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Candidatos a presidente enfrentam dificuldades para montar palanque no Maranhão

Lula da Silva entre Orleans Brandão e Felipe
Camarão, e Flávio Bolsonaro sem ninguém

Ainda está longe de ganhar desenho definitivo o cenário de como candidatos a presidente da República se movimentarão no Maranhão. O próprio presidente Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e que já deveria ter escrito o seu roteiro de campanha no estado, não sabe ao certo em que palanque pedirá votos aos maranhenses. Na mesma situação está o seu principal oponente até aqui, Flávio Bolsonaro (PL), que ainda procura um candidato a governador identificado com o discurso da direita radical. Os aspirantes ao Palácio dos Leões, por sua vez, aguardam um quadro mais definido de candidatos a presidente, para tentar escolher o que representará na corrida às urnas.

O presidente Lula da Silva vive uma situação curiosa no Maranhão. Dono de pelo menos metade das intenções de voto no estado, o líder petista está dividido entre ser representado pelo pré-candidato do seu partido, o vice-governador Felipe Camarão (PT), que hoje faz oposição ao Governo estadual apoiado pelo chamado grupo dinista, e o candidato do MDB, Orleans Brandão, escolhido pelo governador Carlos Brandão (sem partido), para representar o grupo governista na corrida sucessória. Uma situação complicada, que só será resolvida com a desistência de um dos dois candidatos, o que, pelo menos até aqui, parece não ter solução.

É difícil admitir, até porque não faz sentido, que o presidente da República, com chances reais de reeleição, fique sem palanque no Maranhão, numa posição de neutralidade, por conta desse impasse, já que essa seria a sua terceira via. A palavra final sobre essa equação confusa na base governista no Maranhão será do próprio presidente Lula da Silva. Ele deve bater martelo sobre o assuntos depois do dia 4 de abril, quando se encerram o prazo de desincompatibilização e o período da janela partidária, e a partir de quando o quadro de candidatos a governador estará definido.

Flávio Bolsonaro encontra-se na mesma situação. O candidato do Novo, que representa a direita radical, Lahesio Bonfim, pode ter o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) como candidato, e se não o tiver, enfrenta o problema de não ser da confiança dos Bolsonaro. O próprio Lahesio Bonfim já admitiu tal situação e aguarda a definição do seu partido quanto à candidatura do governador mineiro. O candidato presidencial bolsonarista poderá se valer de um palanque a ser montado por um candidato a senador, Roberto Rocha, que vai comandar o PSDB no Maranhão e é seu aliado de primeira hora. O para dar mais viabilidade a esse movimento, terá de reunir no mesmo espaço as forças do PL que não rezam muito bem na sua cartilha, como o grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Nesse contexto, o Eduardo Braide (PSD), se vier a ser candidato a governador, deverá montar palanque próprio e acolher o nome que sair do plantel de formado pelos governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná), que brigam pela vaga de candidato presidencial do seu partido. Se, contrariando as expectativas, o prefeito Eduardo Braide não se candidatar a governador, o candidato presidencial que for escolhido pelo seu partido contará com o palanque a ser montado pela senadora Eliziane gama, candidata à reeleição pelo PSD.

No que respeita à montagem de palanque presidencial no Maranhão, a situação mais confortável é a do professor maranhense Hertz Dias, escolhido pelo PSTU como candidato ao Palácio do Planalto. Com a experiência de quem já foi candidato a prefeito da Capital e a governador, ele provavelmente encontrará enormes dificuldades para conseguir palanque em outros estados, mas em território maranhense, especialmente em São Luís, estará em casa, apoiado pela minúscula mas aguerrida militância do PSTU.

Esse cenário será definido ao longo do mês de abril.

PONTO & CONTRAPONTO

Secretários-candidatos deixarão seus cargos no dia 30

Carlos Brandão fixou saída
de secretários para o dia 30

Os secretários de Estado que concorrerão a mandatos nas eleições de outubro deixarão os seus cargos no próximo dia 30, cinco dias antes do prazo de desincompatibilização. O desembarque será em bloco e a data foi definida numa espécie de acordo dos secretários pré-candidatos com o governador Carlos Brandão.

Inicialmente, a ideia era a de que os secretários, a começar por Orleans Brandão (MDB), de Assuntos Municipalistas, pré-candidato ao Governo do Estado, se desincompatibilizassem em meados de março. No entanto, o Palácio dos Leões mudou de plano e decidiu que o secretário de Assuntos Municipalistas deve permanecer até o final do mês, para cumprir uma extensa agenda de compromisso no interior.

Diante disso, o governador Carlos Brandão decidiu que todos os secretários pré-candidatos às eleições de outubro têm prazo até o último dia de março para passar o bastão nas suas pastas.

Além de Orleans Brandão, devem deixar os cargos Bira do Pindaré (Agricultura Familiar), Vinícius Ferro (Planejamento) e Washington Oliveira (Representação em Brasília), que disputarão vagas na Câmara Federal, e Sebastião Madeira (Casa Civil), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Júnior Viana (Articulação Política), Natássia Weba (Ciência e Tecnologia), Abigail Cunha (Mulher) Tiago Fernandes (Saúde) e Yuri Arruda (Cultura) à Assembleia Legislativa. Serão também nomes de peso do segundo escalão, como Cricielle Muniz, que deixará o comanda a rede Iema.

Rumor sobre possível candidatura de Roseana ao Senado agita a base governista

Roseana Sarney para o Senado?

Circulou com muita intensidade, de uns dias para cá, nos bastidores partidários, o rumor segundo o qual o MDB estaria considerando seriamente lançar a candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado. A pressão nesse sentido estaria sendo feita por uma ala forte dentro do partido, por grupos de amigos, e contaria com o aval de parte da família Sarney.

O disse-me-disse sobre esse assunto não apontou até aqui o que presidente do MDB e candidato a governador Orleans Brandão e o governador Carlos Brandão, que não é filiado ao partido mas tem grande força nas suas decisões, estão pensando a respeito desse míssil político.

Ainda convalescendo de uma dura, mas vitoriosa, luta contra um câncer, Roseana Sarney foi provocada sobre o assunto Senado e, com muita habilidade, não respondeu nem sim nem não. Ou seja, pode ser, dependendo das circunstâncias.

O problema e que, como é visível, o lançamento da ex-governadora para o Senado pelo MDB abriria uma enorme frente de crise na base governista, porque impactaria fortemente nas já definidas candidaturas do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição e do ministro do Esporte André Fufuca (PP).

O cenário do momento indica que a candidatura de Roseana Sarney ao Senado é uma hipótese remota.

São Luís, 12 de Março de 2026.

Pesquisa confirma tendência de dois turnos com disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão

Eduardo Braide lidera seguido de perto por Orleans Brandão;
Lahesio Bonfim é terceiro e Felipe Camarão continua em último

Se a eleição para o Governo do Estrado fosse realizada agora, haveria dois turnos, sendo o segundo e decisivo disputado pelo prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). No primeiro turno, Eduardo Braide teria 34,6% dos votos, enquanto Orleans Brandão sairia das urnas com 30,3% da votação. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), ficaria em terceiro com 16,1%, seguido pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) com 6,9%. Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa do instituto Paraná Pesquisa, que registrou também 5,7% de eleitores que não quiseram ou não souberam responder, e outros 6,4% que anulariam o voto.

O Paraná Pesquisas ouviu também os entrevistados sobre o segundo turno. Na disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, o prefeito de São Luís seria eleito governador do Maranhão com 47,3%, contra 39,1% dados ao secretário de Assuntos Municipalistas. Em outra simulação, essa entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim, o candidato do MDB chegaria ao Palácio dos Leões com 47,1% contra 36,8% dados ao candidato do Novo.

Quatro informações, que só confirmam os levantamentos feitos depois que o secretário Orleans Brandão foi definido como pré-candidato, chamam a atenção no novo levantamento.

A primeira é o fato de o prefeito Eduardo Braide liderar a corrida ao Palácio dos Leões sem haver declarado se será ou não candidato a governador. Na semana passada, quando perguntado se será candidato, respondeu dizendo que essa a era uma informação que nem a primeira-dama Graziella Braide tinha naquele momento. Ele exerce uma liderança na condição de hipótese, que tem até o dia 4 de abril para se tornar concreta ou ser descartada. Ao contrário dos demais pré-candidatos, que nada têm a perder, Eduardo Braide tem o desafio de abrir mão de dois anos e meio de mandato como prefeito bem sucedido da maior e mais importante cidade do Maranhão.

A segunda é que Orleans Brandão chega ao segundo lugar como o resultado de uma bem armada construção política, que começou como uma possibilidade de disputar vaga na Câmara Federal, ganhou fôlego e, turbinado pelo apoio declarado do governador Carlos Brandão (sem partido) e ganhou envergadura de pré-candidato da aliança governista, que reúne 11 partidos. Com as cautelas de marinheiro de primeira viagem, ele tem sabido levar à frente a estratégia como secretário de Assuntos Municipalistas e braço direito do governador Carlos Brandão, por quem está sendo preparado, conforme declarações do próprio chefe do Poder Executivo. Tem potencial para crescer, mas sabe que, se Eduardo Braide for candidato, enfrentará um adversário muito forte.

