Jereissati entrega presidência do PSDB a Rocha e secretaria geral a Sebastião Madeira; Brandão deve sair

 

Tassi Jereissati decidiu que Roberto Rocha e Sebastião Madeira comandarão o PSDB; Carlos Brandão deve sair
Tassi Jereissati decidiu que Roberto Rocha e Sebastião Madeira comandarão o PSDB; Carlos Brandão deve mudar de partido

Definido o caminho do PSDB do Maranhão. O partido agora está sob o comando do senador Roberto Rocha, que será nomeado presidente da Comissão Provisória a ser instalada ato contínuo à intervenção, tendo como secretário geral o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira. Essa composição foi definida pelo presidente nacional do partido, o senador cearense Tasso Jereissati, e comunicada ao vice-governador Carlos Brandão, que permanecerá na presidência até a mudança ser consumada formalmente. A decisão de entregar a presidência do ninho maranhense ao senador Riberto Rocha foi negociada com o ex-prefeito Sebastião Madeira, que concordou com a fórmula, por entender que o comando se adequa melhor a Roberto Rocha, por ser ele o candidato escolhido do partido ao Governo do Estado. A batida de martelo estanca a crise no PSDB do Maranhão e define seu rumo a partir de agora, sendo o primeiro passo o rompimento total com a aliança que dá sustentação ao governador Flavio Dino (PCdoB) e a confirmação da candidatura do senador Roberto Rocha ao Palácio dos Leões.

A virada de mesa no ninho maranhense foi comunicada ao vice-governador Carlos Brandão na noite de segunda-feira, em Brasília, numa reunião com o presidente Tasso Jereissati. Brandão – que perdeu poder no partido com a derrocada do senador Aécio Neves, de quem era aliado – relacionou os avanços da sua gestão para permanecer no controle da agremiação tucana no estado, mas Jereissati foi taxativo e o comunicou que o comando será agora de Roberto Rocha – que participou do encontro – e Sebastião Madeira. Sem alternativa, o vice-governador entendeu que sua gestão chegara, de fato, ao fim, só lhe restando duas opções: permanecer no PSDB rompendo com o governador Flávio Dino e abraçando a candidatura de Roberto Rocha, ou sair do partido. Carlos Brandão e um grupo de prefeitos e vereadores deverão procurar outro pouso partidário.

O desfecho da crise no PSDB estava escrito nas estrelas. Era impossível, como ficou claro, a permanência do vice-governador Carlos Brandão no comando do partido sendo aliado de proa do governador Flávio Dino. Todas as evidências indicavam que, mesmo se Aécio Neves não tivesse sido tostado nas grelhas da JBS. Os tucanos vêm há tempos avisando que vão brigar pelo poder e elegeram o ex-presidente Lula da Silva (PT) e seus aliados, entre eles o governador Flávio Dino, como adversários a serem trucidados nas urnas. Para tanto, teriam de resolver suas diferenças internas e enquadras os braços regionais que eventualmente estivessem fora desse traçado. O Maranhão era o caso mais visível de “desvio” dessa linha, por encontrar-se alinhado ao governador Flávio Dino, o único chefe de Governo estadual do PCdoB, partido apontado como o mais duro adversário do PSDB depois do PT. Essa relação, cuja sobrevivência ninguém conseguia explicar, só era possível pela ação política firme do vice-governador Carlos Brandão.  Ele próprio tinha perfeita consciência de que, por conta da sua relação sólida com o governador Flávio Dino, sua permanência no comando do partido seria apenas de uma questão de tempo.

A troca de comando será formalizada provisoriamente nos próximos dias, para ser consumada na convenção nacional, no final deste mês, quando os tucanos elegerão o sua cúpula e definirão as diretrizes para a corrida eleitoral do próximo ano. Em relação ao Maranhão, além da troca da direção partidária, a decisão mais importante é o lançamento da candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado. Na reunião em Brasília, o presidente tucano Tasso Jereissati teria comunicado ao vice-governador Carlos Brandão de que a candidatura do senador Roberto Rocha é irreversível e terá todo o apoio possível do partido.

