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Pela unidade: Eliziane declara apoio a Brandão e apela a Weverton para que desista

 

Eliziane Gama declarou apoio a Carlos Brandão e pediu a Weverton Rocha que faça o mesmo; ele não aceitou

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) fez ontem o que até as pedras de cantaria da Praia Grande já sussurravam: desembarcou do foguete do senador Weverton Rocha (PDT) e embarcou na locomotiva do governador Carlos Brandão (PSB) rumo as eleições de outubro. E fez a manobra dentro dos padrões éticos das decisões políticas decentes, jogando abertamente, sem usar subterfúgios, e assumindo os riscos que todo movimento ou gesto dessa natureza costuma produzir. Refletiu, examinou o cenário de agora e as possibilidades do futuro, tomou a decisão e a comunicou imediatamente ao pré-candidato do PDT e ao eleitorado em postagens nas suas redes sociais. Na justificativa, um argumento irrefutável: mudou de rumo em nome da unidade, apelando para que o senador Weverton Rocha arquive o seu projeto de candidatura e fortaleça a unidade do grupo em torno do projeto de reeleição do governador Carlos Brandão e da candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. O senador não aceitou.

Esperado por muitos e visto como impossível por alguns, o movimento da senadora Eliziane Gama foi um ato de pragmatismo político, ao qual se juntam fina argúcia e apurado instinto de sobrevivência dos quais são dotados os políticos mais bem-sucedidos. Uma das primeiras lideranças da aliança comandada por Flávio Dino a declarar apoio à pré-candidatura de Weverton Rocha, a senadora manteve sua posição e o seu discurso de sustentação até quando começou a se dar conta de que o pré-candidato pedetista dificilmente teria combustível suficiente para manter o seu foguete no ar.

Nos bastidores, corre que, nas últimas duas semanas, Eliziane Gama conversou diversas vezes com Weverton Rocha, tentando fazê-lo mudar de ideia e arquivar sua pré-candidatura, evitando assim o racha no grupo criado e mantido às duras penas por Flávio Dino nos últimos sete anos. Encontrou no colega senador um pré-candidato obstinado e determinado a seguir em frente, mesmo que praticamente sozinho. A exemplo do que fez anteriormente o deputado Othelino Neto (PCdoB), que tentou demovê-lo diante do rápido esvaziamento do grupo de apoio criado ainda no ano passado, Eliziane Gama usou fortes argumentos, sem, no entanto, dissuadir o colega senador quanto ao projeto de candidatura.

Ontem, ela postou nas suas redes sociais: “Respeito a decisão do colega Weverton em continuar com sua candidatura, mas vou pela unidade, reafirmando nosso apoio ao amigo Flávio Dino para o Senado e, para governador, apoiaremos Carlos Brandão em nome do desenvolvimento do Maranhão implantado pelo governador Flávio Dino. Finalizo deixando, mais uma vez, meu apelo ao colega Weverton Rocha para que fique conosco em nome da unidade e do progresso do Maranhão, nesse grande projeto comandado por nosso líder Flávio Dino”. O senador Weverton Rocha respondeu em seguida: “Respeito a decisão da amiga Eliziane. Mas preciso lembra-la que apoiar um governador que acaba de nomear cinco membros da oligarquia Sarney como secretários contraria o que sempre defendemos e somos. Por aqui, luta que segue. Te espero de braços abertos no segundo turno, Eliziane”.

Ainda que informalmente, Eliziane Gama reforçou a aliança partidária de apoio a Carlos Brandão com o PSDB e com o Cidadania, juntados numa federação, sendo o primeiro controlado por Inácio Melo, marido e operador político, e o segundo presidido pelo irmão, Eliel Gama, apoiador de Carlos Brandão desde o primeiro momento. A família Gama rachou, tendo Eliel Gama impedido que a senadora levasse o Cidadania para a órbita do projeto de candidatura do chefe pedetista. A reviravolta de Eliziane Gama reconcilia também a banda política da família.

Com o engajamento da senadora Eliziane Gama, o governador Carlos Brandão consolida de vez o seu projeto de reeleição e o ex-governador Flávio Dino vê mais próxima a reunificação total da grande aliança que esculpiu em 2014.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Resposta de Weverton a Eliziane indica que ele quer confrontar Brandão

Se por um lado foi bem-sucedida no que diz respeito a elas própria, a mudança da senadora Eliziane Gama não funcionou em relação ao senador Weverton Rocha. Na sua resposta ao seu apelo, ao mesmo tempo em que até tentou ser gentil para com ela o senador pedetista respondeu de maneira áspera em relação ao governador Carlos Brandão, deixando no ar a impressão de que quer o confronto. Essa disposição ficou clara quando, em tom de censura, lembrou a Eliziane Gama que o governador nomeou para sua equipe “cinco membros da oligarquia Sarney, contraria tudo o que defendemos e somos”. Com a resposta, dá a entender que não está nem aí para o ideal de grupo e que não leva em conta os esforços políticos do ex-governador Flávio Dino. Com essa reação, o senador Weverton Rocha reforça a ideia de que sua pré-candidatura é, de fato, um projeto impessoal, que não leva em conta a noção de grupo.  E se estiver apostando num embate direto com o governador Carlos Brandão, deve ser aconselhado a recolher as armas, uma vez que o pré-candidato do PSB já sinalizou que não se deixará dominar por provocações. Ao contrário, parece disposto a seguir acenando para que o senador traga o foguete de volta ao solo em segurança e embarque na locomotiva.

 

Maranhãozinho quer repetir campeonato de votos com Detinha

Josimar de Maranhãozinho e Detinha querem ser de novo campeões de voto 

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está determinado a fazer com que sua esposa, a deputada estadual Detinha (PL) saia das urnas de outubro como a campeã de votos para a Câmara Federal e dele próprio de novo campeão de votos para a Assembleia Legislativa, caso reveja sua pré-candidatura do Governo do Estado. O presidente estadual do PL sabe o que diz quando fala em grandes votações em eleições proporcionais. Em 2014, saiu das urnas como campeão de votos para a Assembleia Legislativa, com pouco mais de 90 mil votos. Em 2018, foi o mais votado para a Câmara Federal e, como se isso não bastasse, sua esposa, Detinha, foi a mais votada para a Assembleia Legislativa. Se não mantiver sua pré-candidatura a governador, irá para as urnas com esses dois desafios.

São Luís, 08 de Abril de 2022.

 

 

 

 

 

 

Choque de interesses impede a união dos bolsonaristas por uma só candidatura aos Leões

 

Roberto Rocha enfrenta dificuldades para reunir Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho em uma frente bolsonarista no Maranhão

O senador Roberto Rocha PTB estaria se posicionando para liderar um movimento para agregar o que chamou de “oposição”, que na verdade se resume a ele e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, pré-candidato a governador pelo PSC. Hoje chefe do PTB no Maranhão, o senador tenta, na verdade, organizar e liderar um movimento para dar suporte à candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão, tarefa que o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe do PL no estado, já está chamando para si, e pelo que tudo indica, sem abrir mão de ser ele o líder da ação político-partidária. O problema é que os três têm interesses e objetivos bem diferentes, sendo muito difícil encontrar pontos de identificação entre eles. Roberto Rocha, Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho quase nada têm em comum, a não ser o fato de que são bolsonaristas, só que em diferentes graus.

Com apenas nove meses de mandato, o senador Roberto Rocha as incertezas dos fins de festa e as agruras impostas pelo desafio de tentar renova-lo, principalmente quando tem um oponente do quilate do ex-governador Flávio Dino (PSB). O mesmo drama se impõe quando ele avalia a possibilidade de disputar o Governo do Estado e depara com um cenário em que têm quatro oponentes para serem vencidos: o governador Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT), que lideram a corrida com boa vantagem sobre ele, e o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e Lahesio Bonfim, que estão colados nele e dispostos a ultrapassa-lo para brigar pela ponta.

Não há a menor possibilidade de o senador Roberto Rocha construir um canal de diálogo com Carlos Brandão ou Weverton Rocha. Seu caminho – muito pedregoso, diga-se – só leva a Lahesio Bonfim e a Josimar de Maranhãozinho, que atuam no campo bolsonarista. Pré-candidatos a governador, os dois dizem que até aceitam dialogar com o senador agora petebista, desde que ele sente à mesa como pré-candidato a senador e não a governador. E mesmo assim, nenhum dos dois está disposto a abrir mão do espaço que conquistaram até aqui para fortalecer a posição do senador do agora presidente estadual do PTB.

Lahesio Bonfim é candidato irreversível, investiu muito nesse projeto, tem obtido bons resultados nas pesquisas, não mostra interesse nem disposição para refazer sua caminhada. E já deixou claro que “aceita” o apoio de Roberto Rocha, desde que a seu modo, sem abrir mão do espaço que ocupou até aqui pelo seu próprio esforço. Do mesmo modo, Josimar de Maranhãozinho já declarou inúmeras vezes que não colocará o seu partido e o seu grupo à serviço do senador petebista se o projeto dele for candidatura ao Governo do Estado. Além do mais o pré-candidato do PSC e o pré-candidato do PL são bolsonaristas assumidos, mas são politicamente independentes e não estão dispostos a correr riscos para catapultar o projeto do senador petebista nem brigar pela reeleição do presidente da República se essa briga vier a comprometer seus cacifes.

O fato é que, mesmo levando em conta a ampla margem de imprevisibilidade da política, se depender de Lahesio Bonfim e de Josimar de Maranhãozinho, a união da oposição bolsonarista no Maranhão sob a liderança do senador Roberto Rocha dificilmente sairá do campo das ideias. Provavelmente porque o senador perdeu o timing na busca de um partido e de um bom acordo, mas acabou no PTB, agremiação que representa hoje o que há de mais controverso na seara partidária brasileira, verdade que se impõe a partir do comportamento seu presidente nacional.

