica divulgada na semana passada (26/07), que apontou o governador Carlos Brandão (PSB) com 11 pontos à frente do segundo colocado, senador Weverton Rocha (PDT), e a megaconvenção que consolidou a coligação majoritária “O Maranhão não pode parar”, com seus desdobramentos políticos, injetaram uma nova e poderosa dose de otimismo no comando da aliança liderada pelo governador, que busca a reeleição, e pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado. “É um otimismo com os pés no chão”, disse ontem um dos líderes do grupo, avaliando que a confirmação das candidaturas majoritárias e a montagem das chapas de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, todos mobilizados em torno da candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, senador Weverton Rocha festeja a movimentada convenção em que o PDT confirmou sua candidatura ao Governo do Estado, na sexta-feira (29/07), sem condições de celebrar a unidade do grupo partidário em torno de um candidato a presidente da República.

Para a cúpula governista, além da unidade partidária da coligação, a chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão começa, de fato, a deslanchar porque “todas as pontas estão amarradas”. Traduzindo essa amarração: a chapa tem candidato a governador e a senador unidos em torno da candidatura do líder petista Lula da Silva à presidência da República, que conta também com o suporte de todos os candidatos a deputado estadual e a deputado federal. Por essa avaliação, além da expressão política dos candidatos majoritários e proporcionais, a coligação governista conta com o argumento segundo o qual os sete anos e meio do governo comandado por Flávio Dino justificam plenamente a permanência do grupo no poder com a reeleição do governador Carlos Brandão.

Na avaliação da cúpula governista, passado o período de incerteza causado pelos 45 dias que o governador Carlos Brandão permaneceu internado em São Paulo, em momento decisivo da pré-campanha, a situação começou a ganhar novo ritmo. “Prefeitos, vereadores e lideranças do interior, que estavam inibidos pela onda de notícias falsas, começaram a se posicionar, e isso ficou demonstrado na convenção e depois dela”, acentuou a fonte governista, relatando a intensa movimentação no Palácio dos Leões ao longo da segunda-feira pós-convenção. Soma-se a esse contexto o fato de o Governo não ter sido afetado, tendo, ao contrário, continuado em intenso movimento, realizando e inaugurando obras e mantendo os serviços em pleno funcionamento. Isso foi possível, em grande medida, graças à postura do governador interino, desembargador Paulo Velten, que cuidou da normalidade institucional e permitiu que a equipe, comandada pelo secretário-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, com o suporte do secretário de Planejamento Luís Fernando Silva, continuasse atuando de acordo com as orientações do governador Carlos Brandão.

No campo político, as forças que formam a coligação “O Maranhão não pode parar” se mantiveram mobilizadas em grande medida pela ação do ex-governador Flávio Dino, auxiliado pelo candidato a vice-governador Felipe Camarão (PT), pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e pelo presidente regional do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, além de líderes regionais, como o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), por exemplo. Nas contas de uma fonte governista que sabe das coisas, a chapa encabeçada por Carlos Brandão já conta com o apoio de pelo menos 130 prefeitos, número que tende a aumentar até o encerramento da campanha.

Diante desse cenário, mas com os pés firmes no chão, a cúpula governista está confiante de que o governador Carlos Brandão caminha para a reeleição. Em princípio, a expectativa é a de que o desfecho da corrida aos Leões se dará numa disputa de segundo turno, seja com o pedetista Weverton Rocha, seja com o social-cristão Lahesio Bonfim. Nesse ambiente, há uns poucos que vislumbram um desfecho já no primeiro turno. A esses, os moderados chamam a atenção para o fato de que ainda faltam exatamente 60 dias para a manifestação das urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com Gutemberg na vice, Lahesio formou chapa puro-sangue

Lahesio Bonfim anuncia Gutemberg Araújo como vice 

Não surpreendeu a escolha do vereador de São Luís Gutemberg Araújo (PSC) para vice do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), decisão anunciada durante a convenção do partido, realizada no Domingo, e que autorizou a chapa para disputar o Governo do Estado. Era pedra cantada, embora Lahesio Bonfim tenha feito alguns movimentos em outras direções. A decisão foi tomada pelo presidente regional do PSC, deputado federal Aluísio Mendes, que preferiu montar chapa puro-sangue. Gutemberg Araújo ganhou espaço quando atuou como “ponte” de Lahesio Bonfim com porta-vozes da sociedade civil em São Luís. Também por pressão do chefe regional, que segue a orientação ação do Palácio do Planalto, o PSC declarou apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB). Lahesio Bonfim não engole o fato de ter de apoiar Roberto Rocha, que está alinhado à candidatura do pedetista Weverton Rocha, que é hoje o seu principal adversário na corrida aos Leões.

 

Ataques de Weverton a Lahesio podem ser faca de dois gumes

Apoiadores do senador Weverton Rocha estão dando a medida da disputa que ele está travando com Lahesio Bonfim por vaga num eventual segundo turno. Alarmados pela aproximação do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes do senador pedetista, ameaçando seriamente tomar sua posição, eles começaram a disparar chumbo grosso contra o candidato do PSC. Inicialmente, tentaram criar-lhe embaraços com a denúncia de que ele estaria fretando “jatinhos” para viajar pelos municípios, quando dias atrás reclamava que não tinha dinheiro levar sua campanha ao interior. Depois andaram levantando dúvidas sobre a lista de bens que ele encaminhou ao TRE. E mais recentemente divulgaram um vídeo mostrando um grupo de pessoas que supostamente estariam recebendo dinheiro de Lahesio Bonfim. Quem conhece esse jogo sabe que essa estratégia é uma faca de dois gumes, que pode prejudicar o atacado, mas pode ferir também o atacante.

São Luís, 02 de Agosto de 2022.

Convenções confirmam Brandão, Weverton, Lahesio e Edivaldo Jr. na briga pelo comando do estado

 

Carlos Brandão entre Flavio Dino e Felipe Camarão, Weverton Rocha aponta seu caminho e Edivaldo Jr. reafirma projeto em convenções realizadas por seus partidos

Com a definição do quadro de candidatos, que será completado com a confirmação, neste Domingo (31), de Lahesio Bonfim pelo PSC, a corrida ao Palácio dos Leões ganha sua composição definitiva e começa para valer com os preparativos para a campanha eleitoral, cuja largada será daqui a duas semanas. As pesquisas feitas até aqui apontam o governador Carlos Brandão (PSB) na frente, seguido de Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. (PSD), que de fato estão brigando pelo comando do Estado. Por meio das suas convenções, cada candidato tentou mostrar o seu poder de fogo político e eleitoral, mesmo sabendo que alguns milhares a mais numa festa partidária não farão muita diferença no jogo duro que começa agora, ainda que festas partidárias causem boa impressão.