A terceira informação diz respeito ao candidato do Novo, Lahesio Bonfim, pois não deixa de ser surpreendente que ele mantenha um cacife nada desprezível sem uma base sólida, o que, confirmado esse cenário, o torna um nome com peso para influenciar nas articulações para um eventual segundo turno. Ao mesmo tempo, se Eduardo Braide não for candidato, Lahesio Bonfim estará naturalmente credenciado como o principal adversário de Orleans Brandão, como foi de Carlos Brandão em 2022.

A quarta informação é sobre a posição do vice-governador Felipe Camarão, cujo percentual a ele destinado pelo eleitorado ser, de fato, desanimador. Ao contrário dos demais candidatos, o vice-governador ainda briga para obter o apoio do seu partido, o PT, que está nitidamente dividido entre ele e o candidato do MDB. Daí a necessidade que o petista tem de um posicionamento forte da cúpula nacional e do próprio líder maior, o presidente Lula da Silva, para confirma-lo ou não como candidato. Antes disso, ele dificilmente alcançará a barreira dos dois dígitos.

Os números encontrados pelo Paraná Pesquisas indicam uma tendência, que só será consolidada em definitivo com a definição do prefeito Eduardo Braide.

Em Tempo: A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em diversas regiões do Maranhão no período de 5 a 8 de março, tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00634/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Júnior caminha para definir seu futuro partidário, podendo ou não permanecer no PSB

Duarte Júnior: momento de decisão

Um dos quadros mais bem sucedidos da nova geração de políticos do Maranhão – mesmo com duas tentativas frustradas de chegar à Prefeitura de São Luís -, o deputado federal Duarte Júnior ainda não resolveu sua situação partidária. Atualmente, o parlamentar integra a bancada do PSB, mas vive uma situação delicada entre o grupo identificado como dinista, que hoje faz dura oposição ao Governo estadual, e a base do governador Carlos Brandão (ex-PSB e hoje sem partido).

Próximo ao governador Carlos Brandão, Duarte Júnior tem feito movimentos no sentido de apoiar o projeto de candidatura de Orleans Brandão (MDB), mas sem fazer gestos de hostilidades ao vice-governador Felipe Camarão (PT).

Na verdade, Duarte Júnior trabalhou para que o grupo de 2022 permanecesse unido, tendo se mantido distante nos confrontos que resultaram no rompimento do chamado grupo dinista com o governador Carlos Brandão.

 O parlamentar permanece ligado à cúpula nacional do PSB, sendo amigo do presidente nacional do partido, o prefeito do Recife João Campos, e da mulher dele, a deputada federal Tábata Amaral (PDT/SP). E segue a linha do partido na base de apoio do presidente Lula da Silva (PT).

No Maranhão, está vinculado ao governador Carlos Brandão, com quem tem boa relação, e por conta da presença da sua esposa, Karen Barros, no comando do Viva Cidadão, estrutura à qual é ligada desde o Governo Flávio Dino.

Por conta da situação política criada no Maranhão, é provável que o deputado federal Duarte Júnior esteja próximo de tomar uma das decisões mais difíceis em relação ao seu futuro partidário.

Edson Araújo será deputado até 31 de dezembro, mas não mais retornará à Alema

Edson Araújo: distante da Alema

O deputado Edson Araújo (sem partido, expulso que foi do PSB) não voltará mais à Assembleia Legislativa. Ele não renunciará ao mandato e certamente não será cassado por seus pares, mas a sua vida parlamentar está encerrada. Até o dia 31 dezembro, ele continuará deputado estadual, receberá seus vencimentos, mas permanecerá de licença médica.

Suspeito de envolvimento no criminoso esquema de descontos ilegais nos contracheques de aposentados do INSS, tendo movimentado milhões e milhões via entidades – na verdade quadrilhas – que exploravam aposentados do setor pesqueiro, o deputado tem um duro ajuste de contas com a Justiça.

No quinto mandato consecutivo, todos conseguidos por meio de sindicatos de pescadores, Edson Araújo era secretário de Estado, abrindo vaga para o suplemente Adelmo Soares (PSB), que vai concorrer com a vantagem de encontrar-se no exercício do mandato.

São Luís, 11 de Março de 2026. 

Ofensiva: Camarão reafirma candidatura e diz que Lula e PT não apoiarão projeto sucessório de Brandão

Felipe Camarão e Gleisi Hoffmann ladeados por
Rubens Júnior e Márcio Jerry, ontem, em Brasília

Num tabuleiro em que o secretário Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato, o vice-governador Felipe Camarão (PT) decidiu partir para a ofensiva, de modo a definir de vez a posição do PT em relação ao seu projeto de candidatura, do qual, tem refirmado, não abre mão “de jeito nenhum”. O ataque do vice-governador à indefinição partidária foi dado ontem, em Brasília, numa conversa com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e cujo resultado ele sinalizou ao deixar o gabinete, acompanhado dos deputados federais Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB):

– O PT e o presidente Lula estarão comigo, no nosso palanque, no Maranhão. Terei a honra de liderar o time do Lula no nosso estado. O presidente e o PT não vão aderir a esse projeto familiar do Brandão. O Brandão já disse não para o presidente quatro vezes, e eu vim para dizer mais um sim, e me coloquei à disposição do partido e do presidente para cumprir a missão que eles me designarem no estado – declarou o vice-governador ao blog do jornalista John Cutrim.

A manifestação de Felipe Camarão causou a forte impressão de que o presidente Lula da Silva e o comando nacional do PT caminham para apoiar o seu projeto de candidatura. Isso porque fora um grupo do PT que vem mantendo cargos no Governo estadual e tem projetos eleitorais – como o ex-conselheiro do TCE e atual secretário chefe da representação do Governo em Brasília Washington Oliveira -, uma grande massa do PT está aguardando sinal verde de Brasília para declarar apoio a Felipe Camarão. Some-se a isso o fato de que nem o comando nacional do PT nem o presidente Lula da Silva indicaram tendência de apoiar a candidatura do emedebista Orleans Brandão.

Coincidência ou ação articulada, ontem, na inauguração de nova sede do PT em São Luís, com a presença de lideranças importantes do partido, o professor e jornalista Chico Gonçalves, uma das lideranças mais importantes e centradas ao partido, fez duras críticas ao braço maranhense da agremiação partido, chamando a atenção dos seus dirigentes, lideranças e militantes para três desafios que estão na mesa do partido. O primeiro: o PT precisa buscar a unidade das suas correntes e se posicionar como um partido uno, com um mesmo discurso e com um projeto claro e consistente.

O segundo: o PT do Maranhão tem de se mobilizar torno do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva. Ele justificou assinalando que a reeleição de Lula da Silva manterá o Brasil na linha do desenvolvimento econômico e social e evitará a ascensão da direita extremista e radical. Mais do que isso, a vitória do petista terá repercussão mundial, porque será mais um forte movimento da democracia para conter “a onda fascista” que tenta tomar o poder na Europa e na América Latina.

E o terceiro ponto enfocado por Chico Gonçalves foi a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão a governador. Na sua avaliação, queiram ou não alguns segmentos do PT, a candidatura de Felipe Camarão é uma candidatura do partido. “Assim como o PT tem o presidente Lula candidato à reeleição, tem Felipe Camarão candidato ao Governo”, declarou Chico Gonçalves, enfatizando que o PT tem a obrigação partidária de apoiar o vice-governador, “que nesse momento representa o partido”.

A ofensiva de Felipe Camarão se dá no momento em que, fortalecido, Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato.

PONTO & CONTRAPONTO

Especuladores tentam prever o futuro da relação de Braide com Esmênia

Eduardo Braide e Esmênia Miranda:
relação de confiança, sem problemas

Desde o lançamento do pacote de obras no valor de R$ 1,6 bilhão, na semana passada, frustrando os que aguardavam o anúncio de uma posição definitiva de ser ou não ser candidato a governador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) tem sido alvos de diferentes especulações, uma delas relacionada com a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Os especuladores chegaram supor que a indefinição do prefeito estaria no fato de ter de, em sendo candidato, passar o bastão municipal para a vice-prefeita. E aparecem duas justificativas para tal. A primeira e mais corrente é que Eduardo Braide estaria temeroso de que, assumindo o cargo com a renúncia dele, ela imporia seu próprio modelo de gestão e mudaria o rumo da atual. Outra sugere que, influenciada por pessoas próximas, se afastaria do prefeito.

Duas falácias. Primeiro porque seria ingenuidade tentar dar uma guinada desnecessária numa gestão que vem dando certo em todos os sentidos, correndo o risco de naufragar. Segundo, Esmênia Miranda bom senso e experiência suficientes para saber que todos os afastamentos dessa natureza deram errado.

Se vier a assumir a Prefeitura de São Luís, como muitos preveem, a vice-prefeita Esmênia Miranda deve primeiro agradecer aos céus pela oportunidade, e sem vacilar um instante, seguir à risca as linha de ação traçada pelo prefeito Eduardo Braide em cinco anos de trabalho duro e bem planejado, longe de más influências.

Famem fez justa homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher

Imagem inédita reunindo as 42 prefeitas do Maranhão

A Famem fez uma forte e oportuna homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher. O ponto alto foi a publicação de um cartaz com a imagem de todas as prefeitas, algum políticas consagradas, como a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB), por exemplo.