O senador Roberto Rocha terá de trabalhar muito para montar uma chapa competitiva, seja ele candidato a governador ou a senador. Sem chance, porém, de costurar a unidade da oposição bolsonarista em torno de um candidato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão nomeia uma equipe técnica, mas com fortes flancos políticos

Carlos Brandão (centro) posa com a equipe que vai comandar a partir de hoje

O governador Carlos Brandão (PSB) empossou ontem sua equipe de Governo, formando um time dentro da sua ótica de gestor, com o predomínio de perfis técnicos, mas também reforçado o grupo de secretários com forte atuação política. Nessa seara, ele colocou na Casa Civil o experiente ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, cuja raiz partidária é o PSDB. Recriou a Secretaria de Articulação Política, separando-a da Comunicação Social e entregando-a ao ex-prefeito de Matões e ex-deputado estadual Rubens Pereira, ele também um articulador político tarimbado. E manteve a área de Comunicação Social com o jornalista Ricardo Capelli, que é membro da cúpula do PSB e tem também forte atuação política. O ex-prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva, que é um dos ativos colaboradores políticos do novo governador e vinha comandando a Secretaria de Programas Especiais, foi deslocado para a estratégica Secretaria de Planejamento, tendo o ex-governador José Reinaldo Tavares, que ocupava numa diretoria da empresa portuária, assumido a pasta dos Programas Especiais.

“Nossa escolha teve alguns critérios. Alguns secretários saíram pois são pré-candidatos e houve vacância dos cargos. Nós, naturalmente, dialogamos com várias pessoas do nosso campo político. Escolhemos pessoas que eu considero capacitadas e comprometidas para que possamos dar continuidade ao governo. Tivemos vários avanços nos últimos sete anos e queremos mais, focando sempre a qualidade de vida do povo”, declarou o governador. Para ele, as mudanças “oxigenam a gestão” na perspectiva de apresentar excelentes resultados”.

O novo chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira observou que a equipe está entusiasmada. “Estamos todos honrados em participar do governo Brandão, trabalhar pelo e para povo maranhense, e para continuar esse trabalho de transformação iniciado há sete anos pelo governador Flávio Dino. Daremos continuidade e faremos muito mais”, afirmou.

Os secretários:

Sebastião Madeira (Casa Civil), José Reinaldo Tavares (Programas Especiais), Amanda Cristina de Aquino Costa (Direitos Humanos e Participação Popular), Aparício Bandeira Filho (Infraestrutura), Cassiano Pereira Júnior (Indústria, Comércio e Energia), Célia Maria Brandão Salazar Soares (Secretaria da Mulher), Cynthia Mota (Secretária Extraordinária de Articulação de Políticas Públicas), Daniel Itapary Brandão (Secretário Chefe da Assessoria Especial do Governador),Diego Galdino (Secretaria de Governo), Diego Rolim (Agricultura Familiar), Coronel Humberto Soares (Chefe do Gabinete Militar), José Antônio Barros Heluy (Agricultura, Pecuária e Pesca), Joslene Rodrigues (Cidades e Desenvolvimento Urbano), Leônidas Araújo   Agência Executiva Metropolitana). Leuzinete Pereira da Silva (Educação), Lília Raquel Silva Souza (Trabalho e Economia Solidária), Luís Fernando Silva (Planejamento e Orçamento), Luzia de Jesus Waquim: (Chefia do Gabinete do Governador), Naldir Lopes (Esporte e Lazer), Paulo Ribeiro (Desenvolvimento Social). Paulo Henrique (Turismo),
Paulo Sérgio Rodrigues (Secretaria Extraordinária da Região Tocantina), Paulo Victor (Cultura), Pedro Chagas (Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores), Raul Mochel (Transparência e Controle), Raysa Maciel (Meio Ambiente e Recursos Naturais). Rubens Pereira (Articulação Política), Silvia Ferreira (Relações Institucionais), Coronel Silvio Mesquita (Segurança Pública) e Tiago Fernandes (Saúde).

Órgãos vinculados:

Anderson Pires Ferreira (Instituto de Colonização e Terras do Maranhão), Coronel Aritanâ do Rosário (Subcomando Geral da Policia Militar), Cauê Ávila Aragão (Agência Estadual de Defesa Agropecuária), Coronel Emerson Bezerra da Silva (Comando Geral da Polícia Militar), Hewerton Pereira (Departamento Estadual de Trânsito), Marcello Barros (Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares), Marco Aurélio Freitas (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão), Wallquiria de Jesus Lopes: (Cerimonial).

 

Weverton mantém agenda intensa no interior

Weverton Rocha com Sâmia Bernardes

A forte perda de poder não inibiu o senador Weverton Rocha (PDT). Como se nada tivesse acontecendo, ele manteve a programação de pré-campanha e tem dividido o seu tempo entre Brasília e o interior do Maranhão, onde visita entidade, conversa com líderes políticos locais e incursiona em mercados e áreas comerciais. Um exemplo: ontem, ele postou um vídeo em que devora uma “panelada” no mercado de Itapecuru-Mirim, ao lado da esposa, Sâmia Bernardes. O contraponto dessa maratona é que o número de acompanhantes – deputados em busca de reeleição, aspirante a deputado e entusiastas da sua pré-candidatura – vem diminuindo progressivamente. Entre os apoiadores fieis está o ex-secretário de Segurança Pública, delegado Jerfferson Portela, que deixou o cargo, migrou do PCdoB para o PDT e se lançou pré-candidato a deputado federal.

São Luís, 07 de Abril de 2022.

Resolvidos no campo partidário, candidatos aos Leões entram na fase de ajustes e montagem de chapas

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio V=Bonfim, Josimar de Maranhãozinho, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues, Hertz Dias e Roberto Rocha: fase de ajustes, que vai durar até às convenções marcadas para o mês de agosto

 

Passada a correria e o alvoroço da “janela”, quando puderam resolver suas pendências partidárias, os pré-candidatos ao Palácio dos Leões entram agora no que pode ser entendido como uma fase de ajustes e consolidação dos seus projetos chegaram firmes às convenções, confirmados por elas, partir para a corrida de 45 dias para chegarem às urnas. De um modo geral, o quadro de pré-candidatos está praticamente fechado, salvo pela indefinição do senador Roberto Rocha (PTB), que ainda não bateu martelo sobre se disputará o Governo do Estado ou a vaga no Senado. No mais, as pendências estão relacionadas com situações típicas do período pré-convenção: escolha de candidato a vice e de candidato ao Senado e seus suplentes. Além disso, os aspirantes ao Governo atuam paralelamente na seara política propriamente dita, em busca de suporte político que produza resultado eleitoral. Estão no páreo efetivamente nove pré-candidatos: o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o suplente de deputado federal Simplício Araújo (SD), o professor Enilton Rodrigues (PSOL), o professor Hertz Dias (PSTU), e o ainda indefinido senador Roberto Rocha (PTB).

Na condição diferenciada de governador candidato à reeleição pelo PSB, Carlos Brandão entra no longo período pré-convenções com a sua situação inteiramente resolvida e sua chapa organizada. Já tem como companheiro de chapa o advogado Felipe Camarão, indicado pelo PT, e como candidato a senador o ex-governador Flávio Dino (PSB), que já escolheu seu suplente: Ana Paula Lobato (PCdoB), vice-prefeita de Pinheiro. Em tempo: o PSB maranhense é presidido pelo deputado federal Bira do Pindaré.

Candidato a governador pelo PDT, partido por ele próprio presidido no Maranhão, o senador Weverton Rocha só tem até agora o próprio nome na chapa que vai liderar. Ele ainda não falou sobre como e quando pretende escolher o seu vice, que pode sair deum dos partidos aliados do PDT, mais provavelmente o Republicanos, o podendo ainda procurar um companheiro de chapa na área sindical, onde tem bom trânsito. Inicialmente, Weverton Rocha anunciara que seu grupo não lançaria candidato ao Senado, mas em diversas entrevistas recentes, disse que o PDT pode rever essa posição e decidir lançar candidato a senador.

Candidato do PSD ao Palácio dos Leões, partido controlado no estado pelo deputado federal Edilázio Jr., o ex-prefeito ludovicense Edivaldo Holanda Jr. ainda não escolheu seu candidato a vice e ainda não sinalizou a respeito de quando isso vai acontecer. Pelo que foi dito por ele próprio tão logo defini sua candidatura com a cúpula do partido, sua chapa não terá candidato ao Senado. A decisão foi uma maneira de agradecer ao ex-governador Flávio Dino pelo apoio na sua gestão como prefeito e na sua eleição (2012) e reeleição (2016).

Depois de ter peregrinado pelo agora extinto PSL, de ter levado uma rasteira no PTB, de alimentar sua candidatura por algumas semanas no nanico Agir36, e de quase ingressar de novo no PTB, Lahesio Bonfim, agora ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, consolidou sua pré-candidatura pelo PSC, comandado no Maranhão pelo deputado federal Aloísio Mendes. Lahesio Bonfim e o chefe do seu partido ainda não decidiram sobre candidaturas a vice e a senador. Uma fonte ligada ao pré-candidato a governador disse que a chapa será completa.

