Pesquisas recentes consolidam polarização Braide/Orleans e indica que eleição do governador pode se dar no 1º turno

Orleans Brandão e Eduardo Braide se
alternaram na liderança da corrida ao
Palácio dos Leões nas pesquisas
Econométrica e INOP

As duas pesquisas mais recentes sobre a corrida ao Palácio dos Leões – a da Econométrica publicada na última sexta-feira (??) e a do Inop, divulgada na noite desta terça-feira (26) – encontraram o mesmo cenário, com diferenças irrisórias: Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) parecem consolidados para, em princípio, disputar um segundo turno, com suporte eleitoral praticamente iguais, podendo até mesmo decidirem no 1º turno. Na pesquisa Econométrica, contratada por O Imparcial, Eduardo Braide aparece com 39,6% de intenções de votos contra 39,1% de Orleans Brandão. No levantamento do Inop, divulgado pelo Jornal Pequeno, Orleans Brandão aparece à frente com 40,38%, com Eduardo Braide logo atrás com 40,27%, configurando um empate técnico com vantagem numérica para o emedebista. E como a margem de erro da pesquisa INOP é de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, Orleans Brandão pode ter de 37,29% a 43,36%, enquanto Eduardo Braide pode ter de 37,29% a 43,25% das intenções de voto.  

Se representarem, de fato, a realidade, os números das duas pesquisas produzem naturalmente dois efeitos bombásticos e simultâneos. Eles turbinam a pré-candidatura de Orleans Brandão, galvanizando os seus apoiadores, a ponto de, numa recente conversa informal com jornalistas, o governador Carlos Brandão (MDB), seu patrono e avalista político, prever que ele será eleito já no primeiro turno, como o próprio mandatário o foi em 2022. O outro é que efeito coloca o pré-candidato Eduardo Braide em estado de alerta vermelho diante do risco de o seu o principal adversário tirar-lhe a liderança da corrida que comandou, com relativa folga, por mais 50 pesquisas ao longo dos últimos dois anos.

E a explicação para esse retrato de agora é óbvia, sem qualquer dificuldade para compreensão. O embalo de Orleans Brandão é o efeito direto da força do atual Governo do Estado e da relação ao Palácio dos Leões com prefeitos – costurada pelo próprio pré-candidato quando secretário de Assuntos Municipalistas – e da bem armada construção política e partidária a partir do controle do MDB em 2023, além, é claro, do seu trabalho pessoal para atrair o eleitor. A força de Eduardo Braide é a soma de um forte realismo que move um político pragmático, que toma suas decisões com a razão e tem sido bem sucedido por onde passou e mostrou na Prefeitura de São Luís do que é capaz com o gestor, e com o diferencial de que não tem grupo e acredita no uso pessoal das redes sociais, o que o torna um adversário para não se perder de vista.

O cenário da fase inicial da pré-campanha ganhou esse desenho também porque, além da força dos líderes, os seus concorrentes que de fato contam na disputa, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) e o vice-governador Felipe Camarão (PT), por fatores distintos, não conseguiram decolar até aqui. Lahesio Bonfim aparece com 8,6% na pesquisa Econométrica e com 9,04% no levantamento do INOP, enquanto Felipe Camarão recebeu 4,6% na pesquisa Econométrica e 4,95% nos dados colhidos pelo INOP. E a julgar pelas pesquisas mais recentes, suas chances de reação são modestas, com a ressalva de que o pré-candidato do Novo parece haver esgotado o seu potencial de crescimento, enquanto o vice-governador Felipe Camarão tem pela frente meses de apoio declarado do presidente Lula da Silva (PT) para usar nas suas investidas para seduzir o eleitor.

Se os cenários coincidentes de Econométrica e INOP se confirmarem nos próximos levantamentos, feitos também por outras empresas, a disputa caminhará para um desenlace imprevisível entre o ex-prefeito da Capital e o ex-secretário de Estado. Até porque nulos, brancos e indecisos somam apenas 5%, o que significa dizer que praticamente não há mais indecisos.