Partidário da ideia de que na política deve haver paridade e igualdade de direitos no jogo da política, o presidente da Famem, Roberto Costa (MDB), atual prefeito de Bacabal, declarou: “Ver o Maranhão avançar com a força de 42 prefeitas demonstra que a política se torna mais sensível, justa e eficiente quando incorpora o olhar feminino. Na Famem, celebramos esse avanço não apenas como um dado numérico, mas como uma transformação concreta na forma de governar e de cuidar das pessoas”.

Informações correntes no meio político e nos espaços institucionais é dominante a avaliação de que muitas estruturas municipais que vinham claudicando sob gestões conservadoras e ineficientes mudaram radicalmente sob o comando feminino. Esses casos confirmaram o “olhar mais sensível” em relação às questões sociais, combatendo a desigualdade, assim como no campo da organização, como apontou o presidente Roberto Costa.

A qualidade média das gestões femininas em 42 prefeituras maranhenses justifica plenamente a homenagem a Eliane Dias (Água Doce do Maranhão), Nilsilene Almeida (Alto Alegre do Maranhão), Nele Gomes (Amapá do Maranhão), Maria Muniz (Arari), Roberta Costa (Axixá), Naila Gonçalo (Bacabeira), Letícia Costa (Bacurituba), Dilcilene Oliveira (Boa Vista do Gurupi), Christianne Varão (Bom Jardim), Marlene Miranda (Bom Lugar), Thâmara Araújo (Brejo), Geizianne Costa (Brejo de Areia), Luciana Leocádio (Buriti Bravo), Cleudilene Barbosa (Central do Maranhão), Dulcilene Cordeiro (Chapadinha), Elcilene dos Santos (Conceição do Lago Açu), Simone de Lima (Esperantinópolis), Luiza Macedo (Feira Nova do Maranhão), Raimunda Almeida (Fernando Falcão), Juceni Viana (Formosa da Serra Negra), Fernanda dos Santos (Fortaleza dos Nogueiras), Suane Dias (Gonçalves Dias), Antônia Oliveira (Governador Archer), Aldenira Carreiro (Igarapé do Meio), Lenny Aguiar (Itinga do Maranhão), Maura Jorge (Lago da Pedra), Maria Almeida (Maranhãozinho), Maria Santana (Mirador), Barbara Carvalho (Monção), Mariana Macedo (Nova Colinas), Vanessa Ferro (Paraibano), Vanessa Santos (Pedreiras), Fabiana Felix (Presidente Vargas), Joana de Oliveira (Riachão), Maria de Fátima Dantas (Sambaíba), Sâmia Carvalho (Santa Quitéria do Maranhão), Cibele Napoleão (Santo Antônio dos Lopes), Edinalva Gonçalves (São Francisco do Brejão), Maria do Carmo Lacerda (São João do Sóter), Danielly Nascimento (São Roberto), Valdine Cunha (Serrano do Maranhão) e Flaviana Rodrigues (Zé Doca).

São Luís, 10 de Março de 2026.

Orleans, Lahesio e Camarão entram em contagem regressiva para consolidar candidaturas aos Leões

Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão
correm para consolidar as suas candidaturas

A 211 dias das eleições, o quadro da corrida ao Palácio dos Leões continua inalterado, composto até agora por três aspirantes declarados: Orleans Brandão (MDB), Lahesio Bonfim (Novo) e Felipe Camarão (PT).  Se não houver nenhum contratempo, e muito provavelmente não haverá, Orleans Brandão deve deixar a Secretaria de Assuntos Municipalistas até sexta-feira (13) para lançar, no sábado (14), oficialmente, a sua candidatura à sucessão do governador Carlos Brandão (sem partido). Corre nos bastidores que até lá é provável que o PT nacional anuncie uma posição definitiva em relação à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E depois de tê-lo feito em Marajá do Sena, São Luís e em Imperatriz, Lahesio Bonfim prepara o lançamento da sua candidatura em Bacabal, no dia 21. São esses o cenário real de agora e os movimentos previstos da corrida sucessória no Maranhão.

Depois de uma intensa incursão pela Região Tocantina, com o Governo oficialmente instalado em Imperatriz, Orleans Brandão entra em contagem regressiva para deixar o Governo e assumir de vez a candidatura, em relação à qual não existe mais qualquer dúvida. Na sexta-feira, ele deixará o cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, juntamente com outros secretários que vão encarar as urnas -, para, no sábado, liderar o ato de lançamento oficial da sua candidatura ao Governo, e com o apoio de 11 partidos – a única dúvida partidária é o PT, que só vai de posicionar depois de resolver o projeto do vice-governador Felipe Camarão. Orleans Brandão está convencido de que a sua candidatura é irreversível, motivado principalmente pelo fato de que o governador Carlos Brandão já bateu martelo nesse sentido. Isso significa dizer que depois do sai 14 ele precisará apenas da confirmação do MDB, do qual é presidente, na convenção de agosto, para formalizar o seu projeto eleitoral.

Já definido como pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim disse ontem à Coluna que, ao contrário do que se murmurou nos bastidores, a sua candidatura está de pé. Esteva semana passada em Caxias e agora prepara, para o próximo dia 21, o lançamento regional da sua candidatura em Bacabal. Indagado sobre a impressão de que tirou o pé do acelerador da campanha, o candidato do Novo negou tal situação, e reafirmou que continua percorrendo os municípios. “O que acontece é que, tenho uma família para manter, e por isso trabalho (como médico) todos os dias, e dedico à campanha o tempo que me sobra”, justificou. Em relação a candidatura, disse não haver nenhum problema. E manifestou a expectativa de que contará com o apoio do ex-senador Roberto Rocha, que tendia a ingressar no Novo, mas decidiu retornar ao PSDB. “Ele somará com a gente, e será uma força muito importante”, avaliou.

O vice-governador Felipe Camarão passou parte da semana em Brasília, onde participou de reunião da tendência petista CNB, à qual é ligado, e obteve dos seus líderes, entre eles o presidente nacional do PT Edinho Silva, a garantia de que permanecerá na lista de prioridades do partido para essas eleições. De volta ao Maranhão, cumpriu vários compromissos da pré-campanha, como a retomada do projeto “Diálogos pelo Maranhão”, por meio do qual vem propagando os seus planos para o Governo do Estado. Em todas as suas falas, Felipe Camarão repete, como um mantra, que será candidato a governador em qualquer circunstância. Tem o apoio do grupo formado por PCdoB e PSB, cujos parlamentares federal e estaduais, fazem intensa oposição ao governador Carlos Brandão.  Parte da sua pré-campanha está sendo feita nas redes sociais, onde ele se manifesta como vice-governador, professor universitário e procurador da República licenciado. Não há previsão para o lançamento oficial da sua candidatura.

Esse cenário pode mudar radicalmente quando o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), anunciar, nos próximos dias, se será candidato a governador ou permanecerá no comando da máquina administrativa da Capital.

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane tem situação ainda indefinida, mas ela tem trunfos para fortalecer projeto de reeleição

Eliziane Gama tem o apoio de
Lula da Silva e de Gilberto Kassab

Ao mesmo tempo em que o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro do esporte André Fufuca (PP) vão se consolidando como os companheiros de aliança do pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB) ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PSD), que já pertenceu à base governista, ainda permanece sem uma definição quanto à disputa pelo Governo do Estado.

Não há dúvida de que, apesar das dificuldades que ela tem de se adaptar a uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide (PSD), onde tem simpatizantes e adversários, a tendência de apoiar o prefeito é nítida.

Se não conta com a plena simpatia do prefeito Eduardo Braide, também não é por ele hostilizada, o que lhe permite se movimentar nesse campo minado. Isso explica, por exemplo, a sua ausência da entrevista coletiva na qual o prefeito de São Luís anunciou um pacote um pacote de obras no valor de R$ 1,6 bilhão, e que contou com a presença da bancada de oposição na Assembleia Legislativa.

Por outro lado, Eliziane Gama conta com um trunfo poderoso e decisivo: o apoio total do presidente nacional do partido, o tarimbado Gilberto Kassab, que quer vê-la reeleita e acredita piamente na viabilidade desse projeto. A informação corrente nos bastidores partidários é que ele está costurando uma relação viável entre o prefeito e a senadora.

Se, por acaso, o prefeito Eduardo Braide não vier a ser candidato a governador e o vice-governador Felipe Camarão confirmar sua candidatura pelo PT, a senadora Eliziane Gama será, sem sombras de dúvida, um dos candidatos do grupo de oposição ao Senado. E nesse caso terá, além do aval de Gilberto Kassab, o apoio entusiasmado de ninguém menos que o presidente Lula da Silva (PT).

Se não é de todo confortável, a situação da senadora Eliziane Gama não é tão complicada assim.

Weverton afasta nome de escândalos e investe forte no fortalecimento do PDT

Weverton Rocha: driblando
crises e fortalecendo o PDT

O senador Weverton Rocha (PDT) dedicou a semana passada a duas frentes, uma em Brasília, onde mais uma vez teve lembrada a sua relação com o tal Careca do INSS, pivô maior do escândalo dos descontos criminosos nos contracheques de milhões de aposentados, e a outra a movimentação partidária visando fortalecer o braço maranhense do PDT e consolidar-se como um dos candidatos do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (sem partido) ao Senado.

