
André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli
entram na reta final para as convenções
A um mês do início do prazo para as convenções partidárias (20 de julho a 05 de agosto) que confirmarão as candidaturas para as eleições de outubro, o quadro de pré-candidatos ao Palácio dos Leões começa a ganhar contornos definitivos, com os aspirantes à sucessão do governador ocupando os seus espaços no tabuleiro em que medirão forças para ganhar as preferências dos 5,2 milhões de eleitores maranhense – o número oficial deve sair nos próximos dias. Nesse quadro estão confirmados Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU), podendo ainda ser aumentado com a possível entrada de Roberto Rocha (Novo). Eles estão se movimentando para chegarem às convenções com suporte necessários para se tornarem candidatos a governador.
Nesse exato momento da pré-campanha, o cenário mostrado pelas pesquisas mais recentes aponta para uma polarização nítida entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. E que, na esteira da desistência de Lahesio Bonfim (Novo), Felipe Camarão trabalha sair do patamar de um dígito para entrar na briga. Nesse ambiente, o quadro de pré-candidatos a governador foi levemente animado com o aparecimento de André Luís, apresentando-se como pré-candidato a governador pelo partido Missão, enquanto Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli permanecem estacionados até aqui. Em outro movimento, também causado pela desistência de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha admite deixar a disputa para o Senado e se candidatar ao Governo do Estado.
Até, os grandes movimentos dessa corrida aos Leões estão sendo protagonizados por Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão.
Já com vice (Elaine Cortez – PSD) e um pré-candidato a senador (André Fufuca – PP) definidos, Eduardo Braide faz uma campanha intensa nas mais diversas regiões, mostrando que tem fôlego para se manter na disputa. Essa condição vai aos poucos se firmando com manifestações de lideranças do interior, como alguns prefeitos, vereadores e principalmente grupos de oposição, tendo reforçado o seu cacife com a aliança com o deputado federal André Fufuca, Eduardo Braide entra na reta final da pré-campanha com cacife de quem deve chegar ao segundo turno, tendo como lastro incontestável o seu prestígio em São Luís.
Com o apoio decisivo do governador Carlos Brandão e de um grande número de prefeitos, contando ainda com uma aliança partidária forte, encabeçada pelo MDB, que ele preside, Orleans Brandão caminha para ser confirmado na convenção emedebista como candidato sem contestação, com poder de fogo. Realiza uma pré-campanha intensa, principalmente em São Luís, tentando alcançar o eleitorado a partir dos prefeitos. Ainda sem pré-candidato a vice e apenas com um candidato a senador definido (Weverton Rocha – PDT), Orleans Brandão tem encontrado alguma dificuldade para definir esses nomes, com a vantagem de que o problema é o excesso e não falta de opções.
Depois de um longo período de incerteza, causado pela demora do PT se posicionar no cenário da disputa majoritária no Maranhão, Felipe Camarão começa a acertar o passo, já com a definição de um candidato ao Senado (Eliziane Gama – PT), faltando o nome para a outra vaga e a escolha do vice. Nesse momento, em que não se tem informações recentes sobre as preferências do eleitorado, a posição de Felipe Camarão na corrida aos Leões é imprecisa. Ele e seus assessores mais próximos apostam que o aval do presidente Lula da Silva (PT) vai impulsionar o seu projeto de candidatura. Sua aposta é alta.
André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli formam um time que vai para as convenções partidárias certos de que serão candidatos a governador sem maiores chances de inverter a tendência já desenhada. Esse quadro pode ganhar alguma dinâmica se, seguindo o caminho inverso de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha for convencido pelo Novo de desistir de disputar cadeira no Senado e entrar na corrida ao Palácio dos Leões.
PONTO & CONTRAPONTO
Movimentos de pré-candidatos indicam que corrida às vagas do Senado está indefinida

André Fufuca, Duarte Jr., Lahesio Bonfim e
Roberto Rocha: nenhum pode cantar vitória
Todos os indícios sugerem que a disputa pelas duas cadeiras no Senado está rigorosamente indefinida, em pese o fato de que as últimas pesquisas, que já estão defasadas, terem apontado a deputada federal Roseana Sarney (MDB) – ainda não confirmou pré-candidatura – e o senador Weverton Rocha (PDT) aparecerem como favoritos – ela com um cacife maior que o dele. Mas não há dúvida também de que o ex-senador Roberto Rocha (Novo) – se continuar candidato -, a senadora Eliziane Gama (PT) e os deputados federais André Fufuca (PP) e Duarte Jr. (Avante) estão no páreo.