A convenção do PSB, realizada na região do Bacanga, formalizou a coligação “O Maranhão não pode parar” (PSB/PT/PCdoB/PV/PP) e confirmou a candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo como vice o advogado Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, fazendo também uma declaração formal de apoio à candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) à presidência da República. Trata-se de uma coligação bem formatada, afinada, com candidatos bem definidos, objetivos muito claros e sem qualquer traço que comprometa a sua unidade. Os seus movimentos giram em torno da forte parceria política e eleitoral que une o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, além da afinidade e os interesses que movem as principais legendas da coligação. Os milhares de apoiadores presente à convenção assistiram num telão a mensagem do ex-presidente Lula da Silva declarando apoio às candidaturas de Carlos Brandão e Flávio Dino. Sem nenhuma distorção, a convenção do PSB mostrou unidade política do grupo partidário da coligação, dando aos seus candidatos caminho livre para seguir em frente.

Realizada na noite de sexta-feira (29) no estádio “Nhozinho Santos”, onde foi instalada uma megaestrutura, a convenção do PDT consolidou a candidatura do senador Weverton Rocha, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL). Preparada para ser um espetáculo político capaz de impressionar o Maranhão, a festa pedetista foi animada, mas não foi completa. Inexplicavelmente, o partido, cujo comando rompeu com ex-governador Flávio Dino, não lançou – por falta de interesse – um candidato ao Senado, optando por apoiar a candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Em resumo, embalada em parte pelo que ainda resta da militância do PDT e por “aliados” do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) trazidos a São Luís, a festa partidária mostrou e formalizou o alinhamento do candidato do PDT com as forças bolsonaristas. Tanto que, a massa presente reagiu com sonora vaia ao discurso de uma líder camponesa defendendo a candidatura de Lula da Silva. Essas e outras contradições serão pedras no sapato do senador Weverton Rocha no confronto que de fato começa agora, no qual ele entra com o desafio de sair da inércia e afastar a ameaça chamada Lahesio Bonfim.

O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. foi confirmado, candidato a governador na convenção do PSD, realizada na casa de festas Villa Reale, tendo como vice a empresária imperatrizense Andréa Heringer (PSD), escolhida pelo presidente regional do partido, deputado federal Edilázio Jr.. A convenção do PSD ganhou peso político com a presença do presidente nacional da agremiação, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que segundo uma fonte do partido, foi uma demonstração de prestígio de Edivaldo Jr. E foi marcada por um forte mal-estar: Edivaldo Jr. se retirou da convenção para não receber o senador Roberto Rocha (PTB), que teve sua candidatura à reeleição apoiada pela cúpula estadual do partido. Em quarto lugar nas intenções de voto, segundo as últimas pesquisas, Edivaldo Jr. ganha a condição de candidato com o desafio de reverter esse cenário.

Lahesio Bonfim será confirmado candidato a governador na manhã deste domingo (31), em convenção do PSC. Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, não havia indicativo de quem será seu vice, embora muitos insistissem na possibilidade de a escolha recair mesmo sobre o vereador e presidente do PSC em São Luís, Gutemberg Araújo. A convenção da sigla social-cristã seguirá o script das do PDT e do PSD, declarando apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Essa decisão, com a qual Lahesio Bonfim não simpatiza nem um pouco, teve de ser por ele abraçada, sob pena de não ter a legenda, conforme ameaça feita pelo presidente regional do partido, deputado federal Aluísio Mendes, que representa uma das frentes do bolsonarismo no Maranhão. O apoio a Roberto Rocha é orientação do Palácio do Planalto, cujo projeto maior é minar a candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado.

No mais, o quadro está completo com a as candidaturas de Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Da Costa (PCB), time sem poder de fogo para brigar no campo eleitoral, mas com gás fomentar o debate.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino ganha força em mensagem cifrada de Lula

Lula da Silva fez elogios a Flávio Dino

O ex-governador Flávio Dino ganhou uma dose de reforço em matéria de prestígio político durante a convenção do PSB. Nada menos que uma forte declaração de apoio do ex-presidente e candidato a presidente Lula da Silva, que entre outras disse o seguinte:

“É uma pessoa excepcional, companheiro da mais alta qualidade. É imprescindível, muito importante, que a gente consiga eleger com muito voto nosso querido companheiro Flávio Dino. É uma figura muito especial, como homem, como político, como pai e como companheiro. Eu tenho certeza que ele será uma das pessoas que vai me ajudar, eu e o Alckmin, a fazer desse país melhor, mais justo, mais produtivo, e mais solidário”.

Muitos encontraram nas palavras de Lula da Silva a mensagem cifrada segundo a qual, caso o petista seja eleito presidente e o socialista vença para o Senado, é quase que o ex-governador será convidado para integrar a equipe ministerial do Governo petista. Isso porque Flávio Dino é considerado hoje um dos melhores e mais experientes quadros do País, com competência para fazer a diferença no governo da República.

 

 

Apontado como suspeito de corrupção pela PF, Maranhãozinho festejou na convenção do PDT

Weverton Rocha registrando ato a seu favor organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca

Deu no portal G1, na sexta-feira (29), data em que foi realizada a convenção em que o PL confirmou a candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) à reeleição:

“A Polícia Federal concluiu que o deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) participou de um suposto esquema que utilizava empresas fantasmas para fraudar obras de pavimentação em estradas da cidade de Zé Doca, no interior do estado, cuja prefeita, Jose Cunha (PL) é irmã do parlamentar. Ao todo, estima-se que foram desviados R$ 1,8 milhão. As informações constam em um relatório da PF. A TV Globo teve acesso a trechos do documento. (…) O relatório aponta que Maranhãozinho atuou para garantir a liberação de recursos junto ao governo federal para execução de obras na prefeitura comandada por sua irmã, Maria Josenilda Cunha Rodrigues (PL), no entanto, nenhum projeto foi realizado na cidade. (…) No relatório sobre o suposto esquema de fraude em obras em Zé Doca, a Polícia Federal concluiu que o parlamentar e familiares cometeram crimes como falsidade ideológica, peculato, corrupção, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. (…) As investigações apontaram que a empresa contratada para as obras não possui empregados e comprou pouco insumo para a realização da obra. Foram identificadas ainda transações entre a empresa responsável pela obra e outras duas que tinham ligações com Maranhãozinho”.

Na noite de sexta-feira, em meio à repercussão das informações publicadas pelo portal G1, do sistema Globo deputado Josimar de Maranhãozinho foi figura central na convenção do PDT, que confirmou a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Sempre sorrindo, o parlamentar, que comanda o partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, circulou com desembaraço entre apoiadores, e todos, inclusive o senador, fizeram de cinta de que nada, absolutamente nada, aconteceu.

São Luís, 31 de Julho de 2022.

