
Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury,
Renan Santos, Hertz Dias e Edmilson
Rodrigues não incluíram Maranhão
nas suas rotas de campanha
Tudo indica que o Maranhão ficará de fora da agenda dos candidatos a presidente da República nestas eleições. A pouco mais de duas semanas para a corrida às urnas, não há sinais claros de que o presidente Lula da Silva (PT) esteja repensando a sua agenda de campanha e incluindo o Maranhão, e em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o que há até agora são rumores e especulações de que ele fará uma escala no Maranhão até o final do mês. Os demais candidatos que pontuam nas pesquisas – Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) -, não sinalizam pedir votos no estado. E os que só fazem figuração, entre eles os maranhenses Hertz Dias (PSTU) e Edmilson (PCB), nenhum cogita desembarcar no Tirirical e panfletar na Ruas Grande.
A corrida presidencial no Maranhão está resumida ao presidente Lula da Silva, que busca a reeleição numa situação inusitada, na qual o PT está rachado, com uma banda com apoiando o candidato petista a governador Felipe Camarão, e a outra enfileirada com o candidato do MDB, Orleans Brandão. O presidente fez uma escolha clara pelo petista Felipe Camarão, para quem pede votos, que devolve o apoio propagando a dobradinha “Lula lá. Camarão cá”. Por outro lado, o presidente Lula da Silva vem contando com o apoio do emedebista Orleans Brandão, arqui-inimigo político do petista Felipe Camarão, ainda que não o divulgue como aliado. Está nesse nó górdio a explicação para a não vinda do presidente Lula da Silva ao Maranhão.
Em outra situação curiosa, Ronaldo Caiado tem Eduardo Braide, do seu partido, como candidato forte – segundo pesquisas -, ao Governo do Maranhão, e que poderia ser o seu porta-voz, mas os dois passam a impressão de que não estão conectados, pois não há sequer rumores sobre uma eventual visita do ex-governador goiano ao Maranhão, mesmo tendo o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, apoiador declarado de Eduardo Braide, como candidato a vice. Preto no branco, Ronaldo Caiado nada tem a acrescentar a Eduardo Braide, ao contrário, o seu discurso de extrema-direita disfarçada de liberal só criaria problemas ao ex-prefeito de São Luís, que faz uma campanha distante do debate político-partidário.
Flávio Bolsonaro é mostrado nas pesquisas como o segundo presidenciável com potencial eleitoral no Maranhão, mas o seu partido, o PL, não tem candidato a governador no estado, o que o deixa sem um interlocutor de peso. E até um arremedo de candidato aliado, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB), foi detonado da disputa pela Justiça Eleitoral. As forças do PL no Maranhão estão divididas em tuas correntes. Uma comandada pela suplente de deputada federal tocantina Mariana Carvalho, que abraçou a candidatura de Flávio Bolsonaro e inventou a simplória candidatura do agropecuarista Cidônio Gonçalves ao Senado. E a outra é a turma comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não morre de amores pela candidatura do 02 do bolsonarismo. Nos últimos dias, correram rumores de que o candidato do PL teria agendado visita a São Luís para antes do final do mês, mas não há porta-vozes confirmando tal agenda.
Os demais presidenciáveis não existem no Maranhão e parecem não se interessar pelos mais de cinco milhões de votos do estado. Além do horário eleitoral gratuito nacional, Augusto Cury só existe no Maranhão por conta do deputado federal Duarte Jr., que é a figura local mais forte do Avante. Romeu Zema é um caso para análise: o principal nome do seu partido, o Novo, no Maranhão é o candidato a senador Lahesio Bonfim, que não lhe dá nenhuma nesga de importância. E Renan Santos sabe que nada conseguirá no Maranhão, mesmo tendo candidato a governador pelo partido que criou, André Luís, um ilustre desconhecido da política maranhense que parece fadado ao anonimato após as eleições.
Em tempo: entre os que só fazem figuração na corrida presidencial, vale registrar que Hertz Dias esteve nesta semana em São Luís, onde fez campanha de rua junto com o Saulo Arcangeli, candidato do PSTU aos Leões, dando uma aula de unidade partidária.
