Todos os posts de Ribarmar Correa

Dino mantém agenda sucessória e marca para 29 deste mês reunião que pode definir candidato do grupo

 

Flávio Dino marca data da reunião que pode escolher entre Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão e Simplício Araújo o candidato a governador

“A reunião será no dia 29. Até lá vamos conversar bastante para ver o pensamento da maioria. Agirei como sempre: serenidade e diálogo”.

A declaração é do governador Flávio Dino (PSB), dada no final da tarde de sábado (13) em resposta a indagação feita pela Coluna a respeito dos pedidos para que a escolha do candidato da aliança governista ao Governo do Estado fosse adiada. Com a manifestação, o governador descartou a possibilidade de adiar a reunião com pré-candidatos e líderes dos partidos da aliança governista, deixando claro que não vai alterar a agenda sucessória definida com as mesmas lideranças no início do ano, como prevê a carta por elas assinada. Os pedidos para que a escolha do candidato seja adiada partiram de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Palácio dos Leões, e pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, principal apoiador e avalista da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). O vice-governador e pré-candidato a governador Carlos Brandão (PSDB) defendeu o cumprimento da agenda, com a definição do candidato governista neste mês.

A lógica do governador Flávio Dino é simples e objetiva: a reunião do dia 29 deverá definir o candidato. Os pré-candidatos já tiveram tempo necessário para se viabilizar, o que justifica plenamente a manutenção da agenda e a realização do encontro. No seu entendimento, os pré-candidatos têm ainda duas semanas para conversar, atrair apoiamento e firmar posição em relação ao futuro. O governador acredita que na reunião a maioria estará formada e em condições de apontar o nome que, na avaliação dela, deve ser o candidato da base governista à sucessão estadual.

Na sua declaração, o governador Flávio Dino afirma que está, como sempre esteve, pronto para o diálogo e que agirá com serenidade, como, aliás, tem sido sua postura ao longo desse processo que o tem como coordenador. Diálogo não faltou, pelo menos até agora. O senador Weverton Rocha, o vice-governador Carlos Brandão e os secretários de Estado Simplício Araújo e Felipe Camarão se lançaram na disputa por sua conta e risco, cientes, portanto, das regras definidas em Janeiro e firmadas em carta por todos assinada. Seus projetos de candidatura foram definidos e “ganharam a estrada” sem que nenhuma força em contrário minasse sua caminhada. De lá para cá, todos puderam realizar suas pré-campanhas sem restrições, inclusive dando-lhes ares de campanha propriamente dita, como os movimentos liderados pelo pedetista Weverton Rocha e pelo tucano Carlos Brandão.

Nesse processo, o governador Flávio Dino manteve as portas abertas ao diálogo franco, sem nhenhenhém, colocando as coisas sempre nos seus devidos lugares, e sempre sinalizando que o candidato que será escolhido, se não exata e rigorosamente por consenso, pelo menos pela voz da maioria das lideranças partidárias da base governista. Nesse processo, pelo menos até aqui Flávio Dino atuou serenamente, apesar das pressões, provocações e até de ataques de que tem sido alvo. Mesmo nos momentos mais tensos da pré-campanha, o governador manteve a serenidade, alimentando canal com os pré-candidatos, inclusive mantendo integralmente a participação deles e seus partidos no Governo. Nesse contexto, Weverton Rocha manteve o PDT no comando da abrangente Secretaria de Desenvolvimento Social e do Detran; Simplício Araújo não teve perdido um só naco de poder como titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia; Felipe Camarão se lançou pré-candidato mantendo o mesmo espaço como secretário de Educação poderoso e influente, e Carlos Brandão vem atuando como vice-governador prestigiado e atuante.

Não está categoricamente decidido que o candidato da aliança governista será inadiavelmente escolhido na reunião do dia 29. Mas não há dúvida de que ela será realizada com esse objetivo e, a julgar pelo ânimo do governador, será um marco decisivo na corrida sucessória dentro da base aliada, com fortes e decisivas repercussões fora dela.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Felipe Camarão impressiona vice nacional do PT e pode sair candidato do partido

Márcio Macêdo teria ficado impressionado com a performance do neopetista Felipe Camarão

O secretário Felipe Camarão caminha para ser o candidato do PT ao Governo do Estado. As dificuldades ele enfrentava dentro do partido, como cristão novo na seara petista, foram mandadas para o espaço com a passagem do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macêdo, pelo Maranhão.

O N° 2 do comando nacional do partido, que é homem de confiança do ex-presidente Lula da Silva, ficou impressionado com o perfil administrativo e político do secretário de Educação e, em vez de mergulhar em infindáveis e explosivas reuniões com as forças que formam o PT maranhense, surpreendeu ao sinalizar que Felipe Camará pode, sim, ser o candidato do PT à sucessão do governador Flávio Dino.

Márcio Macêdo cumpriu integralmente sua agenda no Maranhão: conversou com as correntes que formam o partido, esteve com o governador Flávio Dino e manteve contato com os pré-candidatos da base governista. Tudo com o objetivo de municiar a direção nacional do PT com informações que lhe permita ajustar a bússola do PT maranhense para as eleições de 2022.

De tudo o que viu e ouviu no multifacetado PT maranhense, a melhor impressão que colheu foi exatamente a pré-candidatura de Felipe Gamarão a governador. E de acordo com uma fonte do partido, Márcio Macêdo retornou a Brasília motivado a sugerir que o PT banque a candidatura de Felipe Camarão ao Governo em faixa própria.

 

Filiação de Moro ao Podemos empurra Braide para o tabuleiro sucessório estadual

Líder maior do Podemos no Maranhão, Eduardo Braide deve liderar a provável campanha de Sérgio Moro no Maranhão

A filiação do ex-juiz-chefe da Lava Jato Sérgio Moro ao Podemos levou o debate político para dentro do Palácio de la Ravardière e tirou o prefeito Eduardo Braide da chamada “zona de conforto”. Antes da filiação do ex-ministro da Justiça ex-bolsonarista linha de frente, o prefeito de São Luís vinha se movimentando à margem da corrida presidencial, passando a impressão de que não estava interessado na guerra pela sucessão do presidente Jair Bolsonaro (a caminho do PL) nem na corrida ao Palácio dos Leões. O desembarque de Sérgio Moro pode dar um giro de 360 graus na situação do prefeito, que além dos problemas que enfrenta, terá agora de, como maior liderança do Podemos no Maranhão, preparar terreno para o provável candidato presidencial do partido no estado, implicando isso a definição de como o Podemos vai participar da política estadual. Lançará candidato a governador. Mas vai errar feio quem esperar que Eduardo Braide vá queimar cartuchos à toa. Político racional e estrategista eficiente, que pode incluir o lançamento de um candidato ao Governo do Maranhão ou uma aliança com um candidato já posto, ou ainda resumir a participação do partido criando palanque para o eventual presidenciável. Especulações à parte, o fato é incontestável: o prefeito de São Luís terá de assumir também a condição de líder partidário, e isso implica abraçar a eventual candidatura do ex-chefe da Operação Lava-Jato.

São Luís, 14 de Novembro de 2021.

Doze dos 18 deputados federais maranhense aprovaram a PEC que permite calote bilionário nos precatórios

 

Acima: Aluísio Mendes, André Fufuca, Cléber Verde, Edilázio Jr. Josimar de Maranhãozinho, Júnior Lourenço, Marreca Filho, Pastor Gildenemyr, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Gil Cutrim e Josivaldo JP votaram a favor da PEC dos Precatórios. Embaixo: Márcio Jerry, Bira do Pindaré, Hildo Rocha e Zé Carlos votaram contra.

A guerra político-partidária que resultou na aprovação da chamada PEC dos Precatórios na Câmara Federal mostrou, mais uma vez – e agora com cores muito nítidas -, o perfil politicamente impressionante da mais importante Casa do Congresso Nacional. Ali, embarcando no discurso do Palácio do Planalto de que mais da metade dos R$ 92,6 bilhões a serem economizados com o monumental calote nos credores da União com dívidas legalmente reconhecidas pela Justiça (precatórios) serão usados para bancar o “Auxílio Brasil”, mais de dois terços dos deputados federais consumaram a polêmica mudança na Constituição Cidadã, certamente fazendo os ossos de Ulysses Guimarães revirarem no seu túmulo. Nesse contexto, a bancada do Maranhão se mostrou por inteiro, uma vez que nada menos que 12 dos 18 deputados maranhenses – Aluísio Mendes (PSC), André Fufuca (PP), Cleber Verde (Republicanos), Edilázio Júnior (PSD), Gil Cutrim (Republicanos), Josimar Maranhãozinho (PL), Josivaldo JP (Podemos), Junior Lourenço (PL), Juscelino Filho (DEM), Marreca Filho (Patriota), Pastor Gildenemyr (PL) e Pedro Lucas Fernandes (PTB) – aprovaram a proposta do Governo, quatroBira do Pindaré (PSB), Hildo Rocha (MDB), Márcio Jerry (PCdoB) e Zé Carlos (PT) – votaram contra, e dois – Rubens Jr. (PC do B) e João Marcelo (MDB) – não participaram da sessão.

Os motivos dos posicionamentos são diversos, mas o que de fato pesou em cada posição foi a corrida às urnas, que naturalmente não é mencionada nas argumentações.

Aluísio Mendes votou por ser política e ideologicamente identificado com o presidente Jair Bolsonaro (a caminho do PL) e rigorosamente alinhado ao seu Governo, o que faz dele um dos vice-líderes da bancada governista na Câmara Baixa.

André Fufuca (PP), presidente nacional interino do PP, o parlamentar maranhense integra hoje a cúpula do Centrão, e juntamente com o presidente da Câmara, o alagoano Arthur Lira, e com o presidente licenciado do partido, senador piauiense Ciro Nogueira, atual chefe da Casa Civil, trabalhou duro para formar a maioria que aprovou a PEC dos Precatórios.

Cléber Verde, que preside o Republicanos no Maranhão, é um dos operadores da base governista na Câmara Federal e foi um dos articuladores da maioria favorável a PEC.

