Quaest mostra Braide (44%) e Orleans (25%) numa disputa com risco de turno único

Eduardo Braide lidera com folga, seguido
de Orleans Brandão, Felipe Camarão,
Roberto Rocha er André Luís; Saulo
Arcangeli, Reginaldo Lima e
Dimas Cassimiro não pontuaram

A pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, trouxe à tona o que pode ser o retrato da corrida ao Governo do Maranhão. De acordo com o levantamento, realizado no período de 20 a 23 do corrente, Eduardo Braide (PSD) tem 44% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 25%. Na sequência aparecem Felipe Camarão (PT) com 6%, Roberto Rocha (PRTB) com 3% e André Luís (Missão) com 1%, enquanto Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) não pontuaram. Os indecisos somaram 17% – um percentual muito elevado, que pode mudar os rumos da eleição – e os revoltados, que pretendem votar em branco e nulo, representam 4%.

Fora as diferenças da margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o que a pesquisa Quaest/TV Mirante mostrou foi Eduardo Braide com uma vantagem elástica de 19 pontos percentuais em relação a Orleans Brandão, uma vantagem excepcional, levando-se em conta o momento da campanha eleitoral. E mais: transformando-se os números em votos válidos, o ex-prefeito de São Luís venceria a eleição no 1º turno, com 56% contra 35% do candidato do MDB.

O fato de o candidato Roberto Rocha, por meio do seu partido, tenha questionado o critério usado pelo Quaest para escolher Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão para simular 2º turno, levando a Justiça Eleitoral a proibir essa parte da pesquisa, fez com que milhões de eleitores maranhense fossem privados de conhecer as possibilidades de uma segunda rodada. E aguçou a curiosidade em relação à possibilidade de a eleição para governador ser resolvida já no 1º turno, apontando para uma vitória do ex-prefeito de São Luís, com sugerem os números.

Esse cenário, trazido por um dos três institutos de pesquisas mais importantes do Brasil na atualidade, e que produz exclusivamente para a Rede Globo e afiliadas em todos os estados, desembarca na corrida ao Palácio dos Leões faltando 42 dias para as eleições. Não há como não enxergar o fato de que, independentemente do que encontrarem outros institutos, a pesquisa Quaest/TV Mirante funciona como uma espécie de baliza para os próximos passos da disputa, como foi o Ibope em outros tempos. Todas as eleições para o Governo do Estado

Das mais de 60 pesquisas divulgadas até aqui sobre corrida ao Palácio dos Leões, pelo menos 80%, incluindo uma Quaest/TV Mirante apontaram Eduardo Braide na liderança, desenhando, ao longo de meses, uma tendência que a pesquisa de ontem alimentou. Se os percentuais representam a realidade plena, não há como aferir, até porque os candidatos estão em movimento, podendo criar situações que mudem. Se não representarem o cenário real ou próximo do real, a verdade emergirá das urnas na noite do dia 4 de outubro.   

É provável que os números revelados ontem deem aos candidatos um quadro bem próximo da realidade, algo que possa coincidir com os limites da margem de erro, pela qual Eduardo Braide pode ter 41% a 47%, enquanto Orleans Brandão pode entre 22% e 28% das intenções de voto. O mesmo pode estar acontecendo em relação a Felipe Camarão, que pode ter entre 3% e 9%, e a Roberto Rocha, que pode estar num patamar entre 0% a 6%, com André Luís no seu encalço com 0% a 4%.

Em Tempo: A pesquisa Quaest/TV Mirante ouviu 900 eleitores em todo o Maranhão no período de 20 a 23, margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo MA-02558/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral BR-01389/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera, Weverton, Lahesio, Eliziane e Fufuca estão empatados, e indecisos podem mudar tudo

Roseana Sarney lidera; Weverton Rocha, Lahesio
Bonfim, Eliziane Gama e André Fufuca estão
tecnicamente empatados pela segunda vaga;
Hilton Gonçalo cresce, e Simplício Araújo,
Cidônio Gonçalves, Wilson Leite e Raimundo
Moreira estão empatados,
e Enilton Rodrigues não pontuou

A pesquisa Quaest encontrou um cenário absolutamente indefinido na corrida às duas vagas no Senado. A deputada federal Roseana Sarney (MDB) lidera, isolada, com 16% das intenções de voto, seguida de quatro candidatos tecnicamente empatados pela margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos: o senador Weverton Rocha (PDT) com 11%, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 10%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 9% e o deputado federal André Fufuca (PP) com 9%.

O ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) aparece com 5%, seguido de Cidônio Gonçalves (PL), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Moreira (PCB) e Simplício Araújo (DC), todos com 1%. Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou.

Alguns dados importantes chamam a atenção da pesquisa sobre a corrida ao Senado. O primeiro deles é o crescimento de Hilton Gonçalo, que por esse levantamento está a apenas quatro pontos percentuais de Eliziane Gama e André Fufuca. O outro dado curioso é o fato de Enilton Rodrigues não haver pontuado, sugerindo que o braço maranhense do PT não o abraçou como segunda opção.

Nesse contexto, merece atenção o fato de que nada menos que 27% dos entrevistados se declararam indecisos não sabendo ou não querendo responder revelar suas preferências. Só que esses votos aparecerão durante a campanha ou se posicionem somente no dia 4 de outubro.

O fato é que com 27% de indecisos, nenhum candidato está seguro, com eleição garantida, incluindo Roseana Sarney, em que pese o fato de ela encontrar-se na liderança. A julgar pelo desempenho de cada um até aqui, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e André Fufuca têm potencial para crescer, o que poderá mudar o cenário da disputa.

Paulo Victor marca para 1º de outubro eleição do seu sucessor, e apoia Beto Castro

Paulo Victor convocou eleição que pode
se dar entre Beto Castro e Marquinhos Silva

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Luís serás realizada no dia 1º de outubro, três dias antes das eleições gerais. É o que está definido na convocação formalizada ontem pelo atual presidente Paulo Victor (PSB). São candidatos os vereadores Beto Castro (Avante) e Marquinhos Silva (União Brasil).

Essa corrida sucessória na Câmara Municipal tem alguns ingredientes que poderão torna-la um pleito escandaloso. A começar pelo fato de que o candidato apoiado pelo presidente Paulo Vitor e por quase duas dezenas de vereadores, o vereador Beto Castro tem um enorme lastro de problemas.

Um deles: Beto Castro estava na cena do crime do Caso Tech Office, como acompanhante do empresário assassinado. Outro: no dia 15 de junho, a 68 dias, portanto, o vereador Beto Castro foi preso por porte ilegal de armas na Operação Benedict, do Gaeco, na qual ele e mais 15 pessoas são investigadas por suspeita de desviar dinheiro de emendas parlamentares e de formar organização criminosa.

O que mais chama a atenção nesse caso é a determinação com que o presidente Paulo Victor sustenta o apoio à candidatura do vereador Beto Castro à sua sucessão. Há quem diga que antes da eleição muita coisa virá à tona, o que pode inviabilizar a candidatura.

O outro candidato é o vereador Marquinhos Silva, que promete colocar as coisas nos seus devidos lugares nos próximos dias. Ontem, ele veiculou um cartaz convocando seus aliados para uma tomada de decisão política hoje. Há quem diga que ele partirá para o confronto com o vereador Beto Castro.

No meio político, a decisão do presidente da Câmara Municipal de definir data de 1º de outubro para a eleição do seu sucessor tem tudo a ver com a escolha do novo governador. Se a eleição for marcada para depois das eleições e o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, a candidatura de Beto Castro irá para o espaço.

São Luís, 25 de Agosto de 2026.

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