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Vitórias importantes e derrotas amargas marcaram as eleições no Maranhão

 

Em cima: Carlos Brandão, Othelino Neto, Lahesio Bonfim e Fábio Gentil festejam vitórias. Embaixo: Weverton Rocha, Adriano Sarney, Edivaldo Jr. e Luciano Leitoa amargaram perdas na resultantes da corrida ao voto

Eleições gerais são como um jogo que termina com ganhos e perdas. Vitória nesse jogo tem diferentes aspectos e alcance, começando pela eleição do candidato, a vitória do seu partido político e a vibração de seus apoiadores. Derrota se dá no mesmo padrão de variação, iniciando com a não eleição do candidato, a derrota do seu campo partidário e os diferentes graus de frustração dos seus apoiadores. Vitória pode significar o primeiro passo de uma trajetória, podendo também ser a consolidação e a continuidade de um projeto de poder. Derrota pode significar um tombo eventual, podendo também representar um desastre com perdas políticas irrecuperáveis. As históricas eleições de Domingo (2) no Maranhão produziram essas duas realidades antagônicas. Algumas delas:

Para cima

+ A vitória integral da aliança liderada pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), com a sua própria eleição para o Senado, a reeleição, em turno único, do governador Carlos Brandão (PSB), com a eleição de oito aliados para a Câmara Federal e para mais da metade da composição da Assembleia Legislativa.

+ Ao sair das urnas reeleito e com a segunda maior votação na sua esfera, o deputado Othelino Neto (PCdoB) consolidou sua posição no cenário estadual, mais fortalecida ainda com a eleição da sua mulher, a vice-prefeita de Pinheiro Ana Paula Lobato (PSB), para a primeira suplência na chapa do agora senador eleito Flávio Dino.

+ O desembarque de Lahesio Bonfim, ex-prefeito do minúsculo município de São Pedro dos Crentes, na corrida ao Governo do Estado quase que como um pária partidário, mas que atropelou obstáculos e se tornou a grande novidade da disputa, ficando em segundo lugar com 25% dos votos. Saiu da corrida várias vezes maior do que entrou.

+ Em meio às fortes controvérsias que o cerca, entre elas cabeludas suspeitas de corrupção, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL no estado, saiu das urnas como “o cara”: se reelegeu com 158,7 mil votos – 40 mil a menos do que sua votação em 2018 -, mas elegeu para a Câmara Federal a deputada estadual Detinha (PL), sua mulher, a quem deu o título de campeã de votos nessa corrida, com 161,2 mil votos.

+ O prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que mais uma vez demonstrou ser um líder político forte ao responder pela eleição da filha, Amanda Gentil (Progressistas), para a Câmara Federal, e pela reeleição da deputada estadual Daniella (PSB), sua nova consorte.

+ Politicamente fraco, tendo sido reeleito em 2020 com apenas 25% dos votos, o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos usou a inteligência e deu o chamado “pulo do gato”, ao eleger sua mulher, para a Assembleia Legislativa, o que garantirá sua permanência na seara política depois de 2024.

+ O surpreendente desempenho do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), reeleito como o segundo mais votado, 159,7 mil votos, quase 1.500 votos a mais do que o ex-campeão Josimar de Maranhãozinho.

+ As 12 mulheres eleitas para a Assembleia Legislativa: Iracema Vale (PSB), Fabiana Vilar (PL), Ana do Gás (PCdoB), Claudia Coutinho (PDT), Janaína Ramos (Republicanos), Solange Almeida (PL), Mical Damasceno (PSD), Dra. Viviane (PDT), Andreia Resende (PSB), Daniella (PSB), Abigail (PL) e Edna Silva (Patriota). Um marco expressivo na história do parlamento estadual.

+ O indiscutível nível de excelência do braço da Justiça Eleitoral no Maranhão, comandado pela desembargadora Ângela Salazar. Nada no gigantesco território maranhense foi obstáculo para que  mais de quatro milhões de maranhenses votassem sem problemas. Valeu.

Para baixo

A dura derrota do senador Weverton Rocha na disputa para o Governo do Estado, que colocou em xeque o seu futuro, tornando-o dependente da reeleição para o Senado em 2026. O resultado fragilizou a sua condição de líder do braço do PDT no Maranhão, uma vez que sob seu comando o partido vem definhando a cada eleição.

Poucas vezes se assistiu a um fiasco político e eleitoral maior do que o desempenho de Edivaldo Holanda Jr. (PSD), ex-prefeito de São Luís, na corrida ao Palácio dos Leões. Foram tantos os seus erros – a começar pela candidatura sem qualquer base -, que ele começou pontuando na fronteira entre os patamares de um e dois dígitos e saiu das urnas com míseros 2% dos votos. Está fora da Prefeitura de São Luís em 2024, a menos que queira ser trucidado pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido).

Não bastasse o desastre que foi a candidatura do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. ao Governo do Estado, o PSD viu o seu o presidente, deputado federal Edilázio Jr. ser mandado para a casa, desbancado pelo eleitorado e pelo colega de partido, o reeleito deputado federal Josivaldo JP, que, se quiser, poderá até mesmo assumir o comando do partido no estado

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) tem pouco a comemorar em relação ao que saiu das urnas. Seu partido foi um desastre, o seu marido, Inácio Mello, candidato a deputado estadual (PSDB) no estado, e o seu irmão, Eliel Gama, não se elegeu para a Câmara Federal. Ela precisará de um tempo para assimilar a pancada.

A não reeleição do deputado estadual Adriano Sarney (PV) representou um duro golpe para a família Sarney. Mesmo tendo garantido sua permanência da política com a eleição da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) para a Câmara Federal, a derrota de Adriano Sarney representa a não continuidade do processo de sobrevivência da família no cenário político estadual.

A derrota do Grupo Leitoa em Timon, com a não eleição do ex-deputado federal e ex-prefeito Luciano Leitoa (PDT) para a Assembleia Legislativa, amargando ainda a reeleição do deputado Rafael (Leitoa), de quem se tornaram inimigos por conta de intrigas, e que se torna agora o principal líder político de Timon.

O surpreendente baixo desempenho eleitoral do empresário e ex-suplente de senador Lobão Filho (MDB) na disputa para a Câmara Federal. Quando ele se candidatou, criou a expectativa de que resgataria pelo menos parte do prestígio político do pai, Edison Lobão, um craque que foi deputado federal, governador, senador, presidente do Senado e ministro de Minas e Energia.

A não reeleição do deputado estadual Marco Aurélio (PSB), um político sério, correto, propositivo e leal ao seu grupo e aos seus princípios, cultivados na lida como professor. Perderam Imperatriz, o Maranhão e a Assembleia Legislativa.

Se foi ou não um movimento articulado, o fato é que a face política da Polícia Militar sofreu uma grande derrota nas urnas, não conseguindo eleger nenhum dos coronéis, majores, capitães, tenentes, sargentos cabos e soldados que participaram da corrida para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal.

– O fiasco dos Coletivos que tentaram cadeiras no parlamento estadual e na bancada federal.

O pífio desempenho de Simplício Araújo (SD), ex-secretário de Indústria, Comércio e Energia no Governo Flávio Dino. Talvez agora ele tenha chegado à conclusão de que sua candidatura foi um erro político monumental.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Largada para a corrida do 2º turno entre Lula e Bolsonaro

Lula da Silva terá campanha do 2º turno no Maranhão feita por Felipe Camarão, Carlos Brandão e Flávio Dino

O grupo articulado pelo senador eleito Flávio Dino (PSB) e liderado pelo governador reeleito Carlos Brandão (PSB) decidiu não perder um só dia de campanha para ampliar o cacife eleitoral do ex-presidente Lula da Silva (PT) na disputa com o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Ontem mesmo, na ressaca do agitado dia de votação e apuração, os dois líderes convocaram a militância para dar a largada na campanha do 2º turno, com a realização, no final da tarde, de uma caminhada que começou na Praça João Lisboa, seguiu pela Rua Grande e terminou com um rápido comício na Praça Deodoro.

Flávio Dino, Carlos Brandão e Felipe Camarão pediram o máximo de empenho dos militantes pró-Lula da Silva, para que o líder petista saia das urnas com 80% dos votos do Maranhão, deixando ao penas 20% para o presidente. Na sua fala, o governador reeleito Carlos Brandão turbinou a militância: “Não tem mais 40, porque agora Brandão, Dino e Camarão são 13”.

A projeto é percorrer todo o Maranhão com a mensagem de Lula contra Bolsonaro.

 

Bolsonaristas preparam carretas e motociata para o 2º turno

Bolsonaristas mobilizados na Avenida Litorânea

Não houve ontem sinais públicos de retomada da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Correu nos bastidores que houve algumas reuniões nesse sentido, realizadas por pequenos grupos de apoiadores do presidente. Segundo um deles, estão previstas carretas e motociatas em São Luís nos próximos dias, e também para cidades de grande porte, a começar por Imperatriz, onde o presidente morou e foi agredido na semana que passou.  O certo mesmo é que não ficarão de braços cruzados.

São Luís, 04 de Outubro de 2022.

