
e Sebastião Madeira lideram a corrida pelo voto em Imperatriz
O que estão pensando os mais de 200 mil eleitores de Imperatriz, o segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, em relação aos nomes postos para a corrida eleitoral, de presidente a deputado estadual, marcada para daqui a pouco mais de treze meses? Algumas pistas fortes estão numa ampla pesquisa de intenção de voto realizada pelo instituto Evolucionar, do Pará, que encontrou o seguinte cenário: o presidente Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 32% das intenções de voto, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), está na frente para o Governo do Estado com 19,8%, o governador Carlos Brandão (ainda no PSB) com 23,2% e o senador Weverton Rocha (PDT) com 19,5% lideram a corrida pelas duas vagas no Senado, o deputado federal Josivaldo JP (PL) está na dianteira para a Câmara Federal com 36,7%, e o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) lidera a corrida à Assembleia Legislativa com 15,7% das intenções de voto.
No cenário da corrida à presidência da República liderada pelo presidente Lula da Silva, o eleitorado imperatrizense tem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) como segunda opção com 13,7%, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) com 8,5%, seguido do governador goiano Ronaldo Caiado (União) com 3,7%, do catarinense Ratinho Jr. (PL) com 2,5% e do mineiro Romeu Zema (Novo) com 1%. Os indecisos ainda são 30,2% e os votos em branco e nulos totalizam 8,5%.
Na corrida ao Palácio dos Leões, que está no epicentro da movimentação política maranhense, Lahesio Bonfim está à frente com 19,8%, seguido de perto por Orleans Brandão (MDB) com 17% das intenções de voto. Os dois são seguidos pelo prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) com 13,7% e pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) com 5% das intenções de voto. Trata-se de um cenário de grande indefinição, à medida que foram encontrados 34,2% de indecisos e 10,3% de nulo e branco. Esses números indicam que a disputa para o Palácio dos Leões no eleitorado da antiga Vila do Frei está apenas começando.
Um dos dados mais importantes da pesquisa é que a maioria dos eleitores de Imperatriz quer o governador Carlos Brandão no Senado, dando-lhe a liderança dessa corrida com 23,2% de intenções de voto, e o segundo é o senador Weverton Rocha com 19,5%. A informação mais diferenciada nesse item são os 11,5% dados ao deputado federal e atual ministro do Esporte André Fufuca (PP), que passa a liderar a corrida pela segunda vaga com a decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo. Na sequência aparecem a senadora Eliziane Gama (PSD) com 4%, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 2,2% e o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 1,8%. Vale salientar que ali ainda são 27,7% de indecisos e 10,2 de branco ou nulo para o Senado.
Na corrida à Câmara Federal, o deputado Josivaldo JP (PL) está à frente, com larga vantagem sobre sua principal concorrente, Mariana Carvalho (Republicanos) com 20,2%. Além deles, aparecem Flamarion Amaral (PP) com 10,7%, Rodrigo Bramar (6,8%), o ex-prefeito Assis Ramos (União) com 3%, o deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos) com 1% e Luciano Galeno (?) com 0,5%. Nesse item, os indecisos são 16% e os nulos e brancos somam 5%, indicando um cenário com cores de definição.
Um dos quadros mais movimentados da corrida eleitoral em Imperatriz é o que mostra a disputa para a Assembleia Legislativa. Nela, o ex-prefeito e atual chefe da Casa Civil do Governo do Estado, o líder tucano Sebastião Madeira, lidera com 15,7% das intenções de voto, seguido do ex-deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB) com 13,2% e do deputado Antônio Pereira (PSB), 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, com 8,7%, e do suplente de deputado Ricardo Seidel (PL) com 8,2%, Carlos Hermes (7,2%), Aurélio do PT (5,7%), a deputada Janaína (Republicanos) com 5,3%, Wagtônio Brandão (4%), deputado Keké Teixeira (MDB) com 1,2%, Francisco da Steel (0,2%) e o deputado Eric Costa (PSD) com 0,3%. Ali ainda são 21,2% de indecisos e 8,5% de nulos e brancos.
