
empatados na liderança, com Lahesio Bonfim em
terceiro e Felipe Camarão em quarto lugar
A eleição para governador do Maranhão, que está agendada para o dia 4 de outubro, começa a ser, de fasto, objeto de uma disputa intensa. É o que mostra a primeira pesquisa Econométrica auditável, contratada pelo portal Imirante, do Grupo Mirante. Os números encontrados apontam que, se a corrida do voto fosse realizada agora, haveria segundo turno, com Orleans Brandão (MDB), candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão (sem partido), com 33,9% das intenções de voto, empatado, dentro da margem de erro, com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 32,2%, mesmo sem ter dito ainda se será ou não candidato. Na terceira posição aparece o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), com 17,3%, e em quarto lugar o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 7,6% das preferências. Nesse cenário, 3,2% votariam nulo e 5,8% formaria o time dos indecisos.
A pesquisa Econométrica – que é um instituto com elevado grau de confiabilidade pelo seu longo histórico de muitos acertos e poucos erros – sinaliza que a corrida ao Palácio dos Leões caminhará para uma polarização acirrada se o prefeito de São Luís vier a se lançar candidato ao Governo do Estado. Com a mesma clareza, aponta que o candidato governista Orleans Brandão continua ganhando musculatura eleitoral, ampliando seu espaço a cada levantamento. Nesse contexto, se Eduardo Braide mantém o seu cacife, mas se não for candidato, o emedebista tende se tornar favorito e difícil de ser batido.
Esse levantamento mostra Lahesio Bonfim estacionado entre 15 e 20 pontos percentuais, funcionando como uma espécie de fiel da balança se a disputa caminhar para dois turnos. No mesmo ambiente, o vice-governador Felipe Camarão não dá sinais de ter cacife para reagir o que fortalece o indicativo de que a corrida ao Palácio dos Leões será mesmo um embate de tudo ou nada entre o atual secretário de Assuntos Municipalistas com o prefeito de São Luís.
A pesquisa Econométrica simulou dois confrontos diretos, um entre Eduardo Braide e Orleans Brandão e o outro entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim. No embate direto, Eduardo Braide venceria Orleans Brandão por 45,8% dos votos contra 40,5%. No segundo embate, Orleans Brandão venceria Lahesio Bonfim por 49,6% a 32,7%. Ou seja, levando-se em conta que a eleição se dará daqui a pouco mais de nove meses, tudo pode acontecer.
A Econométrica investigou também as expectativas dos entrevistados sobre o desfecho da disputa para o Governo. Nada menos que 39,2% responderam que o eleito será Orleans Brandão, enquanto 31,1% disseram acreditar que o eleito será Eduardo Braide. Nesse item, só 8,4% disseram acreditar numa eventual vitória de Lahesio Bonfim e apenas 3,7% responderam que Felipe Camarão será o eleito.
O levantamento da Econométrica mediu também o grau de rejeição dos aspirantes ao Palácio dois Leões, e nesse tabuleiro, o vice-governador Felipe Camarão aparece com 28,9% de rejeição; já Lahesio Bonfim foi rejeitado por 25,7% dos entrevistados, seguido de Orleans Brandão com 17,9% e Eduardo Braide com apenas 6,8%. Mesmo o item rejeição indica que a disputa para o Palácio dos Leões caminha para ser um embate polarizado entre Orleans Brandão e Eduardo Braide.
A primeira pesquisa do ano eleitoral, com contratante identificado e relatórios disponibilizados na Justiça Eleitoral, portanto auditável, confirma as tendências mostradas nos levantamentos feitos até o final do ano passado. E o cenário que ela desenha mostra com clareza um Orleans Brandão em franco crescimento, um Eduardo Braide estabilizado e alimentando uma expectativa, um Lahesio Bonfim estacionado numa espécie de teto, e um Felipe Camarão na última posição e, aparentemente, sem condições de reagir.
Em Tempo: contratada pelo portal Imirante, a pesquisa ouviu 1.362 eleitores no período de 5 a 11 de janeiro, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08591/2026.
PONTO & CONTRAPONTO
Brandão e Roseana lideram para o Senado em dois cenários; Weverton e Roberto Rocha estão empatados

com Weverton Rocha empatado com Roberto Rocha, ambos
seguidos por Eliziane Gama, André Fufuca, Yglésio Moises,
Mical Damasceno, César Pires e Hilton Gonçalo
O governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB) são os favoritos na corrida ao Senado, mesmo sem serem candidatos, seguidos pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pelo ex-senador Roberto Rocha (sem partido), que aparecem rigorosamente empatados na disputa pela segunda cadeira. Essa situação, que já vinha sendo apontada em pesquisas anteriores, foi confirmada pelo levantamento da Econométrica sobre a corrida às duas cadeiras no Senado.
No cenário em que é incluído, o governador Carlos Brandão aparece com 21,8% das intenções de voto, seguido do senador Weverton Rocha e o ex-senador Roberto Rocha surgem empatados, ambos com 11,6%. A senadora Eliziane Gama (PSD) aparece na sequência, com 9,4%, seguida pelo ministro André Fufuca (PP), com 8,5%.
Completam a lista o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 4,4%, os deputados estaduais Yglésio Moyses (PRTB) com 3,3%, e Mical Damasceno (PSD) com 2,8%, o ex-deputado estadual César Pires com 2,3% e o ex-prefeito Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 1,1%.
No segundo cenário, a liderança é de Roseana Sarney ex-governadora Roseana Sarney, com 13% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Weverton Rocha (12,7%) e com Roberto Rocha (12,2%) e Eliziane Gama, que soma 10,2%, enquanto André Fufuca aparece com 9,1%, Pedro Lucas (5,1%), Yglésio Moises (3,5%), Mical Damasceno (3,1%), César Pires (2,7%) e Hilton Gonçalo (1,4%).
Por esses números, se levado em conta o fato de que Carlos Brandão e Roseana Sarney não sejam candidatos ao Senado – pelo menos por enquanto -, a disputa pelas duas vagas tende a se dar entre o senador Weverton Rocha e o ex-senador Roberto Rocha, criando situação delicada e desafiadora para o ministro André Fufuca e a senadora Eliziane Gama.
Aliança de Júlio Matos com Brandão pode afetar o poder de fogo de Braide em São José de Ribamar

Brandão e Fábio Macedo: acordo beneficia
o primeiro em São José de Ribamar
Uma conversa ocorrida ontem no Palácio dos Leões entre o governador Carlos Brandão e o prefeito de São José de Ribamar, Júlio Matos (Podemos), pode resultar na fragilização da eventual candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) na Grande Ilha, onde as pesquisas o apontam com uma vantagem gigantesca sobre seus prováveis adversários na corrida ao Palácio dos Leões.