Pré-candidato do PL, partido que preside com mão de ferro, o deputado Josimar de Maranhãozinho ainda não falou sobre escolha do seu companheiro de chapa nem se o seu partido lançará candidato a senador. Chama a atenção o fato de ele reduziu declarações sobre ele próprio ser candidato a governador, gerando a suspeita de que ele não levará esse projeto até o fim, podendo sair do páreo para apoiar um dos candidatos consolidados e entrar na disputa para depurado federal ou deputado estadual, estando mais inclinado a retornar à Assembleia Legislativa e mandar sua esposa, a deputada estadual Detinha, para a Câmara Federal.

Mesmo ocupando todos os espaços possíveis numa pré-campanha ativa, Simplício Araújo ainda não sinalizou se o Solidariedade, que ele preside no Maranhão, já definiu seu companheiro de chapa. Quanto ao Senado, é improvável que o SD lance um nome para disputar com Flávio Dino. O professor Enilton Rodrigues, que preside o PSOL, vai liderar uma chapa completa, com candidato a senador. O mesmo vai acontecer com Hertz Dias, o que já é uma tradição do PSTU.

A situação mais complicada pelo grau de indefinição é ado senador Roberto Rocha, que ingressou e assumiu o comando do PTB do estado, na semana passada. Até a noite de terça-feira (5), ele mantinha o suspense sobre se disputará o Governo do Estado, como ensaiou várias vezes, ou o Senado, para enfrentar o ex-governador Flávio Dino, que foi decisivo na sua eleição para o Senado em 2014.

Políticos tarimbados preveem que pelo menos três desses pré-candidatos sairão do circuito e arquivarão os seus projetos de candidatura.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Base parlamentar de Weverton encolheu drasticamente

Weverton Rocha: perda elevada de apoio político-parlamentar

Uma pergunta que se faz em todas as rodas de conversa: depois de perder o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e dos deputados Wendell Lajes, que se filiou ao PV e declarou apoio a Carlos Brandão, e Ricardo Rios, que deixou o PDT e se filiou ao PSB, com quem, de fato, o senador Weverton Rocha conta?

Na Assembleia Legislativa restaram quatro dos 42 deputados:  Ciro Neto (PDT), Thaíza Hortegal (PDT), Márcio Honaiser (PDT) e Neto Evangelista (União Brasil).

Na Câmara Federal, ele conta com Juscelino Filho (União Brasil), Cléber Verde (Republicanos) e Gil Cutrim (Republicanos).

No campo parlamentar, o pré-candidato do PDT conta ainda com o apoio da senadora Eliziane Gama (Cidadania), vínculo que se mantém por afinidade política e por conta do projeto de candidatura a deputado estadual de Inácio Melo, seu marido e operador político, que assumiu o controle do PSDB no Maranhão.

O grupo que ele exibia como seu conselho de campanha não existe mais.

 

Brandão dá posse hoje à nova equipe de Governo

Carlos Brandão

Com a nomeação, nesta quarta-feira, às 16h, no Palácio Henrique de la Rocque, onde trabalhou até no dia 31 de março como vice-governador, o governador Carlos (PSB) dará posse aos secretários que assumirão nas pastas cujos titulares saíram com o governador Flávio Dino (PSB). O destaque da equipe é o vereador Paulo Victor (PCdoB), que se licenciou do mandato depois de ter sido eleito presidente da Câmara Municipal de São Luís, para assumir o comando da Secretaria de Estado da Cultura. Ele pretende permanecer no cargo até dezembro, uma vez que o seu mandato de presidente do Legislativo da Capital só será iniciado em janeiro de 2023. Nesse período, assumirá sua vaga o vereador Marcelo Poeta (PCdoB).

São Luís, 06 de Abril de 2022.

Eleição de Paulo Victor presidente da Câmara foi a tacada final do desmonte do PDT em São Luís

 

Paulo Victor: eleição de presidente sem oponente foi tacada final no desmonte do PDT em São Luís

A eleição retumbante e sem concorrente do vereador Paulo Victor (PCdoB) para a presidência da Câmara Municipal de São Luís foi o arremate do desmonte do PDT na Capital, com reflexos no estado como um todo. O partido que deu as cartas na maior e mais importante cidade e colégio eleitoral do estado, tendo o controle do Executivo e do Legislativo por mais de duas décadas, perdeu praticamente todo o seu espaço, vai quase desaparecer do cenário ludovicense com a posse do novo presidente em janeiro de 2023. Hoje na presidência da Casa por meio do vereador Osmar Filho, um político sem liderança e sem traquejo para a articulação, o PDT se esforça para ser o suporte do prefeito Eduardo Braide (sem partido), mesmo sabendo que ele tem outras opções para se garantir. E mais do que isso, o PCdoB e seus aliados dificilmente aceitarão ter o PDT como interlocutor, o que passa a ser um problema para o atual líder do Governo, vereador Raimundo Penha (PDT).

Depois de ter chegado ao poder com a maiúscula eleição de Jackson Lago prefeito em 1988, derrotando Carlos Guterres (MDB), o poderoso candidato do então governador Epitácio Cafeteira (MDB), o PDT de São Luís fez a prefeita Conceição Andrade (PSB) em 1992, elegeu de novo (1996) e reelegeu (2000) Jackson Lago, e de ter eleito Tadeu Palácio em 2002, e ainda garantido a reeleição de Edivaldo Holanda Jr. em 2016, o partido mergulhou num processo de encolhimento. Esse processo fez dele hoje uma agremiação sem rumo no seu berço, onde está o que sobrou do seu maior símbolo, sua militância. Tudo causado por um projeto de poder pessoal seu presidente, o jovem e arrojado senador Weverton Rocha, agora pré-candidato ao Governo do Estado.

Em crise do PDT começou depois da morte de Jackson Lago, quando houve uma guerra pelo comando partidário da qual Weverton Rocha, um jovem político ambicioso e arrojado apoiado pelo presidente nacional, Carlos Lupi, saiu vitorioso, e desde então vem moldando o partido à sua maneira tendo como foco central o seu projeto de poder. Nada de errado, não fosse o fato de que ele não combinou as demais lideranças do partido nem com familiares de Jackson Lago, todos militantes. No confronto interno, Weverton Rocha levou a melhor banindo figuras importantes do partido, tendo conseguido tempos depois impor sua liderança, apoiado pelo comando nacional e pelos militantes mais jovens. Jogou duro e levou a melhor, mesmo deixando profundas sequelas.

Seu projeto de poder começou bem, com a sua eleição para o Senado em 2018, que seria apenas o trampolim para o Palácio dos Leões. Até então bem-sucedido, começou a jogar errado quando, em vez de preparar um candidato pedetista para disputar a sucessão do prefeito Edivaldo Jr., optou por fazer um acordo mirabolante com a cúpula nacional do DEM, pelo qual lançou prefeito o deputado Neto Evangelista (DEM), para enfrentar o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos). Em troca, o DEM apoiaria sua candidatura ao Governo do Estado. Neto Evangelista não vingou, e no segundo turno da disputa em São Luís, em vez de apoiar o candidato governista, preferiu apoiar Eduardo Braide, com dois objetivos: evitar a todo custo a eleição de Duarte Jr. e obter de Eduardo Braide a promessa de apoio à sua candidatura ao Governo. Resultado: Eduardo Braide venceu a eleição, Duarte Jr. foi o segundo, mas saiu das urnas muito mais forte, enquanto o PDT saiu do pleito bem menor, sem a prefeitura e com apenas quatro vereadores. Dos 45 prefeitos que elegeu pelo partido, pelo menos 10 já se afastaram da sua pré-campanha.

Em janeiro de 2021, Weverton Rocha conseguiu eleger o vereador Osmar Filho presidente da Câmara, sinalizando que jogaria o peso do seu prestígio senatorial e sua relação com o prefeito Eduardo Braide garantiriam ao PDT continuar no comando da Casa. Sem liderança, Osmar Filho, com o apoio do senador e do Palácio de la Ravardière, tentou montar uma base de apoio em torno da candidatura do respeitável vereador Gutemberg Araújo (PSC), mas o projeto foi arquivado pelo surpreendente poder de articulação do vereador Paulo Victor, que apoiado pelo Palácio dos Leões se elegeu ontem, sem oponente.

A pergunta que se faz no meio político é o que será do braço maranhense do PDT se o senador Weverton Rocha, que já não lidera a corrida às urnas, não ganhar as chaves do Palácio dos Leões em outubro. As previsões são no mínimo sombrias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com Madeira para a Casa Civil, Brandão apostou na experiência política e prestigiou Imperatriz

Sebastião Madeira: experiência e prestígio para Imperatriz

O governador Carlos Brandão (PSB) montou uma equipe técnica e alinhada à visão do ex-governador Flávio Dino. Fez, porém, ajustes reveladores de que o seu Governo terá um forte viés político. E nessa seara, a escolha do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, para a Casa Civil, foi um tiro certeiro. O primeiro: médico por formação Sebastião Madeira é um político tarimbado, de larga experiência. Um dos fundadores do PSDB, teve atuação destacada como deputado federal durante o Governo FHC, chegando à presidência do Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos políticos do partido. Foi duas vezes prefeito de Imperatriz, deixando ali um legado respeitável. O segundo: nomear um ex-prefeito de Imperatriz para o mais importante e influente cargo da Governadoria é uma maneira inteligente e produtiva de prestigiar a maior e mais importante cidade do Maranhão depois de São Luís. O terceiro: mesmo que esteja afastado das atividades partidárias e que o PSDB tenha sido entregue a Inácio Melo, marido e operador político da senadora Eliziane Gama (Cidadania), Sebastião Madeira poderá atrair muitos tucanos para a base de apoio do governador Carlos Brandão.