Com grandes desafios a vencer, Weverton terá sua candidatura confirmada hoje em megaconvenção do PDT

 

Weverton Rocha montou uma megaestrutura no estádio Nhozinho Santos para realizar sua convenção causando impacto  nos bastidores da corrida sucessória

O PDT realiza hoje a convenção que formalizará a candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL), fruto da aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e, por extensão, com as forças que representam o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Nesse jogo de alianças, o senador Weverton Rocha declarará apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, ao mesmo tempo em que não está ainda claro como e em que medida o partido se posicionará em relação a Ciro Gomes, confirmado candidato da legenda à presidência da República. Por todos esses vieses, além da formalização de chapas, a convenção do PDT será um marco na trajetória do senador Weverton Rocha, uma vez que representará uma demonstração de força política e, ao mesmo tempo, o maior desafio da sua carreira. Isso porque, pelo cenário desenhado até aqui pelas pesquisas de opinião, o seu projeto de poder, que está estacionado nas preferências do eleitorado, poderá hoje ser impulsionado e deslanchar, dando-lhe a possibilidade de avançar e vencer a eleição, ou conduzi-lo a um desastre devastador, que o obrigará zerar o jogo em relação ao futuro.

Esse espectro que rascunha a convenção do PDT é explicado pelo caráter de “tudo ou nada” dado pelo próprio senador Weverton Rocha à sua candidatura, passando à sociedade maranhense e ao resto do mundo a impressão de que “se não for agora não será nunca”, o que justifica o espantoso malabarismo político que vem protagonizando desde que o grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) optou pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB). Diferentemente dos demais candidatos, o senador Weverton Rocha vem dando sucessivas demonstrações de que, para ele, chegar ao Palácio dos Leões nesta eleição é uma questão de “vida ou morte” política.

No cenário da corrida sucessória desenhado até aqui, os esforços pessoais e políticos do senador Weverton Rocha têm lhe gerado mais problemas do que vantagens. O rompimento com a posição do governador Flávio Dino para apoiar a candidatura já vitoriosa de Eduardo Braide na eleição para a Prefeitura de São Luís, se por um lado lhe assegurou declaração de apoio do prefeito à sua candidatura, por outro levou o seu partido ao maior desastre político e eleitoral na Capital, depois de um domínio por mais de três décadas. E ao romper em definitivo com Flávio Dino – que foi decisivo para sua eleição de senador – por não ter sido escolhido seu candidato a governador e declarar apoio irrestrito à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição contra o ex-governador, alinhou-se às forças bolsonaristas, tendo como parceiro principal o deputado federal Josimar de Maranhãozinho com sua turma. Mesmo diante desses movimentos, considerados os mais controversos, ele e seus aliados fazem de conta de que tudo é normal e está dando certo.

Em relação à corrida eleitoral em si, o senador Weverton Rocha vai para a sua megaconvenção com o desafio de convencer os delegados do seu partido que tem condições de resolver dois megaproblemas. O primeiro é tirar sua candidatura do estacionamento, viabilizá-la de vez para disputar de igual para igual com a do governador Carlos Brandão, para não correr o risco de ela chegar ao segundo turno muito fragilizada. E o outro, encontrar uma maneira de afastar a ameaçadora aproximação da candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que de acordo com a pesquisa Econométrica, divulgada na semana passada, chegou à posição do empate técnico. Além disso, a convenção vai desafiá-lo a reconstruir o bem mais precioso do PDT: a militância pedetista criada pelo legendário Jackson Lago.

Ninguém duvida da viabilidade política e eleitoral do senador Weverton Rocha, e de que o partido chancelará sua candidatura, embalando sua incontestável capacidade de ação política, o arrojo dos seus movimentos e o uso dos meios que lhes dão a condição de líder partidário e senador da República. Mas a julgar pelos fortes sinais emitidos até aqui pelas pesquisas de opinião, o líder pedetista poderá sair da convenção para um sucesso avassalador ou para um fracasso retumbante.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PCB surpreende e lança candidato a governador

Chama-se Frankle Da Costa Lima o mais novo pré-candidato a governador do Maranhão, lançado ontem pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a mais radical das três correntes  comunistas em atuação no Brasil (Para quem não lembra, uma é o PCdoB, que representa a esquerda democrática, e a outra é o Cidadania, que antes de ganhar esse nome foi parte do PCB, do qual se desgarrou com o nome de Partido Popular Socialista (PPS), para ser finalmente rebatizado com o nome atual). Pelo que foi divulgado, Frankle Da Costa Lima tem 43 anos e é servidor público municipal de Imperatriz, tem ensino médio completo e foi candidato a vice-prefeito em 2020, na chapa encabeçada por Sandro Ricardo, também do PCB. Com a entrada de Frankle Da Costa Lima na corrida eleitoral, sobe para oito o número de candidatos ao Governo do Estado.

 

Vereadora de Pedreiras será vice de Simplício Araújo

Marly Tavares será vice na chapa liderada por Simplício Araújo

O suplente de deputado federal Simplício Araújo, candidato a governador pelo Solidariedade, anunciou ontem a vereadora-presidente da Câmara Municipal de Pedreiras, Marly Tavares (Solidariedade) como candidata a vice-governadora na sua chapa. Com a definição, Simplício Araújo resolve sua candidatura ao Palácio dos Leões, deixando em aberto apenas a vaga de candidato do partido ao Senado. Ele, que integrou a equipe do então governador Flávio Dino (PSB) como secretário de Indústria, Comércio e Energia, surpreendeu ontem o meio político ao declarar que pessoalmente vota no ex-governador, mas que o seu partido quer “discutir” o assunto. A alegação do “partido” para não segui-lo no apoio a Flávio Dino é que o ex-governador não teria procurado o Solidariedade – que fez parte dos dois períodos do governo dinista – “para conversar”.  Incrível.

São Luís, 29 de Julho de 2022.

Com grandes desafios a vencer, Weverton terá sua candidatura confirmada hoje em convenção do PDT

 

Weverton Rocha montou uma megaestrutura no estádio Nhozinho Santos para realizar sua convenção causando impacto no tabuleiro da corrida aos Leões

O PDT realiza hoje a convenção que formalizará a candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL), fruto da aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e, por extensão, com as forças que representam o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Nesse jogo de alianças, o senador Weverton Rocha declarará apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, ao mesmo tempo em que não está ainda claro como e em que medida o partido se posicionará em relação a Ciro Gomes, confirmado candidato da legenda à presidência da República. Por todos esses vieses, além da formalização de chapas, a convenção do PDT será um marco na trajetória do senador Weverton Rocha, uma vez que representará uma demonstração de força política e, ao mesmo tempo, o maior desafio da sua carreira. Isso porque, pelo cenário desenhado até aqui pelas pesquisas de opinião, o seu projeto de poder, que está estacionado nas preferências do eleitorado, poderá hoje ser impulsionado e deslanchar, dando-lhe a possibilidade de avançar e vencer a eleição, ou conduzi-lo a um desastre devastador, que o obrigará zerar o jogo em relação ao futuro.