Essa é a realidade do PSDB no Maranhão, que está saindo de uma tormenta para, enfim, encontrar o rumo agora definido com a troca de comando e a candidatura de Riberto Rocha ao Governo do Estado.

PONTO & CONTRAPONTO

Mudança no PSDB causa indefinição sobre o destino de quadros importantes do partido

Luis Fernando Silva e Sérgio Frota: situação delicada
Luis Fernando Silva e Sérgio Frota: têm situação delicada com mudança no ninho

A guinada no PSDB está definida, mas as turbulências internas ainda estão longe de chegar ao fim. Com essa mudança, ninguém sabe precisar qual será o tamanho do PSDB do Maranhão depois que todas as pedras se acomodarem. Para começar, o vice-governador Carlos Brandão deve deixar o partido acompanhado de pelo menos 18 dos 29 prefeitos eleitos pelo partido nas eleições do ano passado. Há quem avalie que a debandada será menor, mas o próprio vice-governador tem dito que com a sua sápida e a candidatura do senador Roberto Rocha o PSDB será esvaziado. Entre os prefeitos, o caso mais emblemático é o de Luis Fernando Silva, de São José de Ribamar, que até aqui tem declarado alinhamento com o governador Flávio Dino. Politicamente importante e eleitoralmente forte. Com a mudança, ainda que tenha relações próximas com Sebastião Madeira Roberto Rocha, Luis Fernando tende a permanecer aliado ao governador Flávio Dino, com quem tem mantido uma convivência politicamente tranquila e institucionalmente produtiva. Outra situação delicada é a do deputado estadual Sérgio Frota, que tem dito e repetido que não romperá com o governador Flávio Dino nem abraçará a candidatura do senador Roberto Rocha. Se mantiver essa posição, é muito provável que Frota venha a ser convidado a deixar o partido, ou se desligue antes de ser mandado embora. Nessa situação encontram-se vereadores, vice-prefeitos e líderes políticos que estão vaiando se permanecem ou vão possa do partido.

 

Encontro de Eliziane Gama e André Fufuca mostra ascensão da nova geração na política do Maranhão

Eliziane Gama e André Fufuca: nova geração se articula
Eliziane Gama e André Fufuca: nova geração se articula para as eleições

A visita que a deputada federal Eliziane Gama (PPS) fez ao deputado federal André Fufuca (PP), 2º vice-presidente da Câmara Federal, para discutir o quadro eleitoral, foi marcada um forte simbolismo. São dois políticos da nova geração em franca ascensão. Eliziane é um fenômeno eleitoral, apesar do tropeço impressionante na eleição para a Prefeitura de São Luís. Além de campeã de votos para a Câmara Federal em 2014, a deputada desponta em todas as pesquisas entre os nomes mais fortes para o Senado, deixando para traz, por exemplo, o deputado federal Weverton Rocha (PDT), praticamente consolidado como candidato ao Senado. André Fufuca é uma das revelações politicas mais expressivas da nova geração, já tendo, no seu primeiro mandato federal, chegado à presidência da Câmara Federal, uma proeza jamais alcançada por um parlamentar maranhense estreante naquela Casa. A conversa política de Eliziane Gama e André Fufuca é um fato que pode sugerir uma série de interpretações. A principal delas é que, com o resultado das eleições de 2014, o cenário político do Maranhão ganha novos desenhos, tendo o governador Flávio Dino como principal protagonista, o que abre caminho para o surgimento para a ocupação de espaço para políticos como o senador Roberto Rocha, os deputados federais Eliziane Gama e André Fufuca, e deputados estaduais como Eduardo Braide (PMN), Othelino Neto (PCdoB), Roberto Costa (PMDB),  Edilázio Jr. (PV), entre outros.

São Luís, 08 de Novembro de 2017.

Um comentário sobre “Jereissati entrega presidência do PSDB a Rocha e secretaria geral a Sebastião Madeira; Brandão deve sair

  1. Com esta, o Brandão sai do Partido, saíra também da Vice-Governadoria e deverá ficar torcendo pro Flávio Dino ganhar as Eleições, pra ver se ele ganha uma Secretaria de consolação pra tentar esconder o fato que já tá fora do jogo.

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