Edilázio Júnior, presidente do PSD no Maranhão, é bolsonarista assumido e seu voto via de regra segue a orientação do Palácio do Planalto, em que pese o fato de o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, encontrar-se em processo de afastamento do Palácio do Planalto.

Gil Cutrim manteve sua linha de atuação votando de acordo com o Governo, situação que criava mal-estar quando ele estava filiado ao PDT, mas que foi definitivamente resolvida com a sua migração para o Republicanos, onde se sente “mais em casa”.

Juscelino Filho seguiu a orientação do Palácio do Planalto votando de acordo com a cúpula do seu partido, o DEM, que ainda mantém a identidade em que pese a fusão com o PSL, para formar o “União Brasil”, que está ganhando forma.

Pedro Lucas Fernandes tem atuado com relativa independência, mas votando com o Governo nas questões mais substanciais, como a PEC dos Precatórios.

Josimar Maranhãozinho (PL) sempre foi governista assumido e se tornou bolsonarista roxo depois que o presidente decidiu assinar ficha de filiação no seu partido, o que tornou irreversível o seu voto favorável à PEC que caloteará bilhões de reais em precatórios.

Júnior Lourenço seguiu integralmente a orientação do seu chefe Josimar de Maranhãozinho, ratificando o alinhamento agora total do seu partido ao Governo Bolsonaro.

Marreca Filho Seguiu a mesma linha de ação, atuando sob a orientação de Josimar de Maranhãozinho, mesmo que seja filiado ao Patriota e presida formalmente o partido no Maranhão.

Pastor Gildenemyr é o quarto nome da minibancada comandada com mão de ferro por Josimar de Maranhãozinho, tendo votado a favor da PEC dos Precatórios, até mesmo pelo fato de ser bolsonarista roxo.

Josivaldo JP (Podemos) votou com a orientação do Governo, confirmando sua posição de bolsonarista assumido, situação que deve mudar com a entrada de Sérgio Moro partido com discurso forte contra o presidente Jair Bolsonaro e seu Governo.

Os quatro deputados maranhenses que votaram contra  PEC dos Precatórios dificilmente teriam outro caminho.

Márcio Jerry (PCdoB) deixou a Secretaria de Cidades e reassumiu o mandato, ajudou a coordenar a bancada do PCdoB a se manter fiel à orientação do partido, tendo também agido para ampliar a margem de oposição ao projeto.

Bira do Pindaré trabalhou duro para conter a insubordinação dentro do seu partido, o PSB, onde 10 dos 29 deputados seguiram a orientação do Palácio do Planalto, causando um enorme desgaste nas entranhas do partido.

Hildo Rocha (MDB) votou contra a PEC dos Precatórios por avaliar que ela é ruim para o País, tendo seu voto coincidido com a posição do MDB.

Zé Carlos (PT) votou contra a PEC seguindo, como sempre, a orientação do seu partido. Vale registrar que, na seara oposicionista, a bancada o PT foi a única cuja bancada votou integralmente de acordo com o partido.

Rubens Jr. e João Marcelo

Os deputados Rubens Jr. (PC do B) e João Marcelo (MDB) não participaram da sessão, o que torna inviável qualquer avaliação sobre eles nesse caso.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhãozinho reafirma pré-candidatura ao Governo, mas não correrá o risco de ficar sem mandato

Josimar de Maranhãozinho

O ânimo deputado federal Josimar de Maranhãozinho entrou em ebulição depois do anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro assinará ficha de filiação no PL, comandado nacionalmente pelo notório ex-deputado paulista Waldemar Costa Neto. Tanto que passou a reafirmar seu projeto de candidatura, que acredita será referendado no dia 22 pela cúpula nacional do partido, em reunião em que tratará dos rumos que o partido tomará nos estados, incluindo o Maranhão.

Mas há quem diga que o chefe maior do PL no Maranhão, que também tem as chaves das portas e dos cofres das sedes do Avante e do Patriota no estado, não está tão convencido de que será candidato a governador, está blefando quando diz que sua pré-candidatura ao Governo do Estado não tem volta”, afirmou.

Pode até ser que sua “pré-candidatura” não tenha volta, mas muitos avaliam que ela dificilmente será transformada em candidatura propriamente dita. A Coluna já registrou e repete que Josimar de Maranhãozinho nada tem de bobo. Ele sabe que com os baixos percentuais de intenção de voto – foi atropelado até pelo seu arquirrival bolsonarista Lahesio Bonfim (PTB) – e uma gigantesca rejeição, conforme registraram todas as pesquisas até aqui, se passar de “pré”, sua candidatura tem tudo para nascer condenada ao fracasso.

Antes da chegada de Jair Bolsonaro ao seu partido, Josimar de Maranhãozinho jogava para fazer uma composição politicamente proveitosa, como emplacar a deputada estadual Detinha (PL), sua mulher, como candidata a vice numa chapa de peso. Agora, com a bolsonarização do PL, suas chances de composição no estado foram drasticamente reduzidas, obrigando-o a assumir de vez a fantasia de pré-candidato ao Governo.

Um político tarimbado, que o conhece bem, disse à Coluna que Josimar de Maranhãozinho sabe que as chances do bolsonarismo no Maranhão nas eleições de 22 são quase zero, e que ele, sabedor das vantagens de ter um mandato federal, dificilmente se arriscará a viver como um cidadão comum a partir de 1º de Janeiro de 2023.

Como dizia Lister Caldas, raposa felpuda da política maranhense nas décadas de 50 e 60 do século passado: “Quem viver, verá”.

 

Edivaldo Jr. avança no interior como pré-candidato do PSD

Edivaldo Jr. com lideranças durante visita a Monção

Primeiro ele fez uma discreta incursão na Região Tocantina, a partir de Imperatriz, onde visitou a Câmara Municipal. Depois, incursionou pelo Baixo Parnaíba, passando por Anapurus, Chapadinha, Brejo e Araioses, onde a recepção, se não foi de festa e multidões, foi bem mais calorosa, mas com densidade política. Ontem, ele iniciou uma incursão no Vale do Pindaré, visitando Monção, onde foi recebido por políticos locais e um expressivo grupo de eleitores interessados em conhecê-lo. Tem sido assim os passos iniciais da pré-campanha do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) ao Governo do Estado. Na pesquisa mais recente, feita pelo Econométrica, ele apareceu embolado com o senador Roberto Rocha (sem partido) e o prefeito Lahesio Bonfim (PTB) disputando a terceira a quarta colocação no ranking das intenções de voto, indicando que seu projeto de candidatura tem rumo, podendo ganhar mais consistência se o seu partido vier a lançar o senador mineiro e presidente do Senado e do Congresso Nacional Rodrigo Pacheco a presidente da República ou a vice numa chapa forte, que no campo das especulações poderá até mesmo ser a encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva (PT).

São Luís, 13 de Novembro de 2021.

Othelino Neto mantém apoio a Weverton, mas pede mais tempo para a escolha do candidato governista

 

Othelino Neto pede adiamento da escolha do candidato da base governista por Flávio Dino

Mais tempo, pelo menos mais dois meses, o que equivale dizer meados de Janeiro, para que o cenário prévio da corrida sucessória ao Governo do Estado no âmbito da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) ganhe mais maturação, de modo que as forças em disputa possam encontrar o caminho do consenso em torno de um nome. Foi essa, em linhas gerais, a proposta formulada ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), em entrevista à TV  Mirante, como o melhor caminho para que as forças do campo governista, que têm quatro pré-candidatos – Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB), Felipe Camarão (PT) e Simplício Araújo (SD) – encontrem a unidade. A proposta foi claramente endereçada ao governador Flávio Dino, coordenador do processo de escolha e que, com base no acordo que firmou com os comandos partidários da aliança no início deste ano, se prepara para reunir as mesmas lideranças até o final desse mês, para escolher o candidato.

Ao defender o adiamento da batida de martelo, o chefe do parlamento, que atua como o principal apoiador e avalista da pré-candidatura do senador Weverton Rocha, admitiu que vinha defendendo o cumprimento do acordo para que a escolha seja feita agora. No entanto, depois de avaliar bem as condições do momento, antevê dificuldades para que as lideranças cheguem a um consenso. Ele avalia que o cenário ainda não está devidamente desenhado, e que as lideranças que as forças que formam a aliança precisam de mais tempo para maturar os projetos de candidatura em curso. Acredita que pelo menos 60 dias serão suficientes para que essas forças estejam plenamente preparadas para escolher o candidato que as representará na corrida às urnas.

A manifestação do presidente Othelino Neto se dá no momento em que as forças partidárias da aliança governista e todas as demais forças políticas do estado vivem clima de contagem regressiva para a agenda sucessória anunciada pelo governador Flávio Dino. Depois de uma série de ajustes, feitos inclusive por fortes pressões para que ele antecipasse a escolha, agitando o tabuleiro sucessório, o governador afirmou a esta Coluna, em primeira mão (edição de 1º de Outubro), que reunirá as lideranças até o final deste mês, para que elas se posicionem de acordo com a carta que assinaram se comprometendo fazer a escolha com base em alguns critérios. Ao longo de Outubro, nova onda de especulação se formou, e mais uma vez, com igual ênfase, o governador Flávio Dino reafirmou à Coluna, de novo em primeira mão (edição de 30 de Outubro), que a reunião será em neste mês.

Um dos líderes mais envolvidos na movimentação pré-eleitoral, principalmente como apoiador e avalista apoiador do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, que na sua avaliação reúne as condições para continuar a obra do Governo Flávio Dino, o deputado Othelino Neto tem, no entanto, primado pelo equilíbrio. Ele trabalha para evitar que a disputa dentro da aliança governista se transforme numa guerra que inviabilize a unidade e a escolha de um candidato de consenso. “Eu acho que se nós tivermos mais 60 dias ou algo em torno disso, teremos condições de discutir mais e tentar buscar esse entendimento, que é muito importante para o Maranhão. Nunca é demais esgotarmos as tentativas de estabelecermos um consenso”, declarou o presidente da Assembleia Legislativa pelo viés da ponderação.