Esse espectro que rascunha a convenção do PDT é explicado pelo caráter de “tudo ou nada” dado pelo próprio senador Weverton Rocha à sua candidatura, passando à sociedade maranhense e ao resto do mundo a impressão de que “se não for agora não será nunca”, o que justifica o espantoso malabarismo político que vem protagonizando desde que o grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) optou pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB). Diferentemente dos demais candidatos, o senador Weverton Rocha vem dando sucessivas demonstrações de que, para ele, chegar ao Palácio dos Leões nesta eleição é uma questão de “vida ou morte” política.

No cenário da corrida sucessória desenhado até aqui, os esforços pessoais e políticos do senador Weverton Rocha têm lhe gerado mais problemas do que vantagens. O rompimento com a posição do governador Flávio Dino para apoiar a candidatura já vitoriosa de Eduardo Braide na eleição para a Prefeitura de São Luís, se por um lado lhe assegurou declaração de apoio do prefeito à sua candidatura, por outro levou o seu partido ao maior desastre político e eleitoral na Capital, depois de um domínio por mais de três décadas. E ao romper em definitivo com Flávio Dino – que foi decisivo para sua eleição de senador – por não ter sido escolhido seu candidato a governador e declarar apoio irrestrito à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição contra o ex-governador, alinhou-se às forças bolsonaristas, tendo como parceiro principal o deputado federal Josimar de Maranhãozinho com sua turma. Mesmo diante desses movimentos, considerados os mais controversos, ele e seus aliados fazem de conta de que tudo é normal e está dando certo.

Em relação à corrida eleitoral em si, o senador Weverton Rocha vai para a sua megaconvenção com o desafio de convencer os delegados do seu partido que tem condições de resolver dois megaproblemas. O primeiro é tirar sua candidatura do estacionamento, viabilizá-la de vez para disputar de igual para igual com a do governador Carlos Brandão, para não correr o risco de ela chegar ao segundo turno muito fragilizada. E o outro, encontrar uma maneira de afastar a ameaçadora aproximação da candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que de acordo com a pesquisa Econométrica, divulgada na semana passada, chegou à posição do empate técnico. Além disso, a convenção vai desafiá-lo a reconstruir o bem mais precioso do PDT: a militância pedetista criada pelo legendário Jackson Lago.

Ninguém duvida da viabilidade política e eleitoral do senador Weverton Rocha, e de que o partido chancelará sua candidatura, embalando sua incontestável capacidade de ação política, o arrojo dos seus movimentos e o uso dos meios que lhes dão a condição de líder partidário e senador da República. Mas a julgar pelos fortes sinais emitidos até aqui pelas pesquisas de opinião, o líder pedetista poderá sair da convenção para um sucesso avassalador ou para um fracasso retumbante.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PCB surpreende e lança candidato a governador

Chama-se Frankle Da Costa Lima o mais novo pré-candidato a governador do Maranhão, lançado ontem pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a mais radical das três correntes  comunistas em atuação no Brasil (Para quem não lembra, uma é o PCdoB, que representa a esquerda democrática, e a outra é o Cidadania, que antes de ganhar esse nome foi parte do PCB, do qual se desgarrou com o nome de Partido Popular Socialista (PPS), para ser finalmente rebatizado com o nome atual). Pelo que foi divulgado, Frankle Da Costa Lima tem 43 anos e é servidor público municipal de Imperatriz, tem ensino médio completo e foi candidato a vice-prefeito em 2020, na chapa encabeçada por Sandro Ricardo, também do PCB. Com a entrada de Frankle Da Costa Lima na corrida eleitoral, sobe para oito o número de candidatos ao Governo do Estado.

 

Vereadora de Pedreiras será vice de Simplício Araújo

Marly Tavares será vice na chapa liderada por Simplício Araújo

O suplente de deputado federal Simplício Araújo, candidato a governador pelo Solidariedade, anunciou ontem a vereadora-presidente da Câmara Municipal de Pedreiras, Marly Tavares (Solidariedade) como candidata a vice-governadora na sua chapa. Com a definição, Simplício Araújo resolve sua candidatura ao Palácio dos Leões, deixando em aberto apenas a vaga de candidato do partido ao Senado. Ele, que integrou a equipe do então governador Flávio Dino (PSB) como secretário de Indústria, Comércio e Energia, surpreendeu ontem o meio político ao declarar que pessoalmente vota no ex-governador, mas que o seu partido quer “discutir” o assunto. A alegação do “partido” para não segui-lo no apoio a Flávio Dino é que o ex-governador não teria procurado o Solidariedade – que fez parte dos dois períodos do governo dinista – “para conversar”.  Incrível.

São Luís, 29 de Julho de 2022.

Eliziane Gama saiu da base ao topo ao ser lembrada para vice de Simone Tebet

 

Eliziane Gama cogitada para ser vice de Simone Tebet

Sem o aval dos braços do partido em Alagoas e na Paraíba, cujos caciques apoiam a candidatura do ex-presidente Lula da Silva, a senadora Simone Tebet (MS) teve ontem sua candidatura à presidência da República oficializada pelo MDB e ratificada pelo Cidadania e pelo PSDB, unidos à agremiação emedebista numa federação. Simone Tebet foi confirmada deixando em aberto a vaga de candidato a vice-presidente, situação que tem de ser resolvida até o dia 5 de Agosto, de acordo com o calendário das eleições. Em meio a uma animada discussão a respeito da indefinição sobre vice, o Cidadania sugeriu a senadora maranhense Eliziane Gama para a vaga, que é reivindicada também pelo PSDB, que tem no gatilho o senador cearense Tasso Jereissati, um dos mais destacados líderes do tucanato nacional. Com a decisão partidária, o MDB do Maranhão – cujos chefes maiores (entre eles a ex-governadora Roseana Sarney, presidente do partido), que apoiam a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) –  fica numa situação confusa.

A decisão do MDB de confirmar a candidatura presidencial, apesar da pressão de caciques pró-Lula da Silva (PT), como o senador alagoano Renan Calheiros, o mais influente chefe emedebista a defender o apoio ao candidato do PT, deu nova dimensão ao projeto eleitoral do MDB. E um dos desdobramentos foi o fato de ter aberto caminho para a possível candidatura da senadora maranhense Eliziane Gama na vaga de vice, colocada, portanto, no mesmo patamar do cearense Tasso Jereissati.