Na quarta-feira, o senador ele organizou um grande evento na sede regional do PDT, no centro de São Luís, para receber novas filiações, aproveitando abertura da janela partidária para mudança de partido. Não recebeu nenhuma filiação de peso, mas transformou as que conseguiu num ato por meio do qual mostrou que o PDT está vivo e quer ter um bom desempenho nas urnas, nos três níveis da eleição, a começar pela renovação do seu mandato.

O senador Weverton Rocha aparece em todas as pesquisas como líder nas preferências do eleitorado para uma das duas vagas. Até aqui, sua posição de líder das preferências do eleitorado na corrida senatorial só é ameaçada quando os levantamentos incluem o governador Carlos Brandão, que aparece como líder, tendo o senador pedetista como preferido para a segunda vaga.

Em todas as avaliações feitas até aqui no meio político e fora dele, o senador Weverton Rocha é apontado como dono de cacife para se reeleger, desde que o seu nome fique distante dos escândalos moedores que estão pipocando em série nas entranhas do Planalto Central.

São Luís, 08 de Março de 2026.

Indefinição do PSD sobre corrida presidencial pode ter influência no silêncio de Braide

Eduardo Braide aguarda desfecho da disputa
entre Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho
Júnior pela vaga de candidato do PSD
a presidente da República

Não é uma verdade absoluta, até porque ele continua determinado a manter silêncio sobre o seu futuro político imediato, mas há sinais de que parte da estratégia do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), de se manter por enquanto fora da corrida ao Palácio dos Leões tem a ver também com a indefinição do seu partido em relação à disputa presidencial. Não que a escolha de um candidato ao Palácio do Planalto venha a ter influência direta da decisão do prefeito, mas não há como negar o fato de que a “briga” entre os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná) pela vaga de candidato do partido à presidência da República está também influenciando o silêncio de Eduardo Braide.

É fato que o prefeito de São Luís tem o total apoio do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que já declarou várias vezes que a eventual candidatura de Eduardo Braide ao Palácio dos Leões terá chancela integral do partido. E até agora não recuou um centímetro dessa posição, ao contrário, a tem reafirmado sempre que provocado sobre o assunto. Nesse particular, o “problema” até aqui é a relação do prefeito com a senadora Eliziane Gama, que não está ainda devidamente azeitada, uma vez que correm informações sobre profundas diferenças entre eles, mas tudo mantido nos bastidores do partido.

No pleno mais aberto, para ser candidato a governador, além do seu prestigio político e eleitoral, que são conhecidos pelos números das mais de 30 pesquisas divulgadas nos últimos três anos sobre sucessão, o prefeito Eduardo Braide precisa ter um link com a corrida à presidência da República por meio do seu partido. Isso significa montar um palanque esse candidato, oferecendo ao eleitorado e às sociedade como um todo um projeto para o Maranhão associado a um projeto para o Brasil. Bem sucedidos nos comandos dos seus estados, os três governadores têm afinidades políticas e administrativas com o prefeito de São Luís.

Não há sinais quanto à preferência de Eduardo Braide em relação a Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior. Ele conhece o trabalho dos três, acompanha, via partido, as ações políticas de cada um, não tendo, assim, maiores dificuldades para se posicionar em relação a um deles, caso seja necessário. Para o prefeito de São Luís, o ideal será uma escolha de consenso, sem o desgaste de uma refrega doméstica que possa causar ranhuras nas suas imagens. Afinal, se vier a ser candidato a governador e o PSD lançar um dos três candidato a presidente, caberá a Eduardo Braide montar o palanque do partido no Maranhão e defender as bandeiras comuns durante a campanha.

Como é sabido, o governador goiano Ronaldo Caiado representa um ramo duro da direita forjado no campo, ligado ao agro, com rasgos bolsonarista, mas que acredita na democracia liberal, com a alternância de poder pelo voto direto e secreto. Eduardo Leite é um político de centro, forjado na escola do PSDB, democrata convicto e civilizado. Ratinho Júnior cresceu nas asas do bolsonarismo, mas vem dando seguidas demonstrações de que se mantém no campo de uma direita civilizada, longe da direita golpista.

Político de formação densa, o prefeito Eduardo Braide é um militante da direita católica, civilizada, que acredita na democracia alimentada com a alternância de poder pelo voto direto. Ele têm pontos convergentes e divergentes com os três aspirantes a candidato do PSD à presidência da República, não encontrando dificuldades para comandar a sua campanha no Maranhão. Dificilmente entrará nessa briga tomando partido de um deles, preferindo aguardar o desfecho da disputa, que poderá, de alguma maneira, influenciar na sua decisão sobre ser ou não ser candidato a governador.

PONTO & CONTRAPONTO

Ligações de Nogueira e Rueda com Vorcaro podem ter repercussões na cena política maranhense

André Fufuca pode se beneficiar
com o tombo de Ciro Nogueira
e Pedro Lucas pode sofrer por
conta da elação de Antonio
Rueda com Daniel Vorcaro

A situação do senador piauiense Ciro Nogueira (PP) e do presidente nacional do União Brasil, António Rueda, tem seus reflexos, discretos, mas reais, no Maranhão. Eles dizem respeito ministro do Esporte, André Fufuca, que é deputado federal pelo PP, e ao deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do União na Câmara Federal.

A revelação sobre a sua relação íntima, e possivelmente criminosa, com o mafioso Daniel Vorcaro, capo do ex-Banco Master, pode atolar ainda mais o senador no charco em que já está metido. A derrocada de Ciro Nogueira, que ainda conserva o posto de presidente nacional do PP, beneficia o ministro do Esporte, que foi por ele tirado do comando do partido no Maranhão porque se recusou a deixar o Ministério do Esporte na onda de pressão-chantagem que chefes do partido fizeram para fragilizar o Governo do presidente Lula da Silva (PT). Ao que tudo indica, sua participação na máfia de Daniel Vorcaro pode ser a pá de cal nas suas pretensões de renovar o mandato de senador pelo vizinho e honrado Estado do Piauí.

No que diz respeito a António Rueda, que também mantinha relações íntimas e perigosas com o capo Daniel Vorcaro, a situação parece também complicada, pois os relatórios da PF falam de uso do partido para reforçar armações a favor do então banqueiro na Câmara Federal. O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que é muito próximo a António Rueda, pode ser atingido por algum respingo da ducha que pode alcançar o chefe do seu partido ao longo das investigações.

Duarte Júnior quer que Alexandre de Moraes dê explicações à CMPI do INSS

Duarte Júnior prevê convite a Alexandre de
Moraes para comparecer à CPMI do INSS

Vice-presidente da CPMI do INSS, o deputado federal Duarte Júnior (PSB), que entrou de cabeça nas investigações da Comissão, decidiu aprofundar sua participação. Ele disse ao jornal O Globo que a Comissão está estudando a possibilidade de convidar o ministro Alexandre de Moraes para depor na CPMI, depois que vieram à tona conversas dele com o capo Daniel Vorcaro, dono do ex-Banco Master.

– Os dados são bem reveladores. Não se trata de um encontro institucional entre um ministro do Supremo e um magistrado dentro do tribunal, mas de um encontro particular, com relações pessoais e mensagens perguntando sobre supostos bloqueios de processo. São questões graves que precisam ser aprofundadas – declarou Duarte Júnior.

Para o parlamentar maranhense, não há como ignorar esses dado do Caso Master, daí porque a Comissão avalia o convite ao ministro, para avançar na investigação.

– A gente está estudando a melhor forma de fazer isso, seja com requerimento de novas informações, quebra de algum outro sigilo ou um convite para esclarecimentos – assinalou.

Ou seja, com expressivo desassombro, o deputado Duarte Júnior dá uma indicação de que a CPMI chegará ao ministro Alexandre de Moraes.

São Luís, 07 de Março de 2026.

Braide mantém silêncio sobre corrida aos Leões e anuncia pacote de R$ 1,6 bi para obras em SL

Eduardo Braide apresenta pacote para São Luís e com a
vice Esmênia Miranda, posa entre os deputados Carlos
Lula, Ricardo Rios, Othelino Neto, Rodrigo Lago,
Leandro Bello, Júlio Mendonça e Fernando Braide

“O que eu posso dizer é que você está querendo saber de coisa que nem a minha esposa sabe ainda”. Foi essa a resposta que o prefeito Eduardo Braide (PSD) deu ontem quando lhe perguntaram, durante entrevista coletiva, se será candidato ao Governo do Estado. E não falou mais no assunto, direcionando a conversa com jornalistas para o pacote de obras no valor R$ 1,6 bi que programou para São Luís nos próximos dois anos. A resposta do prefeito ludovicense frustrou as expectativas da imprensa e do meio político, e porque, ao invés de colocar ponto final no suspense, chutou-o para frente, deixando aliados e adversários, por enquanto, sem a decisão que, positiva ou negativa, dará a versão definitiva ao quadro de pré-candidatos ao Palácio dos Leões.

Numa segunda declaração, na qual não se referiu a ser ou não ser candidato, o prefeito de São Luís deixou no ar uma remota possibilidade de pensar na hipótese da candidatura. Disse ele: “Quando eu fui candidato à reeleição, eu assumi o compromisso de que, na reeleição, se o povo de São Luís e Deus me confiassem, São Luís teria os melhores quatro anos da sua história. Esse pacote vem deixar isso muito claro. Nós vamos trabalhar por São Luís, e calma, que tudo tem sua hora”.