 

JP e Mical aliviados por deixarem o PTB e ingressarem no PSD

Josivaldo JP e Mical Damasceno: aliviados por deixarem o PTB

O deputado federal Josivaldo JP e a sua colega estadual Mical Damasceno não conseguem controlar a expressão de alívio por haverem deixado o PTB e ingressado no PSD. Ele, que era presidente, e ela, sua antecessora no posto, romperam com Roberto Jefferson depois que ele decidiu entregar o partido ao senador Roberto Rocha. A felicidade dos dois foi completada com o seu desembarque no PSD, um partido de centro-direita e cuja representação no Maranhão é bem ajustada sob o comando do deputado federal Edilázio Jr., que tem como braço-direito o experiente deputado César Pires, os dois focados na candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. a governador. E levaram de quebra o deputado Pastor Cavalcante, que deixou o PROS, que ganhou destino incerto no Maranhão depois que foi entregue ao suplente de deputado Marcos Caldas.

São Luís, 05 de Abril de 2022.

Agora governador, com base partidária e chapa montada, Brandão pode ditar ritmo da corrida às urnas

 

Carlos Brandão recebe a faixa de Flávio Dino no Palácio dos Leões, depois de ter sido declarado governador por Othelino Neto, na Assembleia Legislativa, no sábado

Ao apor sua assinatura no livro de posse da Assembleia Legislativa e ser declarado novo chefe do Poder Executivo pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), a partir da carta-renúncia do governador Flávio Dino (PSB), Carlos Brandão (PSB) deu também, na tarde de ontem, o primeiro passo, agora como governador e candidato à reeleição, à nova e decisiva fase da pré-campanha eleitoral, que vai durar até as convenções partidárias de agosto, quando será deflagrada a campanha eleitoral propriamente dita para as eleições de outubro. O ato de posse foi simples, seguiu o ritual e as formalidades regimentais, e teve como resultado político a declaração do novo governador de que governará respeitando a autonomia dos Poderes e a harmonia entre eles, promessa feita também pelo presidente do parlamento, com a discreta concordância do presidente do Poder Judiciário, desembargador Lourival Serejo, presente no ato. Logo em seguida, a transmissão do cargo e a entrega da faixa pelo antecessor Flávio Dino (PSB), no Palácio dos Leões, consumaram o processo de transição.  No campo político, Carlos Brandão ascendeu ao comando do Governo embalado pelo apoio de cerca de 30 dos 42 deputados estaduais, e por duas pesquisas (Escutec e DataM), nas quais aparece tecnicamente empatado com seu principal adversário, o senador Weverton Rocha (PDT), e uma boa folga em relação aos demais pré-candidatos.

Carlos Brandão inicia seu novo momento como o único pré-candidato ao Palácio dos Leões que está com a situação partidária e política resolvida, sem qualquer pendência. Ele está filiado a um partido sólido e muito bem situado na política maranhense, tendo na sua chapa como pré-candidato a vice Felipe Camarão, um dos mais atuantes homens públicos da nova geração, e como pré-candidato ao Senado o ex-governador Flávio Dino (PSB), de longe o político maranhense mais destacado da atualidade, seu avalista. Além disso, juntamente com seu partido, Carlos Brandão está engajado no movimento cujo objetivo maior é levar Lula da Silva (PT) de volta ao comando da República, agora tendo como candidato a vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB). Conta com mais de uma dezena de partidos, metade dos deputados federais, mais de dois terços da Assembleia Legislativa, a maioria dos prefeitos e grande número de vereadores.

Seus concorrentes estão muito distantes dessa condição. O senador Weverton Rocha (PDT) não tem ainda uma aliança partidária consolidada, não faz ideia de quem escolherá como companheiro de chapa, e vive o drama quase shakespeareano de “lançar ou não lançar” um candidato a senador, além de ter perdido muitos aliados nos últimos dias, sendo o mais destacado deles o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que desistiu de migrar do PCdoB para o PDT e decidiu não mais apoiá-lo. O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) faz uma pré-campanha tímida, também sem sequer cogitar ainda quem será seu candidato a vice, e mantendo a decisão de não lançar candidato a senador. O agora ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Agir36), também não tem ideia de como será sua chapa. O senador Roberto Rocha (PTB) ainda está tentando sair de um pantanoso caso partidário, enquanto Josimar de Maranhãozinho praticamente silenciou a respeito da pré-candidatura a governador. Simplício Araújo (SD) segue solitário, alimentando sua inteligente campanha para a Câmara Federal, ao tempo em que Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) já sabem quem serão seus companheiros de chapa.

Político tarimbado, que conhece as entranhas e as manhas do mundo político maranhense, Carlos Brandão sabe exatamente como se movimentar nesse cenário, separando ao máximo o governador do candidato à reeleição. Sua convivência de 2.645 dias com o governador Flávio Dino, somada aos quase três anos como chefe da Casa Civil do Governo de José Reinaldo Tavares, lhe deu o conhecimento e a tarimba necessários, principalmente em matéria de articulação. A maneira discreta, mas eficiente, com que construiu a base política da sua pré-candidatura, é um demonstrativo da sua capacitação política. Não terá, portanto, maiores dificuldades para administrar e até mesmo aumentar seu cacife político para um bom desempenho nas urnas.

Experimentado também em matéria eleitoral, o agora governador e candidato à reeleição sabe que há muito jogo pela frente, que a campanha será dura e que, na condição em que se encontra, será o grande alvo dos concorrentes. Deve, portanto, estar preparado para o enfrentamento, com a vantagem de que poderá ditar o ritmo da corrida às urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Após romaria em busca de partido, Roberto Rocha desembarca no PTB e causa debandada

Roberto Rocha só encontrou no PTB o espaço partidário para ser o porta-voz do presidente Jair Bolsonaro no MA 

De todos os pré-candidatos ao Palácio dos Leões, a situação mais confusa é a protagonizada pelo senador Roberto Rocha. Durantes meses ele tentou encontrar um pouso partidário que pudesse comandar como a voz do bolsonarismo na campanha eleitoral. Tentou o PL, mas foi brecado por Josimar de Maranhãozinho, que não quer ser coadjuvante. Sondou a possibilidade de reassumir o controle do PSDB no estado, mas foi atropelado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania), que aproveitou a federação PSDB/Cidadania para entregar o ninho dos tucanos maranhenses ao seu marido e operador político Inácio Melo. Tentou uma articulação com Lahesio Bonfim, para sair candidato ao Governo ou ao Senado pelo Agir36, mas o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes não deixou a conversa prosperar. Sem alternativa, o senador Roberto Rocha procurou o único pouso possível, o PTB, partido mergulhado numa ácida crise interna por conta dos desatinos do seu presidente, o irreconhecível Roberto Jerfferson, um político competente de centro que se homiziou nas zonas mais sombrias da extrema direita. Seu embarque no braço maranhense do PTB resultou na implosão do partido, com a debandada do deputado federal Josivaldo JP, que estava na presidência da legenda, e da deputada estadual Mical Damasceno, que fora presidente, mas decidiu abandonar o quase naufragado barco petebista e migrar para o PSD, uma legenda organizada, com candidato a governador e comando firme. A expectativa no meio político é sobre como o senador Roberto Rocha vai juntar os cacos e remontar o PTB para sair candidato a governador ou a senador, tendo a companhia do filho, o ex-vereador por São Luís, Roberto Rocha Filho, pré-candidato a deputado federal.

 

Posse de Brandão: as ausências de Flávio Dino e de Eliziane Gama

Flávio Dino teve ausência justificada; Eliziane Gama: ausência injustificada

Duas ausências foram notadas na sessão especial da Assembleia Legislativa que empossou Carlos Brandão no Governo do Estado, na tarde de sábado. Uma foi a do ex-governador Flávio Dino, outra foi a da senadora Eliziane Gama.

Alguns desavisados registraram a ausência de Flávio Dino como um fato incomum, quando deve ser vista por uma ótica rigorosamente inversa. Flávio Dino ficou no Palácio dos Leões aguardando a chegada do seu sucessor para lhe transmitir o cargo, como manda a regra. Não é praxe o governador que sai participar da posse do seu sucessor. Afinal, a festa é de quem chega e não de quem sai. A presença pode causar constrangimento para ambos, daí não ser uma situação normal. Flávio Dino agiu dentro do figurino civilizado: designou o secretário das Cidades, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) como seu representante, que entregou a carta-renúncia ao presidente Othelino Neto. Cumpriu fielmente a regra e respeitou a tradição.

A ausência da senadora Eliziane Gama foi surpreendente e não há como não ser visto como um gesto de descortesia política. Alguns argumentaram que ela está apoiando o senador Weverton Rocha, portanto do lado oposto ao de Carlos Brandão na corrida eleitoral. O argumento não se sustenta. Primeiro porque ela, além de ser uma representante do Maranhão na Câmara Alta, não disputa mandato nas eleições deste ano, o que a obriga a agir somente como senadora. É fácil explicar o não comparecimento dos senadores Weverton Rocha e Roberto Rocha pelo simples fato de que eles são pré-candidatos. A senadora Eliziane Gama não tem esse argumento, daí ser impossível não interpretar sua ausência como um censurável gesto de descortesia política.

São Luís, 03 de Abril de 2022.