PONTO & CONTRAPONTO
Avaliações sugerem que 12 candidatos à Câmara Federal têm potencial superar os 100 mil votos

Iracema Vale, Fernando Braide, Duarte Jr.,
Fabiana Vilar, Othelino Neto, Vinícius
Ferro, Amanda Gentil, Aluísio Mendes,
Rubens Jr. e Josivaldo JP apontados
com bem votados para a Câmara Federal,
Uma aposta corre nos bastidores da corrida às urnas: quais dos candidatos a deputado federal sairá das urnas com votos suficientes para garantir quatro anos em Brasília?
Nada menos que uma dúzia de nomes forma uma relação de nomes com potencial para ultrapassar a barreira dos 100 mil votos: Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Iracema Vale (MDB), Duarte Jr. (Avante), Fernando Braide (PSD), Vinícius Ferro (MDB), Fabiana Vilar (PL), Othelino Neto (PSB), Aluísio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Rubens Júnior (PT) e Josivaldo JP.
Não existe ordem demais votado ou coisa parecida. Esses nomes são avaliados a partir das suas bases de apoio, das condições políticas que reúnem, dos recursos que dispõem e do volume das suas campanhas.
Alguns exemplos são visíveis. Não há como ignorar o tamanho político alcançado n os últimos tempos por Pedro Lucas Fernandes nem o espaço ocupado por Iracema Vala no tabuleiro político estadual. Assim como não é possível minimizar o poder de fogo de Juscelino Filho nem fazer de contas de que Josivaldo JP não engordou o seu cacife na Região Tocantina.
Essa avaliação pode, no geral ou em parte, ser desmentida pelas urnas, que, aqui e ali, usam seus caprichos para desmentir prognósticos, por mais balizados que eles estejam.
Pode ser que desse grupo alguns não sejam nem eleitos, mas a julgar pelas informações que correm a respeito das suas articulações e do poder de fogo de cada um deles, tudo indica que essa dúzia faça sentido.
Eleição na Câmara marcada para o dia 1º de outubro pode ser judicializada

judicial para impedir a realização do
embate eleitoral entre Beto Castro e
Marquinhos Silva no dia 1º de outubro
Não será surpresa se uma ação judicial vier a ser proposta para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís marcada para as 9h do dia 1º de outubro. Corre nos bastidores da política o rumor de que há grupos políticos que enxergam uma manobra para garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante), que tem o apoio quase obstinado do presidente Paulo Victor (PSB), e como adversário o vereador Marquinhos Silva (União)
A movimentação da presidência indica claramente que essa não será uma eleição normal, parte da rotina da Câmara Municipal de São Luís, com grupos de articulando com antecedência, candidatos diversos e todo um processo de campanha. Ao contrário, as decisões do presidente Paulo Victor vêm sendo tomadas por um grupo fechado, cujos objetivos não são muito claros.
Para começar, a eleição foi inicialmente marcada para 0h01m do dia 1º de outubro, literalmente na “calada da noite”. As duras críticas, dentro e fora do Palácio Pedro Neiva de Santana, levaram o presidente Paulo Victor a rever sua estranha decisão e remarcar a votação para as 9h do mesmo dia.
O problema é que muitos perguntam o motivo para que essa eleição seja realizada três dias antes das eleições gerais, gerando uma situação política absolutamente sem sentido.
Políticos tarimbados só veem uma explicação: para eleger o vereador Beto Castro (Avante), que está enrolado em diversas suspeitas de corrupção, tendo sido preso numa operação policial recente, a eleição tem de ser realizada antes das eleições. Isso porque, segundo essa avaliação, se o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, haverá uma mudança drástica no tabuleiro da política ludovicense, tirando qualquer chance de eleição de Beto Castro.
Daí a possibilidade de uma ação judicial para suspender a eleição do dia 1º, que não é ilegal, mas é no mínimo estranha.
São Luís, 18 de Setembro de 2026.