Mesmo com a insinuação nas entrelinhas da segunda declaração, o fato é que o prefeito Eduardo Braide manteve o misterioso silêncio que vem dedicando ao tema sucessório estadual. Mas o faz numa situação em que ainda dispõe de muito tempo (um mês) para acabar com tal mistério. E está claro que não lhe interessa se lançar candidato num contexto em que o cenário sucessório estadual ainda está contaminado pelo vírus da indefinição: o vice-governador Felipe Camarão (PT) ainda não tem certeza absoluta da sua candidatura, enquanto secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) se prepara para oficializar sua pré-candidatura daqui a uma semana, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), tira o pé do acelerador da sua corrida aos Leões.

Por outro lado, num plano mais aberto, alguns dados da entrevista coletiva chamaram a atenção, indicando que o prefeito de São Luís pode contar à primeira-dama Graziella Braide, nos próximos dias, que será candidato ao Governo do Estado. O primeiro foi a presença destacada da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), sempre posicionada ao lado do prefeito Eduardo Braide, esboçando um sorriso de quem está, de fato, se preparando para assumir o poder como comandante da maior e mais importante Prefeitura do Maranhão. Nos bastidores da Prefeitura alguns chefes já a têm como futura prefeita.

O outro dado importante da entrevista coletiva foi a presença da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, formada pelos deputados dinistas Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Leandro Bello (PSB), Rodrigo Lago (PCdoB), Ricardo Rios (PCdoB) e Júlio Mendonça (PCdoB), e tendo o deputado Fernando Braide (PSB), irmão do prefeito Eduardo Braide, como integrante destacado do grupo. O grupo parlamentar foi recebido efusivamente pelo prefeito, numa indicação inequívoca de que, se não há ainda um acerto político, a relação se estreitou a tal ponto que as portas parecem estão abertas para um acordo relacionado com a corrida ao Palácio dos Leões, sendo ou não o prefeito de São Luís candidato a governador.

O fato é que o prefeito Eduardo Braide demonstrou mais uma vez sua habilidade para se manter no epicentro do jogo político. Sem pronunciar uma frase objetiva sobre o tema sucessório, ele sinalizou que está avaliando o cenário, fazendo cálculos e analisando prós e contras para, finalmente, bater martelo anunciando que será candidato ou comunicando que prefere permanecer onde está. Isso porque, entrando ou não na corrida pelo cargo de governador, sua influência se fará sentir durante a campanha e no desfecho da eleição.

Continua, portanto, a contagem regressiva cujo prazo de validade se estenderá até às 23 horas e 59 minutos do dia 04 de abril.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão incursiona em Brasília e ouve do PT que sua candidatura está na lista de prioridades

Felipe Camarão com a senadora Ana
Paula Lobato e Maria da Penha, que
inspirou a Lei Maria da Penha

O vice-governador Felipe Camarão (PT) fecha a semana comemorando uma bem sucedidas e politicamente animada incursão por Brasília. Ali, o pré-candidato do PT ao Governo do Estado se reuniu com ministro e visitou parlamentares nas duas Casas do Congresso Nacional.

Em todas as suas manifestações, Felipe Camarão reafirmou que o seu projeto de candidatura aos Leões está mantido e, segundo ele, com o aval da cúpula nacional do partido “e da maioria do PT do Maranhão”.

O vice-governador resolveu assumir a condição de porta-voz do Governo Federal no Maranhão. Ele esteve no Ministério das Cidades, e saiu de audiência com o ministro Jader Filho com a informação de que o Maranhão será contemplado com 13 mil moradias do Minha Casa Minha Vida Rural, sendo que o anúncio oficial será no dia 27 de março.

No Senado, o vice-governador Felipe Camarão acompanhou a aprovação da Lei do Pai Presente, que aumenta de 5 para 20 dias a licença-paternidade, regulamentando um direito previsto na Constituição Cidadã. O projeto foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato, que preside o PSB no Maranhão. Ana Pula Lobato conseguiu aperfeiçoar o projeto ouvindo todas as correntes do Senado, alcançando resultado considerado muito positivo.

Felipe Camarão conversou com dirigentes do PT e obteve deles a posição já definida, a de que sua pré-candidatura está na lista de prioridades do partido.

Famem conclui Conexão CNM melhorando a qualidade das administrações municipais

Clemilton Araújo, prefeito de Urbano
Santos (camisa branca), coordenou
os trabalhos da Conexão CNM

A Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), reafirmou a qualificação técnica como um dos pilares de um municipalismo forte. Essa posição foi confirmada com a realização, em São Luís, nos dias 02 e 03 de março, do Conexão CNM, uma parceria da com a Confederação Nacional dos Municípios, por meio da qual a entidade municipalista maranhense amplia, a cada ano, o suporte técnico às prefeituras, assegurando às gestões municipais preparo técnico para atender às demandas da população.

Planejado pelo presidente Roberto Costa e realizado com o seu aval, o Conexão CNM reuniu prefeitos e integrantes de equipes administrativas municipais de todo o Maranhão, aos quais foram oferecidas, por meio de palestras e orientações técnicas de caráter didático, um quadro atualizado de todos os mecanismos jurídicos, contábeis e técnicos necessários para que as administrações municiais ajustem as suas estruturas e gestões à realidade atual.

No primeiro dia, especialistas da CNM apresentaram um quadro da situação financeira e administrativa dos municípios, prestando informações sobre a legislação mais atualizada. Na mesma linha, palestrantes mostraram o que há de mais recente nas fontes federais onde os municípios podem obter recursos. Os participantes foram também informador sobre política tributária e sobre equilíbrio fiscal.

O segundo dia do Conexão CNM foi dedicado a uma programação técnica, com palestras e atendimentos especializados “voltados à capacitação prática de gestores e equipes municipais”. Representantes municipais dos quatro cantos do Maranhão buscaram e receberam orientações e soluções apara problemas do dia a dia das prefeituras.

Especialistas da CNM realizaram minicursos nas áreas de Assistência Social, Saúde, Educação, Finanças, Jurídico, Previdência, Contabilidade, Cultura, Saneamento e Captação de Recursos, esclarecendo dúvidas, atualizando normas e apresentando ferramentas estratégicas de gestão.

No balanço geral feito por organizadores, o Conexão CNM foi sucesso absoluto, tanto pelo nível da programação oferecida quanto pelo aproveitamento dos participantes.

São Luís, 06 de Março de 2026.

PT resolve crise e define presidente, mas continua dividido na corrida aos Leões

Francimar Melo reassume o comando do PT

A reviravolta no comando do PT no Maranhão, com a decisão judicial que confirmou a reeleição do presidente Francimar Melo, da corrente CNB, levando-o a reassumir direção da legenda, criou em alguns observadores a impressão de que, voltando à “normalidade” doméstica, o braço maranhense do partido do presidente Lula da Silva definiria de vez a sua posição na corrida ao Governo do Estado. Mas, conforme petistas de proa, a solução da disputa internas não terá nenhuma influência no rumo que o PT regional definirá em relação à corrida ao Palácio dos Leões. Essa definição será o resultado de um amplo entendimento entre o PT maranhense e o comando nacional do partido, com o aval do presidente Lula da Silva. Isso significa dizer que até aqui o PT continua com duas inclinações colocadas sobre a mesa: confirmar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão, que lidera um dos grupos da CNB no estado, ou fechar com o governador Carlos Brandão (sem partido) o apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB). Não existe a opção de ficar no muro.

É dominante entre as lideranças do partido a certeza de que a palavra final sobre posição do PT no estado será do presidente Lula da Silva, com o aval da direção nacional. Não há como ser diferente, já o partido está dividido no estado e não consegue articular uma solução consensual. Com vários candidatos a deputado federal e a deputado estadual, a maioria deles ocupando cargos de relevância no Governo do Estado. Mesmo sabendo que depois do dia 04 de abril será cada um para seu lado, o PT governista parece querer a garantia de que os candidatos petistas terão algum tipo de apoio durante a campanha, o que não faz sentido.

Sem estarem diretamente envolvidos na guerra pelo voto, os petistas ouvidos pela Coluna têm olhares diferenciados em relação ao quadro político maranhense, mas comungam no ponto central da questão: exibem a convicção de que o rumo do PT na corrida aos Leões será resolvido pela cúpula nacional, com a palavra final do presidente Lula. E com um detalhe, essa decisão só será tomada depois do 04 de abril, pois há no partido quem acredite que ainda pode haver uma mudança de posição por parte do governador Carlos Brandão.

Além das fronteiras do partido, situações que contrariam expectativas otimistas estão ganhando forma. Começa com a determinação do vice-governador Felipe Camarão manterá a sua candidatura ao Governo do Estado, repetindo, diária e enfaticamente, que sua candidatura não tem volta, assumindo ou não o Governo. Por outro lado, o governador Carlos Brandão tem dito e repetido que não renunciará para ser candidato ao Senado e que não abre mão da candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, que será oficialmente lançada no próximo dia 14, com o apoio de 11 partidos. Essas posições, todas dadas como irreversíveis pelos seus protagonistas, são os obstáculos que tornam quase impossível a reconstrução de uma aliança para as eleições, o que deixa o PT numa situação no mínimo incômoda.