Brandão assume hoje com ampla noção de governo e sólida base para brigar pela reeleição

 

Flávio Dino e o sucessor Carlos Brandão, que assume hoje e abre nova fase numa relação política de respeito e lealdade, rara nos dias de hoje, que vem dando certo

O vice-governador Carlos Brandão (PSB) será empossado hoje, pela Assembleia Legislativa, como Governador do Estado do Maranhão, para fechar o mandato iniciado em 1º de janeiro de 2019 e cumprido até 31 de março de 2022 pelo governador Flávio Dino (PSB). Ao assumir o cargo, Carlos Brandão ganha o direito de concorrer à reeleição, para um mandato, no pleito de outubro deste ano. Nos próximos nove meses, o substituto eventual legal do governador do Maranhão será o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que está no exercício do cargo desde a noite de quinta-feira, e nele permanecerá até às 16 horas de hoje, quando o parlamento estadual consumar a transição entregando as chaves do Palácio dos Leões ao médico veterinário Carlos Brandão. Ele chega ao comando do Estado do Maranhão aos 63 anos, tendo no currículo a experiência de vários anos como secretário de Meio Ambiente e secretário-chefe da Casa Civil, dois mandatos consecutivos de deputado federal e dois mandatos, também consecutivos de vice-governador do Maranhão, com atuação eficiente e leal, tendo ainda na grade curricular o vistoso item “ficha limpa”. No plano político, Carlos Brandão vai liderar a grande aliança partidária articulada pelo então governador Flávio Dino, de quem recebeu total apoio para montar e consolidar o projeto de sucedê-lo.

Na condição de governador titular, Carlos Brandão inicia a segunda etapa da sua caminhada para as urnas comandando uma ampla e plural estrutura político-partidária, o que lhe assegura a condição de favorito na disputa em que terá como adversários o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Agir36), o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o senador Roberto Rocha (PTB), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), o professor Hertz Dias (PSTU) e o servidor público Enilton Rodrigues (PSOL). A chapa que encabeçará terá o advogado Felipe Camarão (PT) como vice e o ex-governador Flávio Dino como candidato ao Senado.

Carlos Brandão construiu as condições para suceder Flávio Dino no comando do Poder Executivo, no qual terá o desafio de manter as linhas gerais de um Governo inovador pelo ousado viés social. Construiu assim as condições para ser ungido candidato do grupo liderado por Flávio Dino, de modo que sua indicação, só não aceita pelos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama (Cidadania) – que se juntaram num projeto a favor do chefe pedetista. É o desfecho natural de uma construção cujos componentes foram a extrema lealdade política, a participação ativa no Governo ao longo de sete anos, e a discreta, mas eficiente, montagem da sua base política nesse período. Essa costura o fez mudar de partido várias vezes – menos por vontade própria, mais pelos movimentos partidários nacionais -, até conseguir desembarcar no porto seguro do PSB, acompanhando o governador Flávio Dino, consolidando o projeto de candidatura no melhor dos cenários.

O neossocialista Carlos Brandão vai para as urnas com o apoio do PT, que emplacou o vice Felipe Camarão, e, por via de desdobramento, com o aval do ex-presidente Lula da Silva, que o terá como seu candidato no Maranhão, um ganho político de grande potencial eleitoral. Sua base política reúne, por enquanto, nove dos 18 deputados federais, mais de 30 dos 42 deputados estaduais, pelo menos 120 dos 217 prefeitos declarados e um exército de vereadores em todas as regiões do estado. Além disso, Carlos Brandão construiu muitos canais de comunicação e relacionamento com a sociedade civil organizada, como entidades empresariais e sindicais, organizações de profissionais liberais, segmentos da área cultural, credenciando-se para uma relação baseada no diálogo. Essa linha de ação política alcança também os diversos segmentos do serviço público e suas organizações representativas.

Ainda jovem e entusiasmado, Carlos Brandão reúne todas as condições e credenciais para ser um sucessor à altura do seu avalista Flávio Dino. Chega ao comando do Poder Executivo com plena consciência do que vai encontrar e, ao que tudo indica, decidido a dar continuidade ao programa de governo do seu antecessor, cuja implantação acompanhou de perto e sabe exatamente o que fazer para mantê-lo.

Em resumo: Carlos Brandão chega ao Palácio dos Leões para assumir um Governo inovador e sem manchas éticas, e que pretende manter e ajustar de acordo com sua visão.  E também liderando uma base político-partidária ampla e sólida, com a qual pretende chegar às urnas e, se possível, renovar o mandato.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Indicação de Camarão foi tiro certeiro de Flávio Dino

Felipe Camarão será o companheiro de chapa de Carlos Brandão na disputa

Nenhuma surpresa na escolha do advogado Felipe Camarão (PT) para candidato a vice na chapa de Carlos Brandão. Para começar, trata-se de um quadro de proa do Governo Flávio Dino, que se credenciou para a vaga como gestor público e por ter se tornado um petista maiúsculo dentro e fora do partido. Todas as avaliações indicam que ele soma política e eleitoralmente e conta com o aval do comando nacional e da direção estadual e de amplo apoio na base partidária.

A escalação de Felipe Camarão para vice de Carlos Brandão é o desfecho de uma das articulações mais bem elaboradas de Flávio Dino em tempos recentes. Enxergando muito à frente, o então governador tirou o seu competente e prestigiado secretário de Educação do antigo DEM, o fez ficar algum tempo sem partido e, no momento certo levou para o PT. Já neopetista, Felipe Camarão se lançou pré-candidato a governador, ganhou  respeito dentro do partido e se credenciou para ser candidato a deputado federal, sendo apontado no meio político como um dos prováveis a serem eleitos.

Na montagem da equação para a disputa eleitoral na aliança liderada por Flávio Dino, o PT repetiu a experiência de 2010, quando indicou o sindicalista Washington Oliveira para vice de Roseana Sarney (MDB). Tinha a prerrogativa de indicar o primeiro suplente na chapa de Flávio Dino ao Senado. O cálculo era: se eleito senador e se Lula da Silva voltar ao Palácio do Planalto, Flávio Dino certamente será ministro, abrindo vaga ao suplente. O PT na vaga de vice, porque, se Carlos Brandão for reeleito agora, certamente renunciará ao mandato para disputar o Senado ou a Câmara Federal em 2026, dando a Felipe Camarão a oportunidade de fechar mandato de governador e se candidatar à reeleição.

A indicação de Felipe Camarão para vice pode garantir a presença de aliados firmes de Flávio Dino à frente do Governo até 2030, caso Carlos Brandão seja reeleito agora e Felipe Camarão em 2026.

Comete erro grosseiro quem duvida da habilidade política de Flávio Dino.

 

Othelino joga aberto, decide apoiar Brandão e garante suplência de senador à Ana Paula Lobato

Ana Paula Lobato – exibindo seu diploma de vice-prefeita eleita de Pinheiro, será candidata a suplente na chapa de Flávio Dino ao Senado

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) deu o mais certeiro dos tiros políticos dessa fase de montagem para as eleições de outubro. Ele pisou no freio na sua condição de aliado e avalista da pré-candidatura do senador Weverton Rocha, desistiu de migrar do PCdoB para o PDT, reafirmou sua aliança com o ex-governador Flávio Dino e declarou apoio à pré-candidatura de Carlos Brandão ao Palácio dos Leões. E como é praxe na seara política, a contrapartida veio, e generosa: sua esposa, Ana Paula Lobato (PDT), atual vice-prefeita de Pinheiro, foi escolhida para ser 1º suplente na chapa do ex-governador Flávio Dino ao Senado. Ana Paula Lobato vai migrar para o PSB.

Othelino Neto surfou nas ondas traiçoeiras do arrojado, mas inconsistente, projeto de poder liderado pelo senador Weverton Rocha. Pela força política que reuniu como chefe de poder, tornou-se uma espécie de avalista da pré-candidatura do senador pedetista. Mas, ao contrário do chefe do PDT, e por forças da condição de presidente do poder Legislativo, ele manteve inalterada sua relação com o governador Flávio Dino, com quem continuou dialogando. O desfecho de ontem foi o resultado de um longo roteiro de conversas e avaliação. No qual chegou à conclusão de que caminhava para uma aventura de alto risco. Assim, entre a expectativa de direito da vice-prefeita de Pinheiro e a possibilidade de ela se tornar suplente de senador e assumir o mandato com a convocação do eventual titular Flávio Dino num eventual Governo Lula fez o presidente da Assembleia decidir pela mudança de rota.

O dado que chama a atenção nessa articulação foi que tudo se deu abertamente, num jogo político só jogado por raposas experimentadas.

São Luís, 02 de Abril de 2022.

Flávio Dino encerra hoje ciclo que colocou o Maranhão em posição política e administrativa diferenciada

 

Flávio Dino e Carlos Brandão e seus familiares se abraçam em missa de agradecimento pelos resultados do Governo                

Flávio Dino (PSB) renuncia hoje ao mandato de governador do Maranhão, aos 53 anos, cumprindo exigência da legislação eleitoral para ter direito a se candidatar a senador nas eleições deste ano. A renúncia fecha um ciclo de sete anos e três meses em que o Maranhão viveu uma realidade diferenciada, tornada concreta pela orientação politicamente correta e o sentido inédito e inovador que o governador deu ao Governo do Estado. Nesses 2.614 dias, o que se viu foi uma mudança radical na postura do Governo estadual, que, contrariando orientações passadas, transformou, por exemplo, educação e saúde em prioridades absolutas, nelas investindo recursos muito acima do que foram previstos nos orçamentos anuais que administrou, atuando assim nas mais diversas áreas de responsabilidade estatal. Politicamente, Flávio Dino resistiu ao populismo barato, ao golpismo bolsonarista, transformando-se numa das vozes mais firmes e acreditadas do país em defesa das liberdades civis e do estado democrático de direito.

Flávio Dino priorizou o social e incluiu na pauta prioritária do Governo do Maranhão temas até então secundários, como a segurança alimentar (elevando de cinco para 82 o número de restaurantes populares) e a profissionalização na formação escolar com a construção e implantação de dezenas de IEMAs, num programa educacional, que fecha o ciclo com mais de 1.400 obras educacionais, entre elas a grande estrela, a Escola Digna, tendo criado a Uema Sul, um projeto revolucionário e bem-sucedido. No caso da Saúde, nenhum governo de qualquer época se comparou ao atual, o que pode ser facilmente constatado conhecendo-se a megaestrutura hospitalar implantada no estado a partir de esqueletos deixados pelo Governo anterior.