Nessa linha, justificou a proposta de endereçada ao governador Flávio Dino: “É claro que torço e trabalho politicamente para que o pré-candidato do nosso grupo seja o senador Weverton. Mas, independentemente da minha preferência, nós buscamos a unidade, que é fundamental para que tenhamos mais chances, não só de ganhar a eleição, mas de dar segmento a esse programa que vem sendo liderado pelo governador Flávio Dino e que está dando certo no Maranhão”, enfatizou Othelino.

Já formulado também pelos pré-candidatos do PT, Felipe Camarão, e do SD, Simplício Araújo, que pediram mais tempo, o adiamento da reunião para a escolha do candidato da situação ao Palácio dos Leões será decisão do governador Flávio Dino que, certamente, consultará os líderes partidários para tomar posição.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Costa pede reabertura integral dos espaços culturais

Roberto Costa (d) quer de volta o Arthur Azevedo com sua plateia completa

Fechados durante a fase crítica da pandemia e atualmente funcionando de maneira precária e limitada, os espaços culturais do Maranhão devem ser reabertos imediatamente, para serem utilizados integralmente, a começar pelo maior símbolo da cultura estadual, o Teatro Arthur Azevedo. A proposta foi feita, na sessão de quarta-feira (10) pelo deputado estadual Roberto Costa (MDB), que, em discurso bem fundamentado, argumentou que os bons resultados da guerra travada pelo Governo do Maranhão contra o coronavírus justificam a retomada integral das atividades culturais do estado, assinalou o deputado, que na sua fala informou tratado do assunto com o secretário de Cultura, Anderson Lindoso.

O parlamentar disse que tratou desse assunto com o secretário de Estado da Cultura, Anderson Lindoso, uma vez que a problemática afeta o setor cultural, sobretudo, as pessoas envolvidas com espetáculos teatrais.

– Fiz um apelo ao secretário e ao governador Flávio Dino para que possamos pensar nessa possibilidade. É muito difícil para os produtores organizarem um espetáculo dispondo de apenas 30% dos espaços reservados, como é o caso do Teatro Arthur Azevedo, o que é economicamente inviável –  assinalou Roberto Costa, que tem conhecimento amplo da importância da cultura como manifestação em si e a influência que tem como fator de emprego e renda.

A sua fala, Roberto Costa chamou atenção para o fato de que, com a redução da capacidade de público, os custos das produções aumentaram e precisaram ser embutidos nos valores dos ingressos.  “Por essa razão, fazemos este apelo para que o setor volte a funcionar normalmente e a nossa cultura seja fortalecida”, disse, abrindo caminho para que centenas e centenas de artistas tragam de volta a alegria e o entretenimento a um número cada vez maior de maranhenses e visitantes nas suas apresentações. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alema)

 

Destaque

Deputados manifestam entusiasmo com a expansão da cobertura da TV Assembleia

Yglésio Moyses elogiou a expansão da TV Assembleia para 39 municípios e foi acompanhado por Roberto Costa, Marco Aurélio, Socorro Waquim e Hélio Soares 

A ampliação do alcance do sinal da TV Assembleia para 39 municípios, cobrindo áreas que, somadas, abrigam mais de três milhões de maranhenses vem repercutindo fortemente entre os deputados. Isso porque eles avaliam que, com essa estrutura e abrangência, a emissora dará um grande salto como canal de comunicação do Legislativo estadual com a população. O ponto central do entusiasmo dos parlamentares é exatamente o fato de a TV Assembleia transmitir ao vivo as sessões plenárias, o que dará aos maranhenses a oportunidade de acompanhar e avaliar o desempenho dos seus representes no parlamento estadual.

Na sessão de quarta-feira (10), por exemplo, os deputados Yglésio Moyses (PROS), Roberto Costa (MDB), Marco Aurélio (PSB), Socorro Waquim (MDB) e Hélio Soares (PL) repercutiram a interiorização da TV Assembleia. As manifestações ocorreram na esteira de um pronunciamento do deputado Yglésio Moyses, que exaltou o investimento e destacou a iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), de garantir expansão da emissora. “A transmissão ampliou muito o alcance desta Casa à população, bem como a visibilidade das nossas ações legislativas e o intercâmbio de informações do Parlamento com o povo do Maranhão”, disse.

Além dos municípios da Região Metropolitana e redondezas (São Luís, São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar, Alcântara, Bacabeira, Rosário, Morros, Axixá, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande e Bacurituba), o sinal da TV Assembleia chega também às cidades de Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Açailândia, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Barra do Corda, Pinheiro, Chapadinha, Buriticupu,  Grajaú, Itapecuru-Mirim, Coroatá, Barreirinhas, Tutóia, Vargem Grande, Viana, Zé Doca, Lago da Pedra, Coelho Neto, Presidente Dutra, São Bento,  Bom Jardim, São Mateus do Maranhão e Colinas.  

Em apartes, os deputados Roberto Costa, Professor Marco Aurélio e Socorro Waquim também destacaram a iniciativa.

Para Roberto Costa, a interiorização da Tv Assembleia dá condições necessárias para o que for discutido dentro da Casa chegue aos municípios maranhenses e, consequentemente, à população. “Informar o trabalho da Assembleia é, acima de tudo, garantir também o direito à população do estado de fiscalizar esta Casa, os deputados e os seus representantes. Então, quero parabenizar essa iniciativa, em nome de toda a Mesa, porque são ações como essa que vão fortalecer ainda mais o Poder Legislativo e o povo do Maranhão”, ressaltou.

No mesmo sentido, o líder do bloco governista, deputado Marco Aurélio elogiou a postura do presidente Othelino Neto, que, segundo ele, acerta em aproximar a população, cada vez mais, daquilo que é produzido na Casa do Povo. “O mandato do deputado tem alcançado várias marcas importantes no sentido de aproximar a sociedade do Parlamento, seja com o ‘Assembleia em Ação’, seja com a boa relação com os outros órgãos e poderes e na utilização do espaço na TV Assembleia”, destacou.

A deputada Socorro Waquim também reforçou a importância da expansão da TV Assembleia. “As pessoas só vão ter a oportunidade de dar valor aos Parlamentos ouvindo o que nós tratamos diariamente aqui, nossas defesas e reivindicações. Parabéns pelo fortalecimento da Casa por meio desta ação”, pontuou.

Da tribuna, o deputado Hélio Soares repercutiu o tema. “Parabenizo pela intensidade da nossa comunicação em vários municípios do estado. Que alcancemos, daqui até o ano que vem, todos as cidades”, disse.

Othelino Neto agradeceu aos parlamentares e ressaltou a importância da ampliação do alcance da TV Assembleia. “Agradeço as palavras dos colegas em relação a essa conquista, que é a transmissão, ao vivo, em canal aberto das nossas sessões plenárias. É um passo importante para que milhares de maranhenses tenham acesso aos trabalhos dos deputados e às discussões da Casa”. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alema).

São Luís, 12 de Novembro de 2021.

Sucessão: Econométrica mostrou cenário estável, mas com tendência a mudanças em breve

 

Roseana Sarney lidera seguida de Weverton Rocha e Carlos Brandão, segundo pesquisa Econométrica

Se a eleição para governador fosse agora e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) fosse candidata, ela iria para o segundo turno com 25,1% dos votos, tendo como adversário o senador Weverton Rocha (PDT), com 22%. Em terceiro, com 10,5% da votação, estaria o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), à frente um trio surpreendentemente nivelado: o senador Roberto Rocha (sem partido) com 8,3%, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 8,2% e o prefeito Lahesio Bonfim (PTB) com 8,1% dos votos. A corrida do primeiro turno seria fechada com Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5,9%, Felipe Camarão (PT) com 2,5% e Simplício Araújo (SD) com 0,9%. Brancos, nulos e outros somariam 8,4%. A Econométrica entrevistou 1.659 pessoas, no período de 3 a 6 deste mês, dando à pesquisa um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,4%, para mais ou para menos.

A 11 meses das eleições, o levantamento do Econométrica encontrou um quadro parecido com os das pesquisas mais recentes, com Roseana Sarney, Weverton Rocha e Carlos Brandão repetindo suas performances em relação às preferências do eleitorado. E os demais pré-candidatos se batendo na seara de um só dígito, com a surpreendente proximidade entre Roberto Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim, embolados com oito pontos cada um. Josimar de Maranhãozinho com a sua poderosa máquina partidária repete o desempenho pífio de outras pesquisas só à frente de Felipe Camarão, que ainda não tem respaldo do PT para levar à frente o seu projeto de candidatura, e Simplício Araújo, que dificilmente manterá sua proposta de candidatura.

A leitura desses percentuais deve levar em conta, primeiro, o fato de que Roseana Sarney não é, e é quase certo que não será, candidata ao Palácio dos Leões, onde já residiu por 14 anos, devendo encarar as urnas em busca de uma cadeira na Câmara Federal. Weverton Rocha e Carlos Brandão são pré-candidatos assumidos, com a diferença de que o pedetista se encontra no exercício pleno do seu mandato de senador, enquanto o vice-governador só assumirá o comando pleno do Governo em abril vindouro, quando o governador Flávio Dino (PSB) renunciará para candidatar-se ao Senado. Nenhum observador de que sem Roseana Sarney no páreo e com Carlos Brandão no Governo esse cenário pode ser diferente.

No bloco intermediário há também situações a serem levadas em conta, entre elas o fato de que, enquanto Edivaldo Jr. já está definido como candidato do PSD, o que lhe permite correr o estado se apresentando como tal, o senador Roberto Rocha ainda não tem partido nem disse com clareza se será mesmo candidato a governador, e o prefeito Lahesio Bonfim, que estava sem partido e filiou-se ao PTB sem a certeza se o comando petebista lhe dará a vaga de candidato. A situação de Felipe Camarão, que está na luta sem o aval do PT, poderá mudar radicalmente se for confirmado candidato do partido em dobradinha com o ex-presidente Lula da Silva.