O fato é que o PT normalizou a sua situação doméstica, mas está longe, muito longe de definir o seu caminho na sucessão estadual. A definição do comando partidário tem o lado positivo de definir um interlocutor que fale e aja em nome do partido. Caberá, portanto, ao presidente Francimar Melo assumir uma interlocução que reúna as diversas correntes do partido e tentar colocar a sucessão na mesa de discussão, de modo que o partido construa um projeto de unidade em torno do que for melhor para o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva. Se isso será possível ou não, isso o mundo político e o eleitorado saberão nos próximos dias.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão recebe o título de Doutor Honoris Causa da Uemasul

Entre o prefeito de Imperatriz
Rildo Amaral (PP), a reitora Lucélia
Gonçalves e o deputado federal
Josivaldo JP (PSD),
Carlos Brandão exibe o título

O governador Carlos brandão é o mais novo detentor do título de Doutor Honoris Causa concedido pela Uemasul. O diploma lhe foi entregue ontem, no ato em que a professora Lucélia Ferreira Lopes Gonçalves foi reconduzida ao cargo de reitora da instituição. No mesmo ato, o mandatário maranhense nomeou 35 professores e assinou ordem de serviço para a implantação do Hospital Universitário da Uemasul.

Oriundo dos quadros da Uema, onde se graduou veterinário, e foi, como vice-governador, um dos avalistas da divisão da antiga instituição para a criação da Uemasul no Governo Flávio Dino, o governador Carlos Brandão abraçou a causa quando assumiu o comando do Estado, fazendo uma série de investimentos da instituição Tocantina.

A concessão do título de Doutor Honoris Causa não é gratuita, ao contrário, é uma manifestação de reconhecimento pelo que o seu Governo tem feito para tornar a Uemasul uma instituição com ensino de qualidade.

– Para mim é motivo de orgulho. Isso aumenta mais o nosso compromisso no sentido de continuar trabalhando e levando benefícios à classe docente e aos alunos dessa brilhante universidade – declarou o governador Carlos Brandão em tom de agradecimento.

A solenidade na Uemasul foi parte da programação da semana em que Imperatriz detém o status de capital do Maranhão, conforme a Lei Estadual nº 11.904/2023. Desde terça-feira o Poder Executivo Estadual encontra-se instalado na Princesa do Tocantins. Na agenda de ontem, o governador Carlos brandão se reuniu com líderes empresariais de Imperatriz e da região e visitou Campestre, onde, entre outras ações, entregou o Colégio Militar 2 de Julho e uma Estação Tech.

Entidades empresariais reúnem deputados para discutir o desenvolvimento do Maranhão

Iracema Vale e os líderes empresariais Edilson Baldez e Cláudio Azevedo
entre os deputados Catulé Jr., Osmar Filho, Ariston Pereira, Mical
Damasceno, Ana do Gás, Wellington do Curso, Cláudia Coutinho,
Solange Almeida, Batista Segundo, Viviane Silva, Neto Evangelista,
Davi Brandão, Arnaldo Melo e Francisco Nagib na Fiema

Em meio à preparação para a corrida às urnas e os trabalhos normais da Assembleia Legislativa, 15 deputados estaduais, liderados pela presidente Iracema Vale (MDB), participaram ontem de uma reunião de trabalho com lideranças empresariais mobilizadas pela Federação das Indústrias (Fiema), comandada por Edilson Baldez, e pelo Centro das Indústria (Ciema), presidido por Cláudio Azevedo. Na pauta geral, o desenvolvimento econômico do Maranhão.

Denominada “Encontro de Trabalho com Deputados Estaduais” a reunião foi muito além de um esforço do empresariado para melhorar a convivência com deputados estaduais. Isso cumpriu uma pauta em que, além de temas comuns, foi muito além, colocando na mesa projetos estratégicos, como o da Zona de Processamento e Exportação de Bacabeira, a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, e a construção do Terminal Marítimo de Alcântara, para dar suporte ao Centro de Lançamento de Alcântara.

Na sua fala, o presidente da Fiema, Edilson Baldez, falou em estreitamento das relações do segmento produtivo e das entidades que o representam, com o Poder Legislativo, onde são decididas questões cruciais relacionada ao processo de desenvolvimento da indústria e do comércio no Maranhão. O presidente da Fiema defendeu a harmonia entre os Poderes do Estado e uma relação franca e produtiva da classe empresarial com esses Poderes, em especial o Legislativo.

O posicionamento dos líderes empresariais foi destacado pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que na sua manifestação, falando em nome dos deputados, foi direto ao ponto: “Nosso papel é garantir que os projetos que estimulem a geração de emprego, renda e oportunidades que avancem com responsabilidade. Quando fortalecemos a indústria e o comércio, estamos beneficiando diretamente a população maranhense”.

Deputados e empresários aprovaram a iniciativa.

São Luís, 05 de Março de 2026.

Corrida ao Senado se dá num emaranhado que começa com indefinições na base governista

Weverton Rocha, André Fufuca, Eliziane Gama e
Roberto Rocha podem ter de disputar com Iracema
Vale, Roseana Sarney, Detinha e Hilton Gonçalo

Enquanto as especulações correm soltas em relação à disputa pela cadeira principal do Palácio dos Leões, uma delas afirmando categoricamente que o ex-ministro José Dirceu desembarcará este mês em São Luís para, em nome do PT e do presidente Lula da Silva, para tentar costurar um acordo cujo para reaproximar a corrente dinista e o governador Carlos Brandão (sem partido), um estado de guerra se arma pelas duas vagas no Senado em todas as frentes. No mesmo cenário em que parece difícil, quase impossível, a volta da aliança governista à situação de 2022, os acordos para o Senado até agora não ficaram bem definidos na base governista, o que mantém abertas as portas para a entrada de novos pretendentes nessa disputa, a exemplo da deputada federal Detinha (PL), como o caso mais recente. E nesse contexto, se mantém a pré-candidatura solitária, mas firme, do ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza).

A pergunta corrente que se faz no meio político e fora dele é a seguinte: quais nomes disputarão as duas de senador pela bandeira governista? O senador Weverton Rocha (PDT)? O ministro André Fufuca (PP)? A deputada federal Roseana Sarney (MDB)? A deputada-presidente da Alema Iracema Vale MDB)? Até agora, todos são citados como pré-candidatos governistas ou com possibilidade de candidatura, mas nenhum foi apresentado oficialmente, preto no branco, pelo governador Carlos Brandão (sem partido) nem pelo pré-candidato governista Orleans Brandão (MDB) como futuros componente da chapa majoritária que representa a aliança governista.

Essa indefinição está abrindo caminho para o avanço da candidatura oposicionista do ex-senador Roberto Rocha, que vai assumir o comando do PSDB, e criando as condições para o eventual lançamento da deputada federal Detinha (PL), cuja escolha já teria sido carimbada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato bolsonarista à presidência da República – ela entraria na corrida com o apoio decisivo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o braço do PL e um expressivo grupo de deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores no Maranhão.

Nesse cenário de cores ainda muito imprecisas navega a senadora Eliziane Gama (PSD), que nasceu na base governista montada pelo então governador Flávio Dino em 2018, tem uma relação muito próxima com o presidente Lula da Silva e com a sua base governista no Congresso Nacional. No Maranhão, porém, foi afastada do campo governista no Maranhão e encontra-se em processo de aproximação com o prefeito Eduardo Braide (PSD), que poderá ou não ser candidato a governador pelo seu partido – se ele for candidato, ela será naturalmente candidata à reeleição na sua chapa, como quer a direção nacional da agremiação.

No momento, todas as avaliações com algum fundamento estão apontando para a possibilidade de, pela primeira vez em muitos anos, a eleição de senador no Maranhão, na renovação de dois terços, os maranhenses acabarem mandado para o Senado um candidato governista e outro oposicionista. Isso num cenário em que o presidente Lula da Silva se desdobra para obter a reeleição e eleger o máximo possível de senadores aliados, teria duas cadeiras sem problemas se a aliança original tivesse sido mantida. Para ele, o ideal será uma dobradinha Weverton Rocha/André Fufuca ou, numa situação diferente, a eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama. Sem descartar, claro, dobradinhas mais remotas envolvendo Roseana Sarney e Iracema Vale.

E o que mais chama a atenção nesse contexto de linhas imprecisas é que ainda não se descarta de todo a possibilidade de o governador Carlos Brandão vir a se candidatar a senador, como quer o presidente Lula da Silva. E numa hipótese mais remota ainda, com total improbabilidade, uma guinada do vice-governador Felipe Camarão (PT) na direção do Senado, como andam sugerindo vozes petistas de Brasília.

Todo esse emaranhado poderá ser desmanchado nos próximos 32 dias, com a chegada do prazo fatal de 4 de abril.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão instala Governo em Imperatriz e reforça base política na região

Carlos Brandão governará de Imperatriz com o
auxílio de Orleans brandão e Sebastião Madeira

O governador Carlos Brandão e o núcleo central do seu Governo (Casa Civil, Assuntos Municipalistas, Infraestruturas, Educação, Saúde e Desenvolvimento Social), iniciam hoje, a partir das 13 horas, uma maratona de trabalho na Região Tocantina tendo como base Imperatriz, transformada por decreto em Capital do Maranhão durante esta semana. Os trabalhos serão coordenados pelo chefe da casa Civil Sebastião Madeira.