Os elevados investimentos em saúde permitiram que o Maranhão se tornasse vanguarda nacional no combate à epidemia do novo coronavírus, sendo o estado com menos mortes em toda a Federação.

No ciclo que fecha hoje, obras civis importantes – estradas e pontes, por exemplo – foram construídas, a segurança pública foi reforçada com o aumento de quase 50% do efetivo da Polícia Militar, e o sistema penitenciário, que horrorizava o país em desordem e violência, passou a ser uma referência para todos os estados. Nesse período, a cultura foi valorizada na medida certa, a juventude foi cuidada com plena dignidade, as cidades receberam tratamento justo dentro das possibilidades, assim como comunidades como a quilombola e a indígena estiveram sempre na ordem do dia do Governo. Ao investir forte em políticas públicas, o governador Flávio Dino quebrou todos os parâmetros e correntes que prendiam o Maranhão.

Flávio Dino governou com transparência, tendo mantido as finanças sob controle férreo, não tendo sido registrado um só caso de corrupção na sua equipe durante os dois mandatos. Entrega ao seu sucessor, Carlos Brandão (PSB), um Governo organizado, com uma política fiscal ajustada, as finanças em ordem, de modo que o seu sucessor ganha também as condições para governar com segurança e sem sobressaltos.

Ao longo dos seus dois mandatos, o governador Flávio Dino teve habilidade para governar liderando uma ampla aliança partidária, na qual conviveram sem traumas partidos de esquerda, centro e direita, usando a pluralidade como um fator de corresponsabilidade e estabilidade. Manteve relações institucionais firmes e produtivas com os poderes Legislativo e Judiciário. E fez grandes esforços para estabelecer uma convivência mesmo limitada, mas produtiva, com o Governo Federal, mas os ranços do presidente Jair Bolsonaro (PL) boicotaram todas as iniciativas. No campo político-partidário foi um militante incansável alertando a Nação para os ataques explícitos e subterrâneos à democracia, que culminaram com os atos golpistas de 7 de setembro. Ao mesmo tempo, foi o mais destacado político a propor a formação de uma ampla frente partidária, plural, para enfrentar a direita radical nas urnas. Pela sua atuação política, chegou a ser cogitado para disputar a presidência da República e também para vice de uma chapa de oposição. Saiu da seara das pré-candidaturas federais para disputar uma cadeira no Senado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Em Carta, Dino faz balanço, afirma que fez o melhor e diz que navegar é preciso

Na segunda-feira (2?), o governador Flávio Dino divulgou uma carta aberta aos maranhenses anunciando a confirmação da renúncia que concretizará hoje. Trata-se de um documento que ganha importância histórica, no qual ele resume a trajetória da sua gestão com realismo e emoção, comparando o Maranhão a um barco, inspirando-se no fado clássico segundo o qual “navegar é preciso”. Segue na íntegra a carta do governador, que vale a pena ser lida pelo maior número possível de maranhenses:

Carta ao Povo do Maranhão

No dia 1º de janeiro de 2015, pela vontade de Deus e da população do nosso estado, assumi o comando de um barco chamado Maranhão, embasado em uma vida comprometida com as causas do progresso, da dignidade e da justiça social. Uma embarcação carregada de sonhos, ideais e planos para um Maranhão forte, altivo, orgulhoso de si próprio e de suas pessoas.

Este barco, como todos testemunhamos, não pôde navegar em águas calmas. Pelo contrário, sempre enfrentamos grandes ondas, tsunamis, imprevisibilidades, algumas absolutamente inimagináveis. No meio dessas ondas que sacudiram bastante o barco, foram os sonhos dos maranhenses e a vontade de mudar realidades que nos mantiveram navegando.

Escolas de taipa e sucateadas, filas de ambulâncias para São Luís – à vista da falta de hospitais regionais –, cenários de guerra nas penitenciárias, filas e mais filas para ter acesso a um direito básico, como tirar uma carteira de identidade.

Tudo isso, progressivamente, faz parte do passado. O Maranhão que guiamos investiu R$ 10 bilhões em estradas, hospitais e escolas, que possibilitaram abrir avenidas de oportunidades para os maranhenses.

Foram, por exemplo, mais de 1.400 obras educacionais. Abrimos 91 escolas de tempo integral, algumas delas com ensino fundamental bilíngue de português e inglês, algo impensável no Maranhão do passado. Uma oportunidade como essa era reservada apenas para os filhos dos mais ricos, que podiam pagar. Sinto muito orgulho de ver a estrutura dessas escolas, repletas de bibliotecas, laboratórios, pulsando conhecimento e esperanças. Isso tem mudado o destino de milhares de jovens.

Entregamos mais de 40 rodovias pavimentadas e milhares de quilômetros de asfalto implantados em ajuda aos municípios. Realizamos sonhos de várias gerações, com a construção de pontes em Paulino Neves, Santana, Timbiras, Sambaíba, São Felix de Balsas, Bequimão, Passo do Lumiar, Santo Amaro, entre outras.  

De todos os mares bravios que navegamos, o mais difícil deles foi o enfrentamento ao coronavírus, algo impossível de aprender nas páginas dos livros. Com muito esforço e trabalho sério, somos o estado que melhor combateu a pandemia, e temos a menor taxa de óbitos do país. Isso só foi possível porque, ao longo de todos esses anos, investimos fortemente na saúde, descentralizando os serviços e abrindo novas unidades em todo o estado.

Foram 50 novos equipamentos de saúde, ofertando serviço onde antes não tinha. O aumento na oferta de UTIs possibilitou grandes conquistas, com o fim da procissão de ambulâncias para a capital. Estamos zerando as filas da hemodiálise e da radioterapia, antes problemas crônicos. E estamos finalizando a primeira parte de uma grande obra: o Hospital da Ilha, que fará atendimento de urgência e emergência para os municípios da grande São Luís e de outras regiões.

Estamos agora perseguindo uma outra grande conquista nessa reta final: chegar a 100 restaurantes populares, a maior rede de segurança alimentar do país. Somos um estado que carrega marcas profundas da desigualdade socioeconômica e nesse momento crítico que o país atravessa, com famílias brasileiras sofrendo grave restrição financeira, ofertar comida de qualidade a preços simbólicos garante não só a sociedade, mas também que as famílias usem o dinheiro que seria gasto em alimentação com outras necessidades básicas. Isso ajuda inclusive a movimentar o comércio das cidades.

Sou muito grato por tudo que vivi à frente do Governo do Estado, por todos os sonhos que realizamos, por toda dor que conseguimos amenizar ou resolver. Esse barco ainda tem muito a navegar. Estou saindo da cabine de comando, mas continuo na luta, junto com todos e todas, para que ele chegue sempre em um bom porto. Mesmo que esse porto seja uma utopia, porque o nosso destino é continuar navegando. Navegar é preciso.

Obrigada Maranhão.

 

Othelino confirma permanência no PCdoB e apoio a Brandão e a Dino

Othelino Neto anunciou ontem sua decisão de apoiar Carlos Brandão

O deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, vai continuar no PCdoB, será candidato à reeleição e apoiará a candidatura de Carlos Brandão, que assumirá o Governo do Estado amanhã, à reeleição. Com a decisão, o chefe do Poder Legislativo encerra uma movimentação que o levou e o manteve, durante longo tempo como avalista do projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato ao Palácio dos Leões. A decisão confirma integralmente a informação dada pela Coluna na semana passada e que os aliados do chefe pedetista tentaram de todas as maneiras desacreditar.

Político jovem, mas centrado, o deputado Othelino Neto abraçou inicialmente o projeto de candidatura, acreditando que, sendo parte do grande grupo ligado ao governador Flávio Dino, seria fundamental articular essas forças e lançar um candidato de consenso. Como a viabilização não foi possível, ele inicialmente abraçou a pré-candidatura do senador Weverton Rocha, acreditando que ele seria ungido, o que não aconteceu. Na falta de consenso, reavaliou o contexto e decidiu rever sua posição e declarar apoio ao vice-governador Carlos Brandão ao Governo e o governador Flávio Dino ao Senado.

A mudança de posição do Othelino Neto não foi açodada, ao contrário, foi amadurecida ao longo de conversas com o governador Flávio Dino, com Carlos Brandão e com o próprio Weverton Rocha. E não causa dano à grande aliança liderada por Flávio Dino, à medida que ela ocorre dentro do próprio grupo.

São Luís, 31 de Março de 2022.

Weverton perde força política e suas perdas fortalecem Brandão

 

Weverton Rocha, com a esposa Sâmia Bernardes, evento em que retomou sua campanha de rua

Não têm sido dias fáceis para o senador Weverton Rocha (PDT), que vem sentindo, em intervalos de horas, o desmonte da estrutura política que imaginou ter montado e consolidado para disputar o Governo do Estado. A base de prefeitos está encolhendo dia após dia, alguns dos deputados federais que lhe declararam apoio começam a pensar seriamente em rever suas posições, o reduzido grupo de deputados estaduais corre o risco de desaparecer, isso depois de a família de Jackson Lago, o legendário fundador do seu partido, haver-lhe dado as costas e declarado apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSB).  A debacle é tão forte que até o seu principal operador político, Erlânio Xavier (PDT), que ensaiou candidatar-se ao Senado contra o governador Flávio Dino (PSB), jogou seus búzios e decidiu manter seu emprego de prefeito de Igarapé Grande, porque, se a ciranda continuar nesse ritmo, dificilmente será reeleito presidente da Famem em janeiro que vem. Não bastasse esse vendaval, o senador tem de encarar uma dura derrota na Câmara Municipal de São Luís, onde seu partido já deu as cartas e hoje caminha para entregar o poder sem nenhuma condição de lutar por ele, e o candidato que ele abraçou desistiu ante a derrota anunciada.

