Orleans e outros oito secretários deixarão o Governo em meados de marços para serem candidatos

Orleans Brandão, Sebastião Madeira,
Natássia Weba, Paulo Casé, Tiago
Fernandes, Abigail Cunha, Yuri Arruda,
Bira do Pindaré e Márcio Ferro deixarão
cargos para serem candidatos

Os bastidores dos Governos Federal e do Estado estão em agitação desde que o presidente Lula da Silva (PT) e o governador Carlos Brandão (sem partido) reuniram suas equipes para definir o futuro dos ministros e secretários que devem encarar as urnas nas eleições de outubro. No Maranhão, o processo de desincompatibilização foi deflagrado pelo governador Carlos Brandão na primeira reunião de 2026 com o primeiro escalão do Governo, durante a qual aproveitou para orientar os secretários e subsecretários pré-candidatos a deixarem os seus cargos na segunda quinzena de março e não no dia 04 de abril, quando faltarão exatos sei meses para as eleições. Ao contrário do que era previsto, a relação de pré-candidatos não é extensa, mas é expressiva.

O nome de maior peso a deixar o Governo será o administrador Orleans Brandão, que pedirá demissão do cargo de secretário de Assuntos Municipalistas para se candidatar ao Governo do Estado pelo MDB. Sua candidatura foi inclusive confirmada pelo governador Carlos Brandão durante a reunião com os secretários, deixando em todos os auxiliares de que se trata de um projeto consolidado e irreversível.

Decididos a disputar cadeiras na Câmara Federal, deixarão seus cargos os secretários de Planejamento e Orçamento, contabilista Vinícius Ferro, que vai encarar as urnas pela primeira vez, e o de Agricultura Familiar e Economia Solidária, advogado e bancário Bira do Pindaré (PSB), um político veterano ex-petista que já foi deputado estadual e deputado federal. Na avaliação de fontes governistas, os dois têm cacife para conquistar os mandatos pretendidos.

A guerra por cadeiras na Assembleia Legislativa é a que atrairá o maior números de candidatos saídos da equipe de ponta do Governo: seis secretários de Estado. A lista começa com o chefe da Casa Civil, o médico Sebastião Madeira (PSDB), um veterano com quatro mandatos de deputado estadual e dois de prefeito de Imperatriz, trajetória enriquecida como dirigente partidário, tendo sido um dos fundadores do ninho dos tucanos no Maranhão e destacado dirigente do PSDB no plano nacional.

Um dos quadros mais destacados do secretariado, o advogado Tiago Fernandes, que comanda a poderosa a influente Secretaria de Estado da Saúde, deixará o cargo na segunda quinzena de março para pleitear uma cadeira na Assembleia Legislativa, segundo os passos do seu antecessor no cargo, o atual deputado estadual e candidato à reeleição Carlos Lula (PSB), que faz oposição ao Governo. O secretário Paulo Casé, que é arquiteto, deixará o comando da igualmente importante Secretaria de Desenvolvimento Social para disputar uma cadeira no parlamento estadual, já estando anunciando dobradinha com o irmão, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda o União Brasil no Maranhão.

A médica Natássia Weba (Podemos) deixará o comando da Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia para entrar na guerra pelo voto, levando o propósito de substituir o pai, Wemetério Weba (PP), que teve mandato de deputado estadual cassado no final do ano passado – no meio político, ela é apontada com uma candidata forte. Já Abigail Cunha, que é advogada, (PL) deixará a Secretaria da Mulher para reassumir seu mandato na Assembleia Legislativa e ser candidata à reeleição – sua cadeira é hoje ocupada pelo suplente Pará Figueiredo (PL). E finalmente, o secretário de Cultura, Yuri Arruda, que é engenheiro civil, anunciou que deixará o cargo para tentar trabalhar quatro anos no Palácio Manoel Bekcman.

Trata-se de um time forte, com boa qualificação e que, cada um ao seu modo, reuniu cacife para entrar na disputa. E pelo que está evidenciado, tanto os dois candidatos a deputado federal quanto os sete que aspiram cadeiras na Assembleia Legislativa estão mobilizados em torno do candidato a governador da base governista.

PONTO & CONTRAPONTO

Rubens Jr. reforça o projeto de candidatura de Felipe Camarão aos Leões

Felipe Camarão e Rubens Jr.: aliados

O posicionamento claro do deputado federal e vice-líder do Governo Rubens Jr. (PT), mostrado em imagem juntamente com o colega dele Márcio Jerry, presidente regional do PCdoB) e do deputado estadual Carlos Lula, vice-presidente estadual do PSB, mostrou que o vice-governador Felipe Camarão vem realizando movimentos bem sucedidos para reforçar o seu projeto de candidatura do Governo do Estado.

Até a chamada “Crise dos Áudios”, que estremeceu mais ainda o confronto aberto entre o Palácio dos Leões e seus adversários do grupo dinista, o deputado federal Rubens Jr. parecia trilhar sobre um muro, atuando mais como conciliador do que como um parlamentar posicionado. A partir dali, porém, ele mudou a postura e o tom, passando a manifestar inclinação pelo projeto do vice-governador, acompanhando a orientação da direção nacional do PT.

O apoio de Rubens Jr. a Felipe Camarão pode influenciar setores do PT e de outras correntes petistas, que em sua maioria tendem a compor com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB). Mesmo não sendo ligado a nenhum dos grupos que formam o partido, o parlamentar tem é muito bem visto pelo presidente Lula e reflete bem o clima dentro do PT.   

Ao postar a imagem, O deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso Rubens Pereira Júnior (PT), apareceu na manhã desta terça-feira ao lado do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT). A foto foi postada pelo próprio Felipe em suas redes sociais, em que brincou: “Ótimo papo sobre 2026… alguém adivinha o assunto?”

Os dois petistas posaram ao lado dos deputados Márcio Jerry (PCdoB) e Carlos Lula (PSB). A imagem representa reforço na base de apoio à candidatura do PT ao governo do Maranhão. Ex-secretário de Educação na gestão de Flávio Dino, Felipe Camarão reafirmou que sua candidatura ao governo está mantida e mantém intensa agenda de reuniões com lideranças populares e partidárias.

Queda de Maduro pode agilizar a exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira

Pedro Lucas Fernandes

Além de comemorar a queda do ditador Nicolás Maduro, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) tem outros motivos para festejar o ataque dos EUA à Venezuela, independentemente de ser ele uma ação criminosa.

É que, segundo analistas do mundo econômico, a queda da ditadura de Maduro pode levar aquele país, que é dono da maior reserva petrolífera do mundo a reestruturar a sua política de exploração e aumentar rapidamente a produção de petróleo.

Se essa previsão se confirmar, a produção venezuelana poderá pressionar a produção brasileira e se tornar uma concorrente incômoda. E para evitar esse problema, o Brasil deve agilizar ao máximo o seu projeto de exploração do petróleo da Margem Equatorial, que vai do Amapá ao Rio grande do Norte, com presença marcante do Maranhão.

Como é sabido, o deputado Pedro Lucas Fernandes é um dos mais ativos defensores da exploração petrolífera na Margem Equatorial, e certamente pressionará a Petrobrás para agilizar as pesquisas e a produção do petróleo nessa região.

São Luís, 07 de Janeiro de 2025.

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