Além desses fatores que podem mudar a situação de pré-candidatos, há sinais de que a corrida ao Palácio do Planalto poderá ter influência na briga pelo Palácio dos Leões. Difícil, por exemplo, duvidar do peso de declarações de Lula da Silva apoiando Felipe Camarão, ou eventualmente a Weverton Rocha, ou ainda a Carlos Brandão? Não se pode desconsiderar a influência da eventual dobradinha Weverton Rocha/Ciro Gomes, o mesmo em relação a Carlos Brandão com um eventual candidato tucano a presidente. Como também pode ser um erro menosprezar o eventual apoio do presidente Jair Bolsonaro a Josimar de Maranhãozinho, Roberto Rocha ou Lahesio Bonfim.

Em resumo: as pesquisas de agora são importantes e bem-vindas, registram a fotografia do momento, apontam tendências, indicam caminhos. Mas a política é dinâmica, e o que parece obvio agora pode sofrer mudanças radicais. Só para lembrar um dado: em 2002, José Reinaldo Tavares, que era vice-governador, assumiu o Governo e se lançou candidato à reeleição com apenas 2% das intenções de voto, segundo pesquisa Econométrica. Foi reeleito em turno único.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pré-candidatos têm rejeição elevada

No mesmo cenário das preferências, no qual aparece à frente com 25,1% das intenções de voto para o Governo do Estado, a ex-governadora Roseana Sarney lidera também o duro e implacável item em que é medida a rejeição, quando o entrevistado diz em quem não votaria de nenhum. Roseana Sarney desponta como campeã com nada menos que 43,6%. O segundo mais rejeitado pelo eleitor é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, com nada menos que 33,6%, seguido por Carlos Brandão (22%), Roberto Rocha (18,8%), Simplício Araújo (18,4%), Weverton Rocha (17%), Edivaldo Holanda Jr. (16,8%), Felipe Camarão (16,1%) e Lahesio Bonfim (11.6%).

Esses percentuais tiram qualquer aspirante do eixo, porque, ao contrário dos de preferência, que indicam aprovação, a rejeição reúne toda a carga negativa de um meio onde o que prevalece mesmo é a disputa.

 

Votos “rebeldes” na PEC dos Precatórios mostrou a inconsistência de partidos no Brasil

Bira do Pindaré tentou, em vão, reverter votos do PSB à PEC dos Precatórios

A votação, ontem, da PEC dos Precatórios, aprovada por 323 votos contra 172, serviu para mostrar aos brasileiros a inconsistência dos partidos políticos, evidenciada na distância entre o discurso e a prática e entre os comandos partidários seus detentores de mandato. Isso ficou muito claro no PSB e no PDT. Na legenda socialista nada menos que nove deputados “peitaram” o comando partidário e votaram de acordo com a orientação do Palácio do Planalto. No PDT, o comando partidário conseguiu reverter sete dos 12 que votaram no primeiro turno, amargando o alinhamento de cinco pedetistas à orientação governista. Vice–líder da bancada do PSB, o deputado Bira do Pindaré entrou de cabeça na sua bancada tentando reverter a “rebeldia”, mas seu trabalho foi em vão. Já o presidente do PDT, Lupi, fez um discurso colocando os deputados pedetistas contra a parede, conseguiu mudar alguns votos, mas teve de engolir cinco votos à PEC dos Precatórios, que deu ao Palácio do Planalto os bilhões de reais que precisava para bancar o polêmico e eleitoreiro Auxílio-Brasil.

São Luís, 10 de Novembro de 2021.

Candidatura de Bolsonaro pelo PL aliado ao PP pode levar Maranhãozinho a disputar os Leões

 

Jair Bolsonaro pode estimular Josimar de Maranhãozinho a disputar o Governo com o apoio de André Fufuca; Roberto Rocha pode seguir outra via na corrida aos Leões

A revelação de que o presidente Jair Bolsonaro se filiará ao Partido Liberal (PL) para concorrer à reeleição, e que a agremiação se juntará ao Partido Progressista (PP), dando-lhe a vaga de vice, movimentou ontem o cenário político nacional, como era esperado. E como não poderia deixar de ser, essa equação partidária em torno do presidente, cuja montagem deve ser concluída e consumada nos próximos dias, terá desdobramentos no Maranhão. Para começar, a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição abre caminho para uma dobradinha com a provável candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do braço maranhense do PL, ao Governo do Estado. E se a aliança com PL/PP for confirmada, o PP, que tem como presidente nacional interino o deputado federal maranhense André Fufuca, provavelmente seguirá os passos do PL no rompimento com a base partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PSB). O movimento partidário em curso, se consumado, pode resolver a pendência partidária do senador Roberto Rocha, que se manteve até agora sem partido aguardando a definição do presidente.

Não há dúvidas de que a eventual candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição pelo PL, que muitos definem como a verdadeira “alma” do Centrão, colocará o deputado federal Josimar de Maranhãozinho numa situação próxima ao “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come”. Isso porque, se até aqui sua pré-candidatura foi um blefe, como muitos acreditam, a partir da filiação do presidente ao PL, ele não mais poderá “brincar” de pré-candidato. Josimar de Maranhãozinho será obrigado, pelas circunstâncias políticas que envolvem o projeto de reeleição do presidente, a decidir, de maneira irreversível, se será mesmo, ou não, candidato a governador. Josimar de Maranhãozinho, que de bobo nada tem, dificilmente correrá o risco de entrar numa fria e ficar sem mandato por causa do projeto de sobrevivência política do presidente da República, cuja reeleição é hoje tida rigorosamente como incerta.

Nesse cenário, é quase certo que, em se confirmando a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL e, por conta disso, o partido some forças com o PP, todos os sinais indicam que o presidente do Progressistas, deputado federal André Fufuca, tirará o partido da aliança governista no Maranhão. O parlamentar, que está no exercício da presidência do partido pelo fato de o titular, senador Ciro Nogueira (PI), ter se afastado para comandar a Casa Civil no Governo Bolsonaro, dificilmente manterá o partido na aliança comandada pelo governador Flávio Dino. Como acontece com Josimar de Maranhãozinho, André Fufuca poderá enfrentar problemas para manter a unidade do seu partido no estado, correndo o risco de comprometer o seu projeto maior para o futuro, que é se reeleger deputado e se tornar candidato a governador, provavelmente em 2030. Sabe que apoiar a candidatura do presidente à reeleição pode conduzir a um gigantesco fiasco. Sua carreira até agora tem sido muito bem-sucedida para ser colocada em risco por conta da aventura bolsonarista.

O senador Roberto Rocha tem uma situação bem mais complexa. Não há dúvida de que, em princípio, desembarque de Jair Bolsonaro no PL beneficiará diretamente Josimar de Maranhãozinho, que certamente continuará no controle do partido. Resta saber se, no caso, Roberto Rocha se filiará ao PL para ser liderado por Maranhãozinho, mas com possibilidade de ser candidato a governador, ou se preferirá ser candidato a governador ou a senador pelo PP, onde será comandado pelo deputado André Fufuca. Com uma trajetória política sempre atuando como dirigente partidário, tendo presidido vários partidos no estado – os mais recentes foram o PSB e o PSDB -, Roberto Rocha tem experiência suficiente para saber que no seu caso o melhor mesmo será buscar uma terceira via partidária, que lhe dê o comando.

O que parece certo é que a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, sob a liderança férrea do notório ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, e a aliança com o PP certamente produzirão um projeto de candidatura ao Governo do Maranhão. Sem muita chance de sucesso, mas com o poder de fazer zoada durante a campanha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Missão (quase) impossível: vice nacional do PT vai tentar unificar o partido para 22

Lula da Silva apoia a missão de Márcio Macedo de tentar unir o PT do Maranhão

É de expectativa o clima dentro do PT com o desembarque, nesta quarta-feira, em São Luís, de uma comissão de dirigentes nacionais do partido, comandada pelo vice-presidente Márcio Macedo, para avaliar as tendências que movimentam o partido em relação às eleições do ano que vem. O foco principal, claro, é o projeto de candidatura de Felipe Camarão, que está em discussão dentro do partido.

Márcio Macedo encontrará no Maranhão um PT fortemente dividido em três correntes. Uma mobilizada em torno do projeto de candidatura de Felipe Camarão, formada por nomes fortes e prestigiados do partido, com atuação mais independente, como o professor Francisco Gonçalves. Outra, representada pelo comando estadual do partido, liderado pelo presidente Augusto Lobato, que propõe aliança com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), considerando a possibilidade de indicar o candidato a vice, repetindo a fórmula de 2010, quando o PT compôs com o PMDB e chegou ao poder com Washington Oliveira como vice de Roseana Sarney.  E uma terceira corrente, liderada pelo ex-vereador Honorato Fernandes, que comanda o partido em São Luís, e que já declarou apoio, para ele “irreversível”, à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Além disso, há vozes isoladas pregando candidatura própria do partido.

Esse painel de tendências dá uma ideia do tamanho do abacaxi que Márcio Macedo e demais integrantes da missão terão de descascar se de fato pretendem unificar o partido em torno de um projeto comum. Mas é uma situação bem mais amena do que a encontrada pelo então presidente nacional Zé Dirceu, quando veio a São Luís, no início deste século, tentar, pela primeira vez, convencer o braço maranhense do PT a se aliar ao Grupo Sarney.

Depois de horas de conversa dura, com socos e caneladas verbais, e que não produziu o resultado esperado, Zé Dirceu desabafou com um jornalista: “O PT do Maranhão é o mais complicado do Brasil”. Outras ações, algumas envolvendo o próprio Lula da Silva, dobraram finalmente o PT, mas com o preço de o partido perder quadros importantes, como Domingos Dutra, que migrou para o PCdoB, e Bira do Pindaré, que se converteu ao PSB.

O detalhe a observar é que o grupo que apoia Felipe Camarão é praticamente o mesmo que se rebelou em 2010 contra a aliança PMDB/PT, tendo Washington Oliveira como vice de Roseana Sarney, e apoiou, aberta e ostensivamente, a candidatura do então deputado federal Flávio Dino (PCdoB).