O que chama a atenção é o fato indiscutível de que todas essas perdas estão se revertendo em ganhos reais para o vice-governador Carlos Brandão, que deve aumentar expressivamente o seu poder de fogo político daqui a 48 horas, quando assumir o comando do Estado como governador titular e pré-candidato à reeleição. Ao mesmo tempo, esse cenário de perdas não parece alcançar o estado de ânimo do senador Weverton Rocha, que decidiu minimizar os reveses sofridos retomando sua pré-campanha com a realização de atos massivos.

Nos últimos meses, o senador Weverton Rocha, que liderou todas as pesquisas sobre a corrida eleitoral, mas permaneceu estacionado no patamar de 20 a 25 pontos percentuais e viu seu principal adversário, o vice-governador Carlos Brandão ameaçar sua liderança, foi repetidamente acusado por adversários e críticos de que sua candidatura ao Palácio dos Leões é um projeto pessoal e não o movimento de um grupo político representativo. Ele sempre reagiu afirmando tratar-se do projeto de um grupo forte e sólido, tanto que lhe deu a imagem de um foguete, exatamente para mostrar irreversibilidade de sua decisão, mas esse argumento foi perdendo força, à medida que seus aliados de primeira hora foram revendo suas posições.

Hoje, diante da posição ainda não declarada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que era o principal fiador da sua pré-candidatura, mas interrompeu sua migração para o PDT, decidindo permanecer no PCdoB, seu aliado mais expressivo agora é a senadora Eliziane Gama (Cidadania). É óbvio, no entanto, que mais do que seu projeto de chegar aos Leões, o que a senadora quer mesmo é eleger Inácio Melo, seu marido e operador político, que ganhou de presente o enfraquecido braço do PSDB no Maranhão. Os partidos cujos presidentes lhe declararam apoio, como o Republicanos e o União Brasil, estão divididos, com parte das suas forças apoiando o pré-candidato do PSB, que até agora não sofreu nenhuma perda, ao contrário, só reforçou o seu cacife político.

Por mais desfavorável que seja, o cenário que ganha forma em torno da pré-candidatura do senador Weverton Rocha não é motivo suficiente para ele rever o seu projeto de poder. A seu favor, além do mandato senatorial e a presidência estadual do PDT, tem a juventude, o arrojo e uma atração quase obsessiva pelo Palácio dos Leões, onde poderia chegar sem maiores problemas daqui a dois anos, mas preferiu antecipar, jogando todas as suas cartas e correndo todos os riscos. No momento, suas cartas estão diminuindo, e seus riscos, aumentando.

Vale lembrar que a eleição será daqui a seis meses, e que a campanha para valer só será iniciada em agosto. Há tempo suficiente para revisões e ajustes.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Ato de filiação de Rubens Jr. mostra a força de Brandão no PT

Carlos Brandão ovacionado pela militância petista no ato de filiação de Rubens Jr.

A julgar pelo entusiasmo com que foi recebido pelo PT na festiva filiação do deputado federal Rubens Jr., que deixou o PCdoB, o vice-governador Carlos Brandão dificilmente escolherá o seu vice nas fileiras de outro partido. Foi uma recepção triunfal, que revelou duas situações. A primeira foi a força e o prestígio político de Rubens Jr., demonstrados na maneira surpreendentemente efusiva com que foi recebido pelos petistas, manifestação suficiente para torna-lo uma das estrelas do PT maranhense. A outra situação foi o clima de festa com que Carlos Brandão recebido pelos petistas, algo inimaginável meses atrás, quando o partido de Lula da Silva ainda remanchava internamente sobre quem apoiaria para governador. A festa de filiação de Rubens Jr. sepultou, em cova profunda, qualquer resquício de dúvida sobre o assunto. Em meio à festança partidária, alguns que dela participaram e frequentaram algumas rodas, foram para casa quase convencidos de que o pré-candidato a deputado federal Felipe Camarão é nome forte para ser o companheiro de chapa de Carlos Brandão.

 

Roseana comemora, mas MDB sofre perdas

Roseana comemora trabalho no MDB, mas perdeu Arnaldo Melo e Socorro Waquim para o PP

Ontem, a ex-governadora Roseana Sarney divulgou um vídeo em que dizia ter tido um dia cansativo por conta do exaustivo trabalho de comandar o MDB e prepará-lo para lançar chapas competitivas para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Nas redes sociais, no entanto, o presidente do PP, deputado federal André Fufuca, apresentava um grupo de pré-candidatos recém filiados ao partido, entre eles, ninguém menos que o deputado estadual Arnaldo Melo e a deputada estadual Socorro Waquim, dois destacados agora ex-emedebistas. Ele um político experiente, que presidiu a Assembleia Legislativa em dois mandatos consecutivos e que, como tal, assumiu o Governo do Estado em dezembro de 2014 para fechar o Governo de Roseana Sarney. Ela, ex-prefeita de Timon, deputada estadual em outros mandatos, professora renomada. Esse conjunto de dados levam a uma indagação: o que mesmo a presidente do MDB estava comemorando?

São Luís, 30 de Março de 2022.

Braide sai do Podemos e vê perda antecipada para presidência da Câmara. Sofreu derrota?

 

Eduardo Braide se livrou de Sérgio Moro, mas terá de conviver institucionalmente com Paulo Victor

O gabinete principal do Palácio de la Ravardière foi fortemente atingido ontem por um turbilhão político. Ali, o prefeito Eduardo Braide rompeu com o Podemos, partido pelo qual se elegeu e que vinha tentando transformar, a médio prazo, na base de uma força política no Maranhão. A menos de 500 metros dali, no Palácio Pedro Neiva de Santana, o vereador Gutemberg Araújo (PSC), candidato a presidente da Câmara Municipal apoiado pelo prefeito Eduardo Braide e pelo senador Weverton Rocha (PDT), anunciou sua desistência da disputa, abrindo caminho para que o seu adversário, vereador Paulo Victor (PCdoB), seja eleito presidente, provavelmente por aclamação, na próxima semana. Os dois fatos terão repercussão forte na política ludovicense, algum reflexo na corrida eleitoral no estado e na corrida presidencial.

A decisão de deixar o Podemos, por “não compactuar com a forma com que a direção nacional tentou impor os rumos do partido no Maranhão”, causou estrago forte no braço maranhense do partido, e afundou ainda mais a pré-candidatura presidencial do ex-juiz Sérgio Moro, que assim correrá o risco de ficar sem palanque no estado. Eduardo Braide não simpatizou com a decisão do Podemos de bancar a candidatura presidencial de Sérgio Moro, tanto que não se manifestou sobre o assunto, agindo como se ignorasse a existência política e partidária do ex-ministro da Justiça e hoje inimigo do presidente Jair Bolsonaro (PL). O prefeito faz um jogo tão discreto e cauteloso, que deixou o Podemos sem dar qualquer pista sobre seu novo pouso partidário nem sinalizou em relação ao projeto de candidatura presidencial que abraçará.

A impossibilidade de ter um aliado na presidência da Câmara Municipal numa aliança com o PDT, articulada pelo senador Weverton Rocha, começou a ganhar forma quando o então líder do Governo, vareador Marcial Arruda (Podemos), que tentava mostrar-lhe que a aliança com os pedetistas eram uma aposta de alto risco, foi substituído exatamente pelo vereador pedetista Raimundo Penha. O domínio dos vereadores do PDT sobre o candidato governista Gutemberg Araújo, por orientação expressa do senador Weverton Rocha, afastou vários vereadores do grupo e atraiu para a disputa na Câmara os fluídos da corrida ao Governo do Estado, com governador Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão se posicionando pela candidatura do vereador Paulo Victor. O resultado é que, sem adversário, o vereador do PCdoB – visto por muitos como uma revelação em matéria de articulação política – pode ser aclamado presidente.

A saída do Podemos parece ser o desfecho de um passo político bem calculado – Sérgio Moro seria um fardo difícil de carregar em São Luís -, que deixa Eduardo Braide à vontade para atuar sem pressões na corrida eleitoral deste ano, podendo programar o seu futuro partidário para o ano que vem, já de olho na reeleição em 2024. Já em relação à eleição na Câmara Municipal, está claro que o prefeito se deixou levar pelo jogo do PDT, que mesmo emagrecido na política de São Luís, tentou dar as cartas na eleição do presidente. Não dá para perceber qual foi o seu papel de fato na construção do cenário que ganhou forma no Palácio Pedro Neiva de Santana, com a virtual eleição de um vereador adversário, com militância forte e efetiva no PCdoB, partido que está na cabeça da lista dos adversários do atual Governo municipal.