Independentemente do que vier a ser decidido, o simples fato de ter sido citada como provável vice de Simone Tebet deu à senadora Eliziane Gama uma estatura política excepcional, consolidando de vez a imagem que ela vem construindo com o seu desempenho parlamentar – exemplo da CPI da Covid e dos vários projetos de lei que propôs e relatou, além dos embates que ela tem travado com aliados do Palácio do Planalto. Recentemente, foi notícia nacional com a aprovação de projeto da sua autoria fixando base salarial para profissionais da saúde. Eliziane Gama ganhou estatura bem maior do que era esperado pelos que a conhecem e por sua ação política. Além de ser parlamentar atuante, ela vem se consolidando como legisladora produtiva e eficiente, e firmando cada vez mais a sua condição de oposição dura e tenaz ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu governo. Foi dura e implacável durante a CPI da Covid e tem mantido sua metralhadora verbal em relação às dificuldades relacionadas com a pandemia.

A lembrança do seu nome para a vaga de vice, avalizada pelo comando nacional do Cidadania, para ser alçada ao topo da corrida presidencial foi uma demonstração de reconhecimento da sua atuação, o que lhe dá importância bem maior. Apesar de algumas situações controversas, no geral a senadora Eliziane Gama tem sido uma parlamentar de ponta. Isso porque aparece sempre total e corretamente envolvida nas grandes questões que afetam o País, fazendo o papel que lhe cabe nesse contexto de crise atrás de crise, com o risco de quebra da ordem institucional brasileira. Suas posições, seus discursos e seus votos têm sido até agora coerentes, tanto quando se manifesta como senadora pura e simples, quanto quando se posiciona na condição de líder da bancada do Cidadania.

Se vier a ser candidata, ela e seus aliados viverão uma situação delicada no Maranhão. Isso porque ela apoia o projeto de reeleição do governador Carlos Brandão (PSB) e a candidatura senatorial do ex-governador Flávio Dino (PSB), ambos fortemente envolvidos, por escolha pessoal e por força de aliança partidária, com a candidatura do ex-presidente Lula da Silva.

Ontem, durante a convenção emedebista, Eliziane Gama saiu de uma posição discreta e foi elevada ao topo do processo político ao ser lembrada para a vaga de vice da emedebista Simone Tebet. No início da noite, já havia passado de provável candidata à condição remota de improvável. Independentemente do que aconteceu, sendo ela candidata ou não, o fato é que a senadora maranhense foi dormir com estatura política bem maior do que a que tinha quando a convenção do MDB começou, às 14 horas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PSTU confirma Hertz aos Leões e Saulo ao Senado

Hertz Dias e Saulo Arcangeli são as apostas do PSTU ao Governo e ao Senado

O PSTU velho de guerra oficializou, em convenção realizada na noite de terça-feira, a candidatura do professor Hertz Dias a governador, tendo como vice o portuário Jayro Mesquita. Oficializou também a candidatura do servidor federal Saulo Arcangeli à cadeira de senador. Também dos quadros do PSTU do Maranhão saiu a indígena Raquel Tremembé para ser candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada pela professora Vera Lúcia.

Hertz Dias já tem um currículo respeitável no plano das candidaturas. Nas eleições de 2018, ele foi candidato a vice-presidente da República na chapa do PSTU encabeçada pela professora Vera Lúcia, que repete a condição de candidata presidencial neste ano. Nas eleições municiais de 2020, Hertz Dias foi candidato a prefeito de São Luís, tendo como vice o seu atual companheiro de chapa, Jayro Mesquita.

Saulo Arcangeli, por sua vez, iniciou sua trajetória no PSOL, partido pelo qual foi candidato a governador, senador e a prefeito de São Luís. Migrou para o PSTU quando o PSOL foi atingido por um grande “racha”.

 

Solidariedade oficializa candidatura de Simplício Araújo

Simplício Araújo: candidatura confirmada ao Governo do Estado

O empresário bacabalense Simplício Araújo foi confirmado candidato do Solidariedade ao Governo do Estado. A convenção, realizada na noite de terça-feira no Rio Poty, deixou em aberto a vaga de candidato a vice-governador, que Simplício Araújo buscará dentro ou fora do partido, e também a de senador. Muitos observadores davam como certo que Simplício Araújo, que foi secretário de Indústria, Comércio e Energia do Governo Flávio Dino, abraçasse, formal ou informalmente, a candidatura do ex-governador ao Senado, o que não aconteceu. Pelo calendário eleitoral, o candidato do Solidariedade ao Palácio dos Leões tem uma semana para definir seu companheiro de chapa e o candidato ao seu partido ao Senado.

Em Tempo: ao longo dos últimos meses, a Coluna especulou que a movimentação de Simplício Araújo como pré-candidato a governador seria, na verdade, uma estratégia inteligente de viabilizar candidatura à Câmara Federal, da qual é suplente. Ele chegou a reclamar, classificando de “obsessiva” a avaliação da Coluna e insistindo que se candidataria a Governador. Estava certo. Repórter Tempo errou na avaliação, mas continua tentando encontrar a razão de ser dessa candidatura.

São Luís, 28 de Julho de 2022.

Econométrica: Brandão lidera com folga e Weverton encara empate técnico com Lahesio

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha e Lahesio Bonfim na disputa em que Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias estão atuando como figurantes

Se havia dúvidas a respeito da liderança do governador Carlos Brandão (PSB) na corrida às urnas, na qual ele busca a reeleição, elas foram mandadas para o espaço ontem, pela nova pesquisa Econométrica/O Imparcial, segundo a qual o chefe do Executivo estadual tem 34,8% das intenções de voto na corrida ao Palácio dos Leões. Atrás dele estão o senador Weverton Rocha (PDT) com 23,6% e Lahesio Bonfim (PSC) com 20,5%, numa situação de empate técnico, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 7,6%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 1%, Simplício Araújo (SD) com 0,5%; e Hertz Dias (PSTU) com 0,1%. “Branco ou nulo” somaram 4,6%, e “Não sabe/Não respondeu” 7,4%. Realizada em 57 grandes e pequenos municípios de todo o Maranhão, a pesquisa Econométrica ouviu 1.535 eleitores em 57 municípios, entre os dias 19 e 22 de julho, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e confiança de 95%, estando também registrada no TRE sob o número MA-08398/2022.

O levantamento confirma a tendência de crescimento do governador Carlos Brandão. Não houve um só levantamento que mostrasse o governador em situação estacionária, nem apontando-como um rolo-compressor. Todas as pesquisas mostraram o governador em movimento, com um crescimento lento, mas consistente, processo que o levou à liderança, agora como líder inconteste e caminhando para ampliar sua liderança e até mesmo pensar na possibilidade de definir a parada em turno único. Não será um processo fácil, mas poucos são os que duvidam dessa possibilidade.

