Edivaldo Jr. e Eduardo Braide intensificam campanha, agregam apoios e se preparam para o debate final

 

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Edivaldo Jr. beija a barriga de  Camila Holanda, que está grávida no nove meses; Eduardo Braide em evento de campanha com a esposa Graziela Braide

Por mais que as pesquisas tragam à tona números contraditórios – alguns convincentes, outros não – e que líderes se manifestem por um ou por outro candidato, a sensação geral é a de que a quase totalidade dos ludovicenses está mergulhada em expectativa e que ninguém pode prever com exatidão o desfecho da corrida para a prefeitura de São Luís. O prefeito Edivaldo Jr. (PDT), que busca a reeleição, e o deputado Eduardo Braide (PMN), que luta para assumir o comando político e administrativo do município, dão o melhor do seu talento político na reta final da campanha. E nos bastidores das duas candidaturas, na seara dos partidos, nas rodas de conversa de jornalistas, nas redações, nas conversas em família e até mesmo na babel que são as redes sociais, o clima dominante é o da expectativa. Não faltam partidários para afirmar categoricamente que Edivaldo Jr. vai levar a melhor, e com folga, como também não faltam entusiastas para apostar que Eduardo Braide sairá eleito das urnas. E todos, sem exceção, “acham” que o debate de amanhã na TV Mirante terá influência decisiva no resultado das urnas.

Nesta semana decisiva de campanha, personalidades de diferentes pesos  entraram na corrida. E não há o que discutir que a o desembarque de maior impacto foi o do governador Flávio Dino no vagão principal da campanha de Edivaldo Jr.. E o fez com um discurso inteligente, sem colocar uma vírgula na questão política propriamente dita. Disse que a pareceria está dando certo, que o prefeito tem feito a parte dele e que ele, governador, está fazendo também a sua parte. E previu que “muita coisa boa” está a caminho, e que por isso ele, o cidadão que governa o Estado, dará mais uma vez seu voto para Edivaldo Jr.. Uma declaração de voto forte, mas que revelou a preocupação dele de não mexer com o oponente, passando assim ao largo do debate político, que nesse momento não lhe é interessante. Edivaldo Jr. foi também alvo de declarações de apoio na Assembleia legislativa, por parte dos deputados Jr. Verde, que falou em nome do seu partido, o PRB, e do deputado Raimundo Cutrim (PCdoB). E para completar, estaria sendo embalado na surdina pela cúpula do PMDB, segundo revelou um dos graúdos pemedebistas, deputado federal Hildo Rocha.

Por sua vez, Eduardo Braide reforçou sua campanha com o apoio do deputado Wellington do Curso (PP), que na terça-feira ocupou a tribuna da Assembleia para alimentar a denúncia de que fora “massacrado”, mas que mesmo assim saiu da campanha com 103 mil votos, e que a partir daquele momento estaria com Eduardo Braide para o que der e vier. No domingo, o candidato do PMN foi brindado por uma manifestação do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), que lhe brindou com uma declaração de fazer inveja a qualquer candidato: que ele foi ate aqui um dos melhores presidentes da Caema. E para completar, Braide dedicou parte do seu programa de ontem a avisar o governador Flávio Dino de que, se for eleito prefeito, vai bater às portas do Palácio dos Leões em busca de parceria. E que o fará por ter certeza de que pelo grau de relação que alcançaram, tem certeza de que Flávio Dino não lhe faltará, “assim como eu nunca lhe faltei”, certamente lembrando o trabalho parlamentar a favor do governo que desenvolveu quando liderou a bancada governista durante 2015. Braide foi ontem às ruas acompanhado de Wellington do Curso, que se transformou num cabo eleitoral de peso e disposto a brigar pela vitória nas urnas.

Os candidatos estão tão focados nas suas campanhas e nos preparativos para o debate que nem mesmo uma pesquisa Econométrica dando 13 pontos de vantagem para o candidato do PDT causou impacto no cenário da corrida eleitoral. Edivaldo Jr. e Eduardo Braide sabem que se houver ainda indecisos, estes serão puxados para as urnas na noite de sexta-feira, com o debate na TV Mirante, sem dúvida o gran finale campanha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia Legislativa vive um bom momento de debate ao discutir e aprovar o projeto que cria a UemaSul
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César Oires, Max Barros, Marco Aurélio e Bira do Pindaré travaram  rico e produtivo debate sobre a universidade no Maranhão

Maranhão ganhou ontem uma nova universidade regional: a UemaSul. Após uma série de debates intensos, durante os quais deputados oposicionistas e situacionistas avaliaram criticamente os seus mais diferentes aspectos do Projeto de Lei 006/2016, proposto pelo governador Flávio Dino, a Assembleia Legislativa aprovou ontem, por unanimidade e sob o comando do presidente Humberto Coutinho (PDT), o projeto de Lei 006/2016, que cria a UemaSul, a universidade estadual que será sediada em Imperatriz e terá   abrangência em toda a região Sul do estado. A nova instituição ocupação a estrutura e as instalações da Uema em Imperatriz.