Os movimentos recentes no tabuleiro da corrida majoritária sinalizaram que a disputa para as duas cadeiras no Senado tem lá seus favoritos. Mas indicaram também que esse favoritismo é frágil e pode ser revertido durante a campanha.
Roseana Sarney, por exemplo, parece entrar no teto, porque não pé uma novidade, tem rejeição muito elevada. Ao contrário, por exemplo, de Eliziane Gama, que está no auge da sua carreira política e é respeitada como um dos melhores quadros do Senado na atualidade e tem rejeição bem menor. Qualquer avaliação indica que com o aval de Lula da Silva, Eliziane Gama tem muito mais gás para avançar.
No mesmo tabuleiro, o senador Weverton Rocha começou a sua pré-campanha há mais de um ano no mesmo patamar, sem ter dado um passo além, mesmo sendo alçado à condição de escolhido para compor chapa com Orleans Brandão. No contraponto, o deputado federal André Fufuca, que representa um partido forte, foi ministro do Esporte, trem feito um trabalho diferenciado de articulação municipal e reforçou seu cacife ao se tornar o primeiro candidato a senador de Eduardo Braide.
Nesse ambiente se move o ex-senador Roberto Rocha (Novo), com expressivo potencial eleitoral e politicamente empenhado em ser a cara da direita bolsonarista, uma aposta que pode produzir um bom resultado ou empurra-lo para o abismo político. E no contraponto aparece o deputado federal Duarte Jr., um outsider inteligente, aguerrida e que comina uma ferramenta poderosa, as redes sociais, além de exercer um mandato eficiente e produtivo, o que lhe dá ânimo e poder de fogo para apostar num bom desempenho nas urnas.
O demais nomes, pré-candidatos assumidos ou não – Pedro Lucas Fernandes (União), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Franklin Douglas (PSOL), Antônia Cariongo (PSOL) e Simplício Araújo (DC) – participarão desse processo, cada um à sua maneira.
Cenário confuso leva prefeitos a apoiar candidatos a governador e a senador de campos diferentes

Fufuca e Eliziane Gama é um exemplo do que a
miscelânea partidária está produzindo na política
Muita gente levantou dúvida em relação ao apoio do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), depois que deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, se aliou a Eduardo Braide (PSD).
Uma coisa nada tem a ver com a outra. Rildo Amaral já declarou apoio a Orleans Brandão, mantém bom relacionamento com o governador Carlos Brandão (MDB) e dificilmente mudará esse posicionamento. Sua posição, como a de muitos outros prefeitos, é fruto de uma miscelânea partidária que tomou conta da política brasileira.
Quase ninguém levantou a mesma dúvida quando o prefeito de Imperatriz declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama, que apoia a pré-candidatura de Felipe Camarão, não declarando apoio ao pré-candidato governista Weverton Rocha (PDT).
Muitos prefeitos maranhenses farão o mesmo: votarão em Orleans Brandão, mas não apoiarão os seus candidatos ao Senado. O de Caxias, por exemplo, Gentil Neto (PP), vai com Orleans Brandão, mas dificilmente deixará de apoiar André Fufuca para o Senado. O prefeito de Balsas, Alan da Marisol (PRD) é outro exemplo: apoia integralmente a candidatura de Orleans Brandão ao Governo, mas já declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama.
Esse quadro vai ser movimentado ainda mais depois que Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão anunciarem os nomes para as vagas de pré-candidato a senador ainda abertas.
Em Tempo: neste 21 de junho, Repórter Tempo alcança a sua 3333ª edição. É um número matematicamente bonito e simbolicamente expressivo. Essa edição representa mais um marco de afirmação da Coluna, que continuará firme e voltada exclusivamente para a Política, a História e a Cultura do Maranhão.
São Luís, 21 de Junho de 2026.