
Juscelino Filho, Márcio Jerry, Aluísio Mendes,
Marreca Filho e Fábio Macedo presidem
partidos e correm pela reeleição
Os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Aluísio Mendes (Republicanos), Júnior Marreca Filho (PRD), Márcio Jerry (PCdoB) e Fábio Macedo (Podemos) estão numa corrida frenética em busca da renovação dos seus mandatos. Mas além disso, eles carregam o peso de serem os presidentes regionais dos seus partidos, o que lhe dá muitas vantagens, mas também dificuldades e desafios, a começar pelo risco da não reeleição. Por conta da situação presidencial de cada um, suas campanhas são rodeadas por riscos, o que os leva a uma competição difícil, acirrada, embora não declarada, que envolve a reeleição de cada um, o número de votos que receberão individualmente e o poder de fogo que que os reeleitos levarão para Brasília.
Pedro Lucas Fernandes faz uma campanha de recuperação, atingido que foi pela decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de sair candidata ao Senado, quando ele já tinha sido anunciado candidato a senador pelo governador Carlos Brandão (MDB). Com habilidade, ele superou a pancada, refez a sua base e recolocou o partido nos eixos. Já embalado novamente em busca do quarto mandato, provavelmente permanecendo como líder do União, que é federado com o PP, na Câmara Federal. Além da sua reeleição, o seu maior desafio é a eleição do irmão, Paulo Casé, para a Assembleia Legislativa. Pedro Lucas Fernandes não declarou apoio a nenhum candidato a presidente da República.
O deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho assumiu o comando do PSDB no Maranhão e vem comandando uma movimentação intensa para fortalecer o partido, que é federado com o Cidadania. É apontado como um dos candidatos mais fortes à renovação do mandato. Sua corrida à reeleição, em busca do quarto mandato, está diretamente associada ao projeto de eleger sua irmã, a médica e ex-prefeita de Vitorino Freire, Luana Rezende, que é filiada ao PT. Como a irmã, Juscelino Filho é apoiador declarado do presidente Lula da Silva (PT)
Presidente regional do Republicanos, que comanda com mão de ferro, o deputado federal Aluísio Mendes sofreu um duro revés ao perder várias das suas bases por conta da candidatura da deputada estadual Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, que ela sua aliada, à Câmara Federal. Houve quem avaliasse que ele corria risco de não se reeleger, mas, a julgar pela sua intensa movimentação, deputada estadual Mical Damasceno como parceira, emite fortes sinais de que está virando o jogo. Ainda não declarou apoio a candidato presidencial.
Político jovem e bem articulado, o deputado federal Júnior Marreca Filho preside o PRD no estado desde que saiu do grupo comandado por Josimar de Maranhãozinho, procurando rumo partidário próprio, ele se tornou o comandante do PRD, que nasceu do Patriotas e hoje busca o terceiro mandato, com grandes chances de se reeleger. É a mesma situação do deputado federal Fábio Macedo, que preside o Podemos no Maranhão. Ele enfrentou uma série de dificuldades nas eleições municipais, mas, segundo aliados seus, vem conseguindo fortalecer o seu projeto de reeleição. Há quem o veja como alinhado a Flávio Bolsonaro (PL).
Nesse ambiente, a situação mais desafiadora é a do deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão e é partidário incondicional do presidente Lula da Silva. Muito forte nos governos Flávio Dino, o PCdoB definhou a partir de 2021 com a migração do então governador para o PSB, sendo hoje uma sigla em risco de extinção, mas com sobrevida garantida por uma federação com o PT e com PV. Individualmente, Márcio Jerry é um parlamentar com lastro eleitoral e pode conseguir a reeleição.
Como se vê, até aqui os deputados federais maranhenses que presidem braços partidários caminham para a reeleição. Uns com muito poder de fogo, outros nem tanto, mas de um modo geral eles deverão confirmar essa tendência. Só não podem deitar na fama, porque as cadeiras as quais trabalham para manter estão sendo disputadas por outros 10 colegas candidatos à reeleição e um batalhão de pretendentes novos com imenso poder de fogo eleitoral e político.
PONTO & CONTRAPONTO
Vozes governistas e oposicionistas apontam Roseana e André Fufuca como favoritos para o Senado
Conversas fechadas de grupos tanto governistas quanto de oposição têm resultado na disseminação de uma previsão baseada em informações recentes: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), caminham para se elegerem para as duas vagas no Senado. Isso não quer dizer uma questão fechada, porque, a rigor, a eleição para as duas vagas do Maranhão no Senado está aberta, sem que ninguém possa cantar vitória.
Quem aposta na eleição de Roseana Sarney se baseia no fato de que ela tem lastro, navega num recall invejável de 14 anos dando as cartas no Palácio dos Leões, além da lembrança de que ela foi senadora durante seis anos, o que lhe dás argumentos de sobra para pedir votos. Além do mais, é o nome mais forte da chapa liderada por Orleans Brandão, que na avaliação de políticos experientes, dificilmente elegerá os dois senadores.
Já a inclinação dos observadores pela probabilidade de André Fufuca se eleger senador está no fato de que o parlamentar é o mais destacado nome da corrente ligada à candidatura de Eduardo Braide (PSD). André Fufuca deixou o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão porque percebeu que seria “engolido”, o que o obrigaria a tentar a reeleição de deputado federal, como membro do segundo pelotão. Ao aliar-se a Eduardo Braide, ele ganhou estatura de um dos líderes desse movimento, com chance real de ser eleito senador. O seu diferencial é ampliado pela condição de ex-ministro do Esporte.
Políticos experientes – ela com muito mais estrada -, Roseana Sarney e André Fufuca sabem que nada está decidido, são mais três semanas pela frente, período em que tudo pode acontecer. Isso significa dizer que a corrida pelo voto será mais intensa a cada dia cometerá erro grave quem duvidar de Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (Novo).
TSE autoriza força militar para garantir a tranquilidade das eleições no Maranhão
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para garantir a ordem no dia 4 de outubro em oito estados, entre eles o Maranhão. O pedido foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER), mas não foi informado ainda onde será necessária a presença do militares.
Se houve pedido e o TSE aprovou é porque em alguns pontos do Maranhão existem focos de tensão por conta das disputassem curso. Só que, se for essa a justificativa, tais problemas ainda não vieram à tona. Pode ser que a presença de militares tenha caráter preventivos nesses pontos, o que é muito provável.
Não há sinais de tensão em São Luís e na Ilha de Upaon Açu que careça de um suporte das Forças Armadas. Uma cidade como São Luís, com mais de um milhão de habitantes e com 750 mil eleitores, com dezenas de pontos de concentração de votantes, naturalmente precisa de um suporte, embora o histórico recente não registre problemas em dia de eleição.
De qualquer modo, se houve a solicitação e ela foi atendida, não há que duvidar de que houve motivo para isso. Mas independentemente da existência de um ou outro foco de tensão, as eleições no Maranhão em tempos recentes foram realizadas em clima de festa democrática, apesar dos fortes embates políticos.
São Luís, 11 de Setembro de 2026.