Em Tempo: Contratado pelo Jornal Pequeno, o levantamento do Inop foi realizado no período de 18 a 26 de maio, ouviu 2.667 pessoas, tem margem de erro de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09910/2026. O instituto não informou o intervalo de confiança.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Duarte Jr. aparece empatado tecnicamente com Weverton e Fufuca

INOP diz que Roseana Sarney, Weverton Rocha,
Duarte Jr. e André Fufuca lideram
corrida à duas cadeiras no Senado

A pesquisa INOP encontrou um cenário indicativo de que a corrida às duas vagas no Senado está sofrendo mudanças surpreendentes. Além da liderança da deputada federal Roseana Sarney (MDB), chama a atenção a confirmação de que a entrada do deputado federal Duarte Jr. (Avante) no páreo senatorial fez diferença. Ele aparece com 12,75%, tecnicamente empatado (dentro da margem de erro de 2,39%) com o senador Weverton Rocha (PDT) com 13,80, que é o segundo colocado, e com o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), que apareceu em quarto lugar com 10,65% das intenções de voto.

Pelo que foi rascunhado pelo levantamento do INOP, Duarte Jr. desbancou o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que vinha medindo força com Weverton Rocha no primeiro pelotão e agora aparece com apenas 9,49%, colocado agora na linha de tiro da senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição que, de acordo com o INOP, tem apenas 6,04%. E fechando a sequência aparecem o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 3,11%, o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 2,32%, Simplício Araújo (DC) com 0,67% e Antônia Cariongo (PSOL) com 0,15% das intenções de voto.

Surgido no cenário da corrida senatorial na pesquisa AtlasIntel, há duas semanas, na qual apareceu em segundo lugar, Duarte Jr. foi apontado por muitos como “balão de ensaio”, “projeto sem futuro” e coisa parecida. Ele não apenas se lançou candidato a senador e agora apareceu na pesquisa INOP brigando por uma das vagas, empatado tecnicamente com Weverton Rocha, que leva pequena numérica, e com André Fufuca, sobre quem tem pequena vantagem numérica. Todas as diferenças estão rigorosamente dentro da margem de erro de 2.98% da pesquisa.

Ou seja, se os números do INOP estiverem corretos, confirmarão a previsão de que a corrida às duas cadeiras no Senado será uma das mais acirradas de todos os tempos. Mais ainda se a deputada federal Roseana Sarney confirmar a sua candidatura, que parece incerta dentro do MDB.

Carlos Lula alerta para mudanças climáticas e pede prevenção com a execução de Lei estadual que prevê enfrentamento do problema

Carlos Lula fez alerta sobre mudanças climáticas

Repercutiu dentro e fora da Assembleia Legislativa o denso e oportuno discurso do deputado Carlos Lula (PSB) cobrando a execução da Lei estadual nº 12.301/2024, que institui a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas no Maranhão. Ele alertou para a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos no estado como fortes ventanias em São Luís, aparecimento de tubarões próximos à faixa de areia das praias da Capital, a chuva de granizo registrada em Lajeado Novo no ano passado e o avanço das queimadas em diversas regiões do estado. No seu entendimento, os fatos evidenciam os efeitos cada vez mais perceptíveis das mudanças climáticas e cobram a execução da Lei.

No seu discurso, Carlos Lula fez as seguintes observações:

“O Maranhão fechou 2025 como o segundo estado com mais focos de queimadas do Brasil. Foram mais de 12% de todo o fogo registrado no país, segundo dados do INPE. Isso não é normal. São eventos extremos que a ciência já vem alertando há anos”.

“Quem não se prepara antes, paga depois. E paga mais caro, muitas vezes com perdas materiais, econômicas e até de vidas”.

“O Maranhão já possui uma lei moderna, baseada em ciência, planejamento e prevenção. O que falta é tirar essa política do papel”.

“Não adianta agir apenas depois da tragédia. Prevenção exige planejamento, coordenação e prioridade política”.

“Proteger o Maranhão das mudanças climáticas não é discurso. É planejamento, investimento, prevenção e ação concreta. O tempo está passando e os impactos já estão chegando à vida das pessoas”.

O deputado acertou no alerta.

São Luís, 28 de Maio de 2026.

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