Reeleição de Brandão em turno único consolidou a liderança de Dino, que vai forte para o Senado 

 

Felipe Camarão, Carlos Brandão e Flávio Dino: vitória acachapante nas urnas

A reeleição do governador Carlos Brandão (PSB) no 1º turno com 51% dos votos e a sua própria eleição para o Senado da República com mais de 62% dos votos, além da elástica vitória do ex-presidente Lula da Silva (PT), seu candidato, sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado, confirmaram a força da aliança articulada pelo senador eleito Flávio Dino (PSB), e o consolidaram como o mais destacado líder político do Maranhão na sua geração. Ao mesmo tempo, esse resultado pode ter enterrado prematuramente as pretensões do senador Weverton Rocha, que ficou em terceiro com 20% dos votos e, do alto do seu poderoso mandato senatorial, viu o seu castelo de ilusões políticas desabar, obrigando-o a repensar o seu futuro, o mesmo acontecendo com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD). Muito atrás de Carlos Brandão, o senador pedetista e o ex-prefeito da Capital foram abatidos pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que saiu das urnas em 2º e levando na bagagem o robusto cacife de 25% dos votos.

O desfecho das eleições majoritárias no Maranhão resultou da conjunção de uma série de movimentos feitos pelo ex-governador Flávio Dino em fina sintonia com o governador Carlos Brandão. E foi rigorosamente previsto nas pesquisas mais recentes, como a do Ipec, divulgada sábado. Todas identificaram a forte liderança do ex-governador Flávio Dino nesse processo, Ele soube comandar a aliança e, ao mesmo tempo, assistir à derrocada do senador Weverton Rocha, o grande responsável pelo “racha” que levou parte da base governista a ser trucidada nas urnas, com a humilhação de perder para o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.

O governador Carlos Brandão fez o dever de casa com aplicação inatacável: foi, ao longo de sete anos e três meses, um vice aplicado, correto, ativo e, sobretudo, leal. Assumiu o Governo em abril e se manteve na mesma linha. Nessa condição, construiu as condições para ser o candidato a governador, certo de que a lealdade e o trabalho político intenso seriam decisivos para viabilizar o projeto de poder. Weverton Rocha fez a leitura no sentido inverso: parecendo esquecido de que o seu mandato de senador foi conquistado em grande medida pela força política e pelo prestígio eleitoral de Flávio Dino, acreditando que já tinha tutano político para “peitar” o líder. Carlos Brandão seguiu a cartilha do bom aliado e do politicamente sensato e se deu bem.

A vitória do grupo governista ganhou dimensão bem maior com a participação do ex-presidente Lula da Silva, fruto também de uma bem armada articulação de Flávio Dino. Ele levou o seu secretário de Educação, Felipe Camarão, a se converter ao petismo, e como tal desembarcar na chapa de Carlos Brandão como candidato a vice-governador, levando junto o apoio do PT e do seu candidato presidencial. Embalado pelo PT, Felipe Camarão foi peça importante nos esforços de campanha, cuidando da guerra pelo voto principalmente na Ilha de Upaon Açu. Eleito, tem três anos e três meses para se preparar para ser o candidato do grupo à sucessão de Carlos Brandão em 2026.

O tombo do senador Weverton Rocha tem um segundo responsável, além dele próprio: Lahesio Bonfim (PSC), o ex-prefeito da minúscula São Pedro dos Crentes, que com um discurso populista conseguiu se tornar o azarão da disputa pelo Governo do Estado, que por pouco não tornou a reeleição do governador Carlos Brandão bem mais difícil. O candidato do PSC não se intimidou com a poderosa máquina partidária nem com os volumosos recursos com que o senador Weverton Rocha bancou sua campanha, impondo-se a suprema humilhação de terminar a corrida na terceira colocação.

A reeleição do governador Carlos Brandão e a eleição do ex-governador Flávio Dino se deram dentro da mais pura lógica política: um projeto político e eleitoral bem planejado, tendo como lastro os resultados de um Governo reformador e transparente.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

 

Eleição para a Câmara Federal teve surpresas, novidades e grandes fiascos

Josimar de Maranhãozinho e Detinha: dobradinha espetacular sai das urnas de 22

A disputa pelas 18 cadeiras maranhenses na Câmara Federal foi marcada por fatos previstos importantes e por surpresas desconcertantes. Começa com a espetacular dobradinha formada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho e sua mulher, a deputada estadual Detinha, ambos do PL, que se elegeram para a impressionante soma de 319 mil votos, devendo desembarcar em Brasília com uma bancada de seis deputados. No contraponto, o monumental fiasco protagonizado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que entrou na corrida com o objetivo de obter uma votação robusta e, assim, turbinar outros candidatos do partido, mas saiu das urnas com cacife pífio mesmo para um político da sua estatura. Noutro patamar, deputados federais jovens e ativos deram um “baile” dominando largamente a votação, a exemplo de Pedro Lucas Fernandes (UB), Juscelino Filho (UB), André Fufuca (PP), Aluísio Mendes (PSC), Marreca Filho (Patriotas) e Márcio Jerry (PCdoB). A jovem Amanda Gentil (PP) entra como a grande e saudável novidade. O ex-feirante tocantino Josivaldo JP (PSD), que não frequentava listas, desbancou ninguém menos que Edilázio Jr. (PSD), que foi um fiasco eleitoral, mesmo contando com o apoio explícito e ostensivo do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido). Gastão Vieira, uma das vozes mais respeitadas do Congresso Nacional recebeu uma votação pífia e deve se aposentar de vez.

Os eleitos para a Câmara Federal:

  1. DetinhaELEITO

    PL

    161.206votos

  2. Pedro Lucas FernandesELEITO

    UNIÃO BRASIL

    159.786votos

  3. Josimar MaranhãozinhoELEITO

    PL

    158.360votos

  4. Juscelino FilhoELEITO

    UNIÃO BRASIL

    142.419votos

  5. André FufucaELEITO

    PROGRESSISTAS

    135.078votos

  6. Aluisio MendesELEITO

    PSC

    126.577votos

  7. Marreca FilhoELEITO

    PATRIOTAS

    116.246votos

  8. DuarteELEITO

    PSB

    111.019votos

  9. Amanda GentilELEITO

    PROGRESSISTAS

    108.699votos

  10. Marcio JerryELEITO

    PCdoB

    106.143votos

  11. Roseana SarneyELEITO

    MDB

    97.008votos

  12. Fábio MacedoELEITO

    PODEMOS

    95.270votos

  13. Júnior LourençoELEITO

    PL

    93.123votos

  14. Rubens Pereira JrELEITO

    PT

    91.872votos

  15. Josivaldo JpELEITO

    PSD

    79.699votos

  16. Cleber VerdeELEITO

    REPUBLICANOS

    70.275votos

  17. Pastor GilELEITO

    PL

    69.530votos

  18. Márcio HonaiserELEITO

    PDT

    54.547votos

Assembleia tem Othelino como nome mais forte, reelege articuladores e terá nove mulheres

Ana Paula e Othelino Neto comemoram o desempenho dos dois na corrida eleitoral

A eleição para a Assembleia Legislativa teve três destaques que chamam a atenção. Primeiro: o presidente Othelino Neto (PCdoB) foi o segundo mais votado e se credencia para pleitear a Casa no primeiro biênio da atual Legislatura, além de ter a esposa, Ana Paula Lobato (PSB), eleita primeira suplente de senador na chapa de Flávio Dino Segundo: o PSB, partido do governador Carlos Brandão, saiu das urnas com nove deputados, o que representa quase 1/4 da composição da Casa, chamando a atenção para a eleição do ex-secretário de Saúde, Carlos Lula, com mais de 80 mil votos. Terceiro: a eleição se sete mulheres, com destaque especial para Iracema Vale, que saiu das urnas como campeã de votos e sendo a primeira deputada a bater a marca dos 100 mil votos. Vale registrar também a reeleição de deputados atuantes como Roberto Costa, Yglésio Moises, Wellington do Curso e Rafael Leitoa, garantias de articulações intensas nos bastidores. E lamentar a não reeleição de parlamentares como César Pires (PSD), Marco Aurélio (PSB) e Adriano Sarney (PV)

Seguem os eleitos para a Assembleia Legislativa:

  1. Iracema ValeELEITO

    PSB

    104.729votos

  2. Othelino NetoELEITO

    PCdoB

    84.815votos

  3. Carlos LulaELEITO

    PSB

    80.828votos

  4. Davi BrandãoELEITO

    PSB

    67.392votos

  5. Florêncio NetoELEITO

    PSB

    56.100votos

  6. Fabiana VilarELEITO

    PL

    55.314votos

  7. Solange AlmeidaELEITO

    PL

    55.193votos

  8. Francisco NagibELEITO

    PSB

    53.125votos

  9. Mical DamascenoELEITO

    PSD

    52.123votos

  10. Neto EvangelistaELEITO

    UNIÃO BRASIL

    50.923votos

  11. Aluizio SantosELEITO

    PL

    50.770votos

  12. Osmar FilhoELEITO

    PDT

    50.117votos

  13. Rafael LeitoaELEITO

    PSB

    49.798votos

  14. Dra VivianneELEITO

    PDT

    49.202votos

  15. Andreia Martins RezendeELEITO

    PSB

    48.186votos

  16. Rildo AmaralELEITO

    PROGRESSISTAS

    48.090votos

  17. AbigailELEITO

    PL

    48.025votos

  18. DaniellaELEITO

    PSB

    47.277votos

  19. Edna SilvaELEITO

    PATRIOTAS

    46.248votos

  20. Glalbert CutrimELEITO

    PDT

    45.134votos

  21. Guilherme PazELEITO

    PATRIOTAS

    44.844votos

  22. Rodrigo LagoELEITO

    PCdoB

    43.292votos

  23. Fernando BraideELEITO

    PSC

    42.506votos

  24. Ricardo ArrudaELEITO

    MDB

    42.056votos

  25. Dr. YglésioELEITO

    PSB

    42.009votos

  26. Eric CostaELEITO

    PSD

    40.629votos

  27. Ariston GonçaloELEITO

    PSB

    40.236votos

  28. Arnaldo MeloELEITO

    PROGRESSISTAS

    39.546votos

  29. Claudio CunhaELEITO

    PL

    39.104votos

  30. Janaina RamosELEITO

    REP

    38.927votos

  31. Antônio PereiraELEITO

    PSB

    38.329votos

  32. Hemeterio WebaELEITO

    PROGRESSISTAS

    37.709votos

  33. Claudia CoutinhoELEITO

    PDT

    37.435votos

  34. Junior FrançaELEITO

    PROGRESSISTAS

    35.820votos

  35. Juscelino MarrecaELEITO

    PATRIOTAS

    35.567votos

  36. Roberto CostaELEITO

    MDB

    34.156votos

  37. Ricardo RiosELEITO

    PCdoB

    29.304votos

  38. Júlio MendonçaELEITO

    PCdoB

    29.028votos

  39. Ana do GásELEITO

    PCdoB

    27.425votos

  40. Leandro BelloELEITO

    PODEMOS

    25.064votos

  41. Júnior CascariaELEITO

    PODEMOS

    24.910votos

  42. Wellington do CursoELEITO

    PSC

    24.800votos

São Luís, 03 de Outubro de 2022.

Cinco milhões decidirão se elegem Brandão em turno único ou querem desfecho em dois turnos

 

Lula da Silva e Carlos Brandão são favoritos; Lahesio Bonfim e Weverton disputam a segunda colocação na corrida para o Governo do Estado, que será decidida hoje

Numa eleição decisiva que mobilizará neste domingo 156,4 milhões de eleitores em todo o Brasil, para bater martelo eleitoral na escolha do novo presidente da República, sendo quase certo que escolherão entre o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, e o ex-presidente Lula da Silva (PT), favorito em todas as pesquisas, o Maranhão terá seu futuro político decidido por 5,04 milhões de eleitores, que além do presidente, elegerão o governador, 1 senador, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais.

Governo

De acordo com a pesquisa Ipec (ex-Ibope), contratada e divulgada ontem à noite pela TV Mirante, o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, chegou ao dia da votação com 45% das intenções de voto, o que equivale a 48% dos votos válidos, contra 22% (23% dos válidos) de Lahesio Bonfim (PSC), 20% (22% dos válidos) de Weverton Rocha (PDT), 5% (5% dos válidos) de Edivaldo Holanda Jr. (PSD), 1% de Simplício Araújo (SD) e 1% de Joás Moraes (DC) – Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) não pontuaram. A pesquisa encontrou ainda 7% de eleitores que votarão em branco ou anularão o voto. Vale prever que, parte desse grupo de eleitores insatisfeitos e indecisos, que representam cerca de 350 mil votos, pode decidir hoje pela valorização do seu direito de escolha votando para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

A julgar pela relação dos números, a pesquisa Ipec prevê que haverá dois turnos na disputa para o Governo do Estado. Mas se aplicada a base da margem de erro (3%) sobre os votos válidos, o governador Carlos Brandão poderá chegar a 51%, o que lhe dá uma chance remota, mas possível, de ser reeleito logo no primeiro turno. O dado diferenciado da pesquisa é que Lahesio Bonfim está à frente de Weverton Rocha, embora pela margem de erro os dois estejam tecnicamente empatados. Também a julgar pelos números do Ipec, Edivaldo Holanda Jr. está praticamente fora da disputa, com quase nenhuma chance de reverter esse cenário. Na hipótese de segundo turno, as forças que apoiam os candidatos que saírem da disputa deverão se reagrupar em torno do governador Carlos Brandão e/ou do seu adversário, que só será conhecido com o anúncio do resultado.

Se o pronunciamento das urnas confirmar o favoritismo do governador Carlos Brandão, a maioria do eleitorado maranhense respaldará mais uma vez o movimento político liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), que vem imprimindo amplas mudanças nas relações políticas e no conceito e na forma de governar, com foco no social e na lisura das ações do governo. Em optando por um dos seus concorrentes mais próximos, Lahesio Bonfim ou Weverton Rocha, poderá haver duas vias de desdobramento, a primeira imprevisível, à medida que não se sabe com clareza quem assumirá o poder, e a outra, mais clara, mas marcada por um projeto pessoal, inconsistente, baseado apenas na vontade de um político jovem, ousado e controverso. Todas as pesquisas de intenção de voto feitas desde que as convenções partidárias formalizaram as candidaturas, dois meses atrás, indicaram que a maioria do eleitorado tende a aprovar, de maneira enfática, o projeto de modernização iniciado e intensificado nos sete anos e três meses dos governos Flávio Dino e agora pelo governador Carlos Brandão, que prometeu levá-lo em frente.

Senado

Flávio Dino está a mais de trinta pontos percentuais à frente de Roberto Rocha

Se não identificou uma definição clara na disputa pelo Palácio dos Leões, a pesquisa Ipec não encontrou dúvidas em relação à corrida para a vaga no Senado. O ex-governador Flávio Dino (PSB) chega ao dia da votação com nada menos que 58% de intenções de voto, o que representa robustos 63% de votos válidos. O seu principal concorrente, senador Roberto Rocha (PTB), que busca a reeleição, aparece com 21% de intenções de voto, o equivalente a 28% dos votos válidos. Ivo Nogueira (DC), Antônia Cariongo (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) somaram 6%, enquanto nulos, brancos e indecisos somaram 13%.

Por mais imprevisível que seja um processo eleitoral, não há como não enxergar a eleição do ex-governador Flávio Dino para o Senado. A começar pelo fato de que sua base de aceitação política não é uma ficção, mas o resultado de um projeto político inteligente e colocado em prática desde a campanha eleitoral de 2014 e consolidado nas ações de um governo competente e correto, em relação ao qual não pairam dúvidas nem suspeitas. Além de ganhar o apoio da maioria dos maranhenses como gestor correto e eficiente, Flávio Dino ganhou o respeito nacional como governante e como militante político, tornando-se uma das mais importantes vozes políticas do País da sua geração, principalmente como oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

O senador Roberto Rocha, que tem longa trajetória, chegou à condição de candidato à reeleição com o desenrolar de uma vida partidária conturbada, tendo saído do PSB,  símbolo da esquerda moderada, para desembarcar no PTB, que hoje representa o que há de mais retrógrado na extrema-direita. Aliou-se a três candidatos a governador alinhados ao bolsonarismo e fez uma campanha solitária e desconectada da realidade. Entrou na corrida pela reeleição absolutamente consciente de que não tinha condições de disputar para valer, conforme o alertaram as mais de duas dezenas de pesquisas feitas ao longo do ano eleitoral.

Antônia Cariongo, Saulo Arcangeli e Ivo Nogueira participaram da corrida de maneira equilibrada e decente.

Em Tempo: A pesquisa Ipec ouviu 800 pessoas em 41 municípios, entre os dias 28 a 30 de setembro. Tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada no TER sob o protocolo MA-03514/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa causou preocupação com possível migração de eleitores de Weverton

Os números da pesquisa Ipec causaram uma forte preocupação no QG da campanha do senador Weverton Rocha: a migração de muitos dos seus eleitores na última hora. Um graduado do PDT manifestou à Coluna o temor de que, diante do avanço de Lahesio Bonfim, muitos dos eleitores de Weverton Rocha incorporem a tese do voto útil e migrem para outras candidaturas. Na avaliação da fonte pedetista, se essa migração acontecer, em larga ou em pequena escala, “o pior dos mundos” será perder votos para Lahesio Bonfim. O prócer pedetista previu também a possibilidade de acontecer o inverso, admitindo ser menos provável.

 

Carreata bolsonarista ocupou a Litorânea, mas não contagiou muitos dos que lá estavam

Bolsonaristas mobilizados na Avenida Litorânea: festa para eles próprios

Partidários do presidente Jair Bolsonaro reuniram ontem todos os seus esforços para dar uma demonstração de força política e eleitoral. Entre 16 e 18 horas eles tomaram de conta da Avenida Litorânea com uma carreata que ocupou pelo menos seis dos seus oito quilômetros. Estavam animados, fazendo muito barulho, demonstrando empolgação com o “mito”, o “capitão” o presidente e o “Bolsonaro” em palavras de ordem, jingles e apelos com a bandeira nacional. Mas um fato chamou a atenção de quem caminhava pelo calçadão: a empolgação dos bolsonaristas não contaminou quem se encontrava na Litorânea naquele momento. Pelo menos ao longo da Avenida, o louvável esforço dos muitos bolsonaristas reunidos na carreata só serviu mesmo para entusiasmar ele próprios.