Vistos de fora e de longe, os dois fatos que agitaram ontem o Palácio de la Ravardière podem ser interpretados como um mau momento político para o prefeito de São Luís. Afinal, não é fácil para um prefeito em um só dia deixar o partido pelo qual se elegeu e que esperava transformar numa força para o futuro, e, ao mesmo tempo, saber que a eleição para a presidência da Câmara Municipal está perdida. Mas a Coluna já disse várias vezes e vai repetir: Eduardo Braide é um político pragmático, que calcula cuidadosamente cada passo que dá nessa seara, e por isso dificilmente sairá desse turbilhão como derrotado.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Articulação de Othelino Neto encerra crise na AL com eleição de Ariston Ribeiro presidente da CCJ

Ariston Ribeiro foi eleito presidente da CCJ após articulação de Othelino Neto, que resultou na renúncia de Márcio Honaiser à presidência

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa tem novo presidente, o deputado Ariston Ribeiro (Republicanos). A escolha se deu após a renúncia do deputado Márcio Honaiser (PDT), que permitiu uma nova composição do órgão legislativo, encerrando um arremedo de crise aberto com a eleição dele a quase um mês, que deu ao PDT maioria na Comissão, situação fortemente contestada pela maioria governista como uma jogada do senador Weverton Rocha destinada a criar dificuldades para o futuro governador Carlos Brandão (PSB). A mudança foi articulada numa ampla negociação conduzida pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), que mesmo avaliando que não houve ilegalidade na eleição de Márcio Honaiser, compreendeu que mantendo CCJ sob controle quase total do PDT, levaria fatalmente a uma crise institucional com o Poder Executivo, que hoje tem cerca de dois terços do plenário.

A reação da maioria governista à eleição de Márcio Honaiser à presidência da CCJ com uma contestação na Justiça. O recurso dos governistas foi parar nas mãos da desembargadora Nelma Sarney, que despachou favoravelmente aos contestadores, tornando inválida a eleição, decisão que ela própria desfez no dia seguinte, agora dando razão a Márcio Honaiser, criando um forte mal-estar entre os três Poderes. Desde então os governistas boicotaram o funcionamento da CCJ, alegando falta de legitimidade por conta da suposta ilegalidade da eleição.

Nesse meio tempo, o presidente Othelino Neto usou o seu poder de articulação para desfazer o cenário de crise encontrar uma fórmula por meio da qual a CCJ ganhasse outra composição e a Assembleia Legislativa voltasse a funcionar plenamente. O desfecho da ação política do presidente da Casa resultou na renúncia do pedetista Márcio Honaiser e na eleição do republicano Ariston Ribeiro para a presidência. A mudança deixou a CCJ com a seguinte composição:  Presidente: Ariston Ribeiro (Republicanos). Titulares: Roberto Costa (MDB), Márcio Honaiser (PDT), Ricardo Rios (PDT), Wendel Lages (PMN), Adriano Sarney (PV) e Zé Inácio (PT).

 

Rubens Jr. reforça o time do PT para a Câmara Federal

Rubens Jr. reforça, junto com Zé Carlos e Felipe Camarão, time do PT para deputado federal, mas que pode dar o vice de Carlos Brandão

A decisão do deputado federal Rubens Jr. de migrar do PCdoB para o PT emagreceu o partidão e turbinou o projeto do PT de eleger uma grande bancada federal. Além do deputado Zé Carlos Araújo, que tem cacife para se reeleger, o PT conta com a forte candidatura do secretário Felipe Camarão, e agora reforça seu time com um político jovem e bem-sucedido nas urnas, vitorioso e bem votado em quatro eleições, duas de deputado estadual e duas de deputado federal.

Chama a atenção o fato de que esses três nomes fortes do PT para a Câmara Federal estejam sendo lembrados no zunzum dos bastidores como nomes igualmente fortes para a vaga de vice na chapa de Carlos Brandão (PSB).

São Luís, 29 de Março de 2022.

Pesquisa Exata aponta Weverton na frente, mas estacionado, com Brandão em segundo

 

Weverton Rocha lidera e Carlos Brandão é segundo, seguido por Roberto Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bondim, Josimar de Maranhãozinho, Simplício Araújo e Hertz Dias na corrida ao Governo do Estado, segundo a pesquisa

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o senador Weverton Rocha (PDT), com 22% das intenções de voto, e o vice-governador Carlos Brandão (PSB), com 16%, teriam seus passaportes carimbados para um segundo turno. O cenário foi desenhado pela pesquisa Exata, divulgada ontem pela TV Difusora, aparecendo na sequência o senador Roberto Rocha (sem partido) com 13%, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 12%, o prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Agir36) com 10%, o deputado federal Josimar do Maranhãozinho (PL) com 6%, o suplente de deputado federal Simplício Araújo (SD) com 2%, e o servidor público Hertz Dias (PSTU) com menos de 1%. Segundo a pesquisa, 8% dos eleitores pensam em votar em branco ou anular o voto e 10% não sabem em quem votar ou não responderam. O instituto Exata ouviu 1.400 eleitores entre os dias 15 e 19 de março, e a pesquisa tem margem de erro de 3.44%, para mais ou para menos, e está registrada no TSE com o número MA-02272/2022.

Se os números trouxeram um certo alívio ao senador Weverton Rocha, seu staf e seus apoiadores, lhe deram também motivo para preocupação. O candidato do PDT, que vem protagonizando uma pré-campanha arrojada, que em quase nada difere de uma campanha oficial, permanece perigosamente estacionado na faixa que vai dos 20% e aos 25% das intenções de voto, sinalizando, com insistência, que pode ter batido no seu teto. Os 22% encontrados pelo Exata, se avaliados pela margem de erro (3,44%), o coloca num patamar que vai de 19 a 25 pontos percentuais. Trata-se, portanto, de uma liderança possível, mas colocada em dúvida por um dado que não pode ser desprezado: há candidatos com potencial de crescimento, o que significa risco para um candidato estacionado.

No que diz respeito ao vice-governador Carlos Brandão, os 16% encontrados pela pesquisa Exata, se não são exatamente motivo para comemoração, garantem no mínimo a boa informação de que não está estacionado, permanecendo ainda em curva ascendente. E com um diferencial enorme ao seu favor: a pesquisa foi feita antes de ele ingressar no PSB, ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, que será vice de Lula da Silva (PT), e mais ainda, antes de ele ser o governador do Maranhão, que nessa condição brigará pela reeleição. A segunda colocação, com seis pontos atrás do líder, não é uma informação para ser comemorada, mas no caso de Carlos Brandão, não é o pior dos mundos, a começar pelo fato de que ele está em movimento.

A pesquisa Exata trouxe o mesmo recado para Roberto Rocha, Edivaldo Holanda Jr., Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho: que coloquem os pés no chão e reavaliem imediatamente seus projetos de candidatura, de modo que possam encontrar meios de entrar na corrida com gás para serem protagonistas e não meros coadjuvantes. A mensagem alcança especialmente o senador Roberto Rocha, que já viveu sua era de ouro partidária e hoje está mercê da boa vontade de Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho.  Já em relação a Simplício Araújo e a Hertz Dias, o recado do eleitorado está mais que claro: não passarão de figurantes, o que, aliás, não será nenhuma novidade em relação ao pré-candidato do PSTU.

Mesmo envolta numa extensa manta de controvérsias e anunciada em uma semana depois da prospecção, a pesquisa Exata encerra a primeira fase da corrida ao Palácio dos Leões, indicando que as próximas fases serão duras, porque definirão finalmente quem é quem nesse jogo em que, pelo menos por enquanto, o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão – que será governador daqui a cinco dias – estão dando as cartas a caminho de uma peleja de dois turnos, mas com gente prevendo que ela pode morrer em turno único.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Exata mostra que Flávio Dino não tem páreo para o Senado

Flávio Dino venceria os dois na corrida ao Senado

Se a eleição para senador fosse hoje, o governador Flávio Dino (PSB) seria eleito com mais da metade dos votos. Foi o que apurou o instituto Exata, tendo a apuração informado que Flávio Dino sairia das urnas com 51% dos votos, seguido de Roberto Rocha (20%), Edivaldo Holanda Jr. (10%), enquanto Saulo Arcangeli (PSTU), Paulo Romão (PT) e Antônia Cariongo teriam 1% cada um. Um contingente de 7% dos eleitores não soube ou não quis responder, enquanto 9% disseram que votariam em branco ou nulo. Numa disputa apenas com Roberto Rocha, Flávio Dino teria 56% e Roberto Rocha teria 27%. E num terceiro cenário, disputando com Edivaldo Holanda Jr., Flávio Dino teria 57% contra 21% do ex-prefeito de São Luís.

Nada mais justo para um político que vem transformando o Maranhão há sete anos, realizando um governo sério, limpo, com um volume de feitos transformadores sem precedentes nos governos dos anos 70 do século passado para cá. Sem menosprezar o papel político de cada um, por enquanto ainda não há como compará-los ao governador em matéria de gestão nem de ação política. Uma eleição tranquila para o Senado é uma manifestação de reconhecimento a um político maranhense da nova geração que alcançou projeção nacional por mérito. O senador Roberto Rocha e o ex-prefeito Edivaldo Jr. têm consciência disso.

 

Lahesio pode estar jogando fora um bom cacife para a Câmara Federal

Lahesio Bonfim: erro de cálculo de um possível deputado federal

É grande a expectativa em São Pedro dos Crentes sobre se Lahesio Bonfim vai mesmo abrir mão de quase três anos de mandato de prefeito – bem-sucedido, diga-se -, para entrar na corrida ao Palácio dos Leões, na qual suas chances não são o que se pode chamar de boas. Não é política e jornalisticamente correto afirmar, a seis meses do pleito, que não tem chance de eleição, como também não sensato afirmar que ele tem tudo para vencer a eleição. Ele faz parte de um grupo de pré-candidatos que podem avançar na preferência do eleitorado se os dois líderes, ou pelo menos um deles, for engolido pelo fracasso. Ninguém discute o direito de Lahesio Bonfim renunciar ao cargo de prefeito para entrar na disputa pelo Governo do Estado. Mas é possível avaliar que ele faz uma aposta errada. É opinião quase dominante que, falador como ele é, e bom der briga como diz ser, daria um bom deputado federal.

São Luís, 27 de Março de 2022.