O governador cumprirá uma agenda intensa, com despachos com secretários, audiências com prefeitos – entre eles os de Açailândia e São Raimundo das Mangabeiras – e representantes do setor produtivo da região, e uma expressiva relação de obras a serem inauguradas, inspecionadas e autorizadas. Uma delas será a construção da nova sede do Corpo de Bombeiros em Imperatriz, e a outra, a reforma do Centro Administrativo do Governo do Estado na “segunda capital” do Maranhão.

Com esse movimento, o governador Carlos Brandão alimenta um projeto político já em andamento, que é estreitar a relação do seu Governo com Imperatriz, criando assim as condições para ampliar a base política do seu grupo que lidera na cidade e na Região Tocantina como um todo, que representa cerca de 15 municípios.

O como não poderia deixar de ser, o principal destaque da sua comitiva é o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, que é a ponte entre o governador e os prefeitos, que formam a base política da aliança governista para as eleições de outubro. Devem desembarcar na Princesa do Tocantins o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP), dois candidatos fortes da base governista ao Senado.

Roberto Costa se desdobra para atuar efetivamente em três frentes

Roberto Costa com alunos da rede
municipal que receberam fardamento

Roberto Costa (MDB) tem se desdobrado para cumprir agendas administrativas e compromissos políticos. A primeira agenda administrativa são os seus compromissos como prefeito de Bacabal, um dos 10 maiores e mais importantes do Maranhão e polo da Região do Mearim, e a segunda são as decisões como presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que representa os interesse dos 217 municípios do estado. A pauta política é ditada pelos movimentos do MDB.

Nesta semana, por exemplo, ele teve de fazer uma opção no que diz respeito à sua presença em eventos.

Na segunda-feira (02), a Famem, por sua iniciativa, reuniu prefeitos e representantes de prefeituras no programa Conexão CNM, voltado para o fortalecimento da gestão municipal na relação com a Confederação Nacional dos Municípios, no qual foi representado pelo prefeito de Urbano Santos, Cremilton Barros (MDB).

Sua ausência se deu pelo fato de que naquele momento ele encontrava-se no Quilombo Saco das Mulatas, no interior de Bacabal, entregando ali uma Unidade de Saúde da Família, que está equipada para atender cerca de 1.500 pessoas de 22 povoados na região da Baixada bacabalense.

Na semana passada, o prefeito percorreu diversas comunidades do interior do município, inspecionando a rede escolar para o início do ano letivo. Visitou povoados os povoados Brejinho, na Estrada do Leite, e os territórios quilombolas de São Sebastião dos Pretos, Piratininga e Cacutá, e também o povoado Alto Fogoso. O roteiro alcançou os povoados Centro do Cirilo, Canarana e Sincorá, na Baixada bacabalense.

Por onde passou, o prefeito de Bacabal entregou kits de fardamento escolar a alunos regularmente matriculados na rede municipal de ensino.

Além das agendas administrativas, Roberto Costa, que é um dos líderes mais ativos do MDB, tem atuado fortemente nas articulações para a consolidação da pré-candidatura de Orleans Brandão e para a participação do partido na disputa por vagas no Senado, na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa.

Poucos políticos maranhenses estão vivenciando a realidade presenta do Maranhão como o prefeito de Bacabal, presidente da Famem e líder emedebista.

São Luís, 03 de Março de 2026.   

Brandão desqualifica rumores sobre afastamento e diz que adversários “estão perdidos”

A crise sucessória não impede a boa relação de Carlos
Brandão com o Governo Lula da Silva. Nesta imagem, da semana passada, ele com o ministro dos Transportes Renan Filho, que anunciou várias ações no Maranhão, como a entrega de 54 km de pavimentação em concreto rígido na BR-135 (Miranda/Caxuxa)

Se há, de fato, um ou vários projetos efetivos, no campo judicial, para afastar o governador Carlos Brandão (sem partido) do cargo, de modo que o vice-governador Felipe Camarão (PT) venha a assumir o Governo e se candidatar à reeleição, os projetistas que cuidem de fazer a coisa bem feita, e com base legal muito sólida. Isso porque o governador Carlos Brandão não parece um chefe de poder colocado contra a parede, temeroso de perder o poder e ver o seu projeto político ser tragado por uma tsunami. Ao contrário, o mandatário maranhense emite todos os sinais de que está pronto para enfrentar qualquer obstáculo que vier a ganhar forma na sua frente.

Sem apontar essa ou aquela personalidade do campo adversário, o governador Carlos Brandão manifestou essa impressão ao ser provocado sobre o assunto pela Coluna, ontem à noite: “Acho que esse pessoal está desesperado!”

E na mesma linha, evitando citar nomes, justificou sua avaliação: “Não conseguem ficar sem Governo! Perderam os votos que eram do Governo anterior. Querem me tirar na marra da cadeira criando processos jurídicos fantasiosos e mandando recados com ameaças”.

O governador Carlos Brandão foi além na resposta à indagação da Coluna, rascunhando o que ele chamou de desespero de seus adversários: “Tentaram ir para o (prefeito Eduardo) Braide (PSD). Só que o Braide não quer eles como aliados! Por outro lado, não têm chance de se aliar ao Lahesio (Bonfim, candidato do Novo), pelo fato de ser um candidato de direita!”.

E fechou a resposta com uma conclusão dura: “Estão perdidos!”

A Coluna tentou ouvir vozes oposicionistas de peso sobre o assunto, mas elas preferiram evitar declarações e simplesmente afirmar que nada têm a ver com a onda de especulações a iminência de supostas tentativas de afastar o governador Carlos Brandão do cargo. Uma dessas vozes, falando em off, afirmou acreditar que pode haver uma reviravolta na nomeação do advogado Daniel Brandão para o Tribunal de Contas do Estado, mas que isso não afetará diretamente o governador Carlos Brandão, por não ter sido ele quem assinou o ato. Se essa mudança vier a acontecer – o que muitos acham no mínimo improvável -, será uma tremenda reviravolta no cenário político estadual, com forte repercussão na cena política, mas sem o poder de alterar a corrida sucessória.

No mesmo contexto, oposicionistas dão outra versão para as conversas que vêm mantendo como o prefeito Eduardo Braide, quer publicamente vem mantendo o obstinado silêncio sobre ser ou não ser candidato. E o peso da dúvida está no fato de que, se sair, estará abrindo mão de dois anos e nove meses de mandato no comando da Prefeitura da Capital, a maior e mais importante do Maranhão, que representa nada menos que uma população de 1,2 milhão de habitantes e um orçamento de R$ 6,1 bilhões para este ano. 

Com as posições, impressões e avaliações que compuseram sua resposta à Coluna, o governador deu uma demonstração bem clara de que está seguro de como está agindo no campo político, exibindo também expectativa otimista em relação ao desfecho nas urnas. Ele já disse e repetiu que está aberto a conversações, mas as condiciona com pontos inegociáveis: a candidatura de Orleans Brandão e a sua permanência no cargo. Quando fala em relação às definições que buscará na conversa decisiva que terá com o presidente Lula da Silva (PT) ao longo de março, ele admite conversar sobre uma improvável candidatura sua ao Senado, só possível com a renúncia de Felipe Camarão ao cargo de vice-governador, o que parece também impossível.

O fato é que o governador Carlos Brandão não leva muito a sério a onda de especulações, mas também não as menospreza inteiramente, indicando que está preparado para o pode estar a caminho no intenso movimento das águas de março.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide inicia contagem regressiva para decidir se será ou não candidato ao Governo

Eduardo Braide tem até 4
de abril para bater martelo

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), entra hoje numa espécie de contagem regressiva de média duração para decidir se será ou não candidato a governador do Maranhão. No meio político, parece haver uma divisão quase meio-a-meio sobre o assunto, com uma banda achando que ele deixará o cargo para enfrentar as urnas, e outra supondo que ele preferirá permanecer no cargo.

Se a decisão do prefeito depender de uma avaliação relacionada com vantagens e conveniência, a tendência nítida favorece a opção de deixar o cargo e enfrentar as urnas.

Isso porque, saindo agora e ganhando a eleição para o Governo, ele terá o controle do Maranhão e de São Luís, o que lhe dará um poder de fogo excepcional. Admitindo-se que ele deixe a Prefeitura e não se eleja governador, poderá se candidatar a prefeito em 2028, já que terá cumprido apenas um terço do segundo mandato.

Mas se, por outro lado, Eduardo Braide decidir permanecer no cargo, o mandato municipal terminará em dezembro de 2028, passando o cargo para um aliado ou para um adversário. Nesse caso, ficará dois anos sem mandato, para disputar o Governo em 2030.

O grande problema da segunda opção é que a corrida ao Palácio dos Leões em 2030, poderá ser renhida porque outra geração estará tentando chegar lá, como o ministro André Fufuca (PP), principalmente se for eleito senador, e os deputados federais Juscelino Filho (União), Pedro Lucas (União) e Duarte Jr. (PSB), a deputada Iracema Vale (MDB) e o prefeito de Bacabal Roberto Costa (MDB), por exemplo.

Todos eles têm projetos sobre o tema.

Pedro Lucas enfrenta as consequências de um racha no União Brasil

Pedro Lucas enfrenta crise
num União Brasil dividido

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que lidera a bancada do União Brasil na Câmara Federal, está sofrendo as consequências uma guerra que vem corroendo as entranhas do partido desde que o Antônio Rueda assumiu o comando da agremiação, que hoje é arte da federação União Progressista, fruto da aliança com o PP.