São Luís, 02 de Outubro de 2022.

Assembleia: Othelino lidera lista dos prováveis reeleitos e Carlos Lula é destaque entre os possíveis novos

 

Othelino Neto e Roberto Costa devem renovar mandatos; Carlos Lula e Fernando Braide devem integrar o time dos novos

Se as projeções de confirmarem, pelo menos metade da Assembleia Legislativa, cuja composição é de 42 deputados, será renovada nas eleições deste domingo. Os parlamentares que, de acordo com as previsões, serão eleitos, formam o time que de fato fez a diferença nos últimos quatro anos no plenário e nos bastidores do Poder Legislativo. É o caso do presidente Othelino Neto (PCdoB), cuja reeleição é dada como certa, e com um diferencial a mais: ele pode sair das urnas como o mais votado. A eleição para o parlamento estadual é a que reúne maior número de candidatos – são mais de quinhentos -, e pelas projeções mais recentes, entre 20 e 23 se reelegerão, enquanto os demais terão de ceder suas cadeiras aos que desembarcarão no Palácio Manoel Beckman como deputados de primeira viagem. Os mais já estão consolidados na lista de apostas, e poucas dúvidas restam de que a maioria dos apontados como prováveis eleitos sairão das urnas com mandato garantido.

Entre os que devem ter mandato renovado, como o presidente Othelino Neto, estão deputados atuantes como legisladores e articuladores políticos, como o deputado Roberto Costa (MDB), que participou de todos os momentos políticos decisivos dos últimos anos no Maranhão. Como ele, o deputado Marco Aurélio (PSB), que liderou a bancada governista, Glaubert Cutrim (PDT), atual vice-presidente da Casa, Rafael (PSB), que foi líder do Governo, os experientes Arnaldo Melo (PP), ex-presidente, César Pires (PSD) e Antônio Pereira (PSB), as ativas deputadas Daniella (PSB), Andrea Resende (PSB), Ana do Gás (PCdoB), Mical Damasceno (PSD) e Thaiza Hortegal (PDT), o produtivo legislador Yglésio Moises (PSB), os ativos Neto Evangelista (UB), Zé Inácio (PT), Adriano Sarney (PV), e Adelmo Soares (PSB), Wellington do Curso (PSC), Rildo Amaral (SD), Ricardo Rios (PSB), Wendell Lages (PV), Vinícius Louro (PL) e Leonardo Sá (PP).

Independentemente das suas cores partidárias e ideológicas e das bandeiras que defendem, esses e outros deputados são políticos de carreira. Eles tentam renovar seus mandatos como um passo a mais no seu envolvimento com os problemas do estado, especialmente na perspectiva regional, havendo entre eles os que estão determinados a chegar ao topo da carreira.

A outra metade da lista é formadas por nomes que se destacaram durante a campanha e devem conquistar o tão sonhado mandato de deputado estadual, bem como por nomes que já estiveram no parlamento estadual.

Um dos mais destacados do grupo dos prováveis é o ex-secretário estadual de Carlos Lula (PSB). Nessa nau estão Francisco Nagib (PSB), ex-prefeito de Codó; Florêncio Neto (PSB), que tenta a vaga a ser aberta pelo pai, deputado Carlos Florêncio (PCdoB), e Iracema do Vale (PSB). A lista dos prováveis deputados de primeiro mandato aumenta com o ex-secretário de Desenvolvimento Agrário, Rodrigo Lago (PCdoB), o vereador e atual presidente da Câmara de São Luís Osmar Filho (PDT), a primeira-dama de Matões Cláudia Coutinho (PDT), a primeira-dama de Imperatriz Janaína Ramos (Republicanos), o advogado Fernando Braide (PSC), irmão do prefeito de São Luís Eduardo Braide (sem partido), Inácio Melo (PSDB), consorte da senadora Eliziane Gama (Cidadania), e Luciana Vilar (PL), prima do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL). No mesmo time estão o ex-prefeito de Tuntum Cleomar Tema (PSB) e o ex-prefeito de Barra do Corda Eric Costa (PDT), e também do vereador por São Luís, jornalista Marcial Lima (Podemos), e o ex-secretário estadual de Turismo Catulé Júnior (PP). Despontam ainda o ex-deputado Hemetério Ueba (PP), Coronel Schnneyder (MDB), que disputou a Prefeitura de Timon, e Ricardo Arruda (MDB).  Fecham essa lista de possíveis eleitos os candidatos Júnior Cascaria (Podemos) e a ex-deputada Valéria Macedo (Podemos).

Não existe nenhuma garantia de que esses nomes são os que de fato serão eleitos. Mas são eles e alguns outros que estão compondo diversas listas de previsão que circulam no meio político e na blogosfera desde o início do mês passado, e pelas quais ninguém se responsabiliza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana, Duarte Jr., Detinha e Fufuca são nomes fortes na corrida à Câmara Federal

Roseana Sarney e Guarte Jr. estão entre os novos mais cotados: André Fufuca e Márcio Jerry cotados para renovar mandatos de deputado federal amanhã

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que suspendeu a aposentadoria política, o deputado estadual Duarte Jr. (PSB), que teve bom desempenho na corrida à Prefeitura de São Luís em 2020, a deputada estadual Detinha (PL), que decidiu morar com o marido Josimar de Maranhãozinho em Brasília, e os deputados federal André Fufuca (PP), Bira do Pindaré (PSB) e Márcio Jerry (PCdoB), que busca a reeleição, lideram a bolsa de apostas sobre os nomes mais cotados para compor a bancadas maranhense na Câmara Federal.

A lista inclui também os deputados federais Rubens Júnior (PT), Cléber Verde (Republicanos), Aluísio Mendes (PSC), Edilázio Jr. (PSD), Pedro Lucas Fernandes (UB), Juscelino Filho (UB) e Zé Carlos Araújo (PT), Júnior Lourenço (PL) e Marreca Filho (Patriotas), que buscam a reeleição.

Num outro campo, nomes novos estão se movimentando intensamente e sinalizando com a possibilidade de saírem das urnas com passaporte para morar na Capital do País pelos próximos quatro anos. É o caso da jovem política caxiense Amanda Gentil (Republicanos), do ex-secretário estadual de Infraestrutura Clayton Noleto (PSB), da militante tocantina Mariana Carvalho (PSC), da advogada Flávia Alves (PCdoB), de Luciana Genésio (PDT) e Wolmer Araújo (Patriotas).

É claro que não há nenhuma garantia que esses nomes serão bem sucedido e saiam das urnas formando a bancada na Câmara Federal. Mas a experiência que pelo menos parte deles estará em Brasília no ano que vem.

 

TV, Rádio e redes sociais da Assembleia Legislativa cobrirão as eleições deste domingo

Edwin Jinkings idealizou a cobertura das eleições pela TV e Rádio Assembleia

A TV Assembleia, a Rádio Assembleia e as redes sociais do Poder Legislativo vão atuar integradas numa ampla cobertura das Eleições 2022, informando tudo sobre o processo de votação e apuração, numa agenda de acompanhamento que resultará na divulgação dos eleitos para presidente da República, governador do Estado, senador, deputado federal e deputado estadual. Planejada dentro da melhor técnica do Jornalismo eletrônico pela Diretoria de Comunicação do Poder Legislativo, a programação de cobertura será iniciada às 8 horas deste domingo, só devendo ser concluída com o anúncio dos eleitos.

Idealizador do projeto de cobertura especial das Eleições 2022, o diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Edwin Jinkings, ressalta que o objetivo é informar à população todos os detalhes do andamento do pleito. “Estamos inovando nestas eleições, dinamizando e ampliando a cobertura, para garantir a maior amplitude das informações. Entre as novidades, pela primeira vez serão feitos flashes ao vivo das eleições. Também haverá o especial ‘Plantão Eleições 2022’, com dados atualizados, acompanhamento da apuração e análises. Será uma cobertura bem completa e abrangente”, destaca Edwin Jinkings.

Na cobertura, a TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; Sky, canal 309) e a Rádio Assembleia (96.9 FM) manterão plantão durante todo o domingo, veiculando flashes ao vivo da movimentação de eleitores ao logo do dia e com os acontecimentos que marcarão o dia de votação, das 8h às 17h.

A programação de cobertura terá como ponto alto o programa ‘Plantão Eleições 2022’, que será exibido a partir das 19h30, com apresentação de Ely Coelho e comentários da diretora adjunta de Comunicação, jornalista Silvia Tereza; da subdiretora de TV e Rádio da Alema, Glaucione Pedrozo; e do coordenador de Jornalismo da TV Assembleia, Fábio Cabral. Eles farão análises dos dados e comentarão o andamento do pleito.

As redes sociais (Instagram e Twitter) trarão conteúdo especial sobre as eleições. A programação da Rádio Assembleia também será retransmitida pela Rádio Senado (96,9 FM).

São Luís, 01 de Outubro de 2022.

