A pesquisa Quaest trouxe para o tabuleiro da sucessão estadual uma série de informações secundárias que, avaliadas com algum cuidado, ajudam a entender o momento da corrida ao Palácio dos Leões. Para começar, a pesquisa espontânea – quando o entrevistado não dispõe de uma lista de candidatos – cristalizou, de maneira clara e indiscutível, a polarização entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB). O ex-prefeito de São Luís foi citado espontaneamente por 21% dos entrevistados, enquanto o ex-secretário de Assuntos Municipalistas recebeu 13% das citações, e Felipe Camarão (PT) foi lembrado por 1%. O dado mais forte é que na pesquisa espontânea, que entrevistou 900 eleitores, só três dos oito candidatos a governador foram citados, e 64% responderam que não sabem ainda em quem votar.
Esses números indicam, com clareza, que dificilmente esse quadro de polarização será alterado. Vale lembrar que na pesquisa estimulada, quando o entrevistado recebe uma lista com a relação de candidatos. Nessa pesquisa, que é a base de qualquer investigação pré-eleitoral, Eduardo Braide apareceu com 44% das intenções de voto contra 25% de Orleans Brandão, 6% de Felipe Camarão, 3% de Roberto Rocha (PRTB) e 1% de André Luís (Missão), sem que Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) não foram lembrados. 17% manifestaram indecisão e 4% avisaram que vão votarão em nenhum ou anularão o voto.
Os candidatos já estão em campanha aberta, com a relação de comícios, caminhadas, carreatas, brigando pelo voto no cara-a-cara, podendo também veicular anúncios pagos em redes sociais, participando também de debates e entrevistas a emissoras de TV e de rádio, e ainda a portais de notícia. Eles ganharão bem mais visibilidade quando iniciarem, no próximo dia 28, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. A partir de então, a campanha será plena, dependendo dos candidatos para ser mais ou menos intensa.
A Quaest investigou algumas tendências do eleitorado, e encontrou, por exemplo, 25% de eleitores que preferem um governador independente. A pesquisa indagou sobre o apoio do presidente Lula da Silva (PT) aumenta ou não a tendência de o eleitor votar no candidato sugerido pelo chefe da Nação: para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão.
No pacote relacionado com influência de candidato presidencial, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula da Silva diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam.
A Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.
O levantamento também mediu diretamente o peso eleitoral de um eventual apoio de Lula. Para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam. Em relação a Flávio Bolsonaro (PL), 17% disseram que ele influencia apoiadores de candidato a governador.
Em Tempo: A Quaest entrevistou 900 eleitores de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A pesquisa margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos e está registrada sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.
PONTO & CONTRAPONTO
Posição de Caiado sobre candidatos do PSD a governador deixa Braide em situação confortável
Alguns adversários de Eduardo Braide (PSD) o têm criticado por causa da sua posição de independência em relação a uma candidatura presidencial. Ontem, porém, o candidato do PSD a presidente das República, Ronaldo Caiado foi entrevistado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, resolveu esse detalhe.
Perguntado sobre como se sentia diante do fato de que vários candidatos a governador do seu partido o apoiavam, tendo alguns, como o senador Omar Aziz, candidato ao Governo do Amazonas, e Eduardo Paz, candidato a governador do Rio de Janeiro, terem declarado apoio ao presidente Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado deu de ombros. E declarou que o importante é que ele seja o candidato do partido a presidente, tendo como vice o presidente do PSD, Gilberto Kassab.
A situação esclarecida por Ronaldo Caiado deixou Eduardo Braide em situação confortável, uma vez que, a partir de agora essa será uma pendência vencida, sobre a qual ele terá uma resposta pronta e definitiva.
Em Tempo: Vale lembrar que é curiosa a situação dos candidatos ao Palácio dos Leões em relação à corrida ao palácio do Planalto. Embora conte com um candidato do PT, Felipe Camarão, o presidente Lula da Silva tem também o apoio declarado de Orleans Brandão (MDB). O PL não tem candidato a governador, tendo Flávio Bolsonaro de contar com Roberto Rocha (PRTB), que tem inclusive a candidatura questionada na Justiça Eleitoral.
André Luís (Missão) está integralmente alinhado ao candidato presidencial do seu partido, Renan Santos. E Dimas Cassimiro (PCO) reza na cartilha de Rui Pimenta, chefe maior do PCO e candidato a presidente pelas quinta vez.
Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) têm situação especial em relação aos seus candidatos presidenciais, que são maranhenses da gema. Saulo Arcangeli apoia a candidatura presidencial de Hertz Dias, militante social saído do bairro da Liberdade em São Luís. Já Reginaldo Lima é alinhado a Edmilson Costa, economista maranhense, estudante do Liceu, que migrou para São Paulo nos anos 70 e lá se transformou nua referência da esquerda mais dura e foi escalado pelo PCB para com correr à presidência da República.
Famem: Roberto Costa mobiliza prefeitos e órgãos estaduais e federais para combater efeitos do El Niño
O que o fenômeno climático El Niño tem a ver com o funcionamento das administrações municipais no Maranhão? Muito. E foi exatamente para fazer essa avaliação e alinhavar medidas preventivas que possam minimizar eventuais os estragos a serem causados por esse fenômeno, que a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) promoveram ontem, na Assembleia Legislativa (Alema), a reunião temática “Efeitos Climáticos do El Niño no Nordeste do Brasil e seus desafios para a Gestão Pública Municipal”.
Articulada pelo presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa, e realizada com a ´presença de representantes da SRI, a reunião temática foi marcada por uma série de discussões técnicas sobre como reagir diante dos possíveis impactos que podem ser causados pelo El Niño, ampliando o raio de preocupações para o que pode estar a caminho com as mudanças climáticas. Nesse contexto, a palavra de ordem foi planejamento, que começa com o monitoramento de riscos, assim como aumentar a capacidade de resposta das prefeituras.
Além de antecipar uma política de ação conjunta para as mudanças climáticas que estão em andamento no planeta, a articulação está focada previsão de que 2026 e 2027 serão anos diferenciados em relação ao clima, especialmente para o Nordeste, com o problema da estiagem, das secas e a possibilidade de queimadas, conforme alertaram os representantes do Governo da União.
Diante das conclusões, dos alertas e das recomendações produzidos durante a reunião, o presidente da Famem, Roberto Costa, fez uma espécie de convocação geral para que os municípios se preparem antecipadamente, articulando com entes federais e estaduais. Ele lembrou que esses acontecimentos ocorrem diretamente dentro do município, onde a população vive. Daí a necessidade de preparação para eventuais intervenções em situações inesperadas. “É necessário também que os órgãos de controle estejam vivenciando todo esse acompanhamento para saber exatamente as dificuldades que poderemos ter no futuro”, afirmou, acrescentando que “a preparação é fundamental”.
– Essa reunião tem importância grandiosa para que, caso aconteçam essas previsões climáticas divulgadas, a gente possa estar preparado para enfrentá-las e para que a população possa ter um sofrimento mínimo dentro desse processo – acrescentou o presidente da Famem.
São Luís, 26 de Agosto de 2026.