Na mensagem que lastrou o projeto, o governador Flávio Dino aos deputados estaduais ressalta que o objetivo da UemaSul é garantir maior acesso ao ensino superior de qualidade à população maranhense que vive na Região Tocantina, a partir de uma atuação educacional eficiente. Mas foi por causa de afirmações como essa que o projeto foi ampla e duramente discutido, com a oposição manifestando apoio, mas batendo fortemente na pressa com que o Governo vai implantar a instituição a partir de 1º de janeiro de 2017 Os deputados governistas manifestando-se favoráveis à da criação da universidade regional, mas também defendendo a pressa.

O projeto proporcionou à Assembleia Legislativa momentos raros, coo os discursos pronunciados durante a discussão pelos deputados oposicionistas César Pires (PEN), Max Barros (PRP) e Edilázio Jr. (PV) e os governistas Marco Aurélio (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB). A oposição argumentou que a criação da UemaSul flagirizará  a UEMA, que na opinião deles deveria ter sua estrutura reforçada e ampliada para atender à demanda da Região Tocantina, sem precisar dividi-la. Os defensores do projeto e da maneira como ele foi aprovado contra argumentaram que se trata de uma reivindicação antiga e justa da população do Sul do Maranhão e que se trata de um compromisso de campanha que o agora governador Flávio Dino quer cumprir.

Com a autoridade de quem já foi reitor da Uema, secretário de Estado de Educação e gerente regional de Imperatriz, o deputado César Pires foi duro ao criticar a urgência e chegou a classificar de “sandice” e de “irresponsabilidade” criar uma universidade sem as condições para preencher as exigências do Ministério da Educação, prevendo que o Governo enfrentará problemas graves dar forma e sentido ao projeto. O deputado Max Barros, que se formou na Uema e tem laços fortes com a instituição, bateu nas mesmas teclas nos vários pronunciamentos que fez sobre o tema. Para ele, o projeto exigirá tempo e recursos para ser consumado, diferentemente do que afirmam os seus defensores.

No contrapeso, o deputado tocantino Marco Aurélio abraçou o projeto com obstinação, argumentando que o povo da região Tocantina “não poderia ser vítima de mais uma decepção”. E garantiu que a fragilidade apontada pelos deputados da oposição será resolvida com o apoio integral do governador Flávio Dino. De maneira genérica, o parlamentar do PCdoB, que é professor, garantiu que todos os problemas levantados pela oposição serão resolvidos pelo Governo do Estado e pela direção da UemaSul. “O projeto leva em conta a grande extensão territorial do Maranhão, recomendando uma maior proximidade entre os gestores universitários e uma realidade regional tão singular e relevante para o estado”, pontua a mensagem encaminhada ao Legislativo.

De acordo com o deputado Marco Aurélio, há mais de 20 anos que a comunidade acadêmica da Região Tocantina luta e espera por esse momento de autonomia para a Universidade Estadual da Região Sul. Ele ressaltou que a atual dependência da Uema de Imperatriz da reitoria, que fica localizada em São Luís, retarda o desenvolvimento universitário para a região. “O que temos a ganhar? A nossa liberdade como região, o fortalecimento do nosso ensino superior”, disse o parlamentar em defesa do projeto.

O deputado governistas Bira do Pindaré bateu forte em defesa da UemaSul, afirmando que só quem não conhece a Região do Sul do Maranhão é que pode ser contra uma proposição como essa. “Tenho certeza que vai ser uma experiência exitosa. Eu não posso crer que o Ceará tenha universidade regional, que Paraíba tenha universidade regional, que Pernambuco tenha universidade regional, que o Pará e o Piauí tenham e alguém quer me convencer que o Maranhão, não pode ter Universidade Regional”, explicou Bira do Pindaré

UemaSul – Além de objetivar o desenvolvimento de acordo com a vocação produtiva da região, o projeto de lei garante autonomia administrativa à nova Universidade. De acordo com o texto enviado à Assembleia, todos os bens imóveis e móveis atualmente pertencentes à Universidade Estadual do Maranhão (Uema) na região passam a fazer parte do patrimônio da UemaSul e serão aplicados de acordo com as especificidades da localidade.  O projeto especifica ainda que a lista de municípios que será atendida pela nova universidade será fixada em decreto posterior à aprovação da lei.

 

São Luís, 26 de Outubro de 2016.

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