De todas as pesquisas divulgadas até agora, nenhuma trouxe notícias tão ruins para o senador Weverton Rocha. A mais dura: sua permanência, há meses, estancado na mesma faixa entre 20% e 25% das intenções de voto, sem dar sinais de que sairá da inércia. A segunda, com potencial para desanimar seus seguidores: a informação de que ele está nada menos que 11 pontos percentuais atrás do governador Carlos Brandão. E a terceira, com poder para tirar-lhe o sono: a perigosa aproximação de Lahesio Bonfim, que está a apenas três pontos percentuais de distância, e, ao contrário da situação estacionária do pedetista, segue com tendência de crescimento, com gás para ultrapassá-lo em breve e se tornar o adversário do governador Carlos Brandão no segundo turno. Essas informações chegam às vésperas da convenção-gigante que ele e seus aliados estão preparando para o Estádio Nhozinho Santos, na Vila Passos.

Levantados na semana que passou, os números da Econométrica mostram que, além do turbinamento da pré-campanha do governador Carlos Brandão, o crescimento seguro de Lahesio Bonfim, e da estacionada pré-candidatura do Weverton Rocha, chama a atenção o desempenho modesto da pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., o que lhe tira qualquer chance de brigar por uma vaga no segundo turno. Do mesmo modo, a posição dos três primeiros colocados reduz praticamente a zero a possibilidade de ele vir a entrar na briga com alguma chance de crescimento. Essa é a situação de Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias. A começar pelo fato de que já é possível especular, com alguma margem de segurança, que nesse momento só Carlos Brandão, Weverton Rocha e Lahesio Bonfim estão no jogo para valer.

Vale lembrar que o tempo começa a ser amigo dos que estão na frente e padrasto malvado dos que estão atrás. Isso porque a corrida às urnas será daqui a nove semanas, faltando ainda a realização das convenções partidárias, o registro das candidaturas, e mais importante: 45 dias de campanha eleitoral oficial. Será nesse período que se conhecerá a consistência de cada candidato. Divulgada há um dia pelo jornal O Imparcial, portanto às vésperas do início das convenções partidárias que formalizarão o quadro de candidaturas, a pesquisa Econométrica tem tudo para ser o grande divisor de águas da corrida ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino está 20 pontos à frente de Rocha

Econométrica confirma Flávio Dino com vantagem larga sobre sobre Roberto Rocha

A pesquisa Econométrica, como as anteriores do próprio instituto e de outros, repetiu a informação segundo a qual a disputa para a única vaga no Senado caminha para o desfecho rascunhado desde os primeiros levantamentos: o consistente favoritismo do ex-governador Flávio Dino (PSB), agora reafirmado com 48,5% das intenções voto contra 27,9% do senador e candidato à reeleição Roberto Rocha (PTB). Essa distância tem se mantido com pequenas variações, que não chegaram a um patamar que indique a existência de uma disputa de fato nesse item da corrida às urnas.

Quando foi a campo, no período entre 19 e 22 de julho, há uma semana, portanto, Pastor Bel (Agir36) ainda figurava como pré-candidato ao Senado, tendo pontuado com 6,1% de intenções de voto. Ele, porém, abriu mão da candidatura, saiu do páreo e declarou apoio exatamente ao senador Roberto Rocha, que, em tese, receberá pelo menos parte desses seis pontos percentuais, o que não mudará muito sua situação.

Os candidatos do PSTU, Saulo Arcangeli (1,1%) e do PSOL, Antônia Cariongo (0,4%), caminham para não serem mais do que saudáveis figurações, uma vez que, se não têm poder de fogo para disputar votos, podem contribuir efetivamente para o grande debate que se espera ao longo de uma campanha eleitoral.

A liderança do ex-governador Flávio Dino é fruto saudável de uma intensa e séria militância política.

 

PV quis suplência de Dino, mas chegou tarde

Adriano Sarney 

Deu em nada o movimento feito pelo PV para condicionar o apoio do partido à candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado à concessão da vaga de primeiro suplente ao partido comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney. Essa vaga está preenchida pela vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato (PCdoB), sem nenhuma possibilidade de revisão. O PV jogou errado. O deputado Adriano Sarney perdeu semanas preciosas dizendo que seu partido não apoiaria a candidatura do ex-governador, quando deveria ter arquivado a chateação do seu pai, o ex-deputado federal Sarney Filho, com a não eleição para o Senado em 2018, e colocado à mesa as pretensões da sua agremiação. Ele sempre soube que, pela falta de lastro eleitoral, o PV dificilmente ganharia a vaga de primeiro suplente na chapa de Flávio Dino, mas poderia, numa boa negociação, indicar o segundo suplente. O fato é que perdeu tempo com conversa fiada e quando resolveu colocar as cartas na mesa já era tarde. E com um detalhe importante: em nenhum momento Flávio Dino fechou a porta da sala de conversas.

São Luís, 27 de Julho de 2022.

Econométrica mostrou como deverá ser a disputa em São Luís pelas vagas na Câmara Federal

 

Roseana Sarney, Duarte Jr. e Bira do Pindaré: das intenções de voto para deputado federal em São Luís

Além de indicativos claros a respeito nas inclinações dos mais de 750 mil eleitores de São Luís em relação à corrida ao Palácio dos Leões e ao Senado, a pesquisa Econométrica/Blog do Gilberto Léda, divulgada na semana passada, trouxe à tona informações importantes a respeito de como será a disputa para as 18 vagas da Câmara Federal nas eleições deste ano. O instituto apresentou uma lista de prováveis candidatos, incluindo deputados federais buscando reeleição, e o resultado é um misto de posições previsíveis e algumas surpresas. Nesse contexto, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece na frente com as intenções de voto de 251 dos 1.053 eleitores ludovicenses ouvidos, seguida do deputado estadual Duarte Jr. (PSB) e candidato a federal, com 214 intenções de voto, e do deputado federal e candidato à reeleição Bira do Pindaré (PSB) com 134 intenções de voto. Juntos, os três foram citados por 599 eleitores, o que corresponde a 56,8% das intenções de voto para depurado federal na Capital, números que os credenciam enfaticamente a serem apontados como prováveis mais votados no maior colégio eleitoral do Maranhão.

Na sequência aparecem o deputado federal e candidato à reeleição Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) com 51 intenções de voto, o suplente de vereador Fábio Câmara (???) com 45, o empresário e ex-suplente de senador Lobão Filho (MDB) com 42, o deputado federal e candidato à reeleição Josimar de Maranhãozinho (PL) com 30, o delegado e ex-secretário de Segurança Jefferson Portela (PDT) com 20, o deputado federal e candidato à reeleição Rubens Jr. (?) com 18, a advogada Flávia Alves (?) com 11, o deputado federal e candidato à reeleição Juscelino Filho (União Brasil) com 11, o deputado federal e candidato à reeleição Márcio Jerry (PCdoB) com 9 e o deputado estadual Fábio Macedo (Podemos) com 3 intenções de voto. “Outros” somaram 21, “nulo” 80 e indecisos 113.