 

Claudia Coutinho credenciada para o desafio de comandar o Grupo Coutinho

Claudia Coutinho deve suceder a Cleide Coutinho na AL e no comando do Grupo Coutinho com o aval do marido, Ferdinando Coutinho

Depois de causar a impressão de que estava desmoronando, ressentindo-se da falta de um líder capaz de preencher pelo menos parte da enorme lacuna aberta com a partida do deputado Humberto Coutinho, em janeiro de 2018, o Grupo Coutinho, que Caxias como base, dá sinais de estar se reinventando. E, ao contrário do que se poderia prever, esse movimento não tem origem exatamente em Caxias, mas na vizinha Matões, onde pontifica o prefeito reeleito Ferdinando Coutinho, cujo bom desempenho administrativo e político é fortalecido pela ação da primeira-dama Claudia Coutinho. A movimentação da consorte é tão forte, que ela ganhou o desafio de suceder a deputada Cleide Coutinho na Assembleia Legislativa e, por um processo natural, no comando do Grupo Coutinho, uma força política hoje com várias ramificações, sob risco de se desfazer, carecendo de uma nova liderança para unificá-lo. Outros nomes foram avaliados, mas ninguém se mostrou politicamente mais credenciado do que a primeira-dama de Matões. Ela se viabilizou no grupo com o aval do marido Ferdinando Coutinho, que depois de Cleide Coutinho, foi o verdadeiro braço direito de Humberto Coutinho. A ascensão de Claudia Coutinho à cúpula do Grupo Coutinho se deve, portanto, à sua veia política natural e ao apoio incondicional de Ferdinando Coutinho, que avalizou seu projeto de se candidatar a deputada estadual, com o objetivo de manter o espaço do Grupo Coutinho na Assembleia Legislativa e na política maranhense. A julgar pela trajetória eleitoral dos Coutinho, Claudia Coutinho entra na briga por cadeira na Assembleia Legislativa com cacife para sair das urnas com votação acima da média.

São Luís, 09 de Novembro de 2021.

Nomes fortes reforçam a previsão de que a eleição da bancada federal será o diferencial nas urnas

 

Josimar de Maranhãozinho, Márcio Jerry, Júnior Lourenço e Rubens Jr., por exemplo, devem se reeleger, mas terão suas posições ameaçadas por Roseana Sarney, Lobão Filho, Carlos Lula e Clayton Noleto na corrida à Câmara Federal no ano que vem

Em meio à forte expectativa que vem marcando a contagem regressiva para a reunião, prevista para acontecer até o final deste mês, na qual o governador Flávio Dino (PSB) e aliados definirão, ou não, o candidato da aliança partidária governista à sua sucessão, uma forte movimentação ganha volume no cenário político estadual: a disputa pelas 18 cadeiras da bancada maranhense na Câmara Federal. Confirmando previsão feita acerca de um ano pela Coluna, a julgar pelo cacife da grande parte dos atuais deputados federais e pela força política e eleitoral de alguns nomes que estão se apresentando como pré-candidatos, a eleição da nova bancada federal deverá fugir a todos os padrões vistos até agora nessa disputa. Os “bons de voto” que lideraram a corrida em 2018 agora enfrentarão concorrentes com poder de fogo difícil de medir, mas que certamente sairão das urnas com expressivas votações, provavelmente brigando por posições entre os mais votados.

Eleitos em 2018 com votações acima dos 100 mil votos, Josimar de Maranhãozinho (PL), Márcio Jerry (PCdoB), Rubens Jr. (PCdoB), André Fufuca (PP), Aluísio Mendes (PSC), Edilázio Jr. (PSD), Júnior Lourenço (PL), Pedro Lucas Fernandes (Aliança Brasil) e Cléber Verde (Republicanos) terão seus cacifes eleitorais testados com a entrada na disputa de nomes como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o ex-suplente de senador Lobão Filho (MDB), o secretário de Saúde, Carlos Lula (PSB), o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto (PCdoB), que já estão no jogo em movimentação aberta e intensa, e outros nomes que se preparam para entrar, como o ex-prefeito de Timon, Chico Leitoa (PDT) e, provavelmente, o ex-vereador de São Luís Roberto Rocha Filho (sem partido), visto por muitos como nome certo na futura bancada.

A grande expectativa dessa eleição está no desempenho da ex-governadora Roseana Sarney nas urnas. Isso porque uma das motivações da sua candidatura é receber um a grande quantidade de votos – há quem calcule entre 250 e 300 mil – e, assim, turbinar a representação do MDB na bancada, inclusive facilitando a reeleição dos deputados Hildo Rocha e João Marcelo. Não se sabe são certo qual será, por exemplo, o destino do deputado Josimar de Maranhãozinho, que está se apresentando como candidato “irreversível” a governador, mas avisando que pelo menos parte da sua montanha de votos será destinada à sua mulher, a deputada estadual Detinha (PL), que deverá ser candidata a deputada federal. Nesse contexto, ninguém duvida de que, se for mesmo candidato, o empresário Lobão Filho será beneficiado pelo prestígio político da sua família, com forte possibilidade de sair das urnas muito bem votado.

Nos bastidores são altas as apostas nos projetos de candidatura dos secretários Carlos Lula e Clayton Noleto. Reconhecido como o grande responsável pelo bom desempenho do Maranhão contra o coronavírus e pela montagem do sistema que vem tornando o Maranhão diferenciado na área de saúde pública, Carlos Lula caminha para as urnas com chances reais de eleição. O mesmo acontece com Clayton Noleto, que pelo desempenho no comando da Sinfra está credenciado a pleitear um mandato federal, que muitos enxergam como favas contadas. Na mesma direção está o secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo (Solidariedade), que atua como pré-candidato a governador com o objetivo de conquistar uma cadeira na Câmara federal, dando um passo além da sua atual condição de primeiro suplente.

Nesse cenário de possibilidades, os ventos podem soprar favoravelmente a deputados de eleitorado forte como Bira do Pindaré, agora mais embalado pelo fortalecimento do seu partido, o PSB. Esses fluídos eleitorais bafejam também Juscelino Filho (Aliança Brasil), Marreca Filho (Patriotas), Zé Carlos (PT), Gil Cutrim (Republicanos) e Pastor Gildenemyr (PMN). Membro desse grupo desde Janeiro, quando herdou a vaga aberta na Câmara Federal com a eleição de Eduardo Braide para a Prefeitura de São Luís, Josivaldo JP é, por enquanto o principal nome do Podemos, o que lhe dá chances na disputa.

A verdade é que o quadro que ganha forma nessa seara reforça a certeza de que a corrida à Câmara Federal será o grande diferencial das eleições de 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino reforça estrutura da UemaSul com implantação do Centro de Ciências Agrárias

Flávio Dino e Carlos Brandão comemoram inaugurações e decisões na UemaSul

Na semana que passou, o governador Flávio Dino deu mais uma demonstração de que transita na contramão da visão sombria do atual Governo Federal no que diz respeito à pesquisa e à educação. Na visita que fez a Imperatriz, quarta-feira (3), para marcar o quinto aniversário da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul), inaugurar o Centro de Ciências Agrárias da instituição, obra que custou R$ 20 milhões e que vai abrir um novo horizonte nas atividades agrárias da Região Tocantina. No mesmo evento, Flávio Dino também assinou edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) de apoio ao curso de Medicina da UemaSul, tendo ainda autorizado abertura de concurso público para o Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Vista inicialmente com reservas e tendo até sido objeto de críticas, a criação da UemaSul, resultante da divisão da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), é hoje um projeto vitorioso e bem-sucedido, com campus próprios, instalações adequadas e estrutura que ganha espaço e equipamentos a cada semestre. O Centro de Ciências Agrárias inaugurado na semana passada é um bom exemplo de que os investimentos feitos ali produzem resultados. A UemaSul é parte de um programa de Educação que inclui o reforço da Uema-mãe, a adoção progressiva do ensino básico e médio em tempo integral, da implantação da rede de Iemas e das mais de mil unidades de Escola Digna. Trata-se de um programa sem similar neste momento em todo o País.

 

Othelino Neto é apontado como “republicano e democrático” no comando da Assembleia

Othelino Neto apontado como “republicano e democrático” no comando da Assembleia Legislativa

O deputado Othelino Neto (PCdoB) teve reforçada sua postura democrática e republicana como presidente da Assembleia Legislativa. Esses traços da sua atuação institucional com o chefe de Poder foram destacados pelo deputado Wellington do Curso (PSDB), que em discurso revelou que boa parte da sua atuação como parlamentar de oposição se deve às condições proporcionadas pelo presidente da Casa, que, segundo afirmou, dispensa tratamento igualitário e democrático a todos os deputados, sejam situacionistas ou oposicionistas. “O meu mandato, que é de oposição, de fiscalização e de denúncia, deve muito ao deputado Othelino Neto. E eu tenho respeito e gratidão, pois consigo realizar as minhas atividades parlamentares de forma democrática e republicana, porque temos um presidente que nos respeita”, frisou o deputado tucano.

De fato, é difícil encontrar entre os deputados estaduais e até mesmo no meio político em geral vozes que se manifestem em sentido contrário. Mesmo entre adversários, o presidente da Assembleia Legislativa é visto como um político com os pés no chão, que sabe administrar crises e que consegue manter a Casa como um parlamento normal, apesar das fortes tensões entre deputados causadas por pelas guerras pelo poder nas regiões. Não é sem razão que alguns chegam a cogitar noiva eleição para presidente em 23, caso renove o mandato parlamentar no ano que vem.

São Luís, 07 de Novembro de 2021.

 

Ao lançar sua pré-candidatura, Felipe Camarão torna a corrida sucessória mais intensa e imprevisível

 

Felipe Camarão fala no lançamento da sua pré-candidatura dentro do PT

Em meio a uma visível mal-estar nas fileiras de apoiadores do senador Weverton Rocha (PDT), que segundo as pesquisas feitas até agora lidera a corrida ao Palácio dos Leões, e a um silêncio cauteloso das forças alinhadas ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), e também a um clima de expectativa entre os aliados do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão (PT) lançou ontem sua pré-candidatura à sucessão no Governo do Maranhão. Com o ato, que repercutiu fortemente no meio político estadual, Felipe Camarão desembarcou de vez no cenário prévio da corrida ao Governo do Estado, contribuindo fortemente para aumentar as expectativas em relação à reunião, a ser realizada neste mês e na qual o governador Flávio Dino (PSB), juntamente com os líderes partidários da base governista, deve escolher o candidato do grupo à sua sucessão.