O União Brasil é fruto da fusão da banda do antigo PSL, partido de direita dura que rompeu com o bolsonarismo, e o DEM, de centro-direita, comandado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Só que no jogo interno do poder, Antonio Rueda, que mantém fortes laços com o bolsonarismo, assumiu a presidência, tendo o deputado maranhense Pedro Lucas Fernandes como um dos seus fiéis escudeiros.

Nesse momento, quando muitos parlamentares aproveitam a janela fazem o troca-troca partidário, alguns integrantes da bancada do União tentam fazer esse movimento e acusam o líder e o presidente de criarem obstáculos.

Na verdade, o que está em andamento é um racha no União Brasil, com partido defendendo uma convivência mais produtiva com o Governo Lula da Silva (PT) e outra banda defendendo distanciamento do Governo e aproximação com as correntes da direita radical.

No Maranhão, o deputado Pedro Lucas integra a banda do União Brasil que segue Antonio Rueda e vem atuando para criar dificuldades para o Governo do presidente Lula da Silva, enquanto o deputado federal Juscelino Filho, que foi ministro das Comunicações, que integra a banda remanescente do antigo DEM, alinhado, portanto, a ACM Neto, atua para que o partido tenha uma relação produtiva com o Governo do PT.

Ninguém sabe e que medida esse racha prejudicará o União Brasil, mas algumas previsões indicam que o partido vai sair chumascado dessa peleja doméstica.

São Luís, 01 de Março de 2026.

Madeira entra no MDB e Rocha reassume PSDB, disputará Senado e pode apoiar Bolsonaro

Sebastião Madeira foi para o MDB e entregou o fragilizado PSDB a Roberto Rocha

O dia de ontem marcou para sempre o braço maranhense do PSDB, primeiro por conta de uma renúncia surpreendente, e depois por conta de um retorno igualmente inesperado. A renúncia foi protagonizada pelo ex-deputado federal (quatro mandatos), ex-prefeito de Imperatriz (dois mandatos), Sebastião Madeira, chefe da Casa Civil e que se desfiliou do ninho dos tucanos, entregou as chaves ao presidente nacional Aécio Neves e migrou para o MDB, para tentar mandato de deputado estadual. O retorno coube ao ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-vice-prefeito de São Luís e ex-senador Roberto Rocha, que fora tucano por muitos anos, presidiu o partido no Maranhão, fez incursões por várias legendas, mas, diante da decisão de Sebastião Madeira de deixar o ninho, voltou ao muro para ser candidato de novo a senador e montar palanque para Flávio Bolsonaro (PL) no Maranhão.

Poucas vezes a animada, e às vezes tumultuada, vida partidária maranhense registrou um episódio como o de ontem.

Um dos fundador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no plano nacional e no Maranhão, juntamente com o ex-deputado federal Jaime Santana, em 1988 – há 38 anos, portanto, Sebastião Madeira ganhou e assumiu a identidade tucana como poucos, motivado pelo projeto de implantação de uma democracia social no Brasil. Viveu todos os altos e baixos da agremiação no estado, sem deixar de se dedicar integralmente à sua preservação. Tanto que assumiu sua presidência há dois anos, se desdobrando para torna-lo forte no estado. Não deu, e sua saída encerrou a era primeira da história do PSDB no estado.

A migração para o MDB foi o resultado de um jogo de pragmatismo político. Sem força no plano majoritário – presidente, governador e senador – na base governista, nem na seara proporcional -deputado estadual e deputado federal -, o PSDB se tornou um fator de risco para o próprio Sebastião Madeira, com a possibilidade de uma boa votação, mas sem cociente eleitoral (número de votos) para garantir uma vaga na Assembleia Legislativa. Daí a migração para o MDB, onde entrará em condições de igualdade com vários candidatos fortes, com a certeza de que, se bem votado, terá muito mais chances de chegar ao parlamento estadual. Jogou certo.

Se vinha sendo um peso e um fator de risco para Sebastião Madeira, o PSDB caiu com o uma luva nas mãos do ex-senador Roberto Rocha. Ele vinha procurando um partido à direita, chegou a conversar como Novo, para fazer uma dobradinha com a candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo, mas as exigências do partido impediram o avanço das negociações. O PSDB, que lhe foi oferecido pela cúpula nacional, foi um presente político, uma vez que, ao retornar para os seus quadros, o ex-senador se sente em casa, uma vez que conhece os líderes e as entranhas da agremiação.

Mesmo sabendo que o PSDB é um partido a caminho da extinção, neste exato momento o PSDB, cujo braço maranhense foi bem organizado por Sebastião Madeira, Roberto Rocha sabe também que é tudo o que ele precisava para viabilizar sua candidatura ao Senado. Dará ao partido o destino que bem entender, podendo lançar ou não candidato a governador, fazer aliança com outras candidaturas, ou, se preferir, entrar na briga eleitoral apenas com a sua candidatura ao Senado, independente de alianças ou qualquer tipo de amarra. É provável que lance o filho, o ex-vereador Roberto Rocha Filho, à Câmara Federal pela legenda.

Não há dúvida de que Sebastião Madeira desembarca no MDB com cacife para estar entre os candidatos, entre eles vários candidatos à reeleição, com chances reais de chegar à Assembleia Legislativa. Ninguém duvida também de que, ao resolver a sua questão partidária, livrando-se da refrega que se dá nos partidos com inclinação bolsonarista, o ex-senador Roberto Rocha entra de vez na corrida ao Senado, com poder de fogo para desequilibrar a disputa até aqui.

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Rocha e Detinha ampliam corrida ao Senado, que pode ter outros nomes de peso

Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama sofrem pressão
de Roberto Rocha e, possivelmente, de Detinha, e todos são
pressionados pela “sombra” de Iracema Vale,
Roseana Sarney e Carlos Brandão

A definição partidária do ex-senador Roberto Rocha, que retomou o comando estadual do PSDB, despeja grande quantidade de combustível inflamável na corrida às duas vagas no Senado, as quais eram disputadas até aqui pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), que pleiteiam a reeleição, e pelo deputado federal e atual ministro do Esporte André Fufuca (PP).

Com o ex-senador confirmando participação na guerra eleitoral, o cenário ganha tinturas de incerteza, pelo menos em relação a uma vaga, já que a outras tem Weverton Rocha com maior preferência, segundo todas as pesquisas. Em levantamentos mais recentes, Roberto Rocha aparece em segundo, jogando doses fortes de insegurança nas pretensões de André Fufuca e Eliziane Gama – e até mesmo nos planos de Weverton Rocha.

Esse quadro evoluiria normalmente para uma guerra renhida entre os quatro pretendentes se não fossem as pesadas sombras causadas pelos rumores que apontam possibilidade de candidaturas poderosas, como a da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), da deputada federal Roseana Sarney (MDB) e, numa hipótese muito remota – mas admissível em se tratando de política – do governador Carlos Brandão.

Não bastasse a sombra dos três, a cúpula nacional do bolsonarismo quer a deputada federal Detinha (PL), campeã de votos para a Câmara Federal em 2022, como candidata ao Senado, o que pode alterar ainda mais o cenário, que que, se vier mesmo a ser candidata, entrará com o peso do grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Avaliações feitas em diferentes rodas e ambientes levam à mesma conclusão: individualmente ou em grupo, os quatro têm cacife para mudar as tendências da disputa senatorial. Os quatro candidatos assumidos sabem disso, e trabalham intensamente para que a corrida fique mesmo somente entre eles.

O problema é com Detinha no jogo e faltando ainda 37 dias para o decisivo 04 de abril, que é data-chave em qualquer eleição, tudo pode acontecer a partir de uma conversa definitiva do governador Carlos Brandão (sem partido) com o presidente Lula da Silva (PT) sobre a corrida ao Palácio dos Leões.

Lahesio sofre reveses e diminui a intensidade da sua pré-campanha

Lahesio Bonfim: menos ativo

Algo fora do eixo pode estar tirando da rota a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo). Ele vem amargando uma série de pequenos contratempos, que o fez tirar o pé do acelerador na sua pré-campanha, que vinha acontecendo num estilo arrojado, como é do seu feitio.

Para começar, há pouco mais deu mês ele declarou à Coluna que o ex-senador Roberto Rocha assinaria ficha no Novo e que os dois fariam uma dobradinha “para ganhar as eleições”. Roberto Rocha desembarcou de volta no PSDB.

Recentemente, a movimentação do governador de Minar Gerais, Romeu Zema (Novo), me direção da presidência da República inflamou o clã Bolsonaro, que vem escanteando o líder mineiro, e por via de consequência, tirando Lahesio Bonfim da lista de prováveis aliados.

Lahesio Bonfim tentou atrair o bolsonarismo para sua candidatura dando à vereadora do PL de São Luís, Flávia Berthier, oferecendo-lhe vaga de candidata ao Senado, dando-lhe uma importância política que ela não tem, e acabou se dando conta de que a estratégia não funcionaria.

Terceiro colocado nas pesquisas que incluem o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) como candidato, e segundo quando a disputa se dá entre ele e o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, Lahesio Bonfim parece encontrar-se num momento de transição ou de ajuste da sua candidatura, que até agora está garantida pelo Novo.

São Luís, 27 de Fevereiro de 2026.