Lula resistiu ao ataque violento de 5 adversários e Bolsonaro não foi além do auxílio e dos combustíveis

 

Jair Bolsonaro atacou forte, mas Lula da Silva reagiu duro, com munição pesada

O debate de ontem entre os candidatos a presidente da República provavelmente pouco ou nada alterou no quadro de preferências do eleitorado maranhense, e dificilmente terá causado maiores entusiasmos nos aliados em disputa pelo Governo do Estado e pelo Senado. Mesmo enfrentando todos os demais candidatos, o ex-presidente Lula da Silva (PT) conseguiu reagir a cada ataque no tom certo, mantendo sua posição como referência para a chapa Carlos Brandão/Flávio Dino (PSB), que, como a dele com Geraldo Alckmin (PSB), lidera as intenções de voto no Maranhão. O candidato Weverton Rocha (PDT), mais próximo do presidente Jair Bolsonaro (PL), uma vez que tem um vice do PL, o deputado estadual Hélio Soares, certamente mão gostou de nada do que assistiu: o aliado sem propostas, sustentando seu projeto de reeleição no Auxílio Brasil e no preço dos combustíveis e sendo “auxiliado” pelo candidato do PTB, Padre Kelmon, que entrou definitivamente para o folclore político do País. Se já não queria conversa com Ciro Gomes como candidato do seu partido, o senador Weverton Rocha deve ter ficado mais distante dele, devido ao seu comportamento em relação a Lula da Silva no debate de ontem.

Ciro Gomes iniciou sua participação no debate disparando fogo pesado contra Lula da Silva, devendo ter confirmado a sua condição de isolamento no contexto dos candidatos ao Governo do Maranhão. O candidato do PDT deixou no ar a impressão de que escolhera o líder petista como alvo preferencial, mesmo sabendo que com isso não conseguiria reverter o quadro, optando pela estratégia de “estragá-lo”. Isso ficou claro à medida que Ciro Gomes foi muito mais duro com o Lula da Silva do que com o presidente Jair Bolsonaro, em quem bateu, mas sem a vontade de destruir com que atacou o líder do PT. Tanto que num dado momento o ex-presidente rebateu no mesmo tom.

Simone Tebet (MDB), Felipe Ávila (Novo) e Soraya Thronike União Brasil) também escolheram Lula da Silva como adversário preferencial, embora tenham disparado fogo pesado contra Jair Bolsonaro. A candidata emedebista bateu forte no ex-presidente, mas num tom mais respeitoso do que atacou o atual presidente, a quem acusou de corrupção e de genocídio, e chamou de mentiroso, de maneira enfática em vários momentos. Também a candidata do União Brasil jogou pesado com o presidente, chamando-o de mentiroso várias vezes, tendo também atacado fortemente o PT, poupando a pessoa do ex-presidente da República. Soraya Thronike travou um duro bate-boca com Jair Bolsonaro, com forte troca de acusações. Mesmo tendo atacado Jair Bolsonaro e seu governo, Felipe D`Ávila deixou muito clara sua proximidade ideológica com o presidente, tendo muito mais duro com o ex-presidente Lula da Silva.

Beneficiada pelas circunstâncias e usando o preparo já demonstrado durante a campanha, a candidata emedebista Simone Tebet teve um bom desempenho, bem melhor do que o de Ciro Gomes, por exemplo, atuando como oposição a Jair Bolsonaro e como adversária de Lula da Silva, mas dentro de um padrão civilizado de confronto político. Soraya Thronike, até por limitação mesmo, não foi muito convincente, embora tenha sido coerente com o seu discurso em favor do imposto único e no embate com Jair Bolsonaro.

Numa visão realista sobre desempenho, é justo afirmar que, mesmo apanhando de todos os demais candidatos, o ex-presidente Lula da Silva sobreviveu e, se não acrescentou pontos à sua já elástica vantagem na preferência do eleitorado, certamente não perdeu votos, principalmente no Maranhão, onde deve vencer com grande folga. Jair Bolsonaro iniciou o debate disposto a destruir Lula da Silva, mas foi rebatido com fogo pesado, e mesmo com o socorro de Padre Kelmon e com a oposição suave do candidato do Novo, saiu do debate menor do que entrou, pelo simples fato de que tentou vender um governo criticado por quase todos e não disse uma palavra sobre o que pretende realizar se conseguir a reeleição.

No geral, a impressão que ficou foi a de que Ciro Gomes foi o grande perdedor, principalmente pela maneira agressiva com que tratou o ex-presidente Lula da Silva, de quem foi ministro durante três anos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Apoiadores de Lula no Maranhão foram dormir sem trauma, os de Bolsonaro, nem tanto

Carlos Brandão e Flávio Dino foram dormir aliviados; Weverton Rocha e Roberto Rocha foram para cama mais preocupados

O debate de ontem definiu de vez o posicionamento dos candidatos a governador do Maranhão em relação aos candidatos a presidente da República. Deu ao governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, e ao ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado, a certeza de que a candidatura do ex-presidente Lula da Silva é a que tem mais densidade e pode ser mesmo vitoriosa neste domingo. O senador Weverton Rocha (PDT) deve ter ido dormir com a sensação de que seu candidato mais próximo do seu projeto de poder, o presidente Jair Bolsonaro, pode ter perdido a chance de virar o jogo, e que o candidato do seu partido, Ciro Gomes, teve sua candidatura sepultada. O sofrível desempenho de Jair Bolsonaro deve ter também levado Lahesio Bonfim (PSC) a profunda reflexão antes de dormir. O mesmo deve ter acontecido com o senador Roberto Rocha em relação a Jair Bolsonaro, mas principalmente em relação a Padre Kelmon, que em nada ajudaram sua candidatura à reeleição.

 

Padre Kelmon foi o destaque mambembe do debate

Padre Kelmon: uma aberração na corrida presidencial

Padre Kelmon, candidato do PTB, que no Maranhão tem o senador Roberto Rocha, candidato à reeleição, como aliado partidário – embora passem a impressão de que desconhecem a existência um do outro -, foi o “diferencial” do debate. Como que saído de um folhetim, conseguiu a proeza de reunir um laranja despreparado, um pau-mandado sem decência, um bobo de corte, um oportunista, um boi-de-piranha e um palhaço de circo mambembe em um só personagem.  Um “padre de festa junina”, ou seja, uma piada, como o definiu a candidata Soraia Thronike. Tudo com um só objetivo: atacar Lula da Silva, atuando como linha-auxiliar do presidente Jair Bolsonaro. Seu papel tem sido óbvio ululante, inclusive quando usa a cara-de-pau para reclamar de estar sendo “desrespeitado como sacerdote”. Não foi sem razão que, impedido de ser candidato por ser condenado por corrupção, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, o escolheu para ser o para-choque do presidente nessa corrida.

São Luís, 30 de Setembro de 2022.

Brandão é confirmado líder na guerra de pesquisas travada por Weverton, Lahesio e Edivaldo Jr.

 

Carlos Brandão liderra todas as pesquisas em que Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. divergem fortemente, com posições diferenciadas

Às vésperas das eleições, uma guerra de números, travada pelos candidatos Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) pelo segundo lugar nas preferências do eleitorado, vem sacudindo os bastidores da disputa pelo Governo do Estado. Essa posição garante vaga num eventual segundo turno, mesmo sendo visível uma forte tendência de que a disputa pelo Palácio dos Leões pode ser resolvida já no primeiro turno com a reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), franco favorito na corrida, segundo todas as pesquisas. Essa guerra, marcada por outra guerra, a de informação e da desinformação, certamente será alimentada até sábado (01/10), quando o instituto Ipec (ex-Ibope), contratado pela TV Mirante, dará a palavra final sobre previsão de como deve ser o resultado da corrida aos Leões.

A guerra dos números atingiu primeiro a pesquisa Econométrica, que prevê a possibilidade de o governador Carlos Brandão ser reeleito no primeiro turno, tendo o candidato Lahesio Bonfim em segundo lugar, tornando-o seu adversário na hipótese de uma segunda rodada. O levantamento deveria ter sido divulgado na segunda-feira, mas foi embargada na Justiça pelo QG do senador Weverton Rocha. O tiro saiu pela culatra, uma vez que a Justiça liberou a divulgação dos números na terça-feira, com impacto direto no debate entre os candidatos na TV Mirante, no qual o candidato do PDT sofreu um pesado bombardeio de perguntas incômodas.

Logo após o debate, que foi marcado por um confronto direto entre os candidatos do PDT, do PSC e do PSD, o instituto Exata, contratado pela TV Difusora, acusada por muitos de ser linha auxiliar do candidato do PDT, divulgou uma pesquisa confirmando liderança folgada do governador Carlos Brandão, mas sem previsão de turno único, e apontando o senador Weverton Rocha em segundo, onze passos atrás do líder, mas nove passos à frente de Lahesio Bonfim. No dia anterior, o QG do senador pedetista tentara interceptar uma pesquisa do instituto Scala, com base no Tocantins, contratado por Lahesio Bonfim, informando que o candidato do PSC estaria em segundo lugar, confirmando a informação do Econométrica.