Um dos “ases de espada” da equipe do Governo Flávio Dino, responsável pelo gigantesco e bem-sucedido programa educacional em curso, o advogado Felipe Camarão entra na corrida sucessória com dois desafios pela frente: convencer o seu próprio partido, o PT, que está dividido entre o pedetista Weverton Rocha e o tucano Carlos Brandão, com vozes também defendendo candidatura própria, e mostrar viabilidade numa disputa em que os concorrentes já estão há tempos na estrada. A superação do primeiro desafio está bem encaminhada devido ao peso das forças que o apoiam dentro do partido. O segundo é que depende de uma pesquisa em que ele seja apontado como pré-candidato, o que deve acontecer nos próximos dias.

Desde que se consolidou como nome de proa do Governo Flávio Dino, Felipe Camarão passou a ser apontado como um nome com potencial para entrar na guerra pelo voto. Filiou-se ao DEM, foi sondado para disputar a Prefeitura de São Luís, e depois migrou para o PT, agora com um propósito claro: disputar mandato de deputado federal. A ciranda da corrida sucessória, porém, o empurrou para a restrita e desafiadora seara na qual se concentram os candidatos ao Governo do Estado. Incentivado dentro e fora do partido, ele deu uma guinada radical e decidiu entrar na briga pelo gabinete principal do Palácio dos Leões, tendo confirmado ontem esse propósito ao lançar sua pré-candidatura dentro do PT.

Ao contrário dos demais pré-candidatos da base governista, Felipe Camarão exibiu confiança no seu projeto de ser candidato e de chegar ao Governo do Estado. Durante o lançamento, ele mostrou que acredita que será o escolhido para suceder a Flávio Dino no comando do Governo do Maranhão. Mas, também ao contrário dos demais pré-candidatos, o secretário de Educação sugeriu que o governador adie a escolha para o ano que vem, mostrando-se confiante de que, se tiver mais tempo para consolidar seu projeto, será o escolhido:  “Creio que ano que vem, mais próximo de ele se desincompatibilizar e eu também, ele deverá escolher o seu sucessor e acredito plenamente que será o candidato do PT”. Na sua concepção, “agora é o momento do diálogo, do debate e do trabalho”.

Mesmo pressionado pelo complicado desafio de primeiro conquistar o apoio do PT para se tornar seu candidato, Felipe Camarão causa forte impacto no cenário da sucessão estadual. Isso porque, se vier a ser referendado pelo partido, ele ganhará, de cara, o suporte de uma poderosa estrutura partidária, o alinhamento de uma ativa militância e o direito de pedir votos em dobradinha com ex-presidente Lula da Silva, que tem forte influência eleitoral no Maranhão, liderando a corrida presidencial, e com o governador Flávio Dino, que comanda a aliança partidária e o favorito disparado à vaga no Senado.

O fato incontestável é que, com o lançamento da sua pré-candidatura, Felipe Camarão sacudiu de vez o cenário sucessório maranhense, levando todos os demais pré-candidatos a ajustarem suas estratégias, tornando a corrida ao Palácio dos Leões bem mais intensa e imprevisível.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ao se filiar ao PSB, Marco Aurélio diz que Carlos Lula será “puxador” de votos

Apoiado por Flávio Dino e Carlos Lula, Marco Aurélio exibe sua ficha de filiação ao PSB, em ato realizado em Imperatriz

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, foi a grande estrela do ato de filiação do deputado Marco Aurélio ao PSB, ontem, em Imperatriz. Também filiado ao partido, ele teve sua pré-candidatura à Câmara Federal como fato consumado, o que ratifica a convicção da Coluna de que a corrida pelas 18 cadeiras da bancada maranhense será, de longe, a mais renhida dos últimos tempos. Ao assinar sua ficha de filiação ao PSB, na presença do governador Flávio Dino, o deputado Marco Aurélio, que é candidato à reeleição, turbinou potencial eleitoral do secretário de Saúde, fazendo a seguinte previsão: “Carlos Lula vai ser o grande puxador de voto do PSB. Vai trazer 100 mil votos e vai me puxar também”.

A declaração do deputado Masco Aurélio foi reforçada pelo governador Flávio Dino, que elogiou o desempenho de Carlos Lula no comando da párea de Saúde: “Tenho muito orgulho de termos conseguindo enfrentar a maior crise de saúde pública da humanidade e de hoje o Maranhão ser referência para o país inteiro. O secretário Carlos Lula foi reeleito presidente do Conass por reconhecimento a esse trabalho de combate a pandemia. Ele tem autoridade política para representar todos os secretários do país”.

O governador justificou o elogio ao secretário de Saúde lembrando que no início da gestão o Estado dispunha de apenas 25 cadeiras de hemodiálise e atualmente são mais de 400 cadeiras disponíveis em todas as regiões do Maranhão, bem como a para ele histórica expansão dos leitos executa desde de 2015:  “Tínhamos leitos de UTI em apenas três cidades maranhense, hoje temos 7 vezes mais que esse número e foi por isso que salvamos vidas”, finalizou.

Realizado no Palácio do Comércio de Imperatriz, o ato filiação do deputado estadual Marco Aurélio ao PSB serviu para dar uma ideia de como será dura a disputa pelas cadeiras do Maranhão na Câmara Federal.

 

Weverton Rocha propõe regras para normatizar o mercado de crédito de carbono no Brasil

Weverton Rocha propõe regras para normatizar o mercado de crédito de carbono no Brasil, de acordo com a COP 26

Mesmo mergulhado na pré-campanha para consolidar o seu projeto de candidatura ao Governo do Estado, o senador Weverton Rocha (PDT) não descuida das suas obrigações parlamentares e mantém sua posição de legislador produtivo. Sua iniciativa mais recente foi a apresentação de Projeto de Lei que regulamenta o mercado de negociação de créditos de carbono. Na linha da Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 26), realizada há duas semanas na Itália, a proposta cria normas que viabilizam a venda e ganho de capital pelas empresas que entrarem no Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) com a intenção de diminuírem os gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera.

“O texto estabelece um novo modo de funcionamento desse mercado, que foi criado em 2009 e até hoje não se consegue operacionalizar”, justificou o senador, destacando que a viabilidade do mercado de carbono só se dará com as regras contidas no seu projeto. Weverton Rocha propõe que a preservação da vegetação nativa, o fomento às ações de mitigação da mudança do clima por meio da negociação de títulos representativos de emissões de gases de efeito estufa (GEE) evitadas certificadas e a adoção de tecnologias menos intensivas em carbono sejam condições indispensáveis.

Para o senador, o mercado de créditos de carbono é uma alternativa econômica viável para incentivar empresas a reduzirem a emissão de GEE na atmosfera. “O objetivo central deste projeto é regulamentar um mercado que ninguém sabe exatamente como funciona. As transações em créditos de carbono podem incentivar empresas e governos a reduzir as emissões de poluentes, mas precisam de regulamentação”, explicou Weverton Rocha.

Em Tempo: como estado em parte amazônico, o Maranhão tem muito a ver com o mercado de crédito de carbono.

São Luís, 05 de Novembro de 2021.

Felipe Camarão e Weverton Rocha travam disputa pelo apoio de Lula; Carlos Brandão corre por fora

 

Lula da Silva (centro) tem apoio disputado por Felipe Camarão e Weverton Rocha na corrida ao Governo

Líder folgado na corrida à Presidência da República, com cacife para vencer, com boa vantagem, todos os concorrentes, a começar pelo presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido), num eventual segundo turno da eleição presidencial do ano que vem, sendo favorito disparado no Maranhão, o ex-presidente Lula da Silva (PT), está sendo disputado fortemente por dois pré-candidatos ao Palácio dos Leões: o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) e o senador Weverton Rocha (PDT). Os dois estão em campanha aberta e renhida pelo apoio do líder petista, que deverá se posicionar em breve, provavelmente depois que o governador Flávio Dino (PSB) reunir, em algum dia deste mês, os partidos da base governista, para bater o martelo do consenso em torno de um candidato do grupo à sua sucessão. Além deles, numa outra perspectiva, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) também se movimenta para atrair o apoio do ex-presidente, tendo inclusive já obtido o aval comando petista no Maranhão, num processo político complicado que ainda está em evolução. No momento, a queda de braço por Lula da Silva está sendo travada mais ostensivamente pelo petista e pelo pedetista.

Não é uma disputa entre concorrentes cordatos. Felipe Camarão e Weverton Rocha estão usando todos os espaços e estratagemas que podem numa pré-campanha para convencer o ex-presidente a se manifestar por um deles, recorrendo também, cada um a seu modo, a artifícios de mídia para convencer o eleitorado de que estão com Lula da Silva e que Lula da Silva está com ele. Desde o início da semana, Felipe Camarão veicula nas suas redes sociais e em espaços aliados dele na internet um cartaz em que ele e Lula da Silva aparecem sorrindo como aliados. Weverton Rocha não ficou atrás: há alguns dias ônibus circulam em São Luís com um cartaz com imagem em que ele aparece ao lado do líder petistas como velhos parceiros.

Essa medição de força pelo apoio do ex-presidente ganhou intensidade nos últimos dias, devido principalmente ao fato de que Felipe Camarão submeterá hoje seu projeto de candidatura ao aval do PT, apostando, naturalmente, que a eventual aceitação do seu pleito pelo partido significará o alinhamento automático do ex-presidente Lula da Silva à sua pré-candidatura. A investida de Felipe Camarão, que já conta com importantes setores do PT maranhense, tem recebido críticas de porta-vozes informais do pré-candidato pedetista. Eles implicam com o fato de Felipe Camarão ser oriundo do DEM e recém convertido ao petismo pretender o apoio de Lula da Silva, enquanto Weverton Rocha, tendo nascido e crescido no PDT, um dos aliados preferenciais do PT, estaria mais próximo e mais identificado com o líder petista.