É claro que, a 13 meses da corrida às urnas, o cenário encontrado pela pesquisa Evolucionar está sujeito a muitos movimentos, mas indica, ao mesmo tempo, o favoritismo do presidente Lula da Silva, do senador Weverton Rocha e do ministro André Fufuca para o Senado – no caso de o governador Carlos Brandão confirmar sua permanência no cargo -, do deputado federal Josivaldo JP pela reeleição e do ex-prefeito Sebastião Madeira, que tem liderança consolidada, para a Assembleia Legislativa.
PONTO & CONTRAPONTO
Brandão mantém grupo no PSB, sinaliza que vai sair, mas diz não ter pressa para mudar de partido
“Está muito cedo”. Foi essa, mais uma vez, a resposta do governador Carlos Brandão à indagação da Coluna a respeito do futuro partidário dele e dos seus aliados mais próximos ainda filiados ao PSB. A Coluna focou a indagação na possibilidade de o mandatário maranhense e seu grupo migrarem do PSB para o MDB, como está sendo fortemente especulado no meio político.
De fato, não é uma operação simples.
Ao decidir permanecer no Governo, Carlos Brandão fica de fora da corrida pelo voto, o que lhe dá margem para não ter pressa em relação a mudança partidária. Sem a condição de candidato, o governador poderá, se quiser, até permanecer sem partido, deixando a liderança partidária do grupo que o segue mais de perto com o seu candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), que será líder da chapa do MDB.
O ponto crucial dessa mudança está na Assembleia Legislativa, onde oito dos 11 deputados do PSB – Iracema Vale, Antônio Pereira, Andreia Rezende, Daniella, Ariston Ribeiro, Davi Brandão e Florêncio Neto e Adelmo Soares (suplente no exercício do mandato) – decidiram não permanecer no partido com a troca de comando e se mostram dispostos a seguirem o governador em novo endereço partidário.
Será uma operação delicada, com tendência de que a maioria dos atuais deputados socialistas migre para o MDB, seguindo o governador Carlos Brandão, que, ao que parece, está inclinado a também migrar para a legenda emedebista.
Outro argumento forte do governador Carlos Brandão à indagação da Coluna foi: “A eleição é só no próximo ano”.
Dino reafirma a defesa da soberania do País e da autonomia do Poder Judiciário
“O Supremo não pode renunciar ao seu papel de julgar as questões que lhe são apresentadas. Isso significa dizer que nós não podemos julgar de qualquer jeito, de qualquer forma – e não fazemos isso. Por outro lado, significa dizer que o Supremo não pode ceder a coações, chantagens, ameaças. Senão, deixaria de ser Poder Judiciário. Sempre haverá pessoas poderosas que estão insatisfeitas com uma decisão judicial”.
Foi esse o recado mais recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deixando bem claro que a posição institucional da Corte é o princípio imutável de que o Poder Judiciário, em especial o STF, é independente e tem de atuar dentro das regras, ainda que uma ou outra decisão do colegiado desagrade a poderosos.
O recado do ministro foi também direcionado a poderosos estrangeiros que se acham no direito de interferir na Justiça brasileira, tentando sobrepor suas leis às leia do país. E garantiu que decisões recentes relacionadas com leis estrangeiras não foram tomadas para acirrar conflitos: “Alguns acham que essa decisão e outras vêm no sentido de aumentar conflitos. É o contrário: é no sentido de harmonizar situações contenciosas e, sobretudo, evitar conflitos no futuro. Um país que valoriza a sua Constituição não pode aceitar medidas de força que ameacem seus cidadãos e suas empresas”, assinalou.
As declarações do ministro Flávio Dino sinalizam com clareza que, ainda que com uma ou outra divergência interna e sujeita a críticas externas, a Corte Suprema está fechada no que diz respeito à defesa da sua autonomia institucional.
São Luís, 24 de Agosto de 2025.