É oportuno deixar registrado que São Luís não espelha exatamente o cenário da corrida ao voto em todo o estado. Mas no caso, levando em conta os aspirantes listados e o peso que cada um deles tem no tabuleiro da política estadual, e a avaliação unânime de que a briga por cadeiras na Câmara Federal será uma das mais renhidas dos últimos tempos, os números são fortes indicadores de que pelo menos parte deles tem condições de se mudar para Brasília no ano que vem.

Com 23,8% de intenções de voto na consulta em São Luís, a ex-governadora Roseana Sarney mostra que atirou certo quando abriu mão de disputar o Governo do Estado e não entrou na briga pelo Senado para candidatar-se à Câmara Federal. Projeções sugerem que o MDB pode eleger quatro deputados federais, entre eles Lobão Filho, que conta com o ainda considerável lastro político e eleitoral do ex-senador Edison Lobão. Duarte Jr., por sua vez, caminha para se consolidar como fenômeno eleitoral, repetindo sua retumbante eleição para a Assembleia Legislativa em 2018 e sua performance surpreendente na disputa para a Prefeitura de São Luís em 2020. Todas as previsões arriscam que ele será um dos mais votados para a Câmara Federal. O expressivo número de intenções de voto para o deputado federal e candidato à reeleição Bira do Pindaré só confirma o lastro político e eleitoral que ele construiu e mantém em São Luís, o que o credencia para a reeleição.

Com exceção do deputado estadual e candidato à reeleição Fábio Macedo e do suplente de vereador Fábio Câmara, que tentará vaga na Assembleia Legislativa, e de Flávia Alves, uma estreante, os demais citados estão dentro da lógica eleitoral. O deputado federal e candidato à reeleição Pedro Lucas Fernandes tem forte atuação em São Luís, enquanto que Josimar de Maranhãozinho vai repetir sua performance na Capital. Surpreendeu o aparecimento de Jefferson Portella, o que é um bom sinal para ele, ao mesmo tempo em quem chamou a atenção o desempenho modesto dos deputados Juscelino Filho, Rubens Jr. e Márcio Jerry, todos candidatos à reeleição.

A pesquisa Econométrica chegou ao cenário pré-eleitoral em boa hora, trazendo elementos que podem ajustar as previsões para o futuro da bancada federal.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Simone Tebet: aula de política na Globo News

Simone Tebet: visão profunda da política e do Brasil

A senadora Simone Tebet (MT), que deve ser confirmada amanhã candidata do MDB a presidente da República, deu ontem uma aula de cultura, talento, visão e pragmatismo políticos numa rica entrevista concedida à Globo News. Ao longo de uma hora e meia, ela foi bombardeada sobre os mais diferentes temas da vida nacional, incluindo o mais espinhoso para ela: a divisão do partido em relação à sua candidatura, com uma banda apoiando-a, outra alinhada ao ex-presidente Lula da Silva (PT), e uma terceira marchando com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Simone Tebet se mostrou absolutamente preparada em todos os aspectos que envolve uma candidatura presidencial. Sabe o que fazer se chegar ao Palácio do Planalto, tem plena noção da grandeza e os limites institucionais do cargo, não está nem um pouco iludida com as armadilhas políticas, tem o domínio do discurso econômico, esbanja conhecimento geopolítico do País conhecimento e tem em mente, com muita clareza, o mapa das mazelas e desgraças produzidas pela violenta desigualdade socioeconômica pelas qual o Brasil é mundialmente conhecido.

Se ela fosse eleita presidente, o Brasil estaria em boas mãos.

 

Fernando Jr.

Fernando Jr.: legado no rádio, no esporte e na pesquisa

Partiu na tarde de domingo (24), levado por câncer na próstata, o jornalista e empresário Fernando Jr.. Tinha 68 anos, tempo em construiu uma trajetória profissional ligada ao rádio, no qual atuou como repórter, comentarista de futebol e dirigente, tendo, já na maturidade, dado uma guinada radical como empreendedor ao fundar e consolidar o instituto Escutec de investigações estatísticas no campo das pesquisas de opinião.

Mesmo não tendo convivido com Fernando Jr. no plano da amizade, o colunista titular deste espaço acompanhou à distância sua trajetória profissional. Estiveram muito próximos durante o ano de 1990. Naquele período, o colunista foi secretário de Comunicação Social do Governo João Alberto, e acatando sugestão do próprio governador, que dirigira a emissora no Governo Sarney, alimentando por ela um carinho especial, nomeou o jornalista Fernando Júnior diretor-geral da Rádio Timbira. Ao longo dos 11 meses do Governo João Alberto, Fernando Jr. transformou a emissora, dando-lhe uma nova estrutura física e administrativa e modernizando seus equipamentos e seu sistema de cobertura jornalística, contando para isso com o apoio direto do secretário de Comunicação e o estimulo do chefe do Executivo.

Exceto num curto período da década de 90, quando ele abriu um pequeno restaurante no início da Avenida Castelo Branco, no São Francisco, especializado em carnes, entre as quais se destacou a bisteca bovina, que se transformou numa atração, o colunista manteve pouco contato com Fernando Jr.. A reaproximação se deu com a fundação do Escutec, já neste século, tendo feito muitas pesquisas em contratos com jornal O Estado, então dirigido pelo colunista. Além disso, só encontros casuais, com manifestações de simpatia e respeito por parte de ambos.

Ao longo desses anos, o colunista enxergou em Fernando Jr. um jornalista ativo e muito bem informado, assim como um empresário incansável, que em meio a muitas dificuldades e a momentos dramáticos se manteve confiante e consolidou um negócio complexo e desafiador: as pesquisas de opinião.

Fernando Jr. partiu ainda jovem para os padrões de hoje, mas deixando marcas encravadas nas ondas de rádio e nas investigações estatísticas.

São Luís, 26 de Julho de 2022.

Exata aponta Weverton à frente de Brandão num contexto em que pesquisas vêm mantendo diferenças

Exata diz que Weverton Rocha está à frente de Carlos Brandão, Lahesio Bonfim, Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias  na corrida aos Leões

Em meio à forte repercussão do resultado da pesquisa Econométrica que trouxe à tona números segundos os quais o governador Carlos Brandão (PSB) está à frente na preferência do eleitorado de São Luís na corrida ao Palácio dos Leões, seguido do ex-prefeito Edivaldo Jr. (PSD) e tendo o senador Weverton Rocha na terceira posição, o instituto Exata divulgou ontem pesquisa mostrando que em todo o Maranhão o cenário é diferente. A pesquisa, que deveria ter sido divulgada na sexta-feira, mas foi suspensa judicialmente por suspeita de irregularidade formal, foi liberada ontem e mostra o senador Weverton Rocha em primeiro lugar com 29% de intenções de voto, seguido do governador Carlos Brandão com 27%, do ex-prefeito de São Pedro dos crentes Lahesio Bonfim (PSC) com 15%, do ex-prefeito Edivaldo Jr. com 12%, depois de quem aparecem Simplício Araújo (SD) com 2% e Hertz Dias (PSTU) com 1%  e Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou. Levando em conta a margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, Weverton Rocha e Carlos Brandão estão em empate técnico. Não sabem ou não responderam 9% e os brancos, nulos e nenhum somam 5%.