Na disputa pela influência do líder petista na corrida ao Governo do Estado, Felipe Camarão estaria em vantagem devido ao fato de pertencer ao partido, independentemente de sua conversão ao petismo ser recente. Há, porém, quem veja Weverton Rocha com maior cacife para ganhar o apoio do ex-presidente, devido principalmente ao fato de que, mesmo numa relação de muitos tapas e beijos, os PT e PDT sempre estiveram do mesmo lado. Esses pontos favoráveis a cada um sugerem que muita água ainda rolará até que Lula da Silva anuncie sua escolha.

Ao contrário do que muitos imaginam, a disputa entre Felipe Camarão e Weverton Rocha pelo apoio de Lula da Silva não está desanimando o vice-governador Carlos Brandão, que corre por fora articulando uma aliança com o PT, que já contou com o aval da cúpula estadual do partido. Carlos Brandão sabe que suas chances nessa disputa são modestas, mas acredita que o apoio do PT e de Lula da Silva ao seu projeto de candidatura não uma impossibilidade, e pode se tornar uma realidade.

Vale destacar que o troféu desse jogo vai além do puro e simples apoio de Lula da Silva. Junto com ele, o PT garante bom tempo de TV e rádio e a mobilização da sua militância, instrumentos importantes na corrida ao voto.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lahesio Bonfim entra no PTB e será liderado pela terrivelmente evangélica Mical Damasceno

Lahesio Bonfim entra no PTB para ser liderado por Mical Damasceno e Roberto Jefferson na corrida aos Leões

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, já não é mais um sem-partido, como continua seu ídolo maior, o presidente Jair Bolsonaro, que está enfrentando enormes dificuldades para encontrar um abrigo partidário. Semanas depois de anunciar que se filiaria a “um grande partido” para disputar o Governo do Estado, Lahesio Bonfim armou barraca no PTB, que depois de ter vivido bons momentos como o legado político de Getúlio Vargas e João Goulart, encontra-se hoje relegado à condição de um simulacro de partido.

O terrivelmente evangélico prefeito de São Pedro dos Crentes, um município terrivelmente evangélico, será liderado pela terrivelmente evangélica deputada Mical Damasceno, escalada pelo presidente nacional, o visivelmente desequilibrado ex-deputado federal Roberto Jefferson – preso exatamente por se tornar um desequilibrado armado e perigoso – para comandar o braço maranhense da agremiação. E é nessa condição, com as “bênçãos” de Roberto Jefferson e Mical Damasceno, que ele pretende oficializar sua candidatura, apresentando-se como “o melhor prefeito da história do Maranhão”.

De acordo com as pesquisas divulgadas até aqui, o agora petebista Lahesio Bonfim contabiliza pelo menos um ganho real nessa corrida: disputa, de igual para igual, a sexta colocação na preferência do eleitorado com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

 

CPI sobre transportes pode prestar grande serviço a São Luís

CPI proposta por Marquinhos e Chico Carvalho poderá desmontar o engodo do “ônibus novo” e esclarecer o domínio do “transporte alternativo” em São Luís

Se vier a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar, sem manipulações, o serviço municipal de transporte coletivo, como querem os vereadores Marquinhos (DEM) e Chico Carvalho (PROS), a Câmara Municipal de São Luís terá uma oportunidade de ouro para prestar um bom serviço à população da Capital.

Para começar, poderá desmontar a farsa segundo a qual a frota de ônibus tem sido renovada. Poderá mostrar que isso não existe e o que tem sido vendido como veículos saídos de fábrica são, na verdade, refugos adquiridos por ninharia a grandes frotas de São Paulo e restaurados de modo a parecerem novos. Ontem, numa reportagem reveladora, a TV Mirante mostrou pelo menos três ônibus da frota “renovada” em pane nos acostamentos, atrapalhando o tráfego.

A CPI poderá virar pelo avesso e colocar em pratos limpos o que de fato ocorre para que a população de São Luís seja tão maltratada por um serviço de transporte urbano obsoleto e ineficaz. E também oferecer ao usuário uma explicação plausível para o domínio ostensivo do chamado “transporte alternativo” – automóveis, vans e uma frota fora de controle dos carros ligados a aplicativos -, que “atropelam” o sistema de coletivos e infernizam o trânsito em determinadas áreas da cidade.

Em Tempo: A CPI da Câmara Municipal poderá finalmente informar ao contribuinte o destino do VLT, um mini trem que custou R$ 5 milhões, pagos à vista, em 2012, pela gestão que terminava, e que ligaria o Aterro do Bacanga ao Aeroporto do Tirirical, mas que foi arrancado dos trilhos e trancafiado num galpão no Anjo da Guarda, de onde nunca mais saiu.

Como se vê, a CPI tem muito a investigar e a esclarecer.

São Luís, 04 de Novembro de 2021.

Marco Aurélio anuncia saída do PCdoB para ingressar no PSB, que deve ganhar mais força

 

Marco Aurélio: migrando do PCdoB para o PSB, conforme ele mesmo anunciou

O deputado estadual Marco Aurélio, líder do bloco governista na Assembleia Legislativa, anunciou que vai deixar o PCdoB para ingressar no PSB. A migração partidária do parlamentar, que te, por base a Região Tocantina, é marco expressivo no cenário político maranhense do momento, onde é intensa a movimentação migratória na seara dos partidos. Além disso, a conversão do deputado tocantino ao socialismo democrático tem uma série de implicações, que vão dos efeitos da mudança na trajetória do próprio parlamentar ao tamanho que o partido comandado pelo governador Flávio Dino vai alcançar. O movimento de Marco Aurélio deve consolidar outros projetos de mudança para o PSB, como o do deputado Antônio Pereira, também de base tocantina, que anunciou: deixará o DEM para se tornar um militante do PSB. Com a migração, o deputado Marco Aurélio, que vinha atuando alinhado ao senador Weverton Rocha (PDT) na corrida prévia ao Palácio dos Leões, poderá dar uma guinada quando filiado ao PSB. A mudança se dará quando a janela para troca partidária se abrir, conforme ele próprio previu.

O passo anunciado pelo deputado Marco Aurélio não é um movimento qualquer, a começar pelo fato de que ele não é um deputado qualquer. Professor por profissão e político por convicção, Marco Aurélio é um deputado diferenciado, que alia consciência política a ética política, o que o torna um exemplo de parlamentar bem próximo do chamado “politicamente correto”. Foi assim nos dois mandatos de vereador de Imperatriz, e está sendo assim nos dois mandatos na Assembleia Legislativa, onde chegou em 2015 como um dos ases do movimento vitorioso nas eleições de 2014. Governista convicto, aliado de proa do governador Flávio Dino, sempre atuou como tal dentro e fora do plenário, não deixando qualquer réstia de dúvida sobre sua posição. Assim disputou, sem sucesso, a Prefeitura de Imperatriz em 2020, mas saiu das urnas com a trajetória e a dignidade intactas.

Com a filiação do deputado Marco Aurélio, o governador Flávio Dino vê seu novo partido ganhar um quadro de excelência, e abrindo caminho para outras filiações, como a do também deputado tocantino Antônio Pereira, que anunciou sua saída do DEM para ingressar no PSB. Marco Aurélio deverá comandar o braço do partido na Região Tocantina, a partir de Imperatriz, onde tem sua base mais forte – a tarefa de comandar o PCdoB naquela região sempre foi do secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, pré-candidato a deputado federal. A expectativa é a de que, junto com Clayton Noleto e Antônio Pereira, forme na macrorregião política polarizada por Imperatriz uma frente de apoio ao candidato que vier a ser apoiado pelo governador Flávio Dino e pelos partidos da sua base.

Já contando com os deputados Duarte Jr. e Edson Araújo, dois “bons de voto”, o PSB ampliará significativamente seu cacife na Assembleia Legislativa com a filiação do deputado Marco Aurélio. Nos bastidores, especulações preveem mais pelo menos cinco filiações ao PSB, em março, o que dará ao partido a maior bancada na base de apoio do Governo Carlos Brandão (PSDB). Especula-se também que, além de Rubens Júnior, que deve deixar o PCdoB, outros dois deputados federais poderão ingressar no PSB, igualando-se, numericamente, ao PL, controlado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Há quem preveja que o PSB será bem maior, mas isso só será confirmado com a abertura da janela, em março, quando parlamentares poderão mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato, conforme a regra em vigor.

Na nota que divulgou anunciando a migração, Marco Aurélio agradeceu acolhida do PCdoB pelos anos que pertenceu aos seus quadros: “Foram 12 anos de muitas lutas e vitórias. Sou grato por todo o companheirismo! Essas lutas continuarão, pois permaneceremos do mesmo lado, o lado do povo. Estarei me filiando ao PSB, partido do governador Flávio Dino e nossa jornada segue com muita gratidão, renovando nossos compromissos de luta”.

A ciranda de migrações partidárias deve ganhar intensidade nos próximos meses.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Moro no Podemos tira Braide da zona de conforto e aciona artilharia de Dino

Sérgio Moro no Podemos mexe com Eduardo Braide e atrai Flávio Dino para o confronto

Se vier a ser confirmada, a filiação do ex-ministro Sérgio Moro ao Podemos, anunciada para o próximo dia 10, abrindo caminho para disputar votos, provavelmente na corrida à Presidência da República, terá desdobramentos no cenário político do Maranhão.

Para começar, vai tirar o prefeito Eduardo Braide da “zona de conforto” por não ter candidato a presidente e atirá-lo para a linha de frente da campanha do ex-ministro, seu colega de partido. Figura proeminente do Podemos, por comandar uma cidade com mais de 600 mil eleitores, onde Sérgio Moro não é visto com simpatia, o prefeito de São Luís certamente será acionado pelo comando partidário para entrar na “guerra” eleitoral, na qual o provável candidato do Podemos enfrentará seu ex-líder e hoje arqui-inimigo, o presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido), e sua vítima judicial e hoje inocentada, o ex-presidente Lula da Silva (PT), que não quer vê-lo nem pelas  costas, quando mais sentado na cadeira que ele ocupou quando comandou o País. Não se sabe o que o sempre discreto e reservado prefeito Eduardo Braide pensa do projeto de candidatura presidencial do ex-chefe da Lava Jato.