E para incrementar mais ainda a guerra de números, o mundo político foi surpreendido pelas redes de WhatsApp, na terça-feira, com a divulgação de uma pesquisa do instituto Percent Brasil, de Mato Grosso do Sul, apontando a liderança do governador Carlos Brandão, mas com o candidato Edivaldo Holanda Jr. em segundo lugar, com Lahesio Bonfim em terceiro e, para espanto de todos, Weverton Rocha na quarta posição. A tal pesquisa foi amplamente divulgada nas redes sociais e duramente contestada, tanto pelo QG de Lahesio Bonfim, quanto pelo comando da campanha de Weverton Rocha. E como não poderia deixar de ser, partidários de Edivaldo Holanda Jr. fizeram festa com tal informação, causando perplexidade em muitos observadores.

Chama a atenção o fato de que, independentemente dos seus financiadores, todas as pesquisas apontaram a liderança, ampla e sólida, do governador Carlos Brandão. Nesse ambiente, uma prevendo a possibilidade da sua reeleição em turno único, outras lhe dando percentuais mais modestos, mas robustos o suficiente para vencer a disputa no primeiro e no segundo turno. Outro ponto destacado é a posição do senador Weverton Rocha, que parecia consolidada, mas foi agora colocada em xeque pela pesquisa Econométrica e por uma do instituto tocantino Scala, as quais, mesmo com percentuais diferentes, o encontraram atrás do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, aumentando a incerteza nas suas hostes.

A eleição para o Governo do Estado está decidida? Não é possível afirmar que sim ou que não com total segurança. Mas a julgar pelo histórico de pesquisas divulgadas nessa campanha, não restam dúvidas de que o governador Carlos Brandão é o candidato mais viável, que cresceu compassadamente, mas com firmeza, credenciando-se à renovação do mandato. Com o apoio determinado e politicamente correto do ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato favorito ao Senado, e do ex-presidente Lula da Silva (PT), favorito ao Palácio do Planalto, não será surpresa se sua eleição se der em turno único.

Lembrando que o eleitorado tem seus caprichos e seus momentos de imprevisibilidade.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Firmeza, surpresa e indiferença no encerramento da campanha no rádio e na TV

Flávio Dino fez encerramento sereno; Roberto Rocha se despediu abatido por causa da doença do seu filho

A campanha eleitoral no rádio e na TV foi encerrada ontem. Entre os candidatos ao Palácio dos Leões, o governador Carlos Brandão cumpriu rigorosamente a etapa final do roteiro fazendo um discurso de encerramento, com pedido de votos e fechado com a participação do ex-presidente Lula da Silva, que reforçou o aval à sua candidatura. Weverton Rocha remontou algumas falas e repetiu que se eleito não terá problema de conviver com Lula da Silva ou com Jair Bolsonaro, não mencionando Ciro Gomes, candidato do seu partido. O loquaz Simplício Araújo se despediu sem fala, apenas exibindo uma bandeira do Maranhão. Edivaldo Holanda Jr. se despediu pedindo votos. Lahesio Bonfim e Enilton Rodrigues ignoraram o encerramento repetindo programas já batidos.

No caso dos candidatos ao Senado, o encerramento da campanha foi marcado por uma surpreendente diferença. Primeiro, o ex-governador Flávio Dino encerrou sua campanha para cima, com serena segurança, fazendo um balanço do seu período de Governo e associando seu projeto eleitoral ao do governador Carlos Brandão, dando o sentido pleno de unidade partidária e harmonia política.

O senador Roberto Rocha (PTB) surpreendeu ao encerrar sua campanha com o anúncio de que estava seguindo para São Paulo para dar assistência a seu filho, que enfrenta um câncer e encontra-se internado em estado preocupante. Visivelmente abatido, o senador fez uma fala emocionalmente forte e em cuja conclusão afirmou que sua campanha pela reeleição “segue firme”.

Alguns candidatos a deputado estadual compreenderam a importância do encerramento da campanha e focaram suas mensagens no assunto, fazendo um último pedido de voto. O MDB usou a criatividade e reuniu numa foto os seus pouco mais de vinte candidatos à Assembleia Legislativa, com uma oportuna mensagem pedindo a eleição deles.

A maioria dos candidatos e seus partidos não deu a devida importância ao encerramento da campanha.

 

Daniella X Claudia: quem leva a melhor em Caxias?

Daniella Meneses e Claudia Menezes: disputa acirrada por votos em Caxias

Uma disputa acirrada está sendo travada em Caxias na corrida à Assembleia Legislativa. De um lado, Claudia Coutinho (PDT), mulher do prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho (PDT). De outro, Daniella Meneses (PSB), deputada estadual apoiada pelo prefeito Fábio Gentil (PP), seu namorado.

Claudia Coutinho foi a escolhida pela Família Coutinho para substituir a deputada Cleide Coutinho, que decidiu se aposentar da vida parlamentar e conta com o apoio do senador Weverton Rocha. Politicamente atuante, Claudia Coutinho tem sido o principal esteio da gestão do seu marido na Prefeitura de Matões, mas com ligação política umbilical com Caxias.

Integrada à base do governador Carlos Brandão, a deputada Daniella, como é chamada, tem origem política em Presidente Dutra, foi muito bem votada em Tuntum, mas devido ao rompimento conjugal com o ex-prefeito tuntuense Tema Cunha, que é candidato a deputado estadual, ela migrou para Caxias, onde tem feito um intenso trabalho para se integrar politicamente à cidade, conhecida pela sua forte personalidade política.

No meio político, a impressão corrente é a de que as duas sairão das urnas eleitas. Mas o que todo mundo quer saber é qual das duas terá mais votos na Princesa do Sertão.

São Luís, 29 de Setembro de 2022.

Sob o impacto da pesquisa Econométrica, Weverton, Lahesio e Edivaldo Jr. se confrontaram na TV Mirante

 

Simplício Araújo, Edivaldo Holanda Jr., Weverton Rocha, Lahesio Bonfim, Enilton Rodrigues e Carlos Brandão prontos para o debate nos estúdios da TV Mirante

O debate promovido pela TV Mirante entre seis dos nove candidatos a governador pode ter decidido a disputa da segunda vaga num eventual segundo turno, caso a eleição não seja decidido no primeiro turno, como previu a pesquisa Econométrica/O Imparcial, divulgada ontem, e segundo a qual o governador Carlos Brandão (PSB) tem 47,4% das intenções de voto, o que equivale a 51,4% dos votos válidos. A guerra foi travada pelos candidatos Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) sob o impacto da pesquisa (veja abaixo) cujos números mostram que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes alcançou o segundo lugar, com 21,9% das intenções de voto, deixando o senador pedetista em terceiro lugar, com 18,2%, ficando o ex-prefeito de São Luís na quarta posição com 4,3%. Não foi sem razão, portanto, que eles trocaram duras acusações, deixando claro que estavam ali com esse objetivo. Simplício Araújo (SD) tentou entrar no jogo, mas não conseguiu. O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. foi, de longe, o mais agressivo, disparando perguntas ácidas principalmente para Weverton Rocha, que tentou se defender e contra-atacar. Edivaldo Holanda Jr. focando também no ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, que por sua vez atacou e contra-atacou intensidade na refrega entre os três.

Mediado pelo jornalista global Paulo Renato Soares, o confronto favoreceu diretamente o governador Carlos Brandão (PSB), que se manteve ileso e propositivo, mesmo quando foi alcançado por uma pergunta incômoda feita por Lahesio Bonfim a respeito da presença do seu sobrinho, Ribamar Brandão, na cena do crime do em que o empresário João Bosco Pereira foi assassinado. No mais, nada de novo, nenhuma proposta, nada que não já não tenha sido dito e repetido muitas vezes durante a campanha no rádio e na TV e nos outros debates e entrevistas.

Logo no início, ficou claro que Lahesio Bonfim foi para o debate determinado a fulminar Weverton Rocha e Edivaldo Holanda Jr. e, na medida do possível, tentar constranger o governador Carlos Brandão. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes não perdeu tempo, disparando contra o pedetista e o pessedista. Questionou a ação parlamentar de Weverton Rocha, que tentou sair pela tangente, e disparou contra Edivaldo Holanda Jr. lembrando o escândalo da compra superfaturada de máscaras na sua gestão em plena pandemia. O ex-prefeito de São Luís reagiu logo em seguida, tirando do colete o processo em que Lahesio Bonfim aparece como parte de uma suposta quadrilha que teria surrupiado R$ 44 milhões da Prefeitura de São Pedro dos Crentes. Os dois trocaram várias e afiadas farpas, mas conseguiram manter a linha de maneira civilizada. Lahesio Bonfim tentou tirar Carlos Brandão do eixo com a pergunta sobre o suposto envolvimento do sobrinho no caso que resultou no assassinato do empresário, mas o governador não perdeu a calma nem pareceu constrangido: respondeu que a polícia está investigando e lembrou que seu parente sequer é citado no processo. E sem alterar a voz nem o ânimo, continuou falando das suas propostas.

Edivaldo Holanda Jr. foi, de longe, o candidato mais agressivo no confronto do trio que aspira a segunda vaga num eventual segundo turno. Ele perguntou, de chofre, a Weverton Rocha sobre o famoso caso dos R$ 5 milhões pagos adiantados quando o senador foi secretário de Esporte e Juventude no Governo Jackson Lago. Weverton Rocha respondeu dizendo que até o Jornal Nacional (Rede Globo) já noticiou o encerramento do processo, ao que o ex-prefeito reagiu dizendo não ser verdade. E logo em seguida disparou perguntando como Weverton Rocha explica o fato de ter aumentado seu patrimônio em mais de 1.000% em quatro anos, ao que Weverton Rocha saiu pela tangente e não respondeu.