A pesquisa Exata também simulou para os entrevistados disputas em segundo turno, e os resultados foram os seguintes:  uma disputa entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, o candidato do PDT seria eleito com 42% dos votos, ficando o socialista com 39%; entre Weverton Rocha e Lahesio Bonfim, o senador venceria por 51% contra 26%; já num embate entre Carlos Brandão e Lahesio Bonfim, o governador venceria o ex-prefeito por 48% a 28%. No quesito rejeição, também pesquisado pelo instituto Exata, Edivaldo Holanda Jr. lidera com 28%, seguido de Carlos Brandão com 20%, Simplício Araújo com 20%, Hertz Dias com 19%, Lahesio Bonfim com 18%, Enilton Rodrigues e, para a surpresa de muitos, Weverton Rocha, ambos com 16%. Contratada pela TV Guará, a pesquisa Exata ouviu 1.475 eleitores entre os dias 12 e 17 de julho, tem margem de erro de 3,2%, confiabilidade de 95% e está registrada no TRE sob o protocolo MA-00040/2022.

A Coluna já registrou, mas repete que os padrões das investigações estatísticas não recomendam que, mesmo em se tratando do mesmo universo pesquisado – no caso os eleitores do Maranhão e os candidatos ao Governo do Estado -, não é possível comparar pesquisas de institutos diferentes, mesmo que seus resultados divirjam ampla e ostensivamente. Daí não ser possível afirmar com segurança quem tem razão nas pesquisas recentes feitas pelos institutos Econométrica – que tem parceria com o blog do jornalista Gilberto Leda -, Escutec – parceiro já consolidado do Sistema Mirante – e Exata – ora contratado pela TV Difusora, ora pela TV Guará. Todas conhecidas dos maranhenses e donas de portfólios que asseguram a imagem de investigadoras experientes, essas empresas têm divergido desde que iniciaram suas sondagens sobre a corrida ao Governo do Estado.

Nos levantamentos mais recentes sobre a corrida ao Palácio dos Leões, realizados com a definição do quadro de candidatos sem a presença do senador Roberto Rocha (PTB) – que preferiu tentar a reeleição -, e do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) – que achou melhor tentar permanecer na Câmara Federal ao invés de ficar sem mandato -, os institutos Econométrica e Escutec têm mostrado o governador Carlos Brandão na liderança, com números aproximados. Por sua vez, o instituto Exata vem mostrando o senador Weverton Rocha à frente, a exemplo da pesquisa divulgada ontem, na qual o senador pedetista lidera com apenas dois pontos percentuais à frente do governador socialista dentro de uma margem de erro de 3,2%, o que leva, sem qualquer esforço, à conclusão de que os dois se encontram numa situação de indiscutível empate técnico.

Vale anotar que, excetuando o embate entre o governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, todas as pesquisas recentes têm mostrado os demais candidatos na seguinte ordem: Lahesio Bonfim, Edivaldo Jr., Simplício Araújo, e uma alternância eventual entre Hertz Dias e Enilton Rodrigues. É um bom sinal de que o “problema” dos levantamentos está na posição dos líderes.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lula deve impor dura derrota a Bolsonaro em São Luís

Exata diz que Lula da Silva tem vantagem abissal sobre  Jaír Bolsonaro, que disputa a reeleição no Maranhão.

Se depender dos eleitores de São Luís, o ex-presidente Lula da Silva (PT) vencerá a disputa presidencial já no primeiro turno. É o que sugerem os números da pesquisa Econométrica/Blog do Gilberto Léda, que sondou as intenções de voto do eleitorado da Capital. De acordo com o levantamento, Lula da Silva tem 57% das intenções de voto na Capital, contra 23,9% do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

Maior colégio eleitoral do Maranhão, com 750 mil eleitores, o que corresponde a mais de 13% do eleitorado do estado, São Luís tende a infringir mais uma dura derrota a Jair Bolsonaro, que no pleito de 2018, contra o petista Fernando Haddad, recebeu 30,77% dos votos. Agora disputando contra o ex-presidente, a inclinação do eleitor ludovicense é no sentido de tornar mais dura a derrota dele nas urnas.

Os números mostram que o eleitorado de São Luís joga na polarização, à medida que não dá espaço para os outros candidatos. Eles são seguidos por Ciro Gomes (PDT) com 5,1%, Simone Tebet (MDB) com 1,5%, André Janones (Avante) com 0,5%, Emayel (PDC) com 0,5%, Vera Lúcia (PSTU) com 0,2% e Felipe D`Ávila (Novo) com 0,1%. Nenhum deles obteve 6.2% e não sabe/não respondeu foram 4,2%.

Chama a atenção o fato de o PDT, ainda o maior partido de São Luís, apesar das perdas recentes, não abraçar a candidatura de Ciro Gomes, preferindo se dividir entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Em Tempo: a pesquisa ouviu 1.053 eleitores ludovicenses entre os dias 10 e 13 de julho, tem margem de erro de 3%, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-06813/2022.

 

Dino destaca lealdade de Brandão e estoca Weverton com a pecha da traição

Flávio Dino elogia Carlos Brandão e estoca Weverton Rocha

“Brandão foi um vice-governador correto e leal. A lealdade é uma caraterística fundamental para uma pessoa, porque gente que trai, gente que mente, vocês podem ter certeza, se traiu hoje, vai trair outro amanhã e outro depois de amanhã”.

Com essas palavras, pronunciadas em discurso em São Domingos do Azeitão durante ato de pré-campanha, o ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, disparou chumbo grosso indireto contra o senador Weverton Rocha (PDT), que tem na conta como traidor.

Vale lembrar que Weverton Rocha se elegeu senador em 2020 com o aval e o apoio do então governador. Agora, insatisfeito por não ter sido indicado candidato do grupo ao Governo do Estado, rompeu com Flávio Dino e Carlos Brandão, lançou sua candidatura e se aliou às forças bolsonaristas, movimento no qual o ex-governador enxerga o “vírus” da traição, como batizou o líder pedetista Jackson Lago, quando a prefeita de São Luís, Conceição Andrade (PSB), eleita com o seu decisivo apoio, rompeu com ele e se aliou ao então João Castelo, a quem apoiou contra Jackson Lago na disputa pela Prefeitura de São Luís em de 1992.

O quadro atual desenha mais ou menos o mesmo.

São Luís, 24 de Julho de 2022.