Na outras ponta, a provável candidatura de Sérgio Moro enfrentará oposição implacável do governador Flávio Dino (PSB), que o criticou duramente pelas lambanças da Lava Jato e pela sua decisão de deixar a magistratura para ser ministro do Governo Bolsonaro. Para se ter uma ideia do que virá por daí, caso Sérgio Moro se candidate a presidente, ontem, tão logo foi informado da iminente filiação dele ao Podemos, Flávio Dino postou no Instagram: “O conceito de justo não é adequado para um juiz que foi declarado incompetente e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal. Tampouco pode ser considerado justo alguém que alimentou e serviu alegremente a Bolsonaro até ser descartado”.

Como se vê, vem chumbo grosso por aí.

 

Fantástico mostra obra suspeita do Fórum de Imperatriz e constrange o Judiciário

Carcaça do Fórum de Imperatriz constrange o TJ

É de constrangimento e tensão o clima criado nos bastidores do Tribunal de Justiça do Maranhão por causa da reportagem veiculada domingo (31/10), no Fantástico, da Rede Globo, revelando o escandaloso caso da construção do Fórum de Imperatriz, que já consumiu R$ 75 milhões do contribuinte maranhense, está com as obras suspensas e com a aparência de escombros abandonados, e que, segundo cálculos do momento, precisa de R$ 147 milhões para ser concluído. O escândalo foi mostrado no quadro “Cadê o dinheiro que estava aqui?!”, que via de regra aborda crimes graves de corrupção no serviço público.

A obra começou na presidência da desembargadora Cleonice Freire, já falecida, e ganhou corpo da gestão do desembargador-presidente Guerreiro Júnior, quando estancou por falta de dinheiro e de dotação orçamentária. Os presidentes seguintes – desembargadores Cleones Cunha, José Joaquim Figueiredo dos Anjos e Lourival Serejo (atual) – não souberam o que fazer com o esqueleto, que começou sendo de concreto e depois passou a ser de estrutura metálica, e não tem dotação orçamentária para ser concluído.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público, que além de apontar irregularidades cabeludas na execução da obra, ocupa o prédio ao lado, bem estruturado e que foi construído com módicos R$ 9 milhões.

O destino do “esqueleto judiciário” de Imperatriz é incerto. Até o momento só tem servido para constranger a cúpula do Poder Judiciário do Maranhão.

São Luís, 03 de Novembro de 2021.

Braide superou crise dos transportes na mesa de negociações, evitando tensões e confrontos

 

Eduardo Braide anuncia o fim da greve nos transportes: negociação sem confronto

O sistema de transporte coletivo de São Luís voltou a operar ontem, no final da tarde, e o serviço deve ser plenamente normalizado neste feriado, Dia de Finados, depois de 12 dias de paralisação. E com um compromisso respeitado: aumento de 5% nos salários dos rodoviários – motoristas e cobradores -, mas sem um centavo de aumento nas passagens. O ponto final na greve, que fora causada por um descompasso nos custos e pela reivindicação por aumento salarial por rodoviários, foi possível depois de intensas negociações, durante as quais o prefeito Eduardo Braide (Podemos) manteve o compromisso de não autorizar majoração no valor das tarifas, evitando assim que o ônus desse acordo saia do bolso do cidadão. Foi a primeira vez em anos que a “peleja” anual de rodoviários, empresários do setor e Prefeitura de São Luís terminou sem que a fatia maior da conta tenha sido debitada diretamente na conta do usuário, na forma de aumento de tarifa. E mais do que isso: em nenhum momento dos dias parados houve atos de violência, além da tensão natural que esse tipo de situação produz.

Na edição do dia 26, com a greve em andamento, a Coluna comentou o quadro daquele momento registrando a postura de firmeza e habilidade com que o prefeito Eduardo Braide vinha conduzindo a crise, e prevendo que ele não se dobraria ao jogo de pressão das “cobras criadas” desse sistema – empresários e líderes sindicais rodoviários. E também previu que muito provavelmente ele articularia uma solução oferecendo algum “subsídio” bancado com dinheiro público, mas que pouparia o usuário de pagar a conta no arremate final. O comentário provocou alguns comentários em sentido contrário, entre eles uns afirmando que o prefeito não suportaria a pressão e se dobraria concedendo o aumento de tarifa reivindicado pelos empresários com o aval dos rodoviários. Os fatos mostraram que a Coluna estava com a razão.

Dessa vez, a paralisação impôs os mesmos transtornos à população e danos corrosivos de sempre à economia municipal, principalmente na área de comércio, mas ocorreu sem tensões nem confrontos de rua, sem ônibus incendiados nem prisão de manifestantes. Isso foi possível, em grande medida, devido à postura do prefeito Eduardo Braide, marcada pelo pragmatismo, pela firmeza e pelo bom senso. Ele permitiu que a corda fosse esticada na medida certa, mas sem deixar que a fanfarronice política levasse o jogo de interesse um toma-lá-dá-cá. O processo foi tão bem conduzido que não restou espaço para a turma periférica da política pudesse tirar “uma lasca” em benefício próprio. Isso porque o prefeito encarou a pressão naturalmente, sem dar à greve uma roupagem catastrófica.

A chave dessa “normalidade” foi o fato de o prefeito Eduardo Braide ter se preparado reunindo meios para colocar na mesa de negociações, como auxílio emergencial e aumento de salário para os rodoviários e subsídios da Prefeitura às empresas – R$ 12 milhões em quatro meses, segundo o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), evitando assim que uma conta chegasse ácida aos mais de 600 mil usuários diários do sistema em São Luís. Foi assim, buscando concessões e compensações, que ele chegou a um aumento de 5% nos salários, 6% no vale-alimentação, o não desconto dos dias parados e nenhum centavo a mais nas tarifas, por enquanto.

No comentário do dia 26, a Coluna anotou que o prefeito Eduardo Braide é um político centrado, que se movimenta com o juízo e não com o fígado, que amadurece suas posições calculando possibilidade de ganho e risco de perda. Quando, no início da greve, ele declarou que não haveria aumento de preço nas passagens de ônibus, certamente já tinha cacife para sentar à mesa de negociações. E não foi surpresa quando ontem anunciou o fim da greve sem que o valor das passagens tenha sido aumentado, valendo a avaliação de que ele passou na sua segunda “prova de fogo”- a primeira foi a pandemia. Até quando essa normalidade permanecerá é difícil prever, mas quem conhece o prefeito Eduardo Braide sabe que ele não será apanhado de surpresa, sem munição para contra-atacar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton repete evento de massa em Peritoró, dando força à pré-campanha

Weverton Rocha recebe o apoio do prefeito Luiz Amovelar Filho (PT) e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, no evento de Peritoró

Articuladores da pré-campanha do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado deixaram Peritoró, na noite de sábado, em clima de euforia com o resultado da edição do projeto “Maranhão mais feliz” naquele município. Um deles afirmou não ter dúvidas de que o líder pedetista será candidato a governador, “em qualquer situação”, com cacife para chegar ao Palácio dos Leões. Para essa fonte, três aspectos do evento de Peritoró indicaram a força do senador nessa faze prévia da corrida aos Leões: a presença massiva da população de Peritoró, o discurso do prefeito de Coroatá, Luiz (PT), e o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ao projeto de candidatura.

No seu discurso, o senador Weverton Rocha se disse entusiasmado com os eventos da pré-campanha: “Além da adesão da classe política, a população como um todo tem participado em grande número. Isso nos dá a responsabilidade de saber que estamos no caminho certo e, claro, nos preparar para esse importante desafio, que é ajudar o Maranhão a ser mais feliz”, disse o senador.

Antes dele, o deputado Othelino Neto, o mais ativo e importante avalista do projeto, destacou a série de eventos “Maranhão mais feliz”, assinalando que, neles, o pré-candidato do PDT tem ouvido e anotado as demandas das regiões por onde tem passado, e que a população está assimilando e se envolvendo no projeto. “É muito bom ver que, a cada edição, mais pessoas estão participando e levando a mensagem desse grande movimento que tem buscado ouvir a população para a construção de um estado cada vez mais forte”, frisou o parlamentar.

Já o prefeito reeleito de Coroatá, Luiz da Amovelar Filho (PT), declarou apoio determinado a Weverton Rocha, o que reforça seus movimentos na corrida pelo apoio petista. “Assim como eu fui o prefeito mais jovem da história de Coroatá, com apenas 21 anos, eu tenho certeza que você vai ser o governador mais jovem do nosso estado”, declarou. O prefeito de Peritoró, Josué Júnior (PP), disse acreditar no movimento e num eventual governo de Weverton Rocha. Outros prefeitos marcaram presença: o de Cajari, José Constâncio (PDT), a de Pedreiras, Vanessa Maia (Solidariedade) e o de São Benedito do Rio Preto, Wallas Rocha (PSC), participaram do ato, totalizando 85 prefeitos que já marcaram presença no “Maranhão Mais Feliz”. A eles se somaram os deputados estaduais Neto Evangelista (DEM) e Ciro Neto (PP), vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, entre outras lideranças.

 

Brandão se mostra coerente ao participar da prévia tucana para presidente

Na presença de Tasso jereissati e de José Reinaldo, Carlos Brandão declara apoio a Eduardo Leite na prévia tucana

O vice-governador Carlos Brandão se posicionou pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias do seu partido, o PSDB, para escolher o candidato a presidente da República. Ao contrário do que alfinetaram alguns adversários, sua participação no processo tucano de escolha de candidato presidencial mostra que o vice-governador tem identidade partidária. Isso não significa que ele esteja impedido de batalhar pelo apoio do PT. Faz parte do jogo político, principalmente nas montagens para eleições. Vale lembrar que Carlos Brandão não caiu de paraquedas no PSDB. Ele foi deputado federal duas vezes pelo partido e só o deixou em 2016 quando o senador Roberto Rocha, usando o peso do mandato recém iniciado, retomou o controle do partido, que manteve até 2021, quando Carlos Brandão, que estava abrigado no Republicanos, retomou o controle do ninho dos tucanos no Maranhão. O fato é que o vice-governador parece saber exatamente o que está fazendo quando participa da prévia e escolhe seu candidato a candidato a presidente pelos tucanos.

São Luís, 02 de Outubro de 2021.