O fato é que o debate foi claramente marcado pela disputa entre Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Edivaldo Holanda Jr.. E o resultado não foi bom para o candidato do PDT, que tentou evitar a pancadaria e não deu respostas precisas às estocadas, sem, porém, impor um ritmo que pretendia para expor suas propostas, limitando-se a repetir tudo o que dissera dezenas de vezes na propaganda eleitoral e nos debates anteriores, como a ressurreição do Programa Primeiro Emprego e a construção do Hospital do Amor, em Imperatriz, por exemplo. O bombardeio que recebeu de Edivaldo Holanda Jr. e Lahesio Bonfim o deixaram irritado, mas ele se esforçou e conseguiu manter a linha.

No geral, o governador Carlos Brandão saiu do debate como entrou, tendo aproveitado bem o seu tempo para “vender” as realizações do seu Governo. E favorecido pelo fato de que todos os candidatos, sem exceção, reconheceram, mesmo a contragosto, avanços do Governo Flávio Dino, que ele agora comanda do titular, o governador Carlos Brandão foi firme nas respostas a provocações, deixando claro que está pronto para seguir governando o Maranhão, e com possibilidade de liquidar a fatura já no próximo Domingo. Quanto ao desfecho do confronto entre Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Edivaldo Holanda Jr., esse será conhecido na pesquisa Ipec a ser divulgada no sábado, véspera da eleição.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão pode vencer já no primeiro turno e Lahesio passa Weverton

Carlos Brandão lidera e Lahesio Bonfim deixa Weverton Rocha para trás

A nova pesquisa O Imparcial/Econométrica para o Palácio dos Leões aponta o governador Carlos Brandão (PSB) liderando com 47,4% das intenções de voto, seguido de Lahesio Bonfim (PSC) com 21,9%. O senador Weverton Rocha (PDT) aparece na terceira colocação com 18,2%, seguido de Edivaldo Holanda Jr (PSC) com 4,3%. Em seguida, Enilton Rodrigues (PSOL) aparece com 0,2%. Já outros 0,1% votariam em Joas Moraes (DC), Hertz Dias (PSTU) e Simplício Araújo (SD). 4,5% não querem nenhum deles e 3,3% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa aponta uma possível vitória do governador Carlos Brandão já no primeiro turno, com 51,4 %. Nesse caso, Lahesio Bonfim terá a segunda posição com 23,7%, o senador Weverton Rocha em terceira colocação com 19,7; o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. com 4,6%; Enilton Rodrigues com 0,2% e empatados com 0,1% Joas Moraes, Hertz Dias e Simplício Araújo.

Em Tempo: A pesquisa ouviu 1.500 eleitores no período de 16 a 20 mais ou para menos, com margem de erro de 2,5% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% registro na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04251/2022.

 

Algumas farpas e posições na guerra verbal travada no debate da TV Mirante

Durante o debate na TV Mirante, os candidatos a governador realizaram um verdadeiro confronto político e pessoal Declarações que agitaram o debate entre os candidatos a governador:

Simplício Araújo, sobre ele próprio: “Eu tenho o melhor plano. Não sou eu quem diz, é o povo. Eu não sou egomaníaco!”

Simplício Araújo para Lahesio Bonfim: “Você é um mentiroso”.

Lahesio Bonfim sobre Simplício Araújo: “O Simplício cuspiu no prato em que comeu”.

Edivaldo Holanda Jr. para Weverton Rocha: “Quero que você explique aqui como você aumentou seu patrimônio em mais de mil por cento em quatro anos”.

Enilton Rodrigues sobre os candidatos: “É uma vergonha ter aqui três candidatos que usaram o Governo agora falando mal desse Governo”.

Carlos Brandão sobre ele próprio: “Tenho mais de 30 anos devida pública sem nenhum processo. Sou um homem sério, sou ficha limpa”.

Edivaldo Holanda Jr. repetiu pelo menos uma dezena de vezes a seguinte afirmação: “De todo aqui, eu sou o único que tem experiência e que sabe fazem no Governo do Estado”.

São Luís, 28 de Setembro de 2022.

Flávio Dino caminha a passos largos para ganhar a vaga de senador

 

Flávio Dino lidera com larga vantagem a corrida ao senado, seguido de Roberto Rocha, que busca a reeleição, Ivo Nogueira, Saulo Arcangeli e Antônia Cariongo

Em véspera de eleição, a prudência manda que se evite cantar vitória antes da hora, porque a regra pregada pela experiência diz que eleição só se ganha depois dos votos contados. Porém, como toda regra tem exceção, não é exagero nem precipitação prever que a disputa para o Senado no Maranhão está decidida, com a virtual eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB). Essa previsão tem como pilares as mais de duas dezenas de pesquisas feitas durante o ano eleitoral, iniciado em outubro do ano passado, as quais, sem qualquer exceção, previram que o candidato do PSB deve sair das urnas autorizado a representar o Maranhão na Câmara Alta durante os próximos oito anos. O arremate dessa previsão veio com a pesquisa Escutec, divulgada domingo, informando que Flávio Dino tem 57% das intenções de voto, enquanto seu principal adversário, o senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, tem 25%. Os demais candidatos aparecem assim: Ivo Nogueira (DC) com 4%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 2% e Antônia Cariongo (PSOL) com 1%. Indecisos somam 11%.

O ex-governador Flávio Dino caminha para o Senado embalado por um lastro que construiu com uma trajetória politicamente correta: liderou um movimento de renovação política, realizou um bom, limpo e diferenciado Governo, manteve a coerência quando optou por apoiar o vice-governador Carlos Brandão (PSB) na corrida sucessória estadual, conseguiu remontar em grande medida a aliança que o levou ao poder, ganhou estatura debatendo os problemas nacionais, foi uma das vozes mais ativas na oposição ao presidente Jair Bolsonaro e seu Governo, e foi linha de frente na articulação da candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Em resumo, Flávio Dino vem se consolidando como líder, atuando em todas as frentes sem abrir mão das suas convicções.

Respeitado nacionalmente pela sua trajetória como juiz federal, deputado federal e governador do Estado eleito e reeleito, Flávio Dino poderá, se confirmada sua eleição, chegar a Brasília com cacife poderoso: se Lula da Silva for eleito presidente, como indica o cenário desenhado, ele está entre os nomes relacionados pelo presidente eleito para o ministério, estando cotado para a pasta da Justiça. Na remota eventualidade da reeleição do presidente Jair Bolsonaro, será uma das mais ativas vozes de oposição no Congresso Nacional.

Mesmo levando em conta as cautelas e o elevado grau de imprevisibilidade das disputas eleitorais, parece impossível e improvável que o senador Roberto Rocha reverta esse cenário, mesmo tendo o apoio velado do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e de três candidatos a governador – Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim (PSC) e Edivaldo Holanda Jr. (PSD) –, que formam a base bolsonarista no estado, na mais estranha equação político-partidária-eleitoral já montada no Maranhão. No entanto, o senador petebista faz uma campanha na qual destaca o apoio dos candidatos a governador, mas não se assumiu como representante de algum candidato a presidente do Maranhão. Faz de conta de que nada tem a ver com o presidente Jair Bolsonaro nem com candidato do PTB, Padre Kelmon.

Não há na história recente do Maranhão registro de um candidato a senador que pega carona nos palanques de três aspirantes aos Leões e faz de conta quer não tem candidato presidencial, mesmo estando evidente que ele tem. Tal postura só é explicada pelo fato de o presidente Jair Bolsonaro ser rejeitado pela esmagadora maioria do eleitorado maranhense, segundo contam as pesquisas, e do candidato petebista Padre Kelmon ser uma aberração política.

Os demais candidatos estão participando democrática e saudavelmente do processo eleitoral, vendendo seus peixes programáticos, mas sem qualquer possibilidade de quebrar a polarização Flávio Dino/Roberto Rocha, e menos ainda de mudar a tendência de eleição do ex-governador.

Em Tempo: o levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-4989/2022, ouviu 2 mil eleitores entre os dias 19 a 25 de setembro, em 70 municípios. O grau de confiabilidade é de 95% e a margem de erro é de 2,19%, para mais ou para menos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes travam luta ferrenha dentro do União Brasil

 

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes: disputa em casa em busca da reeleição

Uma das mais ostensivas disputas em curso nessa corrida às urnas está sendo travada dentro de um partido, o braço maranhense do União Brasil. Ali, Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes, dois influentes deputados federais, que representam a nova safra de líderes políticos do Maranhão, tentam reeleger-se atuando como aliados e, ao mesmo tempo, como concorrentes. Os deputados Juscelino Filho e Pedro Lucas comandam um partido dividido, sendo o primeiro partidário da candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, e o segundo, apoiador linha de frente da candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição.

O problema é que, devido ao fato de a disputa para a Câmara Federal nessas eleições ser uma das mais, se não a mais, renhidas das primeiras décadas deste século, o União Brasil corre o risco de não conseguir cociente eleitoral para garantir a eleição dos dois, mesmo que eles saiam das urnas muito bem votados. Por conta disso, a luta entre os dois vai muito além de uma medição de força eleitoral. Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes correm pela sobrevivência. Projeções feitas até aqui indicam que um deles se reelege, não havendo base sólida para se prever que os dois renovem seus mandatos.

 

Prefeita tranca ginásio construído pelo Governo para evitar inauguração

Edina Fontes mostrou intolerância e Sebastião Madeira usou a tolerância

O secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, enfrentou ontem um caso de intolerância política em Lago do Junco, município de 10 mil habitantes situado na região do Médio Mearim e governado pelo PDT. O secretário lá chegou liderando uma comitiva para inaugurar um ginásio de esportes construído pelo Governo do Estado. Ao chegar ao local, deparou com o ginásio fechado com corrente e cadeado no portão de acesso, e sem a placa alusiva à inauguração, que fora arrancada e levada. Ele recebeu a informação de que a decisão de acorrentar o portão do ginásio e dar sumiço à placa foi tomada pela prefeita Edina Fontes (PDT), partidária ferrenha do senador Weverton Rocha (PDT), candidato ao Governo do Estado. Sua intenção foi clara: evitar a festa de inauguração e sua repercussão política. Em meio ao mal-estar, houve quem sugerisse que o espaço esportivo fosse aberto e inaugurado à revelia da prefeita. Raposa política tarimbada, com a experiência de dois mandatos como prefeito de Imperatriz, sempre em oposição ao Governo do Estado, o secretário Sebastião Madeira preferiu deixar a situação como encontrou. E, sem perder o bom humor, deixou um recado: cedo ou tarde o ginásio será inaugurado como obra do Governo Carlos Brandão.  E seguiu em frente, sem briga.

São Luís, 27 de Setembro de 2022.

 

 

 

 

 

O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o número MA-4989/2022, ouviu 2 mil eleitores entre os dias 19 a 25 de setembro, em 70 municípios. O grau de confiabilidade é de 95% e a margem de erro é de 2,19%, para mais ou para menos.

Começa a reta final da campanha, que será marcada pelo confronto Weverton/Lahesio pelo segundo lugar

 

Carlos Brandão mantém vantagem larga sobre Weverton Rocha e Lahesio Bonfim, que vão brigar pelo segundo lugar

A reta final da corrida às urnas começa hoje com um cenário em que favoritos são apontados para a Assembleia Legislativa, para a Câmara Federal, para o Senado, para o Governo do Estado e para presidente da República. A indefinição que persiste é a seguinte: no caso de haver segundo turno na disputa para o Palácio dos Leões – o que começa a parecer improvável -, quem será o adversário do governador Carlos Brandão (PSB)? Não há dúvida de que está em curso uma disputa renhida entre o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, postulante do PSC, havendo quem inclua na lista o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., candidato do PSD, cujo percentual de intenção de votos, que era de dois dígitos, nas últimas pesquisas voltou ao patamar de um só dígito.

Separado do segundo colocado por uma vantagem superior a duas dezenas de pontos percentuais, o governador Carlos Brandão, que busca a reeleição, vem reforçando sua musculatura política e eleitoral a cada dia, levando as avaliações a concluírem que ele pode vencer já no primeiro turno, e que, se isso não acontecer, será confirmado no segundo turno. Além de ampla, a vantagem do governador é sólida, não havendo até aqui qualquer indício de que ela possa ser revertida pelos seus concorrentes nos próximos seis dias. Ao mesmo tempo, as posições de Weverton Rocha e de Lahesio Bonfim são frágeis, à medida que eles pararam de se movimentar nas pesquisas, como se tivessem chegado aos seus tetos. Essa situação favorece fortemente o governador Carlos Brandão, que dispõe de argumento convincente para pedir voto útil e fechar a disputa em turno único.

Nesse cenário, confirmado ontem pela pesquisa do instituto Escutec, a grande disputa nessa seara está se dando e será intensificada na reta de chegada entre Weverton Rocha e Lahesio Bonfim. A primeira impressão de quem observa com atenção essa medição de força é a de que Weverton Rocha leva uma vantagem visível sobre Lahesio Bonfim. Mas com uma fragilidade: em duas dezenas de pesquisas feitas ao longo do ano, o pedetista está amarrado nesse patamar, com variação de uns poucos pontos, quase que tornando impossível uma reação a essa altura da corrida. Lahesio Bonfim, por sua vez, teve crescimento compassado, mas firme, só que ele também parece ter chegado no seu limite, como mostram os levantamentos mais recentes. Entre os dois está o fator “margem de erro” das pesquisas, que impede qualquer afirmação a respeito de quem será o adversário do governador Carlos Brandão numa eventual segunda rodada.

Nos últimos dias, o senador Weverton Rocha sentiu o chão fofar sob seus pés, com a perda de prefeitos que lhe haviam declarado apoio, com suas carreatas ganhando ares mais modestos, bem como suas caminhadas e comícios. Ao mesmo tempo, a movimentação – caminhadas, comícios e passeatas – do governador Carlos Brandão ganhou volume e densidade em todas as regiões do estado. É o caso de Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, onde o senador pedetista tem um exército de apoiadores, mas esse número já não é tão grande, havendo quem diga que Carlos Brandão já o alcançou. No caso de São Luís, onde o PDT tem uma militância ativa e o senador conta com o apoio declarado do prefeito Eduardo Braide (sem partido), o governador Carlos Brandão lidera, seguido do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que parece fora da briga, mas conserva um bom cacife na Capital.

Os próximos dias serão de corrida intensa para o candidato favorito e de tensão para os que veem suas chances lhes escapar pelas mãos. Isso porque, independentemente do resultado final da eleição, se Weverton Rocha for ultrapassado e ficar em terceiro lugar, sua carreira será seriamente prejudicada, tornando incerta sua reeleição para o Senado em 2026. Já Lahesio Bonfim, seja segundo ou permaneça em terceiro, sairá do processo com um capital político e eleitoral respeitável, autorizado, por exemplo, a voltar à prefeitura de São Pedro dos Crentes daqui a dois anos. Os demais sairão do jeito que entraram, exceção feita a Simplício Araújo, que deverá sair um pouco menor do que entrou.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão está a três pontos de vencer no primeiro turno, diz Escutec

A guerra já em curso e que será intensificada nesta semana entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSD) foi confirmada pela pesquisa Escutec, divulgada neste domingo. De acordo com o levantamento, o governador Carlos Brandão (PSB) tem 44% das intenções de voto, contra 21% de Weverton Rocha e 19% de Lahesio Bonfim. Na quarta posição aparece o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), com 9%, enquanto os demais candidatos – Simplício Araújo (SD), Joás Moraes (DC), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) somaram 2%. Outro detalhe importante: brancos, nulos e indecisos sobem apenas 5%, o que indica que esse cenário pode   sofrer poucas alterações na final da corrida.

Transformados em votos válidos, Carlos Brandão chega a 47%, faltando apenas três pontos percentuais para liquidar a fatura no primeiro turno. E pela intensidade da campanha na reta final, é perfeitamente possível ao governador conseguir esses três pontos percentuais e evitar uma segunda rodada. Nos votos válidos, Weverton Rocha chega a 22% e Lahesio Bonfim a 20%. Os números mostram que o maior obstáculo de Carlos Brandão está nos 9% do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr..

Em Tempo: Registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA 4989/2022, a pesquisa ouviu 2 mil eleitores no período de 19 a 25 de setembro em 70 município, tem grau de confiabilidade de 95% e margem de erro de 2,19% para mais ou para menos.

 

Uma pergunta não quer calar: qual é, de fato, a posição do senador Roberto Rocha na corrida presidencial?

Roberto Rocha ignora Padre Kelmon e mantém relação política forte com Jair Bolsonaro 

Não é segredo que o senador, que concorre à reeleição pelo PTB, depois de haver tentado comandar o PL no Maranhão, tem uma relação política e ideológica estreita com o presidente Jair Bolsonaro, sendo por muitos apontados como o principal agente do bolsonarismo no estado. Roberto Rocha foi colocado numa saia justa quando o presidente do seu partido, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado por corrupção, decidiu disputar a presidência da República para atuar como linha auxiliar da candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Só que, por ser ficha suja, Roberto Jefferson teve o registro da sua candidatura negado pela Justiça Eleitoral.

Fora da disputa, Roberto Jefferson deu a vaga de candidato a presidente pelo PTB a Kelmon da Silva, um padre ortodoxo de extrema direita e integrante da turma que dá suporte ao presidente Jair Bolsonaro. Padre Kelmon assumiu com determinação espantosa a condição de linha auxiliar do presidente Jair Bolsonaro. Isso ficou claramente demonstrado no debate de sábado (24) na CNN, quando o candidato do PTB, em vez de apresentar propostas e pedir votos, atuou enfaticamente como para-choque do presidente e atacando os demais candidatos, principalmente as candidatas Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronike (UB).

O senador Roberto Rocha não fez qualquer declaração sobre a candidatura de Roberto Jefferson, enquanto ele foi candidato. Da mesma maneira, mantém até aqui silêncio ostensivo em relação a Padre Kelmon.

São Luís, 25 de Setembro de 2022.